Governo de SP lança plataforma inédita para monitoramento da biodiversidade

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Com inteligência geoespacial, o monitoramento apoia ações de conservação, quantificar estoques de carbono e ampliar oportunidades ligadas à restauração ambiental e ao mercado ESG

 

O Governo de São Paulo, por meio da Fundação Florestal, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo (Semil), lança na próxima sexta-feira (15) uma plataforma inédita de monitoramento da biodiversidade no Estado de São Paulo, que reúne inteligência geoespacial, imagens de satélite e dados ambientais estratégicos para apoiar ações de conservação, quantificar estoques de carbono e ampliar oportunidades ligadas à restauração ambiental e ao mercado ESG. A apresentação será realizada durante o AVISTAR 2026, que acontece no Jardim Botânico de São Paulo.

Com investimento de R$ 2,5 milhões, a plataforma integra informações de todas as Unidades de Conservação administradas pela Fundação Florestal e reúne mais de 30 mil registros de espécies, além do mapeamento de 20 mil hectares prioritários para restauração ambiental. A solução permite o monitoramento da fauna, a quantificação de estoques de carbono, a identificação de vetores de desmatamento e a geração de rastreabilidade ambiental alinhada às exigências do mercado ESG. Os dados deverão apoiar ações de conservação, pesquisa científica, planejamento territorial e atração de investimentos ambientais.

A programação também reúne apresentações sobre monitoramento de aves, ciência cidadã, bioeconomia e conservação da Palmeira Juçara, além da divulgação de dados inéditos sobre carbono em manguezais e impactos de rodovias sobre a fauna paulista.

 

Destaques da programação

– Dados inéditos sobre estoques de carbono em manguezais;
– Estudos sobre impactos de rodovias na fauna, incluindo pesquisas com muriqui-do-sul;
– O papel da ciência cidadã no monitoramento da biodiversidade;
– Bioeconomia e conservação associadas à Palmeira Juçara.

 

Programação – Auditório DS

09h30 | Lançamento da Plataforma de Biodiversidade
O diretor-executivo da Fundação Florestal, Rodrigo Levkovicz, apresenta a nova plataforma de inteligência ambiental, que reúne mais de 30 mil registros de espécies e identifica áreas prioritárias para restauração ecológica no Estado de São Paulo.

09h45 | Monitoramento de Aves nas Unidades de Conservação
Andréa Pires, diretora de Biodiversidade da Fundação Florestal, apresenta os resultados do subprograma de aves do MonitoraBio, que utiliza a avifauna como bioindicadora da saúde das florestas paulistas.

11h15 | PSA Juçara e Bioeconomia
Ana Madalhano e Claudete Hahn, do Departamento de Biodiversidade da Fundação Florestal, mostram como o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) tem contribuído para a geração de renda, conservação da biodiversidade e proteção da Palmeira Juçara.

 

 

Entre cobogós e fibras naturais: destaques da Bienal de Arquitetura Brasileira

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Com foco na brasilidade, projetos refletem a essência de cada região por meio do uso de madeira e tons terrosos, bem como pela seleção de mobiliários e artesanatos decorativos

 

A primeira Bienal de Arquitetura Brasileira, exposta entre os dias 25 de março e 30 de abril, no Parque Ibirapuera, evidencia a essência dos criadores de cada região do país. Selecionados por concurso, os escritórios de arquitetura e interiores criaram ambientes que refletem as principais tendências de cada localidade brasileira, com materiais e escolhas estéticas que atualizam antigas tradições.

Organizado no Pavilhão das Culturas Brasileiras (PACUBRA), o Pavilhão Brasil organizou os ambientes selecionados a partir dos biomas nacionais, como Cerrado, Mata Atlântica, Amazônia, etc. Cada espaço, de 100m², é assinado por um escritório diferente, e a mostra ainda conta com espaços exclusivos dos patrocinadores, que vão desde Breton a By Kami, Westwing, e muitos outros.

Em toda a mostra, alguns elementos ganharam destaque, como o uso de fibras naturais, madeira, artesanatos, além de espaços que têm o mobiliário como protagonista e o uso recorrente de cobogós. Tais elementos trazem uma interação entre os interiores e a paisagem brasileira, tão rica em recursos naturais que podem gerar uma arquitetura mais sustentável e conectada com suas origens.

 

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Fachada Pacumbra. Crédito: Sirlei Oldoni.

 

Cobogó

Tradicional da arquitetura brasileira, o cobogó foi um dos elementos mais recorrentes na Bienal de Arquitetura Brasileira, recebendo inclusive um design próprio para o evento. Utilizado desde fachadas até a divisão de ambientes internos, o item foi explorado em toda sua versatilidade.

