Casa e Mercado
Considerações atemporais
Residência ganha espaço integrado e fluido, com materiais e mobiliário atemporais para um projeto perene que abriga possibilidades de mudanças de layout com facilidade.
Este apartamento de cerca de 600m2, localizado em um prédio memorável de 1969 no Higienópolis, foi escolhido pelo proprietário com auxílio da FGMF, que assina o projeto de reforma. O imóvel não havia sofrido alterações desde a reforma dos antigos moradores, em 1978, quase 45 anos antes da intervenção atual. Assim, repaginação do apartamento foi profunda em termos espaciais e de instalações.
O programa da família, composta por um casal com uma filha pré-adolescente, era simples considerando as dimensões do imóvel – quarto de hóspedes, quartos do casal e filha, salas integradas, escritório e um espaço confortável para o piano da família. A eliminação do grande hall de entrada e supressão de diversas paredes originais proporcionou uma sala de estar vasta e integrada com cozinha e sala de jantar com vista para a Praça Buenos Aires.



Há no edifício uma espécie de “core” composto pelos elevadores sociais, lavabo, circulação de serviço e poço central de ventilação e iluminação. Segundo os arquitetos, a circulação principal do apartamento se dá naturalmente ao redor desse “core” central, e, por conta da importância desse elemento no cotidiano, definiram a composição de materiais do local por esse elemento revestindo-o de placas de cobre patinado esverdeadas.
Entre as placas, delgadas chapas de metal ancoradas nas paredes e inseridas entre as chapas de cobre se tornam uma estante que percorre a área social e de serviços, organizando as portas de elevadores, lavabo, englobando a adega de vinhos e se tornando um móvel de apoio da área da cozinha.



Um grande elemento em madeira, com desnível, como um “volume dentro do espaço do apartamento”, foi projetado para organizar escritório, sala de tv e sala íntima para o cotidiano da família. Esse volume, totalmente revestido em carvalho, possui portas corrediças em muxarabi de Freijó que podem ser totalmente abertas ou fechadas, dependendo da ocasião, e criam uma dinâmica cotidiana que muda a aparência da área social.



O restante da área social, cozinha e espaço multiuso é finalizado em placas de basalto que envolvem os pilares e se projetam do piso, criando volumes com paisagismo que abraçam a copa. Esses volumes também organizam a grande ilha central aberta da cozinha que é finalizada com mobiliário planejado em aço inoxidável.



O mobiliário do apartamento é um começo de coleção para os proprietários, quase todos de design brasileiro, desde modernistas até contemporâneos. Estabeleceu-se uma organização por diferentes espaços. Todos os ambientes relacionam desenhos de mobiliário com décadas de diferença, como poltronas Mole de Sergio Rodrigues com mobiliários do Bittencourt ou da própria FGMF, ou poltronas ondine e adriana do Zalszupin com sofá de desenho de Marcus Ferreira e Guilherme Wentz. Algumas peças também foram criadas pelos arquitetos especialmente para esse projeto, como a mesa de centro em mármore da sala íntima ou o aparador Crista, todo em vidro fundido, para locais específicos do projeto.
O projeto configurou espaço bastante integrado, fluido, com materiais e mobiliário que consideramos atemporais para um projeto perene, mas que abrigue possibilidades de mudanças de layout com facilidade, sem a perda das características gerais da intervenção.




Imagens: Fran Parente
German Design Awards 2025 – metaverso de IA
Organizado pelo German Design Council, prêmio define padrões internacionais para desenvolvimentos de design originais por meio da digitalização ou da IA.
Homenageando projetos pioneiros no cenário de design alemão e internacional, o German Design Awards 2025 abre inscrições com nova categoria de metaverso de IA. A competição destaca tendências de design em todos os setores, enquanto o Awards Show, realizado em Frankfurt am Main em fevereiro de 2025, é um dos eventos de design mais significativos do ano, reunindo convidados internacionais de vários setores para trocar ideias.
Para destacar desenvolvimentos pioneiros em arquitetura influenciados por inteligência artificial e métodos de design digital, empresas, designers, arquitetos e agências desenvolvedoras agora podem enviar projetos, designs de serviços e arquiteturas virtuais na categoria “IA em Arquitetura e Design de Espaço Metaverso”. Graças a uma parceria exclusiva de TV com a nova série de documentários dos EUA da CBS/Paramount, Europe ByDesign, os vencedores poderão apresentar seus trabalhos na próxima temporada, que será transmitida no horário nobre na CBS nos EUA e transmitida para o mundo todo.
A partir deste ano, empresas e designers também poderão enviar seus projetos em uma nova categoria chamada “Design Circular”. Esta categoria reconhece soluções inovadoras que se alinham aos princípios da economia circular e oferecem contribuições inspiradoras para o desenvolvimento sustentável.

