Mercado imobiliário de luxo está em pleno crescimento no Brasil

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Diferentes áreas da cadeia produtiva, de incorporadoras à corretoras, têm obtido bom desempenho nos negócios graças às novas demandas por empreendimentos alto padrão

 

Segundo levantamento da Brain Inteligência Estratégica, em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção, o mercado imobiliário de luxo movimentou R$ 52,2 bilhões em 2025, com crescimento de 35% sobre o ano anterior. Os números acompanham uma tendência internacional: dados do Global Wellness Institute indicam que o segmento de wellness real estate movimentou US$ 876 bilhões em 2025 e deve praticamente dobrar até 2030.

O avanço dialoga com duas mudanças no comportamento de quem busca por ativos imobiliários de luxo: por um lado, a localização privilegiada deixa de ser a prioridade máxima, dando lugar a fatores como experiência, exclusividade territorial e qualidade de vida; por outro, segundo a própria BRAIN Inteligência Estratégica, as oscilações do crédito tradicional passam a impactar menos o cliente, porque seus critérios de compra agora incluem proteção patrimonial, diversificação de investimentos e busca por ativos escassos em regiões consolidadas.

O mercado imobiliário de luxo da região sudeste está na liderança absoluta, em comparação com outras regiões do país. Análises da BRAIN Inteligência Estratégica apontam que foram realizadas 5.490 vendas de imóveis de luxo nas quatro capitais sudestinas, o que corresponde a mais da metade das vendas de todo o resto do país. Em comparação com 2024, houve um crescimento de 7,5%.

Empresas como Judice & Araujo, imobiliária especializada no mercado premium do Rio de Janeiro, sente diretamente os efeitos do bom momento do setor. A Companhia encerrou 2025 com R$ 508 milhões em volume anual de vendas, um avanço de 36% em relação ao ano anterior e mais que o dobro do registrado em 2023. Atualmente, opera um portfólio que inclui 311 propriedades acima de R$ 10 milhões, 119 superam R$ 20 milhões e 17 ultrapassam a marca de R$ 50 milhões. 

Já em São Paulo, a imobiliária Jardins & Co mantém um portfólio ativo de aproximadamente R$ 28 bilhões, com crescimento anual próximo de 30%. Entre as propriedades disponíveis, há mais de 400 que ultrapassam os R$ 10 milhões, enquanto outros 20 superam R$ 50 milhões. Nos últimos anos, contudo, a operação recebeu um aumento consistente da procura internacional por imóveis brasileiros de alto padrão, especialmente por compradores portugueses e americanos.

Em razão disso, em abril deste ano, tanto a Jardins & Co quanto a Judice & Araujo passaram a integrar a Forbes Global Properties, plataforma internacional de imóveis de luxo ligada à Forbes, o que contribui para a visibilidade internacional do mercado de luxo brasileiro. Nesta plataforma há também empresas de países onde o setor imobiliário de alto padrão é referência internacional, como Estados Unidos, França, Reino Unido, Emirados Árabes e Portugal.

 

Empreendimentos no Brasil

Empresas brasileiras têm investido em empreendimentos que atendam às demandas dos compradores de luxo, e a arquitetura surge com um ativo importante para corresponder às expectativas do público. Projetos assinados por escritórios renomados se tornam uma extensão da experiência de bem-estar e permanência, especialmente quando há uma engenharia voltada para a sustentabilidade urbana e para a valorização da paisagem natural. Exemplo é a ABC & Embralot, incorporadora com forte atuação do Sul do Brasil, responsável pelo desenvolvimento de projetos que conversam com a paisagem de forma mais harmônica: os desenhos e implantações garantem que os edifícios nunca projetem sombra na praia, e assim o sol permaneça livre enquanto o morador tem vistas para o oceano.

 

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Bravo Residence, assinado pelo escritório de Arthur Casas. Imagem: Divulgação.

 

Em Itajaí, Arthur Casas assina o projeto do empreendimento Bravo Residence, um edifício que aposta na exclusividade como diferencial. Com apenas 6 unidades, e peças de design assinadas pelo próprio Arthur Casas, o edifício proporciona as comodidades ideais para o público de alto padrão. Já em Itapema, o empreendimento 143 MAYFAIR foi assinado por Leo Maia, e conta com uma fachada Biofílica com sistema automatizado de irrigação.

“O verdadeiro luxo contemporâneo está na harmonia invisível entre design, natureza e tempo. Nossa visão para o litoral catarinense é criar refúgios onde o horizonte seja a extensão da sala de estar e onde cada serviço evoque o acolhimento de um hotel boutique. É permitir que o morador desfrute da vida em sua plenitude, cuidando do corpo e da mente com o mar como testemunha”, afirma Thiago Cabral, CEO da ABC & Embralot.

