Revitalização Edifício Vital Brazil

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Revitalização prevê modernização dos espaços do edifício sem abrir mãos de sua rica história arquitetônica

 

Construído há mais de 100 anos, o Edifício Vital Brazil possui a carga emblemática de ser uma das mais belas jóias arquitetônicas do Instituto Butantan, considerado o cartão-postal da instituição por muitos que visitam o Parque da Ciência. A edificação, que passou por uma longa e cuidadosa reforma prevista no Plano Diretor do Instituto, abriga a Biblioteca Científica do Butantã, reaberta ao público com muitas novidades, e novas áreas voltadas a pesquisas, estudos e socialização.

Inaugurado em 1914, com projeto do arquiteto e engenheiro Mauro Álvaro de Souza Camargo, o Edifício Vital Brazil foi o primeiro prédio do Instituto Serumtherapico – antigo nome do Instituto Butantan e, por muitos anos abrigou, além da Biblioteca e da administração, uma série de salas relacionadas a usos laboratoriais de produção e de pesquisas científicas.

O retrofit teve conceito e projeto básico desenvolvidos pela equipe de arquitetura e engenharia do Instituto Butantan e a concepção do projeto executivo pela Effect Arquitetura. Um dos conceitos principais da reforma foi combinar a preservação da rica história arquitetônica com a modernização das instalações, proporcionando novos usos que se adequassem de forma ideal à grandiosidade do local.

O edifício foi dividido em diferentes funções, sendo uma área destinada à Biblioteca Científica, com salas de estudo, pesquisa, leitura e cafeteria, oferecendo um ambiente propício para a busca de conhecimento, além de espaços versáteis para receber cursos, reuniões e programações culturais. E mais: um magnífico jardim e uma cafeteria compõem a área externa da edificação.

 

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Prédio centenário

A preservação foi um aspecto fundamental desta reforma, por isso as características arquitetônicas do Edifício Vital Brazil foram meticulosamente preservadas, desde os elementos decorativos tradicionais no estilo Art Nouveau e da Art Déco até os detalhes estruturais, bem como também a icônica fachada que não perdeu o esplendor original e remete a uma época passada.

Com um vasto acervo de aproximadamente 4.500 títulos, a renomada Biblioteca Científica do Butantan teve suas obras de reforma e restauração realizadas, com a finalidade primordial de acomodar obras voltadas a biomedicina, microbiologia, imunologia, herpetologia, biodiversidade, saúde pública, medicina, farmacologia e outras áreas correlacionadas, tendo muitos dos títulos mais de um século de existência.

A priori, a proposta de restauro garante a conservação de todas as camadas históricas relevantes para compreensão do valor cultural da edificação, mas, no entanto, a reforma também abraçou a necessidade de modernização. Ainda na fase de planejamento, as salas foram redesenhadas para incorporar novas tecnologias e otimizar a eficácia de pesquisas e necessidades laborais. A recuperação da principal edificação da instituição soma o cuidado com o compromisso de mesclar tecnologias, pesquisa científica e testemunho histórico.

Celso, Milena e Erick contam ainda que o projeto maximizou o potencial do local visando atender às demandas atuais. “Para garantir um fluxo eficiente de atividades e evitar conflitos entre os programas administrativos e os setores laboratoriais, houve um realocamento estratégico dessas áreas. Dessa forma, os setores laboratoriais foram transferidos para outras edificações, otimizando o espaço e promovendo um ambiente de trabalho mais adequado”, dizem os arquitetos da Effect Arquitetura.

A acessibilidade também permeou a reforma, por isso, rampas, elevadores e outras soluções arquitetônicas foram implementadas para garantir que o Edifício Vital Brazil se tornasse acessível a todos, promovendo sobretudo ciência e arquitetura inclusiva.

