CASACOR 2026

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Sob o tema Mente e Coração, mostra acontece de 02 de junho a 09 de agosto, no Parque da Água Branca, em São Paulo

 

‘Mente e Coração’ é a proposta criativa para 2026 da CASACOR, maior plataforma cultural de arquitetura, paisagismo, arte e design de interiores das Américas. A mostra paulistana, principal evento do calendário, deve acontecer de 2 de junho a 9 de agosto, pelo segundo ano consecutivo no Parque da Água Branca, com apoio da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e do Governo do Estado de São Paulo.

Ao propor o tema “Mente e Coração”, a nova temporada da CASACOR convida profissionais e marcas a refletirem sobre algumas das principais angústias contemporâneas. A edição de 2026 desafia os participantes a pensarem a casa como um ambiente voltado ao autocuidado e à cura, em resposta ao excesso de informações e às inquietações provocadas pela presença crescente da inteligência artificial no cotidiano. Entre os fenômenos abordados está a Síndrome de FOMO — sigla em inglês para “fear of missing out” — caracterizada pelo medo de ficar de fora ou de perder acontecimentos, informações e experiências, gerando constante sensação de apreensão e desconexão.

O tema é construído com base na pesquisa anual de macrotendências conduzida pela marca, que aponta para questões contemporâneas sobre o morar. Entre os assuntos identificados, está a relação cada vez mais íntima e necessária do ser humano com os lugares onde habita, um espaço que aceita fragilidades, ao passo que a vida editada das redes sociais só revela melhores momentos.

Num trecho do Manifesto, a equipe curatorial vai ainda mais a fundo ao sintetizar a ideia para 2026. “O casulo protege, mas também transforma. Sempre que nos abrigarmos nele, será possível trilhar o caminho da cura. Rodeados de móveis, objetos, lembranças, tradições e histórias cheias de sentido, nos reabastecemos de confiança para seguir. O resgate das inteligências psíquica, ancestral, orgânica e manual energiza e devolve o que é artificial para a caixa de ferramentas. Mais que isso, nos prepara para atuar em um planeta em burnout, que não suporta tantas dissociações. E convida a fazer convergir duas grandes forças que nós, humanos, carregamos conosco e funcionam muito melhor se pulsarem juntas: a mente e o coração”

 

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De volta ao Parque da Água Branca, a CASACOR São Paulo 2026 ocorre de 2 de junho a 9 de agosto. Crédito: Fran Parente.

 

Conheça o elenco para 2026

Em 2026, a mostra ocupará 10.161m² de área construída, distribuídos em 67 ambientes, entre casas, apartamentos, estúdios, lofts e jardins, além de dois espaços dedicados a instalações artísticas e áreas voltadas à gastronomia e compras.

Para transformar o tema em experiências sensíveis e projetos autorais, a CASACOR São Paulo reúne um elenco diverso, com profissionais de diferentes regiões do país e nomes internacionais. Cada ambiente deverá explorar a convergência entre razão e emoção, técnica e sensibilidade, reafirmando o papel da arquitetura e do design como ferramentas essenciais para imaginar novas formas de habitar e responder às complexidades do nosso tempo.

Entre os grandes nomes já confirmados para a edição estão Dado e Guilherme Castello Branco, Nildo José (NJ+ Arquitetos), Leo Shehtman, Estúdio Guto Requena, Marcelo Salum e Estúdio Carlos Fortes, que ficará à frente do projeto luminotécnico da área externa, pensado para conviver em harmonia com a vida silvestre do local.

A CASACOR 2026 tem patrocínio master Deca e patrocínio local de Duratex, Portinari e Coral.

 

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O “Ninho”, assinado por Marko Brajovic para edição de 2025. Crédito: Roberta Gewehr.

 

De volta à CASACOR São Paulo

Entre os profissionais que retornam à CASACOR São Paulo em 2026 estão Paulo Azevedo; Suite Arquitetos; Carlos Navero; Calio Studio Design; Felipe de Almeida (Estúdio Felipe de Almeida Design de Interiores); Natan Gil Arquitetura; Letícia Nannetti Arquitetura; Gabriel Fernandes; Felipe Carolo Arquitetura; Marcos Serrano Miralles Arquitetura; Tulio Xenofonte; Isabella Nalon Arquitetura e Interiores; Atelier Navarro Arquitetura; Daniel Castro Cunha; Rodra Arquitetura | rodraarq; Studio Costa+Azevedo – Josemar Costa Júnior e André Azevedo; Beatriz Quinelato Arquitetura; Panapaná Estúdio; e Altera Arquitetura e Interiores.

A mostra também conta com quatro escritórios que vêm se destacando em diferentes praças da CASACOR ao longo dos últimos anos e que já participaram da edição paulista. É o caso do MAAI, responsável por um ambiente de 180m² na CASACOR Brasília em 2023; de (OHMA) Nicholas Oher e Paloma Bresolin, que assinaram uma instalação inédita para a fachada da CASACOR Paraná em 2024; de João Panaggio, que integrou o elenco da CASACOR Rio de Janeiro em 2022 e 2023; e de Wesley Lemos (EstudioW+), que assinou o Saleta D’Arte na CASACOR Bahia 2025.

 

Estreias

Os estreantes de 2026 trazem novos olhares e repertórios à mostra. Viviane Telles Arquitetos, do Rio Grande do Norte, será responsável por dar vida à bilheteria, o cartão de visitas do evento, que deverá sintetizar o tema ‘Mente e Coração’ e proporcionar, logo na entrada, uma imersão ao visitante.

Também estreiam Rafaella Manso Arquitetura; Camilo Jr.; Bruno Borges – BSB Arquitetura; Felipe Saurin; Lucas Carrara – Arquitetura & Design; Mia Kamimura Arquitetura e Design; Duno Arquitetura + Interiores por Catarina Biselli e Fernanda Prado; Marina Salles Arquitetura e Interiores; TT Interiores; Marta Calasans; Cyro Arquitetura e Estúdio Clara Nahas.

Entre os estreantes que já participaram de outras edições da CASACOR pelo país, mas chegam a São Paulo pela primeira vez, estão Victor Niskier + ARQNISK (CASACOR Rio de Janeiro); Tarsiana Barros (CASACOR Rio Grande do Norte); e Maria Araujo Arquitetura (CASACOR Brasília).

 

Paisagismo

O paisagismo da edição de 2026 seguirá diretrizes ainda mais rigorosas para garantir a preservação dos jardins do Parque da Água Branca. Como em 2025, não haverá qualquer interferência nas árvores, que fazem parte do patrimônio ambiental tombado do parque e cujo manejo cabe exclusivamente à concessionária. Também seguindo a conduta do ano passado, a vegetação utilizada durante a mostra será mantida em vasos apoiados sobre o solo, sem o plantio direto nos canteiros, para que possa ser facilmente removida após o evento. Além disso, as espécies escolhidas não poderão ser tóxicas para animais e nem possuir espinhos.

Eventuais revestimentos, como pisos drenantes ou pedras, deverão ser assentados sobre plataformas elevadas, de modo que o solo permaneça intacto, e não haverá construções (ainda que temporárias) nas áreas verdes da CASACOR. Esta medida protege os canteiros, que foram integralmente recompostos com sua vegetação original após a desmontagem da mostra de 2025. Mesmo com esses cuidados, caso haja qualquer dano à vegetação arbustiva, ela será refeita após o encerramento da mostra.

