PPCUB: Distritais aprovam lei que permite modificações na área tombada de Brasília

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Projeto do governo permite novas construções no Setor de Embaixadas, Asa Sul, Setor Hoteleiro e Noroeste. Lei foi aprovada por 18 votos a favor e seis contra.

 

Deputados distritais aprovaram nesta quarta-feira (19), na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB), projeto que propõe regras sobre o que pode e o que não pode ser feito na área tombada da capital federal.

O projeto é de autoria do governo do Distrito Federal (GDF) e foi enviado para apreciação da CLDF em março passado, após 15 anos de discussão sobre as regras. O texto passou por cinco comissões e depois foi à votação no plenário onde acabou aprovado, em primeiro e segundo turno, com 18 votos a favor e seis contra.

 

Quais são as principais mudanças aprovadas?

  • Setores de Clubes Norte e Sul: criação de lotes
  • W2 Sul: mudanças no traçado
  • Noroeste: desconstituição de lotes – mesmo em área de relevante interesse ecológico
  • Setor de Embaixadas Norte e Sul: construção de comércios varejistas que vendam alimentos, bebidas e cigarro. Também serão autorizadas lojas de materiais de construção
  • Setor Hoteleiro Norte e Sul: construção de prédios mais altos, a poucos metros da Esplanada dos Ministérios. Os hotéis mais baixos poderão chegar a 35m de altura, passando de 3 para 12 andares
  • Final da Asa Sul: libera lojas, restaurantes e um camping no gramado que fica no fim do Eixão Sul, perto do viaduto da L4 Sul
  • Quadras 700 e 900 Sul e Norte: possibilidade de construção de pousadas, apart-hotéis, hotéis e motéis

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) disse em nota que analisou todo o projeto e que fez recomendações ao GDF. O presidente do instituto, Leandro Grass, diz que a entidade não atua como órgão de controle urbano porque não exerce controle administrativo ou político sobre o GDF. “O papel do Iphan e a posição da instituição é de que Brasília precisa ser cuidada. As intervenções em Brasília precisam considerar, sim, as necessidades da população e um plano não pode ser apenas um conjunto de regras, um plano precisa ter metas, estratégias, objetivos e prazos”, diz o presidente do Iphan.

 

Polêmicas

O secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Vaz, afirmou que a pasta realizou um estudo técnico detalhado sobre as mudanças. Segundo o secretário, os “pontos polêmicos” do projeto foram retirados para viabilizar a aprovação da proposta. Alterações na quadra 901 Norte, por exemplo, foram retiradas do PPCUB.

Sobre o aumento dos prédios no Setor Hoteleiro, o secretário diz que a alteração não prejudica a paisagem do local, visto que já existem edificações altas na região. Sobre o impacto nas vagas para veículos, Marcelo Vaz afirma que deve ser feito um estudo de sistema viário que ateste que o aumento dos prédios não causará prejuízos no trânsito.

“Os deputados se preocupavam com a usurpação de poderes da Câmara Legislativa. Isso não existe. Inclusive, todas as emendas de redação que foram feitas pra esclarecer que as competências continuam as mesmas, a lei orgânica continua sendo soberana, foram acatadas e vão passar a fazer parte do PPCUB” – Marcelo Vaz, em entrevista para a Globo.

Durante a sessão da CLDF, na tarde desta quarta (20), também foi retirada uma emenda que autorizava a concessão do autódromo Nelson Piquet para a iniciativa privada. O autódromo continua com o Banco Regional de Brasília (BRB).

 

Título de Patrimônio Cultural da Humanidade

A especialista Luiza Coelho, conselheira do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-DF), alerta para as mudanças propostas na matéria, que podem afetar o título da capital de Patrimônio Cultural da Humanidade. “Se aprovado da forma que está, sem debates, sem outras atividades, centralizando poder numa única pasta, sem comitê gestor, sem participação da sociedade civil organizado, a gente corre risco de perder o título de patrimônio mundial”, diz a conselheira.

Brasília foi reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade em 1987. Naquele ano, a Muralha da China também obteve o mesmo título. Desde então, a capital federal detém uma das maiores áreas tombadas do mundo (112,5 km²).

O secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Vaz, declara que não há possibilidade de Brasília perder seu título. “O texto foi todo pensado com diretrizes de preservação, há uma parte específica que coloca tudo aquilo que tem que ser seguido pra que Brasília continue com o título, continue sendo esse maior sítio urbano tombado do mundo”, fala Marcelo Vaz.

