Colette, projeto da OSPA architecture em Miami, conquista o Grand Prix du Design 2025

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O empreendimento com conclusão prevista para 2028 amplia a projeção internacional de escritórios nacionais no mercado internacional

 

Primeiro condomínio de alto padrão concebido pela OSPA Architecture em Miami, o Colette foi consagrado vencedor do principal prêmio na categoria Residential Buildings do Grand Prix du Design 2025. A premiação é promovida pela China International Interior Design Network em parceria com a French Design Society (IFD) e, desde sua criação, em 2014, consolidou-se como uma das mais relevantes referências globais na valorização da excelência em design.

Desenvolvido em colaboração com a Meta Developments, o empreendimento — com conclusão prevista para 2028 — reforça a ainda limitada presença da arquitetura brasileira no segmento de luxo do sul da Flórida, ampliando a projeção internacional de escritórios nacionais nesse mercado.

“A região registra, há anos, um crescimento populacional e econômico muito superior à média dos Estados Unidos, o que leva para lá os principais escritórios de arquitetura do mundo. Nosso ingresso nesse mercado resulta de um projeto autoral, de grande qualidade, como o prêmio atesta” – Rodrigo Milani, sócio da OSPA e gerente do projeto.

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Situado na prestigiada Brickell Avenue, o Colette ocupa uma posição estratégica em South Brickell, uma das áreas mais nobres de Miami. O empreendimento encontra-se em uma zona de transição morfológica, onde prevalecem habitações unifamiliares, distante a poucos metros tanto da baía Biscayne quanto do centro da cidade, que concentra a vida cultural e noturna e a maior parte de suas residências de luxo, dispostas principalmente em arranha-céus, os chamados branded residences.

Já o Colette é um edifício boutique que introduz o conceito de exclusividade nesse mercado. Composto por térreo, quatro pavimentos e um rooftop, conta com 38 unidades de diferentes tipologias, que buscam proporcionar a ambiência de casas. No térreo, os gardens apresentam àquele mercado um novo modo de morar integrado ao solo. Nos andares-tipo, cada apartamento tem acesso direto do elevador ao living, que se abre em 180 graus para a paisagem e conecta-se às áreas externas privativas. No último pavimento, há duas penthouses com amplos terraços, piscinas e espaços de estar panorâmicos voltados ao mar. Ao fundo, a área condominial dispõe de academia, spa, sauna, sala de massagem, área gourmet, lounge, piscina e jardins.

 

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Os terraços e gardens das unidades estão localizados nos vértices dos dois blocos da edificação, proporcionando aos andares mais altos vista da cidade e do oceano. As janelas seguem do piso ao teto, integrando áreas privativas ao exterior. Ao mesmo tempo, são recuadas, o que favorece o controle térmico.

 

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A geometria quase quadrada do terreno orientou a divisão do volume principal em dois blocos, o que amplia afastamentos e multiplica as fachadas. Entre eles, um pátio organiza o acesso principal e os fluxos internos, fazendo o percurso do usuário acontecer em camadas: da entrada, uma grande pérgola que vai do piso ao topo da edificação, ao lobby de duplo pé-direito, passando por galerias em escala humana que conectam os espaços comuns no térreo e no rooftop. Essa continuidade produz a sensação de uma praça coberta, na qual os limites entre interior e exterior, construído e vegetado, aberto e fechado se tornam fluidos.

O edifício é marcado pela sobreposição de planos horizontais leves, em concreto, que abrigam jardins suspensos e têm arestas suavizadas. Os brises verticais servem tanto para o controle de luz e reforço da privacidade nos espaços internos quanto para imprimir ritmo às fachadas. Nas áreas sociais, a transparência do vidro amplia a relação com a paisagem.

 

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Imagens: Renders/Elephant Skyn

Aplicabilidade do vidro para o conforto acústico e térmico

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De acordo com a especificadora técnica Alessandra Ribeiro, não há dúvidas quanto à evolução na tecnologia em vidro na indústria, com qualidade e desempenho acústico e térmico cada vez melhores

 

Por Alessandra Ribeiro*

O vidro é um elemento que costuma ocupar boa parcela das fachadas das edificações e, na maioria das vezes, assume o papel principal na atuação do desempenho acústico e térmico das construções.

