3º Congresso Paranaense de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, evento gratuito, será realizado dias 23 e 24 de setembro, das 8h às 18h, em Londrina
O Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (CEAL) reforça o compromisso com a sustentabilidade e com a construção de soluções concretas que envolvem o setor agropecuário e toda a sociedade ao ser co-realizador do 3º Congresso Paranaense de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, evento gratuito que será realizado dias 23 e 24 de setembro, das 8h às 18h, em Londrina. Ao lado da entidade, organizam o evento Embrapa Soja, IDR‑Paraná, Federação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná, CS Consultoria Ambiental, Federação Brasileira do Sistema Plantio Direto e Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina.
“O CEAL tem uma longa tradição de promover diversos eventos, congressos e palestras, com o objetivo de promover conhecimento técnico, que integra a participação dos diversos profissionais da área da engenharia, de modo especial da agronomia e da geociência”, afirma o engenheiro ambiental Charles dos Santos, coordenador das Câmaras Técnicas de Meio Ambiente e Agronomia do CEAL. De acordo com ele, além de reforçar a credibilidade do evento, a participação da entidade estimula a participação de profissionais em busca de qualificação e fortalece a troca de experiências e conhecimento com Produtores rurais, técnicos de pesquisa e gestores públicos.
Fotos: Divulgação CEAL.
Entre os temas previstos na programação, estão a conjuntura e o cenário das negociações da COP 30, com foco no agro; o mercado de carbono: regulamentação, mecanismos de crédito e oportunidades; produção agropecuária com baixa emissão de carbono: técnicas e evidências; movimentações financeiras baseadas em carbono e financiamento climático; e desafios e oportunidades para biocombustíveis ligados à agricultura de baixa emissão. Conforme a organização, o congresso será realizado em um momento crucial, com as negociações da COP 30 ganhando atenção global. O setor agropecuário tem papel essencial na mitigação de gases de efeito estufa, tanto como emissor quanto como mitigador.
Práticas como plantio direto, uso de biocombustíveis, gestão de carbono do solo e incentivos financeiros sustentáveis são cada vez mais exigidas por mercados, políticas públicas e consumidores. “Esse evento representa a união de diversos atores do setor em busca da ciência e da prática professional, com responsabilidade socioambiental, trabalhando para tornar a nossa agricultura cada vez mais eficiente e mais sustentável”, ressalta Charles.
O Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (CEAL) foi fundado em 26 de outubro de 1953. É uma entidade representativa dos profissionais das engenharias, da arquitetura e demais setores relacionados à cadeia da construção civil. Ao longo das últimas sete décadas, a entidade da sociedade civil organizada lutou em prol dos interesses das classes e da própria sociedade londrinense. O CEAL avaliza as ações de uma população que pretende viver em uma cidade com qualidade de vida. Assim, a entidade atua como porta-voz e defensora desses ideais, na atualização profissional e em assuntos de interesse da sociedade.
Casa em Brasília une planta térrea integrada a jardins internos e perimetrais, com uso de materiais que equilibram luz, ventilação e proteção solar
Localizada em um terreno no Lago Sul, bairro residencial de Brasília, a Casa Lima – assinado pelo escritório BLOCO Arquitetos, teve seu projeto elaborado em 2016, mas a obra foi concluída em duas etapas: a primeira, em 2018, e a segunda, em 2024. O projeto partiu da premissa de concentrar toda a área interna em um único pavimento, de modo que o discreto desnível do terreno se revela apenas no afloramento da área externa ao redor da piscina, em relação ao nível natural do solo.
A planta térrea se articula ao redor de dois jardins internos descobertos. Enquanto a abertura principal da sala está voltada para os fundos do terreno, os quartos se abrem para jardins perimetrais que são protegidos do sol da tarde por paredes vazadas de tijolos cerâmicos, apoiadas sobre bancos de concreto “suspensos” do chão. A estrutura da casa é construída em concreto moldado no local com vãos regulares de 3,5 e 6,5 metros entre os apoios.