 

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Mayfair Home Boutique em Itapema, assinado por Leo Maia. Imagem: Divulgação.

 

Design internacional

Há ainda empreendimentos que apostam em assinaturas internacionais para atender às demandas dos investidores de alta renda, especialmente aqueles que buscam diversificação e proteção patrimonial. Isso porque edifícios chancelados por grifes internacionalmente reconhecidas passam a ser precificados como ativos escassos e exclusivos, operando como instrumentos de blindagem e preservação de riqueza.

Segundo a Savills, especializada no monitoramento de branded residences (imóveis associados a grifes), projetos com assinatura global têm um prêmio médio histórico superior a 30% frente a imóveis de luxo não assinados. Para investidores, isso é a garantia de que a arquitetura não seja apenas um diferencial estético, mas um selo que torna o investimento no imóvel mais rentável com o passar dos anos.

Nesse contexto, a construtora e incorporadora Plaenge Empreendimentos com Pininfarina, estúdio italiano fundado em 1930, reconhecido globalmente pelo design de automóveis icônicos de marcas como Ferrari e Maseratti. A parceria trouxe bons resultados para a empresa — os edifícios com assinatura Pininfarina somam R$ 2,5 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV).

Dados os desafios do setor construtivo, é perceptível que há fatias do mercado, especialmente associadas a públicos de maior renda, que vivem momento de plena expansão, inclusive entrando no radar global de empreendimentos de alto padrão. O desafio é reconhecer que o momento deve, também, gerar uma cadeia de oportunidades, para que novos negócios surjam e mais profissionais da economia criativa brasileira tenham reconhecimento no cenário internacional.

 

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Plaenge Empreendimentos com Pininfarina. Imagem: Divulgação.

 

 

 

 

 

Por Victor Hugo Felix

O inox como linguagem contemporânea do morar 

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Evviva reafirma sua atuação precursora na aplicação do material no mobiliário planejado brasileiro há mais de uma década

 

Um dos destaques durante a EuroCucina 2026, em milão, reforça uma tendência que a Evviva identificou há mais de uma década: o aço inoxidável conquistou espaço além das cozinhas profissionais e passou a ocupar posição de destaque nos ambientes residenciais de alto padrão. Bancadas monobloco, ilhas imponentes, superfícies metálicas integradas e armários com acabamento em inox marcaram presença nos principais lançamentos do evento, considerado a maior vitrine mundial do design de cozinhas. A predominância desses elementos evidencia o avanço de uma estética mais técnica, sofisticada e minimalista, alinhada às novas formas de habitar.

“A forte presença do inox na EuroCucina 2026 evidencia um movimento do design global em direção a materiais que conciliam estética, resistência e funcionalidade. A Evviva identificou esse potencial há mais de uma década, ao lançar no mercado brasileiro uma cozinha planejada em aço inox com linguagem sofisticada e voltada ao universo residencial” –  Sheila Bertolini, sócia e diretora de relacionamento da flagship Evviva Gabriel.

 

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Muito antes dessa consolidação internacional, a Evviva, marca de mobiliário planejado do Grupo Bertolini, já apostava no potencial visual e funcional do material ao lançar, em 2014, a linha INO, a primeira cozinha planejada produzida no Brasil com portas e tamponamentos em aço inox. Em um mercado ainda predominantemente voltado à madeira e acabamentos tradicionais, a marca introduziu uma proposta inédita ao combinar o visual industrial do inox com a elegância do mobiliário de alto padrão.

 

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A evolução desse conceito ganhou forma na linha INO D.O.C, releitura ainda mais refinada da coleção original. Com desenho limpo e minimalista, linhas retas, ângulos precisos e uma linguagem depurada, a atual versão reforça atributos que hoje aparecem entre as principais apostas internacionais para cozinhas premium.

 

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O inox como linguagem contemporânea do morar

A linha INO D.O.C aposta na pureza das formas e na precisão dos acabamentos como elementos centrais do projeto. As espessuras robustas das frentes e prateleiras ressaltam a imponência visual do mobiliário, enquanto os puxadores integrados às portas reforçam o aspecto contemporâneo da composição. O resultado é uma cozinha que equilibra tecnologia, design e atemporalidade, aproximando o ambiente doméstico de uma linguagem arquitetônica cada vez mais valorizada internacionalmente.

Outro diferencial está na combinação entre o aço inoxidável 304 e a madeira, criando um contraste entre a materialidade técnica do metal e a sensação de acolhimento proporcionada pelos acabamentos amadeirados. A composição evidencia uma tendência crescente no design de interiores: cozinhas que deixam de ser apenas espaços funcionais e assumem papel central na arquitetura da casa.

