Projeto Masterplan dos Parques Villa-Lobos e Candido Portinari é premiado no Americas Property Awards 2024-2025

Projeto da Effect Arquitetura Foto de Eduardo Pozella Easy Resize com

Escritório brasileiro é destaque no Americas Property Awards 2024-2025 com o conceito desenvolvido para a revitalização de dois dos mais tradicionais parques da capital paulista

 

Na noite desta última quinta-feira (26/09), o Hotel JW Marriott em Los Angeles foi palco do Americas Property & Hotel Awards 2024-2025, um dos eventos mais respeitados da indústria imobiliária internacional, tendo como um de seus vencedores o escritório brasileiro Effect Arquitetura em parceria com Edo Rocha Arquiteturas. O prêmio foi concedido para o Projeto do Masterplan dos Parques Villa-Lobos e Candido Portinari, localizados em São Paulo, que se destacou pela inovação, sustentabilidade e impacto positivo na integração urbana da cidade mais populosa do Brasil.

O projeto para os Parques, desenvolvido sob a liderança dos especialistas em planejamento urbanoCelso Grion, Erick Tonin, Edo Rocha e o escritório 2BUY, trouxe um novo conceito para a proposta de intervenção e revitalização, com foco nas áreas de convivência, sustentabilidade e valorização de espaços públicos. “Este prêmio é um reconhecimento do trabalho árduo e a dedicação de toda a equipe da Effect Arquitetura, da Edo Rocha Arquiteturas, da 2BUY e seus colaboradores. Estamos orgulhosos de ver mais um projeto nosso reconhecido internacionalmente”, comentou Erick, sócio da Effect.

 

Effect Arquitetura Foto Divulgação Easy Resize com
Celso Grion representando a Effect Arquitetura na premiação que o escritório ganhou na categoria Mixed Use Development | Fotografia: Divulgação

 

O Masterplan contempla espaços de lazer, áreas verdes e soluções inovadoras em mobilidade e comunicação, com o objetivo de transformar o parque em um verdadeiro retiro verde e urbano. “Nosso foco foi integrar os parques de forma harmônica à cidade, promovendo bem-estar e qualidade de vida para a população”, destacou Celso Grion, sócio fundador do escritório.

A láurea conquistada também oferece novas oportunidades. Como vencedores, os escritórios serão candidatos à fase internacional do concurso, onde competirá com projetos de todas as regiões do mundo. “Estamos entusiasmados com o que vem a seguir. Este prêmio abre portas para parcerias internacionais e novos desafios que certamente nos motivam a continuar inovando. Sem contar o fato de colocar o Brasil em evidência na arquitetura mundial”, adicionam Erick e Celso.

 

Projeto da Effect Arquitetura Foto de Eduardo Pozella Easy Resize com
Serviços de bicicletas foram realocados com pontos diversos em todas as entradas. | Fotografia: Eduardo Pozella.

 

A importância do Masterplan

O Planejamento Urbano é vital para o desenvolvimento sustentável e eficiente de uma área específica, região ou cidade, e confia ao Masterplan, sua principal ferramenta, todas as diretrizes para que o projeto aconteça de forma organizada e estratégica.

É com esse contexto que um grupo multidisciplinar formado por arquitetos, engenheiros e designers, coordenados pela Effect, elaborou o Masterplan dos Parques Villa-Lobos e Candido Portinari. A ferramenta organizou e estruturou intervenções para que nos próximos anos possa consolidar os parques com mais infraestrutura, apoios, áreas esportivas, de lazer, eventos e também reformas dos equipamentos existentes, entre outras novidades.

Os sócios da Effect Arquitetura explicam que o Masterplan se baseou em uma vasta pesquisa e estudo do público-alvo para descobrir quem são os frequentadores dos parques, entender como usufruem diariamente dos espaços e quais suas origens, como também analisar as deficiências existentes que precisavam ser melhoradas.

A nova entrada do Parque Villa-Lobos é exemplo de uma das mudanças projetadas pelo escritório de arquitetura. O pórtico de entrada recebeu uma nova pintura na marquise de concreto existente e passou a ressaltar o letreiro através do contraste de cores fortes. Além disso, houve uma realocação, para dentro do parque, as barracas de alimentos e bebidas que antes reincidiram na frente da fachada. “A ideia era ampliar a área de acesso do público”, dizem os arquitetos da Effect Arquitetura.

 

Projeto da Effect Arquitetura Foto de Eduardo Pozella Easy Resize com
Dentre os itens de reformas obrigatórias está a entrada principal, revitalizada junto com todos os serviços espalhados na área e que foram concentrados dentro do parque | Projeto executivo da Effect Arquitetura, com a Consórcio Novos Parques Urbanos | Fotografia: Eduardo Pozella

 

Para alegrar o dia a dia de quem passa pelo parque, os arquitetos fizeram um conjunto de coberturas com formas lúdicas, compondo uma ‘floresta lúdica’ para formar um caminho protegido por sombras multicoloridas para o visitante, conectando o novo drop-off ao pórtico da entrada principal do Parque Villa-Lobos. A nova comunicação visual dos parques, utilizando uma linguagem que facilita a identificação das áreas preferidas, indica os melhores caminhos com o auxílio de mapas nos totens de localização. Ademais, o serviço de locação de bicicletas foi redistribuído para diferentes entradas, possibilitando a devolução em quiosques distintos que promovem maior mobilidade e interação com o parque.

 

Projeto da Effect Arquitetura Foto de Eduardo Pozella Easy Resize com
A projeção das cores no piso muda de formato com o passar das horas do dia e dos meses do ano. Dessa forma, o conjunto de volumes e sombras da entrada do parque não se repete | Projeto executivo da Effect Arquitetura, com a Consórcio Novos Parques Urbanos | Fotografia: Eduardo Pozella

 

Projeto da Effect Arquitetura Foto de Eduardo Pozella Easy Resize com
Totens renovados apontam os caminhos dentro dos Parques Villa-Lobos e Candido Portinari | Fotografia: Eduardo Pozella

Semana Criativa de Tiradentes reúne talentos e projetos de todo o Brasil

unnamed T Easy Resize com

 A 8ª edição do evento, que acontece em outubro, celebra a diversidade cultural brasileira com participações confirmadas de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pará.

 

A Semana Criativa de Tiradentes chega à sua 8ª edição, celebrando o melhor do design, artesanato e cultura brasileira. O evento, que acontecerá de 17 a 20 de outubro de 2024, contará com a participação de renomados designers e talentosos artesãos, prometendo uma programação rica e diversificada.

A cada edição, a Semana Criativa de Tiradentes se consolida como o local ideal para discutir cultura e identidade brasileira nos campos do artesanato, design, arquitetura, moda e gastronomia, sempre com um toque de brasilidade. O festival vai reunir projetos, iniciativas e inspirações de todo o país. Este ano, já estão confirmadas participações emocionantes dos estados de Mato Grosso do Sul e Pará. A participação do Pará será a mais grandiosa, destacando o que há de mais relevante no mundo da artesania, das artes, da arquitetura, da música e da gastronomia paraense.

