20ª edição SP–Arte celebra cena cultural

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De 3 a 7 de abril, evento movimenta o Pavilhão da Bienal com galerias de arte, estúdios de design, editoras e instituições culturais

 

O momento é de celebração: há 20 anos, nascia a SP–Arte. Hoje, consolidada como a maior feira do hemisfério sul e com sua relevância cravada no cenário nacional e internacional, o evento criado por Fernanda Feitosa em 2004 se destaca pelo pioneirismo, resiliência e inventividade. Desde a sua fundação, a SP–Arte tem sido uma plataforma de destaque para a promoção da arte contemporânea do Brasil e do mundo.

Os principais artistas da atualidade já passaram pela feira, entre eles nomes como Ai Weiwei, Damien Hirst, Jeff Koons, Lynda Benglis e Olga de Amaral. Ao longo desses 20 anos, a SP–Arte participou da formação de acervos de grandes museus, assim como de relevantes coleções particulares. Já estiveram nos corredores do evento colecionadores de peso como Mera e Don Mera Rubell, Karen e Christian Boros, Martin Margulies, Patricia e Gustavo Cisneros.

Ao longo dos anos, diversas obras apresentadas na SP–Arte foram incorporadas ao acervo de grandes instituições de arte do país. O programa de doações da feira, que já virou praxe entre colecionadores e expositores, estimula que pessoas físicas e jurídicas adquiram e doem trabalhos de arte apontados pelos museus como essenciais para formar suas coleções.

Somente nos últimos dez anos, foram mais de 170 obras incorporadas pela Pinacoteca de São Paulo, o Masp, o MAM-SP, o MAR, o Museu Nacional de Belas Artes, entre outros, e doadas por pessoas físicas e jurídicas como o grupo Iguatemi São Paulo e a colecionadora Cleusa Garfinkel. Artistas como Jonathas de Andrade, Lucia Koch, Marcelo Cidade, Cristiano Lenhardt, Laura Lima e Jaime Lauriano estão entre os contemplados.

Mais do que uma feira, a SP–Arte se tornou um catalisador para o crescimento e reconhecimento do mercado de arte brasileiro, conectando galerias, artistas e apreciadores de arte em um ambiente vibrante e dinâmico. Impulsionando e transformando o mercado, a feira se consolidou como uma plataforma que proporciona o intercâmbio entre galerias, artistas, curadores e pesquisadores.

Engajada desde o início em estimular a produção dos diferentes agentes do sistema de arte brasileiro, entre 2012 e 2014 a feira cedeu espaço ao “Laboratório Curatorial”, programa concebido e realizado por Adriano Pedrosa (curador da Bienal de Veneza deste ano) com o intuito de estimular jovens curadores a desenvolverem projetos expositivos. O laboratório serviu como uma plataforma de profissionalização na área de curadoria, selecionando nomes como Bernardo Mosqueira, Fernando Oliva, Marta Mestre e Tomás Toledo.

Entre 2014 e 2019, o programa “Solo”, outro setor curado, levou aos visitantes exposições individuais de artistas selecionados por curadores como Alexia Atala, Cauê Alves, Rodrigo Moura e Jacopo Crivelli Visconti, que também esteve à frente dos projetos curatoriais “Open Plan”, em 2016, e “Repertório”, em 2017 e 2019.

“Estamos muito entusiasmados em celebrar esta importante marca com nossa 20ª edição da SP–Arte”, diz Fernanda Feitosa, idealizadora do evento. “Ao longo dos últimos 20 anos, testemunhamos um incrível crescimento e transformação no cenário artístico do Brasil todo, e estamos orgulhosos de ter desempenhado um papel fundamental nesse processo. Esta edição promete ser uma celebração verdadeiramente extraordinária da arte, cultura e criatividade”, complementa Feitosa.

Ocupando o Pavilhão da Bienal entre os dias 3 e 7 de abril, a 20ª edição da SP–Arte irá reunir mais de 190 expositores, entre galerias de arte, estúdios de design, editoras e instituições culturais. O evento proporciona a exibição de artistas renomados, bem como de talentos emergentes. A programação da feira conta ainda com conversas com artistas, audioguias e lançamentos editoriais.

 

Destaques

Arte: 1º e 2º andares

No primeiro e no segundo andar do pavilhão, estarão concentradas as galerias de arte moderna e contemporânea, instituições culturais, espaços autônomos, além da Arena Iguatemi – que receberá os Talks SP–Arte. Entre as nacionais, destaques para expositores como Fortes D’Aloia & Gabriel, que apresentará dois estandes, um deles solo da artista Yuli Yamagata. O projeto de Luisa Strina destacará obras de Marepe e também de Anna Maria Maiolino – homenageada com o Leão de Ouro na Bienal de Veneza deste ano. Já a curadoria da Almeida & Dale inclui Tarsila do Amaral, Sérgio Camargo e Lygia Clark – atualmente em cartaz na Pinacoteca.

Presente desde a primeira edição da SP–Arte, a Raquel Arnaud que comemora 50 anos em 2024 leva ao pavilhão obras de nomes como Iole de Freitas, Jesús Rafael Soto, Sergio Camargo, Tunga e Waltercio Caldas. Já Nara Roesler destaca obras de Tomie Ohtake, artista presente na Bienal de Veneza deste ano.

A Gomide&Co apresenta um projeto especial de ukiyo-e, xilogravuras orientais produzidas por meio de matrizes nas quais se processavam pigmentos mais ou menos raros, transferidos para a superfície do papel por diferentes processos de fricção manual. Em seu projeto a galeria apresenta uma seleção de artistas como Utagawa Kunisada II, Utagawa Kuniaki, Tsukioka Yoshitoshi e Toyohara Kunichika. A Lima Galeria, de São Luís (MA), leva ao pavilhão os artistas Thiago Martins de Melo, Silvana Mendes, Gê Viana, Tassila Custodes, Carchíris e Zimar.