No que tange ao desempenho acústico, o vidro laminado costuma apresentar uma vantagem quando comparado ao vidro monolítico simples ou mesmo em comparação a alguns vidros insulados, especialmente quando fazemos a laminação de vidros com espessuras distintas, evitando desta forma a queda no índice de redução sonora devido às ressonâncias de frequência crítica.

Apesar de ocupar a maior área de uma esquadria, o vidro não é o único componente construtivo deste sistema. O mecanismo de abertura da janela, o desenho do caixilho, os elementos de vedação, gaxetas, persianas, acessórios e a qualidade da instalação também interferem diretamente na estanqueidade sonora da esquadria. É justamente por conter tantos elementos, que os fabricantes devem sempre testar o desempenho acústico de seus produtos em um laboratório certificado.

Quanto ao desempenho térmico, vidros insulados costumam apresentar um melhor comportamento. A camada de ar entre os vidros aumenta a resistência e reduz a transmitância térmica do conjunto, logo, quanto maior for a camada de ar, melhor. A cor dos vidros, a espessura e seu índice de refletância irão interferir na propriedade do Fator Solar. Essa propriedade está relacionada à quantidade de calor que penetra em um ambiente. Um vidro com FS=0,60, por exemplo, quer dizer que, de 100% da energia solar que incidiu sobre a superfície, 60% passou para o ambiente interno. Logo, um vidro com menor fator solar deixará entrar menos calor na edificação. Entretanto, devemos lembrar que, em geral, um menor fator solar costuma também estar associado a uma menor transmitância luminosa, o que pode implicar nos estudos de iluminação natural.

Se quisermos unir o desempenho acústico com o desempenho térmico, é interessante pensar no uso de vidros insulados, com maior camada de ar, e compostos por vidros laminados, preferencialmente de espessuras distintas. Mas, esta especificação deve sempre levar em conta o Zoneamento Bioclimático e o nível de ruído incidente nas fachadas, assim como o espectro sonoro, se são sons mais agudos ou mais graves, se trata-se de ruído de tráfego rodoviário, etc.

Não há dúvidas quanto à evolução na tecnologia em vidro na indústria, visando a elementos com qualidade e desempenho acústico e térmico cada vez melhores, aptos para atender às demandas mais comuns ou específicas da construção civil. Por outro lado, devemos refletir, enquanto projetistas, que, por melhor que seja o vidro, o conforto térmico e acústico nasce nas estratégias arquitetônicas adotadas no projeto, desde o estudo do entorno e da implantação no terreno, passando pelo desenho da planta baixa e dos elementos propostos para a fachada e cobertura.

 

*Alessandra Ribeiro é  Especificadora Técnica em Vidros de Alto Desempenho e Conforto Acústico.

Bienal de Arquitetura Brasileira (BAB) terá sua primeira edição em março, no Parque Ibirapuera

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Bienal de Arquitetura Brasileira (BAB) estreia no Parque Ibirapuera propondo reposicionar a arquitetura no imaginário cultural brasileiro

 

A primeira edição da Bienal de Arquitetura Brasileira (BAB) estreia em 25 de março com o objetivo de repensar a relação das pessoas com a arquitetura e as formas de conexão com os espaços. Idealizada pelos fundadores da Archa, Anna Rafaela Torino e Raphael Tristão, em sociedade com Lucas Aragão e Felipe Zullino, mas operando de forma independente e sem fins lucrativos, a BAB nasce para enfrentar um desafio cultural importante: no Brasil, apenas 9% das reformas contam com o apoio de um arquiteto, segundo dados de uma pesquisa Datafolha encomendada pelo CAU Brasil em 2022.

“O que vemos é um desafio cultural. A arquitetura ainda é pensada de forma pontual, quase sempre no momento da reforma. A BAB nasce para ampliar esse olhar, propondo que a arquitetura seja percebida como cultura, como pensamento e como repertório cotidiano, algo que atravessa a vida das pessoas muito antes e muito além da obra” – Anna Rafaela Torino, Diretora de Conteúdo da BAB.