No coração da casa, a maior parte dos ambientes internos funciona como “caixas neutras”, com paredes e forros brancos. Já nos jardins internos e ao longo de todo o perímetro, a estrutura de pilares e vigas de concreto permanece à mostra, formando uma espécie de “camada de proteção” em contato direto com as intempéries.
Iniciativa visa fortalecer a construção participativa do Sistema Nacional de Patrimônio Cultural
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) realizará oficinas de escuta em todos os estados do país, que vão contribuir com a formulação participativa do 1º Plano Setorial Nacional de Patrimônio Cultural e na constituição das diretrizes para o Marco Regulatório do SNPC. Promovido pela Superintendência do Iphan em São Paulo, a etapa do Projeto Andanças no estado acontecerá na cidade de São Paulo, no dia 24, às 14h e para participar basta se inscreveraqui.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) realizará oficinas de escuta em todos os estados do país, que vão contribuir com a formulação participativa do 1º Plano Setorial Nacional de Patrimônio Cultural e na constituição das diretrizes para o Marco Regulatório do SNPC. Promovido pela Superintendência do Iphan em Minas Gerais, a etapa do Projeto Andanças no estado acontecerá na cidade de Belo Horizonte, no dia 17, às 9h.
O encontro busca reunir detentores, fazedores e trabalhadores da cultura, gestores públicos, pesquisadores, estudantes, profissionais e toda a sociedade interessada para construir, de forma colaborativa, os caminhos para a preservação e valorização do Patrimônio Cultural Brasileiro.
Percorrendo os 26 estados e o Distrito Federal, o Andanças realiza diagnósticos, mobiliza atores, firma acordos, discute as competências e divisão de responsabilidades para a gestão e preservação do Patrimônio Cultural. Segundo o balanço do mês de agosto, dez estados realizaram as oficinas de escuta e cerca de 1,2 mil pessoas participaram das atividades. Quanto mais representativa e inclusiva for a escuta, mais alinhados e integrados estarão sociedade, governos e agentes privados na preservação do Patrimônio Cultural.
Presente na história da arquitetura e da decoração há séculos, o espelho mantém sua aura de sofisticação, mas hoje assume novas funções e possibilidades
Mais do que refletir imagens, o espelho, um clássico do design, se reinventa continuamente, acompanhando as demandas contemporâneas de estética, funcionalidade e tecnologia. Além de ampliarem a percepção espacial, estabelecem conexões visuais e sensoriais capazes de harmonizar contrastes, suavizar transições e valorizar detalhes arquitetônicos. Em projetos contemporâneos, essa versatilidade permite criar composições sofisticadas e equilibradas, que não apenas enriquecem a estética, mas também ampliam a funcionalidade dos ambientes.
Luciana Teixeira, coordenadora do Mercado de Decoração e Interiores da Cebrace, maior produtora de vidros planos do país segundo o Panorama Abravidro 2024 e referência no setor de arquitetura e construção no Brasil, a empresa alia tradição industrial a investimentos contínuos em tecnologia para oferecer soluções que contemplam eficiência energética, conforto térmico, acústico e estética — que inclui espelhos de última geração e linhas que acompanham as tendências internacionais de design e sustentabilidade. “Além de serem decorativos, os espelhos passaram a ser incorporados como elementos estratégicos para manipular luz, profundidade e percepção espacial”, pontua Luciana.
Condomínio Icon, pela arquiteta Luciana Valladares. Foto: SJC Studio Rizzuti.
Na dimensão estética, o espelho se tornou um recurso indispensável para arquitetos e designers que buscam ampliar a percepção espacial, valorizar a luminosidade natural e criar atmosferas cênicas.
Em grandes formatos, os painéis espelhados assumem protagonismo, transformando paredes em superfícies dinâmicas que multiplicam volumes e trazem sensação de fluidez. Em versões trabalhadas, fumês, bronzeados ou coloridos, o material dialoga com as paletas atuais e reforça a identidade dos projetos.