Estamos confiantes de que entregamos trabalhos de alta qualidade que honram com a história e legado da instituição e prepara o caminho para um futuro ainda mais brilhante e enriquecedor. Agradecemos a todos envolvidos que contribuíram nessa jornada, e em especial à equipe técnica do Instituto Butantan pela parceria e por sempre estar presente em todo o processo de desenvolvimento, para podermos juntos tornar este sonho uma realidade” – Celso Grion, Effect Arquitetura.

 “Ao preservar e expandir essa biblioteca histórica, o Instituto Butantan reforça seu compromisso com a disseminação do conhecimento científico e com a valorização do patrimônio cultural. Os visitantes agora têm a oportunidade de explorar obras preciosas, que abrangem uma ampla gama de áreas e contribuem para a compreensão do mundo natural e da saúde pública” –  Erick Tonin, Effect Arquitetura..

O prédio também ganhou o espaço Semear Leitores, uma novidade para as crianças. A sala propõe introduzir ciência de forma lúdica, por meio da literatura infantojuvenil.

 

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Imagens: Eduardo Pozella

Publicação traz soluções para tornar cidades mais azuis

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Especialista ressalta que o documento foi elaborado com a contribuição de representantes de municípios de todas as regiões do país.

 

A relação das cidades com a sustentabilidade do oceano foi destaque no Pavilhão Brasil da COP28, a Conferência de Mudanças Climáticas das Nações Unidas. O painel “Cidades, portos e conservação: esforço integrado para cidades resilientes e adaptadas às mudanças climáticas”, reuniu representantes do Governo Federal, de governos subnacionais, do setor privado e da sociedade civil, além de marcar o lançamento da publicação “Oceano Sem Mistérios – Construindo Cidades Azuis”.

O material em formato e-book, elaborado pela Aliança Brasileira pela Cultura Oceânica (coordenada pela UNIFESP, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e UNESCO) em parceria com a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), apresenta soluções para tornar as cidades mais azuis em temas como educação, economia, turismo, resiliência climática, água e saneamento, saúde e conservação dos ecossistemas.

Ronaldo Christofoletti, da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN) e professor do Instituto do Mar da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), coordenou o painel na COP28. Ele explica que o objetivo da publicação é nortear as cidades no caminho da sustentabilidade relacionada ao oceano. O especialista ressalta que o documento foi elaborado com a contribuição de representantes de municípios de todas as regiões do país. “Inserimos sugestões para ações práticas em diversas áreas, incluindo também casos de sucesso e projetos de referência para inspirar as cidades brasileiras a serem mais azuis”, conta.

 

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Christofoletti espera que o documento contribua para ampliar a cultura oceânica no Brasil, valorizando o papel da conservação marinho-costeira para a adaptação às mudanças do clima. “Os eventos extremos que ocorreram ao longo deste ano mostraram que precisamos agir fortemente para a adaptação às mudanças climáticas. A conservação e o uso sustentável do oceano são estratégias fundamentais para enfrentarmos esse grande desafio. O mais interessante é pensar que todas as cidades podem ser mais azuis, independentemente da distância em relação ao litoral”, frisa Christofoletti.

O conceito de “cidade azul” envolve a sustentabilidade ambiental, social, econômica, cultural e a governança dos municípios – integrando políticas públicas, ações de cidadania e instituições conectadas com o oceano. “Sem um oceano saudável, resiliente e sustentável, não seremos bem sucedidos na missão de evitar o agravamento do quadro atual. Nesse sentido, cada ambiente marinho importa e precisa ser cuidado e preservado”, afirma Janaína Bumbeer, gerente de projetos da Fundação Grupo Boticário.

 

O Brasil e o mar

O Brasil possui 7.367 quilômetros de litoral, onde estão localizadas 443 cidades costeiras, que abrigam cerca de 25% da população. Estes municípios estão na linha de frente na batalha contra as mudanças climáticas, principalmente quanto aos impactos da elevação do nível do mar. Especialistas ressaltam que esforços de conservação dos ambientes costeiro-marinhos podem contribuir para reduzir o aquecimento global e também ampliar a resiliência dos municípios ao novo cenário climático.

