Uniflex – Inovação em Movimento

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Com identificação brasileira e DNA inovador, a Uniflex transforma o mercado de proteção solar, unindo rigor técnico, evolução contínua e pioneirismo em design e tecnologia

 

De origem brasileira e fundada por uma família suíça fascinada pela diversidade e criatividade do país, a trajetória da Uniflex começou em 1979, marcada pela aposta na inovação, na excelência em gestão e no rigor produtivo. Desde então, a empresa construiu um legado baseado em qualidade e tecnologia aplicada ao desenvolvimento de soluções em proteção solar.

Inicialmente atuando no segmento de esquadrias e fachadas, a marca já despontava em 1982 como referência no setor. Em 1991, ampliou seu portfólio com componentes e acessórios para cortinas, movimento que antecedeu sua virada estratégica. O marco definitivo ocorreu em 1994, com a fundação oficial da Uniflex e o lançamento da cortina Rolô — produto que redefiniu o mercado brasileiro de soluções de proteção solar.

Hoje, com 66 lojas em operação por todo o país, a Uniflex se consolida como referência no segmento de proteção solar, presente em projetos residenciais, corporativos e comerciais de alto padrão. ferecendo soluções personalizadas que aliam conforto térmico e luminoso, estética contemporânea e alto desempenho; agregando valores que permeiam todas as etapas da operação — do desenvolvimento de tecidos inteligentes ao constante aprimoramento de sua planta fabril, considerada uma das mais avançadas da América Latina. Para saber mais, a CM entrevistou Silvia Fagundes, Head de Marketing da Uniflex:

 

A Uniflex possui uma das plantas mais avançadas do setor. Quais diferenciais tecnológicos essa fábrica apresenta hoje?

Nossa planta fabril é referência no setor não apenas pela infraestrutura moderna, mas pela maneira como combinamos tecnologia com artesania. Contamos com equipamentos de alta precisão, sistemas de gestão inteligente e processos de controle que garantem qualidade em larga escala, mas sem abrir mão da personalização. Cada peça produzida na Uniflex carrega um cuidado único, resultado da integração entre recursos técnicos e o olhar apurado dos nossos profissionais. É essa união entre inovação e sensibilidade humana que faz com que cada produto tenha identidade própria.

 

Alguns processos são automatizados? Se sim, como eles contribuem para ganhos de eficiência e controle de qualidade?

Na Uniflex, nenhum processo é totalmente automatizado. Acreditamos que, mesmo na era da automação, o toque humano faz toda a diferença. Incorporamos ferramentas tecnológicas para apoiar e otimizar e padronizar etapas específicas da produção, mas cada cortina e persiana carrega nossa assinatura manual. Essa abordagem garante um controle de qualidade mais rigoroso, maior atenção aos detalhes e a possibilidade de adaptar cada solução às necessidades do projeto. Tudo o que fazemos leva nossa digital — e é justamente isso que torna nossos produtos únicos.

 

A sustentabilidade tem sido uma pauta relevante em todo o setor. Quais soluções sustentáveis, sejam em materiais, processos ou eficiência, estão presentes nos produtos da Uniflex?

A Uniflex adota uma abordagem sustentável em diferentes aspectos. Nossos tecidos possuem certificações internacionais, como a Greenguard, que garante baixas emissões de compostos voláteis e melhoria comprovada na qualidade do ar interno. Além disso, trabalhamos com tecidos tecnológicos que possuem bloqueio UV e comprovadamente ajudam a reduzir o calor nos ambientes, diminuindo o consumo de ar-condicionado e aumentando a eficiência energética dos edifícios.

Priorizamos matérias-primas com certificações ambientais e trabalhamos com fornecedores comprometidos com práticas sustentáveis. As madeiras utilizadas em nossas persianas são todas provenientes de reflorestamento e plantio com manejo sustentável.

 

Persiana de Madeira Arquiteta Marisa Eulálio Foto Murano Creative () Easy Resize com
Persiana de Madeira Uniflex. Projeto da arquiteta Marisa Eulálio. Foto: Murano Creative.

 

Há iniciativas ligadas à sustentabilidade na operação fabril, como reaproveitamento de resíduos, energia limpa ou uso racional de água?

Sim. Implementamos ações como o reaproveitamento de resíduos têxteis, uso otimizado de matérias-primas e investimentos em eficiência energética. Buscamos constantemente soluções que aliem produtividade responsável ao compromisso com o meio ambiente.

 

Quais controles de qualidade são aplicados durante a fabricação para garantir desempenho e longevidade dos produtos?

Cada etapa de produção passa por protocolos rígidos de controle de qualidade — testes de resistência, durabilidade dos mecanismos, estabilidade dos tecidos e precisão de medidas. Além disso, todos os produtos são montados e revisados manualmente antes da expedição, assegurando a excelência que define o padrão Uniflex.

 

A Uniflex é reconhecida por aliar design, tecnologia e sofisticação. Como a marca equilibra esses pilares em sua estratégia de mercado?

Para nós, tecnologia só faz sentido quando se traduz em experiência. Design só é relevante se dialoga com a arquitetura e com o bem-estar. Nosso foco está sempre em criar soluções que harmonizem estética e desempenho, conectando inovação com sensações — seja pela fluidez do tecido, pela funcionalidade do sistema ou pela precisão da automação.

 

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Persiana Faux Wood Uniflex. Foto: Divulgação.

 

A customização é uma demanda crescente em arquitetura. Como os processos de fabricação da Uniflex se adaptam a projetos sob medida? Existe uma colaboração direta com arquitetos e designers de interiores no processo de criação?

Sim, absolutamente tudo é feito sob medida. Trabalhamos a partir das especificações dos arquitetos e designers, adaptando tecidos, mecanismos e acabamentos de acordo com a linguagem de cada projeto. A equipe técnica de nossa rede de lojas acompanha desde a especificação até a instalação, garantindo que cada cortina ou persiana esteja em sintonia com o ambiente ao qual se destina.

 

Existem inovações recentes em tecidos, materiais ou acabamentos que vocês destacariam como diferenciais?