Do ponto de vista funcional, os espelhos também exercem papel estratégico. Em espaços compactos, contribuem para otimizar a circulação e reduzir a sensação de confinamento. Em áreas sociais, tornam-se elementos de conexão entre diferentes materiais, equilibrando contrastes e potencializando a integração entre ambientes. Já em projetos corporativos e comerciais, colaboram para criar uma experiência mais convidativa e envolvente.
Casa Cor Goiás – Sala de Jantar, por Mayara Oliveira. Espelho Prata Cebrace. Foto: Divulgação.
O avanço tecnológico, por sua vez, levou o espelho a outro patamar. Hoje, versões inteligentes com iluminação embutida, desembaçadores e integração a sistemas de automação ampliam seu escopo de aplicação. Espelhos interativos, com telas touch e conectividade, começam a ganhar espaço em banheiros, academias e até mesmo em closets de alto padrão, agregando inovação sem perder o caráter atemporal.
Sala Íntima, da arquiteta Paloma Ávila – Espelho Cebrace Bronze. Foto: Divulgação.
Como elemento integrante de qualquer projeto de interiores, reafirma sua condição de clássico indispensável, mas em constante evolução. Ele se adapta às linguagens e necessidades de cada época, mantendo sua essência de elegância enquanto incorpora recursos que dialogam com o futuro da habitação e do design.
Reflecta & Espelho Campinas Decor. Loft de Vidro, por Gal Nunes. Foto: Leandro Farchi.
Imersão sensorial e sustentabilidade em foco consolidam a marca como referência em soluções acústicas
Entre 24 e 27 de agosto, a Trisoft apresentou na Inter-Noise 2025 uma proposta ousada: convidar o público a ouvir e experimentar o futuro da acústica. E atingiu o objetivo. Como patrocinadora Diamante do evento, a marca encerrou sua participação com resultados expressivos — ampliando sua visibilidade e fortalecendo conexões estratégicas.
Com mais de 60 anos de atuação e mais de 6 bilhões de garrafas PET transformadas em soluções acústicas decorativas, térmicas e funcionais, a Trisoft reforça seu compromisso com a inovação responsável. A presença marcante na Inter-Noise 2025 não apenas posiciona a empresa como referência em acústica sustentável, mas também evidencia que o futuro do setor já está em construção — e ele é reciclável, confortável e bonito.
Uma experiência imersiva
O estande sensorial da Trisoft, inspirada em uma travessia pela natureza, transportava o público por um túnel de arcos iluminados e forros orgânicos, em uma verdadeira imersão acústica. A proposta não apenas chamou atenção pela estética, mas também pela inovação no uso da lã de PET reciclada como elemento central da arquitetura e do design.
A experiência despertou o interesse de arquitetos, engenheiros e especificadores de grandes marcas. “A ideia era mostrar que conforto acústico e sustentabilidade podem — e devem — caminhar juntos. Pelo que vimos nos feedbacks, conseguimos”, comenta Maurício Cohab, diretor da Trisoft.
Durante os quatro dias de evento, passaram pelo estande da Trisoft visitantes de diversos países, o que ampliou a presença internacional da marca e abriu caminhos para parcerias estratégicas no exterior. Além disso, o conteúdo visual e as ativações no espaço foram amplamente compartilhados nas redes sociais, consolidando o estande como um dos mais fotografados e comentados da feira.
Versátil e tecnológico, o Neolith desponta como solução de alto desempenho para projetos que aliam durabilidade, estética e sustentabilidade em revestimentos
A Neolith, grupo espanhol com atuação em mais de 90 países, é hoje líder global na fabricação e distribuição de superfícies de pedras sinterizadas, a partir de matérias-primas 100% naturais. Sendo a sustentabilidade seu conceito motor, de acordo com o Grupo, seus principais objetivos são lixo zero, o uso de matérias-primas recicladas e planificação de produção com impacto neutro em geração de CO2.
Assim sendo, a pedra sinterizada Neolith compõe-se da combinação industrializada de duas dezenas de minerais naturais, em processo de produção que garante a não liberação de gazes tóxicos que possam poluir o ar quando expostos a altas temperaturas, por exemplo. Reciclável, promove-se assim a redução de desperdícios e estende-se o ciclo de vida útil de cada elemento utilizado na composição do produto.
