Energia solar evita 58,6 milhões de toneladas de CO2, e custos de armazenamento com baterias caem significativamente.
Em novembro, a COP 29, conferência anual sobre discussões climáticas da ONU, reuniu líderes de cerca de 200 países e da União Europeia, em Baku, capital do Azerbaijão. O foco foi apresentar soluções que viabilizem práticas sustentáveis, como o fim da emissão de gases do efeito estufa e a adaptação aos impactos da mudança climática. Entre as inúmeras pautas importantes discutidas durante o evento, está o financiamento climático.
A emissão de dióxido de carbono tem um impacto significativo nas mudanças do clima, sendo a energia solar uma das formas mais eficazes de reduzir a produção CO2. No Brasil, cerca de 58 milhões de toneladas de CO2 já deixaram de ser emitidas, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Energia Fotovoltaica, (Absolar). O crescimento do uso de energia solar, e de sistemas de armazenamento inteligentes apontam para um futuro onde a sustentabilidade e a tecnologia estarão interligadas.
As casas inteligentes, ambientes equipados com dispositivos conectados à internet e que permitem automação e controle remoto de várias funções são o futuro de uma habitação sustentável. E quando o assunto é autossuficiência residencial, não incluir no projeto a energia fotovoltaica é algo quase improvável. O crescimento do uso de energia solar, e de sistemas de armazenamento inteligentes, no caso as baterias de íon-lítio, apontam para um futuro onde a sustentabilidade e a tecnologia estarão interligadas.
De acordo com o mapeamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), as residências lideram o uso da tecnologia fotovoltaica, com mais de 2,8 milhões de imóveis abastecidos, com 70% do total de unidades consumidoras. A tendência é de mais crescimento no consumo no setor residencial, uma vez que, dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), projetam um aumento médio de 3% ao ano ao longo da próxima década, alcançando 226 TWh em 2034, com uma previsão de 91 milhões de consumidores, que devem utilizar, em média, 202 kWh, por mês.
A energia fotovoltaica representa uma solução atraente e viável para aqueles que buscam reduzir seus custos de energia, aumentar a sustentabilidade e contribuir para um futuro mais sustentável. Ainda segundo a Absolar, como uma fonte de energia limpa, o crescimento do setor fotovoltaico contribuiu para evitar a emissão de aproximadamente 45,5 milhões de toneladas de CO2 na produção de eletricidade. Esse crescimento colocou o Brasil como responsável por 4% da oferta global de energia fotovoltaica em 2023, consolidando o país entre os maiores mercados do mundo. Entre as vantagens do uso de energia fotovoltaica, estão a redução de custos de energia, sustentabilidade, compatibilidade com tecnologia inteligentes e autossuficiência.
Energia fotovoltaica e baterias de íon-lítio
A combinação de energia solar e baterias permite que a residência continue funcionando mesmo em caso de falta de energia da rede, mantendo dispositivos essenciais como sistemas de segurança e iluminação. As baterias de lítio, conhecidas por sua durabilidade e eficiência, têm se mostrado ideais para esse tipo de armazenamento.
Além de aproveitar uma fonte de energia limpa e renovável, o sistema de energia solar e baterias de lítio é responsável pelo armazenamento do excesso de eletricidade durante o dia, o que garante a autonomia dos sistemas de automação, como luzes, termostatos e sistemas de segurança, permitindo que sejam usados até mesmo após o pôr do sol.
As baterias também garantem fornecimento contínuo durante quedas de energia da concessionária, minimizam cobranças extras por picos de consumo em ambientes industriais e comerciais com tensão ≥ 2,3 kV, e otimizam o uso de energia em horários de tarifas elevadas, aproveitando tarifas binômias e brancas. Além disso, maximizam o autoconsumo ao utilizar a geração local sem depender da conexão à rede.
“Com a queda dos custos das baterias e o avanço da energia solar, o Brasil se encontra diante de uma grande oportunidade de transformação do setor energético. A adoção dessas tecnologias pode melhorar a qualidade de vida da população, especialmente em regiões onde o fornecimento de energia enfrenta maiores desafios”, ressalta o diretor geral da Fox ESS no Brasil, Robson Meira.