O German Design Council foi fundado em 1953 por uma votação do Bundestag alemão e apoiado pela indústria alemã para atender à crescente necessidade de informações sobre design na economia. Desde sua criação, o Council promoveu o design como um impulsionador essencial do sucesso econômico. Hoje, ele se destaca como um dos principais centros de especialização do mundo em comunicação de design e transferência de conhecimento. Por meio de prêmios, exposições, conferências, serviços de consultoria, pesquisas e estudos, o Council abre novos horizontes para profissionais de negócios e design, sempre visando demonstrar o valor do design na obtenção do sucesso corporativo.
Seja digitalização, IA ou design circular, a plataforma German Design Awards destaca o papel crucial que o design desempenha na transformação sustentável da economia, visando promover as diversas tarefas de transformação do nosso tempo por meio de design exemplar, fornecendo orientação e inspiração.
O prazo de inscrição é 6 de setembro de 2024. FAÇA AQUI.
Cores e confortos
As cores promovem confortos vários, como térmico, lumínico e, enquanto linguagem arquitetônica, também psicológico.
O arquiteto deve obviamente considerar as condições climáticas locais em que se insere a edificação-alvo de seu projeto, assim como sua função (tipologia), seu modo de ocupação. Objetivos? Com coerência, um deles é proporcionar conforto ambiental com reduzido consumo de energia. Logo em início de projeto, deve decidir a adequada aplicação de elementos sombreadores em fachada, por exemplo, adotar soluções em sistemas para iluminação e ventilação naturais (neste caso, a partir de características dos ventos da região, avaliando fatores como sua intensidade e direção).


Alto desempenho e eficiência energética promovem conforto térmico aos usuários dos espaços construídos, tendo, como consequência, redução de impactos ambientais e criação de ambientes saudáveis. Imprescindível, assim, a utilização de materiais adequados para cada superfície. Conhecer as características dos materiais construtivos possibilita selecionar aqueles de melhor desempenho em isolamento térmico, por exemplo. Daí a priorização das cores a serem projetadas.
A princípio, edificações com fachadas de baixa absorção com cores claras refletem maior radiação solar, reduzindo índices de calor nos ambientes internos, por exemplo. Porém, o arquiteto Maurício Roriz, quando então professor da Universidade Federal de São Carlos- São Paulo – com forte atuação em pesquisa sobre desempenho térmico em edificações -, destacou ser preciso cautela na hora de escolher tonalidades quanto às cores. Pesquisas, sob sua orientação, indicaram que a cor branco gelo, por exemplo, reflete menos luz do que cores como marfim, pérola, palha (tons de amarelo-claro) e erva-doce (verde-claro). “É preciso ficar atento, porque a coloração das tintas pode enganar. Em ambientes externos, nem sempre as cores mais claras absorvem menos luz solar, uma vez que mais da metade do espectro da radiação solar está na região do infravermelho, que não é visível a olho nu. Com isso, uma superfície visualmente clara pode concentrar mais calor do que uma superfície um pouco mais escura”, disse Roriz à Agência Fapesp.