A Lepri desenvolveu um cobogó exclusivo para Bienal de Arquitetura Brasileira, com um design que remete à sigla da mostra. Feita de argila, como é tradicionalmente feito pela marca, as peças representam a proposta do evento de ressaltar a brasilidade na arquitetura, e foram utilizadas na fachada.

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Crédito: Sirlei Oldon.

 

Fabiano Lins, no Projeto DO SERTÃO, coloca as ripas de madeira para e os cobogós como elementos vazados que integram os espaços, sejam eles internos ou externos. Representando a Paraíba, o espaço é repleto de componentes que remetem às tradições sertanejas.

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Crédito: Adriano Pacelli.

 

No projeto que representa o Amazonas, o cobogó foi utilizado para dividir ambientes íntimos. Fernanda Rubatino, no espaço Casa Terra, traz o elemento em combinações com outras peças de origem natural como terra e madeira, para evocar a sustentabilidade e homenagear Sebastião Salgado.

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Crédito: Iram Guimaraes.

 

Madeira

Um dos materiais utilizados de forma mais diversificada foi a madeira, presente em painéis, forros e elementos cenográficos. Além de trazerem calor e remeterem a espaços de afeto, a madeira é utilizada tanto na sua forma bruta, com formas orgânicas, ou trabalhada em revestimentos.

Na Casa Empate, representando o Acre, a arquiteta Marlúcia Candida especificou a madeira de diferentes formas, seja no revestimento das paredes, na aplicação de bambu e no painel de cabeceira da cama.

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Crédito: Everson Martins.

 

Uma estrutura de madeira de demolição engenheirada, na qual uma viga apoia a outra, foi instalada na Casa Superlimão, do escritório Superlimão. O material também está presente no piso para reforçar o aspecto sustentável do projeto.

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Crédito: Everson Martins.

 

A Casa Corcovado, assinada por Paula Martins para representar o Rio de Janeiro, levou a madeira também para a cozinha, tanto na marcenaria de MDF dos armários quanto no conjunto de mesa e cadeiras.

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Crédito: Sirlei Oldoni.

 

Materiais vegetais

Palha, sisal e outros materiais de origem vegetal tiveram diferentes aplicações, desde painéis e forros a elementos cenográficos. Além de trazerem texturas e aguçar os sentidos, as fibras naturais remetem ao que a natureza oferece em cada região do país.

A Casa Pedro Neves: Raiz e Trânsito, assinado por Larissa Catossi e Guilherme Abreu, representa o Maranhão e traz diferentes aplicações das fibras naturais com resultados distintos: no painel, da sala de estar, convida ao toque; no tapete, traz aconchego.

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Crédito: Everson Martins.

 

Fibras naturais também assumem protagonismo na Casa Dí Chico, no escritório Black Arquitetos. A luminária sobre conjunto de mesa e cadeiras de madeira, assim como em outros pendentes espalhados pelo projeto, remetem à paisagem da Caatinga.

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Crédito: Adriano Pacelli.

 

O Pará foi representado pelo Projeto Caminho dos Rios, do Studio Tuca, onde elementos decorativos com fibras naturais harmonizam com os diferentes usos de madeira e com a textura nos revestimentos.

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Crédito: Adriano Pacelli.

 

O projeto Tão Paulista Quanto a Avenida, do escritório Os Gêmeos Arquitetura e Engenharia, usou grandes ripas de madeira natural para evidenciar um aspecto do Estado de São Paulo que vai além do estereótipo industrial e urbano que costuma ser associado à região.

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Crédito: Iram Guimaraes.

 

Tons terrosos

Remetendo à terra e aos recursos que a natureza oferece para a construção das casas brasileiras, muitos projetos apostaram em tons de marrom e bege. A ideia é representar o barro, a argila, a taipa de pilão, e assim, honrar as tradições que originaram a nossa arquitetura.

A Casa Trussardi exprime a pesquisa do Estúdio Vida de Vila sobre o uso de técnicas tradicionais com terra na arquitetura. O barro no reboco, feito com apoio da Taipal, expressa a conexão da materialidade no território.

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Crédito: Sirlei Oldoni.

 

A Casa do Mastro, que representa a Bahia, marca uma segunda parceria entre o Estúdio Vida de Vila e a Taipal. Os revestimentos terrosos das paredes dialogam com os diversos outros materiais naturais do ambiente.

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Crédito: Iram Guimaraes.

 

No Rio Grande do Sul, o marrom chega num tom mais frio e sóbrio. O Projeto Querência Amada, do Studio Carbono + Matte Arquitetura, traz outra abordagem para essa coloração tão popular na arquitetura brasileira e, acompanhado pela lareira, expressa o clima da região.

