Mostra com obras de mulheres indígenas integra o circuito SP-Arte 2026 e reforça o compromisso da Roca com cultura, design e impacto social
Patrocinadora da SP-Arte 2026, a Roca amplia sua participação no evento ao receber, na São Paulo Gallery, a exposição “Encantadas — Mulheres Jenipapo Kanindé e a Memória Viva das Árvores”. Integrando o circuito da feira, a mostra apresenta cerca de 50 obras em cerâmica criadas por mulheres indígenas da etnia Jenipapo Kanindé, produzidas no Ateliê de Cerâmica da ONG Tapera das Artes. A iniciativa entrelaça arte, natureza e ancestralidade, destacando os saberes do território de Aquiraz, no Ceará, e a conexão simbólica entre o corpo feminino e as árvores nativas.
“Ao patrocinar a SP-Arte pelo segundo ano consecutivo, a Roca escolheu sediar uma exposição conectada ao Tapera das Artes, um projeto social que apoia há mais de dez anos. Entendemos a sustentabilidade de forma ampla, que vai além da produção e do desenvolvimento de produtos e inclui o olhar para as comunidades. Trazer ‘Encantadas’ para o contexto da maior feira de arte do Brasil é criar conexões e dar protagonismo a uma iniciativa que nos orgulha muito” – Luiz Claudio Pinto, gerente de Qualidade e membro do comitê de ações sociais da Roca Brasil.
Criações em cerâmica produzidas por mulheres indígenas da etnia Jenipapo Kanindé compõem a exposição Encantadas, que integra a agenda do circuito SP-Arte 2026 / Foto: Gentil Barreira
Com curadoria de Ana Carolina Ralston, a exposição apresenta peças modeladas manualmente com argila e elementos naturais, como folhas, sementes e impressões botânicas, resultantes de imersões realizadas na mata do entorno da Lagoa Encantada. As obras traduzem memórias, cosmologias e práticas ancestrais, levando ao circuito da SP-Arte narrativas que articulam espiritualidade, resistência ambiental e conexão com a floresta.
Criações em cerâmica produzidas por mulheres indígenas da etnia Jenipapo Kanindé compõem a exposição Encantadas, que integra agenda do circuito SP-Arte 2026 / Foto: Gentil Barreira
A mostra também representa a evolução da colaboração entre a Roca e a Tapera das Artes, construída ao longo de dez anos. Parte das obras passou por queima em forno industrial da empresa, em Caucaia (CE), em uma experiência que aproximou tecnologia e tradição artesanal. Além do suporte técnico, a participação da marca reforça seu compromisso com o estímulo ao design e à produção cultural nos contextos em que atua, promovendo o encontro entre diferentes repertórios e linguagens.
Ao sediar “Encantadas” durante a SP-Arte 2026, o São Paulo Gallery reforça sua atuação como plataforma de diálogo entre arquitetura, design e arte contemporânea, ao mesmo tempo em que amplia a visibilidade da produção indígena feminina e de iniciativas culturais com impacto social e ambiental.
A cacique Pequena, da etnia Jenipapo-Kanindé, simboliza as conexões que orientam as peças criadas por mulheres da aldeia e reunidas na exposição “Encantadas”, no circuito da SP-Arte / Foto: Gentil Barreira
Exposição “ENCANTADAS — Mulheres Jenipapo Kanindé e a Memória Viva das Árvores” Data: De 01 a 24 de abril de 2026 Local: São Paulo Gallery
Avenida Brasil, 2188
A demanda dos moradores incluía a incorporação de sua cor preferida ao programa arquitetônico, assumindo papel de síntese do conceito estético do projeto
Um casal de químicos com dois filhos gêmeos e um gato. Paulistanos, mudaram-se para São Caetano do Sul-SP, Bairro Santa Paula, para estarem mais próximos das empresas da indústria química onde trabalham, sediadas na região. Com 112 m2, o apartamento foi então reformado, com projeto assinado por Ricardo Abreu, cujo desejo primário era a inserção da cor preferida do casal no design de interiores, o laranja, com forte apelo estético visual e expressão de aconchego.
O desejo do casal era a transformação total do apartamento antigo: a planta original possuía um dormitório de serviço e lavabo na sala, os quais foram demolidos para ampliação da sala de jantar e inclusão de um escritório que pode ser fechado ou integrado às salas.
O ponto de partida foi resolver todas as alterações em planta, para que fosse possível criar perspectivas visuais explorando a cor predominante no projeto. A planta original possuía um dormitório de serviço e lavabo na sala, que foram demolidos para ampliar a sala de jantar e incluir um escritório que pudesse ser fechado ou integrado às salas.