Incorporando políticas de responsabilidade social e com o meio ambiente, a Neolith assumiu os compromissos com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, incorporando em seu DNA o programa ESG. Nesse sentido, o Grupo buscou as mais significativas certificações que a qualificam como uma das maiores empresas do segmento de materiais de construção de alto padrão, com investimentos significativos em tecnologia e inovação.
Imagem aérea da Fábrica da Neolith em Castellon, na Espanha. Foto: Divulgação.
Alicante: distribuidor de Neolith no País
A Alicante importa e distribui soluções de qualidade em superfícies desde 1995, atendendo ao mercado da arquitetura, design e construção com extensa variedade de produtos, entre pedras naturais e superfícies industrializadas, como as pedras sinterizadas Neolith. Para garantir alto desempenho, a empresa conta com cinco unidades de distribuição no País (São Paulo, Santa Bárbara D’Oeste, Curitiba, Goiânia e Cachoeiro de Itapemirim), com mais de 150 mil m2 de estoque em seus depósitos, atendendo, assim, todo o território nacional.
Matriz Alicante, em São Paulo. Foto: Divulgação.
Conforme a empresa, “as superfícies especiais que a Alicante oferece, como as pedras sinterizadas, destacam-se por oferecer ampla variedade de cores, permitindo aos nossos clientes encontrarem a tonalida=de perfeita para qualquer projeto.
A pedra sinterizada Neolith de alto padrão inspira-se em materiais naturais, como mármore, granito, madeira e metal, a partir de tecnologias avançadas de impressão digital. “As pedras sinterizadas proporcionam grande diversidade de texturas, incluindo acabamentos polidos, rústicos, acetinados, foscos, para oferecer sensações táteis distintas”, ressalta a Alicante.
As pedras sinterizadas Neolith oferecem diversas vantagens, se comparadas com superfícies tradicionais. Por ser fabricada em ambiente controlado, as peças produzidas têm as mesmas características e padrões, sem as variações encontradas nos materiais naturais. São significativamente duráveis e resistentes a danos, como manchas, riscos, calor e umidade.
A temática central em todas as áreas internas da V House, projeto assinado por Carlos Rossi, possui um arrojado padrão em espinha, que remete à marca do empreendimento; algo que se tornou uma das características mais marcantes do long stay. A área da piscina também recebeu o Neolith em seu interior, reafirmando a flexibilidade de aplicações do material. Foto: Paulo Brenta.
A mostra apresenta projetos de paisagistas consagrados, revelando ambientes sofisticados alinhados ao lifestyle contemporâneo
Com o tema “Jardim de Morar”, o D&D Shopping, referência nacional em decoração e design, realiza a 7ª edição da Mostra D&D Garden Design, de 16 de setembro a 19 de outubro. A mostra propõe um olhar sensível e inspirador sobre a relação entre o lar e a natureza, incentivando formas mais conscientes e sustentáveis de viver. Os espaços concebidos pelos profissionais convidados evidenciam a delicadeza dos detalhes, a valorização da memória afetiva e a importância do bem-estar, transformando a casa em um verdadeiro refúgio que acolhe e celebra a vida cotidiana.
Um dos grandes destaques da Mostra é o espaço “Ilha Boulevard” assinado pelo arquiteto Lui Costa em parceria com a paisagista Clariça Lima, criado em colaboração com a Hunter Douglas. O ambiente ganhou aconchego e sofisticação com móveis de linhas confortáveis e tons neutros, que contrastam com o verde exuberante do jardim projetado por Clariça. A composição foi abraçada pela cobertura Isla, inovação da Hunter Douglas que une tecnologia, proteção e elegância para áreas externas.
“Ilha Boulevard” assinado pelo arquiteto Lui Costa em parceria com a paisagista Clariça Lima.
Ideal para contemplação e relaxamento, o espaço convida à conexão com a natureza e ao descanso em meio ao ritmo urbano. A grandiosa obra do grafiteiro Kobra, que emoldura o ambiente, completa a cena, reforçando o diálogo entre arte, design e paisagismo. Entre os parceiros presentes estão Artefacto, Ilustre, Hio, Luri e Francino, além das soluções em paisagismo e acabamentos assinados por Loeil e Hunter Douglas.