Sim. O Brasil é um país marcado por altas temperaturas e intensa incidência solar durante boa parte do ano, o que torna o controle térmico um desafio constante — especialmente em espaços como varandas, que exigem proteção sem comprometer a vista ou a sensação de amplitude. Dentro desse contexto, identificamos uma lacuna no mercado e desenvolvemos a linha Balcony, a primeira linha de cortinas rolô translúcidas priorizando as  varandas no Brasil.

Essa coleção inédita utiliza as telas solares de alta tecnologia da Uniflex, que oferecem proteção solar avançada, com excelente desempenho térmico, sem bloquear a luminosidade natural nem interferir na conexão visual com o exterior. O resultado é uma solução que equilibra conforto térmico, estética contemporânea e leveza ideal para áreas de transição entre o interno e o externo. Esse lançamento reafirma nosso compromisso em desenvolver produtos alinhados às demandas reais da arquitetura brasileira.

 

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Cortina Rolô Balcony. Foto: Valentin Studio.

 

Como a automação e os sistemas inteligentes têm impactado o desenvolvimento dos produtos da marca? E quais são as principais inovações tecnológicas incorporadas nos seus produtos nos últimos anos?

A automação é hoje um dos pilares do nosso portfólio. Desenvolvemos sistemas que integram as cortinas a soluções de smart home, permitindo controle remoto, por voz e por aplicativos. Um dos nossos diferenciais é o sistema Sun Tracking, que move as cortinas de forma automática conforme a posição do sol, otimizando o conforto térmico e a iluminação natural. Aliados a nossos tecidos com proteção UV, as cortinas comprovadamente ajudam a reduzir o calor e diminuir o uso de ar condicionado. Um dos exemplos de aplicação é o edifício Birmann 32, na Faria Lima, em São Paulo.

 

Existem soluções específicas voltadas para proteção solar, controle térmico e eficiência energética nos ambientes?

Sim. Nossos tecidos com bloqueio UV, aliados aos sistemas automatizados, reduzem significativamente o aquecimento dos ambientes e diminuem a necessidade de iluminação artificial e ar-condicionado. Essa sinergia entre material e tecnologia contribui diretamente para projetos mais sustentáveis e eficientes energeticamente.

 

Existem ferramentas digitais (como BIM ou bibliotecas 3D) disponíveis para facilitar a especificação dos produtos?

Sim. Disponibilizamos no site uma biblioteca de modelos 3D para SketchUp, que facilita o trabalho de arquitetos e designers na hora de visualizar e especificar nossos produtos. Essa ferramenta reforça nossa atuação como parceira dos profissionais, oferecendo praticidade e agilidade na concepção dos projetos.

 

Como a Uniflex enxerga o mercado de proteção solar nos próximos anos, considerando temas como retrofit, cidades mais densas e construções sustentáveis?

Enxergamos um mercado em expansão, cada vez mais atento à eficiência energética, ao bem-estar e à integração entre design e tecnologia. Em um cenário de cidades densas e construções inteligentes, a proteção solar deixa de ser apenas funcional e passa a ser estratégica — colaborando para o desempenho térmico, o conforto dos usuários e a estética da arquitetura. Nesse contexto, a Uniflex está pronta para liderar a transformação, unindo inovação, sustentabilidade e sofisticação em cada solução.

 

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Modelo Romana. Projeto da arquiteta Paula Neder. Foto: Valentin Studio.

CDL Florianópolis e ACIF anunciam financiamento de estudo urbanístico para projetar o Centro da cidade para os próximos 50 anos

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Projeto foi apresentado a entidades e à imprensa durante coletiva comandada pelo presidente da CDL, Eduardo Koerich, pelo presidente da ACIF, Célio Bernardi, e pelo prefeito de Florianópolis, Topázio Neto

 

Pensar Florianópolis como uma cidade para pessoas: esse é o objetivo central de um importante projeto anunciado nesta terça-feira, 09, pela CDL, a Câmara de Dirigentes Lojistas, de Florianópolis,  em parceria com a ACIF, a Associação Empresarial de Florianópolis. Juntas, as entidades vão financiar um estudo internacional com consultoria do escritório do renomado arquiteto e urbanista dinamarquês Jan Gehl, para repensar o Centro da Capital. A ideia  é valorizar conceitos de mobilidade ativa, uso democrático de espaços públicos e qualidade de vida como prioridade do urbanismo, redesenhando a região para as próximas décadas, com foco nas pessoas e na inclusão.

O estudo tem um cronograma de desenvolvimento de seis meses, e vai ser comandado pelo escritório dinamarquês com o auxílio do LUA, o Laboratório de Urbanismo e Arquitetura, criado para viabilizar a ação da equipe de Gehl e fornecer informações sobre a economia e a sociedade local. A consultoria vai incluir ações de curto, médio e longo prazo, com metas tangíveis para execução imediata em parceria com o poder público.

“Buscamos no escritório e na referência de Jan Gehl as boas iniciativas já aplicadas no mundo todo e que têm resultados de sucesso. Cada cidade que conhecemos trouxe referências importantes para Florianópolis. Copenhague mostrou como a mobilidade ativa e os espaços públicos podem transformar a qualidade de vida. Londres, mesmo sendo um grande centro financeiro, reforça o foco em áreas de convivência e transporte integrado. Lisboa destacou a força do retrofit e da requalificação urbana preservando a memória histórica, e Coimbra apresentou soluções de transporte coletivo eficientes em terrenos semelhantes aos nossos. São experiências que inspiram e apontam caminhos possíveis para a nossa cidade” – Célio Bernardi, presidente da ACIF

Consolidado após missão internacional das entidades em cidades da Europa que hoje são modelos mundo afora, o projeto foi apresentado a entidades e à imprensa durante coletiva comandada pelo presidente da CDL, Eduardo Koerich, pelo presidente da ACIF, Célio Bernardi, e pelo prefeito de Florianópolis, Topázio Neto. O encontro contou também com a presença de Tatiana Filomeno, diretora executiva do LUA, Ivanna Tomasi, secretária municipal de habitação e desenvolvimento urbano, e Michel Mittmann, secretário executivo de Projetos Estratégicos da Prefeitura de Florianópolis.