Já a iluminação dos espaços externos obedecerá a parâmetros específicos, com temperatura de cor de 1.800 K (amarelo-avermelhada) e IRC acima de 90, características que promovem uma luz que não agride a vida silvestre, diferentemente da luz branca, que pode ser interpretada pelos animais como luz solar.

Os projetos de paisagismo serão assinados por Pam Faccin Arquitetura Paisagística, Estúdio Musgo por Denis Bessa, Ana Lui Paisagismo & Karen Marini Leve Paisagismo e Alexandre Galhego, da Alexandre Galhego Paisagismo, reforçando o compromisso da mostra com uma atuação responsável e integrada ao patrimônio ambiental.

 

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Casa Toushi Duratex, por Bruno Carvalho para a edição 2025. Crédito MCA Estudio.

 

Internacional

Reforçando o caráter internacional da mostra, a edição de 2026 contará com nomes de diferentes origens. O designer holandês Edward van Vliet, consagrado no cenário internacional do design, atua em projetos residenciais e hoteleiros ao redor do mundo e traz para a CASACOR São Paulo seu olhar sofisticado e sua ampla experiência global. Fascinado pela diversidade cultural e natural do Brasil, o profissional promete incorporar essa inspiração ao espaço que apresentará na mostra.

A arquiteta e designer afrolatina Michele Wharton carrega sua herança panamenha, traduzindo referências culturais em linguagem contemporânea para a mostra. Já Eduardo Baldelomar, nascido em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, retorna à CASACOR São Paulo, onde participou pela primeira vez em 2023, explorando arquitetura e design de interiores a partir de suas raízes latinas e bolivianas.

 

Operações

A experiência do público será complementada por diferentes operações gastronômicas e de compra. O restaurante buffet Mesa Viva terá projeto assinado por Marta Martins Arquitetura. O café com livraria da Unisaber e Chocolat du Jour será desenvolvido pelo Studio Sitta+Barbo. O Cappuccino Boutique Café fica sob responsabilidade de Teresa Simões. Já a Forneria San Paolo, restaurante à la carte, contará com projeto do Stage.AEC, enquanto o bar speakeasy Shake’n Stir será assinado pelo Studio Gaibola. Também integram o mall de CASACOR as operações da Gustavo Eyewear e a loja do MASP.

Fischer recebe profissionais convidados pela Casa e Mercado em seu showroom, em São Paulo

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Construção de conexões autênticas entre marcas e profissionais segue como um dos principais caminhos para gerar valor, confiança e relevância no universo da arquitetura e do design de interiores

 

O relacionamento entre marcas e profissionais especificadores tem se tornado cada vez mais estratégico no universo da arquitetura e do design de interiores. Mais do que apresentar produtos, experiências presenciais aproximam fabricantes, arquitetos e designers de forma genuína, criando conexões que fortalecem parcerias e ampliam repertórios criativos. Foi exatamente essa proposta que marcou a noite promovida pela Fischer no showroom Fischer Design Haus, em um encontro que reuniu profissionais convidados pela revista Casa e Mercado para uma imersão descontraída entre gastronomia, design e troca de experiências.

Em uma atmosfera intimista, arquitetos e designers puderam conhecer de perto soluções da Fischer voltadas ao morar contemporâneo, enquanto participavam de uma experiência gastronômica conduzida por Ana Chapela, Chef responsável por transformar a noite em uma verdadeira vivência sensorial.

 

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Renato Marin, diretor da Casa e Mercado, e Ana Chapela, Chef da Fischer Design Haus, falam com os convidados.

 

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A Chef Ana Chapela apresenta a dinâmica da noite aos convidados.

 

Comandando a cozinha da casa, Ana apresentou os pratos preparados ao longo do encontro e convidou os participantes a colocarem literalmente a mão na massa. Entre conversas e trocas sobre projetos, tendências e mercado, a experiência reforçou como a cozinha deixou de ser apenas um espaço funcional para se tornar um dos principais ambientes de convivência da casa contemporânea.

 

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A convidada Thalita Bullara auxilia a chef Ana Chapela na elaboração dos pratos da noite.

 

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A chef Ana Chapela explica e prepara as receitas com colaboração da convidada Cibele Rocha.

 

Para a Casa e Mercado, encontros como este evidenciam a importância de fabricantes manterem proximidade constante com os profissionais que especificam produtos diariamente em projetos residenciais e corporativos. Arquitetos e designers buscam cada vez mais marcas que ofereçam não apenas qualidade técnica, mas também suporte, inovação, diálogo e experiências capazes de gerar repertório e conexão com o universo do morar.

 

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Paloma Vieira e Paloma Salles.

 

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Luciana Latorre e Cibele Cunha.

 

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Cassiano Silveira, Marina Reis e Gabriel Chaves.

 

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Thalita Bullara e Geórgia Serrano.

 

“Iniciativas como esta se tornam ferramentas importantes para fortalecer vínculos, apresentar lançamentos de forma mais humanizada e criar espaços de troca entre indústria e especificadores. A aproximação permite que profissionais compreendam com profundidade os diferenciais dos produtos, seus processos, tecnologias e possibilidades de aplicação, enquanto as marcas também passam a entender melhor as demandas e desafios enfrentados nos projetos contemporâneos”, comenta Náiade Nunes, editora da Casa e Mercado.

A experiência proporcionada pela Fischer reforça exatamente esse movimento do setor: o de transformar showrooms em espaços vivos de convivência, relacionamento e inspiração!

 

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Julia Sarmento, Alex Almeida Silva e Isabella Almeida Mavichian.

 

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Rodrigo César Mendes e Anna Luisa Almeida.

 

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Uelinton Carvalho e Cibele Rocha.

 

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Samária Jorge Domingues, Barbara Elis e Débora Terranova.

 

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Alex Almeida Silva e Isabella Almeida Mavichian conversam com Renato Marin, diretor da Casa e Mercado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Redação
Imagens: Phoética Ateliê Fotográfico

Festa da Luz leva instalações de arte urbana iluminadas para a Virada Cultural de São Paulo

A rua é do desejo Francisco Mallmann Foto Cadu Passos FDL Easy Resize com

Nos dias 23 e 24 de maio, festival mineiro ocupa o centro da capital paulista com obras inéditas na cidade

 

Festa da Luz retorna à Virada Cultural de São Paulo em 2026 com ainda mais presença no maior evento cultural da América Latina. Nos dias 23 e 24 de maio, o festival mineiro ocupa diferentes pontos do centro da capital paulista com sete instalações artísticas que unem luz, arte urbana e tecnologia.

As obras ficarão no centro histórico de São Paulo, como o Viaduto do Chá, o Vale do Anhangabaú, o Largo Paissandu e a escadaria do Theatro Municipal. A programação reúne artistas brasileiros e internacionais que trabalham com arte urbana, instalações infláveis, poesia visual e experiências imersivas em grande escala.