Produzidas com aço inoxidável 304, matéria-prima 100% reciclável, as linhas INO e INO D.O.C também incorporam atributos ligados à durabilidade, resistência e sustentabilidade. O material oferece alta performance, fácil manutenção e superfície lisa que atende exigências rigorosas de higiene, além de garantir longevidade ao mobiliário.

O desenvolvimento da linha é resultado da expertise do Grupo Bertolini no trabalho com aço há mais de cinco décadas, aliado ao DNA inovador da Evviva no segmento de mobiliário planejado de alto padrão. A marca foi uma das primeiras do país a compreender que o inox poderia transcender a linguagem industrial e ocupar cozinhas residenciais sofisticadas, movimento que agora ganha escala global a partir das referências apresentadas em Milão.

 

BIM e IA devem alavancar o uso de dados na indústria da construção no Brasil

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De acordo com Ruben Millon, da Graphisoft, há ainda caminhos para a ampliação da inteligência artificial nos fluxos técnicos de projeto, coordenação e execução

 

Segundo dados da FGV IBRE, o uso de Building Information Modeling (BIM) pelas empresas de construção no país mais que dobrou em seis anos, passando de 9,2% em 2018 para 20,6% em 2024. Mas é a integração do BIM com Inteligência Artificial (IA) e workflows BIM que deve, de fato, ditar o futuro do setor de arquitetura, engenharia e construção civil, graças à capacidade da tecnologia de alavancar a produtividade e antever cenários que impactem em tomadas de decisões.

O tema foi discutido no BIM Fórum Conference 2026, realizado neste mês de maio em São Paulo (SP), reunindo especialistas e executivos do setor para discutir os avanços que o setor já conquistou por meio da tecnologia, bem como as expectativas para os próximos anos. No painel “IA e construção digital — onde já estamos e para onde vamos”, Ruben Millon, arquiteto sênior da Konigsberger Vannucchi Arquitetos e representante da Graphisoft, referência global em soluções BIM, afirmou: “A IA vai impulsionar uma transformação que o BIM já começou. Estamos saindo de um modelo centrado apenas em representação para um modelo centrado em dados. Isso muda completamente a forma como os projetos serão concebidos, coordenados e operados”, disse.

O uso de dados como recurso para o desenvolvimento de projetos deve ser a principal mudança na indústria da construção, por meio do qual modelos BIM deixam de ser apenas uma documentação técnica, mas se tornam plataformas de informação em todo o ciclo de vida dos ativos. “A tendência é que não existam mais projetos concebidos desde o início sem uma estratégia orientada por dados. Empresas precisarão redesenhar seus modelos de valor, colocando IA e dados no centro das operações”, disse Millon.

E apesar da IA avançar no ambiente corporativo, ainda não há ampla adesão da tecnologia nos fluxos técnicos de projeto, coordenação e execução. “As grandes empresas já começam a aplicar IA em escala em diferentes processos internos. Mas no ambiente técnico ainda estamos em um estágio inicial. Já vemos aplicações concretas em extração automática de quantitativos, detecção de interferências e geração de documentação técnica com modelos de linguagem, mas ainda de forma bastante pontual”, explicou.

Normas e frameworks voltados à governança de dados e gestão da informação, como a ISO 19650, podem viabilizar a adoção escalável da IA na indústria. “A IA chega rápido. A maturidade de dados chega devagar. O desafio continua sendo estruturar informações confiáveis, padronizar processos e preparar as organizações para trabalhar de forma integrada. A diferença entre empresas que apenas fazem pilotos de IA e aquelas que conseguirão escalar a tecnologia está justamente na qualidade dos dados e na maturidade da gestão da informação”, disse.

 

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Divulgação: Graphisoft.

 

Design generativo

Ruben Millon também que o cruzamento de dados viabilizado pela IA deve acelerar o uso de recursos como tomada de decisão preditiva e o design generativo colaborativo, tornando-as as principais frentes de criação de valor do BIM. “Quem tiver dados estruturados de projetos anteriores terá uma vantagem competitiva enorme. A IA permitirá antecipar riscos de prazo, custo e qualidade antes que eles se tornem problemas concretos”, afirmou.

 

Integração com agentes

De acordo com Millon, a indústria BIM está está cada vez mais receptiva a softwares que conversam diretamente com agentes de IA — sistemas que não apenas respondem a perguntas e criam mensagens generativas, mas criam planos estratégicos, tomam decisões e utilizam ferramentas por conta própria com mínima intervenção humana. “Isso deve transformar profundamente a maneira como informações são produzidas, processadas e utilizadas nos projetos”, afirmou.