A tese de doutorado da arquiteta Kelen Dornelles, também destacada junto à Agência Fapesp, demonstra que as cores que mais absorvem calor em superfícies (paredes ou telhados) são o preto (98%), cinza-escuro (90%), verde-escuro (79%), azul-escuro (77%), amarelo-escuro (70%), marrom e vermelho-escuro (70%); o branco absorve 20% do calor solar. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – Fapesp é uma instituição pública de fomento à pesquisa acadêmica, ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do governo do Estado de São Paulo.
Os materiais e cores aplicados nas superfícies externas de uma edificação agem como um filtro das radiações solares, determinando as condições térmicas das áreas internas, conforme o índice de reflexão da cor utilizada. O calor que atravessa a envoltória da edificação, por condução térmica, é determinado pelo índice de absorção da radiação solar de uma determinada cor. Quanto maior o índice de absorção, maior será a temperatura superficial externa e maior o calor que atravessará a envoltória da edificação. Portanto, o conhecimento dos índices de reflexão e os coeficientes de absorção de cada pigmento torna-se necessário quando da escolha das cores em projeto. Segundo Gratia, E. e Herde, A. de (2003, in design of law energy office building), pode-se dizer, em geral, que, se o fator de reflexão das paredes internas de um cômodo qualquer em uma edificação for menor que 50%, a luz penetrará com dificuldade em seu interior; ou seja, para melhor iluminação no interior de um ambiente é preferível o uso de pisos e superfícies relativamente claras, com reflexão superior a 50%.


Além de considerar os aspectos fisiológicos das cores, a determinar confortos térmico e lumínico, há também de verificar-se os psicológicos e estéticos, escolher os melhores pigmentos para cada usuário (em face de suas projeções pessoais, individuais), já que estes irão influenciar diretamente seus campos sensoriais na percepção dos espaços projetados. A cor é vetor de linguagem na concretização do espaço construído e relaciona-se com diferentes elementos: forma, dimensão, textura, luz. E sombra.
Absorção e Difusão Acústica
Conhecer acústica auxilia na tomada de decisões fundamentadas para incorporar melhor desempenho sonoro aos projetos.
Apesar de Acústica ser uma ciência complexa, entender o básico – e tomar decisões eficientes – é muito mais fácil do que se imagina. O primeiro passo é entender que existem duas categorias técnicas usadas em acústica: isolamento e tratamento de som. Insonorização significa “menos ruído” e tratamento, “mais qualidade de som”.
A insonorização é conhecidamente usada em estúdios de gravação de música – mas também pode ser aplicada em locais próximos de grandes avenidas, de escolas, de construções ou até de um vizinho que toca bateria. Insonorizar um ambiente é como protegê-lo contra intempéries: a estrutura deve ser o mais sólida possível e sem furos ou rachaduras.
Para diminuir o ruído entrando ou saindo de uma sala, deve-se então aumentar a massa estrutural das paredes, piso e teto e selar as lacunas de ar em portas, janelas, aberturas para refrigeração e até em tomadas. As medidas adotadas vão depender de quanto barulho há do lado de fora, e de quanto você deseja que ele seja reduzido do lado de dentro.
(1) Som incidente / (2) Som refletido / (3) Som transmitido / (4) Som absorvido

Já o tratamento de som é usado quando deseja-se ter mais qualidade no som dentro de um ambiente – que os clientes se escutem em um restaurante, que os alunos entendam o professor, que toda a plateia aprecie a música em um auditório. Todos os materiais de construção têm propriedades acústicas, pois todos absorvem, refletem ou transmitem sons que os atingem. Quando os sons são refletidos, eles causam um aumento nos níveis gerais de eco e reverberação em um espaço. Ao tratar as salas corretamente, o eco e a reverberação são reduzidos – e para tratar as salas, há dois métodos disponíveis: absorção e difusão do som. As melhores estratégias de tratamento combinam essas duas técnicas.
Absorção sonora é definida como o som incidente que atinge um material que não é refletido de volta. Uma janela aberta é um excelente absorvedor, uma vez que os sons que passam pela janela aberta não são refletidos de volta. Em ambientes fechados, os materiais considerados acústicos são aqueles projetados e utilizados com a finalidade de absorver o som que, de outra forma, poderia ser refletido.Quanto mais fibroso for um material, melhor será a absorção; por outro lado, os materiais mais densos são menos absorventes. As características de absorção acústica dos materiais acústicos variam significativamente com a frequência. Em geral, sons de baixa frequência são muito difíceis de absorver devido ao seu longo comprimento de onda. Somos menos suscetíveis a sons de baixa frequência, o que significa que muitas vezes não precisamos tratar uma sala para absorção de baixa frequência.
Tipos de superfícies: (1) Reflexiva / (2) Absortiva / (3) Difusora

