Organizado por Pedro Vannucchi e Silvana Romano, obra que celebra os 50 anos do escritório inclui ensaios críticos de importantes pensadores da arquitetura nacional
Königsberger Vannucchi Arquitetos Associados e Romano Guerra Editora lançam o livro Königsberger Vannucchi [et al.] arquitetura. Mais do que uma retrospectiva, a publicação oferece uma visão crítica e reflexiva sobre o percurso dos arquitetos e sócios fundadores Jorge Königsberger e Gianfranco Vannucchi, enquanto revela a complexidade e a profundidade da produção arquitetônica do escritório.
O título da publicação, Königsberger Vannucchi [et al.] arquitetura, incorpora a abreviação “et al.”, do latim, assim, destaca a importância de todos que contribuíram na construção de uma prática arquitetônica notável, denotando o aspecto coletivo da produção da arquitetura. Jorge Königsberger, formado pela FAU Mackenzie, e Gianfranco Vannucchi, graduado pela FAU USP, fundaram um dos escritórios mais longevos, atuantes e respeitados do Brasil. A partir de 2010, Jorge e Gianfranco passaram a orientar o escritório para um futuro de continuidade, envolvendo coparticipação autoral e societária. Daniel Toledo juntou-se à equipe e à sociedade, implementando sua atual estrutura operacional e tecnológica e consolidando a prática da criação colaborativa que a caracteriza.
A narrativa visual e textual é permeada pelas muitas transformações sociais, políticas, tecnológicas e culturais vividas no Brasil, desde os anos 1970 até o presente, proporcionando uma leitura rica acerca do impacto da arquitetura na vida urbana e nos contextos históricos do país. Por meio de uma farta iconografia e de inúmeros desenhos como croquis, desenhos técnicos, perspectivas feitas à mão e perspectivas renderizadas, é possível acompanhar as mudanças pelas quais a produção e a representação da arquitetura passaram ao longo dos últimos 50 anos.
A obra inclui, ainda, ensaios críticos de importantes pensadores da arquitetura nacional, como Ruth Verde Zein, Luciana Tombi Brasil, André Marques, Cecília Rodrigues dos Santos, Agnaldo Farias, Luís Antônio Jorge, Renato Anelli e Luiz Alberto Backheuser. Cada autor explora aspectos distintos do trabalho do escritório, analisando temas como o racionalismo, a liberdade criativa e a integração entre o moderno e o pós-moderno. Os textos oferecem uma análise aprofundada de alguns dos princípios que orientam os projetos da Königsberger Vannucchi, refletindo sobre a relação entre trabalho e contexto, forma e função e o diálogo entre passado, presente e futuro.
O evento de lançamento ocorre nesta terça-feira, 10 de dezembro, no térreo do SESC Avenida Paulista. A programação inclui a exibição de um filme sobre o livro e uma sessão de autógrafos com Jorge Königsberger, Gianfranco Vannucchi e Daniel Toledo.
Königsberger Vannucchi [et al.] arquiteturaorganização
Pedro Vannucchi, Silvana Romano Santostextos Maria Alice Junqueira Bastos, Ruth Verde Zein, Luciana Tombi Brasil, André Marques, Cecília Rodrigues dos Santos, Agnaldo Farias, Luís Antônio Jorge, Renato Anelli, Luiz Alberto Backheuser projeto gráfico Dárkon V Roqueedição Romano Guerra Editora dados técnicos 504 p., 23,4 x 27 cm ilustrado, colorido, desenhos e fotos
Visando a conexão entre diferentes bens da arquitetura paulistana, o espaço ganhou forma graças a soluções sustentáveis
Somando-se ao conjunto de edifícios da Pinacoteca de São Paulo, que hoje é composto pela Pinacoteca Luz e Pinacoteca Estação, o Pina Contemporânea foi idealizado para ser uma praça pública onde variadas atividades artísticas e culturais são apresentadas. Com projeto assinado pelo escritório Arquitetos Associados, o projeto tem 6.858 m², o que inclui Duas galerias para exibição de obras em grandes formatos, ateliês para atividades educativas, Biblioteca de Artes Visuais, além de loja, auditório, mirante e espaço de acolhimento.
Um dos principais objetivos do Pina Contemporânea é que ele atue como um eixo de circulação, paralelo à Avenida Tiradentes, interligando os diversos imóveis tombados da região, como a Estação da Luz, o Museu de Arte Sacra, o Convento de São Cristóvão, e até o bairro do Bom Retiro, onde estão instalados vários equipamentos culturais. Houve também um trabalho de preservação de bens tombados no próprio lote do projeto, tais quais a Escola Modelo da Luz de Ramos Azevedo, e a EEPG Prudente de Moraes, que foram dedicados a atividades compatíveis às suas estruturas e espacialidades originais.
Os espaços foram projetados com maior flexibilidade, de modo ampliar as possibilidades de uso de acordo com as atividades culturais propostas. Além disso, o escritório Arquitetos Associados apostou na integração de entre física e visual dos ambientes, enfatizando o viés público do projeto e estimulando a livre circulação. Esteticamente, o projeto dialoga com o modernismo, mas sem abrir mão da versatilidade que permite diferentes obras de arte a serem expostas.
A Pina Contemporânea busca integrar-se à cidade, preservando e adaptando edifícios históricos, concebendo espaços públicos abertos e promovendo a sustentabilidade. Fotografia: Nelson Kon.
O Pina Contemporânea foi viável graças a variadas soluções sustentáveis, dentre elas a construção industrializada na cobertura e no anel de circulação, estruturados em madeira laminada colada (MLC) e aço, que buscam reduzir o impacto que a implantação geraria tanto na edificação existente quanto no Parque da Luz. O projeto conta ainda com infraestruturas para o reaproveitamento de água e geração de energia, o que lhe trouxe a certificação LEED Silver. Com o projeto, passado e presente se encontram para vislumbrar possíveis futuros.