Uma das principais tendências de médio e longo prazo será a transformação dos modelos BIM em plataformas inteligentes de operação de ativos, integrando sensores, IoT (internet das coisas) e IA ao longo de toda a vida útil dos empreendimentos. “O BIM precisa deixar de ser apenas um entregável ao final do projeto e passar a funcionar como um sistema vivo de operação do ativo. É aí que está o maior potencial econômico do setor”, pontuou.

Ruben Millon defende, contudo, que o avanço da IA não deve substituir arquitetos e engenheiros, mas sim ampliar a capacidade analítica e criativa dos profissionais, liberando mais tempo para atividades que envolvam julgamento técnico, criatividade, estratégia e relacionamento.

 

 

 

 

Por Victor Hugo Felix.

Integração harmoniosa

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Funcionalidade e sintonia com o entorno e com a paisagem local foram premissas para o projeto desta residência em condomínio no interior de São Paulo

 

A Casa Manacá, projeto do escritório Vaga Arquitetura, localizada em Cesário Lange, São Paulo, com 568 m2 de área construída, estabeleceu relações com diversos elementos preexistentes no terreno, promovendo sua integração com a paisagem local. A rua, a insolação ideal e a privacidade foram fundamentais para a concepção do programa, exigindo níveis distintos de interação entre interior e exterior.

Assim, a distribuição espacial da residência organiza-se a partir de três núcleos programáticos, abrigados em dois grandes volumes que se interseccionam: o primeiro, de serviços, configura a frente da casa com relação à rua, junto ao núcleo de atividades coletivas, aberto para a vista do lago e jardim; o segundo, volume íntimo, voltado para o jardim privativo, o qual oferece frescor e privacidade para os quartos.

 

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Dois grandes volumes se interseccionam: o primeiro configura a frente da casa em relação à rua, junto ao núcleo de atividades coletivas, aberto para a vista do lago e o jardim. O segundo, configura o volume íntimo, voltado para um jardim privativo que, além de trazer o verde para o ambiente, oferece frescor e privacidade para os quartos.

 

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O sistema construtivo foi definido priorizando eficiência e rapidez na execução da obra, composto por estrutura metálica. A cobertura é protagonista no projeto e se configura como elementos de articulação entre os dois volumes da casa, passando sobre a entrada social e sobrepondo-se à área íntima, de pé direito mais baixo. Esta se apoia sobre uma viga-calha central que atravessa toda a edificação, no sentido longitudinal, enquanto elemento estrutural, de drenagem de águas fluviais e de passagem de instalações.

 

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O projeto tornou-se um desafio para os arquitetos, por trata-se de imóvel concebido para venda. Assim, foram adotadas soluções de baixo custo, executadas porém com refinamentos técnico e estético. “O objetivo era garantir um resultado final que agradasse potenciais compradores e, simultaneamente, estabelecesse um alto padrão de qualidade para as demais construções do condomínio”, ressaltam os arquitetos.

 

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Por Redação
Imagens: Carolina Lacaz

Salão de Gramado 2026

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11ª edição da feira foca em consolidar o Brasil como uma plataforma global de negócios para o design brasileiro e indústrias do setor moveleiro

 

Entre os dias 15 e 18 de junho, o Pavilhão Serra Park sediará a 11ª edição do Salão de Gramado, evento que reunirá expositores do setor moveleiro de diversas regiões do Brasil. Reconhecida como uma importante vitrine para o segmento, a feira destaca lançamentos, tendências e inovações em design e tecnologia, fortalecendo sua relevância para o mercado.

A cada ano o evento reforça seu papel estratégico e se destaca por dar absoluto protagonismo ao design autoral e à identidade nacional com peças produzidas com madeiras brasileiras e matéria prima natural. Esta edição reunirá mais de 100 indústrias expositoras, concentrando os principais players do mercado nacional, especialmente, empresas que integram o consagrado polo moveleiro do Sul do país.

Além dos expositores, o Salão de Gramado estreia seu podcast sob o comando do arquiteto André Menin, sócio-diretor do Refresh Trends, que entrevistará designers, lojistas e arquitetos. Esta edição contará também com um espaço exclusivo dedicado a debates diários sobre a importância da produção nacional e a valorização do design autoral.

 

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Salão de Gramado 2025. Foto: Ricardo Beppler.

 

Aposta na internacionalização

Esta edição promete intensificar ainda mais os negócios elevando o patamar de internacionalização ao lançar o seu próprio Projeto de Importadores. O objetivo central é fortalecer a rede de negócios B2B, conectando diretamente a indústria moveleira brasileira de alto padrão com grandes players internacionais, com foco inicial muito forte em lojistas e importadores da América Latina.