O laranja foi a inspiração do projeto, predominante em todo o programa. A partir da tonalidade ideal, definiu-se materiais e revestimentos. A cor escolhida, assim, predomina nas áreas sociais e se conecta com cores complementares nos dormitórios, como o amarelo, assim como ao design do mobiliário definido, contemporâneo.
Desta que para o revestimento vinílico, aplicado em todo o piso do imóvel, mas também na parede e teto da sala de estar, em face de sua versatilidade, escolha para garantir facilidade de limpeza e manutenção. Na cozinha e banheiros, revestimentos cerâmicos tipo bricks, assentados em degrades que dialogam com a cor predominante do projeto.
A cozinha foi preservada, mantida fechada, e o antigo banheiro de serviço deu lugar a uma despensa. Os banheiros foram todos reconfigurados para o conforto e favorecimento da circulação dos moradores.
O quarto do casal recebe um amarelo intenso. um banheiro foi revertido de um quarto para o outro, para que um outro banheiro antes de uma suíte pudesse ser aberto para a circulação dos quartos.
Edição reúne expositores nacionais e internacionais, exibe exposição e inaugura o Design NOW, espaço dedicado à produção autoral brasileira
Entre 8 e 12 de abril, a SP-Arte, principal feira de arte e design do Brasil, chega à sua 22ª edição. Reunindo artistas, galeristas, designers, curadores, colecionadores e pesquisadores, o evento segue como uma importante vitrine de tendências que influenciam a programação anual de galerias e estúdios, reafirmando mais uma vez sua relevância, credibilidade e amplitude no cenário cultural.
O evento reúne 180 expositores, entre galerias de arte e estúdios de design nacionais e internacionais, museus, espaços independentes e editoras; veja a lista completa: https://www.sp-arte.com/expositores-sp-arte.
A feira também recebe bate-papos na Arena Iguatemi; promove conversas no Palco SP-Arte; amplia o 3º andar para abrigar instituições culturais, lounges de patrocinadores e o Premium Lounge da SP-Arte; além de promover prêmios para designers e artistas com marcas parceiras.
Nesta edição, participam 64 expositores de design, com 19 estreantes, incluindo três internacionais. Entre eles, estão nomes como LinBrasil, que lança a cadeira “Paiol”, uma das últimas criações de Sergio Rodrigues; a Bref, com criações de Jay Boggo; Bossa Furniture, casa de Isabela Milagre com sede em Nova Iorque que inaugura loja em São Paulo durante a feira; e Ulysses de Santi, que apresentará peças do artista visual Lucas Simões (representado pela Casa Triângulo) em sua incursão pelo design de mobiliário.
Novidade em 2026, o Design NOW é um setor dedicado ao mobiliário e aos seus criadores que ocupará uma parte do 3º andar do Pavilhão da Bienal. Com 10 estúdios, nove deles estreantes na feira, o NOW é um retrato da cena independente do design brasileiro. Com abordagens materiais e técnicas distintas, algumas experimentais, estes designers produzem em pequena escala e tem ao menos dez anos de trajetória. Livia Debbane, ao lado de Patricia Dranoff, fez a seleção dos participantes e conduz conceitualmente o setor. Os expositores do Design NOW ocupam mini-salas desenhadas pelo Superlimão e produzidas pela Minimal.
Gerson de Oliveira e Luciana Martins, luminária Vela, tecido, pedra e estrutura em aço carbono, estande da Ovo: Fotografia: Ruy Teixeira.
Debbane também assina, pelo terceiro ano consecutivo, uma mostra no setor. Neste ano, ela recebe o título de “Existe uma árvore” e, pela primeira vez, apresenta a madeira como protagonista. A exposição aborda a marcenaria autoral moderna e contemporânea no Brasil como uma história das árvores do nosso território e conta com patrocínio da Arauco. Cada móvel é veículo para relatar um acontecimento, explicar um conceito ou destrinchar um tema relativo às florestas e suas espécies. Confira a lista de participantes https://www.sp-arte.com/programacao-sp-arte.
“Chegamos à 22ª edição da SP-Arte com a consagração do design dentro e fora da feira, com a presença de novos estúdios e daqueles que estão conosco desde o começo. Ao mesmo tempo, o segmento de arte segue reunindo importantes galerias com seleções especialmente pensadas para o evento. A programação de conversas amplia o diálogo, aproximando os colecionadores, os profissionais e o público”, afirma a fundadora e diretora-executiva da feira, Fernanda Feitosa.
Setor de Design 2025. Fotografia: Divulgação / SP-Arte.