Regiões como o Norte e o Nordeste do Brasil sofrem com grandes déficits no fornecimento elétrico, que é irregular e sujeito a interrupções frequentes. Em áreas remotas, como na Amazônia e no semiárido nordestino, o acesso à eletricidade é limitado, e os altos custos de geração e transmissão agravam ainda mais o problema. Nessas localidades, a combinação de baterias e sistemas solares apresenta uma solução eficiente e viável para melhorar a oferta de energia.
Iniciada em 2024, a coleção de livros intitulada Caderno-ensaio propõe uma jornada por temas que atravessam as exposições e as pesquisas desenvolvidas pelo Instituto.
O Instituto Tomie Ohtake anuncia o lançamento de duas importante publicações: Caderno-ensaio 2: Palavra (2024), segundo volume da nova coleção editorial Caderno-ensaio, e Mira Schendel – esperar que a letra se forme, livro que reúne textos de Galciane Neves e Paulo Miyada, curadores da exposição homônima, em cartaz na instituição. O projeto conta com recursos captados através do Ministério da Cultura, via Lei de Incentivo à Cultura. No dia 30 de novembro, para celebrar os lançamentos, o público pode acompanhar o “Sarau da palavra”, com as presenças de Juçara Marçal, Luiza Romão, Roberta Estrela D’Alva e Rosa Peixoto.
Livro Caderno-ensaio: Palavra. Cortesia Instituto Tomie Ohtake/Divulgação
Caderno-ensaio 2: Palavra
A publicação contém obras e textos inéditos, além de outros que já circulam há algum tempo, mas se reavivam no conjunto proposto. Tais trabalhos revelam, pela aproximação e pela fricção, mundos que coexistem e se conectam pelas palavras. Direcionada para educadores, pesquisadores, estudantes, artistas e quem mais se interessar, a publicação reafirma o compromisso da instituição com os campos das artes, da cultura e da educação, e recorre a diferentes formas de expressão, como arte contemporânea, literatura, slam, palavra originária, benzimento, cantos, contos, bajubá, dramaturgia, entre outras manifestações da palavra, na tentativa de se aproximar de sua essência, celebrando-a como um instrumento poderoso, mas limitado, e reconhecendo os esforços humanos para explorar suas infinitas possibilidades.
O livro é acompanhado de encarte em braile, versão digital acessível, locução de todos os conteúdos, audiodescrição de todas as imagens, paisagem sonora criada especialmente para o projeto e vídeo de apresentação em libras (língua brasileira de sinais), com legendas e narração em língua portuguesa.
A publicação conta com distribuição gratuita para professores da rede pública de ensino; educadores e profissionais de espaços culturais e museológicos e educadores de Organizações Não Governamentais (ONGs) ou Organizações da Sociedade Civil (OSC).Para retirada do exemplar, será necessário apresentar um comprovante de vínculo empregatício.
Autores: Ailton Krenak, André Gravatá, André Vargas, Bruno Vital, Carlos Drummond de Andrade, Carolina Peixoto, Castiel Vitorino Brasileiro, Cátia de França, Coral Nhãmãndú, Dione Carlos, Drik Barbosa, Fabio Morais, Edimilson de Almeida Pereira, Galciani Neves, Gustavo Caboco, Haroldo de Campos, Jade Quebra, Jaider Esbell, João Paulo Lima, Luiza Romão, Luz Ribeiro, Mel Duarte, Mira Schendel, Neide Sá, Noemi Jaffe, Pam Araujo, Ricardo Aleixo, Sérgio Silva, Shayra Brotero, Slam das Minas SP, Solange Maria Moreira de Campos.
Sobre a coleção Caderno-ensaio
Iniciada em 2024, a coleção de livros intitulada Caderno-ensaio propõe uma jornada por temas que atravessam as exposições e as pesquisas desenvolvidas pelo Instituto Tomie Ohtake, aproximando narrativas textuais e imagéticas vindas dos campos das artes, da cultura e da educação. No primeiro semestre deste ano foi lançado o Caderno-ensaio 1: Barro.