O resultado é um convite à pausa e à celebração da vida ao ar livre, traduzindo a proposta do tema “Jardim de Morar” com sofisticação e contemporaneidade. O evento contará com a participação de paisagistas consagrados, que apresentam projetos autorais e inovadores, criando ambientes sofisticados e contemporâneos, onde a integração entre design, arte e natureza revela novas possibilidades de habitar e sentir o espaço.
Projeto assinado por Cris Castro e Kátia Crespo.
Profissionais confirmados – Mostra Garden Design 2025
Cris Castro e Kátia Crespo, Cris Nardinelli, Alice Izumi, Ana Lui e Karen Marini, Marianne Ramos e Flávia Menezes, Mauro Contesini, Paulo Sabiá e Flávia Campos, Pupy Zogaib, Renata Guastelli e Andressa Cardoso, Roberto Zatz, Luciano Zanardo, Denyse Martins e Gi Maciel, Fernanda Pereira de Almeida, Igor Mucedola, Jacque Frois e Rachel Castanheira, Raquel Mattos e Joana Balie, Vanessa Tavares e Patrícia Marra, Clariça lima e Lui Costa e Edenia.
Concurso vitrines decoradas
Além disso o shopping se prepara para receber a 2ª edição do concurso de vitrines decoradas D&D Garden Design, que acontece entre os dias 16 de setembro e 19 de outubro. A ação, que integra a programação da mostra, tem como objetivo fortalecer a conexão entre lojistas e profissionais do programa de relacionamento I/D, além de proporcionar um clima de celebração que transforma os corredores do shopping em verdadeiros cenários criativos. Cada loja participante convida um arquiteto ou escritório de arquitetura para assinar uma intervenção exclusiva em sua vitrine, criando um espetáculo visual que promete encantar clientes e visitantes.
Projeto assinado por Renata Guastelli e Adressa Cardoso,
A edição de 2025 reafirma a Bienal como um espaço de proposição e ação coletiva, posicionando a arquitetura como ferramenta essencial na construção de futuros mais justos,resilientes e sustentáveis
De 18 de setembro a 19 de outubro de 2025, São Paulo receberá a 14ª edição da Bienal Internacional de Arquitetura (BIAsp), que retorna ao icônico Pavilhão da Oca, no Parque Ibirapuera, após quase dez anos em formatos descentralizados. Promovida pelo Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento São Paulo (IABsp), a mostra lança um debate essencial: qual o papel da arquitetura frente às mudanças climáticas e aos eventos extremos que já moldam a vida urbana e o meio ambiente?
Intitulada “Extremos: Arquiteturas para um mundo quente”, a 14ª edição terá curadoria coletiva de seis arquitetos — Renato Anelli, Karina de Souza, Marcos Cereto, Clevio Rabelo, Marcella Arruda e Jerá Guarani, e parte da noção de que vivemos um ponto de não retorno. A proposta curatorial foi inspirada nos relatórios do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), em especial o AR6, e convida a arquitetura a formular respostas radicais e inovadoras frente à crise climática, articulando saberes científicos, técnicos e populares — vindos das periferias urbanas, aldeias e quilombos.
A arquitetura fez um esforço gigantesco para criar as cidades adaptadas à produção industrial há cem anos atrás. Hoje é necessário um esforço da mesma ordem para reverter os efeitos da industrialização baseada na emissão de Gases Efeito Estufa para o crescimento sem limites. É preciso criar uma nova relação com a natureza, não mais se colocando fora dela para melhor explorá-la. Criar uma nova cidade capaz de conviver com as águas e incentivar a biodiversidade. A 14ª BIAsp convoca os arquitetos de todo o mundo a trazer suas propostas e suas práticas que demonstrem que é possível reverter o aquecimento global através da mudança na forma de produzir o ambiente construído. — Renato Anelli, curador.