Presença internacional
Desde sua primeira edição, a SP-Arte se posiciona como uma feira de vocação internacional, atraindo galerias de fora do Brasil. A Galería Sur, do Uruguai, mantém uma relação histórica com o evento — participa desde a estreia e se tornou presença constante ao longo de duas décadas. Entre as participantes assíduas das edições recentes estão a londrina Lamb e as sul-americanas Salar, da Bolívia, e Casa Zirio, da Colômbia. A RGR reforça o diálogo com o México, enquanto Piero Atchugarry e David Peter Francis estendem a ponte com os Estados Unidos. No eixo transatlântico, a Continua, com sedes na Europa, Ásia e América Latina, sublinha o alcance global da feira. Somam-se ainda a Baró, da Espanha; a Orma, da Itália; e a Emmanuelle G., com atuação entre França, Bélgica e Estados Unidos. A edição de 2026 também marca estreias e retornos após longos intervalos, apontando para uma renovação que inclui galerias do Peru (Crisis), da Argentina (Pasto e Ruth Benzacar) e de Portugal (Foco e Kubik).
Programação Palco SP-Arte e Arena Iguatemi
Durante a SP-Arte deste ano, o Iguatemi Talks, no 2º andar, apresenta uma série de encontros mediados por Marcello Dantas dedicados à ideia de polinização cruzada — quando territórios distintos do conhecimento se encontram e produzem algo novo.
Enquanto isso, no Palco SP-Arte, no 3º andar, acontecem conversas sobre arte e design com especialistas do setor com curadoria de Tamara Perlman, diretora de novos negócios da SP-Arte.
Revo, empresa de transporte aéreo que participa pela primeira vez da feira, promove encontros com artistas e arquitetos como Sig Bergamin e Cássio Vasconcellos em seu lounge no 3º andar.
Prêmios
Pelo segundo ano consecutivo, o prêmio Arauco SP-Arte de Inovação e Sustentabilidade contemplará uma viagem para a feira Interzum 2027, na Alemanhã, oferecida pela empresa, e um estande para participar da SP-Arte em 2027, oferecido pela própria feira. Em 2025, os ganhadores foram Victor Xavier e Søren Hallberg, da Assimply Studio.
Já a 2ª edição do Prêmio Artefacto SP-Arte Melhor Design será concedido a um jovem designer de destaque, que será convidado a participar do programa de viagens promovido pela empresa e receberá um estande para expor na SP-Arte em 2027. Erik Bonissato, fundador da Bonni, foi o ganhador em 2025.
O Sauer Art Prize também repete o sucesso de 2025, quando premiou a jovem artista Mayara Ferrão, representada pela galeria Verve. Neste ano, o artista selecionado receberá novamente um prêmio em dinheiro.
Novidade neste ano, o Prêmio MECA SP-Arte ABACT 2026 é uma iniciativa conjunta que oferecerá a um artista brasileiro — representado por uma galeria associada à ABACT — uma residência artística na sede do Instituto MECA, um conjunto arquitetônico histórico dentro do Estaleiro Mac Laren, em Niterói, RJ. Foram apresentados mais de 40 projetos, dos quais um será selecionado.
Adriana Varejão, Monocromo Branco #11, 12, 13 (tríptico), 2000, estande da Flexa. Fotografia: Cortesia da Flexa.
Ativações
A Vivo apresenta encontros com pensadores, artistas e líderes reconhecidos, enquanto o espaço da I💙PRIO será ocupado pelo Instituto Vida Livre, que trabalha na reabilitação e soltura de animais em situação de risco no Rio de Janeiro e promoverá lançamentos de livros e catálogos.
No 3º andar, RFM promoverá conversas com art advisors em seu espaço, e a Blue Moon, cerveja oficial da feira, promoverá happy hours junto aos museus e instituições culturais.
Audioguia
Realizados com apoio do Itaú, os audioguias temáticos proporcionam um mergulho na SP-Arte. Os roteiros propõem uma experiência imersiva com destaques de cada andar selecionados pelos curadores Adélia Borges, Ana Carolina Ralston e Fernanda Pitta, além de uma apresentação especial da fundadora e diretora-executiva da feira Fernanda Feitosa. Disponíveis no Spotify.
Participação da Alicante na Expo Revestir 2026 reforça o posicionamento da empresa como uma importante referência no mercado de pedras naturais e superfícies sinterizadas no Brasil
Estar na Expo Revestir 2026 evidencia a importância de se manter atualizado e conectado com as transformações do setor, assim como contribuir ativamente para o desenvolvimento e a evolução da arquitetura e construção no país. É de encontro a esta relevância que a Alicante, importadora e distribuidora de soluções de qualidade em superfícies desde 1995, marcou presença na edição deste ano, sendo esta sua 18° participação.
Ao apresentar seu amplo portfólio de produtos, a empresa destacou não apenas a variedade e qualidade de suas soluções, mas também seu compromisso com inovação, design e desempenho técnico, fatores essenciais para atender às demandas de arquitetos, designers e profissionais da construção civil.