Ao unir os termos “caderno” e “ensaio”, o Tomie se propõe a fazer parte da formação e do cotidiano de diversos públicos, incorporando, com as lentes do presente, um olhar atento e não exaustivo sobre o tema tratado em cada edição. Trazendo diferentes vozes para os debates propostos, seja por narrativas visuais ou textuais, os cadernos-ensaio são pensados e organizados em tipologias de conteúdo que funcionam como um convite para que cada pessoa se reconheça como pesquisadora ao acolher sua curiosidade e, com isso, mobilize os saberes e fazeres de seu território.
O Parque da Mobilidade Urbana tem o objetivo de reunir organizações comprometidas com o desenvolvimento da mobilidade urbana sustentável, disruptiva e inclusiva.
O ecossistema da mobilidade urbana é multidimensional: conecta pessoas, bens e serviços nas cidades, e seus impactos têm consequências socioeconômicas, logísticas e ambientais. No dia 21 de novembro, o Parque da Mobilidade Urbana chegará em Brasília. O PMU Regional Centro-Oeste tem o Distrito Federal como anfitrião e a Urucuia: Mobilidade Urbana como curadora. O evento, que reúne especialistas, líderes do setor, startups e empresas inovadoras para discutir as melhores soluções para uma mobilidade mais inteligente, sustentável e eficiente, irá apresentar conteúdo dedicado para novos prefeitos e gestores municipais, a fim justamente de debater melhores práticas, soluções inovadoras e parcerias estratégicas para transformar a mobilidade urbana nas cidades.
No Distrito Federal os investimentos em mobilidade urbana permeiam diversos segmentos, com destaque para o programa Brasília Vida Segura, que reduziu 43% dos acidentes fatais na capital. A cidade conta ainda com 150 km de faixas exclusivas para ônibus, 664,7 km de ciclovias, sendo a segunda maior malha cicloviária do país, conta com sistema de bicicletas compartilhadas, e possui planos e projetos de expansão do metrô e do BRT no Corredor Eixo Oeste.
As inscrições são gratuitas, e este evento é a oportunidade ideal para quem quer se atualizar sobre as principais tendências e soluções inovadoras em mobilidade.
Confira os palestrantes confirmados e a programação completa AQUI!
Projetos emblemáticos da arquiteta estão expostos em painéis de LED durante a exposição, além de peças de design assinadas por Fernanda, distribuídas nas áreas interna e externa da galeria.
Para marcar seus 35 anos de trajetória profissional, a arquiteta e designer Fernanda Marques inaugura a exposição “Design em Movimento por Fernanda Marques”, que acontece entre os dias 28 de novembro e 23 de dezembro, no Roca Gallery Brasil, em São Paulo, um de seus projetos icônicos na cidade.
Projetos emblemáticos da arquiteta, realizados no Brasil e no exterior e incluindo obras premiadas nacional e internacionalmente, estão expostos em painéis de LED durante a exposição. Além disso, o espaço expositivo conta com peças de design assinadas por Fernanda, distribuídas nas áreas interna e externa da galeria.
Para Fernanda, a mostra representa uma coleção de memórias afetivas, percorrendo suas áreas de atuação em arquitetura, interiores e design de produto. “Celebrar esses 35 anos de trajetória é revisitar cada linha, cada projeto e a escolha de materiais que ajudaram a construir minha história na arquitetura e no design. Esta exposição é uma jornada pelas memórias afetivas de um trabalho feito com paixão e dedicação. Espero que cada pessoa que a visite sinta essa mesma energia de movimento e transformação que permeia cada criação”, afirma Fernanda Marques.
Ao longo da última década, Fernanda conquistou dezenas de prêmios de prestígio, como Design Awards, Americas Property Awards, IF Awards, IDA Design, RDI–Retail Design, Acquisition International Awards (Global Excellence Awards e The Voice of Modern Business), Latin and South America Business, Master Real Estate Award e New World Report 2020 Awards–South America Business e Design & Build Awards.