Segundo o diretor comercial do Salão de Gramado, Marcio Magnus, a mudança de rota é criar essa plataforma de negócios com o objetivo de fomentar as exportações e promover a economia do polo moveleiro brasileiro. “Estamos investindo ativamente para trazer compradores estrangeiros com alto poder de decisão, são donos e diretores de lojas de países da América do Sul”, diz diretor. “A ideia é que o design brasileiro, já reconhecido pela qualidade e originalidade, encontre canais de escoamento direto para mercados vizinhos”, complementa.

 

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Salão de Gramado 2025. Foto: Ricardo Beppler.

 

A escolha por esses mercados não é por acaso. Existem três pilares que justificam esse investimento massivo no B2B regional: a proximidade geográfica facilita o escoamento do mobiliário, tornando o custo do frete mais competitivo em comparação à importação de móveis europeus ou asiáticos; valorização do design autoral brasileiro na região e as madeiras nobres e as facilidades tarifárias.

Na edição de 2025, o Salão de Gramado gerou aproximadamente R$ 300milhões em negócios e teve um aumento de 8,4% de público visitante com 132 indústrias expositoras. Com a abertura dessas novas frentes internacionais, a organização projeta um crescimento expressivo, visando superar o patamar dos R$ 350 a R$ 400 milhões em volume de negócios para 2026. “Nosso foco principal deste ano é a vinda de compradores da América Latina, com o objetivo de transformar o Salão de Gramado em uma plataforma global de negócios”, afirma o CEO da feira Flavio Ferreira.

Além dos importadores, a feira continua mantendo o foco em lojistas nacionais, arquitetos e designers, criando um ambiente de troca técnica e comercial. Porém, essa movimentação é um reflexo do amadurecimento do Salão de Gramado, que deixou de ser apenas uma feira regional para se consolidar como uma plataforma global de negócios para o design brasileiro e indústrias do setor moveleiro.

 

Salão de Gramado
De 15 a 18 de junho de 2026
Das 10h às 19h – de 2ª a 4ª 
Das 10h às 17h – 5ª 
Pavilhão Serra Park _ Gramado (RS)
www.salaodegramado.com.br | @salaodegramado

Espaços de convívio e mobiliário urbano ressignificam o não-lugar

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Projetos urbanísticos que integram vias públicas e privadas estimulam uma nova forma de ocupar as cidades, permitindo conexões e pertencimento

 

Em espaços urbanos, entre uma rua e outra, entre um edifício e outro, entre estações de metrô e praças desocupadas, há centenas de áreas por onde as pessoas passam como se estivessem no piloto automático, sem criar qualquer tipo de vínculo com o local. A função deles é, essencialmente, a transitoriedade, são espaços de passagem, e não de fruição. São o que o etnólogo e antropólogo francês Marc Augé chamou de não-lugar.

O conceito surgiu a partir da análise dos impactos da supermodernidade, da aceleração do tempo e da individualização excessiva, que geram espaços que podem até ser funcionais, mas que não permitem enraizamento, pertencimento e conexões sensíveis. Considerando, ainda, que muitas cidades, como no Brasil, foram construídas sem o devido planejamento urbano, ou foram construídas de modo a privilegiar o tráfego de automóveis, e não de pessoas, os não-lugares se espalharam como uma epidemia.

 

Novos fluxos

Há, contudo, iniciativas que buscam trazer vida para os não-lugares, propiciando formas diferentes de ocupação dos espaços para que não sejam apenas áreas de transição, mas locais onde as pessoas possam se conectar entre si e viver histórias com significado. Exemplo é o projeto arquitetônico do Passeio Paulista, edifício de uso misto da Fibra Experts. O empreendimento de uso misto tem uma localização privilegiada que permitiu a criação de um espaço de convívio conectando a rua da Consolação à Bela Cintra, por meio de um átrio central com praça arborizada e luz natural.

Áreas de convívio permitem que moradores, clientes dos comércios locais e trabalhadores possam ter experiências diversas no local. “Os pedestres se apropriam dessa conectividade entre as ruas pelo meio do quarteirão, medida que favorece a vitalidade  urbana”, destaca Grazzieli Gomes Rocha, sócia do escritório aflalo/gasperini arquitetos, responsável pelo projeto.

O Passeio Paulista reúne em um mesmo complexo lajes corporativas, lofts residenciais e uma área destinada a estabelecimentos comerciais, com lajes de aproximadamente 1.800 m² e um embasamento de 3 pavimentos, cada um com cerca de 3.700 m². O projeto recebeu a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) Gold, conferida pelo US Green Building Council, em razão da aplicação de soluções como racionalização do consumo de água, promoção de eficiência energética e redução da emissão de gases de efeito estufa.