Já os deputados da oposição apontaram a complexidade da matéria. “Esse projeto mexe com questões estruturais da cidade. Foram 170 emendas apresentadas. É impossível ler o relatório e todas as emendas em apenas um dia”, disse Fábio Félix (Psol).

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: G1 Globo

 

 

Design e conforto ambiental

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O Design deve responder às expectativas humanas, físicas e psicológicas, relativas ao conforto.

 

Design é planejamento, projeção de soluções na dimensão dos espaços, dos objetos, das relações humanas, a corresponder aos anseios de quem deles faz uso, promovendo qualidade de vida, bem-estar. Assim, Design é conforto.

“Sentir-se confortável é uma das necessidades primárias do ser humano, quando se considera sua relação com os artefatos ou com o ambiente que o envolve. Segundo o dicionário  Houaiss  (2021),  o  conforto  está  relacionado  tanto a uma experiência agradável e à sensação de prazer e plenitude quanto à satisfação em relação a uma comodidade física, aconchego e bem-estar material. Ao estabelecer um paralelo entre o Design e o conforto, é  possível  que  se  vinculem  as  questões  subjetivas  de  conforto  aos  estímulos  proporcionados  pelos  caráteres  estético  e  simbólico  dos  espaços,  dos  objetos,  dos  produtos de vestuário, das comunicações e dos serviços”, escrevem Paula Glória Barbosa, Maria Tereza Paulino Aguilar e Rosemary Sales, em artigo esclarecedor sobre design, arquitetura e engenharia e conforto ambiental, publicado em Pensamentos em Design (UEMG, v.1, n 1, 2011).

De acordo com as articulistas, “as  características  dos  produtos  que  dependem  de  certas particularidades do processo de percepção são denominadas características intangíveis (KARANA et  al., 2009), qualidades essas que relacionam-se à experiência de uso, ao repertório cultural do usuário, à percepção, interpretação e assimilação de estímulos, à identificação e à apropriação dos produtos1 como parte de uma individualidade, sendo, portanto, consequência do que se percebe, do que se respira, do que se escuta, do que se toca e do que se prova em uma determinada situação de tempo e espaço (RHEINGANTZ, 2001)”. Continuam: “O conforto ambiental, em seu  aspecto  objetivo,  está  diretamente atrelado aos atributos tangíveis do projeto, que  dizem  respeito,  especialmente,  às  características  técnico-práticas”.

 

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Projeto Sede administrativa Natura – Dal Pian Arquitetos Associados. Os espaços internos se articulam ao entorno de um vazio integrador, que percorre todos os pavimentos. Uma ampla cobertura unificadora, composta por caixilhos horizontais envidraçados e brises perfurados metálicos, filtra a luz natural incidente no interior do edifício.

 

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Projeto Sede administrativa Natura – Dal Pian Arquitetos Associados. A ecoeficiência foi um princípio fundamental no projeto, que apresenta nas fachadas leste e oste uma pele bioclimática composta por passadiços metálicos e brises de vidro temperado e laminado serigrafado, proporcionando alta qualidade ambiental.

 

Promover confortos visa adequar-se elementos envolventes de uma edificação a condicionantes ambientais, respeitados aspectos funcionais, técnicos, mas também estéticos e simbólicos dos ambientes construídos. Assim, o Design é necessariamente direcionado ao conforto ambiental, sendo relevante compreendê-lo subjetiva e objetivamente, avaliado a partir de seus desempenhos acústico, térmico, lumínico, tátil.

 

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Projeto Hub da Construção/Sinduscon-BA – Santo Projeto! Arquitetura. Assinado pelas arquitetas Flávia Porto e Giovanna Portella, e com as parcerias da Trisoft e da Audium, o Hub da Construção trata-se de um projeto pioneiro para a criação de um ecossistema voltado para a inovação na construção.

 

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O projeto teve como base a neuroarquitetura, com a proposta de criar espaços mais humanizados e estimulantes voltados para a essência da natureza, incorporando elementos de design biofílico em cada detalhe da estrutura, com materiais recicláveis, alinhados com o propósito da entidade. Na imagem, elementos acústicos desenvolvidos pela Trisoft.

 

Se conforto acústico promove saudabilidade auditiva do usuário, o planejamento, no quesito acústica, deve considerar níveis toleráveis de ruído e reprodução satisfatória do som no ambientes. Já o conforto tátil relaciona-se às características específicas das superfícies (aspereza, suavidade, temperatura, rugosidade, textura etc.), considerando inclusive o escoamento e absorção da água de chuva quando em revestimentos em fachadas, por exemplo. O conforto térmico expressa a satisfação do homem com o ambiente térmico no qual está inserido, é uma sensação de bem-estar ambiental em relação à temperatura, à umidade relativa do ar, à radiação solar ou à radiação emitida por lâmpadas.

