Arquitetura, mobilidade e cultura: porque Pinheiros concentra os apartamentos mais disputados de São Paulo

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As projeções para o mercado imobiliário de Pinheiros em 2026 apontam crescimento entre 10% e 15% ao ano, com boa liquidez para imóveis que chegam ao mercado com preço alinhado aos dados de referência

 

Existe um tipo de bairro que não precisa se vender. Pinheiros é um desses lugares. Na zona oeste de São Paulo, o bairro acumulou ao longo de décadas uma combinação que urbanistas e arquitetos dificilmente encontram pronta em qualquer outra parte da cidade: ruas arborizadas em escala humana, infraestrutura de transporte de alto nível, uma cena cultural e gastronômica densa e uma arquitetura residencial que passou, nos últimos anos, por uma renovação expressiva. O resultado é um mercado de locação entre os mais aquecidos da capital, com aluguéis que subiram mais de 13% em apenas seis meses e uma demanda que mostra poucos sinais de arrefecer.

Para quem avalia alugar apartamento em Pinheiros, os números são apenas parte da história. O bairro oferece algo que metros quadrados e tabelas de preço não conseguem capturar inteiramente: uma qualidade de vida urbana construída camada por camada, onde arquitetura, mobilidade e identidade cultural se reforçam mutuamente.

 

A arquitetura que chegou junto com a valorização

O mercado imobiliário de Pinheiros não se transformou apenas em volume. Transformou-se em padrão. O edifício AYRA Pinheiros, concebido pelo escritório SPBR Arquitetos em parceria com a construtora SKR, é um exemplo representativo desse movimento. Posicionado entre a Avenida Rebouças e a Rua dos Pinheiros, o empreendimento chamou atenção de fundos de investimento que o converteram em um edifício multifamily, modelo em que todas as unidades pertencem a um único proprietário e são destinadas ao aluguel. O conceito responde a uma tendência que vem se consolidando nos últimos anos: prédios projetados desde a concepção para a locação, com áreas comuns, coworking, studios e multiuso integrados à experiência de morar.

O resultado prático é visível no mercado. Lançamentos em Pinheiros chegam a cobrar até 79% a mais por metro quadrado em relação a apartamentos usados, com valores que alcançam R$ 23.500 por m² nas áreas mais disputadas. O preço médio de locação está em R$ 99 por m², com alta de 7,9% nos últimos doze meses segundo o ZAP Imóveis, bem acima da inflação oficial no período.

 

Mobilidade como diferencial estrutural

Poucos bairros em São Paulo têm a densidade de transporte público que Pinheiros oferece. O bairro é atendido pelas estações Faria Lima e Pinheiros da Linha 4 Amarela do Metrô, pela estação Pinheiros da CPTM e por uma malha de ciclovias que conecta moradores à Marginal e a outros pontos da cidade. A facilidade de acesso ao transporte público é citada por 92% dos moradores nas avaliações coletadas pelo QuintoAndar, índice que posiciona Pinheiros entre os mais bem avaliados da capital nesse quesito.

A esse cenário já consolidado soma-se um projeto de peso para os próximos anos. Pinheiros pode se tornar o maior hub de metrô fora do centro de São Paulo com a chegada da Linha 16 Violeta, cujo edital de concessão tem previsão de lançamento no segundo semestre de 2026. A extensão do trajeto até a futura estação Teodoro Sampaio, alteração recente no projeto original, amplia diretamente a área de influência do bairro. A previsão de operação da primeira fase é 2035, mas o anúncio já impacta o interesse de incorporadoras e investidores no entorno.

Soma-se a isso a regulamentação do Arco Pinheiros, plano urbanístico sancionado pela Prefeitura de São Paulo que cobre cerca de 15 milhões de metros quadrados no entorno do rio e prevê construção de pontes, novos corredores de ônibus, ciclovias e um distrito de inovação destinado a concentrar empresas, universidades e startups. O decreto regulamentador, publicado em março de 2026, organiza os critérios de licenciamento para novos empreendimentos na área e sinaliza uma transformação urbana de longo prazo que já começa a ser precificada pelo mercado.

 

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Imagem: Divulgação/Pixabay

 

A cultura que ancora o bairro

A identidade cultural de Pinheiros não é um atributo recente, mas segue sendo um dos seus diferenciais mais difíceis de replicar. A Praça Benedito Calixto reúne semanalmente antiquários, artesãos e quitutes em um formato de feira que resiste ao tempo e atrai moradores e visitantes com regularidade. A Praça das Omaguás funciona como ponto de encontro de artistas locais. O Instituto Tomie Ohtake, ícone arquitetônico projetado por Ruy Ohtake, ancora a produção cultural contemporânea no bairro e é referência na cena das artes visuais paulistanas.

