ABIMAD’41 inaugura o calendário de 2026

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De 27 a 30 de janeiro, em São Paulo, a ABIMAD abre o ano do setor com mais de 135 expositores e parceiros, espaços assinados, curadoria de destaque e foco em negócios, tendências e design autoral

 

De 27 a 30 de janeiro de 2026, o São Paulo Expo recebe a 41ª edição da ABIMAD, principal feira de móveis e acessórios de alta decoração da América Latina. Reconhecida por marcar o início do ano para o setor, a ABIMAD’41 reúne mais de 135 expositores e parceiros, apresentando lançamentos e movimentos que irão pautar o mercado ao longo dos próximos meses.

Abrir o calendário da alta decoração no Brasil é uma responsabilidade e, ao mesmo tempo, um grande diferencial da ABIMAD. A cada edição de janeiro, reunimos o mercado para apresentar lançamentos, apontar tendências e impulsionar negócios que reverberam ao longo de todo o ano. A ABIMAD é o ponto de partida do setor, um espaço onde o design brasileiro se fortalece, gera conexões e projeta suas marcas para o mercado nacional e internacional” – Paulo Mourão, presidente da ABIMAD.

Mais do que um encontro comercial, a ABIMAD consolida-se como uma plataforma estratégica de negócios, conteúdo e relacionamento, conectando fabricantes, lojistas, arquitetos, designers e formadores de opinião em um ambiente que valoriza o design autoral, a inovação e a excelência da indústria brasileira.

 

Sala VIP assinada por Gabriel Rosa propõe experiência sensorial no coração da feira

Pelo segundo ano consecutivo, a Sala VIP da ABIMAD leva a assinatura do arquiteto Gabriel Rosa, um dos nomes mais promissores da arquitetura contemporânea brasileira. Jovem, premiado e reconhecido por sua abordagem sensível e conceitual, Gabriel retorna à feira com um projeto que transcende o funcional e convida o visitante a uma experiência sensorial e poética.

O espaço foi concebido como um verdadeiro refúgio dentro da feira, onde texturas, formas, iluminação e materiais dialogam de maneira harmônica para estimular pausas, encontros e conexões. Dividida entre áreas de estar, bar, refeições e espaços reservados para reuniões, a Sala VIP foi pensada para promover bem-estar e networking em meio à intensa agenda de negócios da ABIMAD.

Já a Sala de Imprensa Casa e Jardim foi projetada para acolher jornalistas, criadores de conteúdo e formadores de opinião, fortalecendo o relacionamento da feira com a mídia e ampliando a visibilidade dos lançamentos apresentados.

 

 

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Negócios, internacionalização e design brasileiro em evidência

A ABIMAD’41 também reforça seu compromisso com a internacionalização por meio do ABIMAD Export, iniciativa com mais de 20 anos que promove rodadas de negócios e ações voltadas a compradores estrangeiros, ampliando a presença das marcas nacionais no mercado global.

Com uma programação que reúne lançamentos exclusivos, ambientes autorais, projetos especiais e uma curadoria alinhada às principais tendências do morar contemporâneo, a edição promete uma experiência completa para os profissionais do setor.

Ao inaugurar a agenda anual da alta decoração, a ABIMAD reafirma seu papel como vitrine do melhor do mobiliário brasileiro, espaço de diálogo entre mercado e criatividade e ponto de encontro obrigatório para quem movimenta o setor no Brasil e no exterior.

 

Serviço

Feira ABIMAD – Feira Brasileira de Móveis e Acessórios de Alta Decoração
Data: 27 a 30 de janeiro de 2026
Horário: terça-feira a quinta-feira, das 10h às 19h; sexta-feira, das 10h às 17h
Local: São Paulo Expo – Rodovia dos Imigrantes, s/n – Vila Água Funda, São Paulo – SP
Credenciamento: Credenciamento online aberto
Mais informações: www.abimad.com.br

 

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Divulgação Abimad
Imagens: Cleber de Paula

Crea-SP lança a websérie “Engenharia tá em tudo”

Projeto audiovisual de quatro episódios explica em linguagem didática como a área tecnológica na construção civil está presente na vida de todos Easy Resize com

Projeto audiovisual de quatro episódios explica em linguagem didática como a área tecnológica
está presente na vida de todos

 

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP) anuncia o lançamento da websérie: “Engenharia tá em tudo”, uma produção inovadora criada para reposicionar a Engenharia e a Agronomia no imaginário dos jovens e mostrar a sua influência em aspectos surpreendentes do dia a dia. Com estreia em 12 de janeiro, a série terá quatro episódios publicados no YouTube, e conteúdos especiais para o TikTok e o Instagram, nos perfis oficiais do Crea-SP.