“Pelo segundo ano seguido, a Virada Cultural de São Paulo convida a Festa da Luz para ocupar o centro da capital paulista e dessa vez a gente chega com uma exibição maior do que a de 2025. Estamos levando sete instalações, sendo seis delas inéditas na cidade”, afirma Juliana Flores, diretora artística da FDL.

 

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A rua é do desejo, Francisco Mallmann. Foto: Cadu Passos.

 

Entre os destaques está “FOCO”, do artista e arquiteto Ricardo Bizafra, instalada no Vale do Anhangabaú. A obra cria um túnel luminoso em grande escala e dialoga diretamente com a paisagem urbana do centro da cidade. Outro destaque é “Sonhando Acordado”, de Alex Senna, artista paulistano reconhecido internacionalmente por seus personagens monocromáticos e por obras que abordam afeto e relações humanas.

No Viaduto do Chá, o artista português AKACORLEONE apresenta “Templo da Luz”, instalação site specific da série homônima que propõe olhar para a cidade como espaço de contemplação e reflexão. No mesmo local, D´Paula exibe “Bonecos Black de Posto”, obra inspirada nos tradicionais bonecos de posto espalhados pelas cidades brasileiras, celebrando a diversidade de corpos e estilos.

A programação inclui ainda “No Passinho do Bolinho”, obra interativa e divertida da artista Bolinho, na escadaria do Theatro Municipal, e “A Rua é do Desejo”, instalação textual do poeta Francisco Mallmann, na pista de skate do Vale do Anhangabaú.

 

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No Passinho do Bolinho, Bolinho. Foto: Isis Medeiros.

 

Thiago Mazza retorna à programação da Virada Cultural com “Plantas Pulsam”, instalação inflável inspirada nas descobertas científicas sobre os movimentos pulsantes das plantas. A obra foi apresentada no evento no ano passado e retorna nesta edição a pedido da organização da Virada Cultural.

Criada em Belo Horizonte em 2021, a Festa da Luz se consolidou como um dos principais festivais de arte pública e tecnologia da América Latina ao transformar espaços urbanos em plataformas para experiências artísticas gratuitas e acessíveis. Atualmente acontece em diversas cidades do interior mineiro e as instalações são parte da programação de festivais em todo o Brasil e em outros países..

“A nossa expectativa é ampliar cada vez mais a nossa participação em outras cidades. Esperamos que essa circulação da Festa da Luz em parceria com a Virada Cultural já seja o embrião de uma edição especial em São Paulo que a gente deseja fazer no futuro”, completa Dali Bastos, diretora de produção da Festa da Luz’.

 

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Sonhando Acordado, Alex Senna. Foto: Yuji Kodato.

 

INSTALAÇÕES

TEMPLO DA LUZ – AKACORLEONE
Local: Viaduto do Chá
Endereço: São Paulo – SP, 01002-020

BONECOS BLACK DE POSTO – D´PAULA
Local: Viaduto do Chá
Endereço: São Paulo – SP, 01002-020

NO PASSINHO DO BOLINHO – BOLINHO
Local: Escadaria do Theatro Municipal
Endereço: Praça Ramos de Azevedo, s/n – República, São Paulo – SP, 01037-010

SONHANDO ACORDADO – ALEX SENNA
Local: Largo Paissandu
Endereço: Largo do Paissandu, s/n – Centro Histórico de São Paulo – SP, 01034-010

FOCO – RICARDO BIZAFRA
Local: Vale do Anhangabaú – esquina com Avenida São João
Endereço: Avenida São João, 124 – Centro Histórico de São Paulo – SP, 01310-200

A RUA É DO DESEJO – FRANCISCO MALLMANN
Local: Pista de Skate – Vale do Anhangabaú
Endereço: Corredor Norte-Sul, 905 – Centro Histórico de São Paulo – SP, 01034-040

PLANTAS PULSAM – THIAGO MAZZA
Local: Aguardando confirmação

 

SERVIÇO

Festa da Luz na Virada cultural de São Paulo 2026
23 e 24 de maio de 2026
Centro de São Paulo
Entrada gratuita

 

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Templo da Luz, Akacorleone. Foto: Cadu Passos.

Personalização e excelência!

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Ornare abre as portas de sua fábrica e revela encontro entre precisão industrial e design autoral

 

Em um mercado onde exclusividade, acabamento impecável e personalização definem o segmento de alto padrão, visitar a fábrica da Ornare é compreender como o design brasileiro transformou a marcenaria planejada em uma experiência sofisticada de arquitetura e lifestyle. Localizada em Cotia, na região metropolitana de São Paulo, a unidade fabril da marca traduz, em escala industrial, o cuidado artesanal que consolidou a empresa como uma das principais referências nacionais e internacionais em mobiliário sob medida.

A visita revela uma operação altamente tecnológica, onde processos automatizados convivem com etapas manuais minuciosas, responsáveis por assegurar o padrão de excelência da marca. Máquinas de precisão, linhas de corte computadorizadas e sistemas inteligentes de controle de produção trabalham em sinergia com equipes especializadas em acabamento, montagem e inspeção técnica. O resultado é um produto que alia engenharia, estética e personalização em cada detalhe.

Na Ornare, tecnologia e acabamento artesanal caminham juntos. Utilizamos processos produtivos avançados para garantir precisão, qualidade e personalização em cada projeto, mas o olhar humano continua sendo essencial em todas as etapas”, afirma Pitter Schattan, CEO nacional da Ornare. “O cuidado nos acabamentos, na montagem e na conferência final faz parte da essência da marca. A tecnologia traz eficiência e consistência, enquanto o trabalho manual garante atenção aos detalhes e a sofisticação que fazem diferença no resultado final.

 

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A visita à fábrica da Ornare começou com um café da manhã, seguido de breve apresentação institucional sobre a marca. Foto: Thays Cordeiro – Scene.

 

Ao longo do percurso pela fábrica, chama atenção a organização da cadeia produtiva e o rigor aplicado ao controle de qualidade. Cada ambiente evidencia o compromisso da Ornare com acabamento refinado, precisão milimétrica e uso criterioso de materiais nobres. Madeiras naturais, vidros especiais, metais sofisticados e superfícies tecnológicas compõem um portfólio que dialoga diretamente com a arquitetura contemporânea e o morar de luxo.

Mais do que produzir móveis planejados, a marca construiu uma cultura voltada à experiência do cliente e à valorização do design autoral brasileiro. Esse posicionamento se reflete na relação próxima com arquitetos e designers de interiores, profissionais que encontram na fábrica um espaço de desenvolvimento criativo e soluções customizadas para projetos residenciais, corporativos e de hospitalidade.

 

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Pitter Schattan conduz os jornalistas no espaço fabril, destacando maquinários e processos na produção dos produtos Ornare. Foto: Thays Cordeiro – Scene.

 

Nesse contexto, Pitter destaca que o processo criativo da empresa depende de uma integração constante entre diferentes áreas da operação. “O diálogo entre criação, engenharia e produção acontece de forma muito integrada desde o início de cada projeto. As equipes trabalham juntas para transformar ideias e conceitos estéticos em soluções funcionais, viáveis e duráveis”, explica o executivo. “Como atuamos em um segmento de alta personalização, essa troca constante é fundamental para garantir que cada projeto mantenha a proposta criativa sem abrir mão da qualidade e da excelência na execução.