A gastronomia acompanha esse ritmo. A Rua dos Pinheiros e a região conhecida como Baixo Pinheiros concentram uma variedade de restaurantes, bares e cafés que abrange desde cozinhas autorais até botequins de bairro, cobrindo faixas de preço e perfis de público que convivem sem atrito. O bairro é composto principalmente por jovens profissionais que trabalham nos polos corporativos próximos e famílias que valorizam a conveniência dos serviços locais, dois perfis que a oferta gastronômica e cultural do bairro atende com precisão.

 

Por que Pinheiros lidera a disputa por apartamentos em São Paulo

As projeções para o mercado imobiliário de Pinheiros em 2026 apontam crescimento entre 10% e 15% ao ano, com boa liquidez para imóveis que chegam ao mercado com preço alinhado aos dados de referência. A taxa de vacância baixa, a demanda consistente de profissionais e famílias e a perspectiva de ampliação da infraestrutura de transporte formam um conjunto de fundamentos que sustentam esse desempenho além do ciclo de curto prazo.

Para quem busca alugar apartamento em Pinheiros, o bairro entrega hoje aquilo que projetos urbanos de outros endereços ainda prometem para o futuro: uma cidade que funciona em escala humana, onde a arquitetura dos edifícios dialoga com a rua, o transporte elimina a dependência do carro e a cultura está a uma caminhada de distância. Em São Paulo, isso não é pouco. Em Pinheiros, é o padrão.

ADIT Arq 2026 traz ao Brasil Jürgen Mayer

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Evento em Florianópolis propõe discussão sobre o impacto socioeconômico dos projetos urbanos contemporâneos, que são capazes de integrar mobilidade, convivência, uso misto e experiência, ampliando dinamismo econômico

 

Mais do que expressões de criatividade e identidade visual, a arquitetura e o urbanismo assumem papel decisivo na transformação econômica e social das cidades. Em um contexto em que os projetos urbanos impactam diretamente fatores como turismo, valorização imobiliária, mobilidade, qualidade de vida e atração de capital, o ADIT Arq 2026 — seminário de Arquitetura, Design e Projetos promovido pela ADIT Brasil — reúne especialistas e lideranças do setor para debater como os novos empreendimentos estão moldando o futuro dos centros urbanos no Brasil e em diferentes regiões do mundo.

O encontro acontece no dia 11 de junho, em Florianópolis (SC), e tem como principal destaque internacional a participação inédita no Brasil do arquiteto alemão Jürgen Mayer, fundador do escritório J.MAYER.H, reconhecido mundialmente por projetos que conectam arquitetura, tecnologia, espaço público e regeneração urbana. Entre suas obras mais emblemáticas está o Metropol Parasol, em Sevilha, na Espanha — projeto considerado um marco da revitalização urbana europeia contemporânea.

O empreendimento transformou uma antiga área degradada da cidade em um dos principais polos turísticos e culturais de Sevilha, integrando praça pública, mercado, espaços culturais, gastronomia, circulação urbana e convivência social. O projeto passou a impulsionar o fluxo turístico, fortalecer o comércio local e ampliar a valorização imobiliária da região, tornando-se referência internacional em requalificação urbana e ativação econômica através da arquitetura.

 

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Centro Urbano Metropol Parasol em Sevilha, Espanha. Crédito: Divulgação J.MAYER.H.

 

É justamente essa visão de cidades mais conectadas, multifuncionais e voltadas à experiência urbana que estará no centro dos debates do ADIT Arq 2026. O seminário chega à sua quinta edição consolidado como um dos principais fóruns nacionais para discussão sobre arquitetura aplicada ao desenvolvimento imobiliário e turístico, promovendo o diálogo entre arquitetos, urbanistas, incorporadores e investidores.

A programação deste ano terá recorde de cases apresentados e reunirá projetos de diferentes escalas e tipologias, conectando temas como bairros planejados, retrofit, hospitalidade, ESG, uso misto, ativação urbana e desenho de espaços voltados à convivência e à experiência. Entre os cases confirmados estão o Parque Capivari, em Campos do Jordão (SP); Parque e Marina Beira-Mar, em Florianópolis (SC); Casa Una São José dos Campos (SP); Terra All Resort, em Porto Belo (SC); além de empreendimentos de Porto Alegre, Curitiba, Maringá e Bento Gonçalves.

Além do conteúdo técnico, o ADIT Arq propõe uma discussão sobre o impacto socioeconômico dos projetos urbanos contemporâneos, que são capazes de integrar mobilidade, convivência, uso misto e experiência, ampliando dinamismo econômico, atraindo investimentos privados e gerando maior valorização imobiliária ao longo do tempo.