Difusão é o método de espalhar a energia sonora com um difusor para melhorar som em um espaço. Porém, o processo e as ferramentas de difusão sonora são amplamente mal compreendidos, mesmo por alguns profissionais de acústica. A difusão espalha a energia sonora refletida em uma sala, reduzindo também os efeitos prejudiciais do eco forte e da reverberação. Um tipo de difusor é um painel curvo, muitas vezes com uma capa de tecido, que pode ser facilmente colocado em paredes e tetos. Esses tipos de painéis têm a vantagem de espalhar uniformemente reflexos de parede plana que, de outra forma, seriam combinados com ondas sonoras originais para criar interferência destrutiva. Em uma sala de concertos, por exemplo, painéis de difusão são usados para aumentar a riqueza do som e ajudar a criar uma sensação de espaço.

Quando uma onda sonora atinge um material acústico, a onda sonora faz vibrar as fibras ou partículas do material absorvente. Esta vibração provoca pequenas quantidades de calor devido ao atrito e, assim, a absorção sonora é realizada por meio de energia para conversão de calor. Para a grande maioria dos materiais acústicos convencionais, a espessura do material tem o maior impacto nas qualidades de absorção de som do material. Enquanto a composição inerente do material acústico determina seu desempenho, outros fatores podem ser usados para melhorar ou influenciar o desempenho acústico. Por exemplo, a incorporação de um espaço aéreo atrás de um teto acústico ou de um painel de parede geralmente melhora o desempenho de baixa frequência.
Ao dispor elementos absortivos e difusores no ambiente, o nível de ruídos indesejáveis, na forma de ecos e reverberações, é diminuído. O ruído é um termo relativo e pode variar de baixos níveis de som intrusivo em um ambiente silencioso a sons altos em um ambiente já ruidoso. É um termo relativo e pode variar de baixos níveis de som intrusivo em um ambiente silencioso a sons altos em um ambiente já ruídos. Quando os níveis de ruído são suficientemente altos, o ruído de fundo pode mascarar os níveis de som da fala que desejam ser ouvidos.
Os restaurantes podem ser exemplos clássicos de interferência excessiva de ruído devido à falta de qualidade ou quantidade suficiente de materiais absorvedores de som que impedem o acúmulo excessivo de ruído. Os clientes têm de falar cada vez mais alto para serem ouvidos e, ao fazê-lo, competir entre si, aumentando assim os níveis de som para níveis ainda maiores. O tratamento acústico adequado evitará o acúmulo de ruído refletido e reduzirá significativamente a necessidade das pessoas falarem mais alto para conversarem umas com as outras, por exemplo.

Reprodução: por Eduardo Souza – Archdaily
Imagens gráficas: Acoustical Surfaces
Atmosfera de uma casa
Empresa de ‘art advisory’ investe em ambiente funcional, com o conforto e a atmosfera de uma casa.
Abrigar o novo espaço da KURA, consultoria de arte pioneira fundada por Camila Yunes Guarita, na rua Oscar Freire, em São Paulo, foi a missão concedida para o escritório de arquitetura KAS ARQ. Desenvolver um local apropriado para a exposição de obras de arte que proporcionasse, ao mesmo tempo, o acolhimento e a sofisticação de uma casa, era a premissa do projeto que ficou a cargo da equipe liderada por Klaus Schmidt.
Salas de reunião, áreas de trabalho e espaço destinado a receber colecionadores e parceiros distribuem-se nos 100m² do imóvel, totalmente reconstruído para dar lugar a ambientes modernos e funcionais, sem renunciar ao aspecto de ‘casa’, facilmente percebido já ao adentrar. Ali, um cubo revestido de madeira, do piso ao teto, transmite a sensação de conforto que o projeto pedia. “Para dar ênfase ao volume e realçar sua atmosfera residencial, tudo lá é de madeira: paredes, forro, piso, biblioteca e persianas.
Nossa escolha foi pela sucupira em ripas, cuja cor mais escura cria um contraste interessante com o branco do entorno. O assoalho de madeira delimita esse ambiente, como um tapete sobreposto ao piso de cimento branco”, revela Klaus. Para realçar a atmosfera intimista, no lounge a iluminação é mais amena e possui tonalidade aquecida. “Nosso objetivo com isso foi enfatizar que não se trata de um espaço exclusivamente expositivo e sim de um lugar para receber e conversar”, pontua
Schmidt.