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Crédito: Everson Martins.

 

Arte e artesanato

Por meio de trabalhos manuais e expressões artísticas diversas, o design de interiores ganha mais autenticidade e conexão com as variadas regiões do Brasil. Materiais como tecidos e cerâmica recebem protagonismo.

Projetado pela Cité Arquitetura, de Celso Rayol, o restaurante Biomas Breton reverencia a Caatinga e a Amazônia. Dois salões são separados por cor, adornados com arte nas paredes e tecidos no forro. As cadeiras Breton recebem bordados de peixes do Rio São Francisco.

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Crédito: Iram Guimaraes.

 

Representando Goiás, a Casa de Amélia foi inspirada na avó de Mara Sandra, arquiteta que, ao lado de Luyara Godoy, comanda o escritório Bendito Traço Arquitetura. No ambiente, elementos tradicionais da cultura goiana conferem o aspecto acolhedor que se espera para receber os entes queridos.

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Crédito: Sirlei Oldoni.

 

A Casa que Dança, do escritório Boscardin Corsi, traz a arquitetura paranaense dos anos 1950 para os dias atuais. E elementos decorativos, que podem ser adaptados por cada morador, essas mutações que a arquitetura pode sofrer. A obra feita de tecido, que cai na parede, expressa esse movimento com leveza.

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Crédito: Iram Guimaraes.

 

Areia é protagonista no Projeto Casa de Veraneio, do escritório Rodra Arquitetura. O espaço homenageia o Rio Grande de Norte com itens decorativos, mobiliário de madeira e um belo painel da artista potiguar Ariel Guerra que reproduz diversos símbolos culturais e naturais do estado.

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Crédito: Everson Martins.

 

Inspirado na influência da tribo macuxi na cultura de Roraima, a Casa-território, de Rayresson Rocha, Estúdio Modullus e Jacqueliny Ramires, traz forte inspiração indígenas. Além de contar com obras que remetem às tradições dos povos nativos, ainda conta com panelas feitas por indígenas yanomamis.

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Crédito: Everson Martins.

 

Louças de barro feitas em Itabaianinha, no Sergipe, são ressignificadas como obras de arte no Relicário de Voinha, do Estúdio Mangaba. O espaço ainda conta com amplo uso de materiais têxteis e quadros de artistas sergipanos, unindo a tradição artesanal com a visão artística contemporânea.

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Crédito: Adriano Pacelli.

 

Na Casa de Arlê, do arquiteto Marcus Garcia, a representação do Tocantins se dá principalmente pelo trabalho dos artistas e artesãos locais, incluindo peças decorativas de origem indígena e quilombola. Obras de arte e peças de design também são assinadas por  tocantinenses, para contar a história do estado.

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Crédito: Iram Guimaraes.

 

Inspirada nas águas vivas, a instalação “A Água é Viva”, da By Kamy, traz peças feitas de bordados, assinadas por Elisa Lobo. Os itens são produzidos linhas encontradas em rios e oceanos, gerando consciência socioambiental. Parte do projeto é  idealizado por Francesca Alzati

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Crédito: Adriano Pacelli.

 

Superfícies

A combinação de diferentes materiais geram experiências únicas no trato com superfícies. Os contrastes entre tecnologia e natureza, bem como a frieza das pedras com o calor da madeira, permitem sensações que revelam as especificidades de cada região do país. As diferentes possibilidades com as linhas curvas também exploram o que as superfícies podem representar na arquitetura, algo que brasileiros como Oscar Niemeyer executaram com pioneirismo.

Fogão à lenha de pedra-sabão, armários de madeira, pisos de cerâmica… Cada elemento compõe um cenário que remete ao aconchego tradicional daquele que é o principal espaço numa casa mineira: a cozinha. A Casa Adélia Prado, projeto de Marina Reis, une singeleza e sofisticação.

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Crédito: Sirlei Oldoni.

 

Jeferson Branco explorou as possibilidades na especificação dos materiais no Projeto Pavilhão de Santa Catarina. O forro de madeira, o painel de cerâmica e a coluna de concreto ajudam a compor um visual mais urbano mas integrado com a regionalidade.

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Crédito: Everson Martins.

 

O modernismo brasileiro do Distrito Federal é reinterpretado pelo escritório Debaixo do Bloco, com o projeto Moderno no Viver. O corredor curvo que inicia o percurso se abre para um espaço amplo, inspirado na arquitetura de Brasília. O uso do concreto bruto reflete o método pela qual a capital foi construída.

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Crédito: Sirlei Oldoni.