A Cerrado destaca trabalhos de Siron Franco, Amilcar de Castro, Manuela Costa Silva, Estevão Parreiras, Raylton Parga, Adriana Vignoli, Talles Lopes, José Bento e Dalton Paula – artista que também foi selecionado para a Bienal de Veneza deste ano. Marcelo Guarnieri leva ao pavilhão um projeto solo de José Resende, um dos artistas mais importantes da escultura brasileira. Diambe e Flávio Cerqueira, com representação anunciada recentemente pela Simões de Assis, apresentam esculturas em bronze desenvolvidas especialmente para a ocasião. A galeria também enfatiza obras de artistas que participam pela primeira vez do evento e de Ione Saldanha e Cícero Dias, artistas cujos espólios são representados pela galeria e também estarão em exposição na Bienal de Veneza deste ano.

Outro destaque é o coletivo MAHKU, presente no stand da Carmo Johnson Projects. O coletivo também integra a Bienal de Veneza 2024 com uma pintura mural inédita e monumental na fachada do Pavilhão Central da Bienal. Já a galeria Superfície leva a obra de Celeida Tostes, artista que dedicou a vida ao diálogo entre arte e educação, ampliando o pensamento no campo da escultura.

 

Galerias internacionais

Entre os destaques internacionais da 20ª edição figuram a Continua (Itália, França, China, Brasil e Dubai), Galería de las Misiones (Uruguai), Galería Sur (Uruguai), Gallery Nosco (Bélgica), Herlitzka & Co. (Buenos Aires), La Balsa Arte (Colômbia), Papai Contemporary (Noruega), Piero Atchugarry (Uruguai), RGR Galería (Venezuela), Ricardo Fernandes (França), Salar Galería (Bolívia) e Zielinsky (Barcelona).

Design e editoras: térreo

O destaque deste ano é a exposição Tátil: materiais no design contemporâneo, curada por Livia Debbané. A coletiva destaca a investigação de matérias-primas e apresenta uma paisagem sensorialmente diversa do design ligado ao ambiente doméstico. Com 25 peças criadas por designers estabelecidos ou em sua primeira década de trajetória, os projetos da exposição mostram como as qualidades próprias de cada material informam processos criativos, incentivam práticas sustentáveis e propõem estéticas inovadoras.

Em 2024, a feira celebra o crescimento de mais de 50% do setor em relação à edição passada, reunindo agora 67 expositores ao todo. No setor, o público poderá conferir trabalhos de grandes nomes do mobiliário brasileiro moderno e contemporâneo, como ETEL, ,ovo, Rodrigo Silveira, Jacqueline Terpins, irmãos Campana, Lina Bo Bardi, Jorge Zalszupin e Joaquim Tenreiro.

A Teo, loja e galeria criada há duas décadas pelos irmãos Lis e Teo Vilela Gomes e referência na sustentação da relevância do design modernista das décadas de 1930 a 1970 no Brasil, estará presente com um preview da exposição Dar forma à Forma. A seleção trará algumas das peças mais emblemáticas da Forma, empresa originalmente idealizada por Lina Bo Bardi, Pietro Maria Bardi e Giancarlo Palanti no início dos anos 50, e à época chamada Pau Brasil – com inspiração na matéria-prima que, juntamente ao Jacarandá, era pela primeira vez utilizada por ícones do design internacional.

 

Instituições culturais, espaços autônomos e editoras

Instituições culturais, como MAM, MASP, Instituto Inhotim e IAC participam da SP–Arte com suas respectivas lojas de objetos de arte e design. A curadoria também conta com espaços autônomos como: Solar dos Abacaxis, Casa do Povo e Pivô. O MAM levará para a SP–Arte o Clube de Colecionadores 2024, que apresenta obras dos artistas André Ricardo, George Love e Lucia Laguna. Selecionadas pelo curador-chefe do museu, Cauê Alves, as obras são produzidas em tiragens limitadas de 70 exemplares e incorporadas ao acervo do museu. Editoras também participam da feira, entre elas: Cobogó, BEĨ, Taschen e Ubu. Destaque para a Desapê, que apresenta com exclusividade uma série de 20 xilogravuras inéditas de Edgar Calel, artista indígena guatemalteco que integrou a 35ª Bienal de São Paulo e foi mencionado nas edições de 2022 e 2023 na seleção Power 100 da ArtReview, uma das revistas mais importantes de arte contemporânea internacional.

 

Programação

Talks SP–Arte na Arena Iguatemi

Realizado com o apoio do Iguatemi, o programa de conversas da feira busca aproximar o público da produção de importantes artistas brasileiros. Nesta edição, participantes de gerações e em fases de carreira diversas conversam com curadoras de arte sobre os principais aspectos de sua obra – das poéticas que permeiam sua pesquisa artística ao cotidiano de um ateliê. Veja abaixo a programação completa.

 

Arena Iguatemi
Quinta-feira, dia 04

14h Vik Muniz conversa com Catarina Duncan
15h Paula Siebra conversa com Fernanda Brenner
16h Maria Prata entrevista André Namitala
17h Yuli Yamagata conversa com Fernanda Brenner
18h Gervane de Paula conversa com Carollina Lauriano + lançamento editorial

 

Sexta-feira, dia 05

14h Adriana Varejão conversa com Catarina Duncan
15h Vinícius Gerheim conversa com Carollina Lauriano
16h Igi Lola Ayedun conversa com Carollina Lauriano
17h Lidia Lisbôa conversa com Catarina Duncan
18h Tiago Sant’Ana conversa com Catarina Duncan + lançamento editorial

 

Sábado, dia 06

14h Lançamento do livro “Julia Kater”, com a presença da artista. Além disso, outros talks pelo pavilhão já estão confirmados. O artista Artur Barrio vêm a São Paulo para uma conversa com o curador João Fernandes, do Instituto Moreira Salles, no dia 4 de abril, quinta-feira, às 15h, no Collectors Lounge. No mesmo dia e horário, a Teo promove no setor Design uma conversa entre Teo Vilela Gomes, Tainá Azevedo e Amanda Carvalho, curadores da mostra “Dar forma à Forma”.