Para Renê Rocha, vice-presidente da área imobiliária da ADIT Brasil, o mercado brasileiro vive um momento importante de transformação. “Hoje não discutimos apenas arquitetura ou incorporação imobiliária. Estamos falando sobre como os projetos impactam diretamente a dinâmica econômica, social e turística das cidades. O ADIT Arq nasce justamente para aproximar arquitetos, urbanistas e empresários em uma discussão estratégica sobre o futuro do desenvolvimento urbano no Brasil”, destaca.

O evento também contará com a participação de executivos e profissionais que vêm liderando alguns dos projetos mais relevantes do mercado brasileiro, como Miguel Pinto Guimarães, Adriana Alves e Juliana Castro, entre outros especialistas ligados à arquitetura, urbanismo, hotelaria e desenvolvimento imobiliário. A programação do evento inclui ainda visita técnica ao Passeio Primavera, empreendimento em Florianópolis considerado referência em integração entre urbanismo, convivência e uso misto, um dia antes do evento. A agenda completa está disponível no https://adit.com.br/evento/adit-arq/

 

Serviço
ADIT Arq 2026
Data: 10 e 11 de junho de 2026
Local: Florianópolis (SC)
Mais informações: www.adit.com.br

Cadeira Louise: design contemporâneo e alta performance!

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Inspirada na estética industrial e destina a ambientes diversos, lançamento da Tramontina combina resistência, praticidade e versatilidade

 

Inspirada nas tradicionais cadeiras de metal, a nova Cadeira Louise, lançamento da Linha Summa da Tramontina, apresenta uma releitura contemporânea da estética industrial clássica. Desenvolvida em polipropileno, a peça alia resistência, versatilidade e design, atendendo às exigências de projetos que priorizam funcionalidade, durabilidade e apelo estético. Com essa novidade, a marca amplia seu portfólio com uma solução que une referências atemporais a materiais e tecnologias atuais.

Com estrutura monobloco e um marcante padrão geométrico aplicado ao encosto e ao assento, o modelo, que foi pensado para ambientes domésticos, também agrega personalidade e modernidade a diferentes tipos de ambientes, desde restaurantes e cafeterias até áreas corporativas e espaços de convivência. Por isso, foi oficialmente apresentado na Fispal Food Service, a maior feira de soluções para alimentação fora do lar, sorveterias e cafeterias da América Latina.

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Mais do que um diferencial estético, a robustez é outro destaque do lançamento. Com capacidade para suportar até 182 kg, a peça proporciona conforto e segurança no uso cotidiano. Sua estrutura conta ainda com proteção UV, recurso que aumenta a resistência ao desgaste provocado pela exposição solar, garantindo maior durabilidade e preservando a qualidade e a aparência do produto mesmo em ambientes externos.

Pensando na praticidade dos estabelecimentos, o produto é empilhável em até seis unidades, facilitando a organização e a otimização dos espaços. Disponível em cinco opções de cores (verde, camurça, grafite, terracota e areia) e nas versões com ou sem braços, o modelo oferece flexibilidade para compor diferentes propostas de decoração e atender às mais diversas necessidades de projeto.

 

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Imagens: Divulgação Tramontina

O inox como linguagem contemporânea do morar 

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Evviva reafirma sua atuação precursora na aplicação do material no mobiliário planejado brasileiro há mais de uma década

 

Um dos destaques durante a EuroCucina 2026, em milão, reforça uma tendência que a Evviva identificou há mais de uma década: o aço inoxidável conquistou espaço além das cozinhas profissionais e passou a ocupar posição de destaque nos ambientes residenciais de alto padrão. Bancadas monobloco, ilhas imponentes, superfícies metálicas integradas e armários com acabamento em inox marcaram presença nos principais lançamentos do evento, considerado a maior vitrine mundial do design de cozinhas. A predominância desses elementos evidencia o avanço de uma estética mais técnica, sofisticada e minimalista, alinhada às novas formas de habitar.

“A forte presença do inox na EuroCucina 2026 evidencia um movimento do design global em direção a materiais que conciliam estética, resistência e funcionalidade. A Evviva identificou esse potencial há mais de uma década, ao lançar no mercado brasileiro uma cozinha planejada em aço inox com linguagem sofisticada e voltada ao universo residencial” –  Sheila Bertolini, sócia e diretora de relacionamento da flagship Evviva Gabriel.

 

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Muito antes dessa consolidação internacional, a Evviva, marca de mobiliário planejado do Grupo Bertolini, já apostava no potencial visual e funcional do material ao lançar, em 2014, a linha INO, a primeira cozinha planejada produzida no Brasil com portas e tamponamentos em aço inox. Em um mercado ainda predominantemente voltado à madeira e acabamentos tradicionais, a marca introduziu uma proposta inédita ao combinar o visual industrial do inox com a elegância do mobiliário de alto padrão.

 

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A evolução desse conceito ganhou forma na linha INO D.O.C, releitura ainda mais refinada da coleção original. Com desenho limpo e minimalista, linhas retas, ângulos precisos e uma linguagem depurada, a atual versão reforça atributos que hoje aparecem entre as principais apostas internacionais para cozinhas premium.