A organização espacial dos remanescentes da antiga Escola Modelo da Luz e do Convênio Escolar orientou o projeto a constituir um conjunto de grande unidade, reforçado pela acolhedora sombra iluminada definida pela cobertura em continuidade ao bosque do parque. Além do reuso adaptativo das edificações históricas, as soluções sustentáveis, como a construção industrializada na cobertura e anel de circulação, estruturados em MLC e aço, buscam reduzir o impacto da implantação para a edificação existente e, especialmente, para o Jardim da Luz.
A organização espacial dos remanescentes da antiga Escola Modelo da Luz e do Convênio Escolar orientou o projeto a constituir um conjunto de grande unidade, reforçado pela acolhedora sombra iluminada definida pela cobertura em continuidade ao bosque do parque. Fotografia: Nelson Kon.
Além do reuso adaptativo das edificações históricas, as soluções sustentáveis, como a construção industrializada na cobertura e anel de circulação, estruturados em MLC e aço, buscam reduzir o impacto da implantação para a edificação existente e, especialmente, para o Jardim da Luz. Fotografia: Manuel Sá.
A criação de um pavimento em subsolo para a área de exposição evita bloqueios visuais além de dar destaque aos bens tombados. A Grande Galeria, compatível com as variadas demandas da arte contemporânea, oferece espaço expositivo flexível.
Em vez de construírem torres inteiramente do zero, incorporadoras e arquitetos investem na revitalização de prédios históricos e subutilizados
O Edifício Martinelli, considerado um marco na verticalização de São Paulo (SP), completou seu centenário em 2024. Em celebração, o espaço foi reaberto para diferentes atividades, desde desfiles de moda a baladas noturnas e eventos gastronômicos, depois de um longo processo de degradação e revitalização. Se hoje, contudo, o Martinelli está de volta à atividade, é graças ao chamado retrofit, solução arquitetônica que permite a reestruturação de edificações antigas sem descaracterizar o que foi originalmente construído.
“O retrofit, mais que uma reforma, é uma qualificação tecnológica, permitindo atualização de infraestruturas, diminuição de manutenções e mitigação de patologias”, explica Emerson Penso, sócio-fundador da Kuubu Studio, escritório de arquitetura focado em retrofit. Segundo o especialista, as tecnologias e processos em canteiros de obra também são diferentes, permitindo que parte do processo seja feito remotamente e de forma industrializada, diminuindo tempo, ruídos, resíduos e impactos na vida dos moradores e vizinhos. “Somado a esses aspectos, oferece uma qualificação que mantém, ou até aumenta, o valor de mercado dos imóveis”.
O Martinelli, que começou a ser construído em 1924 por Giuseppe Martinelli, com projeto arquitetônico de William Fillinger, foi revitalizado após diferentes tentativas de preservação do seu legado. O edifício ganhou má fama entre os anos 1940 e 1960, depois de ter sido palco de crimes que chocaram a cidade. Nos anos 1970, passou a integrar órgãos públicos e a contar com comércio no piso térreo. Em 1980, sua fachada foi tombada como patrimônio histórico, e desde então o prédio tem sido pouco usado para visitação. Em 2023, enfim, a Prefeitura concedeu o edifício para o Grupo Tokyo, que encabeçou o retrofit que viabiliza os atuais usos culturais e comerciais do empreendimento.
Construção do Edifício Martinelli, no centro de São Paulo. Fotografia: Acervo MIS/Divulgação.
Outras grandes edificações no Brasil podem ser frequentadas graças à revitalização por retrofit. Exemplos são a Pinacoteca de São Paulo, o Estádio do Maracanã, o Farol Santander e o Hotel Fasano. E diferentes iniciativas têm sido perpetradas, como forma de ampliar as possibilidades de uso de imóveis antigos. Em Recife, por exemplo, foi assinada a Lei do Retrofit (Lei Municipal nº 19.148/23) que oferece incentivos fiscais para o setor hoteleiro recuperar edifícios a fim de dar novo fôlego ao turismo local, que perdeu forças após a pandemia de covid-19.
Já no Rio Grande do Sul, a Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (Asbea-RS) levantou uma proposta de uso do retrofit para viabilizar novas moradias após as enchentes que afetaram o estado em maio deste ano. A ideia seria revitalizar edifícios do Centro de Porto Alegre, tendo como referência o município de São Paulo, onde, segundo estudo realizado pela associação, 40 prédios na região foram reocupados num período de 5 anos após processos de adaptação das estruturas.
Portanto, seja para fins de lazer, cultura ou moradia, o retrofit tem despontado como uma forte tendência, propondo um modelo de cidade que dialoga com responsabilidade socioambiental e preservação histórica. Como explica Grazzieli Gomes Rocha, sócia diretora do escritório aflalo/gasperini: “O retrofit é uma solução que valoriza a sustentabilidade ao atualizar a estrutura de prédios existentes sem comprometer suas características arquitetônicas e/ou urbanísticas originais. Ele permite também que edifícios icônicos continuem em uso, com ganhos em eficiência energética e acessibilidade, o que seria inviável com a demolição total e reconstrução. A chave para isso é um respeito profundo pela história e busca pela utilização de elementos originais do edifício”.
Usos diversos
Um dos exemplos de como o retrofit pode ser utilizado para diferentes fins é o Beyond The Club, projeto assinado justamente por aflalo/gasperini, possível graças à revitalização do antigo Hotel Transamérica, projetado nos anos 1980 pelo mesmo escritório. Neste caso, o retrofit não se preocupou em manter a estética original, mas sim sua estrutura, conferindo uma aparência mais contemporânea e expandindo as possibilidades de uso do edifício. O objetivo do projeto era criar um oásis urbano, que inclui praia artificial com ondas e uma série de espaços de convivência e lazer.