 

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“A missão internacional foi uma oportunidade de identificar caminhos práticos para Florianópolis, em um momento em que a revisão do Plano Diretor abre novas possibilidades de investimento e qualificação dos espaços públicos. Vimos em cidades como Copenhague, Londres, Coimbra e Lisboa, como os empreendimentos podem transformar o entorno e fortalecer bairros, algo que também está no foco da gestão municipal aqui na capital. Temos uma oportunidade histórica de pensar a cidade de forma conjunta, valorizando pessoas, gerando oportunidades e melhorando a vida de todos”, destaca Eduardo Koerich, presidente da CDL.

O estudo terá como foco a área central de Florianópolis, entre o Morro da Cruz e a Ponte Hercílio Luz, abrangendo o Centro Histórico e a Passarela da Cidadania. A ideia é manter o diálogo aberto com arquitetos e especialistas regionais e também buscar referências de projetos arquitetônicos já desenvolvidos. A partir desse processo, será desenvolvido um masterplan para a área, ou seja, um plano urbano que organiza e define as prioridades para futuras intervenções. Esse documento servirá como guia para a criação de espaços públicos mais coesos, vibrantes e acessíveis, garantindo que cada nova iniciativa esteja conectada entre si e siga um mesmo padrão de qualidade. “Dessa forma, o masterplan não se limita às áreas inicialmente selecionadas, mas se torna uma ferramenta de longo prazo para orientar o crescimento da cidade com consistência e alinhamento”, finaliza Koerich.

 

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Além dos representantes do escritório dinamarquês, quem também vai viabilizar o desenvolvimento de pesquisas ativas junto à sociedade civil é o Laboratório de Urbanismo e Arquitetura, criado recentemente. “O LUA é um espaço que reúne profissionais para pensar propostas e estratégias diante dos desafios urbanos contemporâneos. O laboratório terá um papel fundamental neste projeto, atuando como a base local capaz de traduzir a realidade de Florianópolis e conectar nossas necessidades com a experiência internacional. Essa integração garante que as ideias e os conceitos globais sejam aplicados de forma adequada às expectativas e ao contexto da nossa cidade”, explica a diretora executiva do LUA,  Tatiana Filomeno.

“A consultoria tem, a princípio, seis meses, mas com certeza deixará um legado que vai se propagar ao longo do tempo, nos próximos 40, 400 anos, reforçando o propósito das entidades e do poder público, que é a qualidade de vida do cidadão e a construção de uma Florianópolis inteligente para todos” – Topázio Neto, prefeito da capital.

O estudo será integralmente financiado pelas entidades, sem qualquer impacto para os cofres públicos, mas a Prefeitura de Florianópolis terá um papel essencial de apoio institucional, participando da construção e do desenvolvimento das propostas. A execução dos projetos, por sua vez, poderá ser viabilizada por meio da Outorga Onerosa do Direito de Construir — instrumento urbanístico que ganhou força com a revisão do Plano Diretor e que direciona recursos especificamente para a criação e qualificação de espaços públicos. Dessa forma, garante-se que as iniciativas tenham tanto respaldo técnico quanto sustentabilidade financeira para sair do papel e transformar a cidade.

 

 

 

 

 

 

 

Imagens: Divulgação.

Construexpo gera mais de 150 milhões de reais em negócios e consagra fóruns com temas sobre sustentabilidade

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Referência no interior paulista, feira de construção civil da região bragantina se consagra como evento que estabelece conexões entre quem produz e quem consume, além de fomentar negócios e informação de qualidade ao setor

 

 

Durante quatro dias a Estação Atibaia Eventos foi mais uma vez palco da única feira de construção civil sustentável do interior paulista. A Construexpo Atibaia, que aconteceu de 13 a 16 de agosto, atraiu profissionais dos setores da construção, empreendimentos imobiliários, engenheiros, arquitetos, designers de interiores e lojistas que foram conhecer as novas tecnologias e soluções sustentáveis para a construção civil.

Um dos destaques da feira foi a 2ª edição da Rodada de Negócios em parceria com o SEBRAE Guarulhos. O evento reuniu empresários, fornecedores e serviços que tiveram a oportunidade de interagirem estabelecendo conexões valiosas e resultando novas parcerias e potenciais leads, gerando R$ 150 milhões em novos negócios, segundo Tania Akemi, cargo do Sebrae, que ressaltou que superou as expectativas da edição anterior, já que nesta foram apenas duas rodadas e ano anterior foram três.

 

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Para a CEO da Construexpo Atibaia, Eliane Dias, as empresas participantes das Rodadas de Negócios reconhecem que estarem presentes neste evento é muito prestigioso para consolidarem negócios com reconhecimento e confiabilidade. “Promovemos também o Café de Negócios, que foi um encontro estratégico para quem estava buscando soluções de créditos inteligentes e oportunidades no mercado de capitais”, disse a CEO.

 

Eliane Dias CEO Construexpo Foto Willian Eduardo () Easy Resize com
Eliane Dias – CEO Construexpo.

 

Além dos negócios efetivos, o que não faltou na Construexpo foi uma gama de materiais eco-friendly, que ajudam a reduzir o impacto ambiental, assim como produtos e serviços com práticas de construção que garantem eficiência e conformidade de acordo com os padrões sustentáveis. Entre os destaques foi a piscina em PRVF (piscina em fibra de vidro e reforço com resina poliéster) já com revestimento cerâmico. “Esse produto da nossa linha Signature minimiza a dor de cabeça na obra, reduzindo sujeira e tempo de obra, pois instalamos em cinco dias”, afirma Tales Sales, proprietário da My Pool. Para o empresário participar da Construexpo gerou um aumento substancial nos negócios, proporcionando maior visibilidade do seu produto para os visitantes e posicionamento da sua marca no mercado.