13ªBIAsp. Foto: Luiza Zucchi – IABsp Divulgação.
A expografia, assinada pelo arquiteto Álvaro Razuk, aposta em uma estrutura modular com andaimes de seis metros de comprimento, pensada para apresentar projetos, planos, maquetes e vídeos. O sistema busca ocupar os 10 mil m² do pavilhão de forma equilibrada, valorizando a arquitetura do edifício modernista. Programação inclui projetos — construídos ou não —, instalações experimentais, produções audiovisuais, oficinas, performances, palestras e ações em territórios externos à Oca.
Cinco eixos curatoriais guiarão os conteúdos apresentados:
Preservar as florestas e reflorestar as cidades
Conviver com as águas
Reformar mais e construir verde
Circular e acessar juntos com energias renováveis
Garantir a justiça climática e a habitação social
Entre os participantes já confirmados estão o paisagista chinês Yu Kongjian, criador do conceito dos parques-esponja, e o escritório holandês Ooze, com o projeto City of 1000 Tanks, inspirado nas infraestruturas tradicionais indianas de retenção de água. A mostra também contará com uma seção dedicada a biomateriais, desenvolvida em parceria com instituições como o IED (Istituto Europeo di Design), a Bauhaus Earth (Alemanha) e o Craterre (França).
12ªBIAsp. Foto: André Scarpa – IABsp Divulgação.
Extremos: Arquiteturas para um mundo quente
Texto curatorial:
Vivemos em um mundo de eventos climáticos extremos e o limite para a vida humana, o ponto de não retorno, nos espreita no horizonte. Se a arquitetura tem parte na produção dos extremos do clima, do uso de recursos e da injustiça climática, qual é o papel da arquitetura para reverter esse cenário?
Enfrentar problemas extremos demanda soluções também extremas, radicais. Elas podem estar na ponta da ciência e da tecnologia. Ou podem estar no outro extremo, nas margens: nas respostas que emergem nas periferias das cidades ou nos saberes tradicionais conservados nas aldeias, nos quilombos.
Propostas produzidas no interior dessas diferentes formas de conhecimento, bem como pelo diálogo, fricção e aprendizado mútuo entre elas, propõem novos caminhos para enfrentar o aquecimento global e adaptar o habitat humano aos extremos climáticos com que já convivemos.
Cinco eixos pautarão projetos, experiências, experimentos e discussões de transformação desse cenário que mirem a produção de cidades mais resistentes e resilientes, pois adaptadas aos extremos do clima e preparadas para retomar a vida após os desastres.
O primeiro eixo, Preservar as florestas e reflorestar as cidades, sugere a incorporação radical da biodiversidade como forma tanto de reverter o aquecimento global, ao capturar carbono da atmosfera, como de criar microclimas que atenuem ondas de calor.
O segundo eixo, Conviver com as águas, reunirá experiências de renaturalização de córregos e de Soluções Baseadas na Natureza para estabilizar encostas, recuperar margens, trabalhando a favor do ciclo da água.
O eixo Reformar mais e construir verde vai abordar o reuso adaptativo de construções obsoletas e a adoção de sistemas construtivos sustentáveis com baixo carbono, para enfrentar o desafio da redução das emissões de Gases de Efeito Estufa envolvidas na construção e uso das edificações.
Por sua vez, o eixo Circular e acessar juntos com energias renováveis tratará das possibilidades do planejamento urbano e das redes de mobilidade para reduzir a necessidade de deslocamentos individuais e estimular a modalidade ativa, considerando também a transição energética nos transportes coletivos.
Finalmente, o eixo Garantir a justiça climática e a habitação social dará centralidade à desproporcional vulnerabilidade das populações mais pobres (frequentemente racializadas e com presença marcante de mulheres e crianças) aos eventos climáticos extremos, grupo social que historicamente menos colaborou com o aquecimento global, mas que habita as áreas de maior risco: assentamentos em condições precárias, muitas vezes situados em encostas e várzeas.