 

unnamed T Easy Resize com
2023 | Exposição Design Feito à Mão no Centro Cultural Yves Alves.

 

Os designers convidados para as imersões com os artesãos incluem Alexandre Salles, Carolina Armellini (Fetiche Design), Fabiana Queiroga, Gustavo Bittencourt, Luciana Pires (Ateliê Caféadois) e Paulo Biacchi (Fetiche Design). Os artesãos participantes são Beto Romero, Bela Ladeira e Nôca, Deise e Fabio Reis (Imperial Estanhos), Edna, Tatiane e Wellington Carvalho de Santana, Eliana Maia, Expedito Jonas de Jesus, Luciano Jaques, Maria Conceição de Paula, Marlon Carvalho, Raimundo Nonato, Rosana Nascimento e Silvânia Machado.

Este ano, a Semana Criativa de Tiradentes foca exclusivamente em artesãos veteranos, proporcionando-lhes uma oportunidade renovada de se destacarem tanto na exposição quanto no palco principal. Entre os designers, Alexandre Salles, Carolina Armellini e Fabiana Queiroga fazem sua estreia no evento.

Simone Quintas, uma das idealizadoras do evento, comenta: “Estamos muito animados para a 8ª edição da Semana Criativa de Tiradentes. Este ano, optamos por trabalhar exclusivamente com artesãos veteranos, proporcionando-lhes uma oportunidade renovada de brilhar. A cada edição, a Semana Criativa se consolida como um espaço essencial para discutir e celebrar a cultura e a identidade brasileira, enaltecendo o artesanato, o design, a arquitetura, a moda e a gastronomia de nosso país.”

 

unnamed T Easy Resize com
2023 | Instalação Praça dos Círculos, dos arquitetos Jader Almeida e Hugo Sasdelli.

 

O festival ocupará cerca de dez locais na cidade com destaque para a aguardada Escola da Semana, que será inaugurada durante o festival, oferecendo oficinas e experiências imersivas.

A programação do festival incluirá mais de 30 palestras e bate-papos, reunindo nomes renomados como os arquitetos Renato Mendonça, Erica Saraiva, Renato Diniz, Guilherme Ortenblad e Sophia Jales; os designers Gustavo Grecco, Marcelo Rosenbaum, Fabio Marx e Rafael Quick; e os estilistas Rodrigo Tremembé, Maurício Duarte e Thaís Losso, que, ao lado de Jackson Araújo, comanda o projeto Trama Afetiva, além de Cristina Lucchetti, diretora de estilo da Farm Brasil, do coletivo paraense Raio que o Parta, do fotógrafo Luiz Braga, de Luis Matuto e Bruno Brito, da Arado, artesãos mineiros, alagoanos, cearenses e muito mais.

Além das palestras, haverá exposições, oficinas, lançamentos de livros em parceria com a Editora Olhares e instalações inovadoras. Destaque para a nova instalação de Hugo Sasdelli e Jader Almeida, e a intervenção urbana “Becos” pelos escritórios da Zoom Urbanismo, Arquitetura e Design e o Studio Brasileiro.

 

unnamed T Easy Resize com
Parte do grupo de designers e artesãos da 8a Edição da Semana Criativa de Tiradentes reunido no Museu de Sant’Ana, em Tiradentes durante a imersão realizada em junho de 2024.

 

Confira o time de Designers e Artesãos da SCT 2024

Designers
Alexandre Salles (@estudiotarimba)
Carolina Armellini (@fetichedesign)
Fabiana Queiroga (@queiroga.fabiana)
Gustavo Bittencourt (@bittencourtgustavo)
Luciana Pires (@ateliecafeadois)
Paulo Biacchi (@fetichedesign)

Artesãos
Beto Romero (artesão de madeira e marchetaria)
Bela Ladeira e Nôca (artesãos de couro)
Deise e Fabio Reis (artesãos do estanho – Imperial Estanhos)
Edna, Tatiane e Wellington Carvalho de Santana (artesãos da palha de milho, palha de bananeira e bucha)
Eliana Maia (tecelã)
Expedito Jonas de Jesus (escultor de pedra-sabão)
Luciano Jaques (artesão de madeira e marchetaria)
Maria Conceição de Paula (bordadeira)
Marlon Carvalho (artista/pintura)
Raimundo Nonato (artesão do ferro)
Rosana Nascimento (artesã do biscoito)
Silvânia Machado (tecelã)

 

A Semana Criativa de Tiradentes é um projeto cultural e social, que acontece em Tiradentes, MG, com o objetivo de divulgar e valorizar saberes de tradição, evitando que se percam e levem consigo a nossa história. O projeto é realizado por Simone Quintas e Junior Guimarães.

www.semanacriativadetiradentes.com.br

Jay Boggo participa do SDGs IN BRAZIL (Sustainable Development Goals in Brazil)

IMG h Crédito Kaue Barp Easy Resize com

O maior encontro de sustentabilidade corporativa brasileira no mundo aconteceu nos dias 19 e 20 de setembro de 2024, por ocasião da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), em Nova York.

 

Jay Boggo, artista e designer reconhecido por sua inovação e comprometimento com a sustentabilidade, estará presente no SDGs IN BRAZIL (Sustainable Development Goals in Brazil), o maior encontro de sustentabilidade corporativa brasileira no mundo, que acontece nos dias 19 e 20 de setembro de 2024, no Delegates Dining Room, por ocasião da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), em Nova York. O evento, organizado pela rede brasileira do Pacto Global da ONU, reunirá líderes globais e empresariais para debater temas cruciais como meio ambiente, direitos humanos, integridade e finanças.

O SDGs IN BRAZIL faz parte de uma série de eventos globais liderados pela ONU e Pacto Global, que culminarão na COP30, prevista para 2025. O envolvimento de Jay Boggo nesse evento reafirma seu compromisso em alinhar sua arte e design com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente no que se refere à preservação da Amazônia e ao desenvolvimento de práticas sustentáveis que apoiam as comunidades locais e preservam os ecossistemas.

Em agosto de 2024, Jay Boggo foi convidado para participar do 2024 Bioeconomy Amazon Summit, um evento de grande relevância para a sustentabilidade e a preservação da Amazônia. Seu trabalho de dupla sustentabilidade, tanto material quanto social, teve um impacto significativo, elevando sua atuação a novos patamares. O evento, que faz parte de uma série de encontros promovidos pelo Pacto Global da ONU rumo à COP30 em 2025, reforçou o compromisso de Jay com o desenvolvimento de soluções sustentáveis para a Amazônia e o mundo, destacando sua contribuição para a economia circular e o design consciente.