 

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Pacubra. Foto: Divulgação.

 

O evento ocupará o Pavilhão das Culturas Brasileiras (PACUBRA), no Parque Ibirapuera (projeto de Oscar Niemeyer com paisagismo de Roberto Burle Marx), reunindo visitantes de todo o país para experimentar a arquitetura de forma imersiva. Neste prédio, criou-se o conceito de Pavilhão Brasil, que receberá pavilhões temáticos dos biomas brasileiros, trazendo interpretações contemporâneas sobre o morar em diferentes regiões e valorizando a pluralidade cultural e arquitetônica do nosso país.

A mostra apresenta também o Pátio Metrópole, área externa que se propõe  a ‘criar uma cidade’, ao reunir experimentações construtivas e instalações temáticas e comerciais. Arena de conteúdo, café, restaurantes, workshops e ativações de marcas são outros espaços de interação para o público visitante.

“A BAB inaugura um modelo de bienal que une educação, tecnologia e experiência para tornar a arquitetura mais acessível, viva e presente no cotidiano” – Raphael Tristão, Presidente da BAB.

 

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Lucas Aragão, Raphael Tristão, Anna Rafaela Torino e Felipe Zullino. Foto: André Ligeiro.

 

Concurso Masterplan  

Para desenvolver o Masterplan da edição inaugural, a BAB promoveu um concurso nacional aberto a arquitetos de todas as regiões do Brasil. O vencedor foi o Estúdio Leonardo Zanatta Arquitetura, escolhido entre dezenas de propostas enviadas. O arquiteto receberá, como prêmio, uma viagem cultural à Bienal de Arquitetura de Veneza 2026, acompanhada pelos sócios do premiado escritório de arquitetura Superlimão.

“Vencer foi especialmente gratificante diante da qualidade do júri e do nível das propostas apresentadas pelos demais finalistas, que entregaram trabalhos densos mesmo em um prazo reduzido. Sentimo-nos honrados por estar à frente da primeira edição da BAB e felizes por oferecer espaços onde os estados possam se expressar por si mesmos.” comenta o arquiteto Leonardo Zanatta.

O júri do primeiro concurso foi composto por nomes de referência na arquitetura e no design brasileiro, entre eles Amer Moussa (Condephat); Ana Paula Assis (Jornalista); Daniel Mangabeira (BLOCO Arquitetos); Fernando Mungioli (Revista PROJETO); Greg Bousquet (Architects Office); Marko Brajovic (Atelier Marko Brajovic); Nara Grossi (Gema Arquitetura); Olivia Buscariolli (IPHAN); Pedro Fernandes (SP Urbanismo); Rodrigo Ohtake (Ohtake); Silvio Todeschi (BCMF).

 

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Segundo pavimento, Pavilhão dos estados. Imagem: Divulgação.

 

Pavilhão Brasil

Também em Concurso foram escolhidos os arquitetos e escritórios responsáveis por assinar o projeto de pavilhões estaduais, segmentados pelos biomas brasileiros. Os participantes representam diferentes regiões, e foram convidados a traduzir a diversidade de territórios, culturas e formas de habitar o Brasil contemporâneo por meio de propostas situadas. A arquitetura aparece como instrumento de leitura da paisagem, da cultura e dos modos de vida locais, articulando memória, materialidade, clima e experiência cotidiana. Além dos ambientes expositivos, o evento contará com uma área externa aberta ao público, com praça e palco para ativações e programação cultural.

 

AMAZÔNIA
Acre | Marcelo Rosenbaum e Marlúcia Cândida — Projeto Casa Empate Mulheres Seringueiras
Pará | Studio Tuca — Projeto Caminho dos Rios
Rondônia | Thiago Marques Arquitetura — Projeto Casa Entre Águas
Roraima |  Rayresson Rocha, Estúdio Modullus e Jacqueliny Ramires — Projeto Casa-território: onde o rio, o céu e o lavrado habitam.