 

Vidro e materiais industriais

Versátil, o vidro foi aplicado nos ambientes de diferentes formas, incluindo mobiliário e detalhes construtivos. Combinado com madeira e materiais de origem natural, os projetos ganharam dinamismo ao permitir que o efeito translúcido promova outros tipos de relação entre espaços e objetos.

Na Casa Ñanjderaja, da arquiteta Deborah Nazareth, o tampo de vidro da mesa da centro não é apenas um detalhe estético, mas um meio de revelar a beleza dos apoios de pedra arredondadas. Presente também nas grandes janelas por onde entra a luz natural, o vidro se torna o elo entre natureza e modernidade.

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Crédito: Everson Martins.

 

Inspirado em Carolina Maria de Jesus, o arquiteto Gabriel Rosa usou materiais diversos que inspiram a criatividade na Casa da Escritora. Em contraste com os revestimentos de madeira, o tampo de vidro da mesa e as peças de inox trazem uma nova vibração para o espaço, remetendo à estimulante vida na cidade de São Paulo.

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Crédito: Adriano Pacelli.

 

Mobiliário

Sofás, mesas de centro, poltronas, estantes… O design brasileiro de móveis é bastante rico e tem sido projetado cada vez mais em linhas curvas, não apenas para trazer conforto mas para remeter à natureza e às paisagens do Brasil. Na mostra, o mobiliário foi apresentado de forma diversificada e criativa.

O Pavilhão do Espírito Santo, assinado por Letícia Finamore, tem como princípio reduzir excessos e valorizar a permanência, o que se reflete nas escolhas do mobiliário. O design com linhas curvas trazem aconchego para que se possa desacelerar o ritmo no ambiente e sentir as sensações do ambiente com calma.

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Crédito: Sirlei Oldoni.

 

Na Casa Pernambuco, de Thayná Padilha Arquitetura, o sofá curvilíneo conversa com o paisagismo, repleto de plantas que remetem ao estado nordestino. O paisagismo é assinado por Cris Castro. Em contraste, a estante com linhas retas traz dinamismo para o visual.

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Crédito: Sirlei Oldoni,

 

A exposição de mobiliário da Westwing é feita de modo a ressaltar a identidade visual da marca. As peças escolhidas dialogam com o turquesa da estrutura que as sustenta, e ainda são expostas como obras de arte, para serem apreciadas. O espaço é assinado por Marcelo Rosembaum.

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Crédito: Everson Martins.

Redefinindo espaços contemporâneos

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Cortinas e persianas consolidam-se como ferramentas arquitetônicas completas, capazes de unir performance técnica, expressão estética e experiência sensorial em uma mesma solução

 

Por muito tempo percebidas apenas como complemento decorativo, as cortinas e persianas assumem hoje um novo papel na arquitetura contemporânea: tornam-se elementos estruturantes dos ambientes, capazes de dividir, orientar e transformar espaços com flexibilidade, conforto e apelo sensorial. Em projetos residenciais e corporativos, o recurso têxtil deixa de ocupar apenas janelas e passa a interferir diretamente na dinâmica espacial, substituindo paredes, criando percursos e redefinindo a experiência de permanência nos ambientes.

Segundo André Sihle, do Trade Marketing da Uniflex, essa mudança reflete uma transformação mais ampla na forma como a arquitetura contemporânea compreende os interiores. “Na arquitetura contemporânea, as cortinas deixaram de ser apenas um elemento decorativo e funcional; elas passaram a atuar como elementos arquitetônicos, influenciando luz, conforto térmico, acústica e até a organização espacial”, afirma.

A versatilidade do elemento têxtil acompanha uma demanda crescente por ambientes multifuncionais e fluidos. Em vez de compartimentações rígidas, as cortinas oferecem soluções dinâmicas para adaptar espaços conforme diferentes usos ao longo do dia. “As cortinas separam espaços sem a necessidade de paredes, posicionam e valorizam elementos, criam percursos imprimindo a dinâmica do espaço e flexibilizam os ambientes conforme a necessidade do uso: segmentado ou amplo e fluido”, explica Sihle.

 

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No Apartamento Heritage, assinado por André Luque, Cortina Senses Uniflex acompanha o movimento da luz e reforça a continuidade entre interior e exterior. O caimento delicado desenha curvas sutis e acompanha o ritmo natural do projeto. Foto: Sipá Filmes.

 

Essa característica tem sido amplamente explorada tanto em residências compactas quanto em grandes projetos corporativos. Nos escritórios contemporâneos, por exemplo, o uso de tecidos ajuda a amenizar a frieza dos materiais predominantes, como vidro, metal e concreto. “A cortina surge quase como um elemento capaz de humanizar ambientes historicamente rígidos”, observa o executivo. Mais do que acabamento, ela atua como um recurso de sensibilização da arquitetura corporativa, promovendo acolhimento visual, conforto acústico e bem-estar.