 

image () Easy Resize com
Jay Boggo em São Miguel do Guará, no Pará | Fotografia: Will de Carvalho

 

A palestra de Jay Boggo no dia 20 de setembro teve foco em sua colaboração com o projeto Pallas, uma iniciativa socioambiental desenvolvida em conjunto com Luís Guedes e Pablo do Vale, idealizadores do projeto inspirado nos carpinteiros amazônicos, ao lado de Valdiley Silva Guedes, um dos artesãos do projeto. O projeto visa promover a economia circular no estado do Pará através do design sustentável de mobiliário, utilizando madeiras nobres descartadas pela indústria tradicional. Jay Boggo compartilha a visão de que o design vai além da estética, englobando uma abordagem profundamente social e ambiental.

O ponto alto de sua palestra foi a exposição do seu processo criativo, a interseção entre arte e design amazônico, e a conexão profunda com Edson, mestre carpinteiro amazônico que contribuiu nas etapas de produção do banco cabideiro, uma das peças mais emblemáticas do projeto, destacando a importância da preservação do bioma amazônico. A peça, considerada um símbolo do design sustentável, será transportada do Brasil para exposição em Nova York, onde permanecerá como exemplo da riqueza cultural e do compromisso com a sustentabilidade na Amazônia.

 

image () Easy Resize com
Banco Cabideiro, exemplo do design sustentável amazônico, assinado por Jay Boggo em parceria com o mestre carpinteiro Edson, estará exposto em Nova York | Fotografia: Jefferson Cavalcante

 

A apresentação defendeu o potencial que a arte e o design têm para transformar a sociedade e preservar culturas ancestrais, especialmente as comunidades amazônicas. Sua atuação reforça a necessidade de soluções que combinem inovação, tradição e sustentabilidade, destacando seu papel como uma liderança global na busca por um futuro mais equilibrado e consciente.

 

image Easy Resize com

image Easy Resize com
Colaboração para o projeto Pallas, parceria de Jay Boggo com Edson, mestre carpinteiro | Fotografia: Jefferson Cavalcante

 

Compromisso com a Sustentabilidade e o Design Social

A carreira de Jay no design de mobiliário começou em 2023, quando foi convidado pela Vedac – Vestígios da Amazônia, uma empresa de manejo sustentável certificada pelo Forest Stewardship Council® (FSC), para desenvolver peças funcionais a partir de madeiras desprezadas pela indústria. Seu trabalho ganhou notoriedade pela abordagem escultórica e artística, trazendo à tona o valor da madeira nativa legal e colhida de forma sustentável.

O sucesso de Jay com a marca Vedac por Jay Boggo chamou a atenção do mercado internacional, resultando na inclusão de suas peças em coleções de instituições culturais como o Museu Histórico do Rio de Janeiro e a Emporium Brazil Design Gallery em Miami, EUA.

 

image () Easy Resize com

image Easy Resize com
bjetos e móveis esculturais pela marca Vedac por Jay Boggo | Fotografia: Will de Carvalho

 

Pallas é uma coleção inovadora de mobiliário, fruto da colaboração entre designers brasileiros e carpinteiros da Amazônia, sob a direção criativa da Guá Arquitetura, escritório especializado na valorização das raízes amazônicas. Criada com o objetivo de promover a carpintaria amazônica e gerar renda para os artesãos da região, a coleção utiliza exclusivamente madeiras rejeitadas pela indústria tradicional. Com o apoio do Vedac, ateliê que resgata madeiras desprezadas devido a imperfeições naturais, o projeto busca destacar a beleza orgânica do material. Além de contribuir para a economia local, a Guá Arquitetura reforça o compromisso com práticas de manejo sustentável, preservando os ecossistemas da região. Cada peça é acompanhada de um QR code que certifica a origem do material, validado pelo selo FSC.

O projeto Pallas ganhou reconhecimento no ELLE Decoration Design Awards Brasil (EDIDA Brasil) de 2024, sendo indicado na categoria de Projeto Social. A iniciativa combina arte, tradição e sustentabilidade, celebrando a cultura ribeirinha e a sabedoria dos mestres carpinteiros da Amazônia. Jay Boggo, em parceria com a Guá Arquitetura, desenvolveu o banco cabideiro, que se tornou uma peça emblemática, representando a potência do design social e o impacto que o design sustentável pode ter na preservação do bioma amazônico.

 

ENSAIO PALLAS CABIDEIRO EDSON + JAY BOGGO AUTOR JPFARIAX Easy Resize com
Banco Cabideiro, assinado por Jay Boggo em parceria com o mestre carpinteiro Edson. | Fotografia: Jefferson Cavalcante

 

 

 

 

 

 

 

 

Em diálogo com a natureza

DJI Easy Resize com

Preservando árvore centenária, nova sede de instituição de ensino da ênfase ao elemento madeira e desfruta de espaços para contemplação.

 

Com projeto do escritório Biselli Katchborian, dos sócios Mario Biselli e Artur Katchborian, nova sede de Pedagogia e Psicologia da Faculdade Rudolf Steiner tem pé de mangueira como partido arquitetônico, estabelecendo um diálogo primordial com a natureza desde sua concepção. Com aproximadamente 3.850 metros quadrados e localizado na região do Alto da Boa Vista, edifício apresenta uma estrutura em forma de U que contorna a árvore centenária no centro do terreno, direcionando todos os ambientes para ela.

 

G Easy Resize com

 

DJI Easy Resize com

 

O programa da sede está distribuído entre piso térreo e dois pavimentos, cada um com seis salas de aula. Os espaços destinados às atividades pedagógicas foram concebidos de forma flexível, podendo ser reorganizados de acordo com as necessidades. Essa flexibilidade também se estende às circulações entre os pavimentos, estruturadas de forma a fomentar momentos de encontro e convívio.

 

G a e Easy Resize com

 

DJI Easy Resize com ()

F Easy Resize com

 

Devido ao tamanho relativamente pequeno do terreno, aço foi escolhido como solução para a estrutura do edifício, devido à sua capacidade de vencer grandes vãos e evitar a criação de pilares no térreo, desenhado para ser convidativo e com o mínimo de interferências possíveis. Na cobertura, foi implantado um bloco suspenso para abrigar os usos administrativos e a biblioteca que foi instalada na posição mais elevada do edifício, tal qual um farol, em uma alegoria a importância e ao empenho na busca do conhecimento.

 

DJI Easy Resize com

Biselli Easy Resize com

DJI Easy Resize com

 

 

Durante pesquisas relacionadas às arquiteturas voltadas para instituições da linha pedagógica Waldorf, o escritório observou a ênfase nos trabalhos manuais e a madeira como material essencial para a identidade do projeto, trabalhada de duas maneiras distintas: primeiro, de forma literal, através de uma estrutura em madeira engenheirada, que serve como suporte para a caixilharia voltada para o pátio interno e se converte em mobiliário fixo para os estudantes no interior do edifício; segundo, de forma simbólica, com a aplicação visual dos padrões orgânicos da madeira vistos em escala microscópica nas superfícies metálicas de revestimento e sombreamento dos brises que revestem as fachadas.