 

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O inox como linguagem contemporânea do morar

A linha INO D.O.C aposta na pureza das formas e na precisão dos acabamentos como elementos centrais do projeto. As espessuras robustas das frentes e prateleiras ressaltam a imponência visual do mobiliário, enquanto os puxadores integrados às portas reforçam o aspecto contemporâneo da composição. O resultado é uma cozinha que equilibra tecnologia, design e atemporalidade, aproximando o ambiente doméstico de uma linguagem arquitetônica cada vez mais valorizada internacionalmente.

Outro diferencial está na combinação entre o aço inoxidável 304 e a madeira, criando um contraste entre a materialidade técnica do metal e a sensação de acolhimento proporcionada pelos acabamentos amadeirados. A composição evidencia uma tendência crescente no design de interiores: cozinhas que deixam de ser apenas espaços funcionais e assumem papel central na arquitetura da casa.

Produzidas com aço inoxidável 304, matéria-prima 100% reciclável, as linhas INO e INO D.O.C também incorporam atributos ligados à durabilidade, resistência e sustentabilidade. O material oferece alta performance, fácil manutenção e superfície lisa que atende exigências rigorosas de higiene, além de garantir longevidade ao mobiliário.

O desenvolvimento da linha é resultado da expertise do Grupo Bertolini no trabalho com aço há mais de cinco décadas, aliado ao DNA inovador da Evviva no segmento de mobiliário planejado de alto padrão. A marca foi uma das primeiras do país a compreender que o inox poderia transcender a linguagem industrial e ocupar cozinhas residenciais sofisticadas, movimento que agora ganha escala global a partir das referências apresentadas em Milão.

 

BIM e IA devem alavancar o uso de dados na indústria da construção no Brasil

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De acordo com Ruben Millon, da Graphisoft, há ainda caminhos para a ampliação da inteligência artificial nos fluxos técnicos de projeto, coordenação e execução

 

Segundo dados da FGV IBRE, o uso de Building Information Modeling (BIM) pelas empresas de construção no país mais que dobrou em seis anos, passando de 9,2% em 2018 para 20,6% em 2024. Mas é a integração do BIM com Inteligência Artificial (IA) e workflows BIM que deve, de fato, ditar o futuro do setor de arquitetura, engenharia e construção civil, graças à capacidade da tecnologia de alavancar a produtividade e antever cenários que impactem em tomadas de decisões.

O tema foi discutido no BIM Fórum Conference 2026, realizado neste mês de maio em São Paulo (SP), reunindo especialistas e executivos do setor para discutir os avanços que o setor já conquistou por meio da tecnologia, bem como as expectativas para os próximos anos. No painel “IA e construção digital — onde já estamos e para onde vamos”, Ruben Millon, arquiteto sênior da Konigsberger Vannucchi Arquitetos e representante da Graphisoft, referência global em soluções BIM, afirmou: “A IA vai impulsionar uma transformação que o BIM já começou. Estamos saindo de um modelo centrado apenas em representação para um modelo centrado em dados. Isso muda completamente a forma como os projetos serão concebidos, coordenados e operados”, disse.

O uso de dados como recurso para o desenvolvimento de projetos deve ser a principal mudança na indústria da construção, por meio do qual modelos BIM deixam de ser apenas uma documentação técnica, mas se tornam plataformas de informação em todo o ciclo de vida dos ativos. “A tendência é que não existam mais projetos concebidos desde o início sem uma estratégia orientada por dados. Empresas precisarão redesenhar seus modelos de valor, colocando IA e dados no centro das operações”, disse Millon.

E apesar da IA avançar no ambiente corporativo, ainda não há ampla adesão da tecnologia nos fluxos técnicos de projeto, coordenação e execução. “As grandes empresas já começam a aplicar IA em escala em diferentes processos internos. Mas no ambiente técnico ainda estamos em um estágio inicial. Já vemos aplicações concretas em extração automática de quantitativos, detecção de interferências e geração de documentação técnica com modelos de linguagem, mas ainda de forma bastante pontual”, explicou.

Normas e frameworks voltados à governança de dados e gestão da informação, como a ISO 19650, podem viabilizar a adoção escalável da IA na indústria. “A IA chega rápido. A maturidade de dados chega devagar. O desafio continua sendo estruturar informações confiáveis, padronizar processos e preparar as organizações para trabalhar de forma integrada. A diferença entre empresas que apenas fazem pilotos de IA e aquelas que conseguirão escalar a tecnologia está justamente na qualidade dos dados e na maturidade da gestão da informação”, disse.

 

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Divulgação: Graphisoft.