A sustentabilidade também aparece como eixo importante da operação. Processos de otimização de matéria-prima, reaproveitamento de resíduos industriais e investimentos em eficiência produtiva demonstram a preocupação da empresa em alinhar sofisticação e responsabilidade ambiental, um tema cada vez mais presente no segmento premium.

Aliada a uma governança corporativa estruturada que orienta decisões estratégicas e sustenta práticas consistentes de ESG, a marca apresenta anualmente seu relatório ESG (Environmental, Social and Governance), que destaca suas iniciativas em responsabilidade socioambiental. Acesse o Relatório de Sustentabilidade disponível no site: https://www.ornare.com.br/documentos/esg.pdf

 

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A editora da Casa e Mercado Náiade Nunes, ao lado de Pitter Schattan – CEO nacional da Ornare, posa com o grupo de jornalistas que visitou a fábrica da marca em Cotia. Foto: Thays Cordeiro – Scene.

 

Ornare: 40 anos

Em 2026 a marca celebra 40 anos, décadas protagonizadas por projetos icônicos, expansão nacional e internacional, iniciativas em arte e liderança feminina, compromisso com práticas sustentáveis e presença nos principais eventos de design do Brasil e do mundo. Os fundadores, Murillo e Esther Schattan, permanecem ativos na gestão e no acompanhamento das operações da empresa. A continuidade do legado da companhia é conduzida pela nova geração: Pitter Schattan, CEO nacional, responsável pela expansão no mercado brasileiro, e Stefan Schattan, CEO internacional, à frente das operações globais da Ornare.

Com 17 showrooms no Brasil e 15 em mercados estratégicos como Estados Unidos, Europa e Emirados Árabes, a Ornare mantém presença ativa no circuito global de design, que posiciona a marca como parceira de arquitetos, incorporadoras, construtoras e clientes que buscam soluções sob medida com relevância cultural e valor agregado.

Completar 40 anos é reconhecer uma história construída com consistência, mas também com inquietação criativa. Ornare sempre acreditou no design como ferramenta de expressão, identidade e longevidade”, afirma Murillo Schattan, sócio-fundador da Ornare.  “Esse marco representa um olhar de gratidão para o passado e, ao mesmo tempo, um compromisso renovado com o futuro.”

 

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Esther e Murillo Schattan, sócios-fundadores da Ornare, ativos na gestão e no acompanhamento das operações da empresa, ao dos filhos Pitter Schattan, CEO nacional, responsável pela expansão no mercado brasileiro, e Stefan Schattan, CEO internacional, à frente das operações globais da Ornare. Foto: Kenji Nakamura.

 

Ao longo de sua trajetória, a marca construiu um legado não apenas por meio de projetos arquitetônicos de destaque, mas também pela origem e desenvolvimento de coleções que se tornaram referência em design de alto padrão. Importante lembrar que a consistência da marca em diferentes mercados é sustentada por um modelo produtivo centralizado: todos os projetos da marca, no Brasil e no exterior, são produzidos, finalizados e expedidos a partir da fábrica de Cotia, que tivemos a oportunidade de conhecer.

Essa estrutura produtiva centralizada também representa um dos principais desafios da operação da empresa. “O principal desafio hoje é equilibrar um alto nível de personalização com eficiência e qualidade em toda a operação. Cada projeto tem características únicas, o que exige muita flexibilidade, precisão e atenção aos detalhes”, observa Pitter. “Por isso, investimos constantemente em tecnologia, processos e capacitação das equipes. Mais do que ganhar escala, nosso foco é garantir consistência, controle e excelência em cada entrega, independentemente do nível de customização do projeto.

 

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Showroom da Ornare em Milão. Mais do que um endereço dedicado à exposição de produtos, o espaço propõe uma vivência imersiva, na qual design, arquitetura, arte e lifestyle se entrelaçam para expressar uma forma atual e sofisticada de viver. Fotos: Henrique Padilha.

 

No mercado internacional, a marca participa de diversos projetos de destaque nos Estados Unidos, como o St. Regis Residences Sunny Isles Beach, em Miami, consolidando sua capacidade de atender aos mais altos padrões do mercado global.

Segundo Stefan Schattan, CEO internacional da marca, a expansão faz parte de uma estratégia que respeita a essência da Ornare. “Crescer, para nós, nunca foi apenas abrir novos endereços, mas entender cada mercado, cada cultura e construir relações duradouras com arquitetos, incorporadoras e clientes. Os 40 anos reforçam essa maturidade e nos dão ainda mais clareza sobre onde queremos chegar.

Além de coleções e projetos de destaque no cenário nacional e internacional, a empresa também assina empreendimentos residenciais de alto padrão, como o Autoria by Ornare, o ORO Ilha Pura by Ornare, e o Next by Ornare, reforçando sua atuação como protagonista na integração entre design e arquitetura. Recentemente, a Ornare foi responsável pelo desenvolvimento do mobiliário sob medida para o retrofit do Hotel Unique, um ícone da hospitalidade de luxo, com projeto de interiores assinado pelo renomado arquiteto João Armentano.

 

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Ornare e Ilha Pura anunciam uma aliança estratégica para o lançamento de um novo residencial com o selo by Ornare, na Barra da Tijuca. A parceria
reflete uma união de valores essenciais compartilhados pelas marcas: inovação, excelência e sustentabilidade. Foto: Tiago Morena.

 

No campo da liderança feminina, a sócia-fundadora Esther Schattan atua ativamente em iniciativas que promovem o desenvolvimento e o protagonismo de mulheres nos negócios. Integra o EY Entrepreneurial Winning Women Brazil, programa global de mentoria voltado a empreendedoras em processo de aceleração, e participa do Mulheres Positivas, plataforma criada em 2016 por Fabi Saad, que reúne conteúdo, debates e eventos dedicados a temas como liderança, carreira, empreendedorismo, finanças e networking. A iniciativa conecta mulheres de diferentes setores da economia e incentiva o fortalecimento de redes de apoio, alinhando-se ao compromisso de Esther com a construção de ambientes corporativos mais diversos, inclusivos e colaborativos.

Dentre outras ações, a marca é idealizadora do Art All Around, um programa que valoriza artistas contemporâneos de diferentes linguagens e oferece experiências que vão além das exposições tradicionais, reforçando a conexão entre arte, design e cultura. Lançado em 2024 em Milão, durante a Milano Design Week, o Art All Around transforma os showrooms da marca em galerias vivas, promovendo um diálogo dinâmico entre o mobiliário sob medida e a produção artística contemporânea.

 

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Esther Schattan. Foto: Fabio di Felippo.

Equilíbrio espacial

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Concreto, madeira e lembranças afetivas dialogam em harmonia junto a uma arquitetura fluida, conduzida pelo desnível natural do terreno neste projeto

 

Projetada para ser uma residência acolhedora, leve e conectada às memórias afetivas de viagens dos moradores, além de adaptada ao convívio com pets, a Casa M&T traduz um olhar contemporâneo e sensível sobre o morar. Assinado por Marcela Rossi, do Studio 41, o projeto combina referências brutalistas e linguagem atual ao explorar o concreto aparente de maneira elegante e delicada.