O mesmo aconteceu com o arquiteto Thiago Menin da Linea Modulare que expôs uma casa modular com estrutura de steel frame. Mobiliada, a casa com cerca de 20 m² com quarto, cozinha integrada e banheiro, totalmente revestida e mobiliada é instalada em 30 dias no terreno, “esse tipo de construção reduz o uso de água e desperdício de material o que contribui muito para o meio ambiente, gerando menos impacto”, fala o arquiteto. “Foi minha primeira participação na feira e tive excelentes resultados, despertando o interesse do público pelo sistema eficaz e sustentável da casa modular, essa exposição permitiu que apresentássemos nossos serviços de forma direta e envolvente”, conclui.

 

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Muitos expositores trouxeram bons feedbacks com relação ao aumento significativo à visibilidade de suas marcas, produtos e serviços, colocando-os em um cenário de destaque entre os principais players do setor da região bragantina, uma das regiões que mais cresce em investimentos imobiliários. Para Victor Mattos, gerente da Bradisfer, distribuidora de equipamentos para construção de Bragança Paulista, a Construexpo foi uma oportunidade para apresentar seus produtos e soluções para um público especializado reforçando o posicionamento da marca e estreitando novas parcerias.

Já para as empresas veteranas, Mifale, Brasmec, Generac, Essenciale e Polo Ar participar da feira é se destacar entre os principais players do setor da construção da região e expor de forma direta para os consumidores e parceiros de negócios potenciais impulsionando ainda mais vendas e fortalecendo networking.

 

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Fóruns – centro de discussões e trocas de informações sobre o futuro da construção civil

A Construexpo Atibaia já é uma referência no setor da construção civil sustentável, reconhecida na região bragantina em gerar milhões de negócios e se consagrar como uma feira que também estabelece conexões entre quem produz e quem consume. Além de uma feira que expõe produtos, a Construexpo se posiciona também como palco de debates com fóruns e palestras com temas relevantes e atuais que permeiam o mercado da construção civil, urbanismo e arquitetura.

Durante a Construexpo, a construção sustentável foi um dos principais tópicos discutidos. O engenheiro Alan Dias, co-fundador da Timbau, responsável pela construção dos Shopping Pitiguari em madeira engenheirada, compartilhou suas experiências apresentando soluções inovadoras que visam reduzir o impacto ambiental das construções e a importância da certificação verde foi uma das atrações do evento.

O workshop sobre Drenagem Urbana Sustentável abordou temas técnicos sobre cidades resilientes e promoveu um debate importante sobre o futuro hídrico com especialistas e com a participação de integrantes da prefeitura de Atibaia e SAEE.

 

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Outro destaque do evento foi o Construexpo pra Elas com palestras lideradas por mulheres que têm se destacado no mercado da construção. Essas líderes compartilharam suas trajetórias e desafios enfrentados em um setor tradicionalmente dominado por homens. As palestras foram inspiradoras e reforçaram a importância da diversidade e inclusão, incentivando mais mulheres a se posicionarem e contribuírem para a evolução do setor.

 

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Imagens: William Eduardo

Editoria Olhares lança livro sobre o design moderno brasileiro

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Novo livro da Olhares reúne quatro nomes de peso no estudo e na documentação do design moderno brasileiro para investigar uma de suas fronteiras de conhecimento com o livro “Anônimos – móvel moderno brasileiro além dos ícones”

 

Dentre os patrimônios materiais brasileiros, o mobiliário do período moderno se destaca com grande reconhecimento nacional e internacional – e uma série de designers emblemáticos. Entretanto, se esses profissionais se tornaram suas faces mais evidentes, o legado do período vai muito além. Sua intensa atividade de criação, produção, comercialização e consumo incluía dezenas de fábricas e marcenarias de portes diversos, lojas com perfis variados, presença em veículos de mídia, muitos designers independentes e arquitetos que eventualmente projetavam móveis. O livro aborda esse espectro menos reconhecido do design moderno brasileiro, em que figuram móveis de autorias anônimas ou pouco difundidas, buscando debater e dar visibilidade a essa cena mais ampla.

O livro conta com uma vasta iconografia, que inclui um ensaio produzido especialmente por Ruy Teixeira em um galpão histórico do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, e mais cerca de 200 imagens, entre editoriais e publicidades publicados em revistas de época e fotografias recentes de peças do período cedidas por galerias parceiras.

 

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Dividido em três partes, o livro tem início com uma revisão histórica da produção moveleira no Brasil, em texto de Giancarlo Latorraca. Em paralelo ao debate de temas como autoria e reprodutibilidade, Giancarlo e Karen Matsuda contextualizam a inserção local do design moderno e refletem sobre, em que medida, mesmo sendo expressão de um racionalismo global relacionado à simplificação dos modos de morar, ele ganhou, por aqui, características peculiares. Na segunda parte, também assinada por Karen, são repassadas tipologias, características formais e materiais recorrentes da produção em escala que se pretende estabelecer no período, além de suas principais formas de difusão e relação com o público consumidor.

Com autoria de Jayme Vargas, a terceira parte do livro apresenta móveis de dezenas de experiências produtivas da época, de grandes fábricas com histórias mais acessíveis como a Cimo, a Gelli, o Liceu de Artes e Ofícios e a Celina Decorações, a outras sobre as quais praticamente não há informação disponível, identificadas apenas pelo selo em um móvel ou por um anúncio em revista. Por fim, são reunidos exemplares sem qualquer atribuição de procedência disponível. Anônimas?

Olivia Argentini debate construção sustentável e inovação em evento nacional de arquitetura

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Diretora da Marco Casamonti / Archea Associati no Brasil participa de painel sobre o futuro das cidades e tendências da construção civil na Construir Aí 2025

 

Em 16 de setembro, a arquiteta ítalo-brasileira Olivia Argentini, diretora da Marco Casamonti / Archea Associati no Brasil, marca presença na Construir Aí, feira que reúne líderes e profissionais da construção civil no Expocentro, em Balneário Camboriú (SC). A participação da executiva na ocasião reforça o protagonismo da Archea Associati, um dos mais influentes escritórios de arquitetura da Itália, presente no Brasil e no mundo, em debates sobre inovação, sustentabilidade e tendências do setor.