“Apresentamos um portfólio orientado por desempenho técnico e aplicação, com destaque para o Neolith Amazonico, que atraiu grande interesse por sua estética marcante e alinhamento às tendências contemporâneas. O material também se destacou na bancada do estande e no nicho da parede de fundo, compondo um visual de vanguarda em conjunto com o Mármore Rosso Lepanto, responsável por revestir o pano principal do ambiente com forte impacto visual”, explica Andrey Mossim, Coordenador de Marketing da empresa.
Estar presente em um dos principais eventos do setor permite à Alicante acompanhar de perto as tendências, tecnologias e novas aplicações que estão moldando o mercado. Além disso, a feira funciona como uma vitrine estratégica para fortalecer relacionamentos, gerar novos negócios e ampliar sua atuação nacional.
Ao longo de 5 dias, o estande da empresa apresentou nichos de linhas de produtos importantes como TechniStone®, Aliquartzo®, Aglostone® Terrazzo, AliTech, além das pedras naturais como o Mármore, Quartzito, Limestone, Travertino e Basaltina®.
O espaço também contou com presenças ilustres: “Tivemos a presença da Lilian Santos, do portal Revestindo a Casa, presença e palestra da Caroline Sautchuk, além de visitação dos profissionais como Carlos Rossi, Ricardo Rossi, Iara Kilaris, entre outros”, comenta o coordenador.
Lilian Santos, do portal Revestindo a Casa, posa com José Roberto Cordato, sócio diretor da Alicante. Foto: Phoética.
Caroline Sautchuk fala sobre a aplicabilidade dos produtos aos profissionais presentes no estande da Alicante. Foto: Phoética.
José Roberto Cordato, sócio diretor da Alicante, posa com o arquiteto Ricardo Rossi, no estande da marca. Foto: Phoética.
Novidade no mercado, a empresa evidencia a nova linha Neolith ARCHITECTURAL, voltada a revestimentos verticais e fachadas, com chapas de 6 mm e novas texturas exclusivas, Rigato e Cava, além dos modelos Serpeggiante, Azahar e Obsidian, ampliando significativamente as possibilidades criativas em projetos de grande escala.
“A participação da Alicante na Expo Revestir 2026 reforçou nosso posicionamento como referência em superfícies naturais e industrializadas, evidenciando nossa curadoria, estrutura e proximidade com arquitetos, designers e marmoristas. Nosso estande, idealizado e projetado pela Retail Design Lab, foi concebido como um espaço de experiência e conteúdo, promovendo interação qualificada e troca de conhecimento com o público visitante”, finaliza Andrey.
Por Casa e Mercado
Imagens: Phoética Ateliê Fotográfico.
O resort em Itacaré (BA) celebra seus 25 anos destacando uma arquitetura e um paisagismo que integram e valorizam a natureza ao redor
O certificado exclusivo do grupo Relais & Châteaux foi conquistado pelo Txai Resort, que há 25 anos preserva as características originais do projeto de arquitetura e paisagismo assinado por Leo Laniado. Concebido a partir da natureza e da valorização de todo o entorno, o projeto incorpora em sua paleta de cores a vibração e a energia da Bahia.
Os 38 bangalôs e as áreas comuns do resort receberam as texturas desenvolvidas pela TERRACOR com tons que se integram totalmente à natureza. E estão lá até hoje, com pouca intervenção, ficando naturalmente envelhecidos pelas intempéries e pela maresia, mas mantendo a beleza de mais de duas décadas.
Txai Resort, em Itacará, nas cores Originale Sabbiato e Terracal, da Terracor. Foto: Divulgação.
O rigor em sua formulação, aliado ao uso de matéria-prima de ponta e ao total controle de qualidade, faz com que as tintas da TERRACOR tenham grande durabilidade. A atemporalidade é também uma das características marcantes da marca.
A escolha das cores ultrapassou o limite do tempo, o revestimento continua atual, justamente porque respeita a natureza local, “As cores também refletem a cultura local, a luminosidade, as cores existentes no mar, no céu, na terra, na paisagem, do sol, da lua, da fauna e flora”, afirma Leo Laniado.
Txai Resort, em Itacará, recebe o Originale Sabbiato, da Terracor. Foto: Divulgação.
Para o projeto do Txai Resort, Leo Laniado pensou no espaço, na terra e no ambiente que desde sempre fazem as interferências com as referências locais, “foi pensado em todo seu entorno, na fauna, na flora e na cultura e, em seguida ‘se instalar’ e pertencer”, relembra Leo ao falar sobre o processo criativo do resort.
Na contramão de um mercado voraz por novidades e linhas descartáveis, as texturas da TERRACOR são icônicas na arquitetura, e uma marca “objeto de desejo”. Isso se deve à política de zelo com os especificadores e consumidores. “Nossa pesquisa continua tanto estética quanto técnica e sustentável”, conclui.