Os episódios terão respostas elaboradas em linguagem jovem, ritmo ágil e abordagem prática e instrutiva, seguindo modelo de educação digital de clássicos como: “O Mundo de Beakman”, sucesso global dos anos 90 – e o brasileiríssimo “Manual do Mundo”, um dos hits da Ciência em formato BR, desta era de redes sociais e hiper conectividade.

Em 2026, pela primeira vez as engenharias ocupam cinco das dez posições das áreas mais procuradas no Brasil, segundo a pesquisa exclusiva do Linkedin BR. Confira aqui o primeiro episódio disponível no YouTube.

“Ainda existe uma visão estereotipada da Engenharia como uma carreira muito conservadora e restrita às grandes obras. Queremos mostrar que a nossa ciência está em tudo: nos games, na moda, na música, na tecnologia, na agroindústria e na sustentabilidade. A engenharia é uma disciplina humana criativa e essencial para o futuro que estamos construindo” – Lígia Mackey, presidente do Crea-SP.

A iniciativa reforça a missão do Conselho com a atração de novos talentos para as carreiras tecnológicas, em linha com sua missão institucional de valorizar e fiscalizar o exercício profissional. O projeto “Engenharia tá em tudo” parte de perguntas cotidianas, onde suas respostas são reveladas por meio da ciência e da inovação que existe por trás de objetos e serviços comuns.

As Engenharias abordadas mostram a conexão da área em diferentes campos da economia, da sociedade e da cultura. Confira os temas que irão ao ar semanalmente a partir de 12 de janeiro:

Engenharia Civil
Sua importância para rodovias, mobilidade,
segurança viária e infraestrutura.

Engenharia de Alimentos
Seu papel na qualidade, segurança e inovação
nos alimentos consumidos diariamente.

Engenharia Agronômica
Sua presença na tecnologia e sustentabilidade
que impulsionam o agro.

Engenharia Aeronáutica
Seu lugar fundamental na indústria de aviação e na criação de soluções
que serão incorporadas em diferentes indústrias.

Vale relembrar: no Brasil, para formar um pequeno quórum de 15 engenheiros, após quatro anos de estudos, antes, é necessário administrar uma sala de aula com ao menos 100 estudantes, os números mostram como é rigoroso o funil de formação de novos profissionais. E o Crea-SP está trabalhando para ajudar o país a superar o déficit de talentos no mercado, em diversos campos da área.

 

Crea-SP disponibiliza Atestado de Capacidade Técnica para maior segurança jurídica

Crie uma imagem que ilustre a frase Crea SP disponibiliza Atestado de Capacidade Técnica para maior segurança jurídica Sugestão alguem sentado no computador emitindo atestado Easy Resize com

Nova funcionalidade moderniza o processo de documentação emitida por profissionais, garantindo autenticidade e rastreabilidade das informações

 

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP) avança mais uma etapa na modernização de seus serviços digitais com o lançamento do Atestado de Capacidade Técnica digital, agora disponível diretamente na plataforma do CreaNet. A novidade amplia a lista de soluções oferecidas e representa um ganho significativo em praticidade, segurança e transparência para os mais de 380 mil profissionais registrados na autarquia.
Com o novo serviço, o profissional pode emitir o atestado de forma totalmente digital, a partir da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) registrada e do contrato firmado, enviando o documento diretamente ao contratante para análise. Caso esteja de acordo, o contratante realiza a assinatura eletrônica dentro da própria plataforma, garantindo autenticidade ao processo. Após a assinatura, o atestado permanece disponível no sistema, permitindo que o profissional solicite posteriormente a Certidão de Acervo Técnico (CAT) de forma mais ágil. Para a presidente do Crea-SP, engenheira Lígia Mackey, a funcionalidade reforça o compromisso do Conselho com a valorização profissional e a eficiência dos serviços.