Para construir a 14ª BIAsp, convidamos a sociedade a apresentar e desenvolver propostas concretas que unam os avanços da ciência do clima aos saberes ancestrais, combinando as novas tecnologias socioambientais a práticas e materiais tradicionais. Propostas que juntas nos ajudem a entender de quais arquiteturas precisamos para habitar um mundo além dos extremos.
Do residencial ao comercial, espelhos em grandes dimensões, contínuos e sem emendas, estão redefinindo a linguagem dos projetos contemporâneos
Os espelhos sempre ocuparam um lugar de destaque na arquitetura e no design de interiores, seja pela função prática, seja pelo impacto estético que oferecem. Nos últimos anos, a evolução tecnológica na produção de chapas de grandes dimensões elevou os espelhos a um novo patamar, permitindo superfícies contínuas, sem emendas e com altíssima qualidade estética. Essa conquista abre um leque de possibilidades para arquitetos e designers, que agora encontram no espelho não apenas um recurso de apoio, mas um elemento protagonista capaz de redefinir espaços, valorizar projetos e expandir os limites da criatividade.
A eliminação de emendas, antes um desafio técnico e logístico, hoje é realidade graças a tecnologias que garantem planicidade, resistência e acabamento impecável. Esse desenvolvimento amplia o escopo de aplicação do espelho, que passa a ser considerado um material arquitetônico de grande relevância, capaz de oferecer soluções estéticas e funcionais para projetos complexos. O resultado é uma estética sofisticada, que integra o espelho à arquitetura como elemento estruturante, e não apenas decorativo.
Casa Conceito Home Theater, pela arquiteta Nágila Andrade. Foto: Divulgação.
De acordo com a Cebrace, maior produtora de vidros planos do país segundo o Panorama Abravidro 2024, o mercado brasileiro de vidros decorativos e arquitetônicos está em transformação, destacando-os como elementos de conexão visual e sensorial entre materiais diversos, capazes de criar composições sofisticadas, equilibradas e funcionais.
Segundo Luciana Teixeira, coordenadora do Mercado de Decoração e Interiores da Cebrace, diante de desafios como custo das matérias-primas, regulamentações e normas técnicas, a marca enxerga a oportunidade de vidros inteligentes e tecnológicos trabalharem a favor da sustentabilidade e da eficiência energética – sem deixar de lado a personalização e o design exclusivo – favorecendo o crescimento da construção civil, o desenvolvimento de cidades inteligentes e uma arquitetura mais sustentável. “A qualidade, a tecnologia e a segurança para produzir uma chapa padrão (3210×2200) e uma chapa jumbo (3210×6000) são as mesmas”, reforça Luciana.
DECORV. Foto: Divulgação.
De fato, mais do que duplicar a cena, os espelhos em grandes dimensões influenciam diretamente a experiência dos usuários. Eles refletem a luz natural, otimizam a eficiência energética, contribuem para a valorização de vitrines e reforçam a identidade visual de espaços comerciais e corporativos. Em residências, tornam-se protagonistas em halls, salas de estar, closets e banheiros, criando atmosferas envolventes e personalizadas.
Já a liberdade criativa é um dos maiores trunfos desse recurso. Superfícies contínuas permitem composições ousadas, seja do piso ao teto, em paredes inteiras ou em diálogo com materiais nobres como mármore, madeira ou metal; flexibilidade estética que amplia as possibilidades de linguagem. “Os espelhos atuam como elementos de conexão visual e sensorial entre materiais diversos, criando composições sofisticadas, equilibradas e funcionais”, pontua Luciana.
Casacor GO – Projeto Wine e Relax Time, da arquiteta Milena Niemeyer. Aplicação do Espelho Prata. Foto: Divulgação.
Se antes a utilização de espelhos de grande porte foi limitada por questões técnicas e de transporte, hoje é viabilizada por processos industriais avançados e sistemas de instalação especializados. Isso amplia o leque de aplicações, consolidando o espelho como um recurso que vai além da estética, assumindo papel estratégico na valorização e diferenciação de projetos arquitetônicos e de interiores.
Loft da Bailaria, projeto de Sérgio Palmeira. Aplicação Espelho Cebrace Bronze. Foto: Divulgação.