Complementando essa visão, o químico e sócio da TERRACOR, Osiel Pereira, destaca que a preocupação com a qualidade acompanha a marca desde sua origem. “Quando criamos a TERRACOR, nossa preocupação já era desenvolver superfícies que resistissem ao tempo sem perder beleza. Esse mesmo cuidado permanece até hoje. Trabalhamos com matérias-primas de excelência e com rigor técnico na formulação, testando continuamente a melhor combinação entre esses componentes para alcançar o equilíbrio entre desempenho, durabilidade, estética e sustentabilidade.”
Txai Resort, em Itacará, recebe o Terracal, da Terracor. Foto: Divulgação.
Projeto no Brooklin adapta arquitetura tradicional ao modelo off-site, acelera a obra em seis vezes e reduz o impacto urbano
Em um trecho de intenso movimento da Avenida Vereador José Diniz, no Brooklin, onde obras geralmente se prolongam por meses entre andaimes, caminhões e interdições, um edifício comercial de quatro pavimentos surge como ruptura na paisagem e na lógica tradicional da construção urbana. Em apenas 28 dias úteis, uma estrutura de cerca de 2.000 metros quadrados foi erguida do zero, fruto de um processo arquitetônico que substituiu o canteiro convencional pela precisão da construção industrializada, sem abrir mão do desenho original do projeto.
O empreendimento nasceu concebido para alvenaria moldada in loco, modelo ainda predominante no mercado. O desafio arquitetônico e técnico foi reinterpretar esse projeto artesanal dentro de um sistema off-site, capaz de responder às restrições severas do terreno de meio de quadra, sem área para estoque de materiais ou montagem tradicional. Coube à Kronan conduzir esse processo de adaptação, compatibilizando estrutura, fundações e modulação para que cada elemento fosse produzido em fábrica e chegasse pronto para montagem.
Essa tradução arquitetônica exigiu um esforço intelectual concentrado antes do início da obra, deslocando decisões que normalmente acontecem no canteiro para a fase de projeto executivo. O resultado foi uma estrutura pensada para grandes vãos livres, fundamental em edifícios comerciais contemporâneos, com o uso de vigas protendidas e painéis estruturais de fachada que chegam a até 10 metros de altura em peça única. A solução eliminou emendas, reduziu interferências e garantiu maior flexibilidade de layout para os futuros ocupantes, além de um fechamento mais rápido e preciso do edifício.
A estratégia construtiva também redefiniu a dinâmica urbana da obra. Sem espaço físico para um canteiro convencional, a logística just in time levou as peças diretamente da fábrica da Kronan, em Itupeva, para o ponto exato de montagem no Brooklin, saindo do caminhão para a posição final. O que se viu no local foi uma operação silenciosa, limpa e extremamente enxuta, contrastando com o padrão de obras que impactam o entorno por longos períodos.
Os números deixam clara a mudança de paradigma. A incorporadora responsável, que anos atrás já havia executado um empreendimento de varejo com a tecnologia da Kronan, optou por adotar novamente o sistema no projeto do Brooklin após comparar os resultados com uma obra recente de características semelhantes na Avenida Vereador José Diniz, realizada pelo método tradicional. Nesse caso, apenas a etapa estrutural consumiu cerca de seis meses e exigiu uma média de 35 operários no canteiro. No novo projeto, com o uso do sistema industrializado, o mesmo escopo foi concluído em menos de um mês, com apenas sete montadores. O esforço total caiu de aproximadamente 50.400 para 1.568 horas de trabalho, uma redução de 96%, com reflexos diretos na segurança, na gestão de riscos e na previsibilidade do cronograma.
Para além da velocidade, o caso chama atenção pela forma como a arquitetura se beneficia da industrialização. Ao antecipar a conclusão da estrutura e da vedação em cerca de cinco meses, o edifício ganhou tempo para avançar em acabamentos, projetos complementares e ocupação, encurtando o ciclo entre concepção arquitetônica e uso efetivo do espaço. Em um cenário de escassez de mão de obra qualificada e pressão por eficiência nas grandes cidades, o projeto no Brooklin aponta para um modelo em que o desenho arquitetônico, aliado à engenharia industrial, redefine não apenas o tempo da obra, mas a própria experiência urbana de construir.
A Galeria Teo apresenta Encontros Insólitos, exposição que coloca em diálogo o mobiliário moderno brasileiro e a arte escultórica de Célia Cymbalista
Dedicada ao design moderno brasileiro, a Galeria Teo constrói, ao longo de quase duas décadas, uma atuação pautada por pesquisa, curadoria e restauro especializado. Em Encontros Insólitos, esse repertório histórico é ativado por uma articulação curatorial que amplia sua leitura e desloca seus limites. A mostra se estrutura em dois momentos complementares e independentes, com uma apresentação ampliada na sede da Galeria Teo, entre 26 de março e 30 de junho de 2026, e desdobramento na SP-Arte 2026, de 08 a 12 de abril, no Setor Design.