Há extensa e variada literatura para a aquisição de conhecimentos vários por parte dos especificadores. Conhecer conceitos objetivos (e também subjetivos) dos sistemas propiciadores de confortos ambientais confere ao especificador da arquitetura e do designer de interiores fundamentação imprescindível de suas escolhas e capacitação de argumentação junto a seus clientes. E também trabalhar com equipes interdisciplinares, o que faz bem pra alma.

 

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Projeto Residência Ipê – Leo Romano Grandes aberturas e ventilação cruzada otimizam a qualidade do ar. O conforto térmico da casa é garantido através das paredes ventiladas que envelopam a residência – materiais como a madeira e os planos de concreto são grampeados afastados, garantindo que o ar flua na cavidade intermediária. A luz natural é filtrada nos ambientes através de persianas e esquadrias que facilitam este controle. Para garantir eficiência acústica, a sala de pé direito duplo recebe teto em madeira, persianas em tecido e móveis acolchoados.

 

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Elementos curvos e retos compõem a residência, que preservou árvores originais do terreno e está dividida em dois partidos: uma caixa de madeira, que abriga a ala íntima, e outra de concreto, para a área social, concebida de modo a causar o mínimo de impacto ambiental, desde sua construção até a manutenção diária.

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagens: Nelson Kon, Pedro Mascaro, Gabriela Daltro e Edgar Cesar

10º Prêmio Saint-Gobain AsBEA de Arquitetura

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Com mais de 1400 inscritos, Projeto de Edificações Institucionais se destaca como grande vencedor em noite de premiação.

 

Na última semana, os arquitetos responsáveis pelos projetos finalistas da 10ª edição do Prêmio Saint-Gobain AsBEA de Arquitetura, se reuniram para a premiação que reconhece os melhores talentos do mercado arquitetônico brasileiro. Este ano, o número de inscrições foi o maior comparado aos anos anteriores, totalizando 1.440 projetos, um aumento de 25% em comparação a 2023

O evento, realizado no dia 10 de junho, contemplou duas categorias principais, subdivididas em cinco tipologias distintas: Residências, voltada para projetos de uso residencial unifamiliar; Edifícios e Conjuntos Residenciais, destinada a projetos de uso residencial multifamiliar; Comercial, Serviços & Industrial, para empreendimentos com área predominantemente comercial; Institucional, que abrange projetos de edifícios públicos ou privados, como hospitais, centros de saúde, aeroportos, creches, escolas e universidades; e Arquitetura Corporativa e de Interiores, focada em interiores de escritórios de empresas e áreas comuns de edifícios residenciais ou comerciais, públicos ou privados.

Os projetos foram avaliados por onze jurados de renomados escritórios espalhados pelo Brasil, que também tiveram a tarefa de julgar a nova categoria Retrofit, focada na reabilitação e revitalização de edifícios existentes, destacando a preservação histórica sem interferir nos elementos arquitetônicos originais.

Renato Holzheim, diretor geral da Saint-Gobain, deu início à cerimônia, destacando a missão da empresa, “Making the world a better home”, e ressaltando o compromisso não apenas de melhorar a qualidade de vida das pessoas, mas também de enfrentar os grandes desafios globais, como as mudanças climáticas. Ao seu lado, Gustavo Garrido, presidente da AsBEA-SP, enfatizou os propósitos da associação e o comprometimento em promover a inovação e incentivar projetos socialmente sustentáveis, além de agradecer e parabenizar todos os participantes.

 

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Em seguida, Henrique Mélega, vice-presidente comercial da AsBEA-SP, inaugurou a entrega dos prêmios, começando pela categoria Acadêmica, destinada aos recém-formados. Ana Caroline Borile, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, venceu com o projeto Pavilhão Agroecológico, enquanto Brune Fonseca de Freitas, do IFESP, recebeu menção honrosa pelo projeto Mbara’ká: Unidade Básica de Saúde Indígena.

Ao longo da cerimônia, mais de 20 escritórios e equipes foram premiados. Os anúncios foram feitos por Carlos Mattar, diretor de Vendas Técnicas da Saint-Gobain, e Vinicius de Araújo, diretor de Marketing da empresa. Mônica Caparroz, gerente de Marketing da Cebrace Vidros, também participou, ficando responsável por declarar os projetos que levaram prêmio de destaque.