Os demais ambientes, destinados à exibição de arte, aproximam-se do conceito de ‘Cubo Branco’ cunhado por Brian Doherty (1928-2022): geometria espacial simples, paredes brancas e iluminação controlada. Para isso, o forro foi demolido para aumentar o pé-direito e ganhar amplitude visual, o que proporcionou imponência ao espaço, além de possibilitar a exposição de obras de arte de maior porte.


A fim de decorar e quebrar o branco absoluto dos demais ambientes, há detalhes em madeira distribuídos pelos móveis e paredes. É o caso da parede que divide a sala de trabalho da sala de reunião, construída com cobogós. Esse elemento simples, comumente encontrado em construções modernistas, ganhou um novo significado ao ser decorado com a madeira sucupira e a cortina de linho, a qual pode ser fechada quando se quer maior privacidade. Klaus explica que “por se tratar de um elemento vazado, o cobogó exerce a função de separar as salas sem perder a conexão visual entre elas e, por isso, optamos por ele para não perder amplitude no local.”



A escolha dos móveis e acabamentos dão o toque final ao novo escritório. Dutos galvanizados aparentes trazem um aspecto mais industrial, mas esses coexistem com elementos sofisticados, como persianas de madeira natural e cortinas de linho, conferindo um contraste elegante e uma atmosfera íntima e acolhedora. Nesse contexto, a escolha do mobiliário ganha proeminência. Móveis modernistas dos anos 1950-1960, adquiridos em antiquários, dialogam com peças de design contemporâneo, criando um choque intencional de estilos, formas e materiais.

No lounge, o sofá vintage de Percival Lafer e o par de poltronas de José Zanine Caldas dividem espaço com a mesa de centro do jovem designer Lucas Recchia, confeccionada em bronze e vidro fundido. Nas palavras de Klaus Schmidt, a combinação incomum de materiais, acabamentos e mobiliário conferem personalidade única à nova sede da KURA.

Fundada em 2018 por Camila Yunes Guarita, a KURA é uma empresa de consultoria que orienta na aquisição e venda de obras de arte, além de trabalhar na gestão de coleções particulares e institucionais e na criação de projetos e experiências únicas neste universo. Através de uma equipe especializada e multidisciplinar e uma rede de parceiros que incluem os principais agentes do mercado (artistas, galerias, casas de leilões, feiras, museus e instituições), a KURA atua com transparência e profissionalismo atendendo seus clientes de forma personalizada.
Imagens: Ruy Teixeira
Conexão Setorial CM – Fischer e Alicante recebem profissionais em noite gastronômica
À convite da Casa e Mercado para dialogar com dois grandes fornecedores do mercado, profissionais da arquitetura e do design de interiores participam de noite culinária.
A Fischer, fabricante nacional de eletrodomésticos e grande variedade de produtos, que atende há mais de 60 anos o setor da Arquitetura e Construção Civil, recebeu no último dia 26 um grupo seleto de arquitetos e designers de interiores em seu showroom Fischer Design Haus, para um noite gastronômica realizada pela Casa e Mercado com direito a receitas e aula culinária da Chef da casa, Ana Chapela.
O encontro também foi marcado pela presença da Alicante, importadora e distribuidora de soluções de qualidade em superfícies, há 30 anos no mercado. A empresa, que oferece grande variedade de pedras naturais, como mármores, granitos, travertinos, limestones, quartzitos e ônix, além de ampla lista de produtos industrializados de base mineral, para aplicabilidades diversas, apresentou aos presentes um pouco sobre as características do Neolith: superfície de alta performance bastante aplicada em bancadas de cozinha, com base mineral obtida através de um processo de produção altamente tecnológico conhecido como sinterização.