“Nesse processo de transformação, quartos privativos foram convertidos em áreas de convivência abertas e dinâmicas, enquanto o pé-direito foi ampliado com a remoção de lajes intermediárias para criar ambientes mais generosos e conectados. Esse tipo de intervenção requer soluções engenhosas, como reforços estruturais que garantem a integridade do edifício ao mesmo tempo em que atendem às novas exigências espaciais e funcionais”, explica a arquiteta.
Além de contar com espaços tradicionais em clubes, como academia e infraestrutura para práticas de esporte, o Beyond The Club inclui opções como área de hospedagem, coworking, simuladores de ski, pista de skate e prática de surf com uma piscina de ondas. “Um dos principais desafios é a necessidade de adaptação tecnológica sem comprometer elementos da estrutura original. Equipamentos modernos de ventilação e isolamento térmico, por exemplo, precisam ser integrados de forma sutil. Além disso, a instalação de acessibilidade e sistemas de segurança pode ser complexa, exigindo soluções sob medida para respeitar as limitações de construções mais rígidas e com menor flexibilidade estrutural”, pontua.
O Beyond é um clube high experience que oferece lazer, esporte, bem-estar e negócios. Imagem: divulgação.
Desafios também foram enfrentados pelo escritório Superlimão no projeto LAPI, um empreendimento de 20 mil m² que integra 29 imóveis em três quadras na Zona Oeste de São Paulo. As unidades terão os mais diversos usos, desde residências a comércios, criando um espaço multiuso e integrativo – o nome, LAPI, é a junção de Largo da Batata e Pinheiros. Para viabilizar o retrofit dos imóveis da região, no entanto, foi necessária até mesmo a regulamentação dos imóveis, uma vez que foram constatados tanto imóveis irregulares e unidades regulares com divergências entre a construção real e o documento aprovado pela Prefeitura de São Paulo.
“O principal objetivo do projeto LAPI é a requalificação dos imóveis compreendidos em sua totalidade e a consequente ressignificação do seu entorno. Por meio da regularização de todos os imóveis, foram necessárias demolições a fim de reverter as condições originais ou atender a parâmetros urbanísticos atuais. Desta forma garantimos permeabilidade, melhores condições de aerabilidade e luz natural para pontos antes totalmente cobertos. Ainda na nova aprovação pudemos usufruir dos incentivos de fachada ativa potencializando em até 20% a mais de área construída além do coeficiente existente básico da região”, explica Thiago Rodrigues, arquiteto e sócio do Superlimão.
Seguindo a proposta de tornar a região um espaço integrativo, o projeto unificou alguns dos 35 imóveis adquiridos e eliminou os muros de divisa entre eles, viabilizando a criação de praças internas nos lotes e possibilitando a fruição livre do pedestre entre as quadras cruzando de um ponto a outro. “A fruição promove o fluxo de pessoas por entre espaços de lojas e restaurantes, trazendo uma valorização direta para metros quadrados antes escuros e sem qualquer qualidade de conforto. Os materiais removidos nas demolições foram destinados a doação ou reutilizados na composição do novo piso e mobiliário das áreas comuns”, pontua o arquiteto.
O complexo urbano LAPI usa fachadas ativas e fruições por entre as quadras para dar nova vida à região. Fotografia: Maíra Acayaba.
Retrofit e o centro das cidades
A revitalização de edifícios históricos faz parte de um diálogo sobre a reocupação de grandes centros urbanos, onde prédios antigos se tornam subutilizados mesmo que sejam servidos boas opções de lazer, serviços e transporte. Tal reflexão é o que propõe o METRO Arquitetos no projeto requalificação e restauro do Edifício Renata Sampaio Ferreira, originalmente projetado pelo arquiteto Oswaldo Bratke em 1956. “Um edifício esvaziado numa região central com grande oferta de linhas de metrô, ônibus, espaços públicos, calçadas largas, significa um enorme prejuízo para a cidade. E quando você reativa esse lugar, ainda mais com moradia, significa que a infraestrutura urbana ali presente está sendo melhor utilizada, com mais moradores, menos dependência do carro, mais comércio de rua e, portanto, mais urbanidade”, diz Gustavo Cedroni, que comanda o escritório ao lado de Martin Corullon.
O Renata Sampaio é uma das seis edificações tombadas em 2012 pelo CONPRESP (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo) da chamada “São Paulo Moderna”, conjunto urbano de grande valor histórico e arquitetônico no centro de São Paulo. O edifício contemplado no Programa Requalifica Centro, que incentiva projetos de retrofit com benefícios fiscais, e o projeto de intervenção contou a participação direta do Departamento de Patrimônio Histórico da Prefeitura de São Paulo (DPH). na aprovação de diretrizes de preservação e restauro.
Para tornar o edifício comercial em residencial, foram adotadas soluções programáticas juntamente com a Planta Inc, empresa especializada em ativação de imóveis subutilizados na região central. “A transformação compreendeu a adaptação das lajes de escritório para criar 93 unidades residenciais de diferentes tipologias (de 25m² a 284m²), além de novos espaços de convivência e lazer, como academia, sauna, piscina, restaurante, café e um bar. A configuração dos novos ambientes, com apartamentos para curta e longa estadia e áreas comuns, promove uma experiência de moradia que valoriza a história do bairro”.
O Renata Sampaio é uma das seis edificações tombadas em 2012 pelo CONPRESP (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo) da chamada “São Paulo Moderna”, conjunto urbano de grande valor histórico e arquitetônico no centro de São Paulo. Fotografia: Fran Parente.
No Largo da Misericórdia, próximo à Praça da Sé, outra intervenção está em andamento. A Somauma, incorporadora focada em reabilitação de edifícios vazios e subutilizados em São Paulo, está trabalhando na revitalização do Edifício da Misericórdia para levar moradia ao Centro Histórico. “O processo de reabilitação se iniciará em 2025. Enquanto o prédio aguarda as aprovações de projeto nos órgãos públicos, fazemos, de forma coletiva, ativações culturais como uma maneira de resgatar a nossa história e fortalecer o trabalho da arte autoral e independente”, explica Marcelo Falcão, sócio da Somauma e diretor de comunicação e novos negócios.