 

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Passeio Paulista. Fotos: Daniel Ducci.

 

Complexo urbano

Em uma proposta análoga, o projeto LAPI da Superlimão tem promovido uma nova forma de ocupar São Paulo. Considerado um marco na requalificação urbana do Largo da Batata, o projeto avançou e se tornou um polo dinâmico de cultura, gastronomia e comércio em Pinheiros. Ainda em construção, o empreendimento ocupará uma área de 20 mil m², resultado da integração de dezenas de imóveis que foram adquiridos para formação um complexo de uso misto com lojas, restaurantes, apartamentos e salas comerciais, A mescla de retrofit e novas construções garante que os espaços sejam ressignificados mas sem perder as características que dão identidade à região.

Com masterplan do Spol e desenvolvido pela Jacarandá Capital, o projeto reforça a vocação do bairro para encontros e experiências ao ar livre, permitindo que os espaços de transição sejam, acima de tudo, áreas de interação e fruição. A região antes era ocupada por galpões comerciais dispostos lado a lado, e por isso passou por um processo de abertura e reestruturação espacial. Construções irregulares foram demolidas e novos percursos internos foram criados, permitindo que a luz, a ventilação e a movimentação das pessoas fossem redesenhadas.

 

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LAPI – Centro de cultura, gastronomia e compras. Fotos: Maíra Acayaba.

 

Design que integra

Na ressignificação dos não-lugares, não é apenas a arquitetura que estimula a criação de vínculos, como também o mobiliário urbano, com peças que convidam à interação e à socialização. Exemplo é o especificado na Rua da Saúde, via que conecta os diversos edifícios hospitalares da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Com projeto do escritório Seferin Arquitetura. Foi criada uma cobertura de ligação para a criação de espaços de convívio no local, com paisagismo assinado por EXP Urbanismo e mobiliário da mmcité br.

Sob a cobertura, estão poltronas Stack, compostas com mesinhas Pixel  e bancos Landscape Compact, que acompanham as curvas do projeto. Itens das linhas Lago, Bikeblocq, Donat e Quinbin também foram incluídos, para permitir que os pedestres pudessem ter espaços de descompressão e conexão interpessoal. A estrutura que cobre o pátio do complexo hospitalar é formada por 1.647 painéis de vidro, constituída por uma malha triangular de aço coberta por vidro. “Além de proporcionar  abrigo, a cobertura cria um espaço externo vibrante e verde, oferecendo um ambiente acolhedor  para o relaxamento e socialização dos usuários do hospital“, explica Gustavo Seferin, da Seferin Arquitetura.

A proposta de ressignificação dos não-lugares precisa ser, em essência, democrática, e não excludente. Logo, a acessibilidade deve nortear o design. Bancos com diferentes alturas, pisos táteis, bebedouros acessíveis, sombreamento adequado e iluminação eficiente ampliam o uso democrático dos espaços públicos, contemplando crianças, idosos e pessoas com deficiência.

 

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O espaço conecta os diversos edifícios hospitalares da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Fotos: Tita Leke Fotografia.

 

 

 

Por Victor Hugo Félix

Conforto ambiental

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Respondendo às necessidades específicas do morador quanto à luz, projeto residencial garante funcionalidade e conforto térmico ambiental

 

A Casa da Sombra, projeto do escritório Laurent Troost Architectures, localizada em Manaus-AM, foi idealizada para casal com uma filha, com uma solução arquitetônica que visou atender a uma necessidade específica do morador, que apresenta sensibilidade extrema à luz. Assim, para evitar que a luz solar direta penetrasse no interior da casa, foram implantadas, por exemplo, paredes de concreto que filtram a luz antes que alcance a parede envidraçada posicionada atrás dos jardins internos e externos, nos recortes do volume de concreto.

 

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Nesse sentido, nos andares superiores, os jardins das suítes, além de oferecer vista para a rua e entorno, preservadas as árvores do terreno, garantem o sombreamento necessário para o conceito do projeto. Iluminação natural pela manhã incide de forma suave na suíte master da residência, por meio de pequenas aberturas na estrutura. À tarde, a luz é filtrada para iluminar a suíte da filha.

“O cliente que queria uma casa com uma fachada muito diferenciada, muito distinta, que se destacasse no condomínio. E por conta da fotofobia, precisava de um ambiente com luz extremamente controlado, por isso planejamos esta capa dupla de concreto para proteger o máximo dos raios. juntando isso com o desejo de preservar o pouco de árvore que tinha no terreno, gerou esse formato de uma casa que pode parecer muito hermética, que se revela totalmente por dentro, integrado com a natureza”, comenta o escritório.