O aspecto sensorial também ganha relevância. Tecidos esvoaçantes, transparências e sobreposições criam movimento e estabelecem relações mais intuitivas entre os usuários e os espaços. Para Sihle, há um resgate contemporâneo do tecido como linguagem arquitetônica ancestral. “Quando pensamos em circulação, a cortina atua como um elemento flexível e mutável, diferente das paredes rígidas. Ela permite redesenhar percursos de forma intuitiva e sensorial”, diz. Segundo ele, o espaço passa a adquirir uma espécie de “coreografia”, alternando fluidez, introspecção e privacidade conforme a necessidade.

 

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De acordo com o escritório, o tecido desenha atmosferas que se adaptam aos momentos de silêncio e movimento. A cortina deixa de ser apenas acabamento para se tornar gesto. Foto: Sipá Filmes.

 

Além da estética, a funcionalidade técnica impulsiona o protagonismo das cortinas na arquitetura atual. Soluções acústicas, tecidos tecnológicos e sistemas automatizados ampliam o desempenho dos ambientes. Em espaços onde a cortina substitui divisórias fixas, por exemplo, a escolha do tecido é determinante para o conforto sonoro. “Tecidos mais encorpados, com tramas fechadas ou camadas múltiplas, têm maior capacidade de absorção sonora, reduzindo reverberação e criando ambientes mais confortáveis e íntimos”, destaca.

A automação também redefine a relação entre usuário e ambiente. Cortinas motorizadas e integradas aos sistemas inteligentes da casa permitem controlar luminosidade, temperatura e privacidade de maneira programada e eficiente. “Mais do que conforto, isso traz uma preocupação ambiental, onde luz natural, temperatura e privacidade são ajustadas de forma automática, reduzindo o uso de energia”, afirma Sihle. Em ambientes multifuncionais, essa tecnologia possibilita mudanças rápidas de configuração, potencializando diferentes usos para o mesmo espaço.

 

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No escritório da arquiteta Melina Romano, a corta atua como elemento arquitetônico. a transparência do tecido não interrompe, mas conduz o olhar, permitindo que a atmosfera seja marcada por movimento constante. Foto: André Sihle.

 

Do ponto de vista projetual, incorporar cortinas como parte da arquitetura exige planejamento desde as etapas iniciais. Questões como espaço para recolhimento, infraestrutura elétrica e especificação adequada dos sistemas precisam ser previstas em conjunto com o desenho arquitetônico. “Os produtos não podem mais ser estáticos. Flexibilidade, diversidade de materiais e integração entre soluções são fundamentais para potencializar a dinâmica dos ambientes”, ressalta Sihle.

Entre tecidos naturais, materiais tecnológicos e sistemas inteligentes, o setor aponta para um futuro em que os interiores serão cada vez mais adaptáveis, acolhedores e emocionalmente conectados aos usuários. E nesse cenário, cortinas e persianas consolidam-se não apenas como elementos decorativos, mas como ferramentas arquitetônicas completas, capazes de unir performance técnica, expressão estética e experiência sensorial em uma mesma solução.

Identidade e personalidade

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Projeto integra fluidez espacial, materiais naturais e memória afetiva em uma leitura contínua e contemporânea do morar

 

No apartamento de 270 m², localizado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, o projeto assinado por Babi Teixeira nasce a partir da nova dinâmica da família de Laura Braz. Hoje ocupado pela filha, que se mudou para a cidade para iniciar a faculdade, o imóvel passou por uma reforma que prioriza fluidez, conforto e funcionalidade, traduzindo um estilo de vida mais contemporâneo e descomplicado. A proposta reorganiza completamente os espaços sociais, eliminando barreiras visuais e criando uma integração mais natural entre varanda, living e sala de jantar, valorizando a amplitude e a convivência.

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Como base do projeto, o piso em travertino navona semiestucado percorre todos os ambientes sociais, conferindo unidade visual e uma atmosfera elegante e atemporal. Sobre essa superfície neutra, materiais naturais como madeira, linho e tecidos leves ajudam a compor interiores acolhedores, enquanto peças de design brasileiro e obras de arte da família acrescentam identidade e personalidade aos espaços, sem excessos decorativos. No living, a marcenaria sob medida percorre toda a parede principal e se estende até a área de jantar, funcionando simultaneamente como apoio funcional e suporte para objetos, livros e a coleção de arte da família.

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A distribuição dos ambientes privilegia o uso cotidiano e o conforto dos moradores, com áreas amplas, circulação livre e diferentes espaços de permanência que acompanham os diversos momentos do dia. A iluminação segue a mesma lógica do projeto: discreta e indireta, ela valoriza texturas, materiais e obras de arte, contribuindo para uma atmosfera acolhedora e sofisticada, marcada pelo equilíbrio entre elegância e naturalidade.