Ao final, Renato Holzheim e Gustavo Garrido anunciaram o Prêmio Especial Roberto Cláudio dos Santos Aflalo, concedido ao melhor projeto da edição. O vencedor foi o escritório Hereñu + Ferroni Arquitetos, responsável pela restauração do Museu do Ipiranga. Eles receberam o Certificado em Ouro de R$ 25 mil e o troféu.

 

Ganhadores de cada categoria

Melhor projeto da edição: Restauro e Modernização do Museu do Ipiranga
Autor: Pablo Emilio Robert Hereñú
Escritório: Hereñú + Ferroni Arquitetos – São Paulo – SP

Projeto Institucional: Sesc Uberaba
Autor: Eduardo Pereira Gurian
Escritório: SIAA Arquitetos – São Paulo – SP

Projeto Residenciais: Casa Diorama
Autor: Denis Joelsons
Escritório: Denis Joelsons Arquiteto – São Paulo – SP

Projeto Edifícios Conjuntos Residenciais: 4D Complex House
Autor: Raul Tabasnik Rezende
Escritório: Studio Ronaldo Rezende – São Paulo – SP

Projeto Comercial, Serviços e Industrial: LAPI
Autor: Jose Luiz Furtado Gouveia
Escritório: Superlimão Studio – São Paulo – SP

Projeto Arquitetura Corporativa e de Interiores: Edifício Lemme – Áreas Comuns
Autor: Edgard Corsi
Escritório: Boscardin Corsi – São Paulo – SP

Projeto Acadêmico:  Pavilhão Agroecológico | Agricultura urbana como agente de transformação socio-ambiental
Autora: Ana Carolina Borile
Instituição de ensino: Instituição de Ensino – Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Porto Alegre – RS

Edificação Comercial, Serviços e Industrial: Tex Cotton
Autor: Nicholas Andrew de Alencar
Escritório: Alencar Arquitetura – Blumenau – SC

Edificação Institucional: Restauro e Modernização do Museu do Ipiranga
Autor: Pablo Emilio Robert Hereñú
Escritório: Hereñú + Ferroni Arquitetos – São Paulo – SP

Edificação Arquitetura Corporativa e de Interiores: Nubank Spark
Autora: Mila Strauss
Escritório: MM18 Arquitetura – São Paulo – SP

Edificação Residências: Casa Verde
Autor: Diego Justo do Espirito Santo
Escritório: Espirito Santo Arquitetura – Criciúma – SC

 

Destaques

Inovação: Casa Noar
Autora: Ligia Agostini Silveira
Escritório: Ligia Agostini Silveira – São João Del Rei – MG

Retrofit: Pina Contemporânea
Autor: Alexandre Brasil Garcia
Escritório: Arquitetos Associados – Belo Horizonte – MG

Sustentabilidade: Botânica Office
Autor: Laurent Troost
Escritório: Troost e Pessoa Architects – Manaus – AM

Acústico: Escritório Menezes Neibuhr
Autor: Giovani Bonetti
Escritório: MARCHETTIBONETTI+, Florianópolis – SC

Conforto térmico: Fitness Center
Autor: Luis Antonio Capote Moreno Junior
Escritório: Capote Marcondes Longo Arquitetura e Urbanismo – São Paulo – SP

 

Menções Honrosas

Projeto Institucional: Nova escola técnica e criativa do Senac BA
Autora: Maria Cristina Motta
Escritório: Mira Arquitetos – São Paulo – SP

Edificação Comercial, Serviços e Industrial: Moinho Fluminense
Autor: Anibal Sabrosa Gomes da Costa
Escritório: RAF Arquitetura – Rio de Janeiro – RJ

Projeto Acadêmico: Mbara’ká: Unidade Básica de Saúde Indígena
Autora: Brune Fonseca de Freitas
Instituição de ensino: Instituição de Ensino – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – Campus São Paulo

Edificação Residências: Casa Lua
Autora: Paula Otto
Escritório: Arquitetura Nacional – Porto Alegre – RS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte e imagens: AsBEA

Eficiência Energética

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Casa e Mercado conversa com Hitachi, Uniflex, Guardian e Rinnai sobre tecnologias que ganham cada vez mais espaço no setor e promovem maior eficiência em energia

 