Da fricção entre a cultura material modernista e a pesquisa escultórica de Cymbalista emerge uma investigação sobre fronteiras entre obra e uso, singularidade e repetição, rigor e gesto. No modernismo, forma e função constroem um pacto de equilíbrio. Na produção de Cymbalista, equilíbrio é sempre um estado instável. Ao aproximá-los, a exposição desloca o olhar. O mobiliário deixa de ser apenas objeto de uso e se afirma como gesto cultural, enquanto a escultura deixa de ser apenas presença simbólica e se revela como construção material. Cada linguagem ilumina a outra.
Encontros Insólitos – Célia Cymbalista na Galeria Teo, São Paulo, 2026 | Foto André Klotz
A curadoria e a expografia são assinadas por Teo Vilela Gomes e Claudio Novaes. No núcleo artístico dedicado à artista, a historiadora da arte e gestora cultural Lorette Coen atua como co-curadora, conferindo densidade crítica e articulação conceitual à leitura das obras.
As duas apresentações partilham o mesmo eixo conceitual e assumem configurações próprias. Na galeria, o diálogo se desenvolve em percurso mais amplo e imersivo, enquanto na SP-Arte se apresenta de forma mais concentrada e precisa.
ENSAIO CURATORIAL | LORETTE COEN
Encontros insólitos
Célia Cymbalista na Galeria Teo
O encontro entre Célia Cymbalista e Teo Vilela foi fortuito. Uma surpresa para ambos.
Ela, figura da cerâmica como arte; ele, alma da Galeria Teo dedicada ao melhor do design moderno brasileiro. Se conheceram e de imediato estabeleceu-se um diálogo. O desejo de mostrar o trabalho de Célia no espaço da galeria e na SP-Arte se revelou e amadureceu com o apoio e a cumplicidade de toda a equipe que, de maneira proficiente, faz as exposições surgirem no mundo. Assim criou-se outro fértil encontro: aquele do belo mobiliário nacional das décadas de 1930 a 1970 com as obras pujantes de Célia.
Percebendo a riqueza contida na proposta, a Galeria Teo suscita um diálogo — ou talvez um confronto. Ou ambos, no intuito de estimular perguntas e reflexões e, mais diretamente, de refrescar o olhar.
Escolhendo a cerâmica como modo de expressão, Célia Cymbalista sempre situou seu trabalho na estreita divisa entre obra de arte e peça utilitária, transpondo sistematicamente essa fronteira convencional. Não busca a perfeição. Às vezes, suas peças apresentam textura rugosa, granulada. Captam sombras e luzes, ressoam ecos e reminiscências, aludem discretamente a culturas outras, alcançam equilíbrios além do formal. E não param por aí: expressam, afirmam, sorriem, interrogam, lembram. Demonstram total indiferença ao espírito decorativo.
Que fazem suas peças únicas na companhia do mobiliário da galeria? Divertem-se. Rompem a ordem do design polido, elegante, refinado e por vezes austero. Contestam seu rigoroso acabamento, que faz sua força e também seu limite. Ao estilo opõem o acidental. Iluminam o lado sombrio da madeira, acentuam o encanto do design brasileiro. Ao caráter potencialmente replicável, opõem a obra única e sem limite. As peças explicam-se mutuamente. Um sopro vital anima o espaço.
Exaltando com sutileza a relação entre terra e madeira, a Galeria Teo revela a fertilidade do encontro. A beleza instala-se como necessidade.
Encontros Insólitos – Célia Cymbalista na Galeria Teo, São Paulo, 2026 | Foto Ramanaik Bueno
CÉLIA CYMBALISTA | MATÉRIA COMO LIGUAGEM
O trabalho de Célia Cymbalista desenvolve-se a partir de recorrências formais que emergem de maneira intuitiva, por vezes com longos intervalos entre uma aparição e outra. Há em sua produção uma espécie de memória interna da forma, um repertório silencioso que reaparece ao longo dos anos. Posteriormente, a artista reconhece nessas imagens afinidades estruturais com artefatos ancestrais, não como citações literais, mas como ressonâncias entre matéria, gesto e tempo.
A matéria ocupa posição central em sua pesquisa. Mais do que suporte, ela é linguagem. Tensões, marcas, acidentes e irregularidades não são corrigidos, mas incorporados à estrutura da obra. Seu trabalho nasce desse estado de escuta do comportamento do material, em que o processo se torna parte constitutiva da forma.