Para abordar a visão da Archea Associati sobre o futuro das cidades e a integração de tecnologias em projetos arquitetônicos de impacto, Olivia participa da palestra “Construção Sustentável e Inovação: Novos Caminhos para o Setor”, do painel de Arquitetura & Decor para refletir e inspirar o público sobre o futuro da arquitetura sob múltiplos olhares.

Ao lado de Olivia, outros três profissionais enriquecem o debate: Pedro Franco, designer brasileiro com atuação em São Paulo e Milão, fundador da A Lot Of Brasil; Giovanna Gogosz, arquiteta e especializada em Psicoarquitetura; e Kelvin Almeida, empresário e CEO da Verso®, especializado em construção de marcas. Hoje, a Construir Aí se consolida como um dos mais relevantes eventos do setor no país, atraindo profissionais, empresas e instituições que buscam pensar o futuro da construção civil de forma colaborativa. Todas as palestras são gratuitas e ocorrem na plenária de Arquitetura da feira.

 

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Olivia Argentini. Foto: Levi Fanan.

 

Com formação acadêmica na Europa, graduação e mestrado em Arquitetura pela Università di Roma Tre e intercâmbio na École d’Architecture de Marne-la-Vallée, em Paris, Olivia acumula mais de uma década de experiência em projetos de grande porte. Especialista em Gestão de Projetos pela Poli-USP e fluente em quatro idiomas, a arquiteta também atua no conselho do Green Building Council Brasil (GBCB), promovendo práticas sustentáveis que têm transformado o setor da construção. Desde 2019, lidera a operação da Archea Brasil, conduzindo empreendimentos que unem sofisticação estética, eficiência técnica e responsabilidade ambiental.

Nos últimos anos, conquistou prêmios como Global Future Design Awards 2024, na categoria de “design de interiores”, pelo projeto do Wine Bar, do Parque Global, em São Paulo (SP), e menção honrosa do The International Architecture Award® 2025 (Prêmio Internacional de Arquitetura), concedido pelo The European Centre for Architecture Art Design and Urban Studies e pelo The Chicago Athenaeum: Museum of Architecture and Design, pelo projeto do Auris Residenze, na categoria “edifício multifamiliar”, um empreendimento residencial de alto padrão que será construído em Balneário Camboriú (SC), pela Fisher Group.

 

Construir Aí | Feira da Construção Civil

Palestra: “Construção Sustentável e Inovação: Novos Caminhos para o Setor”, com Olivia Argentini
Data: de 16 de setembro de 2025, às 14h
Local: Expocentro Júlio Tedesco – Av. Marginal Oeste, 4250, Bairro – Jardim Parque Bandeirantes, Balneário Camboriú (SC)
Mais informações: https://construir.ai/
Entrada gratuita com vagas limitadas

 

 

 

 

 

Tiago Braga participa de duas exposições de destaque durante a Paris Design Week

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Em colaboração com coletivos artesanais do extremo sul brasileiro, o designer articula objeto, espírito e território, estabelecendo pontes entre tradição e contemporaneidade em peças de forte identidade cultural

 

Com direção criativa do artista e designer Tiago Braga, a Oiamo participa da exposição Héritage Culturel et Savoir-Faire, de 3 a 5 de setembro de 2025, na Embaixada do Brasil em Paris. O evento integra o circuito oficial da Paris Design Week e celebra os 200 anos das relações diplomáticas entre Brasil e França.

Sob a curadoria de Pat Monteiro Leclercq e produção do projeto bref, design & arta mostra Héritage Culturel et Savoir-Faire reúne iniciativas autorais que evidenciam a excelência do saber-fazer artesanal, da arte e do design como expressões vivas das culturas brasileira e francesa.

A presença de Tiago Braga, com edições colecionáveis desenvolvidas pela Oiamo, dialoga de forma natural com a proposta curatorial, uma vez que o ateliê se dedica a mapear, revitalizar e preservar a memória das comunidades originárias do extremo sul brasileiro. Suas criações articulam objeto, espírito e território, estabelecendo pontes entre ancestralidade e contemporaneidade em peças de identidade cultural marcante.

Em sua terceira participação na bref, design & art, Tiago Braga apresenta Sentinelas Douradas, série limitada, assinada e numerada. Criadas especialmente para a mostra, as luminárias-escultura foram desenvolvidas em parceria com as artesãs gaúchas, entrelaçando o design contemporâneo a saberes tradicionais de referência cultural.

 

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Inspirados pelo animismo, que reconhece espírito em todos os elementos da natureza, os totens evocam uma força vital e guardam histórias que atravessam gerações. Escultóricos, conectam o presente a um tempo mítico. Na concepção do artista, “Como marcos ancestrais, as Sentinelas Douradas erguem-se como guardiãs silenciosas, preservando técnicas e memórias que desafiam o tempo”.

Com estruturas orgânicas, que remetem às formas presentes na paisagem do extremo sul brasileiro, os artefatos luminosos são recobertos pelo trabalho minucioso do tricô e do crochê, técnicas quase extintas que concentram a atenção plena e o cuidado de quem os tece. Em contraste com o ritmo acelerado do mundo, convidam ao toque e à pausa contemplativa.

Tecidas em lã de ovelha, recurso renovável e biodegradável, as peças mantêm vivo o vínculo com o Pampa, bioma de campos abertos, onde a vegetação herbácea e arbustiva desenha a paisagem dos Campos Sulinos. A fibra, fiada em rocas após a tosquia responsável, valoriza o bem-estar animal, o ciclo da matéria-prima e a economia circular, preservando o equilíbrio entre a natureza e o fazer artesanal das comunidades.

O tingimento com a macela, flor símbolo do estado do Rio Grande do Sul, conhecida pelo aroma suave e propriedades medicinais, imprime o tom dourado característico da região. Livre de compostos sintéticos e metais pesados, o processo reduz a poluição das águas, protege ecossistemas e assegura o ciclo regenerativo.