A primeira ativação cultural foi promovida pela própria Somauma, que convidou curadores que selecionaram um conjunto de artistas visuais, designers e artesãos para exposição de variadas obras, de pinturas a instalações, além de feira de produtos autorais. “Estas atividades não tem caráter de geração de lucro, mas sim de gerar impacto positivo para todos os envolvidos. A ideia é transformar espaços em lugares, gerar mais movimento, o que aumenta a sensação de segurança, ajuda a girar a economia e traz o senso de pertencimento com o centro da cidade. Para isso parar em pé, fazemos as adaptações necessárias de infraestrutura para garantir a acessibilidade e segurança”, afirma o executivo.
Aguardando aprovações de projeto, o Edifício da Misericórdia tem abrigado ativações culturais. Fotografia: Rodrigo Vargas.
Formatos diversos
É possível categorizar diferentes formas de retrofit, como a revitalização específica de fachadas. O programa Sto reStore, da empresa especializada em revestimentos e fachadas Sto Brasil, dedica-se integralmente à intervenções dessa modalidade, oferecendo uma linha de soluções a fim de corrigir problemas de umidade, melhorar a eficiência energética e renovar a estética das fachadas. Exemplo é o projeto realizado na Sede Mundial da Igreja Pentecostal Deus é Amor, um empreendimento de 16.800 m² de área.
“Inicialmente pensamos em outras soluções, mas ao compreender a necessidade do cliente vimos que o que contemplaria todas as especificações e anseios do projeto seria um sistema de revestimento de fachadas que garante conforto térmico, infinitas possibilidades de acabamento, além de proporcionar uma fachada sem trincas ou fissuras”, comenta William Medeiros, Gerente Técnico, Comercial e Marketing da Sto Brasil. “Entre os benefícios mais relevantes estão a velocidade de execução, facilidade da não remoção do antigo revestimento, aspecto repelente de água, evitando assim manutenção, e o custo x benefício”, finaliza.
Outra forma de revitalização é o retrofit no retrofit, como proposto pelo Studio VA em um projeto para um escritório de advocacia localizado no Edifício Bravo Paulista, em São Paulo (SP). O prédio havia sido retrofitado poucos anos antes pelo Dal Pian Arquitetos, assim a unidade sofreu intervenções para adaptar determinados aspectos que não haviam sido contemplados pelo retrofit da torre. “O grande desafio não foi melhorar o que estava danificado e sim trabalhar com projeto de interiores com situações que não foram pensadas no retrofit do prédio, como um dreno de ar-condicionado e pé direito baixo existente”, explica Vinícius Alves, arquiteto responsávelo pelo Studio VA.
Segundo o arquiteto, foi desenvolvido um projeto de interiores complexo em que a própria estrutura serviu como inspiração para a narrativa projetual. “Harmonizamos as linhas, brises e malha estrutural existentes com as formas volumétricas propostas em projeto, desde a ilha central revestida em formiwall curvo até a linearidade da estante que abraça todo o projeto. Adaptamos todo o sistema de ar condicionado chegando ao êxito de minimizar visualmente seu volume. Adotamos laje aparente, sem o uso de forro de gesso para tampar a estrutura. Trabalhamos com jogos de volumes entre a recepção e o staff para valorizar a mesma estrutura”, comenta.
No Edifício Bravo Paulista, a própria estrutura serviu como inspiração para a narrativa projetual de um escritório de advocacia em seu interior. Fotografia: João Paulo.
O que mais pode ser feito
Embora o retrofit não seja recomendado para toda e qualidade revitalização de edifícios históricos – alguns casos precisam, de fato, de restauro e conservação –, a estratégia ainda pode ser considerada um investimento para uma urbanização mais sadia. “O retrofit precisa ser mais praticado por grandes incorporadoras e investidores. O resultado é um ativo para a cidade que respeita seu histórico, gera muito menos resíduo, menor impacto no seu entorno respeitando a escala e o processo natural de amadurecimento da cidade. É uma oportunidade de promover novos usos, misturando serviços, consumo, moradia, educação e cultura em regiões em que os processos urbanísticos anteriores falharam”, diz Thiago Rodrigues, do Superlimão.
Emerson Penso, do Studio Kuubu, discorre que nas Parcerias Público Privadas (PPP) ampliar os usos do retrofit no Brasil. Nesses casos, parte do custo de revitalização de edificações históricas ou degradadas teriam em contrapartida benefícios como concessões temporárias ou exploração comercial, como ocorre na revitalização da zona portuária do Rio de Janeiro (Porto Maravilha). “Outra possibilidade é fomentar fundos imobiliários dedicados a retrofit e revitalização de áreas centrais. O Poder Público pode participar como investidor inicial ou garantir facilidades regulatórias para a captação privada”, opina.
Existe ainda a possibilidade do retrofit auxiliar no enfrentamento ao déficit habitacional em grandes cidades, como aponta Grazzieli Gomes Rocha, do aflalo/gasperini. “Seria um caminho sustentável e de menor impacto ambiental comparado à construção de novos empreendimentos. No entanto, ele deve ser complementado por políticas habitacionais amplas, que garantam acessibilidade econômica e infraestrutura adequada para as populações mais vulneráveis, ao mesmo tempo, com incentivos que atraiam o investimento das incorporadoras e construtoras”, finaliza.
Premiada Galeria Diletante celebra a força do Modernismo e do Design Brasileiro com peças icônicas como a Poltrona Bowl de Lina Bo Bardi e o legado de Jorge Zalszupin.
A Galeria Diletante participa da Design Miami 2024, a maior plataforma global de design colecionável, de 3 a 8 de dezembro, no Pride Park, em Miami Beach. Em sua terceira participação no evento, a galeria apresenta um acervo que celebra a autenticidade e a inovação do design brasileiro, destacando peças icônicas como a Poltrona Bowl, de Lina Bo Bardi, e criações emblemáticas de Jorge Zalszupin.