 

Audioguias

Os audioguias temáticos da SP–Arte propõem uma experiência imersiva que permeia artistas e obras de arte expostas pelos expositores. Nesta edição, os audioguias são formulados e narrados por Victor Gorgulho, Thais Rivitti, Renata Felinto e Giancarlo Hannud. É possível ouvi-los antes, durante ou depois do seu passeio e descobrir mais sobre temas instigantes da arte brasileira. As transcrições dos audioguias estarão  disponíveis no site oficial do evento.

 

Um modernismo para deglutir, por Giancarlo Hannud

Partindo da década de 1920, o audioguia busca pelos “acepipes, pitéus e quitutes” da produção artística brasileira daquele período até chegar aos anos 70. Neste roteiro, o modernismo brasileiro surge importando as linguagens formais do exterior, mas, ao encarar suas próprias contradições, torna-se multifacetado, jorrando o gozo da alegria em meio à dor.

 

Saturado de imagens, limpamos os olhos para (re)ver pela primeira vez, por Victor Gorgulho

Este audioguia propõe um percurso em que a experiência de circulação pela feira de arte – usualmente pautada pelo excesso de estímulos e por uma rarefeita absorção dos trabalhos de arte ali expostos – seja substituída por uma caminhada mais lenta, pontuada por pausas, respiros e brechas convidativas à reflexão por parte do público visitante.

 

Salvando a vida que é sua: a criação de seus próprios modelos, por Renata Felinto

Assim como na obra “Em busca dos jardins de nossas mães: uma prosa mulherista”, da escritora norte-americana Alice Walker, o audioguia investiga a importância das referências para artistas da afro-diáspora. No roteiro estão criadores/as que permitiram-se a liberdade e o desafio de enunciar seus próprios paradigmas conceituais, temáticos e estéticos, rompendo barreiras nas produções contemporâneas de seu segmento étnico-social.

 

Natureza, corpo e paisagem na produção feminina contemporânea, por Thais Rivitti

Um passeio por obras feitas por artistas mulheres que escolhem a relação com a natureza como motor de suas pesquisas. Neste audioguia as linguagens são múltiplas, mas as perguntas se mantêm constantes. Como respeitar as formas de vida não humanas? Como agir e transformar o mundo sem recair em relações de exploração? Como valorizar as atividades ligadas ao cuidado e manutenção da vida?

 

Estande Vivo

Será dedicado ao tema da sustentabilidade e contará com a consultoria da curadora Mirtes Marins de Oliveira. Nas últimas edições, a Vivo tem destacado temas importantes para a contemporaneidade, como LGBTQIA+ e povos indígenas.

 

Estande Vivara

A Vivara estreia como patrocinadora master da SP–Arte com o Vivara Art Box. O espaço, customizado por Filipe Jardim, terá um bar com drinques artsy.

 

Arte para leilão

Arte para Arte é um leilão organizado por Adriana Varejão e Pedro Buarque de Holanda, em benefício de seis organizações sem fins lucrativos. O leilão será realizado na quinta-feira, dia 4 de abril, no Hotel Emiliano, e as obras serão expostas no dia de abertura da SP–Arte no Collectors Lounge. Doaram obras para o leilão Adriana Varejão, Alex Cerveny, Emmanuel Nassar, Luiz Zerbini, Marcela Cantuária, Márcia Falcão, Nilda Neves, Vik Muniz e Vivian Caccuri.

 

Circuito SP–Arte by Blue Moon

A convite de Fernanda Feitosa, fundadora e diretora da SP–Arte, o arquiteto Isay Weinfeld realiza na Casa SP–Arte a mostra Funil, organizada em colaboração com Lucas Jimeno. A mostra acontece de 23 de março a 30 de abril, no contexto da comemoração de 20 anos de SP–Arte.

O evento dá início ao Circuito SP–Arte by Blue Moon, agenda completa de aberturas, conversas, visitas guiadas e ateliês abertos que movimentam a cidade antes e durante a feira, estendendo-se até dia 7 de abril. A Blue Moon é a cerveja oficial do evento.

As atividades incluem aberturas e encerramentos de exposições, conversas, visitas guiadas e a possibilidade de visitar ateliês de artistas e designers.

O projeto na Casa SP–Arte, que combina arte e contemporânea e design pelo olhar experiente de Isay Weinfeld construído ao longo de uma carreira que já soma 50 anos, propõe uma ocupação da casa projetada pelo artista e arquiteto Flávio de Carvalho. Nos anos 30, Carvalho propôs novas formas de habitar o lar e, Weinfeld, nesta exposição, convida novamente o público a pensar uma vivência dentro deste espaço.

Funil é resultado de uma vida inteira que se reflete nas escolhas e disposição das obras, dos móveis e tecidos. A mostra é aberta à interpretação de cada um ao se deparar com trabalhos carregados de simbolismo, memórias e relações afetivas, ao mesmo tempo, muito pessoais quanto universais.

Confira a agenda completa em: sp-arte.com/agenda/.