 

G Easy Resize com

G a Easy Resize com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por: Redação
Imagens: Nelson Kon e Guilherme Pucci

 

Bienal Panamericana de Arquitetura de Quito (BAQ)

bienal quito galeria da arquitetura

Em suas vinte e duas edições, o Concurso Bienal teve mais de 7.000 inscrições e premiou suas contribuições na prática da arquitetura, planejamento urbano, paisagem, teoria e divulgação arquitetônica. Inscrições vão até 1º de outubro.

 

Sob o tema “Convergências: Arquiteturas Paisagem”, a Bienal Panamericana de Arquitetura de Quito (BAQ) está com inscrições abertas para profissionais de arquitetura brasileiros enviarem seus projetos. Em colaboração com o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), a competição acontecerá em novembro deste ano.

Com coordenação do Colégio de Arquitetos de Pichincha – Equador, que estipulou convocatória acadêmica, premiação nacional e um concurso aberto à participação internacional, as inscrições deverão ser feitas até o dia 1º de outubro de 2024, e os arquitetos interessados devem submeter seus projetos por meio de delegados indicados pelo IAB. Eles poderão concorrer aos Prêmios Panamericano, Habitat e de Publicações. O Prêmio Panamericano conta com oito categorias para projetos de arquitetura construídos no continente americano. Já o Prêmio Habitat inclui três categorias para projetos internacionais, e o Prêmio de Publicações contempla publicações realizadas nas Américas.

O Concurso Bienal é uma chamada aberta para projetos e publicações realizadas durante os quatro anos anteriores a cada edição do BAQ. Em suas vinte e duas edições, o Concurso Bienal teve mais de 7.000 inscrições e premiou suas contribuições na prática da arquitetura, planejamento urbano, paisagem, teoria e divulgação arquitetônica. A instituição é reconhecida pela sua promoção do intercâmbio de ideias e soluções inovadoras no campo da arquitetura e urbanismo, além de fomentar a integração, a transferência de conhecimentos e a divulgação de projetos e tendências arquitetônicas e urbanas atuais.

Como parte da parceria com o IAB, os projetos que foram premiados pelo instituto em 2023 terão desconto na inscrição. Para participar, as propostas devem ter sido construídas ou publicadas entre 2020 e 2024, não terem recebido prêmios na edição anterior e estarem em conformidade com a legislação profissional e edilícia. As obras qualificadas também farão parte da exposição da BAQ 2024 e serão incluídas no Arquivo Digital BAQ.

Mais informações no site: https://baq-cae.ec/concursobasesbaq2024/

Projeto para a nova sede do governo de SP é assinado por Ópera Quatro

Imagem x

Escritório Ópera Quatro Arquitetura vence concurso arquitetônico do novo Centro Administrativo de SP propondo projeto que inclui áreas verdes e mais espaços para pedestres

 

Anunciado no final de agosto pelo governador Tarcísio de Freitas, o escritório Ópera Quatro Arquitetura foi o vencedor do Concurso Público Nacional de Arquitetura para a nova sede administrativa do Governo de São Paulo nos Campos Elíseos, na capital. O projeto selecionado vai orientar uma das maiores intervenções urbanas já vistas no país desde a construção de Brasília ao implementar uma transformação da região central de São Paulo,  propondo recuperar a região, aumentando a segurança, estimulando a circulação das pessoas e o investimento na área.

Com investimento previsto de R$ 4 bilhões, a obra deve ser iniciada em março de 2025 e finalizada até 2029. O Terminal Princesa Isabel e o Museu das Favelas serão realocados, enquanto 230 imóveis residenciais serão desapropriados. Além disso, 12 prédios serão construídos para abrigar o gabinete do governo e as 28 secretarias do estado. “É um projeto pensado também para gerar economia ao Estado e deixar um legado. O novo centro administrativo vai se tornar um grande catalisador do desenvolvimento econômico e social para São Paulo”, afirmou Tarcísio.

 

Novo centro administrativo de SP x
Projeto servirá de base para uma das maiores intervenções urbanas já vistas no país desde a construção de Brasília. A sede do governo paulista sairá do Morumbi e ficará localizada no centro da capital.

 

A realização do concurso arquitetônico é considerada um marco na história da cidade de São Paulo ao democratizar o debate sobre a iniciativa de transferência do centro administrativo do governo paulista para a região central da capital, permitindo compreender a visão de arquitetos e urbanistas brasileiros sobre a proposta.

Promovido pela Companhia Paulista de Parcerias (CPP), por meio da secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) do Governo de São Paulo, o concurso foi organizado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento de São Paulo (IAB) e prestigiou o desenho do arquiteto Pablo Chakur, entre sete projetos finalistas. Ao todo, 45 propostas foram enviadas por escritórios de arquitetura e urbanismo de todo o país e passaram pelas três etapas de avaliação e votação previstas no certame.

 

Imagem x
Projeto leva em conta características da região central, como passagem de pedestres.

 

O projeto do escritório Ópera Quatro Arquitetura chamou a atenção da comissão julgadora pela aderência às diretrizes previstas pelo concurso e atendimento ao programa estabelecido pelo governo paulista para a dinâmica da região e requalificação do centro paulistano. Com 288 mil m², o desenho arquitetônico maximiza os espaços públicos e privados no térreo; a criatividade; a inovação; e adequação à legislação urbanística e normas de patrimônio vigentes na região central de São Paulo. Com grande foco em sustentabilidade, os prédios terão fachadas duplas compostas por vidro temperado serigrafado, entre outros elementos.

 

nova sede governo sp tres Easy Resize com
O projeto do escritório de arquitetura Ópera Quatro prevê prédios com diferentes alturas e passarelas.

 

Imagem x
Projeção de como será a nova sede proposta pelo concurso.

 

A transferência do gabinete de governo paulista para a região dos Campos Elíseos a partir da construção de um novo complexo administrativo prevê a transformação da praça Princesa Isabel e o entorno em uma esplanada com novos edifícios para centralizar todas as secretarias, fundações e autarquias estaduais. Outra mudança relevante é a otimização das áreas de trabalho: o tamanho dos gabinetes e das secretarias será diminuído de 35 m² (atualmente) para 8 m², buscando o melhor aproveitamento dos espaços.

Apesar da mudança, o Palácio dos Bandeirantes continuará sendo utilizado como residência oficial do governador e sede da secretaria de Comunicação, da Casa Militar e da Casa Civil.