 

Design generativo

Ruben Millon também que o cruzamento de dados viabilizado pela IA deve acelerar o uso de recursos como tomada de decisão preditiva e o design generativo colaborativo, tornando-as as principais frentes de criação de valor do BIM. “Quem tiver dados estruturados de projetos anteriores terá uma vantagem competitiva enorme. A IA permitirá antecipar riscos de prazo, custo e qualidade antes que eles se tornem problemas concretos”, afirmou.

 

Integração com agentes

De acordo com Millon, a indústria BIM está está cada vez mais receptiva a softwares que conversam diretamente com agentes de IA — sistemas que não apenas respondem a perguntas e criam mensagens generativas, mas criam planos estratégicos, tomam decisões e utilizam ferramentas por conta própria com mínima intervenção humana. “Isso deve transformar profundamente a maneira como informações são produzidas, processadas e utilizadas nos projetos”, afirmou.

Uma das principais tendências de médio e longo prazo será a transformação dos modelos BIM em plataformas inteligentes de operação de ativos, integrando sensores, IoT (internet das coisas) e IA ao longo de toda a vida útil dos empreendimentos. “O BIM precisa deixar de ser apenas um entregável ao final do projeto e passar a funcionar como um sistema vivo de operação do ativo. É aí que está o maior potencial econômico do setor”, pontuou.

Ruben Millon defende, contudo, que o avanço da IA não deve substituir arquitetos e engenheiros, mas sim ampliar a capacidade analítica e criativa dos profissionais, liberando mais tempo para atividades que envolvam julgamento técnico, criatividade, estratégia e relacionamento.

 

 

 

 

Por Victor Hugo Felix.

Salão de Gramado 2026

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11ª edição da feira foca em consolidar o Brasil como uma plataforma global de negócios para o design brasileiro e indústrias do setor moveleiro

 

Entre os dias 15 e 18 de junho, o Pavilhão Serra Park sediará a 11ª edição do Salão de Gramado, evento que reunirá expositores do setor moveleiro de diversas regiões do Brasil. Reconhecida como uma importante vitrine para o segmento, a feira destaca lançamentos, tendências e inovações em design e tecnologia, fortalecendo sua relevância para o mercado.

A cada ano o evento reforça seu papel estratégico e se destaca por dar absoluto protagonismo ao design autoral e à identidade nacional com peças produzidas com madeiras brasileiras e matéria prima natural. Esta edição reunirá mais de 100 indústrias expositoras, concentrando os principais players do mercado nacional, especialmente, empresas que integram o consagrado polo moveleiro do Sul do país.

Além dos expositores, o Salão de Gramado estreia seu podcast sob o comando do arquiteto André Menin, sócio-diretor do Refresh Trends, que entrevistará designers, lojistas e arquitetos. Esta edição contará também com um espaço exclusivo dedicado a debates diários sobre a importância da produção nacional e a valorização do design autoral.

 

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Salão de Gramado 2025. Foto: Ricardo Beppler.

 

Aposta na internacionalização

Esta edição promete intensificar ainda mais os negócios elevando o patamar de internacionalização ao lançar o seu próprio Projeto de Importadores. O objetivo central é fortalecer a rede de negócios B2B, conectando diretamente a indústria moveleira brasileira de alto padrão com grandes players internacionais, com foco inicial muito forte em lojistas e importadores da América Latina.

Segundo o diretor comercial do Salão de Gramado, Marcio Magnus, a mudança de rota é criar essa plataforma de negócios com o objetivo de fomentar as exportações e promover a economia do polo moveleiro brasileiro. “Estamos investindo ativamente para trazer compradores estrangeiros com alto poder de decisão, são donos e diretores de lojas de países da América do Sul”, diz diretor. “A ideia é que o design brasileiro, já reconhecido pela qualidade e originalidade, encontre canais de escoamento direto para mercados vizinhos”, complementa.

 

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Salão de Gramado 2025. Foto: Ricardo Beppler.

 

A escolha por esses mercados não é por acaso. Existem três pilares que justificam esse investimento massivo no B2B regional: a proximidade geográfica facilita o escoamento do mobiliário, tornando o custo do frete mais competitivo em comparação à importação de móveis europeus ou asiáticos; valorização do design autoral brasileiro na região e as madeiras nobres e as facilidades tarifárias.

Na edição de 2025, o Salão de Gramado gerou aproximadamente R$ 300milhões em negócios e teve um aumento de 8,4% de público visitante com 132 indústrias expositoras. Com a abertura dessas novas frentes internacionais, a organização projeta um crescimento expressivo, visando superar o patamar dos R$ 350 a R$ 400 milhões em volume de negócios para 2026. “Nosso foco principal deste ano é a vinda de compradores da América Latina, com o objetivo de transformar o Salão de Gramado em uma plataforma global de negócios”, afirma o CEO da feira Flavio Ferreira.