A presença de Tiago Braga na Héritage Culturel et Savoir-Faire reforça o compromisso da Oiamo com a valorização do patrimônio cultural brasileiro e a difusão de práticas sustentáveis. Ao integrar o circuito oficial da Paris Design Week, o artista amplia sua projeção internacional e contribui para o reconhecimento do design autoral como expressão legítima de identidade, memória e inovação.

 

SERVIÇO 

Héritage Culturel et Savoir-Faire
Data: 03 a 05 de setembro de 2025
Local: Embaixada do Brasil em Paris | Sala Villa-Lobos
Endereço: 34, Cours Albert 1er – 75008 Paris, França
Em exibiçãoSentinelas Douradas
Evento integrante da Paris Design Week 2025

 

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Ainda, Tiago Braga estreia na Maison&Objet Paris 2025, um dos mais prestigiados eventos de design internacional, integrando a exposição Amuleto, projeto da ApexBrasil com curadoria de Bruno Simões. Parte do circuito oficial da Paris Design Week, o evento será realizado de 4 a 8 de setembro, no Parc des Expositions Paris Nord Villepinte.

Nesta edição, a Maison&Objet adota o tema “New & Now”, reafirmando sua vocação como vitrine global de novos talentos e tendências internacionais. A mostra Amuleto ecoa esse espírito ao reunir designers que exploram o diálogo entre identidade, tradição e inovação, território no qual a pesquisa de Tiago Braga encontra ressonância.

 

COLEÇÃO VENTO PAMPO TIAGO BRAGA NA MAISON&OBJET Easy Resize com

 

Coleção Vento Pampo

Criada especialmente para a mostra, a coleção Vento Pampo nasce da travessia pelo território do extremo sul do Brasil, uma região de fronteira onde o vento molda a paisagem e a memória floresce no ritmo do campo.

Produzida em algodão reciclado e lã natural, a série traduz a linguagem autoral de Tiago Braga, expressa em paisagens têxteis representadas em tapeçarias e almofadas. Os relevos orgânicos e bordados livres exploram combinações cromáticas inesperadas e texturas que evocam colinas, arroios, campinas e charcos. Para o artista “Cada ponto é como o passo firme de um cavalo pampa sobre o solo aberto; cada cor, um sopro do vento minuano.”

A coleção traduz em gestos têxteis a força da natureza e a memória coletiva de comunidades locais Ao reaproveitar fibras e técnicas manuais de referência cultural, práticas em gradual desuso e cada vez menos transmitidas às novas gerações, Tiago reafirma o vínculo com saberes tradicionais e com o ciclo regenerativo da natureza.

 

SERVIÇO

Maison&Objet Paris 2025
Exposição Amuleto
Data: 04 a 08 de setembro de 2025
Local: Parc des Expositions Paris Nord Villepinte | Hall 05 | Paris, França
Obra em exibição: Coleção Vento Pampo
Evento integrante da Paris Design Week 2025

 

COLEÇÃO VENTO PAMPO TIAGO BRAGA NA MAISON&OBJET Easy Resize com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagens: Lufe Torres

36ª edição Fundação Bienal de São Paulo

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Intitulada “Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática”, a 36ª Bienal de São Paulo reúne 120 participantes no Pavilhão da Bienal e mais cinco na Casa do Povo, propondo uma reflexão urgente sobre humanidade, natureza e escuta

 

A Fundação Bienal de São Paulo anuncia a lista dos participantes da 36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática, que acontecerá de 6 de setembro de 2025 a 11 de janeiro de 2026, no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, em São Paulo, com visitação gratuita.

Com conceito criado por Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, ao lado dos cocuradores Alya Sebti, Anna Roberta Goetz e Thiago de Paula Souza, da cocuradora at large Keyna Eleison e da consultora de comunicação e estratégia Henriette Gallus, a próxima edição se inspira no poema “Da calma e do silêncio”, da poeta Conceição Evaristo, e tem como um dos principais alicerces a escuta ativa da humanidade enquanto prática em constante deslocamento, encontro e negociação.

 

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Antonio Társis – Vista da instalação Storm in a Teacup, Carlos/Ishikawa, Londres (20 de setembro – 19 de outubro de 2024). Cortesia do artista; Carlos/Ishikawa, Londres; e Fortes D’Aloia & Gabriel, São Paulo / Foto: Damian Griffiths.

 

Os artistas participantes da 36ª Bienal de São Paulo são:

Adama Delphine Fawundu; Adjani Okpu-Egbe; Aislan Pankararu; Akinbode Akinbiyi; Alain Padeau; Alberto Pitta; Aline Baiana; Amina Agueznay; Ana Raylander Mártis dos Anjos; Andrew Roberts; Antonio Társis; Behjat Sadr; Berenice Olmedo; Bertina Lopes; Camille Turner; Carla Gueye; Cevdet Erek; Chaïbia Talal; Christopher Cozier; Cici Wu; Cynthia Hawkins; Edival Ramosa; Emeka Ogboh; Ernest Cole; Ernest Mancoba; Farid Belkahia; Firelei Báez; Forensic Architecture; Forugh Farrokhzad; Frank Bowling; Frankétienne; Gê Viana; Gervane de Paula; Gōzō Yoshimasu; Hajra Waheed; Hamedine Kane; Hamid Zénati; Hao Jingban; Heitor dos Prazeres; Helena Uambembe; Hessie (Carmen Lydia Đurić); Huguette Caland; I Gusti Ayu Kadek Murniasih (Murni); Imran Mir; Isa Genzken; Joar Nango com a equipe de Girjegumpi; Josèfa Ntjam; Juliana dos Santos; Julianknxx; Kader Attia; Kamala Ibrahim Ishag; Kenzi Shiokava; Korakrit Arunanondchai; Laila Hida; Laure Prouvost; Leiko Ikemura; Leila Alaoui; Leo Asemota; Leonel Vásquez; Lidia Lisbôa; Lynn Hershman Leeson; Madame Zo; Madiha Umar; Malika Agueznay; Manauara Clandestina; Mansour Ciss Kanakassy; Mao Ishikawa; Márcia Falcão; Maria Auxiliadora; María Magdalena Campos-Pons; Marlene Almeida; Maxwell Alexandre; Meriem Bennani; Metta Pracrutti; Michele Ciacciofera; Ming Smith; Minia Biabiany; Moffat Takadiwa; Mohamed Melehi; Moisés Patrício; Myriam Omar Awadi; Myrlande Constant; Nádia Taquary; Nari Ward; Nguyễn Trinh Thi; Noor Abed; Nzante Spee; Olivier Marboeuf; Olu Oguibe; Oscar Murillo; Otobong Nkanga; Pélagie Gbaguidi; Pol Taburet; Precious Okoyomon; Raukura Turei; Raven Chacon com Iggor Cavalera & Laima Leyton; Rebeca Carapiá; Richianny Ratovo; Ruth Ige; Sadikou Oukpedjo; Sallisa Rosa; Sara Sejin Chang (Sara van der Heide); Sérgio Soarez; Sertão Negro; Sharon Hayes; Shuvinai Ashoona; Simnikiwe Buhlungu; Song Dong; Suchitra Mattai; Tanka Fonta; Thania Petersen; Theo Eshetu; Théodore Diouf; Theresah Ankomah; Trương Công Tùng; Tuần Andrew Nguyễn; Vilanismo; Werewere Liking; Wolfgang Tillmans; Zózimo Bulbul.