 

nova sede governo sp dois
A construção da nova sede desapropriará 230 imóveis – Foto: Divulgação/GESP

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Gov. São Paulo
Imagens: Divulgação/Ópera Quatro

 

 

 

O que é preciso saber antes de pintar a casa?

set designer work indoors Easy Resize com ()

ABEAÇO e ABRAFATI apresentam dicas de pintura e orientações sobre o descarte sustentável dos materiais após a obra

 

Todos os anos, muitas pessoas aproveitam as festas de fim de ano para renovar suas residências, tornando-as ainda mais agradáveis, acolhedoras e personalizadas. Esse comportamento é influenciado por diversos fatores, como a renda extra proporcionada pelo 13º salário, as ofertas comerciais da Black Friday e o desejo de preparar a casa para receber visitas, alinhada às principais tendências do mercado de decoração e design de interiores.

De acordo com Luiz Cornacchioni, presidente-executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), “o hábito das famílias de realizar melhorias e pequenas reformas no lar se intensifica especialmente no segundo semestre e contribui para a movimentação econômica de diversos setores”. Segundo a Abrafati, houve um aumento significativo nas vendas de tintas imobiliárias no primeiro semestre deste ano, com um crescimento de 2,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Luiz Cornacchioni explica que “esse desempenho positivo reforça as expectativas da indústria e projeta um crescimento de 2,5% até o final de 2024”.

Outro comportamento importante que tem se tornado cada vez mais comum é a preocupação com o uso de materiais sustentáveis e com a melhor relação custo-benefício. “Com a procura por materiais que diminuam os impactos no meio ambiente, o varejo deve oferecer soluções e produtos sustentáveis. No caso do setor de tintas, as apresentadas em lata de aço oferecem segurança, praticidade, resistência e economia, e é considerada a embalagem mais sustentável e ecológica do planeta”, comenta Thais Fagury, presidente-executiva da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (ABEAÇO).

Se você deseja optar por um produto sustentável, escolha as tintas que estão envasadas em lata de aço. A maioria das marcas do mercado nacional utilizam esta embalagem, “isso não acontece por acaso, já que o aço, por ser um material inviolável, também evita falsificações. A embalagem de aço ainda bloqueia a incidência de luz e oxigênio e, por isso, mantém a integridade do conteúdo e suas propriedades por muito mais tempo”, explica Thais, da ABEAÇO.

 

Para uma pintura impecável

1.Escolha a tinta certa:
Considere o tipo de superfície (alvenaria, metal ou madeira) e o local de aplicação (interior ou exterior). Verifique também se a tinta cumpre as normas técnicas brasileiras. O Programa Setorial da Qualidade de Tintas Imobiliárias (PSQ) da Abrafati garante a qualidade dos produtos.

2. Prepare a superfície:
Na preparação da superfície a ser pintada, é preciso fazer uma limpeza completa, que remova qualquer material que possa contaminar a pintura. A superfície precisa estar firme, uniforme (sem buracos ou rachaduras), seca e sem poeira, gordura, graxa, sabão ou mofo. Antes de pintar, é preciso verificar e corrigir imperfeições na parede, com argamassa ou massa corrida. Em caso de reboco novo, é preciso aguardar 28 dias no mínimo para a sua secagem, antes da pintura.

*Ajuda profissional: Na hora de pintar, é essencial conhecer as técnicas corretas e contar com ferramentas indicadas para a atividade. A contratação de um profissional qualificado para fazer a pintura ajuda a obter bons resultados.

3) Siga as orientações da embalagem:
Outra recomendação fundamental é seguir sempre as orientações presentes nas embalagens dos produtos, no que diz respeito ao rendimento acabado, ao intervalo entre demãos, à diluição, à secagem e a outros aspectos.

Atenção à previsão do tempo:  Algumas precauções simples também evitam problemas, por exemplo, não efetuar a pintura em dias chuvosos ou com ventos fortes, pois eles trazem poeira e outras sujeiras para a pintura. Também não é bom pintar quando a temperatura está muito baixa (≤10ºC) ou muito alta (≥40ºC) ou quando a umidade relativa do ar está acima de 90%.

4) Sequência de pintura:
O ideal é começar pelo teto, pintando depois as paredes. Em seguida, devem ser pintadas as portas, as janelas e no final os rodapés. A pintura das áreas externas deve ser feita antes de pintar as áreas internas. É mais racional pintar dois cômodos de cada vez, para otimizar o tempo: pinte o primeiro e, enquanto a pintura seca, antes da próxima demão, passe para a pintura do segundo cômodo. Dessa forma, não há necessidade de deixar dois cômodos sem utilização pelos moradores ao mesmo tempo.

Tome alguns cuidados com o local:  Não é preciso encaixotar e proteger todos os móveis e objetos do imóvel, a não ser que a pintura esteja sendo feita em vários cômodos ao mesmo tempo. Deve-se também remover prateleiras, lustres e quadros. Interruptores de luz e tomadas podem ser retirados ou protegidos com fita crepe. O chão do cômodo que será pintado também deve ser coberto, sem se esquecer de proteger os rodapés.

5) Conte com os principais materiais necessários:
É necessário ter rolos, trinchas e pincéis, caçambas ou bandejas, fitas adesivas, lixas, espátulas de aço (para aplicar massas em pequenas áreas e remover a pintura velha) e desempenadeiras de aço (para aplicação de massas em grandes áreas). Para todas as ferramentas e equipamentos, é importante estar atento à sua qualidade e à adequação para a utilização pretendida.

Segurança em primeiro lugar:  As luvas de proteção são uma ferramenta essencial na hora de realizar uma pintura. Elas oferecem proteção contra os produtos químicos, mantendo suas mãos seguras de respingos.

*Se precisar lixar, atenção! De uma forma geral, o lixamento deve ser feito nas seguintes fases da pintura:

  • Superfícies novas: lixar antes da aplicação de qualquer produto.
  • Superfícies já pintadas (repintura): lixar antes da aplicação de qualquer produto, com o objetivo de fosquear as superfícies brilhantes e melhorar a aderência.

 

Descarte Sustentável

Ao finalizar a pintura, siga os passos abaixo para reciclar as latas de tintas utilizadas no processo que renovou os ambientes da sua casa.

  1. Em primeiro lugar, evite as sobras de tinta, economizando o seu dinheiro e poupando o meio ambiente. Antes de ir à loja de material de construção, meça as paredes que precisa pintar. Passe as medidas para o consultor técnico de tintas, um profissional disponível nas melhores lojas do mercado. Ele é o mais capacitado a te ajudar a calcular quantos galões você realmente vai precisar.
  2. Se mesmo assim sobrar tinta e não for utilizar mais, doe o que sobrou para associações de bairro, igrejas, escolas, creches, casas de repouso e instituições sociais, ou, ainda, para algum familiar, amigo ou vizinho. É muito importante que você doe sua tinta o mais rápido possível porque, em contato com o ar, com umidade ou com calor excessivo, a tinta vai gradualmente perdendo suas características ideais. Assim, não se pode demorar a utilizá-las depois que a embalagem for aberta.