 

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O terreno, marcado por um desnível de 4,5 metros, foi incorporado à narrativa arquitetônica como elemento central da composição, criando uma circulação fluida que conduz o olhar pelos espaços e amplia a relação da casa com a paisagem do entorno. Linhas curvas e retas dialogam em equilíbrio, enquanto materiais como concreto aparente, pedra e madeira compõem a construída — um espaço onde autenticidade e atemporalidade se encontram sob a perspectiva sensível da arquiteta sobre o morar.

 

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A paleta clara domina os interiores, com nuances como Douro e Pecan no mobiliário Todeschini, escolhido para o décor. Os tons contribuem para uma atmosfera acolhedora e de conforto visual, ampliando a sensação de bem-estar. “Os móveis foram desenhados nos mínimos detalhes e tiveram papel fundamental na funcionalidade e integração dos espaços, inclusive ao ocultar áreas de serviço, organizar fluxos e reforçar a sensação de unidade e harmonia entre os ambientes”, destaca Marcela.

 

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Imagens: Favaro Jr.

Terracor: revestir com propósito

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Ao incorporar tecnologia, ampliar possibilidades de aplicação e responder a demandas por durabilidade e manutenção eficiente, revestimentos de parede passam a ocupar um papel central nas decisões de projeto

 

Ocupando um papel estratégico na definição estética e técnica dos ambientes, revestimentos de parede deixaram de cumprir apenas uma função de acabamento, contribuindo diretamente para a construção da identidade dos espaços, incorporando textura, cor e profundidade ao projeto.

Nesse contexto, soluções desenvolvidas por empresas como a Terracor, marca brasileira especializada em revestimentos acrílicos texturizados para arquitetura e design de interiores, exemplificam a evolução do setor ao unir desempenho e linguagem visual. Assim, os revestimentos se tornam parte ativa da arquitetura contemporânea, refletindo um movimento do setor em direção a soluções mais precisas, versáteis e alinhadas às exigências do uso cotidiano.

Do ponto de vista técnico, a durabilidade é um dos principais diferenciais. Revestimentos acrílicos de alta performance apresentam resistência à umidade, à ação do tempo e ao desgaste cotidiano, o que amplia sua aplicação tanto em áreas internas quanto externas. Osiel Pereira e Elaine Cuono, químicos da Terracor, esclarece que a formulação composta por aditivos nos produtos da marca confere proteção da textura contra a ação dos raios ultravioleta, aliada ao uso de pigmentos com elevada solidez à luz.

Além disso, características como lavabilidade, proteção contra fungos e estabilidade de cor garantem menor necessidade de manutenção ao longo do tempo, fator relevante em projetos residenciais e comerciais. “O emprego de fungicidas e bactericidas de alta performance presentes nos produtos da Terracor, em concentrações elevadas, asseguram máxima eficácia”, explicam os profissionais.

 

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Completando 25 anos, o Txai Resort mantém os revestimentos TERRACOR com a mesma paleta de cores criada por Leo Laniado, que assina o projeto. Foto: Divulgação.

 

A aplicabilidade também se destaca como um avanço importante. Com sistemas que permitem execução mais ágil e intervenções menos complexas, esses revestimentos podem ser utilizados sobre diferentes bases, reduzindo etapas de obra. Essa versatilidade favorece reformas e atualizações de espaços sem a necessidade de grandes mudanças estruturais, alinhando praticidade e eficiência.

A utilização do produto é possível em diversas superfícies, desde que seja realizada a preparação adequada com o primer correspondente. Cada linha possui um efeito visual específico, com técnica de aplicação definida para garantir o resultado estético esperado e a qualidade final do acabamento”, afirmam os químicos, comentando que alguns produtos de preparação são fornecidos em conjunto.

 

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O projeto de Boscardin Corsi para a Bacio Di Latte Oscar Freire incorpora o Velvet 103. Foto: Carolina Lacaz.

 

Outro ponto central está na tecnologia incorporada aos produtos. O desenvolvimento de fórmulas com cargas minerais, matérias-primas naturais e, em alguns casos, componentes reciclados, amplia não apenas o desempenho técnico, mas também as possibilidades sensoriais. Texturas que remetem a pedra, cimento, metal ou superfícies naturais passam a ser reproduzidas com controle e precisão, permitindo que o revestimento atue como elemento ativo na composição arquitetônica.

De acordo com Osiel e Elaine, os produtos possuem laudos técnicos emitidos por laboratórios reconhecidos, como o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), que atestam sua qualidade. “A utilização de resina acrílica em quantidade e qualidade superiores às médias praticadas no mercado, associada a plastificantes e, eventualmente, ao emprego de fibras, evitam fissuras. Já a presença de agentes hidro-repelentes e coalescentes, responsáveis por otimizar a formação do filme da resina garantem baixa retenção de sujeira”, finalizam os profissionais.

 

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O BS Gran Parc Eusébio, da Novais Arquitetura, recebe o Terracal 506. Foto: Igor Ribeiro.

Os destaques brasileiros no iF Design Awards 2026

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Uso de materiais naturais e conexão com as paisagens locais são os diferenciais que colocam o design brasileiro sob os holofotes no mercado global

 

Desde 2024 o Brasil tem estabelecido recordes em projetos premiados no iF Design Awards, um dos prêmios de design mais prestigiados do mundo. Naquele ano, o país alcançou o marco histórico de 71 projetos premiados, e o número saltou para 85 no ano seguinte. Em 2026, um novo recorde: 112 projetos premiados, incluindo 2 reconhecimentos com o prêmio iF Gold Award, o mais conceituado da premiação.

E o destaque brasileiro se deu também na banca do júri. A arquiteta e designer Fernanda Marques se tornou a primeira arquiteta brasileira a compor o grupo de avaliadores do iF Design Awards, analisando projetos de categorias como Showroom Interiors, Hospitality Interiors, Public Interiors e Interior Concepts.

Criado em 1953 pelo iF International Forum Design GmbH, o iF Design Award é reconhecido por destacar excelência, inovação e responsabilidade socioambiental de projetos de design de todo o mundo. Na edição de 2026, o prêmio recebeu  cerca de 11.000 inscrições de cerca de 70 países.

Áreas como Arquitetura, Arquitetura de Interiores e Design de Produto obtiveram maior número de premiados brasileiros, evidenciando que os profissionais do setor de arquitetura e decoração do país estão cada vez mais em evidência no cenário global. Confira nossa seleção!

 

Premiado com o iF Gold Award na categoria Arquitetura de Interiores, o projeto Casa Alvorada uniu sustentabilidade e atemporalidade. Inspirada na arquitetura japonesa, Thais Keiko Monteiro, à frente da D76 Incorporadora, projetou um layout flexível, adaptável, que integra áreas externas e internas, com amplo uso de materiais naturais.

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Também recebeu o iF Gold Award, na categoria Design de Produto, a luminária Tempo, assinada por Cláudia Monteiro Salles com o Estúdio CMS. Inspirada na dualidade entre os conceitos gregos de chronos, o tempo linear, e kairós, o momento oportuno, a peça convida o usuário à experimentação, regulando a posição para explorar as possibilidades da iluminação.

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O projeto Anexo do Mirante, do escritório Siqueira + Azul Arquitetura, propõe uma ampla integração entre a construção e a paisagem. A simbiose entre a arquitetura, as formações rochosas do entorno e a vegetação natural criam o ambiente perfeito para restauração do corpo e da mente.