Além dos importadores, a feira continua mantendo o foco em lojistas nacionais, arquitetos e designers, criando um ambiente de troca técnica e comercial. Porém, essa movimentação é um reflexo do amadurecimento do Salão de Gramado, que deixou de ser apenas uma feira regional para se consolidar como uma plataforma global de negócios para o design brasileiro e indústrias do setor moveleiro.

 

Salão de Gramado
De 15 a 18 de junho de 2026
Das 10h às 19h – de 2ª a 4ª 
Das 10h às 17h – 5ª 
Pavilhão Serra Park _ Gramado (RS)
www.salaodegramado.com.br | @salaodegramado

Espaços de convívio e mobiliário urbano ressignificam o não-lugar

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Projetos urbanísticos que integram vias públicas e privadas estimulam uma nova forma de ocupar as cidades, permitindo conexões e pertencimento

 

Em espaços urbanos, entre uma rua e outra, entre um edifício e outro, entre estações de metrô e praças desocupadas, há centenas de áreas por onde as pessoas passam como se estivessem no piloto automático, sem criar qualquer tipo de vínculo com o local. A função deles é, essencialmente, a transitoriedade, são espaços de passagem, e não de fruição. São o que o etnólogo e antropólogo francês Marc Augé chamou de não-lugar.

O conceito surgiu a partir da análise dos impactos da supermodernidade, da aceleração do tempo e da individualização excessiva, que geram espaços que podem até ser funcionais, mas que não permitem enraizamento, pertencimento e conexões sensíveis. Considerando, ainda, que muitas cidades, como no Brasil, foram construídas sem o devido planejamento urbano, ou foram construídas de modo a privilegiar o tráfego de automóveis, e não de pessoas, os não-lugares se espalharam como uma epidemia.

 

Novos fluxos

Há, contudo, iniciativas que buscam trazer vida para os não-lugares, propiciando formas diferentes de ocupação dos espaços para que não sejam apenas áreas de transição, mas locais onde as pessoas possam se conectar entre si e viver histórias com significado. Exemplo é o projeto arquitetônico do Passeio Paulista, edifício de uso misto da Fibra Experts. O empreendimento de uso misto tem uma localização privilegiada que permitiu a criação de um espaço de convívio conectando a rua da Consolação à Bela Cintra, por meio de um átrio central com praça arborizada e luz natural.

Áreas de convívio permitem que moradores, clientes dos comércios locais e trabalhadores possam ter experiências diversas no local. “Os pedestres se apropriam dessa conectividade entre as ruas pelo meio do quarteirão, medida que favorece a vitalidade  urbana”, destaca Grazzieli Gomes Rocha, sócia do escritório aflalo/gasperini arquitetos, responsável pelo projeto.

O Passeio Paulista reúne em um mesmo complexo lajes corporativas, lofts residenciais e uma área destinada a estabelecimentos comerciais, com lajes de aproximadamente 1.800 m² e um embasamento de 3 pavimentos, cada um com cerca de 3.700 m². O projeto recebeu a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) Gold, conferida pelo US Green Building Council, em razão da aplicação de soluções como racionalização do consumo de água, promoção de eficiência energética e redução da emissão de gases de efeito estufa.

 

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Passeio Paulista. Fotos: Daniel Ducci.

 

Complexo urbano

Em uma proposta análoga, o projeto LAPI da Superlimão tem promovido uma nova forma de ocupar São Paulo. Considerado um marco na requalificação urbana do Largo da Batata, o projeto avançou e se tornou um polo dinâmico de cultura, gastronomia e comércio em Pinheiros. Ainda em construção, o empreendimento ocupará uma área de 20 mil m², resultado da integração de dezenas de imóveis que foram adquiridos para formação um complexo de uso misto com lojas, restaurantes, apartamentos e salas comerciais, A mescla de retrofit e novas construções garante que os espaços sejam ressignificados mas sem perder as características que dão identidade à região.

Com masterplan do Spol e desenvolvido pela Jacarandá Capital, o projeto reforça a vocação do bairro para encontros e experiências ao ar livre, permitindo que os espaços de transição sejam, acima de tudo, áreas de interação e fruição. A região antes era ocupada por galpões comerciais dispostos lado a lado, e por isso passou por um processo de abertura e reestruturação espacial. Construções irregulares foram demolidas e novos percursos internos foram criados, permitindo que a luz, a ventilação e a movimentação das pessoas fossem redesenhadas.

 

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LAPI – Centro de cultura, gastronomia e compras. Fotos: Maíra Acayaba.

 

Design que integra

Na ressignificação dos não-lugares, não é apenas a arquitetura que estimula a criação de vínculos, como também o mobiliário urbano, com peças que convidam à interação e à socialização. Exemplo é o especificado na Rua da Saúde, via que conecta os diversos edifícios hospitalares da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Com projeto do escritório Seferin Arquitetura. Foi criada uma cobertura de ligação para a criação de espaços de convívio no local, com paisagismo assinado por EXP Urbanismo e mobiliário da mmcité br.