Nunca jogue restos de tinta no vaso sanitário, na pia ou no bueiro! Muitos fabricantes oferecem a reciclagem do material nos próprios pontos de vendas. Se você descartar tinta velha de qualquer jeito, ela pode ser absorvida pelo solo e atingir até as águas subterrâneas, causando contaminação. Em locais sem tratamento de esgoto, o problema pode ser ainda maior, incluindo danos a áreas que não deveriam ter contato com esse material químico.

  1. O que fazer com a lata? Se a lata estiver vazia, não é necessário lavar. O filme de tinta que sobra na superfície interna costuma secar em cerca de 24 horas e não atrapalha a reciclagem.
  2. Procure um Ponto de Entrega Voluntária (PEV) da Prolata e entregue a embalagem. Se a alça e a tampa também forem de metal, melhor ainda, pois tudo será reciclável.

Para saber os endereços dos PEVs Prolata, basta clicar aqui: Link.

 

wife painting wall with roller brush home decorating couple home decoration renovation cozy apartment flat repair makeover Easy Resize com ()

 

 

 

 

 

 

 

Imagens: freepik

Inteligência artificial na previsão de vendas e gestão revoluciona capacidade de atender às demandas do mercado com precisão e eficiência.

Grupo

Portobello Shop utiliza IA para gerar previsão de vendas e gestão de demanda reduzindo ruptura de vendas e otimizando estoque em quase R$20 milhões

 

Por Ricardo Breda*

A inteligência artificial (IA) está transformando a indústria e o varejo de várias maneiras, impulsionando eficiência, inovação e competitividade. Na Portobello Shop tecnologia e dados estão no nosso DNA e tenho certeza que, no atual cenário competitivo de mercado, são fatores decisivos para nos diferenciarmos. Nos últimos dois anos, investimos na digitalização do negócio, com olhar focado na experiência do cliente, implementando pesquisa de NPS em todas as lojas e também, no redesenho da jornada de compra do cliente a partir do CX. Agora, chegou a vez de implementarmos uma importante otimização melhorando a projeção de demanda, usando, claro, IA. Dedicamos quase um ano ao estudo minucioso de tecnologias, incluindo a realização de benchmarks com empresas de setores industriais e varejistas.

O projeto de previsão de vendas e gestão de demanda começou com uma análise profunda da nossa situação atual. Antes, utilizávamos métodos usuais, como planilhas de Excel, prevendo diretamente o sell-in, o que gerava dificuldades em integrar conversas e alavancas de mercado que não acompanhavam de forma tão rápida a dinâmica do varejo, como campanhas promocionais, variações de preço e outras influências de mercado. Este método gerava problemas recorrentes de ruptura de vendas e excesso de estoque, impactando negativamente tanto o faturamento quanto a satisfação do cliente no momento da entrega.

No centro deste projeto está a área de Sales and Operations Planning (S&OP), responsável por garantir que os produtos estejam disponíveis no momento certo. A loja Portobello Shop, como a primeira interface com o cliente, desempenha um papel crucial na especificação e venda dos produtos. A partir do momento que o cliente confirma o pedido, este é direcionado aos nossos Centros de Distribuição, onde é separado e enviado ao cliente final. A precisão na previsão de vendas é fundamental para equilibrar toda essa cadeia de valor.

Para alcançar nossos objetivos, adotamos a DataRobot, uma das principais referências mundiais em IA, segundo a Gartner, em parceria com a Carpa Analytics, uma consultoria especializada em IA e Machine Learning. A escolha se deu pela capacidade de simulação e previsão da ferramenta, além de sua habilidade de transferir conhecimento, permitindo o desenvolvimento de novas habilidades dentro da nossa equipe através do repasse de conhecimento e capacitação em treinamentos ministrados pela consultoria. A ferramenta nos possibilita incluir diversas variáveis de negócio em nossas previsões, como orçamentos em aberto nas lojas, históricos de vendas, campanhas e preços, oferecendo uma precisão que anteriormente não era possível.

Desde a implementação da IA, já conseguimos identificar padrões de comportamento de vendas e obter resultados preliminares superiores ao método antigo. Nos primeiros meses de teste, nossos indicadores melhoraram em 20 por cento, evidenciando uma evolução significativa.

A melhoria contínua proporcionada pela IA tem gerado valor e eficiência, estimando uma otimização de estoque em aproximadamente R$15 milhões. Com o projeto, esperamos melhorar outro indicador importante que é a ruptura de vendas, resultando em aproximadamente R$5 milhões em ganhos adicionais. Outro ponto importante é o ganho de agilidade do processo, que reduzimos em mais de 50% o tempo necessário para gerar as previsões e o fato de agora olharmos e prevermos o sell-out, para então estimar o sell-in, o que gerar a possibilidade de integrar as alavancas de vendas com a produção. Além de evitar rupturas, a previsão mais precisa nos permite evitar o excesso de estoque, que resulta em perda de valor e desqualificação dos produtos. Com IA, estimamos alcançar o tamanho ideal de estoque em um ano. Isso libera caixa para investir em novos produtos, tecnologias e serviços.

Vale mencionar outros benefícios como também o ganho de agilidade do processo, que reduzimos em mais de 50% o tempo necessário para gerar as previsões para um portfólio de mais de 1300 itens e o fato de agora olharmos e prevermos o sell-out, para então estimar o sell-in, o que gerar a possibilidade de integrar as alavancas de vendas com a produção.

Nosso modelo de lojas sem estoque (showrroom) nos permite ter uma operação mais leve, porém oferecendo para nossos clientes nosso portfólio completo através da solução tecnológica de prateleira infinita. Mas por trás temos o desafio de sermos assertivos na previsão de venda e estoques por conta da nossa cadeia integrada e estoque compartilhado entre canais, e isso só é possível com a adoção da Inteligência Artificial (IA), que além de otimizar nossos custo, traz insights para nossos times comerciais e estratégia diz Robert Nunes- CDO Portobello Shop.

A implementação da inteligência artificial na previsão de vendas e gestão de demanda na Portobello Shop não é apenas uma transformação tecnológica, mas também uma revolução em nossa capacidade de atender às demandas do mercado com precisão e eficiência. Com ganhos financeiros substanciais, otimização de estoques e aumento na satisfação do cliente, estamos pavimentando o caminho para um futuro mais ágil e competitivo. A tecnologia não é apenas uma ferramenta; é o alicerce de uma nova era na gestão de demanda e operações da Portobello Shop

 

 

 

 

 

 

 

 

*Ricardo Breda é Head de S&OP | Planejamento de Demanda e Supply Chain na Portobello Shop

Uma conversa sobre revestimentos de madeira!