 “O Atestado de Capacidade Técnica digital facilita a vida do profissional ao eliminar etapas burocráticas e trazer mais segurança a todo o processo. É uma solução que oferece confiabilidade, agilidade e respaldo técnico, alinhada às demandas atuais do mercado” – Lígia Mackey, presidente do Crea-SP.

Além de modernizar a emissão da CAT, o novo produto fortalece a integração entre informações técnicas, contratos e ARTs, promovendo mais transparência na relação entre profissionais e contratantes. Todo o fluxo acontece em um ambiente único e seguro, reduzindo riscos e otimizando o tempo de quem utiliza o serviço. Entre os principais ganhos, constam: processo 100% digital; segurança jurídica, com autenticidade e rastreabilidade do documento; centralização das informações, facilitando a gestão do acervo técnico; redução de erros e retrabalho, com integração aos dados já cadastrados; agilidade na emissão da Certidão de Acervo Técnico (CAT); e maior competitividade profissional.

A disponibilização do ACT digital no CreaNet faz parte de um conjunto de iniciativas voltadas à transformação digital do Crea-SP, que busca simplificar processos, ampliar o acesso aos serviços e tornar a experiência do usuário cada vez mais eficiente e confiável

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Reprodução Crea-SP
Imagem:

ViaFoto ganha espaço voltado para o olhar fotográfico

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O projeto assinado por Superlimão cria um circuito fluido e preciso, pensado para colocar a fotografia no centro da experiência

 

O ViaFoto, novo centro cultural dedicado à fotografia em São Paulo, surge com a missão de aprofundar a relação da cidade com a imagem. Concebido a partir de uma arquitetura que orienta e provoca o olhar, o espaço aposta na fotografia como ferramenta capaz de transformar percepções e ampliar leituras sobre o mundo. O instituto se apresenta como um ambiente de encontro e diálogo, voltado ao estímulo do pensamento crítico e à reflexão sobre a cultura visual contemporânea.

O Superlimão foi convidado para desenvolver o projeto arquitetônico e a expografia da mostra inaugural, com o desafio de criar uma espacialidade que desse protagonismo à fotografia e amplificasse a curadoria sem competir com ela.

 

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A solução parte da lógica do percurso. Em vez de salas tradicionais, o visitante caminha por um trajeto contínuo formado por volumes brancos, frestas e painéis que organizam camadas visuais e temporalidades. Cada transição orienta o olhar e conduz a leitura das obras.

A narrativa curatorial, que aborda ancestralidade, urbanidade, diversidade e cultura, ganha densidade ao atravessar esse espaço. A arquitetura se torna ferramenta de interpretação, estruturando a experiência sem disputar atenção.

 

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O antigo galpão do Largo da Batata foi reconfigurado como um circuito que permite que cada obra respire, evitando sobreposições visuais e criando ritmos de luz, profundidade e movimento.

Localizado no LAPI, projeto urbano também assinado pelo Superlimão que vem revitalizando o Largo da Batata, o ViaFoto se integra à proposta de tornar o entorno mais aberto, criativo e acessível.

Criado em colaboração com fotógrafos, curadores e educadores, o Instituto nasce para valorizar a fotografia como arte, linguagem e instrumento de transformação social. Como espaço expositivo, promove mostras que vão do fotojornalismo à arte contemporânea; e, como Centro de Conhecimento, oferece cursos, oficinas e experiências que estimulam aprendizado, criatividade e troca.

 

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Imagens: Maira Acayaba

Planos abertos

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A ampla residência contou com estrutura metálica, o que permitiu lajes mais finas, delgadas, conferindo maior leveza às lajes horizontais

 

Com cerca de 1.400 m², esta ampla residência, assinada pelo escritório de Fernanda Marques e implantada em um condomínio em São José dos Campos, se abre quase integralmente para a área externa, destacando-se pela leveza e pela linearidade de sua arquitetura. Essencial para essa percepção, a opção por lajes mais delgadas, que cobrem grandes vãos, vai além de uma simples decisão formal: integra um programa sustentável abrangente que orientou todas as etapas do projeto, buscando racionalizar ao máximo o uso de materiais e reduzir o impacto ambiental da construção.