Outros cinco participantes integram a 36a Bienal como parte do programa de Afluentes na Casa do Povo, com curadoria de Benjamin Seroussi e Daniel Blanga Gubbay: Alexandre Paulikevitch; Boxe Autônomo; Dorothée Munyaneza; Marcelo Evelin; MEXA.

 

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Christopher Cozier – Turbulence (Version 2), 2021. Tinta sobre papel e ripas de madeira. Dimensões variáveis. Vista da instalação no The Stavanger Art Museum. Cortesia do artista / Foto: Markus Johansson.

 

A equipe conceitual inspirou-se nos fluxos migratórios das aves como guia metodológico para a seleção dos participantes, incluindo os trajetos do gavião-de-cauda-vermelha entre as Américas, do pássaro combatente entre Ásia Central e Norte da África, ou do trinta-réis-ártico em seus longos percursos polares. As trajetórias dessas aves, que cruzam continentes e zonas climáticas com precisão, servem como metáfora para a própria curadoria: assim como as aves, também carregamos memórias, experiências e linguagens ao cruzar fronteiras. Migramos não apenas por necessidade, mas como forma de transformação contínua.

“Este processo metodológico nos ajudou a evitar as classificações a partir dos Estados-nação e das fronteiras. Por meio dos sentidos de navegação dos pássaros, de seu impulso de deslocamento por terras e águas, de seu senso de sobrevivência, de sua compreensão expandida de espaços e tempos, assim como de suas urgências e agências, pudemos nos envolver com práticas artísticas em diversas geografias, enquanto refletimos sobre o que significa unir a humanidade, no contexto da 36ª Bienal de São Paulo” – Bonaventure Soh Bejeng Ndikung.

Os participantes desta Bienal também vêm de regiões perpassadas por rios, mares, desertos e montanhas, cujas águas e margens acompanham histórias de migração, resistência e convivência. Rios como o Tâmisa, o Amazonas, o Hudson, o Limpopo ou o Essequibo, e a Baía de Matanzas orientam o mapeamento simbólico da origem e das rotas dos artistas, valorizando práticas de múltiplos territórios e em suas águas compartilhadas.

 

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Edival Ramosa – Título desconhecido [Studi per il sole], 2004. Acrílico e tinta acrílica. Dimensões: 14 x 23 x 23 cm / Foto: Estúdio em Obra.

“Foi por esses caminhos que conseguimos reunir artistas de todas as regiões do mundo para a 36ª Bienal de São Paulo. A água é fundamental para a existência humana e a base da vida. Os temas das Invocações da Bienal são organizados ao redor desses múltiplos corpos d’água — oceanos, mares, lagos, rios e córregos — e suas confluências, como os estuários. Eles servem de metáforas para os encontros entre culturas, seres humanos, outros seres animados e inanimados, e para o que podemos aprender uns com os outros. Apesar dos esforços da humanidade para controlar os fluxos das águas e os voos dos pássaros, todas as águas se conectam e os pássaros ainda migram sem passaportes e vistos. Os humanos poderiam ser melhores se aprendessem com os outros seres”, conclui Ndikung.

A lista inclui participantes que exploram linguagens como performance, vídeo, pintura, som, instalação, escultura, escrita e experimentações coletivas e musicais, entre outras. Muitos participantes também propõem investigações baseadas em práticas comunitárias, ecologias, oralidades e cosmologias não ocidentais.

A 36ª Bienal de São Paulo iniciou-se com o programa das Invocações, que percorreu diferentes continentes entre novembro de 2024 e abril de 2025 e estabeleceu diálogo com saberes e práticas locais em Marrakech, Guadalupe, Zanzibar e Tóquio.

 

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Song Dong – Vista da instalação no Ennova Art Museum, Langfang, 2021–2022. Cortesia do artista.

 

A expografia da 36ª Bienal de São Paulo

O projeto arquitetônico e expositivo é assinado por Gisele de Paula e Tiago Guimarães. “Inspirado pela fluidez dos rios e pela imagem do estuário presente na proposta curatorial, o espaço expositivo está sendo desenhado como um percurso sensorial, trazendo margens sinuosas que convidam à escuta, ao encontro e à pausa. A proposta valoriza o vazio como força e o espaço como paisagem em constante movimento. Como viandantes, não repete o caminho, mas se reinventa ao seguir num rito contínuo de transformação e presença”, afirmam os arquitetos.