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Inspirado no legado de Lina Bo Bardi, o banco B, do estúdio Sette7, traz uma visão contemporânea para o brutalismo. Por meio do uso de pedra natural e do design biofílico, o projeto se mostra versátil e conectado com os anseios modernos por conexão com a natureza.

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A estante Samba é tão cheia de movimento quanto o ritmo musical que a inspirou. Assinada pelo escritório Anna Maya Arquitetura, a peça é composta por módulos que podem ser reposicionados de diferentes formas a depender das necessidades ou do momento do usuário. A estante é flexível e capaz de se reiventar ao longo do tempo.

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A linha de revestimentos Matéria, desenvolvida pela Deca e pela Castelatto, do grupo Dexco, amplia as possibilidades do pitcher como matéria-prima, um resíduo obtido da trituração de louças sanitárias descartadas pela indústria. Logo, o projeto impulsiona a economia circular, gerando peças ricas em texturas e cores.

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Revitalizar uma edificação sem descaracterizar a construção original exige habilidade técnica e sensibilidade. E isso foi bem executado pelo @MIGSARQUITETURA no projeto Residencial Codajás. Elementos como a escada escultural e o piso de peroba-do-campo foram preservados, e o granito colonial passa a coexistir com a pedra hijau na piscina.

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Jader Almeida projetou, para a Sollos, uma coleção que reflete os estudos sobre luz, sombra, ângulo e perspectiva. Assim, surgiu a cadeira LACE, uma síntese entre arte, técnica e emoção, que traz presença e atemporalidade.

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O formato dos cogumelos e a forma como eles crescem em curvas inspirou o desenvolvimento da luminária Mushroom, da New Line Iluminação. A peça, cujo corpo é produzido em poliestireno e moldado por termoformagem a vácuo, pode ser instalada no teto ou na parede, criando um efeito que oculta a origem da luz.

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A Central de Experiências Flamboyant Urbanismo, projetado pelo escritório UNYT Arquitetura, foi um dos destaques na categoria Retrofit. Um antigo home center foi transformado num espaço para a apresentação de empreendimentos imobiliários e realização de eventos do setor, com alta tecnologia e design sofisticado.

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Com um estilo tipicamente brasileiro, que harmoniza linhas curvas e retas, o sofá Anish, desenvolvido por Leo Romano para a Movelaria Brasileira, oferece conforto e versatilidade. A base de madeira traz os elementos naturais sob um olhar contemporâneo. A precisão no design faz com que a peça se destaque em qualquer ambiente.

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Juliana Pippi criou para a Itens, com direção criativa de Mariana Amaral, a coleção Cipó, em 2023, com luminárias que combinavam pontos de luz com cordas de sisal. A coleção evoluiu ao longo do tempo e recebeu um design mais escultural, explorando as possibilidades que os metais oferecem para distribuir as esferas luminosas.

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Ao refletir o estilo de vida de um jogador de futebol, sua mulher e seus filhos, o design de interiores da Casa Manto busca aliar comodidade e refúgio com a paixão e o dinamismo dessa família. Manto, afinal, é o nome que comumente se usa para se referir às camas de futebol, unindo as ideias de pertencimento e proteção. O projeto é do escritório Schuchovski Arquitetura.

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Um dos maiores ícones da cultura brasileira, os grãos de café inspiraram a coleção de mesas Café. Os tampos, feitos de madeira certificada ou vidro refletivo, são divididos, de forma simétrica, por um vão central, evocando memórias afetivas. Assinado por Giácomo Tomazzi para a Líder Interiores, o design é de uso modular.

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Luz e sofisticação deram o tom da arquitetura da Residência Embaúbas, assinada pelo escritório Padovani Arquitetos. Dois volumes perpendiculares, unidos por uma curva sutil, resultam num design que evoca precisão técnica e sensibilidade poética. A alternância entre áreas sólidas e vazias dão ritmo e harmonia visual.

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O escritório Andrade Maia Advogados encarregou o arquiteto Luciano Dalla Marta para humanizar os ambientes. Em um edifício com certificação LEED, o design priorizou a fluidez e flexibilidade, reutilização 100% do mobiliário e de elementos arquitetônicos do antigo escritório. Sustentável, o projeto conta com paineis solares e sistemas de reuso de água de chuva.

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Tecnologia flutuante que purifica e regenera a água, o projeto Caravela une ciência e poesia. Desenvolvido pelo Furf Design Studio para a Infinito Mare, a peça é uma escultura que estimula o crescimento de algas nativas, removendo poluentes como nutrientes, metais e combustíveis. A Caravela é feita com materiais recicláveis ​​e alimentada por energia solar.

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O modernismo brasileiro foi reinterpretado pela Dexco na Coleção Nexus, integrando arquitetura, design e natureza. Em um sistema modular que possibilita infinitas combinações de layouts, cada elemento é projetado para mínimo desperdício e durabilidade prolongada. Os revestimentos combinam precisão tecnológica e autenticidade cultural.

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A dor de uma tragédia precisa ser respeitada para que a ferida cicatrize. Assim, a AVABRUM, encabeçada pelas famílias das vítimas do desastre na barragem de mineração em Minas Gerais, elencou Gustavo Penna para a criação do Memorial de Brumadinho, no local do desabamento. A arquitetura acompanha o contorno do terreno e integra estratégias regenerativas como energia fotovoltaica e telhado verde.

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Por Victor Hugo Felix
Imagens: Divulgação

Governo de SP lança plataforma inédita para monitoramento da biodiversidade

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Com inteligência geoespacial, o monitoramento apoia ações de conservação, quantificar estoques de carbono e ampliar oportunidades ligadas à restauração ambiental e ao mercado ESG

 

O Governo de São Paulo, por meio da Fundação Florestal, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo (Semil), lança na próxima sexta-feira (15) uma plataforma inédita de monitoramento da biodiversidade no Estado de São Paulo, que reúne inteligência geoespacial, imagens de satélite e dados ambientais estratégicos para apoiar ações de conservação, quantificar estoques de carbono e ampliar oportunidades ligadas à restauração ambiental e ao mercado ESG. A apresentação será realizada durante o AVISTAR 2026, que acontece no Jardim Botânico de São Paulo.

Com investimento de R$ 2,5 milhões, a plataforma integra informações de todas as Unidades de Conservação administradas pela Fundação Florestal e reúne mais de 30 mil registros de espécies, além do mapeamento de 20 mil hectares prioritários para restauração ambiental. A solução permite o monitoramento da fauna, a quantificação de estoques de carbono, a identificação de vetores de desmatamento e a geração de rastreabilidade ambiental alinhada às exigências do mercado ESG. Os dados deverão apoiar ações de conservação, pesquisa científica, planejamento territorial e atração de investimentos ambientais.

A programação também reúne apresentações sobre monitoramento de aves, ciência cidadã, bioeconomia e conservação da Palmeira Juçara, além da divulgação de dados inéditos sobre carbono em manguezais e impactos de rodovias sobre a fauna paulista.