Com a primeira certificação LEED em 2007, o Brasil passa a ter o reconhecimento internacional no mercado da construção civil sustentável, sendo hoje um dos países que possuem maior número de projetos que adotaram a metodologia enquanto referência em sustentabilidade e eficiência energética em empreendimentos do setor imobiliário. De acordo com o Eduardo Yamada, engenheiro civil formado pela Politécnica da USP e mestre em engenharia de sistemas prediais pela mesma instituição, “podemos dizer que antes da era LEED, ou seja, antes de 2007, muitas tecnologias de sistemas prediais e estratégias de eficiência energética eram muito pouco exploradas e implementadas nos projetos, ou mesmo raramente impostas ou recomendadas através de alguma legislação, norma técnica ou metodologia de eficiência energética ou sustentabilidade. Após o ingresso da certificação LEED, os projetos começaram a ter uma referência e metodologia que abrange as questões relacionadas não somente à eficiência energética, mas também eficiência hídrica, conforto térmico, qualidade no ambiente interno e outros quesitos de sustentabilidade”.

De fato, temas sustentabilidade e eficiência energética vêm ganhando força e se tornando termos comuns em muitos segmentos de mercado. Assim, em projetos como em atividades próprias da construção, o conceito sustentabilidade vem se intensificando com a demanda cada vez maior de certificações, bem como selos de eficiência energética.

Projetos de arquitetura e design de interiores tem significativa participação no consumo energético de qualquer edificação. Assim sendo, “um projeto arquitetônico eficiente deve levar em consideração todos os efeitos da arquitetura bioclimática, de modo a estabelecer estratégias de concepção, desenho, escolha de materiais e sistemas de proteção passivas, com o objetivo de promover o conforto térmico, luminotécnico e acústico dos ocupantes e, também, reduzir a demanda de cargas internas, especialmente para o sistema de ar-condicionado”, ressalta Yamada.

De acordo com Gerson Robaina, diretor de Produto, Engenharia e Marketing da Hitachi, “a busca por equipamentos cada vez mais eficientes energeticamente é uma prioridade da marca Hitachi Cooling & Heating. Temos várias frentes de trabalho na questão eficiência energética, pois possuímos uma vasta experiência em tecnologia VRF”. Nesse sentido, a marca cota o lançamento de seu Split Hi-Wall airHome 600. “Classificado com INMETRP Classe A e equipado com um compressor rotativo DC Inverter, este sistema oferece desempenho superior, permitindo economias de até 70% no consumo de energia, graças ao modo ECO. Vale ressaltar que o airHome 600 utiliza um fluido refrigerante que causa menor impacto ambiental, o R-32, com potencial zero de destruição da camada de ozônio (ODP) e menor potencial de aquecimento global (GWP)”.

 

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Compatível com Google Home e Alexa, o AirHome 600, da Hitachi, é equipado com o aplicativo airCloud Go, oferece controle remoto via Wi-fi e comando de voz. Permite personalizar a programação horária e ativar funções inteligentes como o Smart-Fence para desligamento automático. Split Hi Wall Inverter com fluido refrigerante R32, está disponível nas capacidades 9000, 12000, 18000, 24000 BTU e ciclos Só Frio e Quente e Frio.

 

Iluminação natural e conforto térmico são quesitos imprescindíveis quando do fazer projetual. Necessário de faz, assim, atentar para as tecnologias disponíveis em cortinas e persianas, enquanto integrantes de sistemas de vedação e proteção solar. Mais ainda quando inteligentes. A Uniflex, por exemplo, desenvolveu soluções exclusivas baseadas em um dispositivo denominado Carta Solar, uma representação gráfica que exibe a trajetória do sol ao longo do dia, em uma localização específica, permitindo compreender os padrões de incidência solar em diferentes períodos. “A automação de cortinas já é feita há anos por meio de dispositivos de assistentes virtuais como Alexa e Google Home. A partir da cortina automatizada, a Uniflex desenvolveu o exclusivo sistema Sun Tracking®, baseado na carta solar. Esse sistema gerencia de forma totalmente automática a movimentação das cortinas de acordo com a posição do sol ao longo de cada momento do dia. Dessa forma, surgiu a cortina inteligente, que se adapta as condições do ambiente de forma automática e simultânea, garantindo um espaço interno sempre bem iluminado e com temperatura agradável”, ressalta a Uniflex.

As cortinas assim respondem diretamente ao movimento do sol: se abrindo quando a luz não incide diretamente nas janelas; se fechando conforme essa incidência aumenta. “Essa funcionalidade não apenas proporciona conforto, mas também resulta em drástica economia de energia. Como a cortina Sun Tracking maximiza o aproveitamento da iluminação natural e protege o ambiente do calor excessivo, o uso da iluminação artificial e ar condicionado é reduzido, já que o sistema controla de forma automática e eficiente a entrada de luz natural e a sensação térmica”.  