 

SP–Arte
3–7 abril 2024
Localização
Pavilhão da Bienal
Parque Ibirapuera, portão 3

Horários
03 abril: convidados
04–05 abril: das 13h às 20h
06–07 abril: das 11h às 19h

Ingressos
R$ 80 inteira
R$ 40 meia-entrada
https://bilheteria.sp-arte.com/

Com a presença da natureza

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Residência incorpora materiais sustentáveis e promove integração entre externo e interno, priorizando a presença da natureza

 

Localizada na Praia do Forte, um vilarejo que fica pertinho de Salvador, a Casa Neo foi projetada levando-se em consideração o ambiente litorâneo, priorizando a presença da natureza e integrando os jardins à área interna. Contemplando 356 m² de área construída, projeto arquitetônico e de interiores é assinado pelo escritório da arquiteta Tatiana Campos Melo. O local abarca uma base do Projeto Tamar, onde é possível conhecer profundamente sobre a vida marinha e a preservação das espécies de tartarugas e, de quebra, observá-las.

Para além da estética e funcionalidade, a arquiteta orientou suas escolhas considerando a sustentabilidade e observando de perto a procedência dos insumos e a indústria envolvida, de modo a garantir a qualidade e durabilidade dos materiais e minimizar o impacto ambiental da construção. A madeira foi o material predominante na casa, contribuindo para uma estética quente e acolhedora; uma solução que também considerou a resistência do material à maresia e às intempéries características de ambientes litorâneos. A harmonização dos tons quentes da madeira foi equilibrada com a utilização de pisos e tecidos de cores neutras, criando um ambiente aconchegante e leve, ideal para o lazer e convívio da família e amigos.

 

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O projeto contemplou também ambientes amplos e integrados, eliminando barreiras físicas ou visuais a fim de promover a sensação de fluidez e conexão entre a área externa e interna da residência. De encontro a isso, foram utilizados cobogós feitos de bambus, permitindo a entrada do verde através da varanda, ressaltando a utilização consciente de materiais adequados para o ambiente litorâneo em que a casa está localizada.

 

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A amplitude dos espaços e a ausência de fronteiras permitem que a brisa marinha e a luz natural se infiltrem graciosamente, criando uma atmosfera que convida à descontração e à comunhão. Os elementos da decoração ecoam um compromisso com a sustentabilidade. A construção prioriza a presença da natureza ao integrar os jardins às áreas internas e fazer uso predominante da madeira. 

 

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Nesta fachada posterior, os quartos se abrem para o verde com portas que vão do chão ao teto e se alojam nas extremidades. A área externa cumpre bem sua função de conectar a residência com a natureza, A decoração preza por ambientes acolhedores e cheios de equilíbrio, criando um visual amplamente harmonioso entre cores e formas.

 

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Imagens: Gabriela Daltro

 

Istituto Europeo di Design inaugura cursos em parceria com a Expo Revestir

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O IED se une à Expo Revestir para lançar programa de extensão voltado a profissionais e estudantes que desejam aprimorar suas habilidades na criação de ambientes internos e a explorarem o potencial transformador da IA em seus projetos

 

Com objetivo de capacitar alunos a aplicarem os princípios de Design de Serviços e da IA para design de varejo a atender às necessidades do mercado e dos usuários desenvolvendo soluções e estratégias de design que integram diversos tipos de serviços, o Instituto Europeo di Design em parceria com a Expo Revestir trazem para a próxima edição da maior feira de revestimentos e acabamentos da América Latina – que acontece entre os dias 19 e 22 de março na São Paulo Expo – dois novos cursos que tem como principal objetivo explorar ideias inovadoras e ferramentas práticas para integrar estratégias de design que visam proporcionar experiências memoráveis e eficazes.

 

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Voltado para Diretores, Gestores de Marketing e Comunicação, Especificadores, Arquitetos e Designers em início de carreira ou não, além de estudantes, o curso Design Estratégico e Serviços para Design de Varejo com Expo Revestir conta com aulas que acontecem online e ao vivo e oferecem abordagens práticas para aplicação dos conceitos aprendidos, como os estudos de casos reais e exercícios práticos, e conta com carga horária total de 36 horas de duração.

A metodologia oferece uma combinação de apresentações teóricas, mapeamentos de steakholders, tendências futuras e desafios do setor, além de estudos de casos práticos e exercícios em grupo onde os alunos são constantemente desafiados a aplicar ativamente os princípios aprendidos em contextos do mundo real, desenvolvendo habilidades valiosas que poderão ser imediatamente aplicadas em suas carreiras. Ao final do programa, os estudantes terão a chance de consolidar seus aprendizados em um projeto final, onde poderão aplicar os conhecimentos adquiridos para resolver um desafio real de design de interiores sob a orientação dos instrutores IED.

O curso de Design Estratégico e Serviços para Design de Interiores com Expo Revestir oferece uma colaboração valiosa com a maior feira de revestimentos e acabamentos da América Latina, que proporciona um ambiente propício para a imersão nesse universo criativo e inovador, oferecendo aos alunos uma perspectiva abrangente e prática sobre as possibilidades e desafios do mercado. Além de tudo isso, a parceria com a Expo Revestir oferece ainda acesso privilegiado a insights e recursos exclusivos da indústria, onde os participantes terão a chance de interagir com profissionais líderes do setor, explorar as últimas tendências em revestimentos e acabamentos, e estabelecer conexões significativas que podem impulsionar suas carreiras no campo do design de interiores. E como condição especial, os visitantes que realizarem a inscrição no stand do IED durante a Expo Revestir terão 10% de desconto no valor total do curso.

Já o curso IA para Design de Varejo com Expo Revestir representa não apenas uma evolução tecnológica, mas uma transformação profunda na maneira de como são concebidos e executados os projetos no setor, e surge com a proposta de capacitar participantes a explorarem todo potencial da IA para impulsionar a inovação e a criatividade no design de varejo, sendo que a aplicação prática das ferramentas de IA não apenas otimiza os processos e tomadas de decisão, mas também abre caminho para abordagens mais personalizadas e adaptativas, alinhadas às demandas e expectativas do mercado contemporâneo.