Easy Resize com

Em bate papo proposto e mediado pela CM, profissionais da arquitetura e do design de interiores dialogam sobre os principais critérios considerados ao especificar revestimentos de madeira para diferentes projetos.

 

Revestimentos de madeira, com sua variedade de tipos e aplicações, oferecem uma forma sofisticada e aconchegante de transformar e enriquecer os espaços. Versátil na arquitetura e no design de interiores devido à sua beleza natural, durabilidade e capacidade de adicionar calor e elegância aos projetos, o fato é que atribuem atmosferas únicas aos ambientes, além de agregar valor ao imóvel.

No dia 10 de setembro, a CM reuniu um grupo de profissionais, entre arquitetos e designers de interiores, para dialogar abertamente sobre novas abordagens no uso da madeira em projetos arquitetônicos modernos, discorrendo sobre pautas como tendências em revestimentos de madeira; sustentabilidade e proveniência; a influência do material no comportamento térmico e acústico de um ambiente; as vantagens do revestimento de madeira natural em comparação com alternativas como porcelanatos, pisos laminados ou vinílicos; e quais os principais critérios considerados ao especificar revestimentos de madeira para diferentes áreas de um projeto, observando desempenho e manutenção.

O encontro ocorreu em São Paulo, na Indusparquet, empresa referência em pisos e revestimentos de madeira de ampla jornada sustentável, que recebeu os convidados com um receptivo café da manhã. Após o bate papo com os profissionais, mediado pelo diretor da Casa e Mercado, Renato Marin, a marca apresentou um pouco sobre sua história e destacou alguns produtos e soluções de alta qualidade e desempenho, já reverenciados pelo mercado. “Hoje, a tarefa dos arquitetos e designers de interiores não é simplesmente pensar espaços funcionais e adequá-los aos interesses de seus clientes, mas constantemente fazer decisões, o que eu chamo de ataque tecnológico: a especificação. Nós entendemos que os profissionais são integradores de sistemas e nossa intenção não é somente informar o setor, mas fazer uma volta às origens da conversa, em roda, e entender para onde vai o mercado e de que modo os profissionais estão explorando as soluções existentes e elaborando seus projetos”, esclarece Renato.

 

IMG Easy Resize com
Da esquerda para a direita, Alexandre Nascimento e Guilherme Alonso de Souza (Raiz Arquitetura), Silmara Lanatovitz, Guilherme Meneses (Perkins&Will), Alessandra Ruiz (LP + A Arquitetura), Juliana Miranda, Ana Palotta e Raphael Matias (Triptyque), Carolina Paula de Castilho e Marianna Catharina Rafaela Teixeira (Freijó Arquitetura), Adriana Weichsler e Viviane Saraiva (Pro.a Arquiteto), Maria Eduarda Rahal e Gabriel Parede e Fulvia Fiore (EMDA Studio | Arquitetura).

 

IMG Easy Resize com
Alessandra Riera (Ar.kitekt )

 

IMG Easy Resize com
Daniela e Vera Colnaghi.

 

IMG Easy Resize com
Gigi Gorenstein.

 

Por que especificar revestimentos de madeira?

Dentre os temas propostos por Renato, investigar sobre os critérios de escolha e aplicabilidades reais por parte dos profissionais esteve em destaque. O aspecto ecológico e sustentável da madeira foi amplamente abordado, trazendo à tona assuntos como durabilidade e longevidade, desempenho térmico e eficiência energética, design biofílico e preservação ambiental, na seleção de madeiras de fontes certificadas e na possibilidade de recuperação, reconstituição e reciclagem do material.

Lembrando que a madeira é um recurso natural que armazena carbono durante seu crescimento, Fulvia Fiore, arquiteta na EMDA Studio, comenta: “Como a madeira captura carbono ao longo do seu ciclo de vida, ela é um material sustentável, renovável, muito mais sustentável que o concreto, por exemplo”. Já a designer de interiores Daniela Colnaghi destacou como a matéria prima pode aconchegar e, ao mesmo tempo, atribuir valor. “A madeira é um elemento natural que valoriza demais o imóvel do cliente e ele entende isso”, comentou.

“Além de tudo que podemos apontar a seu favor, acho importante destacar que a madeira é uma matéria viva, que ao longo do tempo também vai se transformando, evoluindo naturalmente com a casa, trocando de cor”, destacou a arquitetura Alessandra Riera, da Ar.kitekt. Sob o viés do design biofílico, a arquiteta Alessandra Ruiz, da LP + A Arquitetura, pontua que cada vez mais se faz necessário inserir elementos naturais nos ambientes residenciais e corporativos e que isso é uma tendência: “Trazer a natureza para dentro destes espaços traz benefícios à nossa saúde e ao nosso bem-estar. Agrega muito e compõe um resultado muito benéfico ao ser humano”. Incrementando o tema, a arquiteta Juliana Miranda acrescentou a neuroarquitetura nesta análise: “É importantíssimo termos a madeira natural, sua referência de cores, toque, cheiro, é algo extremamente confortável e aconchegante para o nosso cérebro, principalmente nos dias atuais”, comenta Juliana.

Ainda sobre o tema, o arquiteto Guilherme Meneses, da Perkins&Will, sinaliza: “Hoje em dia temos uma vida muito plástica. Especificar um material natural é permitir que a casa nos acompanhe ao longo dos anos e envelheça com a gente”. Complementando, Alessandra Riera explica que é importante conscientizar o cliente de que o produto natural desempenha muito melhor que outros materiais a longo prazo. “É nosso papel explicar que a madeira é um elemento vivo, que ela vai marcar, e que isso é bonito, transparece seu uso. Além disso, o revestimento natural pode ser reconstituído”, comenta.

 

Há resistências na especificação de revestimentos de madeira?

Outro destaque do bate papo foi o diálogo que se estabeleceu sobre as resistências que os profissionais encontram ao propor revestimentos de madeira junto aos clientes, seja em projetos residenciais, corporativos e institucionais, pequeno ou de grande porte. Para projetos residenciais, um ponto bastante comentado foi a necessidade de reeducar os clientes do ponto de vista cultural e transformar seus conceitos pré-concebidos sobre o uso da madeira. “Nas redes sociais tudo se apresenta de forma muito estéril e é uma estética que está ali, sendo difundida todos os dias, as pessoas acabam sendo bombardeadas por essa referência. Além de termos que conscientizar o cliente, é preciso lutar contra essa corrente”, comenta Fulvia Fiore.