 

Destaques da programação

– Dados inéditos sobre estoques de carbono em manguezais;
– Estudos sobre impactos de rodovias na fauna, incluindo pesquisas com muriqui-do-sul;
– O papel da ciência cidadã no monitoramento da biodiversidade;
– Bioeconomia e conservação associadas à Palmeira Juçara.

 

Programação – Auditório DS

09h30 | Lançamento da Plataforma de Biodiversidade
O diretor-executivo da Fundação Florestal, Rodrigo Levkovicz, apresenta a nova plataforma de inteligência ambiental, que reúne mais de 30 mil registros de espécies e identifica áreas prioritárias para restauração ecológica no Estado de São Paulo.

09h45 | Monitoramento de Aves nas Unidades de Conservação
Andréa Pires, diretora de Biodiversidade da Fundação Florestal, apresenta os resultados do subprograma de aves do MonitoraBio, que utiliza a avifauna como bioindicadora da saúde das florestas paulistas.

11h15 | PSA Juçara e Bioeconomia
Ana Madalhano e Claudete Hahn, do Departamento de Biodiversidade da Fundação Florestal, mostram como o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) tem contribuído para a geração de renda, conservação da biodiversidade e proteção da Palmeira Juçara.

 

 

Entre cobogós e fibras naturais: destaques da Bienal de Arquitetura Brasileira

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Com foco na brasilidade, projetos refletem a essência de cada região por meio do uso de madeira e tons terrosos, bem como pela seleção de mobiliários e artesanatos decorativos

 

A primeira Bienal de Arquitetura Brasileira, exposta entre os dias 25 de março e 30 de abril, no Parque Ibirapuera, evidencia a essência dos criadores de cada região do país. Selecionados por concurso, os escritórios de arquitetura e interiores criaram ambientes que refletem as principais tendências de cada localidade brasileira, com materiais e escolhas estéticas que atualizam antigas tradições.

Organizado no Pavilhão das Culturas Brasileiras (PACUBRA), o Pavilhão Brasil organizou os ambientes selecionados a partir dos biomas nacionais, como Cerrado, Mata Atlântica, Amazônia, etc. Cada espaço, de 100m², é assinado por um escritório diferente, e a mostra ainda conta com espaços exclusivos dos patrocinadores, que vão desde Breton a By Kami, Westwing, e muitos outros.

Em toda a mostra, alguns elementos ganharam destaque, como o uso de fibras naturais, madeira, artesanatos, além de espaços que têm o mobiliário como protagonista e o uso recorrente de cobogós. Tais elementos trazem uma interação entre os interiores e a paisagem brasileira, tão rica em recursos naturais que podem gerar uma arquitetura mais sustentável e conectada com suas origens.

 

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Fachada Pacumbra. Crédito: Sirlei Oldoni.

 

Cobogó

Tradicional da arquitetura brasileira, o cobogó foi um dos elementos mais recorrentes na Bienal de Arquitetura Brasileira, recebendo inclusive um design próprio para o evento. Utilizado desde fachadas até a divisão de ambientes internos, o item foi explorado em toda sua versatilidade.

A Lepri desenvolveu um cobogó exclusivo para Bienal de Arquitetura Brasileira, com um design que remete à sigla da mostra. Feita de argila, como é tradicionalmente feito pela marca, as peças representam a proposta do evento de ressaltar a brasilidade na arquitetura, e foram utilizadas na fachada.

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Crédito: Sirlei Oldon.

 

Fabiano Lins, no Projeto DO SERTÃO, coloca as ripas de madeira para e os cobogós como elementos vazados que integram os espaços, sejam eles internos ou externos. Representando a Paraíba, o espaço é repleto de componentes que remetem às tradições sertanejas.

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Crédito: Adriano Pacelli.

 

No projeto que representa o Amazonas, o cobogó foi utilizado para dividir ambientes íntimos. Fernanda Rubatino, no espaço Casa Terra, traz o elemento em combinações com outras peças de origem natural como terra e madeira, para evocar a sustentabilidade e homenagear Sebastião Salgado.

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Crédito: Iram Guimaraes.

 

Madeira

Um dos materiais utilizados de forma mais diversificada foi a madeira, presente em painéis, forros e elementos cenográficos. Além de trazerem calor e remeterem a espaços de afeto, a madeira é utilizada tanto na sua forma bruta, com formas orgânicas, ou trabalhada em revestimentos.

Na Casa Empate, representando o Acre, a arquiteta Marlúcia Candida especificou a madeira de diferentes formas, seja no revestimento das paredes, na aplicação de bambu e no painel de cabeceira da cama.

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Crédito: Everson Martins.

 

Uma estrutura de madeira de demolição engenheirada, na qual uma viga apoia a outra, foi instalada na Casa Superlimão, do escritório Superlimão. O material também está presente no piso para reforçar o aspecto sustentável do projeto.

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Crédito: Everson Martins.

 

A Casa Corcovado, assinada por Paula Martins para representar o Rio de Janeiro, levou a madeira também para a cozinha, tanto na marcenaria de MDF dos armários quanto no conjunto de mesa e cadeiras.

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Crédito: Sirlei Oldoni.

 

Materiais vegetais

Palha, sisal e outros materiais de origem vegetal tiveram diferentes aplicações, desde painéis e forros a elementos cenográficos. Além de trazerem texturas e aguçar os sentidos, as fibras naturais remetem ao que a natureza oferece em cada região do país.

A Casa Pedro Neves: Raiz e Trânsito, assinado por Larissa Catossi e Guilherme Abreu, representa o Maranhão e traz diferentes aplicações das fibras naturais com resultados distintos: no painel, da sala de estar, convida ao toque; no tapete, traz aconchego.

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Crédito: Everson Martins.

 

Fibras naturais também assumem protagonismo na Casa Dí Chico, no escritório Black Arquitetos. A luminária sobre conjunto de mesa e cadeiras de madeira, assim como em outros pendentes espalhados pelo projeto, remetem à paisagem da Caatinga.

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Crédito: Adriano Pacelli.

 

O Pará foi representado pelo Projeto Caminho dos Rios, do Studio Tuca, onde elementos decorativos com fibras naturais harmonizam com os diferentes usos de madeira e com a textura nos revestimentos.

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Crédito: Adriano Pacelli.

 

O projeto Tão Paulista Quanto a Avenida, do escritório Os Gêmeos Arquitetura e Engenharia, usou grandes ripas de madeira natural para evidenciar um aspecto do Estado de São Paulo que vai além do estereótipo industrial e urbano que costuma ser associado à região.

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Crédito: Iram Guimaraes.

 

Tons terrosos

Remetendo à terra e aos recursos que a natureza oferece para a construção das casas brasileiras, muitos projetos apostaram em tons de marrom e bege. A ideia é representar o barro, a argila, a taipa de pilão, e assim, honrar as tradições que originaram a nossa arquitetura.

A Casa Trussardi exprime a pesquisa do Estúdio Vida de Vila sobre o uso de técnicas tradicionais com terra na arquitetura. O barro no reboco, feito com apoio da Taipal, expressa a conexão da materialidade no território.

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Crédito: Sirlei Oldoni.

 

A Casa do Mastro, que representa a Bahia, marca uma segunda parceria entre o Estúdio Vida de Vila e a Taipal. Os revestimentos terrosos das paredes dialogam com os diversos outros materiais naturais do ambiente.