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ACRE – Marcelo Rosenbaum e Marlucia. Imagem: Divulgação.

 

CAATINGA
Bahia | Vida de Vila — Projeto Casa do Mastro
Ceará | ARK Arquitetura e Interiores — Projeto É o Mar
Paraíba | Fabiano Lins Arquitetura — Projeto DO SERTÃO, ao verde e mar
Pernambuco | Thayná Padilha Arquitetura — Projeto Casa Pernambuco
Rio Grande do Norte | rodrarq — Projeto Casa de Veraneio
Sergipe | Mangaba Estúdio — Projeto Relicário de Voinha

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PARAÍBA – Fabiano Lins Arquitetura. Imagem: Divulgação.

 

CERRADO
Goiás | Bendito Traço Arquitetura — Projeto Casa de Amélia
Maranhão | Larissa Catossi e Guilherme Abreu — Raiz e Trânsito – Casa Pedro Neves
Minas Gerais | Marina Reis Arquitetura — Projeto Casa Adélia Prado
Tocantins | Marcus Garcia Arcteto — Projeto Casa da Arlê

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GOIÁS – Bendito Traço Arquitetura. Imagem: Divulgação.

 

MATA ATLÂNTICA
Espírito Santo | Letícia Finamore Arquitetura — Projeto Mulher Capixaba Contemporânea
Paraná | Boscardin Corsi — Projeto A Casa que Dança
Rio de Janeiro | Paula Martins Arquitetura — Projeto Casa Corcovado
Santa Catarina | Jeferson Branco — Projeto Pavilhão de Santa Catarina
São Paulo (Cidade) | Gabriel Rosa — Projeto Loft da Escritora
São Paulo (Estado) | Os Gêmeos Arquitetura e Engenharia — Projeto Tão Paulista quanto a Avenida

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RIO DE JANEIRO – Paula Martins Arquitetura. Imagem: Divulgação.

 

PAMPAS
Rio Grande do Sul | Studio Carbono + Matte Arquitetura — Projeto Querência Amada

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RIO GRANDE DO SUL – Studio Carbono e Matte Arquitetura. Imagem: Divulgação.

 

PANTANAL
Mato Grosso | OHMA — Projeto Loft da Preservação Cuiabana
Mato Grosso do Sul | DNA – Deborah Nazareth Arquitetos — Projeto Casa Ñandejara

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MATO GROSSO – OHMA. Imagem: Divulgação.

 

Ingressos e visitação 

Os ingressos terão preço de R$100 (inteira) durante o final de semana e R$ 80,00 (inteira) durante a semana e poderão ser adquiridos pelo site oficial da BAB. A entrada recomendada é pelo Portão 03, pela Avenida Pedro Álvares Cabral. A exposição também conta com uma parte aperta ao público para visitação, com praça e palco.

 

Patrocinadores e apoiadores

A realização do evento conta com o patrocínio de Electrolux, Archa, TCL, Suvinil, Copa Energia, Metrô SP, Ingresse, Westwing, Docol, ApexBrasil, Flora MDF, Zissou, Portobello, Theodora Home, Branco Casa e by Kamy, além do apoio institucional do CAU/BR e da AsBEA/BR, e da parceria de mídia com o Architecture Hunter.

 

Serviço — Bienal de Arquitetura Brasileira 2026 
Quando: 25 de março a 30 de abril de 2026
Horário: 12h às 21h
Onde: Parque Ibirapuera, São Paulo – Pavilhão das Culturas Brasileiras
Info: contato@bienaldearquiteturabrasileira.com
Site oficial: www.bienaldearquiteturabrasileira.com

 

Floresta, ponto de referência para especificadores

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Na busca constante de evolução para acompanhar novas demandas do mercado do mobiliário, a Floresta, além da oferta de ferragens e de sistemas de alto padrão, tem investido na experiência de seus clientes, no interior de suas lojas, renovando seus showrooms para apresentação de soluções e promoção de inspiração. Rafael Gonçalves, gerente de marketing da marca, nos conta essa jornada.