O design robusto e sofisticado do Bertazzoni Professional é complementado pelos manípulos profissionais em metal, que garantem durabilidade e controle total sobre o forno e os queimadores.
Para os verdadeiros apreciadores da arte culinária, a escolha dos eletrodomésticos certos faz toda a diferença na criação de pratos memoráveis. Nesse sentido, os novos fogões Bertazzoni Professional, com fornos a gás e elétrico, se destacam como a opção ideal para quem busca unir design sofisticado e alta performance. Combinando a tradição da tecnologia italiana com funcionalidades avançadas, esses fogões são perfeitos para os cozinheiros mais exigentes, oferecendo uma experiência de cozinha profissional no conforto de sua casa.
Um dos principais destaques desses modelos é o queimador lateral Dual Flame, que proporciona um controle preciso da chama. Sua posição lateral garante o uso ideal da mesa de cocção, mesmo com panelas grandes. O acendimento sequencial e a possibilidade de ajustar a intensidade do fogo garantem um cozimento mais uniforme e eficiente, além de liberar mais espaço para o preparo simultâneo de outros pratos. Assim, você pode explorar novas receitas e cozinhar com mais praticidade e agilidade.
Outro ponto de destaque é o amplo forno ventilado de 142 litros, que conta com um sistema de convecção para distribuir o calor de forma homogênea, proporcionando um cozimento mais rápido e eficiente. O modelo com forno a gás oferece cinco funções de cocção, enquanto o forno elétrico conta com nove, ampliando as opções para assar, grelhar e até descongelar alimentos.
O design robusto e sofisticado do Bertazzoni Professional é complementado pelos manípulos profissionais em metal, que garantem durabilidade e controle total sobre o forno e os queimadores. Além disso, eles adicionam um toque de elegância à sua cozinha, sendo projetados para resistir ao uso intenso, mantendo sempre um acabamento refinado e funcional.
Para quem busca praticidade, o controle de tempo também é um grande diferencial. O modelo com forno elétrico vem com um timer que desliga automaticamente o forno após o tempo determinado, enquanto o modelo com forno a gás conta com um contador de minutos com aviso sonoro, permitindo que você se concentre no preparo sem se preocupar com o tempo de cozimento.
Além disso, os fogões Bertazzoni podem ser integrados com outros produtos da linha Professional, criando uma harmonia estética em sua cozinha. Ao escolher Bertazzoni, você não está apenas investindo em tecnologia e desempenho, mas também em um design que transforma sua cozinha em um verdadeiro centro gastronômico. Uma cozinha onde qualidade, inovação e estilo se unem para proporcionar a melhor experiência culinária — uma experiência digna dos mais exigentes chefs, no conforto de sua casa.
Projeto com certificação LEED combina novos materiais e tecnologias respeitando a originalidade e a temática australiana de tradicional rede de restaurantes.
Em celebração às quase três décadas do Outback no Brasil, primeira unidade da marca no país, inaugurada em 1997, passou por uma reforma e apresenta um novo conceito que homenageia suas tradições ao mesmo tempo que incorpora elementos inovadores. O projeto que reformula o restaurante da Barra da Tijuca, também conhecido como “Casinha”, é do escritório Superlimão. Para formatar a proposta de um restaurante que mantém suas tradições da temática australiana enquanto introduz elementos que reafirmam seu espírito pioneiro, a equipe de arquitetura partiu de uma grande imersão na marca.
Na reforma, preservou-se a volumetria original, destacando o telhado verde e introduzindo uma estrutura de madeira CLT (Cross Laminated Timber, ou Madeira Laminada Colada Cruzada) para pilares e vigas, reduzindo a pegada de carbono e gerando menos resíduos. Na fachada, o vidro especial reduz calor e raios UV, colaborando na economia de energia enquanto ajusta a entrada de luz com diferentes níveis de transmissão e desempenho. A unidade possui certificação LEED pois atende aos requisitos de sustentabilidade para edifícios, segundo o Green Building Council Brasil.