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Crédito: Iram Guimaraes.

 

No Rio Grande do Sul, o marrom chega num tom mais frio e sóbrio. O Projeto Querência Amada, do Studio Carbono + Matte Arquitetura, traz outra abordagem para essa coloração tão popular na arquitetura brasileira e, acompanhado pela lareira, expressa o clima da região.

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Crédito: Everson Martins.

 

Arte e artesanato

Por meio de trabalhos manuais e expressões artísticas diversas, o design de interiores ganha mais autenticidade e conexão com as variadas regiões do Brasil. Materiais como tecidos e cerâmica recebem protagonismo.

Projetado pela Cité Arquitetura, de Celso Rayol, o restaurante Biomas Breton reverencia a Caatinga e a Amazônia. Dois salões são separados por cor, adornados com arte nas paredes e tecidos no forro. As cadeiras Breton recebem bordados de peixes do Rio São Francisco.

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Crédito: Iram Guimaraes.

 

Representando Goiás, a Casa de Amélia foi inspirada na avó de Mara Sandra, arquiteta que, ao lado de Luyara Godoy, comanda o escritório Bendito Traço Arquitetura. No ambiente, elementos tradicionais da cultura goiana conferem o aspecto acolhedor que se espera para receber os entes queridos.

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Crédito: Sirlei Oldoni.

 

A Casa que Dança, do escritório Boscardin Corsi, traz a arquitetura paranaense dos anos 1950 para os dias atuais. E elementos decorativos, que podem ser adaptados por cada morador, essas mutações que a arquitetura pode sofrer. A obra feita de tecido, que cai na parede, expressa esse movimento com leveza.

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Crédito: Iram Guimaraes.

 

Areia é protagonista no Projeto Casa de Veraneio, do escritório Rodra Arquitetura. O espaço homenageia o Rio Grande de Norte com itens decorativos, mobiliário de madeira e um belo painel da artista potiguar Ariel Guerra que reproduz diversos símbolos culturais e naturais do estado.

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Crédito: Everson Martins.

 

Inspirado na influência da tribo macuxi na cultura de Roraima, a Casa-território, de Rayresson Rocha, Estúdio Modullus e Jacqueliny Ramires, traz forte inspiração indígenas. Além de contar com obras que remetem às tradições dos povos nativos, ainda conta com panelas feitas por indígenas yanomamis.

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Crédito: Everson Martins.

 

Louças de barro feitas em Itabaianinha, no Sergipe, são ressignificadas como obras de arte no Relicário de Voinha, do Estúdio Mangaba. O espaço ainda conta com amplo uso de materiais têxteis e quadros de artistas sergipanos, unindo a tradição artesanal com a visão artística contemporânea.

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Crédito: Adriano Pacelli.

 

Na Casa de Arlê, do arquiteto Marcus Garcia, a representação do Tocantins se dá principalmente pelo trabalho dos artistas e artesãos locais, incluindo peças decorativas de origem indígena e quilombola. Obras de arte e peças de design também são assinadas por  tocantinenses, para contar a história do estado.

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Crédito: Iram Guimaraes.

 

Inspirada nas águas vivas, a instalação “A Água é Viva”, da By Kamy, traz peças feitas de bordados, assinadas por Elisa Lobo. Os itens são produzidos linhas encontradas em rios e oceanos, gerando consciência socioambiental. Parte do projeto é  idealizado por Francesca Alzati

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Crédito: Adriano Pacelli.

 

Superfícies

A combinação de diferentes materiais geram experiências únicas no trato com superfícies. Os contrastes entre tecnologia e natureza, bem como a frieza das pedras com o calor da madeira, permitem sensações que revelam as especificidades de cada região do país. As diferentes possibilidades com as linhas curvas também exploram o que as superfícies podem representar na arquitetura, algo que brasileiros como Oscar Niemeyer executaram com pioneirismo.

Fogão à lenha de pedra-sabão, armários de madeira, pisos de cerâmica… Cada elemento compõe um cenário que remete ao aconchego tradicional daquele que é o principal espaço numa casa mineira: a cozinha. A Casa Adélia Prado, projeto de Marina Reis, une singeleza e sofisticação.

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Crédito: Sirlei Oldoni.

 

Jeferson Branco explorou as possibilidades na especificação dos materiais no Projeto Pavilhão de Santa Catarina. O forro de madeira, o painel de cerâmica e a coluna de concreto ajudam a compor um visual mais urbano mas integrado com a regionalidade.

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Crédito: Everson Martins.

 

O modernismo brasileiro do Distrito Federal é reinterpretado pelo escritório Debaixo do Bloco, com o projeto Moderno no Viver. O corredor curvo que inicia o percurso se abre para um espaço amplo, inspirado na arquitetura de Brasília. O uso do concreto bruto reflete o método pela qual a capital foi construída.

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Crédito: Sirlei Oldoni.

 

Vidro e materiais industriais

Versátil, o vidro foi aplicado nos ambientes de diferentes formas, incluindo mobiliário e detalhes construtivos. Combinado com madeira e materiais de origem natural, os projetos ganharam dinamismo ao permitir que o efeito translúcido promova outros tipos de relação entre espaços e objetos.

Na Casa Ñanjderaja, da arquiteta Deborah Nazareth, o tampo de vidro da mesa da centro não é apenas um detalhe estético, mas um meio de revelar a beleza dos apoios de pedra arredondadas. Presente também nas grandes janelas por onde entra a luz natural, o vidro se torna o elo entre natureza e modernidade.

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Crédito: Everson Martins.

 

Inspirado em Carolina Maria de Jesus, o arquiteto Gabriel Rosa usou materiais diversos que inspiram a criatividade na Casa da Escritora. Em contraste com os revestimentos de madeira, o tampo de vidro da mesa e as peças de inox trazem uma nova vibração para o espaço, remetendo à estimulante vida na cidade de São Paulo.

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Crédito: Adriano Pacelli.

 

Mobiliário

Sofás, mesas de centro, poltronas, estantes… O design brasileiro de móveis é bastante rico e tem sido projetado cada vez mais em linhas curvas, não apenas para trazer conforto mas para remeter à natureza e às paisagens do Brasil. Na mostra, o mobiliário foi apresentado de forma diversificada e criativa.

O Pavilhão do Espírito Santo, assinado por Letícia Finamore, tem como princípio reduzir excessos e valorizar a permanência, o que se reflete nas escolhas do mobiliário. O design com linhas curvas trazem aconchego para que se possa desacelerar o ritmo no ambiente e sentir as sensações do ambiente com calma.

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Crédito: Sirlei Oldoni.

 

Na Casa Pernambuco, de Thayná Padilha Arquitetura, o sofá curvilíneo conversa com o paisagismo, repleto de plantas que remetem ao estado nordestino. O paisagismo é assinado por Cris Castro. Em contraste, a estante com linhas retas traz dinamismo para o visual.

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Crédito: Sirlei Oldoni,

 

A exposição de mobiliário da Westwing é feita de modo a ressaltar a identidade visual da marca. As peças escolhidas dialogam com o turquesa da estrutura que as sustenta, e ainda são expostas como obras de arte, para serem apreciadas. O espaço é assinado por Marcelo Rosembaum.

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