Sob a cobertura, estão poltronas Stack, compostas com mesinhas Pixel  e bancos Landscape Compact, que acompanham as curvas do projeto. Itens das linhas Lago, Bikeblocq, Donat e Quinbin também foram incluídos, para permitir que os pedestres pudessem ter espaços de descompressão e conexão interpessoal. A estrutura que cobre o pátio do complexo hospitalar é formada por 1.647 painéis de vidro, constituída por uma malha triangular de aço coberta por vidro. “Além de proporcionar  abrigo, a cobertura cria um espaço externo vibrante e verde, oferecendo um ambiente acolhedor  para o relaxamento e socialização dos usuários do hospital“, explica Gustavo Seferin, da Seferin Arquitetura.

A proposta de ressignificação dos não-lugares precisa ser, em essência, democrática, e não excludente. Logo, a acessibilidade deve nortear o design. Bancos com diferentes alturas, pisos táteis, bebedouros acessíveis, sombreamento adequado e iluminação eficiente ampliam o uso democrático dos espaços públicos, contemplando crianças, idosos e pessoas com deficiência.

 

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O espaço conecta os diversos edifícios hospitalares da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Fotos: Tita Leke Fotografia.

 

 

 

Por Victor Hugo Félix

Tecnológicos e versáteis

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Na arquitetura contemporânea, os toldos são suportes de tecnologias e funcionalidades inteligentes, além de design sofisticado que atende aos mais exigentes projetos.

A Toldos Dias sabe disso!

 

Não mais apenas simples elementos acessórios, utilitários para proteção de chuva e sol. Os toldos, no design contemporâneo, são significativos dispositivos tecnológicos para a arquitetura, recursos necessários para controle térmico e mesmo para expansão de espaços, valorizando fachadas e áreas externas, possibilitando diálogo estético com o design de interiores. Filtram luz, modulam temperatura, promovem extensão espacial com sofisticação.

 

Flamingo () Easy Resize com
A Toldos dias oferece soluções que unem design, funcionalidade e bem-estar todos os dias. No Shopping Flamingo, cada toldo e cobertura foi pensado para unir proteção solar, conforto térmico e estilo, criando espaços que convidam os clientes a permanecerem em um lugar acolhedor, versátil e elegante. Foto: Divulgação.

 

Os retráteis e articulados, por exemplo, promovem fluídica transição entre ambientes interno e externo, possibilitando projetos de salas ao ar livre: abertos, integração com céu e paisagens; fechados, ambientes acolhedores. Toldos são estratégicos. Reduzem incidência de raios UV, filtram luminosidade em excesso, mantêm ventilação natural. Em outras palavras, desempenhos energético e térmico, com forte apelo estético.

Versáteis e integrados a sistemas de automação, os toldos motorizados possibilitam sensores de sol e mesmo de ventos. Tecnologia de valoração dos imóveis, a qual proporciona rica experiência de uso.

 

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A Pérgula 5000 integra a área externa e transforma espaços, protegendo do sol, calor e vento sem comprometer a estética do ambiente.
Sua estrutura modular permite controle de luz e ventilação, criando ambientes flexíveis que se adaptam a cada necessidade. Foto: Divulgação.

 

Há 78 anos, a Toldos Dias entrega soluções em toldos e pérgulas (além de ombrelones e rolôs externos), produtos que unem design, conforto térmico, durabilidade, em projetos residenciais, comerciais e corporativos. “As estruturas dos nossos produtos são extremamente duráveis em alumínio de liga estrutural e imunes a corrosão, com pintura eletrostática em diversas cores. Nossos tecidos, em mais de 100 padrões, são impermeáveis, possuem tratamento UV e anti-fungos”, salienta Victor Dias, CEO da Toldos Dias.

 

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Na Morar Mais, a Pérgula 5000 Vivenda cria um espaço perfeito para relaxar à noite, com iluminação LED opcional e integração com a área da piscina. Com acionamento motorizado e sensores de vento, chuva e sol, cada detalhe garante conforto térmico, praticidade e segurança, além de proteger e valorizar a arquitetura do ambiente. Foto: Divulgação.

 

Aliás, pensando melhores desempenhos em projetos, a Toldos Dias conta com o projeto conceitual Casa TD. A ferramenta P-Balance foi desenvolvida pela Arquiteta Melissa Cacciatori, e possibilita avaliar os desempenhos térmico e lumínico e a eficiência energética de seus produtos. “Esse estudo, a partir dessa consultoria, é uma referência para que os especificadores possam consultar e fazer análises das questões climáticas que vão incidir sobre seus trabalhos”, ressalta Victor Dias.