A proposta para a unidade foi de transformar clientes em exploradores, imersos em um ambiente que vai além de uma simples decoração. O espaço externo foi expandido, agora oferecendo uma área de espera mais confortável e descontraída para os clientes.
Reposicionado no coração do restaurante, o bar remete a um carro estacionado no deserto australiano, com detalhes como lataria e faróis que acendem durante o tradicional “Billabong Hour. O novo layout apresenta ainda um pavimento superior adicional, com uma área externa com vista para o pôr do sol carioca e uma abertura estratégica sobre o bar, criando uma conexão entre os ambientes.
Ao fundo, uma parede inspirada nas rochas do Outback australiano destaca-se no ambiente, com uma textura em madeira que imita as formações rochosas e seus contornos característicos. Painéis perfurados, utilizados como divisórias, apresentam padrões inspirados nas artes aborígenes australianas, enquanto as luminárias, com design inspirado na cebola do Outback — baseado na flor australiana Waratah —, oferecem uma iluminação única e aconchegante.
Os bancos ao ar livre em forma de bumerangue adicionam originalidade e temática ao ambiente. Com sete metros de largura, as esculturas de bumerangues foram feitas de tampos de mesa descartados do antigo restaurante. Na entrada, uma área de vidro na porta no formato do continente australiano, rodeada por gravações em madeira, narram elementos da história da Casinha.
Prêmio que leva peças vencedoras para serem expostas no Salão do Móvel de Milão busca valorizar tanto a produção em larga escala quanto a artesanal
Estão abertas as inscrições para o ‘Prêmio Design da Movelaria Nacional’, uma iniciativa inédita organizada pela ABIMÓVEL, em parceria com a ApexBrasil e o Sebrae, que leva peças vencedoras para serem expostas no maior evento do setor no mundo: o Salão do Móvel de Milão (iSaloni), na Itália. Podem participar indústrias de móveis, estúdios de design, escritórios de arquitetura, designers independentes e estudantes de design de todos os portes e regiões do país.
Dividido em sete categorias, o prêmio busca valorizar tanto a produção em larga escala quanto a artesanal, além de destacar a inovação em bioeconomia e projetos com foco em soluções emergenciais, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e colocando o Brasil como referência em gestão sustentável e design integrado à indústria. Mais informações em abimovel.com
Áreas verdes urbanas favorecem a sensação de pertencimento, despertam o desejo de cuidar do ambiente ao redor e ampliam o bem-estar físico e emocional.
No mundo moderno, onde o concreto e a urbanização avançam em ritmo acelerado, o paisagismo desponta como uma prática fundamental para a qualidade de vida e o bem-estar da sociedade. Em um cenário de crescente manipulação ambiental, ele se destaca como uma ferramenta poderosa para promover a sustentabilidade e o controle ambiental nas cidades, desempenhando funções essenciais para o equilíbrio climático, a gestão de recursos hídricos e a conservação da biodiversidade.
Fato é que a busca por ambientes agradáveis e relaxantes aumentou pós pandemia, impulsionando a procura por serviços paisagísticos, que além de proporcionar espaços de contemplação e percursos, carrega consigo o poder de organizar a paisagem, propondo composições a um espaço livre, público ou privado, urbano ou não-urbano, externo ou interno, em qualquer escala, através de elementos estéticos e funcionais. Trata-se de uma ciência complexa que integra natureza às construções humanas, sendo ferramenta indispensável no planejamento de espaços mais saudáveis, sustentáveis e humanizados.
Nessa residência em Campinas, no interior de São Paulo, Alex Hanazaki propôs um jardim para ocupar uma área de aproximadamente 3000m², conectando os volumes distintos de uma arquitetura térrea. Fotografia: Fernando Guerra.