A investigação orienta-se frequentemente pelos limites físicos e estruturais da cerâmica e do ferro. Peças de grande escala, extremamente finas, implicam risco elevado durante a execução e a queima. Muitas delas existem no limiar do equilíbrio, apoiando-se em poucos pontos de contato. Um deslocamento mínimo pode levá-las à queda. Essa tensão permanente constitui elemento essencial de sua poética.
Há, nessas esculturas, um paradoxo recorrente, objetos de presença densa e materialidade intensa que ocupam o espaço de forma leve, quase suspensa. A física do equilíbrio e a química da transformação do barro em cerâmica atravessam sua produção. Diferentemente de quem esculpe pedra e termina com pedra, Cymbalista inicia com barro e finaliza com cerâmica, materiais radicalmente distintos.
Sob a curadoria de Lorette Coen, as obras em cerâmica instauram no espaço uma dimensão sensível e experimental, tensionam materiais e funções e ampliam a leitura do acervo histórico da Galeria Teo. Nesse encontro, o design se afirma como campo vivo, aberto a novas interpretações e ressonâncias contemporâneas.
Sem títulos, suas obras preservam a abertura de sentidos e privilegiam a relação direta entre objeto, espaço e espectador. Indiferentes ao espírito decorativo, não existem para completar o espaço, mas para ativá-lo.
SERVIÇO
ENCONTROS INSÓLITOS | GALERIA TEO
26 de março a 30 de junho de 2026
Abertura – 26 de março de 2026 | 19h
Rua João Moura, 1298
São Paulo, SP — 05412-003 — Brasil
+55 11 3063-1939
Horário de funcionamento
Segunda a sexta, das 9h às 18h
Sábado, das 10h às 14h
O empreendimento com conclusão prevista para 2028 amplia a projeção internacional de escritórios nacionais no mercado internacional
Primeiro condomínio de alto padrão concebido pela OSPA Architecture em Miami, o Colette foi consagrado vencedor do principal prêmio na categoria Residential Buildings do Grand Prix du Design 2025. A premiação é promovida pela China International Interior Design Network em parceria com a French Design Society (IFD) e, desde sua criação, em 2014, consolidou-se como uma das mais relevantes referências globais na valorização da excelência em design.
Desenvolvido em colaboração com a Meta Developments, o empreendimento — com conclusão prevista para 2028 — reforça a ainda limitada presença da arquitetura brasileira no segmento de luxo do sul da Flórida, ampliando a projeção internacional de escritórios nacionais nesse mercado.
“A região registra, há anos, um crescimento populacional e econômico muito superior à média dos Estados Unidos, o que leva para lá os principais escritórios de arquitetura do mundo. Nosso ingresso nesse mercado resulta de um projeto autoral, de grande qualidade, como o prêmio atesta” – Rodrigo Milani, sócio da OSPA e gerente do projeto.
Situado na prestigiada Brickell Avenue, o Colette ocupa uma posição estratégica em South Brickell, uma das áreas mais nobres de Miami. O empreendimento encontra-se em uma zona de transição morfológica, onde prevalecem habitações unifamiliares, distante a poucos metros tanto da baía Biscayne quanto do centro da cidade, que concentra a vida cultural e noturna e a maior parte de suas residências de luxo, dispostas principalmente em arranha-céus, os chamados branded residences.
Já o Colette é um edifício boutique que introduz o conceito de exclusividade nesse mercado. Composto por térreo, quatro pavimentos e um rooftop, conta com 38 unidades de diferentes tipologias, que buscam proporcionar a ambiência de casas. No térreo, os gardens apresentam àquele mercado um novo modo de morar integrado ao solo. Nos andares-tipo, cada apartamento tem acesso direto do elevador ao living, que se abre em 180 graus para a paisagem e conecta-se às áreas externas privativas. No último pavimento, há duas penthouses com amplos terraços, piscinas e espaços de estar panorâmicos voltados ao mar. Ao fundo, a área condominial dispõe de academia, spa, sauna, sala de massagem, área gourmet, lounge, piscina e jardins.
Os terraços e gardens das unidades estão localizados nos vértices dos dois blocos da edificação, proporcionando aos andares mais altos vista da cidade e do oceano. As janelas seguem do piso ao teto, integrando áreas privativas ao exterior. Ao mesmo tempo, são recuadas, o que favorece o controle térmico.
A geometria quase quadrada do terreno orientou a divisão do volume principal em dois blocos, o que amplia afastamentos e multiplica as fachadas. Entre eles, um pátio organiza o acesso principal e os fluxos internos, fazendo o percurso do usuário acontecer em camadas: da entrada, uma grande pérgola que vai do piso ao topo da edificação, ao lobby de duplo pé-direito, passando por galerias em escala humana que conectam os espaços comuns no térreo e no rooftop. Essa continuidade produz a sensação de uma praça coberta, na qual os limites entre interior e exterior, construído e vegetado, aberto e fechado se tornam fluidos.