 

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A adoção de estrutura metálica viabilizou lajes de menor espessura, resultando em maior leveza visual das lajes horizontais e permitindo o emprego de materiais nobres no projeto. A integração dos espaços interiores com as áreas externas é também elemento marcante do projeto arquitetônico.

 

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A casa abra-se ao jardim e o percurso de entrada se faz através dele. Os espaços de convívio social, pensados para receber amigos e familiares, encontram-se no pavimento térreo, assim como o terraço, integrado à área externa: brinquedoteca, área de ginástica, home theater, living.

 

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Na área íntima, a suíte master se volta para uma área de preservação, enquanto os demais dormitórios têm vista para a piscina. A presença da natureza é constante ao longo do projeto, seja por meio de rasgos na estrutura que permitem a integração do jardim, seja pelas aberturas que enquadram a paisagem.

 

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Imagens: Fernando Guerra

Simões de Assis abre programação de 2026 com exposição individual de Julia Kater

Julia Kater Diptico Credito Cortesia da Artista e Simoes de Assis Easy Resize com

Mostra apresenta 14 obras inéditas da artista, sendo seis desenvolvidas a partir da pesquisa realizada durante sua residência artística na Cité Internationale des Arts, em Paris

 

Abrindo a programação de 2026, a Simões de Assis apresenta a exposição individual da artista franco-brasileira Julia Kater. Em exibição de 22 de janeiro a 7 de março, Duplo será apresentada no espaço térreo da galeria em São Paulo, com texto crítico assinado pela curadora e pesquisadora Pollyana Quintella. Com colagens e fotografias impressas sobre a seda, a mostra reúne 14 trabalhos inéditos da artista, dos quais seis resultam da pesquisa realizada durante sua residência artística na “Cité Internationale des Arts” (Paris, 2025).

Em sua prática, a artista investiga a relação entre a paisagem, a cor e a superfície. Ela transita pela fotografia e pela colagem, concentrando-se na construção da imagem por meio do recorte e da justaposição. Em sua obra, a imagem não é apenas um registro de um instante, mas sim, resultado de um deslocamento – algo que se desfaz e se recompõe do mesmo gesto.

As imagens, muitas vezes próximas, não buscam documentar, mas construir um novo campo de sentido. Nas colagens, o gesto do recorte ganha corpo. Fragmentos de fotografias são manualmente cortados, sobrepostos e organizados em camadas que criam passagens visuais marcadas por transições sutis de cor. Esses acúmulos evocam variações de luz, atmosferas e a própria passagem do tempo através de gradações cromáticas. Na individual “Duplo”, Julia Kater apresenta trabalhos recentes, desenvolvidos a partir da pesquisa realizada durante sua residência artística em Paris.

“Minha pesquisa se concentra na paisagem e na forma como a cor participa da construção da imagem – ora como elemento acrescentado à fotografia, ora como algo que emerge da própria superfície. Nas colagens, a paisagem é construída por recortes, justaposições e gradações de cor. Já nos trabalhos em tecido, a cor atua a partir da própria superfície, por meio do tingimento manual, atravessando a fotografia impressa. Esses procedimentos aprofundam a minha investigação sobre a relação entre a paisagem, a cor e a superfície” – Julia Kater.

 

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Julia Kater. Fotografia: Pedrita Junckes.

 

Em destaque, duas obras que serão exibidas na mostra: uma em tecido que faz parte da nova série e um díptico inédito. Corpo de Pedra (Centauro), 2025, impressão digital pigmentária sobre seda tingida à mão com tintas a base de plantas e, Sem Título, 2025, colagem com impressão em pigmento mineral sobre papel matt Hahnemüle 210g, díptico com dimensão de 167 x 144 cm cada.

A artista comenta: “dou continuidade às colagens feitas a partir do recorte de fotografia impressa em papel algodão e passo a trabalhar com a seda também como suporte. O processo envolve o tingimento manual do tecido com plantas naturais, como o índigo, seguido da impressão da imagem fotográfica. Esse procedimento me interessa por sua proximidade com o processo fotográfico analógico, sobretudo a noção de banho, de tempo de imersão e de fixação da cor na superfície”. Todas as obras foram produzidas especialmente para a exposição, que fica em cartaz até 07 de março de 2026.