A expografia da 36ª Bienal de São Paulo evoca a natureza fluida e transformadora dos rios. Como um corpo em movimento, que atravessa, contorna e reinventa o espaço, a exposição se constrói em diálogo com a ideia de travessia. Formas orgânicas e estruturas leves compõem uma paisagem sensorial. Mais do que delimitar percursos, a expografia propõe modos de estar e de se mover, entendendo o fluxo como forma de existência. O projeto contou também com consultoria inicial de arquitetura da Agence Clémence Farrell.

“A 36ª Bienal de São Paulo coloca-se como um marco na história da instituição por sua duração expandida de quatro meses, de setembro de 2025 a janeiro de 2026. A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso do público, promovendo cultura e educação para uma quantidade maior de visitantes. Nossos frequentadores contam, ainda, com a possibilidade de usufruir de um programa educativo que é referência mundial, e que também foi ampliado nesta edição, reforçando o nosso compromisso com o caráter educacional da mostra.” – Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo.

A Fundação Bienal de São Paulo agradece seu parceiro estratégico Itaú, seus patrocinadores máster Bloomberg, Bradesco, Petrobras, Instituto Cultural Vale, Citi e Vivo, e sua transportadora oficial Royal Air Maroc.

 

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Emeka Ogboh – Ámà: The Gathering Place, 2021. Vista da instalação no Gropius Bau, Berlim. Cortesia do artista / Foto: Luca Girardini.

 

Serviço

36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas / Da humanidade como prática [Not All Travellers Walk Roads / Of Humanity as Practice]

Curador geral: Bonaventure Soh Bejeng Ndikung / Cocuradores: Alya Sebti, Anna Roberta Goetz, Thiago de Paula Souza / Cocuradora at large: Keyna Eleison / Consultora de comunicação e estratégia: Henriette Gallus.
Quando: 6 set 2025 – 11 jan 2026
Onde: Pavilhão Ciccillo Matarazzo Parque Ibirapuera · Portão 3 · São Paulo, SP entrada gratuita

Ritmos do cotidiano

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Projeto buscou criar um ambiente flexível e dinâmico, capaz de se adaptar aos ritmos da família, oferecendo fluidez e privacidade ao mesmo tempo

 

Localizado no 20º andar de um edifício próximo ao Parque Ibirapuera, o Apartamento AEG, com 515m², se abre para a cidade com um horizonte de cerca de 270 graus, da Zona Oeste, Norte ao ABC Paulista. A partir dessa premissa – a disponibilidade de um horizonte generoso – o projeto assinado pelo Studio MEMM foi concebido para valorizar tanto a contemplação quanto a convivência, oferecendo soluções que equilibram integração e privacidade, fluidez e introspecção.

 

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O foco principal do design de interiores foi a área social do apartamento, o coração da vida cotidiana da família e o principal cenário para encontros. A proposta buscou criar um ambiente capaz de se adaptar aos ritmos da família: momentos em que se deseja total integração entre estar, jantar e home theater, e outros em que privacidade, foco ou intimidade tornam-se essenciais.

Essa flexibilidade é possibilitada por painéis de madeira pivotantes que articulam os espaços com elegância e fluidez. Quando fechados, definem limites visuais e criam uma atmosfera mais intimista. Quando abertos, dissolvem as barreiras espaciais e ampliam a percepção do ambiente, oferecendo uma sensação de continuidade e abertura.

 

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A parceria com o Toitoitoi Studio acrescentou refinamento aos interiores. Um toque de contraste é introduzido pela presença de elementos metálicos, luminárias, detalhes do mobiliário e ferragens, que acrescentam brilho e refletem a luz natural que preenche o apartamento ao longo do dia. O resultado é uma atmosfera sofisticada e ao mesmo tempo sutil. Um equilíbrio entre o natural e o urbano, entre o permanente e o transformável. O aconchego da materialidade abraça e se reforça ao enquadrar a cidade através de suas janelas.

 

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A varanda se destaca como espaço de respiro, tanto pela vista privilegiada quanto pelo desenho sensível. Voltada para o pôr do sol, ela precisava filtrar o calor da tarde e garantir privacidade em relação ao prédio vizinho. A solução veio com uma estrutura de jardineiras de oito metros de comprimento desenhada pelo Studio MEMM que articula o ambiente. As jardineiras metálicas em tom cobre recebem o paisagismo assinado por Bia Abreu.

Vasos neutros e vegetação criam uma barreira natural sutil, que protege visualmente os moradores sem bloquear a luz. No centro, uma tora de madeira sustenta um banco de cinco metros de extensão, que funciona como assento e apoio, reforçando a fluidez do espaço. Entre os destaques do ambiente, uma poltrona assinada por Niemeyer contribui para que a varanda fuja do rigor ortogonal do interior. Pode-se dizer que o espaço se abre como uma pausa visual e sensorial, acolhendo a paisagem da cidade com suavidade.

 

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A cozinha, embora pensada prioritariamente para a equipe de apoio, também atende com praticidade ao uso cotidiano da família. A composição aposta em marcenaria em madeira, armários em vidro cinza ora fosco, ora brilhante e porcelanato em tom bege acinzentado, preservando a elegância e a harmonia com a área social.

 

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Nos quartos, o piso original em espinha de peixe foi mantido, valorizando a materialidade da madeira e reforçando a elegância atemporal do projeto. O dormitório principal segue o mesmo olhar sensível: aqui, a vista da cidade é protagonista, emoldurada pelas amplas aberturas do edifício. Cortinas voil, tapetes claros e enxoval em tons suaves criam uma atmosfera sofisticada e serena.

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Entre os ambientes íntimos, o quarto infantil e a brinquedoteca trazem cor, funcionalidade e diversão. São espaços pensados para brincar e relaxar, em diálogo com a estética do restante do projeto e integrados à rotina da família. Enquanto o quarto as cores são mais suaves para garantir a tranquilidade no momento de dormir, já a brinquedoteca traz cores mais fortes, gavetas, caixas, escadas e beliches com redes. Tudo para colaborar com a formação infantil tanto criativa, quanto organizacional e motora.
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Texto por Studio MEMM
Imagens: Ricardo Faiani