Lina Bo Bardi e Jorge Zalszupin destacam-se como figuras centrais na construção da identidade do design nacional. Lina, com sua abordagem humanista e experimental, trouxe uma visão profundamente conectada às culturas populares e à funcionalidade prática, enquanto Zalszupin, com sua síntese refinada entre estética e funcionalidade, explorou a riqueza dos materiais brasileiros com um toque de modernismo global.
A exposição também inclui criações de mestres como Joaquim Tenreiro e Sergio Rodrigues, reforçando a diversidade do modernismo brasileiro. Essas obras-primas conectam o legado de Lina e Zalszupin à narrativa contemporânea do design, reafirmando a relevância do Brasil no cenário global.
Com 20 anos de atuação, a Galeria Diletante consolidou-se como uma referência internacional em design modernista brasileiro, reconhecida por sua curadoria criteriosa e pelo rigor na documentação histórica. Entre suas conquistas, destaca-se a venda de uma rara versão em fibra natural da Poltrona Bowl para a Carnegie Foundation, exemplificando o diálogo entre design, artesanato e cultura local. Em 2022, a galeria recebeu o prêmio Best of Show na categoria Best Historic Work durante a Design Miami, reafirmando seu papel como embaixadora global do modernismo brasileiro.
Sergio Rodrigues, Abajur J. Hirth | Joaquim Tenreiro, Mesa de Jantar | Acervo Diletante, Poltrona em Jacarandá. Fotografia: Divulgação.
O LEGADO ATEMPORAL DE LINA BO BARDI E JORGE ZALSZUPIN
A Galeria Diletante destaca Lina Bo Bardi e Jorge Zalszupin, cujas criações transcendem o tempo e continuam a inspirar o cenário do design global.
Concebida em 1951, a Poltrona Bowl reflete a visão inovadora de Lina Bo Bardi. Com sua forma arredondada e acolhedora, celebra o artesanato local por meio do uso de fibras naturais, evidenciando o compromisso da designer com materiais e técnicas que valorizam a cultura e o meio ambiente. Este exemplar, exibido pela Galeria Diletante, possui proveniência autêntica, tendo integrado a residência paulista projetada por Zenon Lotufo para Maurílio Telles de Meneses, conforme documentado pela revista Casa e Jardim em 1956.
Lina, nascida na Itália em 1914 e radicada no Brasil a partir de 1946, deixou um legado que inclui marcos como o MASP, tombado pelo IPHAN, e o Sesc Pompeia, considerado pelo The New York Times uma das obras mais importantes do pós-guerra. Sua obra é um testemunho de como o design pode ser integrado à vida cotidiana, combinando funcionalidade, acessibilidade e autenticidade cultural.
JORGE ZALSZUPIN: A elegância modernista
Poltrona Paulistana, Carrinho de Chá, Mesa Pétala e Poltrona Brasiliana. Fotografia: Divulgação.
O projeto especial “Mr. Leitão”, que será apresentado pela Galeria Diletante na Design Miami 2024, homenageia o legado atemporal de Jorge Zalszupin. Com peças adquiridas diretamente da família Leitão, o projeto recria o espírito de uma residência modernista, destacando o Carrinho de Chá, a Mesa Pétala, e as poltronas Brasiliana e Paulistana. Esses ícones do design evidenciam o equilíbrio característico de Zalszupin entre formas orgânicas, funcionalidade e sofisticação técnica.
Nascido na Polônia em 1922 e radicado no Brasil após a Segunda Guerra Mundial, Zalszupin trouxe ao design nacional influências europeias combinadas com o uso inovador e sustentável de madeiras brasileiras. Fundador da l’Atelier, ele foi pioneiro na transição de móveis sob medida para produção em série. Peças como a “Danish chair” (1959) e suas experiências com plástico injetado no Grupo Forsa consolidaram sua contribuição para o modernismo global, mesmo diante dos desafios econômicos dos anos 1980.
UM DIÁLOGO ENTRE ERAS: Modernismo e contemporaneidade
Coleção Imensidão | Paola Müller e Michell Lott | Tapetes Ilusão Noturna, Imensidão e Estrela Cadente. Fotografia: Divulgação.
Complementando os ícones do modernismo brasileiro, a Galeria Diletante apresenta na Design Miami 2024 peças de design contemporâneo que enriquecem a narrativa da exposição e dialogam com a ambientação modernista. Entre os destaques estão os tapetes da Coleção Imensidão, assinados por Paola Müller e Michell Lott, que exploram temas cósmicos e integram técnicas artesanais com fios reciclados, e o Banco Matuto, do designer carioca Marcelo Zalona, elaborado com madeira de demolição e a técnica de marchetaria. As obras contemporâneas criam uma conexão vibrante entre passado e presente, ampliando o impacto da exposição ao evidenciar a riqueza cultural e a continuidade da tradição criativa do Brasil. Essa integração harmoniosa entre eras distintas reforça o papel do design brasileiro como uma referência internacional, ao mesmo tempo em que celebra a autenticidade, a inovação e a diversidade que marcam sua trajetória.
Galeria Diletante na Design Miami 2024 Celebrando o Modernismo Brasileiro e o Design Contemporâneo
Estande: Booth G17
Preview Day (somente por convite): 3 de dezembro
Prévia para membros: 11h às 13h | Prévia para colecionadores: 13h às 19h
Dias de exibição ao público: 4 de dezembro
Prévia VIP: 11h às 13h | Exposição aberta ao público: 13h às 19h
De 05 a 7 de dezembro: 11h às 19h | 8 de dezembro: 11h às 18h
Local: Convention Center Drive & 19th Street, Miami Beach, EUA
Bienal de Veneza, após quase 130 anos de história da mais tradicional exposição de arte do mundo, nomeia sua primeira curadora negra
A suíço-cameroniana Koyo Kouoh foi anunciada hoje, dia 3 de dezembro, como curadora-geral da 61ª Exposição Internacional de Arte, a ser realizada em 2026, na Itália. Koyo é Diretora Executiva e Curadora Chefe do Zeitz Museum of Contemporary Art Africa (Zeitz MOCAA) na Cidade do Cabo desde 2019. Foi Diretora Artística fundadora da RAW Material Company, um centro de arte, conhecimento e sociedade em Dacar, Senegal, bem como parte das equipes de curadoria da Documenta 12 (2007) e Documenta 13 (2012).