Um dos grandes desafios enfrentados pelas cidades modernas, por exemplo, é a especificidade das ilhas de calor urbano. Áreas densamente pavimentadas e construídas acumulam calor, resultando em temperaturas significativamente mais altas do que nas zonas periféricas. Este aumento de calor não afeta apenas o conforto dos moradores, mas também contribui para o aumento do consumo de energia e, consequentemente, das emissões de gases de efeito estufa. A introdução de áreas verdes, como parques, jardins e telhados verdes, ajuda a mitigar esse efeito, criando áreas de sombreamento e absorvendo o calor por meio da evapotranspiração das plantas.
Ainda, o manejo das águas pluviais tornou-se um dos maiores desafios ambientais e sociais nas cidades. A urbanização massiva cria vastas superfícies impermeáveis, como calçadas, ruas e edificações, que bloqueiam a absorção natural da água pelo solo. Quando a chuva não consegue se infiltrar, ela se acumula e sobrecarrega os sistemas de escoamento, resultando em enchentes e alagamentos, especialmente em áreas de baixa drenagem, problemas recorrentes que afetam a infraestrutura dos centros urbanos e a qualidade de vida dos habitantes. Nesse contexto, o paisagismo surge como uma solução eficaz para gerenciar as águas pluviais de maneira sustentável e integrada, auxiliando tanto no controle da água quanto na promoção de um ambiente urbano mais equilibrado, por meio da implementação de áreas verdes permeáveis, jardins de chuva, valetas vegetadas e pavimentos permeáveis, que permitem que a água seja absorvida pelo solo e direcionada de forma natural.
O Espaço Aberto Integrado Carvolth – Goldenview Park, assinado pelo escritório PMG Landscape Architects e localizado no Canadá, é composto por três tipos distintos de paisagem, com uma série de recursos de água conectados que refletem a transição de um terreno natural para um parque público e uma praça urbana. O projeto representa uma combinação perfeita entre forma e função, na qual as estratégias de gestão de águas pluviais são integradas com a programação recreativa e educacional pública em um espaço verde linear de 1,60 hectares. Fotografia: Take Off Photography.
O paisagismo pode também proporcionar protagonismo à fauna e à flora nativas e valorizar a paisagem original das regiões, aproximando o vínculo entre espaços construídos e a natureza local. “Um projeto de paisagismo sustentável utiliza-se de práticas e elementos que diminuam os gastos de energia em todos os sentidos, considerando os seguintes fatores: Macroambiente, que faz uma análise do clima da região em termos de temperatura, pluviosidade e umidade; Microambiente, que faz uma análise do espaço de intervenção, tais como Topografia, para fazer um projeto que minimize movimentação de terras e crie microbacias de drenagem com canteiros de chuva; Insolação e ventos, para criar barreiras de plantas; Iluminação; Qualidade do solo; Tratamento adequado de áreas de preservação permanente; Captação de água de chuva e armazenamento em cisternas e a utilização de técnicas de compostagem”, explica o professor Sidnei Harada, sócio fundador do IBRAP, Instituto Brasileiro de Paisagismo.
Neste sentido, o estudo da paisagem natural brasileira foi um elemento fundamental nos projetos do renomado artista plástico e paisagista Roberto Burle Marx, um dos primeiros a usar plantas nativas em projetos paisagísticos nos anos 30, valorizando a diversidade e riqueza da flora brasileira. Precursor na defesa da preservação do meio ambiente, realizava excursões e expedições botânicas para estudos de plantas em seu habitat, fazendo coletas e catalogação. Descobriu várias novas espécies e pelo menos 30 plantas descobertas por ele tem seu nome. Já nos anos 60, promovia a conservação das florestas tropicais brasileiras contra o desmatamento. Figura cultural e plural, mesclou os conceitos de arquitetura, ecologia, botânica, paisagismo, sustentabilidade, design, ciência e arte em altíssimo grau de relevância e influência. Diversidade é uma das mensagens mais óbvias evidenciadas através de seus trabalhos.
Sítio Roberto Burle Marx inteiramente planejado por ele, no Rio de Janeiro – Sob a direção do IPHAN. Fotografia: acervo IPHAN.