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Imagens: Juliano Colodeti de Holanda • MCA Studio

Lider apresenta lançamentos da coleção Pausa em Vitória

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Novas peças destacam parcerias com escritórios e profissionais do setor, incorporando identidade e pluralidade criativa em mobiliário autoral

 

Com mais de 80 anos de história, a Lider realiza no dia 6 de maio, um evento exclusivo em sua loja em Vitória para apresentar sua nova coleção, intitulada Pausa. O evento terá a presença da designer do Estúdio Lider, Glauciene Duarte, e Pedro Moog, designer do Estúdio Lattoog. A experiência será complementada com coquetel assinado pela chef Anna Arreguy.

A nova coleção faz uma ode à pausa, com peças que priorizam conforto e bem-estar, propondo um convite à desaceleração e à redescoberta do tempo de estar. Entre as novidades estão a cadeira Poltrona Enseada e a Cama Luna, assinadas pelo Lattoog, a cadeira Uçá, de Larissa Catossi, e o sofá Olivo, desenvolvido pelo escritório FGMF.

 

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A Cadeira Ada, assinada por Estúdio Lider, apresenta estrutura em madeira maciça com quinas arredondadas. O estofamento suspenso cria contraste entre estrutura e volume acolchoado. Na parte posterior, a estrutura cruzada evidencia o encontro entre madeira e tecido, tornando o sistema construtivo parte da linguagem da peça. Foto: Divulgação.

 

 

 

Publicação traz orientações para brasileiros interessados em investir no mercado imobiliário da Flórida

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Gisele Kolbrich apresenta um guia com as etapas para aquisição de imóveis nos Estados Unidos e destaca a Flórida como ponto inicial estratégico para investidores brasileiros

 

O estado americano da Flórida tem um mercado imobiliário reconhecidamente resiliente. Após enfrentar crises durante a pandemia, se reergueu e hoje atrai multimilionários – de acordo com o relatório da Redfin, o estado americano foi palco para a venda de seis dos 10 imóveis mais caros nos EUA, em dezembro de 2025. E para brasileiros, comprar imóveis na região se tornou uma alternativa de proteção patrimonial e geração de renda.

É esse movimento que se insere o livro “O Caminho de Casa – Your Way Home”, da empresária e especialista em mercado imobiliário americano Gisele Kolbrich. Na obra, a autora orienta brasileiros que querem adquirir imóveis na Flórida, seja para investir ou para morar, reunindo informações técnicas, orientação estratégica e experiência de campo.

Com projeto idealizado pela Pellicano Marketing e Comunicação, agência sediada em Nova York, e publicado no Brasil pela Editora Labrador, a obra é um manual completo sobre o sistema imobiliário americano, detalhando desde os tipos de propriedades disponíveis até financiamento, impostos, seguros, inspeções, custos operacionais e o papel do corretor local. A proposta é reduzir a assimetria de informação que costuma afastar investidores internacionais, oferecendo um mapa claro do processo de aquisição de imóveis na Flórida.

Com prefácio da jornalista Giuliana Morrone, o livro também contextualiza o cenário econômico americano, a segurança regulatória do setor e as vantagens fiscais do estado da Flórida, além de explicar conceitos como crédito imobiliário, estrutura de contratos e estratégias de valorização patrimonial. A linguagem acessível dialoga tanto com investidores iniciantes quanto com leitores que buscam diversificar ativos.

 

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A obra reflete a trajetória profissional de Gisele Kolbrich, brasileira radicada nos Estados Unidos e fundadora da Top Florida Homes, imobiliária boutique especializada no atendimento a investidores internacionais. Nascida na Zona Leste de São Paulo, Gisele iniciou sua jornada no setor de educação, criando uma escola de idiomas que cresceu e ganhou metodologia própria. A virada, contudo, veio com a mudança para os Estados Unidos e a decisão de ingressar no mercado imobiliário local. Em 2020, em plena pandemia, fundou a Top Florida Homes. “Sempre foi assim: se não tem caminho, eu construo. Sonho, para mim, nunca foi fantasia — sempre foi plano de ação”, diz.

O livro apresenta tendências do mercado americano, como imóveis para renda de aluguel, casas de temporada e comunidades planejadas, além de abordar práticas de ESG no setor — tema cada vez mais relevante para investidores que buscam retorno financeiro aliado a impacto positivo.

“O Caminho de Casa” se firma, assim, como ferramenta de educação imobiliária para brasileiros que desejam dolarizar patrimônio, planejar moradia internacional ou construir renda em um dos mercados mais estruturados do mundo. Parte da renda obtida com a publicação é destinada a projetos sociais no Brasil, ampliando o compromisso da autora para o impacto coletivo.