“Os manguezais, por exemplo, conseguem estocar até quatro vezes mais carbono por metro quadrado que outros ecossistemas e precisam ser mais protegidos e valorizados. Quando lembramos que o Brasil é o país com a segunda maior área de manguezais do mundo, temos noção da nossa responsabilidade”, afirma Bumbeer. A gerente da Fundação Grupo Boticário lembra que outro ecossistema que precisa de atenção são os recifes de corais. “Além de toda a importância para a biodiversidade, para a economia e o turismo, os recifes de corais também conseguem reduzir em até 90% a energia das ondas que chegam até a costa”, explica.

 

Educação e cultura oceânica

Entre as políticas públicas que podem servir de inspiração para os municípios está a Lei da Cultura Oceânica adotada por municípios brasileiros, que insere o ensino sobre o oceano no currículo municipal. A iniciativa já é reconhecida pela Unesco como política pública mundial que pode ser exemplo para outros países. “O Brasil foi o primeiro país no mundo a ter um município incluindo a cultura oceânica no currículo escolar e hoje já possui outros 16 municípios integrados ao projeto Escola Azul, além de muitos outros interessados já em tramitação”, salienta Christofoletti.

O sexto relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, órgão de ciência climática da ONU, reconhece que estão no oceano diversas soluções para os desafios globais. Por isso, o relatório lista uma série de iniciativas para proteger, restaurar e gerir de forma sustentável os recursos naturais e ecossistemas marinhos. Fazem parte desses esforços a meta de proteção de até 30% do oceano até 2030 e um tratado global para reduzir drasticamente a poluição por plástico nos mares.

O oceano, além de ser responsável pela produção de 54% do oxigênio que respiramos, é considerado um grande regulador do clima da Terra, sendo responsável pela absorção de até 90% do excesso de calor da atmosfera e pela retenção de cerca de 25% do dióxido de carbono (CO2) emitido no planeta.

Baixe o e-book gratuitamente AQUI

 

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Por Ciclovivo
Imagens: Reprodução Oceano sem mistérios – Construindo Cidades Azuis e Divulgação

 

 

 

Patrícia Sarquis Herden é eleita nova presidente do CAU/BR

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Arquiteta e urbanista Patrícia Sarquis Herden, ex-presidente do CAU/SC, vence votação para presidência do Conselho para o triênio 2024-2026

 

De Santa Catarina, a arquiteta e urbanista Patrícia Sarquis Herden será a nova presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) pelos próximos três anos. A eleição aconteceu no último dia 18 de janeiro, na 144ª Reunião Plenária Ordinária do CAU/BR, a primeira da gestão eleita para o mandato 2024-2026: “Nossa escolha representa a capacidade de unir os profissionais”, afirmou, após eleger Patrícia Herden com 14 votos dos 28 conselheiros federais. Sabe-se que o conselheiro José Jefferson de Sousa (RN), que também concorreu à Presidência, recebeu 13 votos, considerando uma abstenção.

Ex-presidente do CAU/SC (2021-2023), a nova presidente do CAU/BR é empresária do setor da Tecnologia da Informação, consultora da indústria da Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC) em adoção e gestão BIM (Building Information Modeling), tem MBA em Plataforma BIM e especialização em Arquitetura de Interiores. Suas propostas estão estruturadas em quatro eixos: Valorização profissional; Diálogo e Orientação no Exercício Profissional; Arquitetura e Urbanismo para todos; e Gestão eficiente, democrática e transparente.

“Nosso objetivo é oferecer mais serviços por meio do SICCAU, como banco de talentos, capacitação, caixa de assistência, cooperativa de crédito, assessoria jurídica, contábil e câmaras temáticas para conduzir a discussão em fóruns profissionais, Nossa Presidência será coletiva, pugnando pela efetiva descentralização do CAU e garantindo o espaço de todos que se fazem representar aqui neste colegiado. Temos a oportunidade de mudar a imagem do nosso conselho. Como disse o escritor Ailton Krenak; o amanhã não está à venda. O CAU não está à venda.” Patrícia Sarquis Herden, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR).