 

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Baseado na carta solar e em sensores de luminosidade, o sistema de automação B32 tem as Cortinas Uniflex como aliadas indispensáveis para o alto nível de conforto térmico e visual internos. É capaz de garantir o perfeito posicionamento das cortinas de acordo com a incidência solar em cada momento do dia de forma gradativa e coordenada para máxima proteção UV, tudo de forma automatizada, permitindo a intervenção do usuário a qualquer momento, por meio de seu próprio celular. São 950 motores digitais RS485 e 14 mil metros quadrados de Cortina Rolô Uniflex Automatizadas no tecido Sheerweave Double Face, 6 fachadas inclinadas, com desenvolvimento exclusivo Uniflex de guias para inclinações positivas e negativas, seguindo o design e a cor da esquadria do prédio.

 

Em termos de performance, os vidros também oferecem diferenciais que já se mostraram eficientes para suprir as demandas de projetos arquitetônicos. Sua capacidade de filtrar os raios ultravioleta e infravermelho reduz a entrada de calor nos ambientes. Desta forma, contribui para um melhor conforto térmico, com controle da temperatura e da luminosidade, auxiliando na redução do consumo de energia elétrica de equipamentos de ar-condicionado e sistemas de iluminação artificial, e no combate ao desgaste e desbotamento de móveis e estofados. “Garantir o bem-estar e o conforto no local de moradia, é um movimento que ganhou ainda mais força no pós-pandemia, e tornou-se uma necessidade crescente. Conforto, nesse caso, se traduz em temperaturas agradáveis, luminosidade adequada, integração com o ambiente externo e maior sensação de amplitude dos espaços”, comenta Arthur Lacerda Souza, gerente de Inteligência de Mercado da Guardian Glass no Brasil.

Do ponto de vista estético, a evolução do vidro vem beneficiando o mercado residencial, onde havia certa preferência por vidros com aspecto neutro, semelhantes aos vidros incolores comuns, porém agregando as qualidades de bloquear o calor. Quando falamos do campo da arquitetura e construção, o salto tecnológico do vidro é grande. “Na Guardian Glass, os vidros de controle solar são fabricados com a tecnologia de deposição catódica à vácuo – “sputtering”. Este é um processo mais moderno, no qual as moléculas e íons são depositados na superfície do vidro de maneira uniforme, resultando em um produto com performance e qualidade consistente e, consequentemente, mais eficiente, e que dispensa a necessidade de aplicação de películas. Tecnologia que também contribui para minimizar o efeito estufa que pode ocorrer em dias muitos quentes, quando os ambientes superaquecem e se tornam desconfortáveis”, finaliza Arthur Lacerda Souza.

 

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O Neutral Plus 50 laminado com pvb bronze, da linha A SunGuard® High Performance, da Guardian Glass, conta com 47% de Transmissão de luz, 19% de Reflexão interna, 25% de Reflexão externa e 61% de Bloqueio de calor.

 

Em se falando do Sol, importante destacar a importância, em eficiência energética, dos sistemas relativos a coletores solares para aquecimento da água. De acordo com o gerente de marketing da Rinnai, Leonardo Abreu, o “aquecimento de água é uma atividade que demanda uma quantidade considerável de energia e está ligada a algumas das mais importantes necessidades diárias das pessoas: higiene (banho) e alimentação (cozinha), por exemplo. Sistemas de aquecimento de água devem ser capazes de fornecer a quantidade de água demandada, à temperatura requerida, com o menor consumo energético possível e dentro de parâmetros de segurança adequados. Um sistema que utiliza energia solar tem potencial para ser a solução mais eficiente, quando bem dimensionado, projetado e instalado, afinal, o sol é uma fonte energética renovável e gratuita e a recuperação do investimento em equipamentos e serviços é quantificável”.

Fatores climáticos, no entanto, podem de fato afetar a capacidade de um sistema termossolar de absorver energia necessária e transferi-la para a água, ou seja, mesmo em determinadas épocas do ano, a capacidade de aquecimento de água pode ser insuficiente para atender demandas. “É onde entra a necessidade de um sistema de apoio para fazer a complementação do aquecimento. Neste sentido, aquecedores a gás, particularmente os digitais, se destacam pela capacidade de aquecer grandes volumes de água de forma rápida e eficiente”, complementa Leonardo Abreu.