Kouoh também já recebeu o Grand Prix Meret Oppenheim 2020, um grande prêmio suíço que homenageia realizações nas áreas de arte, arquitetura e crítica. “A Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza tem sido o centro de gravidade da arte por mais de um século. Artistas, profissionais de arte e museus, colecionadores, negociantes, filantropos e um público cada vez maior convergem para este local mítico a cada dois anos para sentir o pulso do Zeitgeist. É uma honra e um privilégio únicos na vida seguir os passos de predecessores luminares no papel de Diretora Artística e compor uma exposição que espero que tenha significado para o mundo em que vivemos atualmente — e, mais importante, para o mundo que queremos fazer. Os artistas são os visionários e cientistas sociais que nos permitem refletir e projetar de maneiras oferecidas apenas a esta linha de trabalho. Sou profundamente grata ao Conselho da Bienal e, particularmente, ao seu Presidente, Pietrangelo Buttafuoco, por confiar a mim esta missão importante, e estou ansiosa para trabalhar com toda a equipe”, declara a curadora sobre a nomeação.
De acordo com o presidente Pietrangelo Buttafuoco, responsável pela recomendação, a nomeação de Koyo Kouoh como diretora do Setor de Artes Visuais é o reconhecimento de um amplo horizonte de visão no amanhecer de um dia repleto de novas palavras e olhos. “Sua perspectiva como curadora, acadêmica e figura pública influente encontra as inteligências mais refinadas, jovens e disruptivas. Com ela aqui em Veneza, a Bienal confirma o que tem oferecido ao mundo por mais de um século: ser o lar do futuro”, reflete Buttafuoco.
Galeria Techne Sphere Leipzig, na Alemanha, apresenta desenhos originais da arquiteta Lina Bo Bardi e objetos de vidro de Veronika Kellndorfer
Com o título Overcoming Gravity, o espaço Techne Sphere Leipzig expõe, a partir de 9 de novembro de 2024, desenhos originais da arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi, além de objetos de vidro e fotografias da artista alemã Veronika Kellndorfer, que dialogam com a obra de Bo Bardi. A mostra, que vai até 26 de janeiro de 2025, acontece sob o patrocínio da Embaixada do Brasil em Berlim e em parceria com o Instituto Lina Bo e P. M.Bardi de São Paulo e a Fundação Tchoban, Museu de Desenho de Arquitetura em Berlim.
O espaço Techne Sphere Leipzig inclui a Esfera Niemeyer, o projeto de aço, concreto e vidro é uma das últimas obras do arquiteto concluída em 2020. A curadoria é de Tereza de Arruda, historiadora de arte e curadora independente, vive desde 1989 entre São Paulo e Berlim.“A exposição reflete o efeito de leveza presente na arquitetura de Lina Bo Bardi e nos trabalhos de Veronika Kellndorfer, com um diálogo ideal com a Sphere de Oscar Niemeyer, incitando o público a explorar a leveza de formas no espaço, na arquitetura e nas artes visuais”, explica Tereza.
Com 715 peças de artesãos de todo o Estado, espaço será inaugurado na próxima segunda-feira (2), no Shopping Iguatemi Alphaville.
O artesanato cearense segue conquistando novos espaços e, na próxima segunda-feira (2), ganha mais um local de comercialização. O Governo do Ceará, através da Secretaria da Proteção Social (SPS), inaugura, às 18h, a primeira loja da Central de Artesanato do Ceará (CeArt) em São Paulo. O espaço fica no Shopping Iguatemi Alphaville, em Barueri.
Com 715 peças de artesãos de todo o Estado, a loja oferecerá produtos das diversas tipologias artesanais em um dos principais centros comerciais do País. O evento de inauguração contará com a presença da primeira-dama do Estado, Lia Freitas, da secretária da Proteção Social, Onélia Santana, além de artesãs de Barbalha, Palhano e Juazeiro do Norte.
Coordenadora de Desenvolvimento do Artesanato da SPS, Germana Mourão destaca a importância de inaugurar um espaço da CeArt fora do Ceará, bem como de expandir os pontos de comercialização no País. “Ter uma loja nesse local estratégico, que é referência em sofisticação e diversidade, é uma oportunidade única para dar visibilidade aos nossos artesãos e abrir novas portas de mercado. Além disso, isso ajudará a fortalecer a economia criativa do Ceará e a espalhar a nossa cultura pelo Brasil”, frisa.
“O artesanato cearense é reconhecido nacional e internacionalmente pela sua qualidade, autenticidade e beleza. Cada peça carrega não apenas talento, mas também as tradições e a história do nosso povo. Imagina o público paulista, tão ávido por exclusividade e qualidade, tendo acesso a rendas, labirintos, cerâmicas e tantas outras peças maravilhosas que só o Ceará sabe fazer! Essa loja será um marco para a valorização do artesanato como um verdadeiro patrimônio cultural e econômico” Onélia Santana, secretária da Proteção Social, Onélia Santana.
CeArt
Política pública para valorização do artesão, sua identidade, técnica e comunidade, a CeArt promove a geração de emprego e renda a partir de saberes ancestrais. A Central é coordenada pela Secretaria da Proteção Social e busca assessorar artesãos e artesãs cearenses em todo o processo produtivo. Entre as ações realizadas pela CeArt está a emissão da identidade artesanal, que reconhece os artesãos e seus trabalhos. Este credenciamento concede ao artesão benefícios como a isenção de ICMS, participação em eventos e feiras, qualificação e hospedagem na Casa do Artesão. Atualmente, a CeArt conta com sete lojas no Ceará, sendo cinco em Fortaleza e duas em Juazeiro do Norte.
