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Leo Laniado apresenta “Entre e ao Redor” na A Estufa

Sem estabelecer um percurso único, exposição coloca o público diante de imagens que oscilam entre familiaridade e estranhamento, e pergunta, por meio delas, como reconhecemos o outro e o lugar que ocupamos no mundo

 

Entre figuras que atravessam paisagens e corpos que parecem suspensos em territórios de escala e localização imprecisas, a exposição Entre e ao Redor, de Leo Laniado, constrói um campo de imagens marcado pela ambiguidade. Reconhecíveis, mas nunca inteiramente familiares, corpos, objetos e símbolos emergem de superfícies compostas por sucessivas camadas de cor e textura.

É nesse espaço entre reconhecimento e estranhamento que se desenvolve a exposição individual que A Estufa apresenta de 25 de setembro a 17 de outubro de 2026. Com curadoria de Karina Machado e do próprio artista, a mostra reúne pinturas e esculturas realizadas entre 2018 e 2026. Longe de conduzir o espectador por narrativas conclusivas, Laniado mantém abertas as possibilidades de leitura. As imagens não oferecem um território estável, mas instauram um intervalo a partir do qual se torna possível observar aquilo que aproxima, e aquilo que separa, pessoas, lugares e experiências.

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Refugiados Encontro – Leo Laniado.

O título da exposição nasce dessa condição incerta: estar entre, sem pertencer inteiramente a um lado; perceber o que existe ao redor, sem ocupar uma posição fixa. A paisagem, nesse conjunto, deixa de funcionar apenas como cenário e passa a constituir um campo de relações. É nela que memória, deslocamento, permanência e pertencimento se encontram, em questões que atravessam tanto a produção recente do artista quanto sua própria experiência de vida.

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Em 3 tempos – Leo Laniado.

Ítalo-brasileiro, nascido no Cairo, Egito, Leo Laniado vive em São Paulo desde 1953 e construiu uma trajetória marcada pelo diálogo entre arte, arquitetura e paisagem. Em 1966, durante um período de estudos em Nova York, acompanhou de perto as transformações culturais e artísticas que atravessavam a cena internacional. De volta ao Brasil, fundou, no final da década de 1970, o Galpão, espaço voltado à experimentação e à produção contemporânea que acolheu exposições, performances, happenings e encontros com importantes nomes da arte brasileira e latino-americana.

Artista visual, paisagista e pesquisador da cor, Laniado desenvolveu também uma investigação contínua sobre pigmentos, superfícies e texturas, que se estendeu à criação da Terracor, marca de revestimentos da qual é fundador e sócio. Embora desenhe e pinte desde os anos 1960, foi somente em 2022, após décadas de pesquisa e amadurecimento, que apresentou publicamente sua produção autoral, em uma exposição individual.

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Leo Laniado. Foto: divulgação.

 

 

 

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