Voltado para profissionais e estudantes, arquitetos, designers em geral, publicitários e profissionais do varejo interessados em explorar o potencial transformador em seus projetos, a metodologia oferece uma experiência de aprendizado abrangente e eficaz combinando abordagens teórica e prática, onde serão estruturados três pilares principais, sendo a exposição de conceitos, as práticas com plataformas de IA e a exploração de materiais de acabamento e construção. Durante as aulas expositivas, por exemplo, os participantes terão a oportunidade de compreender os fundamentos teóricos da IA aplicada ao design de varejo, afim de assimilar conceitos-chave que guiarão práticas futuras. Já nas aulas práticas, os alunos irão colocar à prova todo conhecimento adquirido ao utilizar diferentes plataformas de IA. Ao final do curso, os integrantes serão convidados para desenvolverem um projeto gráfico que demonstre suas capacidades de aplicarem os conceitos e técnicas aprendidos durante o programa.

A carga horária é de 20 horas presenciais e os visitantes que realizarem a inscrição no stand do IED na Expo Revestir terão 10% de desconto como condição especial. A parceria com a Expo Revestir, proporciona ainda, acesso privilegiado a insights da indústria conectando os participantes do curso com profissionais e tendências de destaque no cenário do design de interiores e varejo.

 

Design Estratégico e Serviços para Design de Interiores
Investimento: 6 parcelas de R$510,00
Quando: Maio – 08, 13, 15, 20, 22, 27, (29 não haverá aula, véspera Corpus Christi)
Junho – 03, 05, 10, 12, 17, 19 – Segundas e quartas-feiras, das 19h às 22h
Formato: Online – síncrono
Carga Horária: 36 horas
Data: 08/05 e 19/06
Formato: Online – síncrono
Local: IED SP: R. Maranhão, 617 – Higienópolis, São Paulo

INSCRIÇÃO

 

IA para Design de Varejo
Investimento: 6 parcelas de R$ 387,50.
Quando: 04/06, às terças-feiras, das 18h30 às 22h30
Formato: Presencial
Carga Horária: 20 horas
Local: IED SP: R. Maranhão, 617 – Higienópolis, São Paulo

INSCRIÇÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte e imagem: Divulgação IED / Revestir

Construtech: a inovação no mercado da construção civil

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Oferecendo soluções inteligentes para problemas históricos da construção civil, as construtechs vem ganhando mais espaço no mercado brasileiro

 

A consultoria McKinsey & Company chegou a definir o segmento da construção civil como de “baixíssima digitalização nos canteiros de obras e com excessivos métodos artesanais”. Mas o cenário mudou: de mercado engessado, ele agora entrega soluções inovadoras, que vão do planejamento ao pós-obra com as construtechs.

E está crescendo, viu? De acordo com o Mapa de Construtechs e Proptechs publicado em 2021 pela Terracotta Ventures, os últimos cinco anos apresentaram um aumento de 235% no número de startups ativas atuando no setor. No ano do levantamento, eram 839 construtechs atuando ao longo de todo ciclo de projetos, construção, aquisição e propriedades em uso.

 

O QUE É CONSTRUTECH?

As construtechs identificam possibilidades de melhoria no campo da construção civil, dentro e fora da obra, e desenvolvem tecnologias, inovações e soluções para atender esses pontos específicos. E mais do que isso: “as startups na construção civil, as construtechs, vêm questionar o modo como as coisas são feitas na construção civil já há muito tempo”, explica Iago de Oliveira, sócio fundador e consultor de sustentabilidade da Bloco Base, empresa que entrega soluções em eficiência e sustentabilidade na construção civil.

E o impacto delas é imenso. Por trabalharem com toda a cadeia, elas atingem as construtoras e outras organizações que trabalham no mercado civil: mineradoras, empreiteiras, incorporadoras, profissionais liberais — como arquitetos e engenheiros — e, até mesmo, o consumidor final, que deseja administrar seu novo imóvel. Dessa forma, elas ganham espaço para ressignificar o modo como o mercado agiu durante tanto tempo.

Para o especialista, é exatamente isso que une grande parte desses negócio: questionar o status quo. “Por que? O que a Bloco Base oferece, por exemplo, que é democratizar a cultura da construção sustentável, já existe em algum nível, mas para um público muito rico. Então a gente percebe que isso existe e tem que ser ampliado, melhorado e mais pessoas têm que ter acesso. No fim, muitas desse segmento acabam democratizando, por intenção ou não, mas acabam por fazer.”

Algumas olham para eficiência, outras para segurança no canteiro de obra, outras olham para gerenciamento de processo, outras para sustentabilidade, mas, de alguma forma, elas se encaixam em uma das 4 principais divisões do ciclo da construção:

  • Projetos e viabilidade: engloba startups com soluções para a fase pré-obra.
  • Construção: envolve as soluções em torno do ambiente de obra.
  • Aquisição: envolve aplicações ao longo da jornada de compra, venda ou locação do imóvel
  • Propriedades em uso: envolvendo soluções destinadas às edificações comerciais, industriais ou residenciais em uso.

 

COMO AS CONSTRUTECHS IMPACTAM O SETOR?

As construtechs trazem uma mudança de paradigma, apresentando ao setor novas formas de atuar em um meio tão tradicional.  Isso não só por meio de tecnologias e serviços, como também por processos e modelos de gestão inovadores. Inclusive, para Iago, além da cultura, um dos destaque das construtechs é a inovação e a possibilidade de escalabilidade dessa inovação – mais do que a tecnologia envolvida.