 

Casa e Mercado: O profissional da arquitetura e do design de interiores, quando da compra de produtos em lojas físicas da Floresta, já os define previamente em projeto ou ele se predispõe a sugestões pontuais do vendedor?

Rafael Gonçalves: Em muitos projetos, a escolha da ferragem é tão importante quanto o próprio desenho do mobiliário. Em geral, arquitetos e designers chegam às lojas com uma ideia de projeto já bastante avançada e definida. Ainda assim, algumas escolhas acabam passando pelo relacionamento com a equipe de vendas da Floresta, que ajuda a apresentar alternativas em ferragens, acabamentos ou sistemas. Muitos desses produtos são lançamentos ou itens que trabalhamos com exclusividade, o que também contribui para trazer novas soluções de funcionamento e design para os projetos.

CM: A Floresta oferece consultoria técnica para especificação de diferentes produtos e materiais?

RG: Um grande diferencial da Floresta é o conhecimento técnico em ferragens, adquirido pela experiência diária nas lojas e por treinamentos com fabricantes. O atendimento é consultivo e a venda acontece a partir do entendimento do projeto e da escolha do material mais adequado para cada aplicação. O contato constante com profissionais do setor também contribui para trazer à equipe de vendas uma visão técnica e prática.

 

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Show Room Ferramentas Ferragens Floresta Pinheiros. Foto: Rodolfo Ferrari/Ferragens FLoresta.

 

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Atendimento Ferragens Floresta Pinheiros. Foto: Rodolfo Ferrari/Ferragens FLoresta.

 

CM: Um dos maiores desafios do setor varejo reside em equipes de vendas que desconhecem tecnologias específicas dos produtos. Como a Floresta busca superar esse problema?

RG: Como trabalhamos com ferragens e sistemas técnicos, o conhecimento do produto é fundamental para o atendimento. Por isso, investimos constantemente em treinamentos com fabricantes e na atualização da equipe sobre novos produtos e tecnologias. Essa preparação permite que o vendedor tenha segurança para orientar o cliente e indicar a solução mais adequada para cada aplicação.

CM: Qual o prazo de entrega para produtos de alto giro e para encomendas especiais nas lojas da Floresta?

RG: Produtos de alto giro normalmente estão disponíveis para retirada imediata nas lojas. Já itens especiais ou sob encomenda dependem do fabricante e do tipo de produto, mas sempre trabalhamos com prazos claros e previsíveis. Essa previsibilidade é importante principalmente para atender profissionais que precisam alinhar a compra com o andamento da obra.

 

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Show Room Zen Puxadores Ferragens Floresta Pinheiros. Foto: Rodolfo Ferrari/Ferragens FLoresta.

 

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Atendimento Ferragens Floresta Pinheiros. Foto: Rodolfo Ferrari/Ferragens FLoresta.

 

CM: Como a Floresta se estrutura para competir com os grandes home centers? Ou seja, quais são seus diferenciais em atendimento?

RG: O principal diferencial da Floresta é a especialização em ferragens. Enquanto grandes home centers trabalham com muitas categorias de produtos, nosso foco está no conhecimento técnico e na variedade de soluções para marcenaria e mobiliário. Grande parte do nosso público é formada por profissionais do setor. Então, o atendimento acaba sendo naturalmente mais técnico e consultivo. Esse contato constante com profissionais também ajuda a entender melhor a necessidade de cada projeto e orientar na escolha das ferragens mais adequadas.

CM: A Floresta vende seus produtos em sistema de e-commerce? Como garante a entrega de materiais sem atrasos e avarias?

RG: Sim, a Floresta vende seus produtos pelo e-commerce e também pelo aplicativo. O estoque é integrado e, na maioria das vezes, o cliente pode optar pela retirada em loja. Existe uma equipe de logística dedicada que atende tanto as lojas quanto o meio digital, facilitando a entrega dos materiais sempre com agilidade e dentro dos prazos. Ressalto que ampliamos nossa presença digital com um novo site e aplicativo, facilitando o acesso ao catálogo completo de produtos a qualquer momento.

CM: A Floresta disponibiliza programa de relacionamento ou política de desconto exclusivo para arquitetos e designers de interiores? Como busca fidelizar esses profissionais?