Ao transformar um processo complexo em um guia didático, o livro oferece segurança informacional para quem pretende tomar decisões imobiliárias fora do país — e reforça a ideia de que investir internacionalmente pode ser mais acessível do que parece.

 

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Gisele Kolbrich, empresária e especialista em mercado imobiliário americano. Foto: Divulgação.

 

 

Flexível e biofílica

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Projeto da escola bilíngue organiza os ambientes por ciclos pedagógicos e cria espaços voltados ao bem-estar de alunos, educadores e famílias

 

Convocada a ir além dos limites da sala de aula convencional, a arquitetura escolar passa a responder a uma agenda ampliada de exigências. Flexibilidade, senso de acolhimento, estímulo cognitivo, conforto ambiental e suporte à dinâmica das famílias ganham protagonismo e se equiparam, em importância, à própria infraestrutura pedagógica. Em Brasília, a Blue School traduz esse novo paradigma em um projeto assinado pela SK Borges Arquitetura Corporativa, concebido para materializar, no espaço físico, os princípios que orientam a proposta educacional da instituição.

A escola bilíngue procurou o escritório com um objetivo claro: criar uma arquitetura capaz de romper com padrões convencionais do ambiente escolar e oferecer uma experiência mais dinâmica, sensorial e conectada ao bem-estar. A resposta veio em forma de um edifício organizado para acompanhar diferentes fases do aprendizado, com ambientes flexíveis e múltiplas possibilidades de uso.

 

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A distribuição espacial parte da setorização por ciclos escolares. Educação infantil, ensino fundamental e ensino médio ocupam três pavimentos distintos, o que contribui para uma organização mais clara da rotina e para o atendimento das necessidades específicas de cada etapa. Em complemento, o projeto adotou identidades cromáticas próprias em cada andar, facilitando a orientação espacial e estabelecendo uma relação direta entre arquitetura, faixa etária e experiência de uso.

Logo na entrada, o projeto revela outro ponto central da proposta: o acolhimento. O hall principal reúne funções de recepção e suporte, incluindo um espaço exclusivo para pais e responsáveis, com áreas de espera e cabines acústicas privativas para ligações e reuniões rápidas. A solução responde às dinâmicas contemporâneas da vida escolar e amplia o papel do edifício como uma estrutura de apoio à comunidade.

 

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A flexibilidade aparece com força nas salas de aula, desenhadas com mobiliário modular e layout livre. A configuração permite diferentes arranjos espaciais e acompanha estratégias didáticas diversas, oferecendo mais autonomia ao corpo docente e favorecendo uma ocupação menos rígida do ambiente. O programa inclui ainda espaços multifuncionais voltados a atividades como música, artes e expressão corporal, ampliando o repertório de usos da escola ao longo do dia.

 

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Outro eixo importante do projeto está na incorporação de elementos de biofilia, presentes no uso de materiais naturais, na integração da vegetação e no aproveitamento de iluminação e ventilação naturais. Esses recursos contribuem para qualificar o conforto ambiental e reforçam a criação de espaços mais saudáveis, estimulantes e adequados ao cotidiano escolar.

 

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A presença da arte também foi tratada como parte da experiência arquitetônica. Dois artistas foram convidados a intervir diretamente nos ambientes, inserindo camadas de identidade e expressão cultural no espaço. A combinação entre arquitetura, arte e natureza ajuda a consolidar um ambiente de ensino mais inventivo, acolhedor e alinhado às transformações do setor educacional.

Com a Blue School, a SK Borges apresenta um projeto em que arquitetura e pedagogia caminham de forma integrada. O resultado é um espaço pensado para apoiar o aprendizado, favorecer diferentes formas de interação e responder, com consistência, às exigências de uma escola contemporânea.

 

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Imagens: Paula Caruso

Tecnologia de superfície e sustentabilidade ditam o novo ciclo do MDF no Brasil

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Impulsionado por avanços em acabamentos, produtividade industrial e compromissos sustentáveis, o setor de painéis de MDF resinados consolida sua relevância estratégica na cadeia produtiva da marcenaria e da construção civil

 

O mercado global de painéis de MDF (Medium Density Fiberboard) atravessa um ciclo de crescimento consistente, com taxa anual composta (CAGR) projetada em 3,81% para os próximos anos. A expansão é impulsionada por fatores estruturais: aumento da construção residencial em mercados emergentes, substituição de madeiras sólidas nativas por painéis de origem controlada e certificada, e ganhos de desempenho técnico que ampliam as aplicações do material em ambientes de alta exigência.