Dessa forma, é possível transformar a experiência do cliente e criar relações mais próximas com eles. Descobrindo seus gostos, desejos e dificuldades, utilizando-os para oferecer um serviço que realmente condiz com suas expectativas e orçamento, fidelizando a ponto de conquistar recomendações. Para o cliente, isso mostra novos níveis de transparência e, para os colaboradores, um ambiente mais colaborativo, de fato, e inclusivo.

 

5 CONSTRUTECHS PARA VOCÊ FICAR DE OLHO

Como a gente já comentou, o mercado vem crescendo e, por incrível que pareça, foi um setor que se manteve bem mesmo durante a pandemia. E por mais que São Paulo ainda seja o polo com maior número de startups desse segmento, contando com mais de 339 ativas, as duas startups brasileiras entre as 20 maiores startups da construção civil do mundo são a catarinense Brasil ao Cubo e a paranaense TecVerde. Por isso, separamos 4 construtechs para você conhecer e se inspirar:

BRASIL AO CUBO

A Brasil ao Cubo desenvolve projetos de construção modular offsite, nos quais edifícios são erguidos em módulos individuais pré-fabricados e depois montados no canteiro de obras. O método permite obras prontas 4 vezes mais rápido do que no método tradicional com controle de custos, redução do desperdício e facilidade na gestão do tempo.

TECVERDE

A Tecverde foi pioneira em trazer o modelo de construção industrializada em woodframe para o Brasil. Agora eles estão focando em 3 principais frentes: Residencial para casas térreas; Negócios Corporativos para obras comerciais (varejo e franquias); e TecHome para loteamentos.

ÂMBAR

A Âmbar é uma startup que começou com uma proposta de construção modular e hoje atua em duas vertentes – industrialização e digitalização – a partir da plataforma de soluções criada em 2018, integrando novas soluções para o cliente.

DATALAND

A empresa oferece soluções inteligentes para coleta, catalogação e clusterização de dados que gerem informações e facilitem a tomada de decisões dos seus clientes. Dessa forma, ela busca transformar e direcionar a ocupação urbana a partir da ciência de dados (data science) diante do grande volume de informações disponíveis.

BLOCO BASE

A Bloco Base é uma consultoria em construção sustentável, eficiência e conforto. Eles entregam de maneira assertiva soluções viáveis em sustentabilidade para o ambiente construído.

 

POR QUE IMPORTA?

Essas startups são fundamentais para ajudar construtoras, empreiteiras, empresas de arquitetura, indústria de materiais, imobiliárias, mineradoras e governos a reduzirem custos, duração do projeto, mão de obra e desperdício de materiais. Para isso, elas apostam em tecnologias verdes, impressão 3D, materiais sustentáveis e um olhar aguçado para as novas possibilidades do mercado.

Isso faz diferença em tempos de ESG, onde o consumidor quer saber mais sobre a obra, o impacto para o meio ambiente e as funcionalidades (como a escolha por janelas que iluminem mais o ambiente e exijam menos iluminação artificial ou a priorização de espaços para gestão de resíduos no condomínio, por exemplo). Como exemplifica Iago, “a gente olha pra uma edificação e pensa ‘não, não pode. a gente [construção civil] não pode mais continuar a ser responsável por gerar mais de 50% dos resíduos sólidos urbanos.’”

Isso significa que por maior que tenha sido o crescimento das construtechs nos últimos anos, ele é um mercado em ascensão, com espaço para o desenvolvimento de novas tecnologias, soluções e inovações em um setor que cresce tanto como o da construção civil.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte e imagens: Startse

Canteiro Bioséptico: uma opção para o saneamento

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Opção ecológica, saiba como é possível realizar a filtragem natural do esgoto doméstico

 

Cerca de 100 milhões de brasileiros não têm acesso à rede de coleta de esgoto. De acordo com o Instituto Trata Brasil, são mais de 5.522 piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento despejadas na natureza diariamente. Em áreas rurais, esta alarmante situação é mais evidente e, por isso, soluções ecológicas e de baixo custo podem ser boas alternativas para amenizar o problema. É o caso do canteiro bioséptico, também conhecido como “fossa de bananeiras”.

O canteiro bioséptico é um sistema de filtragem que trata naturalmente o esgoto doméstico usando plantas. O método é pensado para limpar as chamadas “águas negras”, que são provenientes do vaso sanitário, reaproveitando-as para o cultivo de plantas.

O canteiro bioséptico funciona da seguinte forma: a água sai do banheiro e das fossas da casa, atravessa o subsolo e vai em direção ao canteiro onde uma estrutura física separa os dejetos do líquido enquanto microorganismos digerem o material orgânico e o utilizam para “adubar” uma área. No canteiro, para absorver a água produzida, deve haver alguma espécie de planta que tenha alto consumo de água, como uma bananeira.

Entre os benefícios, o saneamento ecológico reduz a propagação de doenças, uma vez que evita o descarte incorreto de dejetos. Este fato fica evidente com as informações do DATASUS que apontam que houve quase 130 mil hospitalizações em decorrência de doenças de veiculação hídrica em 2021. Entre os impactos na saúde que podem ocorrer estão as infecções gastrointestinais e doenças transmitidas por mosquitos e animais.

 

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Construindo canteiros biosépticos

Buscando promover o saneamento rural no entorno da Reserva Natural Serra das Almas, canteiros biosépticos foram construídos para 75 famílias do Ceará e Piauí. A unidade de conservação está localizada justamente entre Crateús (CE) e Buriti dos Montes (PI) e é gerida pela Associação Caatinga.

“Antes de conhecer a tecnologia, as pessoas achavam que a água do vaso sanitário não serviria mais para nada e chegaram até a duvidar, mas ao longo das capacitações que realizamos elas foram percebendo as inovações do canteiro bioséptico”, explica Gilson Miranda, coordenador de conservação da Associação Caatinga.