Nos projetos corporativos e institucionais, assim como espaços públicos de grande circulação, a manutenção e a aplicação técnica foram apontadas como principais resistências. “Há uma resistência técnica. Hoje temos uma questão de execução de obra que é gerar um impeditivo. Quando propomos uma solução, o primeiro feedback é “não dá para fazer”. É preciso ir atrás dos meios e mostrar que dá para fazer, trazer o possível. É preciso tratar essa resistência que se alimenta do princípio de que o artificial é o mais prático e rápido, consequentemente melhor”, esclarece Guilherme Meneses. De acordo com Ana Palotta e Raphael Matias, da Triptyque, em projetos para incorporadoras o orçamento é a principal resistência. “Nas áreas comuns de incorporações, por exemplo, orçamentos barram a especificação do revestimento em madeira natural. Mas como a estética agrada, procuram aplicar produtos de aparência semelhante”, comentam.

Mesmo em projetos residenciais, as ideias pré-concebidas sobre revestimentos de madeira também resistem à especificação. “Em casa de veraneio, onde o cliente quer exclusivamente descansar, ele se preocupa com a manutenção. Aqui é preciso explicar que toda casa é um organismo vivo, ela precisa de manutenção periódica como um todo”, explica Guilherme Alonso de Souza, da Raiz Arquitetura.

De acordo com os profissionais da Indusparquet que estiveram presentes no bate papo, é necessário estudar o local de aplicação e definir qual a madeira e acabamentos apropriados para aquele local, observando que uma especificação cuidadosa impacta diretamente a manutenção posterior. A marca apontou também a longevidade do material como uma qualidade a ser considerada pelos clientes. “O cliente investidor entende isso, ele prefere a madeira. Ele sabe que ali está estrando um valor agregado”, sinaliza Adriana Weichsler, arquiteta da Pro.a Arquitetos.

 

Easy Resize com

Easy Resize com
Mariana Lisboa, diretora de marketing e comunicação da Indusparquet, apresenta alguns cases da marca.

 

Voltando ao próprio usuário da edificação, ele acata a especificação com facilidade?

Segundo a arquiteta Viviane Saraiva, também da Pro.a Arquitetos, muitos clientes chegam pedindo o revestimento de madeira, mas é preciso desde o começo entender a verba e procurar trazer clareza às escolhas do cliente. “Sempre que possível sugerimos e defendemos o uso de materiais naturais. É preciso certa inteligência na administração de tudo, desde o interesse do cliente à aplicação. A gente acaba precisando entender também de engenharia, de outras técnicas para justificar os usos, que a longo prazo vale o investimento”, pontua Viviane.

Os profissionais comentam que muito do interesse pessoal dos clientes já é conversado no início do projeto e que nem sempre há liberdade para sugestões, mesmo que eles não tenham clareza total do que querem. “No briefing buscamos saber o que o cliente mais gosta, lidamos com o sonho. As vezes eles trazem uma coisa, e assim vamos organizando o que desejam”, sinaliza Juliana Miranda.

Guilherme Meneses trouxe à roda um ponto interessante sobre como o mesmo cliente pode fazer escolhas diferentes de acordo com a finalidade de uso do imóvel em si: “Por exemplo, para um mesmo cliente, projetando a casa dele e o escritório dele, são espaços e decisões completamente diferentes. O conceito é diferente, os materiais que ele quer ali são diferentes. A madeira dialoga com a nossa memória afetiva, a chance de ela ser aplicada na casa e não no escritório deste cliente, é maior. A não ser que ele queira, propositalmente e conscientemente, trazer elementos que resgatem memórias afetivas para o escritório”, comenta.  Confirmando este comparativo, o arquiteto Gabriel Parede, da EMDA Studio, explicita: “No residencial é mais fácil de dialogar com o cliente, a clínica deste cliente não é a casa dele. Na casa dele ele está mais disposto a investir em produtos mais nobres”.

De acordo com a arquiteta Carolina Paula de Castilho, da Freijó Arquitetura, os projetos residenciais precisam propor aconchego, ser um lugar de reabastecimento: “Para nós o importante é saber como o cliente se sente lá dentro. É sensação, porque é casa. Nos parece que as redes sociais forçam um pouco as pessoas a esquecerem da sensação de acolhimento que um lar deveria ter e focar só na aparência, para que o ambiente fique bem na foto, seja instagramável”, esclarece Carolina.

Importante destacar que há sim clientes conscientes que sabem diferenciar materiais, suas propriedades, e que tem a qualidade como fator decisivo para sua escolha. “Mesmo se o cliente optar por um vinílico ou porcelanato que imite a madeira, um bom produto, de qualidade, não é barato. Em termos de orçamento, isso também justifica o uso do revestimento de madeira natural. Estou finalizando um imóvel em que o cliente ponderou a questão e exigiu que eu não trouxesse nada “parecido com madeira” ao projeto, ele optou pelo material verdadeiro”, pontuou a arquiteta Silmara Lanatovitz.

 

A indústria oferece apoio e conhecimento necessário para que vocês possam justificar a especificação? A aplicabilidade é um problema ou não?

“Costumo pedir aos fornecedores que me preparem, para que eu possa explicar ao cliente todos os diferenciais. É preciso este amparo, esta formação e que isso exista em um diálogo mais direto com os escritórios”, comenta Adriana Weichsler. De acordo com Daniela Colnaghi, quando o cliente tem maior percepção do produto, ele mesmo busca se inteirar mais: “Mas no quesito mais técnico dos produtos, a indústria precisa nos dar este respaldo, orientação”, explica.

A Indusparquet fez questão de informar aos convidados que é de grande interesse da marca manter contato direto e dar todo o suporte necessário aos profissionais, visitando ou recebendo escritórios, oferecendo treinamentos e até auxiliando na especificação e orientação de produto para determinados espaços e projetos. “É muito interessante que a gente possa ter informações técnicas de aplicabilidades, manutenção. Um ponto muito importante é a correta instalação. As vezes adquirimos um produto maravilhoso que mal instalado apresenta péssimo desempenho, levanta, estraga”, reforça Alessandra Riera.

Sobre aplicabilidade, a arquiteta Gigi Gorenstein dividiu com o grupo uma problemática que enfrentou no quesito aplicação recentemente: “A umidade do contrapiso nunca chegava ao ponto adequado. Em determinado momento, se fez necessário aplicar o impermeabilizante, um custo a mais que o cliente não estava contando. É preciso explicar para o cliente tudo que pode ocorrer logo no início no processo, para que ele não se frustre”, esclarece Gigi.

De modo a minimizar problemas como este, a arquiteta Viviane Saraiva acredita que hoje em dia é função do profissional entender sobre a tecnologia do produto e o que implica aplicá-lo. “Temos um case com a própria Indusparquet, de um cliente que veio para a loja e acabou fechando pisos multistrato. Fomos orientadas durante todo o processo e tivemos que aprender toda uma metodologia de conferência com a Indusparquet, eles estão realmente preocupados com o processo de ponta a ponta e ofereceram todo o suporte”, revela Viviane.

 

Easy Resize com

IMG Easy Resize com