No campo da tecnologia de superfície, o setor tem avançado na oferta de revestimentos melamínicos de alta fidelidade visual e texturas sincronizadas, capazes de reproduzir com precisão o desenho e o relevo de espécies madeireiras, pedras e tecidos. Essa evolução responde à demanda da marcenaria profissional por materiais que combinem repetição industrial e experiência sensorial qualificada, reduzindo a variabilidade e ampliando a previsibilidade dos projetos. Paralelamente, cresce o interesse por painéis com desempenho funcional diferenciado, como resistência à umidade e baixa emissão de formaldeído, exigência crescente tanto de especificadores quanto de consumidores finais atentos a normas ambientais e de salubridade.

A sustentabilidade emerge como eixo estratégico do segmento. A utilização de florestas plantadas e certificadas como base da cadeia produtiva, aliada à rastreabilidade da matéria-prima e ao desenvolvimento de linhas com certificações de baixa emissão, reposiciona o MDF no debate sobre construção consciente e especificação responsável. Para as marcenarias e profissionais de projeto, esse diferencial começa a influenciar diretamente as decisões de compra e a proposta de valor ao cliente final.

 

Painéis em evidência na ForMóbile 2026

A ForMóbile 2026 reúne suas principais referências do setor de painéis, com lançamentos que materializam as tendências descritas. As apresentações dos expositores refletem o estágio atual de desenvolvimento industrial do MDF e sinalizam os vetores que orientarão o mercado nos próximos anos.

Placas do Brasil apresenta a Coleção Botânica, inspirada na Mata Atlântica, com padrões que exploram leitura natural da madeira por meio de desenho e textura, entre eles Alocásia, Tauari Solar, Azul Atlântico e Ipê Dourado. A marca também introduz a textura Sintonia, tecnologia que sincroniza imagem e relevo em ambas as faces do painel, aplicada aos padrões Carvalho Angra e Carvalho Costeiro, ampliando o realismo sensorial e as possibilidades técnicas do material.

“A ForMóbile é o cenário ideal para materializarmos nossa ‘Parceria que faz mais pela marcenaria’, fortalecendo o desenvolvimento técnico do setor e apresentando soluções que equilibram alta performance, bem-estar e sustentabilidade”, afirma Patrícia Cisternas, gerente de Marketing da Duratex.

 

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Ambiente em Azul Atlântico / Crédito: Divulgação

 

Berneck lança a Coleção Legado, que revisita espécies clássicas sob uma abordagem contemporânea. Entre os destaques estão padrões como Azul Galeno, Cerejeira, Freijó, Mogno Imperial e Jequitibá Brasil, com variações tonais e desenhos que atendem à demanda por superfícies mais expressivas na marcenaria de alto padrão.

Duratex apresenta o Flexpanel, solução desenvolvida em parceria com a Tabone, composta por painéis flexíveis voltados à aplicação em superfícies curvas, expandindo as possibilidades técnicas do MDF na marcenaria. A marca também destaca a Coleção Recanto e a linha Ultra Premium, voltada a ambientes úmidos. Todo o portfólio é proveniente de florestas plantadas e certificadas, com classificação E1 para baixa emissão de formaldeído.

 

A feira como plataforma técnica do setor

O avanço do MDF como material de alta tecnologia é um dos pilares desta edição. Segundo Tatiano Segalin, Show Manager da ForMóbile, o objetivo é proporcionar uma experiência técnica completa. “Queremos que o visitante compreenda a jornada do painel, desde a floresta certificada até a aplicação final na marcenaria de alto padrão. A ForMóbile 2026 será o palco principal para quem busca entender o futuro do mobiliário no Brasil”.

Ao reunir os principais players da indústria de painéis de MDF, a ForMóbile 2026 consolida seu papel como plataforma estratégica para atualização técnica e leitura de tendências da cadeia produtiva. O evento evidencia o avanço do MDF como material cada vez mais sofisticado, no qual tecnologia de superfície, sustentabilidade da origem e precisão industrial se tornam elementos centrais para atender às exigências da marcenaria e da especificação contemporânea.

 

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Ambiente em Flexpanel / Crédito: Divulgação

 

Serviço

ForMóbile 2026 – 11ª Feira Internacional da Indústria de Móveis e Madeira
Data: 30 de junho a 03 de julho de 2026
Horário: 10h às 19h
Local: São Paulo Expo – Rod. dos Imigrantes, 1.5 km – Vila Água Funda, São Paulo/SP, CEP 04329-900

Credenciamento | Público geral

A feira é gratuita para profissionais do setor, mediante credenciamento prévio no site oficial do evento. Acesse: www.formobile.com.br/pt/credenciamento.html