Nesse aspecto, pode-se inferir que a energia solar, em si mesma, é um fator economizador: quando em plena capacidade, o aquecimento solar pode até mesmo zerar a necessidade do consumo de gás; quando a energia provida pelo sistema é pouca, representa de qualquer forma economia de gás.

Essas modelagens de eficiência energética em equipamentos relativos a sistemas prediais são hoje ferramentas importantes para auxiliar os projetos de arquitetura e design de interiores na busca de maior eficiência energética e, claro, redução de custos. Caminho sem volta para edificações efetivamente sustentáveis e eficientes.

 

Rinnai
A utilização de aquecimento de água por energia solar resulta em menor impacto ambiental, e obviamente menor consumo de recursos naturais. A água circula pelos coletores, absorvendo o calor captado da radiação solar, e é armazenada no reservatório, aguardando o consumo. Caracterizado por sua pintura seletiva a base de titânio que potencializa a absorção dos raios solares, o Coletor Titanium Plus XE da Rinnai tem estrutura feita em alumínio, vidro temperado prismático de alto rendimento e isolamento térmico, aumentando o seu potencial de aquecimento.

 

 

Trisoft, revestimentos funcionais: menor impacto no meio ambiente

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Soluções sustentáveis com altos desempenhos térmico e acústico

 

Comprometida com condutas sustentáveis visando significativa diminuição de impacto em meio ambiente, a Trisoft já reciclou mais de 5,5 bilhões de garrafas PET, as quais, após passarem por processo de seleção, lavagem, moagem e secagem, resultam em insumo denominado Flake, matéria prima para a fabricação das fibras que compõem todos os seus produtos.

Para se ter uma ideia do que representa esse volume todo de garrafas PET, esse seria o equivalente a mais de 30 voltas completas no planeta Terra com garrafas PET enfileiradas, uma atrás da outra. Ou alinhadas, uma em cima da outra, perfazendo uma altura equivalente a mais 40 milhões de Cristos Redentores.

 

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Flake, matéria prima para a fabricação das fibras que compõem todos os produtos da Trisoft.

 

São mais de 30 mil m2 de plantas fabris (em Itapevi-SP, Blumenau-SC e Fortaleza-CE), adequando seus produtos para cada projeto, de acordo com as especificações do consultor acústico ou do escritório de arquitetura. A Trisoft, assim, consegue moldar, cortar, vincar, estampar, adequar quaisquer soluções para o melhor desempenho possível de seus produtos, sem alterar o projeto arquitetônico.

Todos os produtos da Trisoft são elaborados a partir de fibra de PET. E não apenas a matéria prima de seus produtos é originalmente reciclada. O produto final também é 100% reciclável. A empresa adota o conceito de economia circular, o que a torna responsável não somente pela produção de um bem sustentável, mas também por maior desempenho em seu ciclo de vida e pela reciclagem do próprio produto final ao término de seu uso, com implementação de programa de logística reversa.

 

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Versátil, a lã de Pet é utilizada como base para as soluções térmicas e acústicas da marca.

 

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Todo o processo de fabricação dos produtos não envolve água.

 

Sustentabilidade é também performance. Todos os produtos Trisoft são de alto desempenho acústico e térmico, o que promove maior eficiência energética. São atóxicos e não permitem proliferação de fungos ou bactérias, o que proporciona maior saudabilidade. São leves, de fácil instalação e autoextinguíveis (certificado II A do corpo de bombeiros). São muito duráveis, pois não se deterioram com o tempo.

A fabricação dos produtos Trisoft ocorre sem adição de água ou qualquer aditivo químico em seu processo produtivo. Em produtos coloridos, as fibras são tingidas separadamente por cores, para não haver contaminação. No que diz respeito à emissão de Co2, comparando-se a lã de PET com a de vidro, por exemplo, a pegada de carbono é pelo menos três vezes menor.

“A Trisoft sempre alia seu desenvolvimento à sustentabilidade e responsabilidade social e isso para nós é fundamental”, ressalta Maurício Cohab, CEO da Trisoft.

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Um forro não precisa ser constituído apenas por materiais rígidos como os tradicionais baffles, nuvens e placas de forro mineral. Para aplicações internas ou externas, o Sky Flow é flexível e complementado por sua especificação com base na gama de cores, tamanhos, comprimento e altura. | Projeto: Moema Wertheimer Arquitetura. Imagem: Divulgação Trisoft.

 

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O NOT Paper é respirável, não mofa, facilita a detecção de vazamentos, possui juntas perfeitas que não se separam ou descolam com o tempo e possibilita a remoção e reinstalação da mesma folha, uma característica revolucionária no mercado.