 

Julia Kater Corpo de Pedra Minotauro Credito Cortesia da Artista e Simoes de Assis Easy Resize com
Corpo de Pedra Minotauro. Fotografia: Cortesia da Artista e Simoes de Assis.

 

Com mais de 40 anos de história, a Simões de Assis é uma das principais galerias da América Latina dedicadas à arte moderna e contemporânea. Inaugurada em Curitiba, Brasil, em 1984, é conduzida por duas gerações da família fundadora, operando em três sedes – São Paulo, Curitiba e Balneário Camboriú. A galeria representa um grupo curado de 37 artistas e espólios, com foco especial na arte brasileira, mas também na arte latino-americana em diálogo com perspectivas globais.

 

Serviço

Duplo”, individual inédita da artista Julia Kater

Abertura: 22 de janeiro, quinta-feira, das 18h às 21h
Período de visitação: de 22 de janeiro a 07 de março de 2026
Local: Galeria Simões de Assis | Alameda Lorena, nº 2050 – Jardins, São Paulo/SP
Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 15h
Entrada gratuita

Site: www.simoesdeassis.com
Instagram: @simoesdeassis_
Facebook:
 fb.com/simoesdeassisgaleria

 

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Diptico. Fotografia: Cortesia da Artista e Simoes de Assis.

 

 

Metro Arquitetos assina projeto do Cais das Artes, última obra de Paulo Mendes da Rocha

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Localizado na Enseada do Suá, em Vitória, no Espírito Santos, Cais das Artes tem 30.000 m² de área construída, com espaços projetados para museu e teatro

 

O escritório Metro Arquitetos assina o projeto arquitetônico do Cais das Artes, em Vitória (ES), última obra de Paulo Mendes da Rocha a entrar em funcionamento. Concebido inicialmente pelo arquiteto em 2007, o projeto inicia agora sua fase de ativação, com abertura para o público no final de janeiro. Em março, o equipamento entra em funcionamento, com abertura do museu, primeira etapa do conjunto a ser entregue.

Implantado na Enseada do Suá, em uma extensa esplanada aterrada em frente ao canal que conforma a ilha de Vitória, o projeto do Cais das Artes articula museu e teatro concebidos para receber eventos artísticos de grande porte. A proposta arquitetônica estabelece uma relação direta com o entorno paisagístico, histórico e urbano da cidade, marcada pela presença do porto e pela conformação natural da baía.

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Render do complexo cultural Cais das Artes. Imagens: Metro Arquitetos.

O partido do projeto organiza-se a partir de uma ampla praça pública aberta ao uso cotidiano, configurada como um passeio junto ao mar. Os edifícios são elevados do solo, solução que permite visuais livres e desimpedidos desde a praça para a paisagem circundante, incluindo o movimento das docas, vista para a Vila Velha e o Convento da Penha, localizado do outro lado do canal.

A intervenção arquitetônica orienta-se por uma leitura urbanística que busca articular história e geografia a uma visão contemporânea da cidade, tendo o espaço público como elemento central da relação entre o conjunto e seu entorno. A praça incorpora usos complementares, como cafés, livrarias e espaços para espetáculos cênicos e exposições ao ar livre, ampliando as possibilidades de fruição pública.

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Render do complexo cultural Cais das Artes. Imagens: Metro Arquitetos.

O edifício do museu é estruturado por duas grandes vigas paralelas em concreto armado protendido, elevadas a três metros do solo, com apenas três apoios cada e afastadas entre si por 20 metros. Entre elas, organizam-se salões expositivos distribuídos em três níveis principais, com iluminação natural indireta garantida por caixilhos inclinados. Parte do programa concentra-se em uma torre anexa, conectada ao corpo principal por passarelas.

O teatro, com capacidade para 1.300 espectadores, é organizado a partir de duas galerias laterais que concentram circulações, áreas técnicas e camarins, enquanto o espaço central abriga plateia, balcões, palco e coxias. Assim como o museu, o edifício é elevado do solo, tocando o chão apenas nas áreas técnicas sob o palco e no restaurante, que se abre para um passeio coberto junto ao mar, com pilares implantados diretamente na água.