Em se tratando de bem-estar, estudos mostram que o contato com a natureza tem efeitos poderosos na redução do estresse, ansiedade e depressão. A presença de áreas verdes acessíveis nas cidades estimula naturalmente a prática de atividades físicas ao ar livre, como caminhadas, corridas, ciclismo e ioga, além de impactar o humor e de fato auxiliar na recuperação de doenças, criando um ciclo positivo entre o espaço e a saúde, desempenhando funções terapêuticas. Os elementos naturais — como árvores, flores, água, pedras e a fauna que esses ambientes atraem — estimulam o contato com o presente e a reflexão, promovendo uma espécie de “terapia natural” que ajuda a reduzir a ansiedade e o pensamento acelerado. Esta relação com a natureza favorece a sensação de pertencimento e desperta o desejo de cuidar do ambiente ao redor, ampliando o bem-estar emocional e gerando um impacto positivo no equilíbrio mental.
Espaços paisagísticos agem também a favor da interação social que, por sua vez, tem impacto direto na saúde mental pois proporciona um sentimento de apoio e conexão, desempenhando um papel fundamental na criação de espaços de convivência que favorecem o fortalecimento das relações comunitárias. Praças, parques e jardins públicos funcionam como pontos de encontro, onde pessoas de diferentes origens, idades e interesses se reúnem, socializam e constroem laços. Esses espaços são, portanto, agentes importantes para promover um senso de pertencimento e criar uma atmosfera de acolhimento, na qual as pessoas se sintam parte de uma comunidade ativa e colaborativa.
Um exemplo poderoso de como aplicar o paisagismo aos centros urbanos e transformar o ambiente em que vivemos, promovendo um equilíbrio entre o concreto e o verde, é o conhecido termo “Urban Jungle”, na busca por inserir mais da natureza para dentro das cidades. O conceito é trazer a diversidade e as características próprias do bioma que está inserido. O paisagista Benedito Abbud apresenta como exemplo o Cidade Matarazzo: “Foi feita uma revegetação no solo, nas lajes, no térreo e na torre mata atlântica, um lugar alto, que venta muito. Foram plantadas árvores de até 15 metros proporcionando uma melhor qualidade do ar e gerando atração para a fauna”, explica. O professor Sidnei Harada menciona que essa tendência está presente no mundo todo, na criação de projetos de paisagismo com design biofílico, em que o usuário tem a experiência de estar em um espaço o mais semelhante possível com um ambiente natural.
A Torre Mata Atlântica é parte do complexo Cidade Matarazzo, um empreendimento de uso misto na cidade de São Paulo que compreende habitações, escritórios, hotéis, lojas, restaurantes, centro cultural e uma capela. Dentro do grande terreno pertencente ao antigo e tombado Hospital Matarazzo, a vegetação perpassa todo o conjunto ocupando os espaços vazios, na complexa relação entre os volumes. Fotografia: Eduardo Castello.
Em menor escala, para quem busca uma conexão com a natureza mesmo nas grandes cidades, poderá encontrar refúgio por meio de projetos paisagísticos bem pensados nas áreas externas. Nos projetos arquitetônicos, é importante mesclar as áreas verdes com os espaços para descanso ou diversão, como piscinas, quadras, trilhas para caminhada ou pequenos lounges. “Na hora de compor um jardim, é importante priorizar espécies que floresçam em diferentes épocas, a fim de proporcionar uma experiência incrível ao longo do ano. Devemos pensar em como as espécies podem gerar pequenas surpresas e contar uma história sobre a mudança das estações”, comentam Claudio Pedalino e Gabriela Setta, sócios no escritório de arquitetura paisagística Landscape Jardins.