Antonia Lúcia da Silva, moradora da comunidade de Queimadas, em Crateús, compartilha sua surpresa ao entender o funcionamento da fossa ecológica. “Fiquei encantada como é possível reaproveitar a água da descarga do vaso sanitário e, por meio do acompanhamento dos técnicos, pude compreender melhor o funcionamento do canteiro. E agora posso usar a água dessa tecnologia para cultivar frutas que nem a banana”, destaca.

A ação é patrocinada pelo Programa Petrobras Socioambiental, através do projeto No Clima da Caatinga. Também estão sendo construídos 12 banheiros em residências que não contam com o cômodo, mas que mesmo assim irão receber o canteiro bioséptico, visto que essa tecnologia só pode ser aplicada em casas que já possuem banheiro estruturado e fossa comum.

Como parte integrante do Programa de Tecnologias Sustentáveis do Projeto No Clima da Caatinga, foi desenvolvida uma cartilha digital com as fases de construção, funcionamento e como fazer um bom uso da tecnologia social. A cartilha possui 54 páginas e traz informações importantes, que vão desde a norma regulamentadora da fossa bioséptica até a ilustração de como colocar a mão na massa e construir seu próprio canteiro bioséptico.

Baixe a cartilha gratuitamente aqui!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: CicloVivo
Imagem: Associação Caatinga

‘Agrobairro’ une moradia e agricultura urbana

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Projetos urbanos que combinam casas e áreas de produção de alimentos estão ganhando espaço nos EUA e podem virar tendência

 

O conceito ‘agrobairro’ está ganhando força nos Estado Unidos e tem como ideia central unir habitação e produção agrícola em espaços urbanos. Este projeto resolve duas demandas de quem vive em cidades: um contato maior com a natureza e a proximidade com a produção de alimentos – o que gera menos impacto ambiental e, muitas vezes, acesso à comida produzida de maneira mais saudável e sustentável. Hoje existem cerca de 200 bairros agrícolas nos EUA – em 2018 eram apenas 30.

Na Austrália, um novo agrobairro está sendo planejado para a região norte de Queensland. “Durante muito tempo, as fazendas foram para fora das cidades, enquanto a expansão urbana continuava. Com isso, houve uma desconexão com a agricultura e a única interface que você tem com os produtores é o supermercado ou os mercados comunitários. O agrobairro é um novo desenho dos assentamentos humanos, reintegrando as fazendas e a agricultura aos sistemas de vida humana”, explica Steve Grist, fundador da Arkadian Developments, empresa australiana que quer implementar a proposta.

“Acho que o modelo é fantástico. Cabe aos urbanistas e governos, começarem a reconhecer que este é um modelo de desenvolvimento viável no futuro. Esse é um dos maiores desafios que enfrentamos: repensar o planejamento territorial e o desenvolvimento como um todo” – Steve Grist.

 

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Para a instituição sem fins lucrativos Urban Land Institute (ULI), os bairros agrícolas vão ser comunidades de uso misto construídas com uma chácara em funcionamento ou uma horta comunitária como foco. Cada local deve ter áreas dedicadas à agricultura, serviços para produtores de alimentos e casas agrupadas.

O diretor sênior do ULI Randall Lewis Center for Sustainability in Real Estate, Matt Norris, disse que sua pesquisa descobriu que 73 por cento dos residentes dos EUA levaram em consideração o acesso a alimentos frescos e saudáveis ​​quando procuraram um lugar para morar.

Alguns agrobairros podem incluir uma área agrícola gerida profissionalmente por terceiros que vai abastecer a comunidade. Outra possibilidade são hortas e espaços comunitários em que os próprios moradores locais assumem o trabalho. Ao final, os alimentos são comercializados em um mercado com preços acessíveis.

 

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Especulação imobiliária?

Quem aposta na ideia de bairros agrícolas, argumenta que as pessoas estão cada vez mais interessadas na origem dos seus alimentos. Com a pressão crescente sobre as cadeias de abastecimento alimentar, a ULI afirma que alguns governos locais estão à procura de propostas aceleradas que combinem habitação e agricultura.

“Olhar para estes modelos urbanos inovadores é uma ideia interessante. Mas, em geral, a prioridade deve ser proteger as áreas agrícolas da especulação imobiliária. Não é fácil que a agricultura e o desenvolvimento residencial coexistam de uma forma que permita que os agricultores prosperem”, alerta Rachel Carey, da Escola de Agricultura, Alimentação e Ciências dos Ecossistemas da Universidade de Melbourne.

Grist defende que o projeto desenvolvido para Queensland incluiria até quatro operações agrícolas mistas, desde horticultura até avicultura – e possivelmente até uma leiteria de cabras. “É absolutamente necessário procurar reintegrar as operações agrícolas em áreas mais residenciais e suburbanas. Acredito que quanto mais próximo o alimento estiver do consumidor, melhor”, defende o empreendedor.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte e imagens: CicloVivo

Exposição “Paisagem Frontal” na Unilux City Spot

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Com conceito artístico assinado pelos Decornautas e pela arquiteta Juliana Pippi, mostra segue até o próximo sábado (23) na SP Haus

 

Parte da programação oficial da DW! São Paulo 2024, a exposição Paisagem Frontal, promovida pela Unilux, que há quase três décadas produz cortinas e persianas que aliam inovação e materiais de alta performance para criar produtos que ultrapassam a funcionalidade, criando ambientes únicos e confortáveis, segue até o próximo sábado, dia 23.