 

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No interior, a sala de estar foi planejada para integra-se ao jardim nos limites do terreno, maximizando a sensação de amplitude. Um painel de madeira ocupa o lado sul da planta, trazendo privacidade para áreas específicas, como o espaço do piano da família, além de abrigar acesso ao nível superior da residência. Um painel de madeira ocupa o lado sul da planta, trazendo privacidade para áreas específicas, como o espaço do piano da família, além de abrigar acessos para o pavimento superior. Para atender à ausência de luz solar direta na casa, foram instaladas luminárias próximas ao chão.

 

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Os demais ambientes da sala foram mantidos livres para conexão visual com o exterior. As paredes duplas de concreto, acima da piscina e nos jardins superiores, possuem aberturas necessárias para circulação de ar, garantindo necessário conforto térmico.

 

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DIAGRAMA SUSTENTABILIDADE COM PAINEL SOLAR Easy Resize com

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Por Redação
Imagens: Joana França

 

Tecnológicos e versáteis

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Na arquitetura contemporânea, os toldos são suportes de tecnologias e funcionalidades inteligentes, além de design sofisticado que atende aos mais exigentes projetos.

A Toldos Dias sabe disso!

 

Não mais apenas simples elementos acessórios, utilitários para proteção de chuva e sol. Os toldos, no design contemporâneo, são significativos dispositivos tecnológicos para a arquitetura, recursos necessários para controle térmico e mesmo para expansão de espaços, valorizando fachadas e áreas externas, possibilitando diálogo estético com o design de interiores. Filtram luz, modulam temperatura, promovem extensão espacial com sofisticação.

 

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A Toldos dias oferece soluções que unem design, funcionalidade e bem-estar todos os dias. No Shopping Flamingo, cada toldo e cobertura foi pensado para unir proteção solar, conforto térmico e estilo, criando espaços que convidam os clientes a permanecerem em um lugar acolhedor, versátil e elegante. Foto: Divulgação.

 

Os retráteis e articulados, por exemplo, promovem fluídica transição entre ambientes interno e externo, possibilitando projetos de salas ao ar livre: abertos, integração com céu e paisagens; fechados, ambientes acolhedores. Toldos são estratégicos. Reduzem incidência de raios UV, filtram luminosidade em excesso, mantêm ventilação natural. Em outras palavras, desempenhos energético e térmico, com forte apelo estético.

Versáteis e integrados a sistemas de automação, os toldos motorizados possibilitam sensores de sol e mesmo de ventos. Tecnologia de valoração dos imóveis, a qual proporciona rica experiência de uso.

 

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A Pérgula 5000 integra a área externa e transforma espaços, protegendo do sol, calor e vento sem comprometer a estética do ambiente.
Sua estrutura modular permite controle de luz e ventilação, criando ambientes flexíveis que se adaptam a cada necessidade. Foto: Divulgação.

 

Há 78 anos, a Toldos Dias entrega soluções em toldos e pérgulas (além de ombrelones e rolôs externos), produtos que unem design, conforto térmico, durabilidade, em projetos residenciais, comerciais e corporativos. “As estruturas dos nossos produtos são extremamente duráveis em alumínio de liga estrutural e imunes a corrosão, com pintura eletrostática em diversas cores. Nossos tecidos, em mais de 100 padrões, são impermeáveis, possuem tratamento UV e anti-fungos”, salienta Victor Dias, CEO da Toldos Dias.

 

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Na Morar Mais, a Pérgula 5000 Vivenda cria um espaço perfeito para relaxar à noite, com iluminação LED opcional e integração com a área da piscina. Com acionamento motorizado e sensores de vento, chuva e sol, cada detalhe garante conforto térmico, praticidade e segurança, além de proteger e valorizar a arquitetura do ambiente. Foto: Divulgação.

 

Aliás, pensando melhores desempenhos em projetos, a Toldos Dias conta com o projeto conceitual Casa TD. A ferramenta P-Balance foi desenvolvida pela Arquiteta Melissa Cacciatori, e possibilita avaliar os desempenhos térmico e lumínico e a eficiência energética de seus produtos. “Esse estudo, a partir dessa consultoria, é uma referência para que os especificadores possam consultar e fazer análises das questões climáticas que vão incidir sobre seus trabalhos”, ressalta Victor Dias.

De fato, o toldo deixou de ser apenas um último item orçamentário no programa arquitetônico. É uma decisão tecnológica, estratégica, que traz consigo desenho estético e funcionalidades que devem ser previstas já nas fases iniciais dos projetos de arquitetura e design de interiores.