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Render do complexo cultural Cais das Artes. Imagens: Metro Arquitetos.

Para Gustavo Cedroni, o projeto vai muito além do programa e das edificações em si. “Ele reflete a visão de mundo de Paulo Mendes da Rocha, que sempre defendeu que áreas com frente para o mar fossem espaços públicos e não privados. O Cais das Artes materializa esse ideal e carrega uma forte dimensão afetiva, já que Vitória foi a cidade onde ele nasceu e viveu a sua infância. Para nós, que ouvimos tantas histórias sobre a relação do homem com o mar, sobre o sabor das frutas locais e a sombra das árvores, é uma enorme emoção ver esse projeto  e essas memórias finalmente realizados”, diz Cedroni.

Martin Corullon destaca o impacto urbano e simbólico do conjunto. “É um projeto extraordinário porque se trata de uma arquitetura que transforma a paisagem e atua na escala da cidade. É um privilégio ter participado de algo com esse alcance, que além da paisagem, certamente impactará positivamente a cultura da região. Depois de tantos anos de incerteza, é muito gratificante ver um projeto público dessa importância ser concluído com respeito à sua concepção original.” Segundo o arquiteto, o Cais das Artes também marca um ciclo profissional: “Do ponto de vista pessoal, o projeto conclui simbolicamente uma parceria de quase trinta anos com Paulo Mendes da Rocha e sintetiza uma visão de arquitetura e de mundo que foi formadora para mim.”

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Render do complexo cultural Cais das Artes. Imagens: Metro Arquitetos.

O projeto do Cais das Artes teve início em 2007, com autoria de Paulo Mendes da Rocha e coautoria de Gustavo Cedroni e Martin Corullon, do Metro Arquitetos. A arquiteta Anna Ferrari integrou a equipe responsável pelo desenvolvimento do projeto. As obras começaram em 2011, mas foram posteriormente adiadas. Retomado em 2025, o projeto entra agora na fase de abertura ao público, com a entrega gradual do complexo cultural ao longo de 2026.

O Cais das Artes é um equipamento cultural da Secretaria da Cultura do Espírito Santo e tem sua gestão realizada pela Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI).

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Render do complexo cultural Cais das Artes. Imagens: Metro Arquitetos.

Potencializando os espaços sociais

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Projeto de reforma elimina compartimentação, redefine layout e conecta diferentes épocas também por meio da arte, do modernismo à contemporaneidade

 

O bloco F da SQS 308, localizado na “quadra modelo” de Brasília-DF, projeto original de Marcelo Campello e Sérgio Rocha, foi inaugurado em 1961 com uma planta típica da época, toda compartimentada. Sala de estar separada da sala de jantar por parede, por exemplo, e a área de serviço linear ocupava toda a área junto à fachada posterior da edificação, ventilada, coberta por cobogó.

 

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Um dos objetivos do projeto da Bloco Arquitetos foi eliminar a compartimentação entre as salas originais e área de serviço para potencializar espaços sociais. Assim, foram eliminados dois quartos da área de serviços, transformando-a em uma bem mais compacta, e a cozinha foi deslocada para junto à fachada de cobogó, criando-se uma ligação direta entre as duas fachadas do edifício. Resultado: ventilação natural cruzada em todos os ambientes sociais do apartamento e potencialização da incidência de iluminação natural em seu interior.

 

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No processo, foi revelada e mantida exposta uma marcante estrutura de concreto original, incluindo uma mão-francesa em destaque na sala, além de outras vigas e pilares de concreto em ambientes como sala, cozinha e quartos. Todo o piso do apartamento foi retificado e recolocado na fase final da obra, para manutenção de sua originalidade.

 

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Um dos principais desafios do projeto foi integrar a extensa coleção de arte dos moradores ao espaço. Estantes, painéis e até os elementos estruturais aparentes foram cuidadosamente concebidos como suportes para as obras, com seus locais de instalação definidos antecipadamente. As peças, vindas de Tóquio, chegaram ao apartamento próximo à conclusão da obra.

 

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Imagens: Joana França