 

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Arquiteta e Urbanista Patrícia Sarquis Herden. Fotogragia: Divulgação CAU/BR

Nova série de vidros de controle solar chega ao mercado com produto inovador para fachadas

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Vidro G31, da nova série SunGuard Solar Plus, possui fator solar de 33% e incorpora titânio, o que lhe confere melhor performance

 

A Guardian Glass está lançando uma nova série de vidros de controle solar, a SunGuard Solar Plus, composta pelo produto G31. A novidade visa atender a demanda por alta performance, baixa reflexão e fácil processamento de construtoras e arquitetos que trabalham em obras verticais residenciais e comerciais. O vidro, de aplicação laminada, oferece um fator solar de 33% e uma estética neutra, resultando em uma aparência livre de efeito espelho e aspecto amarelado.

O Produto dispensa ainda a necessidade de desbaste de borda, processo de remoção do revestimento metálico em todo o perímetro das peças de vidro para evitar sua corrosão, o que não apenas simplifica o processo de fabricação, mas também contribui para a otimização de custos. 

Betânia Danelon, gerente Técnica e Comercial da Guardian Glass, explica que, assim como em grandes empreendimentos, o uso de vidros de controle solar em obras verticais de pequeno e médio porte tem se tornado uma escolha frequente para construtores e arquitetos devido aos benefícios que oferece. “Esses vidros são projetados especificamente para controlar a quantidade de calor e luz solar que entra no interior do edifício, contribuindo para o conforto interno e a eficiência energética do empreendimento”, diz.

Segundo ela, o SunGuard Solar Plus G31 representa um avanço em termos de tecnologia e funcionalidade. “Sua composição única, com a incorporação de titânio, confere ao vidro uma melhoria substancial na performance, tornando-o uma escolha ideal para projetos que buscam aliar eficiência energética e qualidade estética”, afirma.

 

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Outro diferencial do produto é a sua capacidade de entregar alto desempenho sem a necessidade de desbaste de borda – processo de remoção do revestimento metálico em todo o perímetro das peças de vidro para evitar sua corrosão -, o que não apenas simplifica o processo de fabricação, mas também contribui para a otimização de custos.

Fábio Reis, gerente de Desenvolvimento de Produtos da Guardian Glass, acrescenta que, com índice de passagem de luz de 31%, o SunGuard Solar Plus G31 entrega equilíbrio na entrada de luz natural nos ambientes, proporcionando conforto visual e tornando os espaços internos mais agradáveis e acolhedores. “O produto permite a entrada de luz natural adequada durante todo o ano, proporcionando aos espaços interiores condições agradáveis para as atividades do dia a dia”, conclui.

 

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Imagens: Divulgação Guardian Glass

Atribuindo sofisticação

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Primeiro projeto comercial assinado por Sig Bergamin no Rio Grande do Sul, convida os visitantes a viverem uma experiência sensorial 

 

Inaugurado no térreo do edifício JBZ, o novo Benjamin Osteria Moderna conta com um projeto arquitetônico digno de destaque. Realizado pela Belmondo, empresa de investimentos dos irmãos Zaniol Zaffari, é o primeiro projeto comercial no Rio Grande do Sul assinado pelo arquiteto Sig Bergamin. O espaço conta com 97 lugares divididos entre o salão em L, um bar com balcão e um espaço para refeições privadas. Para além da cozinha italiana, tudo foi pensado no detalhe para garantir uma experiência agradável a quem visita a casa. “Não se trata apenas de estética: ao visitar um bar ou restaurante, o espaço é quase tão importante quanto a qualidade do que é servido”, destaca Sig.  