Para demostrar os produtos em funcionamento, a Chef Ana Chapela preparou os pratos durante o evento, sob os olhos dos convidados, explicando o preparo e os ingredientes de cada um! Ao fim, os participantes levaram para casa dois pequenos carinhos: uma amostra do Neolith e o cardápio da noite.
Na ocasião, os profissionais puderam conhecer de perto, tirar dúvidas e dialogar sobre os produtos de Fischer e Alicante dispostos no showroom, em uma noite descontraída que uniu gastronomia e design de modo a criar uma imersão dentro do universo dos produtos e das capacidades e tecnologias envolvidas em cada um.
“Foi ótima a noite! Fomos muito bem recebidos pelas marcas, o jantar estava delicioso e foi muito bacana acompanhar o processo de preparo com a chefe. Além disso, claro, foi bem proveitoso ver de perto os produtos, fica mais fácil de especificar nos projetos!” – Eduardo Moreira, arquiteto no escritório de Consuelo Jorge.















CASACOR SP 2024: inteligência artificial
Inteligência Artificial (IA) foi aplicada no design de três projetos da mostra para ampliar as possibilidades de expressão das ideias apresentadas por cada um deles
Nesta edição da CASACOR São Paulo, a partir do uso da Inteligência Artificial (IA), os arquitetos dos ambientes Ocupação Terreiro, Acalanto e Encontros e Ristorantino Caffè projetaram e apresentaram novas imagens, texturas, simbologias, efeitos visuais e até sons visíveis, demonstrando que este recurso tecnológico pode ser um aliado da criatividade em projetos de arquitetura e design.
No espaço-instalação artística Ocupação Terreiro, a inteligência artificial foi usada para questionar a distorção da representatividade negra dentro do universo digital. “Os prompts que são gerados por IA têm uma distorção bastante grande do físico e das simbologias negras”, explica Alexandre Salles, líder do Estúdio Tarimba e arquiteto que concebeu o ambiente.
Junto ao designer Indio San, Salles trabalhou para criar no espaço uma imagem que fosse de fato representativa e estabelecesse um contraponto à falta de presença negra nas mídias geradas por IA. O resultado desse processo foi a projeção das Pretas Velhas e dos Orixás do Futuro, imagens que levam consigo uma provocação, conta o arquiteto: “O objetivo foi questionar qual tipo de imagem a gente pensa ou quer para o futuro, especialmente nesse recorte negro”.

Salles dá continuidade a sua análise metalinguística sobre a IA em uma das paredes do espaço, a qual ele caracteriza como um código do futuro. A parede foi gerada por meio de prompts alimentados da pesquisa realizada pelo arquiteto para projetar o ambiente. “A ideia é ela ser justamente esse código abstrato, como se o futuro estivesse nos trazendo uma mensagem”, afirma. Para isso, Salles centralizou a frase “sem folha, não há orixá” — a qual ele descreve como uma “frase-gatilho” e interpreta como um chamado à questão ambiental e espiritual.

A Inteligência Artificial também aparece como uma expressão da representatividade no ambiente Acalantos e Encontros, assinado pelo arquiteto Bruno Moraes. Neste caso, a tecnologia marca presença na peça que dá nome ao projeto: o tapete Acalanto, que traz uma inovação ao design por ser uma música indígena congelada em tapeçaria.
O uso da IA foi o que permitiu ao arquiteto e sua equipe do BMA Studio transformar as ondulações sonoras da música em ondulações visuais, para então sobrepô-las e imprimi-las no desenho do tapete. “Depois que foram retirados os fragmentos da música, juntamos as ondulações sonoras em um software para visualizar como ficaria uma onda ao lado da outra, e o modelo foi confeccionado com curvas perfeitas que representam as ondas sonoras separadas”, detalha Bruno.


A capacidade de criar diferentes efeitos visuais a partir do uso da Inteligência Artificial se expande até um dos últimos projetos do percurso da CASACOR, o Ristorantino Caffè. Ao adentrar no ambiente da Guardini Stancati Arquitetura e Design, a arquitetura paramétrica presente no teto é, provavelmente, o primeiro elemento notado pelo visitante.
Para que esse resultado fosse alcançado, recursos de IA foram aplicados em duas etapas. Primeiramente, foram geradas imagens por meio da inteligência artificial para a obtenção de referências de pesquisa, o que permitiu aos arquitetos explorarem um repertório de materiais e volumetrias. “Isso nos alimentou de ideias para a concepção e criação do nosso projeto”, contam os arquitetos e designers de interiores Dani Guardini e Adriano Stancati.
Mas o efeito 3D provocado no teto veio em um segundo momento, em que a IA foi utilizada na elaboração do projeto do forro, feito pelo software Rhino com o plugin Grasshopper. “Fomos gerando e regulando prompts e códigos de acordo com o efeito visual que estávamos buscando”, explicam Dani e Adriano. Assim, os arquitetos engendraram o projeto volumétrico do grid, que deu origem ao formato icônico do teto do Ristorantino Caffè.