De fato, o toldo deixou de ser apenas um último item orçamentário no programa arquitetônico. É uma decisão tecnológica, estratégica, que traz consigo desenho estético e funcionalidades que devem ser previstas já nas fases iniciais dos projetos de arquitetura e design de interiores.

 

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Casa TD, projeto da arquiteta Melissa Cacciatori. Foto: Divulgação.

Ruído Sob Controle

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Projetos acústicos ganham protagonismo em restaurantes ao equilibrar som, conforto e estética, elevando a experiência gastronômica

 

Em projetos arquitetônicos contemporâneos, o conforto acústico tem ganhado cada vez mais espaço como um dos pilares do bem-estar e da experiência do usuário. Assim como a iluminação, o layout e a temperatura, o som — ou sua ausência — interfere diretamente na forma como as pessoas percebem e vivenciam um ambiente. Em espaços coletivos, como escritórios, escolas e, especialmente, restaurantes, o controle do ruído é fundamental para garantir conforto, funcionalidade e qualidade na permanência.

Nos restaurantes, o desafio é ainda mais delicado. São espaços onde a socialização e o prazer sensorial se encontram, e o som precisa estar em harmonia com a proposta do lugar.  Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o nível sonoro ideal para ambientes internos voltados à convivência e à alimentação deve ficar abaixo de 55 decibéis (dB). Acima desse valor, o ruído começa a gerar desconforto, dificultando a comunicação e provocando estresse. No entanto, pesquisas apontam que muitos restaurantes urbanos operam rotineiramente em níveis entre 70 e 80 dB, comparáveis ao barulho constante de um aspirador de pó.

O tratamento acústico surge, portanto, como um aliado essencial na arquitetura contemporânea. Ele vai além do simples isolamento de ruídos externos: envolve a absorção, difusão e controle do som dentro do espaço. O objetivo é equilibrar a reverberação — o tempo que o som leva para se dissipar —, tornando o ambiente mais agradável e promovendo uma comunicação clara, sem esforço auditivo.

 

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Neste restaurante contemporâneo, os baffles acústicos da linha Form, da Trisoft, criam um efeito visual impactante, lembrando estalactites flutuando no teto. Além do apelo estético, os elementos cumprem seu papel técnico com excelência, absorvendo sons e controlando a reverberação. Divulgação Trisoft.

 

Aliando design, desempenho e sustentabilidade em soluções personalizadas, a Trisoft, referência em soluções acústicas e termoacústicas sustentáveis, tem sido parceira essencial do setor nessa jornada. Seus produtos são feitos com lã de PET reciclada, um material 100% reciclável, livre de aditivos químicos, hipoalergênico e atóxico. Uma escolha consciente para projetos que valorizam não apenas o hoje, mas também o futuro. Se acordo com a marca, o segredo está no equilíbrio entre absorção e difusão, controlando a energia sonora sem eliminar a vitalidade do ambiente.

 

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No Restaurante Nagui, o destaque vai para a composição de escamas acústicas da linha Revest Form e o Tech Felt colado no teto, que além de decorarem a parede com elegância, controlam a propagação do som na área de convivência. O resultado é um espaço aconchegante, sofisticado e funcional. Divulgação Trisoft.

 

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Neste projeto, a solução veio em forma de arte. Os quadros decorativos que revestem a parede do Restaurante Santiago são feitos com o Revest Decor Trisoft, unindo design autoral com absorção sonora eficiente. Um exemplo elegante de como a acústica pode se integrar à identidade visual do espaço. Divulgação Trisoft.

 

Além do conforto auditivo, o tratamento acústico em restaurantes também reflete em saúde e bem-estar. Estudos da Associação Brasileira para a Qualidade Acústica (ProAcústica) e do Centro de Estudos do Ruído Urbano (USP) indicam que a exposição prolongada a ruídos acima de 70 dB pode causar aumento da frequência cardíaca, irritabilidade, fadiga e até redução na percepção de sabores e aromas — fatores que comprometem diretamente a experiência gastronômica. Para funcionários, os riscos vão além: trabalhar por horas em ambientes ruidosos pode causar perda auditiva gradual e sobrecarga cognitiva.

Mais do que eliminar ruídos, o tratamento acústico é uma ferramenta de design sensorial que transforma o espaço em uma experiência completa, onde som, luz e textura trabalham juntos para despertar sensações. Em restaurantes, ele é o ingrediente invisível que permite saborear cada momento com tranquilidade.

 

Restaurante Pirambeira Projeto Acustico Audium Foto Lets Go () Easy Resize com
Em um bar conhecido pelo agito e pelos bons drinks, o desafio era garantir que a conversa fluísse sem ruídos excessivos. A solução? Nuvens acústicas coladas ao teto, que absorvem o excesso de som e mantêm a energia do ambiente sob controle — sem interferir no visual moderno do projeto. Divulgação Trisoft.

 

 

 

 

 

 

 

Por redação
Imagens: Divulgação Trisoft.