 

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O diferencial deste projeto reside na sua capacidade de fundir elementos locais e globais, criando um espaço único. Segundo o arquiteto, restaurantes de Nova York e Paris o inspiraram para dar forma ao projeto como um todo, mas também nossa própria brasilidade, que se expressa de maneira sutil no espaço, resultando em uma grande fusão de elementos. Como elemento central do projeto, as lâminas de madeira pau ferro em alto brilho preenchem todo o salão, somando aproximadamente 350 m² do revestimento.

Carpetes, móveis e adegas foram desenhados pelo arquiteto com exclusividade para o Benjamin. O carpete, por exemplo, não é apenas uma escolha estética; ele traz um aconchego inigualável ao ambiente. As cortinas de correntes, usadas pela primeira vez na horizontal, são elementos de destaque e adicionam um toque de modernidade e sofisticação. 

“Cada elemento é parte integrante de uma narrativa sensorial, convidando os visitantes a explorar e apreciar não apenas a comida, mas também a própria essência do espaço. ” – Sig Bergamin

 

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O projeto  também lançou mão de recursos de iluminação: 224 tubos de alumínio com pintura dourada, dispostos sobre a bancada do bar em um pé direito de 5,7m, criam uma atmosfera ainda mais atraente. Nas paredes, fotos do acervo pessoal da família Zaffari compõem a narrativa da experiência.

 

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Estampado com garças e libélulas sobre fundos rosa e verde suaves, os papéis de parede dos toaletes trazem ares lúdicos ao ambiente. 

 

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Imagens: Ricardo Jaeger

CAU/SP elege nova presidente para o triênio 2024-2026

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Voto direto dos conselheiros também nomeou a vice-presidente, em reunião plenária ordinária ocorrida na última quinta-feira, dia 11.

 

A nova presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP) é a arquiteta e urbanista Camila Moreno de Camargo, eleita pelo voto direto dos conselheiros na 1ª reunião plenária ordinária do CAU/SP – Gestão 2024-2026, que está sendo realizada nesta quinta-feira, 11, na capital paulista.

Camila de Camargo é graduada em Arquitetura e Urbanismo pela UNIMEP (2004); com Mestrado pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC-USP, 2010) e Doutorado pelo Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU-USP, 2016); Pós-Doc, (IAU-USP, 2022); É docente no IAU-USP, tendo atuado em outras instituições de ensino superior e em gestões públicas no interior paulista.

Foi conselheira titular do CAU/SP na gestão 2021-23, quando coordenou a Comissão de Ética e Disciplina (CED-CAU/SP). Também foi membro do Conselho Diretor do CAU/SP e da Comissão de ATHIS (CATHIS-CAU/SP).

 

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A escolha da vice

A nova vice-presidente do CAU/SP é a arquiteta e urbanista Andreia de Almeida Ortolani, também eleita pelo voto direto dos conselheiros e conselheiras na mesma reunião em que foi conhecida a nova presidente.

Andreia Ortolani tem pós-graduação ‘Lato sensu’ em Design de Interiores em “Ambientação e Produção do Espaço” – IPOG. Também fez um curso de extensão em Geoprocessamento, pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). É Técnica em Edificação pelo Liceu Noroeste Bauru/SP.

Atua como funcionária pública na Prefeitura de Bauru/SP desde 1996 na Secretaria de Planejamento (SEPLAN) e na Secretaria das Administrações Regionais (SEAR). Foi conselheira titular do CAU/SP na gestão 2021-2023. Ortolani é a primeira vice-presidente negra do CAU/SP, conforme autodeclaração no registro eleitoral de sua candidatura.

 

Diversidade

O colegiado de conselheiros e conselheiras que dirigirá o CAU/SP até 2026 reflete um grupo diverso no que se refere a gênero, etnia e da inclusão de pessoas com deficiência.

Conforme a autodeclaração no registro eleitoral dos candidatos a conselheiros, nove dos 77 conselheiros titulares para o triênio 2024-2026 se identificaram como “pessoas pardas, pretas ou indígenas”; outros cinco conselheiros titulares se declararam como “pessoas LGBTQIA+”; e cinco titulares se registraram como “pessoas com deficiência (PCD)”.