Fonte: CASACOR – Maria Fernanda Barros
ForMóbile
10ª edição da ForMóbile trará a presença de 550 marcas expositoras e cerca de 15% estarão presentes na feira pela primeira vez
Considerada a maior feira do setor e principal evento da indústria de móveis e madeira da América Latina, a ForMóbile acontece entre os dias 02 e 05 de julho, no São Paulo Expo. Com 550 marcas expositoras e expectativa de receber 50 mil profissionais do segmento, a ForMóbile apresenta algumas marcas confirmadas para a 10ª edição.
Ponto de encontro essencial para marceneiros, indústrias, fornecedores e revendedores nacionais e internacionais, além de arquitetos e designers, a ForMóbile é o ambiente propício para oportunidades de negócios, permitindo que os participantes explorem as últimas novidades e tendências do mercado.
Ocupando cinco pavilhões do São Paulo Expo, com mais de 55 mil metros quadrados de área de exposição, a feira apresenta um crescimento de 10% em relação a edição anterior. “Em 2024, 15% dos expositores participarão pela primeira vez e a feira tem como característica que as empresas e marcas renovem sua participação em todas as edições, já que somos o principal evento do setor. Um dos grandes diferenciais da ForMóbile é o grande número de lançamentos, tanto de expositores que estão indo pela primeira vez, como dos já frequentes, sempre trazendo o que existe de mais atual no segmento”, explica Tatiano Segalin, business manager da ForMóbile.
A 10ª edição da feira, que comemora os 20 anos da ForMóbile, trará 550 marcas expositoras em todos os setores da cadeia moveleira: máquinas e equipamentos, matérias-primas e insumos, ferragens, acessórios e componentes, serviços e soluções em tecnologias para a indústria moveleira, tecidos, espumas e componentes para colchões e estofados.
“Entre os destaques, podemos citar a participação das empresas de painéis que estarão presentes em quase sua totalidade, como Berneck, Duratex, Greenplac, Guararapes, Sudati, Floraplac, Eucatex e Placas do Brasil. O segmento de tecidos, que teve um aumento significativo no número de marcas expositoras, além do setor de máquinas, que trará novidades incríveis lançadas durante a realização da feira e grandes marcas consolidadas e tradicionais no evento, como Homag, Giben, SCM, Biesse, Maksiwa, Nanxing, Razi, Inmes, Holz-her, Cefla entre outras”, comenta Segalin.
Com expectativa de receber mais de 50 mil profissionais do setor, a ForMóbile promete quatro dias intensos de muito conteúdo qualificado, networking e negócios. “Será a maior edição da ForMóbile dos últimos tempos, com um número expressivo de marcas participantes e visitação qualificada marcando a celebração dessa 10ª edição. Com o fim da pandemia estimamos um aumento significativo da visitação internacional, que busca na ForMóbile referências na cadeia produtiva moveleira”, finaliza.
Sobre a ForMóbile
A ForMóbile se tornou uma plataforma de negócios completa para toda a indústria de móveis e madeira, nacional e internacionalmente, gerando negócios, relacionamentos e entregando conteúdo de qualidade em todos os ambientes: digital e físico, de forma sinérgica. Atualmente, possui um banco de dados qualificado, com mais de 100 mil contatos de profissionais do setor e diversos canais, como plataforma digital, site, redes sociais e uma ferramenta de conteúdo e negócios exclusiva, com a qual é possível promover marcas, lançar produtos, gerar leads e realizar ações personalizadas para obter um melhor retorno sobre investimentos, com mais foco e assertividade.
Para saber mais, acesse www.formobile.com.br