RG: A Floresta é parceira da We.Brasil, plataforma onde profissionais de arquitetura e design podem pontuar em suas compras nas lojas e trocar por benefícios. Além disso, buscamos sempre trabalhar com novidades em ferragens e sistemas para mobiliário. Muitos profissionais já utilizam a Floresta como apoio na especificação e sabem que aqui encontram boas soluções e vantagens para seus projetos.

 

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Show Room Ferramentas Ferragens Floresta Pinheiros. Foto: Rodolfo Ferrari/Ferragens FLoresta.

 

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Transporte Ferragens Floresta Pinheiros. Foto: Rodolfo Ferrari/Ferragens FLoresta.

 

 

 

O desafio do “Cloud Dancer” e como a tecnologia materializa a nova estética

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A cor do ano da Pantone exige texturas táteis, formas orgânicas e retrofit. Veja como o SketchUp resolve os desafios técnicos de projetar o “branco complexo”

 

Se a previsão para 2026 aponta para uma “pausa visual” com a cor Cloud Dancer (PANTONE 11-4201), a arquitetura brasileira se prepara para um movimento de “Minimalismo Quente”. Diferente do branco estéril hospitalar, esse novo tom exige profundidade, sombras suaves e materiais naturais.

Mas como representar essa sutileza em um projeto 3D sem que ele pareça “chapado” ou sem vida? A resposta não está na tinta, mas na tecnologia. Analisamos como as ferramentas mais recentes do ecossistema SketchUp são essenciais para viabilizar os três pilares do design para 2026.

Com mais de 33 milhões de usuários, o software facilita a eficiência interfuncional com a modelagem em 3D, objetos parametricamente configuráveis pré construídos, atribuição de tarefas, documentação em 2D, visualização em realidade virtual, detecção de colisões e ferramentas de sustentabilidade para garantir totalmente o cumprimento de seus objetivos.

 

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Eduarda Papst Arquitetura e Interiores. Foto: Divulgação/Cortesia.

 

1. Oclusão de Ambiente: A Cura para o Branco “Chapado”
O maior pesadelo ao renderizar um ambiente all-white é a perda de noção de profundidade. Sem contraste de cores, as arestas somem.

  • A Solução Técnica: O SketchUp 2025 aprimorou nativamente a Oclusão de Ambiente (Ambient Occlusion). Essa funcionalidade adiciona “peso” visual aos cantos e encontros de arestas, simulando como a luz real se comporta em frestas.
  • Dica de Mestre: Ao ativar o Ambient Occlusion diretamente na viewport, o profissional de arquitetura consegue apresentar a volumetria do projeto conceitual para o cliente com clareza, sem precisar gastar horas em renderizadores externos logo no início.

 

2. IA Generativa para Texturas “Quentes”
O “Cloud Dancer” pede texturas como linho cru, argila e pedra sabão. Encontrar a textura perfeita pode levar horas.

  • A Solução Técnica: Com o AI Render, a Inteligência Artificial entra no fluxo de trabalho. Você modela a volumetria básica em branco e usa prompts de texto (como “warm clay texture, soft linen sofa, natural light”) para gerar variações visuais em segundos. Isso permite validar a “temperatura” do ambiente com o cliente antes de detalhar o projeto.

 

3. Retrofit e Scan-to-Design: O Novo Luxo
A sustentabilidade em 2026 foca no reaproveitamento. O “Retrofit” (renovação) de espaços antigos ganha força, exigindo precisão ao lidar com paredes tortas e estruturas existentes.

  • A Solução Técnica: Esqueça a trena. A nova funcionalidade Scan-to-Design (via SketchUp para iPad) permite que o profissional de arquitetura caminhe pelo ambiente existente escaneando-o com o tablet. Em instantes, o software transforma a nuvem de pontos em geometria 3D editável e organizada. É a base perfeita para aplicar a nova estética limpa sobre uma estrutura histórica.

 

4. Biomorfismo: Mobiliário que Abraça
As formas rígidas dão lugar a curvas e móveis “gordos” (Fat Furniture) que trazem conforto psicológico.