A predominância do gênero feminino foi mantida na composição do novo colegiado. São 49 vagas ocupadas por arquitetas e urbanistas, ou 64% das cadeiras ocupadas por titulares, de acordo com autodeclaração neste gênero. A presença das questões de diversidade e representatividade é um compromisso permanente do CAU/SP.

Maison&Objet 2024

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Para celebrar os 30 anos da Maison&Objet, a feira mostra aos seus participantes um futuro revitalizado que alia tecnologia e natureza!

 

O tema desta temporada, TECH EDEN, anima a edição de janeiro com espaços reinventados voltados para os setores de varejo, residencial ou hotelaria. Lugares onde a natureza estará muito à mão, não necessariamente em um sentido literal, mas às vezes digitalmente falando e, em graus variados, mineral, exuberante e híbrido. É uma mistura de natureza e tecnologia que certamente reenergizará o conceito de sustentabilidade e criará uma visão verdadeiramente desejável do futuro!

Veja a programação!

 

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Maison&Objet na cidade!

Um evento B2B em Paris pensado para profissionais, que reunirá, em um só circuito, os 100 pontos que compõem o ecossistema parisiense de excelência em decoração: decoradores, designers de interiores, galerias, grandes maisons e artesãos excepcionais, de 17 à 22 de janeiro, 2024.

Confira os participantes! 

 

Célula fotovoltaica transparente pode se tornar a futuro das janelas

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Pesquisadores criaram um tipo de célula solar que pode ser aplicada em janelas, vidros de carro e outros objetos.

 

Atualmente, os recursos mais conhecidos para captação de energia solar são os painéis solares e placas fotovoltaicas. Mas e se disséssemos que até mesmo um material simples como o vidro pode ser usado para captar a luz solar e transformá-la em energia limpa e acessível? Pois bem, saiba que essa suposição já é uma realidade! Isso nos faz pensar em quantos raios solares podem ser aproveitados para gerar energia com a ajuda da célula fotovoltaica transparente, uma invenção nascida nos Estados Unidos.

Pesquisadores da Universidade Estadual de Michigan criaram um tipo de célula solar que pode ser aplicada em janelas, vidros de carro e outros objetos. A célula transparente foi desenvolvida com grande capacidade de absorção dos raios do sol, e podem ser tão eficiente quanto à versão mais comum dos painéis solares, que geralmente são instalados no topo das casas.

Muito parecida com um pedaço de vidro, a célula transparente quando colocada em objetos feito de vidro, é capaz de gerar energia. Feita a partir de moléculas orgânicas desenvolvidas pelos próprios cientistas, as células transparentes absorvem partículas invisíveis de luz solar. Devido a pequenos filamentos de células fotovoltaicas presentes no seu interior, a célula tem ajustes que captam ondas no campo ultravioleta e infravermelho, e em seguida convertem essas ondas em eletricidade.

 

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Com isso, não há perda nenhuma de visibilidade, considerando que nenhum humano consegue ver acima do ultravioleta ou abaixo do infravermelho. Isto significa que usando a célula transparente dentro de casa você não irá perder a luz do sol enquanto a célula estiver produzindo energia. Além disso, o uso dessa tecnologia permitiria, por exemplo, que carros e até mesmo um celular aproveitasse a energia limpa do sol.

As novas células solares transparentes registraram eficiência na casa dos 5%, já os tradicionais painéis solares tem eficácia entre 15 e 18%. Porém, uma grande vantagem da célula transparente é a possibilidade de aplicá-la sobre uma área maior e mais diversificada. Os pesquisadores calculam que se o novo painel for aplicado em todas as superfícies de vidro estimadas nos Estados Unidos, o dispositivo poderia criar energia suficiente para gerar 40% da demanda do país. Segundo os pesquisadores essa tecnologia avançada proporciona um caminho promissor para o uso da energia solar barata e acessível. Ainda de acordo com os cientistas de Michigan, o tempo e a tecnologia vão ajudar a energia solar a se tornar mais popular e funcional.