Com conceito artístico assinado pelos Decornautas e pela arquiteta Juliana Pippi, a mostra reúne, em um dos endereços mais emblemáticos da Paulicéia: a antiga loja Forma, assinada pelo vencedor do Pritzker Paulo Mendes da Rocha, um set de set de fotografias de nomes incensados, apresentadas ao público a partir de três eixos centrais: arquitetura(Gal Oppido), paisagem (Victor Affaro) e gente (Luiz Moreira).

 

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Para muito além da “janela lateral”, a bossa e a poesia das molduras que enquadram, dosam e descortinam a casa brasileira anunciam a chegada oficial da Unilux em São Paulo, com o lançamento da Unilux City Spot, uma flagship que reúne todos os produtos do portfólio da marca que inclui diversas coleções de cortinas, persianas, toldos e pérgolas.

 

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A ideia da exposição é se apropriar panoramicamente dos 333 metros quadrados do endereço, exibindo as cortinas/persianas em diferentes atos/actings. A mostra interativa convida à apreciação do produto como moldura de contemplação do prédio de Paulo Mendes da Rocha, para atribuir ainda mais valor a um produto que chega à São Paulo, trazendo três décadas de tradição e modernização.

Além das fotos, através do vão livre de Mendes da Rocha, contêineres posicionados ao fundo servem de cápsulas sensoriais que proporcionam vivências únicas – também relacionadas aos temas nucleares da mostra: espaço, natureza e pessoas.

 

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Serviço
Exposição Paisagem Frontal
Até 23 de março, das 10h às 19h
SP Haus – Av. Cidade Jardim, 924

Imagens: Mundo PRO / Alberes Junior

Janete Costa inspira as cores que ambientam a exposição “Um Lugar”

Credito Fran Parente () () Easy Resize com

Mostra reúne trabalhos de jovens designers de mobiliário autoral que atuam na Galeria Metrópole — local da exposição — além de outros designers convidados

 

A paleta “Cores de Janete”, em homenagem à arquiteta e designer pernambucana Janete Costa (1932 – 2008), é o pano de fundo da exposição “Um Lugar”, durante a semana de Design Week (DW!) de 2024. Organizada por Gabriel De La Cruz e Pedro Luna, com curadoria de Carolina Gurgel e consultoria de Adélia Borges, a mostra traz um novo olhar sobre bancos de sentar, uma peça recorrente nos lares e ambientes de interação social e que vai além de sua função utilitária, contribuindo para a construção estética dos cômodos. “Um Lugar” reúne trabalhos de jovens designers de mobiliário autoral que atuam na Galeria Metrópole — local da exposição —, além de outros designers convidados; e se insere em um movimento emergente que atrai uma nova geração de arquitetos, designers de interiores e decoradores.

Janete Costa inovou no uso de cores, na pesquisa e na curadoria da arte popular brasileira. “O trabalho feito em ‘Um Lugar’ segue a filosofia e o legado de Janete, ao destacar bancos criados por designers e artesãos nacionais, valorizando a liberdade que ecoa no espírito inovador da artista” explica Patrícia Fecci, especialista em cores e gerente de marketing da Sherwin-Williams.

Os itens estão posicionados em frente as paredes que levam as Cores de Janete: Telha Colonial, Cerâmica Terena, Argila Tracunhaém e Azul Interior. “As tonalidades prometem transformar o espaço da exposição, evocando a alegria e o aconchego dos lares brasileiros”, acrescenta Fecci.

 

Credito Fran Parente () () Easy Resize com

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A coleção completa “Cores de Janete” tem doze tonalidades e foi desenvolvida em parceria com os filhos da artista – Lúcia e Mario Santos e Roberta Borsoi, sob a direção criativa do designer Rodrigo Ambrosio. A parceria com a exposição
“Um Lugar” é uma homenagem ao legado de Janete Costa e também celebra o crescimento do design autoral no Brasil, proporcionando uma plataforma para a expressão de novas vozes criativas. É uma oportunidade única de vivenciar como as cores podem moldar nossas percepções do espaço e do design.

 

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Serviço
“Um Lugar”
Local: Galeria Metrópole, no centro de São Paulo.
Data: 15 a 24 de março
Organização: Gabriel De La Cruz / Pedro Luna
Curadoria: Carolina Gurgel
Consultoria: Adélia Borges

Imagens: Fran Parente

 

 

Coisa de cinema!

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Escultura de fibra de vidro é destaque em projeto de residência que expõe a paixão do morador por aviões

 

A designer de interiores paulistana Paula Ambrosio foi responsável pelo projeto de uma casa avaliada em U$ 4 milhões em um condomínio de luxo em Boca Raton, Flórida, nos Estados Unidos. Atribuindo um toque de excentricidade à residência, o projeto contemplou uma “asa de avião” em uma parede de 9 metros e uma sala secreta embaixo da escada para guardar armas.

O material usado para a fabricação da escultura é de fibra de vidro, o mesmo usado para pranchas de surf. A obra é assinada pelo artista Maurício Malagutti, que tem um estúdio em Orlando e também faz inúmeros cenários para o Walt Disney. Vale dizer que a residência pertence a um piloto e proprietário de linha de jatos privados nos Estados Unidos.

 

Projeto Aviao Paula Ambrosio () Easy Resize com

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Pegando carona na paixão pela aviação, Paula Ambrósio optou por usar no escritório uma mesa com design aerodinâmico e masculino e uma estante com a escada para ser um local com uma atmosfera mais sexy. O tom azul marinho das paredes e portas fez com que ficasse com ar mais aconchegante. No local, há também uma persiana de madeira que controla a luz completa o ambiente.

A brasilidade também faz parte do projeto, já que todo mobiliário é brasileiro e escolhido pela designer de interiores.

 

Projeto Aviao Paula Ambrosio () Easy Resize com

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Embutida na marcenaria, a sala secreta tem uma porta invisível e automática ativada por um cartão magnético.

 

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Imagens: Divulgação