No quesito sustentabilidade, desenvolver um paisagismo mais consciente significa projetar espaços que não exijam grandes intervenções artificiais, mas que funcionem de forma harmoniosa com o ecossistema, minimizando a pressão sobre os recursos naturais. Isso inclui o planejamento cuidadoso para a escolha de plantas que consomem menos água, o uso de espécies nativas e adaptadas ao clima local e a adoção de sistemas de supervisão eficientes. Além disso, soluções como a coleta de água da chuva e o uso de materiais reciclados ajudam a preservar os recursos hídricos e a reduzir o desperdício. O paisagismo sustentável vai além da escolha de plantas ornamentais e considera o impacto da vegetação na fauna local. Espaços verdes assim tornam-se então verdadeiros refúgios de biodiversidade, onde a flora e a fauna podem coexistir, fortalecendo o ecossistema, e nos quais os habitantes possam desfrutar de um ambiente restaurador, de nutrição física e emocional. E mais: cada praça, parque e jardim, o paisagismo nos lembra da nossa conexão com a terra e da nossa responsabilidade em preservá-la para as próximas gerações.
Com o nome da estação, a Primavera (Bougainvillea) é uma das atrações do momento, mas também pode florescer em outros períodos do ano. O projeto paisagístico é de Landscape Jardins. Fotografia: André Nazareth.
Hunter Douglas apresenta a cortina Rolô KoolBlack™, fusão entre tecnologia e design que transforma espaços atemporais
Sofisticação, eficiência energética e conforto, estes são os atributos da cortina Rolô KoolBlack™, uma inovação exclusiva da Hunter Douglas. Integrando tecnologia de ponta, essa solução transforma a experiência visual e térmica em espaços interiores, ao garantir um controle preciso da luminosidade com um toque moderno e sofisticado. Desenvolvida com a avançada tecnologia Kool Black Fabric, criada nos laboratórios da BASF e, originalmente, usada na indústria militar para refletir calor em aeronaves, a tecnologia foi reinventada pela Hunter Douglas para trazer uma nova perspectiva ao design de interiores: a combinação entre o controle de brilho e o conforto térmico.
Com sua composição em tonalidades escuras, a cortina Rolô KoolBlack™ captura a luz natural sem transferir calor, mantendo o ambiente naturalmente fresco e agradável. Ela oferece um equilíbrio ideal entre luminosidade e conforto visual, sem necessidade de luz artificial durante o dia. A tecnologia proporciona até 14% mais eficiência no sombreamento, assegurando espaços bem iluminados, mas livres de ofuscamento.
Além de aprimorar o controle da luz natural, as cortinas Rolô KoolBlack™ são referência em eficiência energética. Elas reduzem significativamente a necessidade de climatização artificial, tanto em ambientes residenciais quanto comerciais. Com um tecido integrado ao PVC, a cortina mantém sua capacidade de reflexão térmica mesmo após diversas higienizações, garantindo durabilidade e consistência. As certificações RoHS e Greenguard reforçam o compromisso da Hunter Douglas com a sustentabilidade e a criação de ambientes mais saudáveis e confortáveis.
Projeto do Studio Ro+Ca com as cortinas Rolô KoolBlack™ da Hunter Douglas – Crédito Lília Mendel.
A integração com o sistema de motorização PowerView®, vencedor do prêmio Red Dot Design, eleva a experiência ao máximo, tornando o controle da luminosidade simples e intuitivo. Essa sinergia entre tecnologia e conforto transforma qualquer ambiente em um espaço funcional e moderno, onde elegância e praticidade coexistem.
A linha KoolBlack™ apresenta duas opções distintas que se adaptam perfeitamente a diferentes necessidades estéticas e funcionais:
Panamá KoolBlack™ 3%: Tela com coloração uniforme em ambas as faces, proporciona elegância e consistência visual.
Vita Screen KoolBlack™ 3%: Composição única com face externa escura e face interna branca, maximiza o desempenho térmico sem comprometer a estética.
A cortina Rolô KoolBlack™ transcende sua função primária para tornar-se um elemento que integra tecnologia e design para criar ambientes leves, sofisticados e em sintonia com as demandas atemporais.
Projeto do Studio Ro+Ca com as cortinas Rolô KoolBlack™ da Hunter Douglas – Crédito Lília Mendel.