A energia solar é a energia do futuro, e desde já é possível notar muitos avanços nesse setor promissor. Por exemplo, na Inglaterra, pesquisadores desenvolveram blocos de vidro que geram energia solar. Nós, do Portal Solar trabalhamos para difundir o uso das energias renováveis em nosso país. Esse trabalho é feito através de uma ponte que promove a comunicação entre fornecedores de energia solar e pessoas interessadas em usufruir os benefícios da energia solar renovável. Caso tenha interesse em saber mais sobre energia limpa entre em contato conosco e solicite um orçamento! Também continue acompanhando o Blog Solar para mais informações sobre o tema.

 

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Fonte: Portal Solar
Imagens: Divulgação

 

 

Evolução urbana e suas implicações para o futuro das cidades

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Arquiteta e Urbanista Adriana Levisky fala sobre as perspectivas da Lei de Zoneamento

 

O futuro de nossas cidades está em pauta! O Plano Diretor e a Lei de Zoneamento podem desempenhar um papel central nesse processo se tratados de forma flexível e estratégica. Esta lei, muitas vezes subestimada em sua importância, é fundamental para traduzir em paisagem urbana e qualificar as relações nos espaços das cidades, a partir das diretrizes e políticas públicas delineadas pelos Planos Diretores Municipais. Compreender seu impacto é crucial para o planejamento e desenvolvimento de nossas comunidades.
 

A Lei de Zoneamento é o conjunto de normas que regulam como o solo urbano pode ser utilizado em diferentes partes da cidade. Ela determina onde edifícios residenciais, comerciais e industriais podem ser construídos, bem como as restrições de altura, potencial construtivo, e demais padrões de uso e ocupação do solo. Essa legislação, através da ferramenta de projeto, fundamentalmente utilizada por arquitetos e urbanistas, molda a paisagem urbana, influenciando diretamente a qualidade de vida e das relações entre seus cidadãos.

Neste contexto, especialistas têm se destacado ao analisar as implicações da Lei de Zoneamento em nossas cidades. A revisão periódica desta legislação é essencial para garantir que ela esteja alinhada com as necessidades em constante evolução de nossas comunidades. Adriana Levisky, membro no Conselho Deliberativo da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura – regional São Paulo (AsBEA-SP) e sócia titular do escritório Levisky Arquitetos| Estratégia Urbana, enfatiza que uma revisão cuidadosa e atenta à realidade da Lei de Zoneamento é vital para manter nossas cidades atualizadas com as demandas contemporâneas.

“À medida que nossas cidades apontam para perspectivas de desenvolvimento, é imperativo que a legislação se adapte para estimular atitudes responsáveis, adotar soluções respeitosas com o meio ambiente e as pessoas, elaborar modelos econômicos e sociais que busquem e, talvez, mais do que isto, premiem boas práticas relacionadas ao respeito ao meio ambiente, à preservação do patrimônio cultural, à economia de insumos, demandas prioritárias da população e à equidade social universal” – Adriana Levisky.

Adriana destaca a importância da participação integrada entre as diversas pastas públicas e a sociedade no processo de revisão. “Cidadãos, empresas e especialistas devem ser envolvidos ativamente. Isso assegura que as decisões tomadas sejam representativas das aspirações e preocupações da comunidade”, diz ela. Isso capacita a sociedade em prol da conscientização quanto à importância de uma voz ativa, resiliente e propositiva.

Em uma serie de municípios ao redor do país estamos defrontados com oportunidades que podem ser encaradas como cruciais na medida que se queira refletir sobre as possibilidades qualificadoras que Planos Diretores e Leis de Zoneamento em nossas vidas cotidianas e para considerar como podem ser direcionadas para enfrentar os desafios do futuro: climáticos, econômicos, sociais, jurídicos e afetivos.

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagem: Porter Novelli