Primeira construção finalizada em um novo condomínio, residência contempla pátio que privilegia privacidade e conexão com a natureza
O projeto da Casa Dante, assinado pelo escritório BLOCO Arquitetos, foi elaborado para abrigar as necessidades de uma família apaixonada por arte, desenho e arquitetura, que desejava mudar de um apartamento para uma nova casa. Localizada no bairro Lago Sul, em Brasília, arquitetos e clientes trabalharam juntos no processo de escolha do terreno, situado no último lote da rua de um novo condomínio próximo a uma das principais pontes de acesso ao centro da cidade.
A localização privilegiada do terreno, sem lote vizinho no limite norte, foi um aspecto primordial para a posterior implantação da casa de 400 m², que é térrea e possui uma planta em formato de “L”, com acessibilidade plena em todos os ambientes internos. Essa configuração criou uma espécie de pátio que contempla grande gramado com árvores frutíferas e piscina, transformando-se no espaço onde as crianças podem brincar ao ar livre, próximas à natureza.
A integração entre os ambientes foi uma prioridade, como forma de se manter a rotina e o contato entre os moradores. Cada cômodo foi projetado de acordo com as necessidades da família: enquanto as crianças desejavam redes na varanda de cada quarto – todos voltados para o grande pátio, assim como a sala – o casal buscava uma sauna e uma adega, que foram incluídas no projeto.
Uma grande mesa de concreto que começa na cozinha, tornou-se o principal elemento da área de convívio, unindo as funções de mesa de jantar, mesa de estudos dos filhos e mesa de apoio da cozinha em uma só peça. O acesso aos quartos é feito por um corredor sob uma grande claraboia – um espaço sem janelas, mas que, ainda assim, recebe iluminação natural zenital (vinda de cima), assim como outros ambientes da casa.
Outro desejo da família era que a casa fosse construída com materiais naturais, como pedra e madeira. Por sugestão dos arquitetos, o concreto aparente da estrutura foi adicionado a essa combinação de materiais. A cobertura apoia lajes em diferentes níveis sobre a área social e de serviço, deixando frestas para entrada de iluminação e ventilação natural.
Já o paisagismo privilegiou plantas nativas da região e outras com baixa necessidade de água, que se adaptam com facilidade ao bioma do cerrado.
Por Redação
Fotografia: Joana França.