Serviço
Inauguração da loja da CeArt em São Paulo Quando: 2 de dezembro (segunda-feira), às 18h Onde: Shopping Iguatemi Alphaville – Alphaville Industrial, Barueri, São Paulo
Pesquisa 2024 exclusiva para Casa e Mercado registra as marcas mais lembradas por arquitetos e designers de interiores.
No dia 26 de novembro de 2024 ocorreu, em São Paulo, o evento de premiação da 27° edição do Top of Mind Casa e Mercado, com a presença de executivos e representantes das marcas premiadas, além de profissionais da Arquitetura e do Design de Interiores. A ocasião contou com os depoimentos inspiradores das marcas vencedoras e com a participação especial dos representantes das marcas patrocinadoras e apoiadoras em palco, em bate-papo com a editora executiva de Casa e Mercado, Náiade Nunes.
O objetivo da pesquisa anual exclusiva para Casa e Mercado continua o mesmo: identificar as marcas do setor mais lembradas por arquitetos e designers de interiores. Foram abrangidas este ano 60 categorias, entre indústria e comércio, dez a mais comparativamente a 2023. Metodologia quantitativa, por meio de abordagem telefônica e questionário estruturado, a pesquisa foi realizada entre 26.08 e 24.09. O sorteio dos entrevistados foi feito de forma aleatória, contando como base, desta vez, com listagem de 2.745 nomes de profissionais especificadores fornecida por Casa e Mercado. Este ano, a pesquisa foi realizada pela Yes Pesquisas.
“Acredito que a criação de uma marca é um processo evolutivo: tem início, mas não tem fim. Requer o desafio de aprendizado contínuo. A pesquisa para o Top of Mind Casa e Mercado traz assim um recorte dessa evolução, ano-a-ano, através da percepção de profissionais do mercado. Em 2024, A Yes Pesquisas participou com muito entusiasmo desta pesquisa, que representa um setor tão importante para nossa economia” – Eliane Dias, CEO da Yes Pesquisas.
O questionário foi estruturado, desta vez, com 20 minutos em média de duração, a partir da pergunta, simples e objetiva, “Qual a primeira marca que lhe vem à cabeça quando se fala em…?”. Foram entrevistados 179 profissionais, a nível nacional, com o mínimo de 21 anos.
Náiade Nunes, editora da Casa e Mercado, conversa com Fabiana Feferbaum, diretora de Gente, Gestão e Sustentabilidade da Breton.
Com nível de confiabilidade de 95%, são registradas, assim, por vezes, mais de uma marca contemplada em uma mesma categoria, em face da proximidade de percentuais constatados. Posteriormente à coleta de dados em campo, o controle de qualidade cobriu 20% do material dos pesquisadores e todos os questionários, uma vez preenchidos, foram submetidos à análise e consistência entre as respostas apuradas.
“O Top of Mind Casa e Mercado, pode-se dizer, acaba por premiar estratégias em branding junto ao público especificador da arquitetura e do design de interiores. Comunicação, engajamento e comprometimento das marcas são os diferencias que as destacam no mercado e na memória afetiva dos profissionais”, ressalta Náiade Nunes, Editora Executiva de Casa e Mercado.
O evento de premiação do Top of Mind Casa e Mercado 2024 contou com o prestígio das marcas:
Patrocínios
Apoios
Renato Gebrim, Júlio Zveibil e Daniel Zveibil, representantes da marca patrocinadora Zetaflex.
Caroline Nogueira Rozzino, representante da marca patrocinadora Rinnai.
Pedro Barros, Jéssica Godoy, Viviani Zorzete, Patricia Cayres e Guilherme Jordão, representantes da marca apoiadora Hunter Douglas.
Fabiana Feferbaum, representante da marca apoiadora Breton.
“O especificador tem papel fundamental para o nosso negócio. Quando falamos de produtos
dos quais o consumidor médio não tem conhecimento, ele deixa que o profissional os especifique e confia nessa indicação, pois ele tem conhecimento técnico para isso e entende o que pode atender realmente a necessidade daquele consumidor. Para os produtos que têm uma carga técnica muito grande a opinião do especificador é, sem dúvida alguma, fundamental. E ter a marca RINNAI reconhecida para esse público no TOP OF MIND CASA E MERCADO é com certeza de grande valia para a RINNAI, para a gente atingir nossos objetivos.” – Leonardo Abreu, Gerente de Marketing da RINNAI.
“Arquitetos, designers de interiores e mesmo pessoal de engenharia são fortes formadores de opinião no mercado. Sempre foram, mas nos últimos anos eles têm se tornado ainda mais relevantes. Muitas empresas se preocupam com o curto prazo, no resultado imediato e acabam não investindo em suas marcas. E é justamente o investimento nas marcas e a reputação criada junto àqueles que tomam decisões, junto aos clientes mais exigentes, que se faz toda a diferença. Importante você ter o reconhecimento da marca, estar na memória do especificador, não só enquanto existência em si, mas como referência de qualidade, de seriedade e de ética. Para a ZETAFLEX, trabalhar e estar junto desses profissionais é, portanto, estratégico.” – Júlio Zveibil, CEO da ZETAFLEX.