O edifício é marcadopela sobreposição de planos horizontais leves, em concreto, que abrigam jardins suspensos e têm arestas suavizadas. Os brises verticais servem tanto para o controle de luz e reforço da privacidade nos espaços internos quanto para imprimir ritmo às fachadas. Nas áreas sociais, a transparência do vidro amplia a relação com a paisagem.
O prestigiado Internacional Americas Property Awards 2025-2026 destaca empreendimento como vencedor na categoria Mercado Imobiliário
Abitte Urbanismo foi reconhecida no Internacional Americas Property Awards 2025-2026, uma das premiações mais prestigiadas do mercado imobiliário mundial. O Lago Di Vino, empreendimento da incorporadora em Cuiabá (MT), foi um dos vencedores na categoria Real Estate (Mercado Imobiliário), que valoriza projetos urbanísticos inovadores e sustentáveis.
O Property Awards avalia projetos das Américas, Ásia e Europa em cinco categorias: Arquitetura, Desenvolvimento, Design de Interiores, Mercado Imobiliário e Nomeações Regionais. O Lago Di Vino é o primeiro empreendimento horizontal de Cuiabá condecorado pela premiação, um marco para o urbanismo da capital mato-grossense.
Para o CEO da Abitte Urbanismo, Francisco Colnaghi Neto, o reconhecimento reforça a expertise de mais de 30 anos da incorporadora em desenvolver projetos em patamar único de sofisticação e pioneirismo. “Considero uma conquista para toda a cidade. Moradores, investidores e futuros residentes poderão vivenciar uma arquitetura verdadeiramente reconhecida e premiada a nível continente”.
A escolha dos vencedores é feita por mais de 100 jurados independentes, incluindo membros da Câmara dos Lordes do Parlamento do Reino Unido, que avaliam critérios como design, qualidade, inovação, originalidade e compromisso com a sustentabilidade. “O prêmio traz uma reputação internacional ao Lago Di Vino, mas, para nós, é sobretudo a materialização do nosso compromisso em entregar um urbanismo mais humano, que respeita o ambiente e fortalece o bem-estar e convívio social”, avalia Francisco Colnaghi Neto.
Para o sócio e membro do Conselho Administrativo da Colpar Brasil, José Maurício Caldeira, o reconhecimento é resultado da dedicação das equipes e do foco na qualidade de vida. “É o reconhecimento de um trabalho planejado, feito com muita dedicação por profissionais comprometidos com o bem viver, não apenas de nossos clientes, mas da comunidade de Cuiabá como um todo. O Lago Di Vino representa o melhor de nossa política de ESG, ao unir proteção ao meio ambiente, governança firme e envolvimento com as comunidades onde estamos inseridos”, finaliza.
Conheça o Lago Di Vino
O Lago Di Vino é um condomínio horizontal em Cuiabá (MT) que integra urbanismo, arquitetura e paisagismo em perfeita harmonia com a natureza. O projeto é assinado pela Rother Arquitetura, em coautoria com a BC Arquitetos e o paisagista Daniel Nunes, profissionais reconhecidos por trabalhos contemporâneos, sofisticados e autênticos.
Com aproximadamente 450 mil m² de área total e 188 mil m² de áreas verdes e uso comum, o empreendimento privilegia o bem-estar e a fluidez entre espaços, conectando áreas de lazer, convivência e quatro lagos que somam 39 mil m² de lâmina d’água.
O arquiteto e urbanista Jhonny Rother destaca o papel da natureza no projeto. “Em Cuiabá, onde o clima é predominantemente quente, o sistema de áreas verdes – que integra lagos, espaços de convivência e faixas de preservação permanente – desempenha papel central no empreendimento Lago Di Vino, contribuindo para uma paisagem qualificada e para a criação de um microclima mais ameno, ampliando o conforto dos moradores em suas diversas formas de uso”.
Responsável pelo paisagismo, Daniel Nunes reforça a proposta de imersão natural. “Para este projeto, optamos pelo efeito reverso: não é o jardim do empreendimento, é o empreendimento que está inserido dentro de um grande jardim, com arborização de árvores de diversas espécies”.
“O Lago Di Vino é um empreendimento disruptivo para Cuiabá, algo nunca visto antes. Trouxemos conceitos de arquitetura modernista, linear e transparente, com a utilização de elementos como pedras naturais e madeira”, destacou o arquiteto Bruno Carvalho.
Localizado no Vinhedos Oliveiras, o primeiro bairro planejado de Cuiabá e o único dentro do perímetro urbano da capital, o Lago Di Vino conta com mais de 10 milhões de m², 250 lotes entre 510 e 950 m², e carrega o selo de qualidade da Abitte Urbanismo, empresa com mais de 30 anos de tradição e compromisso com projetos inovadores e sustentáveis.