  • A Solução Técnica: Peças orgânicas muitas vezes não existem em catálogos prontos; precisam ser desenhadas sob medida (Bespoke). O SketchUp se destaca aqui por permitir a modelagem livre dessas formas complexas, garantindo que o projeto de marcenaria seja executável, e não apenas um desenho bonito.

 

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Pablo Nunes Arquitetura Foto: Divulgação/Cortesia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Reprodução: SketchUp

Arquitetura Brasileira é destaque no MIPIM Awards

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Os escritórios aflalo/gasperini arquitetos e FGMF representam a arquitetura nacional na edição de 2026

 

Realizada anualmente no Palais des Festivals, em Cannes, na França, a feira MIPIM é considerada o principal evento global voltado a investimentos, desenvolvimento urbano e arquitetura, reunindo profissionais e empresas do setor imobiliário de diversas partes do mundo.

Na edição deste ano, o programa Built by Brazil — resultado de uma parceria entre a ApexBrasil e a Asbea — levará oito escritórios de arquitetura brasileiros para representar o país no encontro, que acontece de 9 a 13 de março. O objetivo é ampliar a presença e a visibilidade da arquitetura nacional em um dos mais relevantes palcos internacionais do setor.

Dentro da programação do MIPIM, o Build by Brazil contará com um espaço dedicado à arquitetura, incluindo uma exposição de projetos em vídeo e maquetes de oito escritórios brasileiros. O escritório aflalo/gasperini arquitetos, que integra a delegação brasileira, contará com a participação do sócio-diretor José Luiz Lemos da Silva Neto, que conduzirá o painel “Designing for Density: High-Performance Architecture in Complex Urban Environments”. O tema aborda estratégias para lidar com a alta densidade e os desafios técnicos e ambientais dos grandes centros urbanos, reforçando a expertise do escritório em projetos de alta performance e grande complexidade.

 

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José Luiz Lemos da aflalo/gasperini e Lourenço Gimenes do FGMF levam arquitetura brasileira para cenário internacional. Fotos: Divulgação/Victor Lucena e Bob Wolfenson.

 

O Brasil também será representado pelo escritório FGMF Arquitetos, com a participação de Lourenço Gimenes, que conduzirá o painel “Architectural Expertise to Tackle Projects of Diverse Programs and Complexities, Anywhere”. no dia 10 de março. A presença dos dois escritórios no evento evidencia a força da arquitetura brasileira no cenário internacional e sua capacidade de propor soluções inovadoras para diferentes escalas, programas e contextos urbanos.

Desde sua criação em 1991, o MIPIM celebra projetos que se destacam pela excelência arquitetônica, integração urbana, inovação sustentável e impacto social, reunindo profissionais, desenvolvedores e líderes de mercados de mais de 90 países. A edição de 2026 continuará esse legado ao reconhecer iniciativas que priorizam qualidade do ambiente construído e metas ESG, reforçando sua missão de inspirar e moldar o futuro das cidades.

Design refinado e tecnologia de ponta 

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Excelência por meio de rigor artesanal e precisão técnica elevam os padrões de luxo e inovação em novo iate apresentado pela Intermarine

 

Em constante evolução ao longo de suas cinco décadas, a Intermarine busca ser referência global no setor náutico, oferecendo um ecossistema que inspira um estilo de vida único no mar, transcendendo a construção de embarcações. O estaleiro, que consolidou-se como sinônimo de elegância e eficiência, vem aprimorando todos os processos, incorporando novas tecnologias, reforçando a gestão em todas as áreas e adotando práticas responsáveis que garantem um legado duradouro para as próximas gerações.

“Cada embarcação nasce do desejo e do estilo de vida de cada cliente. Criamos projetos exclusivos e personalizados, que refletem pessoas — não produtos — traduzindo histórias, escolhas e significados únicos nos detalhes” – Roberta Ramalho, CEO da empresa.

O marco desse momento é o lançamento da INTERMARINE 25M. Evolução do consagrado projeto 24M, o novo modelo, assinado pelo estúdio Luiz de Basto Designs, eleva os padrões de luxo e inovação no segmento. Na última Boat Show São Paulo já foram entregues dois destes iates. 