MARCAS TOP OF MIND 2024
ANTARES: Loja de Áudio e Vídeo e Marca de Automação e Home Theater
ATLAS SCHINDLER: Marca de Elevador
BLINDEX: Marca de Box e Marca de Vidro em Geral
BONTEMPO: Armários sob Medida para Cozinhas e Armários sob medida para Quartos
BRETON: Loja de Móveis para Salas de Estar e Jantar e Loja de Móveis de Design
BY KAMY: Loja de Tapetes e Carpetes e Loja de Tapetes Orientais
CASTELATTO: Marca de Revestimentos Cimentícios
DAIKIN: Marca de Ar-condicionado
DURAFLOOR: Marca de Pisos Laminados
ELETTROMEC: Marca de Coifas
EUCAFLOOR: Marca de Pisos Laminados
FAST SHOP: Loja de Áudio e Vídeo e Loja de Eletrodomésticos
FLORESTA: Loja de Ferragens
GUARDIAN: Marca de Vidro em Geral e Marca de Espelho
HUNTER DOUGLAS: Marca de Persiana
INDUSPARQUET: Marca de Pisos e Revestimentos de Madeira
LORENZETTI: Marca de Chuveiro Elétrico e Marca de Aquecedor de Água Elétrico
MEKAL: Marca de Pias e Cubas
ORTOBOM: Loja de Colchões
PORTOBELLO: Marca de Revestimento Cerâmico e Loja de Revestimentos
QUARTOS ETC: Loja de Móveis para Quartos
RINNAI: Marca de Aquecedor de Água a Gás
SPICY: Loja de Utensílios para Cozinha
TIDELLI: Loja de Móveis para Áreas Externas
TOLDOS DIAS: Marca de Toldos
TRAMONTINA: Marca de Pias e Cubas
TRISOFT: Marca de Revestimentos Acústicos e Térmicos
UNIFLEX: Loja de Cortinas e Persianas
VALLVÉ: Loja/Boutique de Banho
ZETAFLEX: Cobertura com Sistema Abre e Fecha
“Esse reconhecimento do TOP OF MIND CASA E MERCADO é pra gente vital, pois nossa marca caminha lado-a-lado com os profissionais. Creio que nossa relação com eles até mesmo transcende a relação profissional. Esse reconhecimento é símbolo de que a gente vem fazendo um trabalho consistente, que estamos no caminho certo. Marca sólida, com uma reputação que continua sendo sinônimo de excelência para esse público. Aliás, público o mais importante, pois ele vem até mesmo antes de nossos consumidores. É vital. Não à toa temos uma área dedicada exclusivamente a esse relacionamento.” – Patrícia Cayres, Gerente de Marketing de HUNTER DOUGLAS.
“Receber o TOP OF MIND CASA E MERCADO é uma grande honra e motivo de orgulho para toda nossa equipe. Esse prêmio reflete a confiança dos profissionais do setor e nos motiva a continuar inovando em ações, produtos e projetos.” – Fabiana Feferbaum, Diretora de Gente, Gestão e Sustentabilidade da BRETON.
“A Staccato desde sua fundação teve como base a geração de negócios através da parceria com profissionais da área de arquitetura, decoração e construção. Entendemos que esta sintonia se dá através de uma relação de confiança na qual a indicação do profissional de um projeto seu para a loja será recebida com competência técnica, acompanhamento e pós venda. A Staccato cumpre seu papel de recepcionar os clientes dos profissionais em ambientes acolhedores e com mix de produtos que solucionam diversas necessidades da obra no que diz respeito a acabamentos, revestimentos especiais, louças, metais, banheiras e muito mais.” – Gisely Oliveira, Diretora Geral da STACCATO.
“A arquitetura e o design de interiores para a SILIGRAM são nossa essência. É o que nos move, o que nos faz criar peças inovadoras, peças que fogem do padrão. Temos grande prazer em estar criando nossas peças junto aos parceiros profissionais da área. Eles são fundamentais pra gente. Contribuem muito com o nosso trabalho, agregam e criam valor ao ambiente, ao espaço. São eles, de fato, que fazem o nosso trabalho aparecer. São essenciais para o desenvolvimento de nossa empresa.” – Carlos Correia, Diretor da SILIGRAM.
Em BREVE, a pesquisa exclusiva para o Top of Mind Casa e Mercado integrará o Anuário Casa e Mercado 2025, publicação que traz projetos de renomados profissionais, comprometidos com os temas Sustentabilidade, Tecnologia e Inovação, e estará disponível na íntegra, nos próximos dias, em https://www.casaemercado.com.br/categoria/revista-digital/
“Ontem tive a honra de participar pela primeira vez do Top Of Mind Casa e Mercado, e que noite memorável! O evento aconteceu no charmoso Espaço Meu Quintal, um local acolhedor e elegante, perfeito para reunir os principais nomes do nosso setor. Foi emocionante estar entre empresas tão reconhecidas, como a Trisoft, destaque em soluções de absorção acústica, e a Guardian, referência em vidros, que foram premiadas com todo mérito. Como especialista em acústica e vidros, foi inspirador estar ao lado de colegas, profissionais e empresas que são referência no mercado, trocando experiências e celebrando juntos as conquistas do ano. Ser convidada para esse encontro que reuniu os maiores destaques do setor foi realmente especial. A organização estava impecável, e o clima de celebração tornou a noite inesquecível. Já fico na expectativa para as próximas edições!” – Alessandra Ribeiro, Embaixadora da FESQUA e Especialista em Acústica e Vidros.
“Foi uma honra participar da edição mais recente do evento Top of Mind, promovido pela renomada revista Casa e Mercado. Foi uma noite super agradável, onde celebramos a excelência e a parceria entre escritórios de arquitetura e empresas do ramo da construção civil. O evento destacou a importância do reconhecimento das empresas que se destacam pela qualidade, inovação e compromisso em atender os clientes. Os prêmios foram resultado da votação direta de profissionais que, diariamente, confiam em seus parceiros para transformar projetos em realidade! Momentos como esse reforçam a relevância das conexões entre profissionais e empresas, e incentivam todos nós a buscarmos sempre o melhor. Parabéns a todos os premiados e à Revista Casa e Mercado por organizar um evento tão grandioso e inspirador para o setor!” – Priscilla Dattilio, Arquiteta.