 

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Casa TD, projeto da arquiteta Melissa Cacciatori. Foto: Divulgação.

Ruído Sob Controle

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Projetos acústicos ganham protagonismo em restaurantes ao equilibrar som, conforto e estética, elevando a experiência gastronômica

 

Em projetos arquitetônicos contemporâneos, o conforto acústico tem ganhado cada vez mais espaço como um dos pilares do bem-estar e da experiência do usuário. Assim como a iluminação, o layout e a temperatura, o som — ou sua ausência — interfere diretamente na forma como as pessoas percebem e vivenciam um ambiente. Em espaços coletivos, como escritórios, escolas e, especialmente, restaurantes, o controle do ruído é fundamental para garantir conforto, funcionalidade e qualidade na permanência.

Nos restaurantes, o desafio é ainda mais delicado. São espaços onde a socialização e o prazer sensorial se encontram, e o som precisa estar em harmonia com a proposta do lugar.  Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o nível sonoro ideal para ambientes internos voltados à convivência e à alimentação deve ficar abaixo de 55 decibéis (dB). Acima desse valor, o ruído começa a gerar desconforto, dificultando a comunicação e provocando estresse. No entanto, pesquisas apontam que muitos restaurantes urbanos operam rotineiramente em níveis entre 70 e 80 dB, comparáveis ao barulho constante de um aspirador de pó.

O tratamento acústico surge, portanto, como um aliado essencial na arquitetura contemporânea. Ele vai além do simples isolamento de ruídos externos: envolve a absorção, difusão e controle do som dentro do espaço. O objetivo é equilibrar a reverberação — o tempo que o som leva para se dissipar —, tornando o ambiente mais agradável e promovendo uma comunicação clara, sem esforço auditivo.

 

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Neste restaurante contemporâneo, os baffles acústicos da linha Form, da Trisoft, criam um efeito visual impactante, lembrando estalactites flutuando no teto. Além do apelo estético, os elementos cumprem seu papel técnico com excelência, absorvendo sons e controlando a reverberação. Divulgação Trisoft.

 

Aliando design, desempenho e sustentabilidade em soluções personalizadas, a Trisoft, referência em soluções acústicas e termoacústicas sustentáveis, tem sido parceira essencial do setor nessa jornada. Seus produtos são feitos com lã de PET reciclada, um material 100% reciclável, livre de aditivos químicos, hipoalergênico e atóxico. Uma escolha consciente para projetos que valorizam não apenas o hoje, mas também o futuro. Se acordo com a marca, o segredo está no equilíbrio entre absorção e difusão, controlando a energia sonora sem eliminar a vitalidade do ambiente.

 

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No Restaurante Nagui, o destaque vai para a composição de escamas acústicas da linha Revest Form e o Tech Felt colado no teto, que além de decorarem a parede com elegância, controlam a propagação do som na área de convivência. O resultado é um espaço aconchegante, sofisticado e funcional. Divulgação Trisoft.

 

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Neste projeto, a solução veio em forma de arte. Os quadros decorativos que revestem a parede do Restaurante Santiago são feitos com o Revest Decor Trisoft, unindo design autoral com absorção sonora eficiente. Um exemplo elegante de como a acústica pode se integrar à identidade visual do espaço. Divulgação Trisoft.

 

Além do conforto auditivo, o tratamento acústico em restaurantes também reflete em saúde e bem-estar. Estudos da Associação Brasileira para a Qualidade Acústica (ProAcústica) e do Centro de Estudos do Ruído Urbano (USP) indicam que a exposição prolongada a ruídos acima de 70 dB pode causar aumento da frequência cardíaca, irritabilidade, fadiga e até redução na percepção de sabores e aromas — fatores que comprometem diretamente a experiência gastronômica. Para funcionários, os riscos vão além: trabalhar por horas em ambientes ruidosos pode causar perda auditiva gradual e sobrecarga cognitiva.

Mais do que eliminar ruídos, o tratamento acústico é uma ferramenta de design sensorial que transforma o espaço em uma experiência completa, onde som, luz e textura trabalham juntos para despertar sensações. Em restaurantes, ele é o ingrediente invisível que permite saborear cada momento com tranquilidade.

 

Restaurante Pirambeira Projeto Acustico Audium Foto Lets Go () Easy Resize com
Em um bar conhecido pelo agito e pelos bons drinks, o desafio era garantir que a conversa fluísse sem ruídos excessivos. A solução? Nuvens acústicas coladas ao teto, que absorvem o excesso de som e mantêm a energia do ambiente sob controle — sem interferir no visual moderno do projeto. Divulgação Trisoft.

 

 

 

 

 

 

 

Por redação
Imagens: Divulgação Trisoft.