Entre os diferenciais da Intermarine 25M destacam-se o balcony lateral de 9 metros, integrando ambientes internos e externos com vista panorâmica para o mar; a maior praça de popa da categoria, com 23m² moduláveis com móveis soltos; e o flybridge de 50m², que oferece múltiplos layouts — incluindo bar de 180° e jacuzzi. O design de proa, inspirado em mega yachts, amplia o espaço útil e reforça a imponência das linhas da embarcação.

 

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A 25M também introduz um avanço do conceito Daybed, que transforma a praça de popa em um espaço versátil de convivência e relaxamento. Todos os ambientes podem ser completamente personalizados, permitindo que cada embarcação seja única — desde o layout até os acabamentos mais sofisticados.

A personalização dos barcos é parte central do propósito da Intermarine e reconhecida como diferencial pelos clientes que frequentam o estaleiro em Osasco, São Paulo. Essa filosofia, inspirada na visão pioneira de Gilberto Ramalho, fundador da empresa, e no legado familiar para a inovação, consolida a Intermarine como o único estaleiro brasileiro que oferece 100% de personalização em toda a linha com embarcações “tropicalizadas”, pensadas para o estilo de vida brasileiro.

Para a CEO Roberta Ramalho, o verdadeiro luxo está em criar barcos que materializam emoções: “Nossa meta dia a dia é fazer com que cada cliente viva o mar de maneira única, cercado de conforto, afeto e momentos inesquecíveis com quem se ama.”

Atualmente com seis fábricas em São Paulo, localizadas numa mesma planta fabril, e marina própria no Guarujá, desde 1973, a Intermarine se dedica a criar embarcações inovadoras que unem exclusividade, conforto e desempenho, e que proporcionam momentos inesquecíveis.

 

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Imagens: Divulgação Intermarine

Um refúgio para habitar

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Unindo em um só lugar o acolhimento de uma casa de família, o descanso de um destino de férias e a funcionalidade de um espaço de trabalho, projeto reforça o conceito de um lar que responde ao tempo

 

Maré, projeto de Stemmer Rodrigues Arquitetura, localizada em Torres, litoral norte do Rio Grande do Sul, busca traduzir, em seus 726 m2, o encontro entre o afeto, a natureza e uma forma de viver que acompanha o ritmo das estações do ano. Nasce da compreensão da paisagem litorânea: vento, luz, umidade, a força das marés. Dois módulos térreos, conectados por um jardim interno protegido, estruturam a vivência social e familiar cotidiana. No andar superior, suítes completam o programa.

“A Casa Maré foi pensada como um refúgio para receber os filhos que moram pelo mundo afora, unindo em um só lugar o acolhimento de uma casa de família, o descanso de um destino de férias e a funcionalidade de um espaço de trabalho. A relação com a natureza e o movimento está presente na arquitetura da casa”, ressalta a arquiteta Ingrid Stemmer, cofundadora do escritório.

 

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De frente para o mar, a área social, ampla, integra gastronomia e convivência. Aberturas generosas criam um espaço contínuo que flui para a piscina, onde o deck parece avançar sobre a água, promovendo ideia de continuidade. A varanda semicoberta amplia o uso dos espaços externos mesmo em dias de inverno.

 

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Os espaços interiores partem do acervo afetivo dos moradores, especialmente mobiliário clássico norte-americano, trazido de Nova Iorque, que serviu de inspiração para a composição espacial e cromática da residência. A casa acolhe diferentes temporalidades, mesclando peças de história familiar com uma arquitetura contemporânea que valoriza texturas, iluminação natural e a passagem do dia.

 

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O paisagismo, assinado por Susama Nedel, reforça a integração com o terreno e a vista do oceano, com a utilização de espécies adaptadas ao clima costeiro. A iluminação, projetada pela própria equipe do escritório de arquitetura, enfatiza a profundidade dos espaços, a presença da madeira e as transições suaves entre interior e exterior.

 

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Fotos: Gabriel Konrath