 

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Na Expo Revestir 2024, além da apresentação de amplo portfólio, a Trisoft lançou um produto Reciclado, feito a partir do pós consumo de seus próprios materiais, reforçando a responsabilidade com o meio ambiente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagens: Divulgação Trisoft

 

 

 

 

 

Mostra 100% Minas está com inscrições abertas para sua 4ª edição

Mostra Minas Foto Fábio Gomides

Evento criado pela Multicult seleciona participantes da próxima edição da mostra criada para destacar o trabalho de designers, artesãos e arquitetos mineiros

 

Criada em 2016, a Mostra 100% Minas nasceu com tem o objetivo de apresentar uma seleção criteriosa de peças, a partir de um minucioso olhar curatorial, que se destaquem por representar um olhar sobre a produção da atual geração de criadores do estado. Dessa forma, a mostra 100% Minas nada mais é do uma celebração da produção do design feito em Minas Gerais, proporcionando um espaço para valorizar, divulgar e difundir as mais recentes criações do estado. A seleção dos trabalhos reforça o diálogo entre o conceito e concepção do design, trazendo inspirações de áreas variadas, além de apresentar um panorama de experimentações que inclui formas, acabamentos e o uso de materiais convencionais de forma inovadora e surpreendente.

A quarta edição da 100% Minas será realizada entre os dias 26 de julho e 15 de setembro, integrando pelo segunda vez a programação oficial da CASACOR Minas, que acontecerá no Espaço 356. A novidade desta edição é a segmentação da mostra em 3 categorias distintas, possibilitando apresentar um panorama atual do segmento. São elas:

– Impacto (ambiental e/ou social)
– Profissionais em início de carreira
– Profissionais estabelecidos

Podem participar qualquer designer, arquiteta/o, artista, artesã, artesão ou profissional de outra área que tenha desenvolvido alguma peça de mobiliário, objeto, acessório ou têxtil para casa que ainda seja considerada inédita para o público da capital mineira.

Em função do conceito, a mostra é exclusiva para pessoas nascidas em Minas Gerais ou pessoas que moram no Estado há mais de 10 anos. A data limite para envio das propostas será dia 20 de junho de 2024. Todos os envios serão analisados e o resultado será informado para todas as pessoas inscritas.

 

4ª Mostra 100% Minas recebe inscrições de trabalhos até 20/06, pelo formulário no link abaixo:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSc8eR00NkE69E_DyIJgobpRoSjV4uK-Sy6E0n-iLRXN6lUzjg/viewform

Mostra Minas Foto João Diniz

 

 

 

 

 

 

 

Imagens: João Diniz

ONU-Habitat e Rio de Janeiro lançam projeto de resiliência climática para municípios

Petropolis Rio Inclusivo Sustentavel

Iniciativa pioneira em parceria entre Secretaria de Estado de Ambiente e Sustentabilidade e ONU-Habitat irá construir planos de ação coletivos envolvendo os 92 municípios fluminenses

 

O Governo do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), lançou, na quarta-feira (5/6), Dia Mundial do Meio Ambiente, o projeto Rio Inclusivo e Sustentável. A iniciativa, inédita no Brasil, tem como objetivo fortalecer a resiliência urbana e climática em todo o estado, planejando ações de prevenção e adaptação a fenômenos climáticos intensos. Planos de ação são apenas uma das entregas previstas na parceria. Iniciativa é dividida em três trilhas de atuação, todas baseadas na promoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O programa, realizado por meio da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, tem previsão de que os planos sejam realizados e entregues até o final do próximo ano. Os nove municípios foram escolhidos por serem mais vulneráveis aos eventos climáticos extremos observados nos últimos anos. Além de Petrópolis, participam Paraty, Angra dos Reis, Mangaratiba, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Belford Roxo, Nova Friburgo e Teresópolis.

De acordo com o representante regional para América Latina e o Caribe, Elkin Velásquez, as cidades brasileiras precisam se preparar para enfrentar os impactos crescentes da mudança do clima, e isso só acontece através de um planejamento urbano baseado em dados e da participação da população, priorizando grupos historicamente mais afetados.

“A função do ONU-Habitat será apoiar o estado do Rio de Janeiro para garantir que ninguém e nenhum território seja deixado para trás” – Elkin Velásquez, representante regional para América Latina e Caribe.

 

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Representante Regional para América Latina e o Caribe, Elkin Velásquez, no lançamento do projeto de resiliência climática para municípios. Fotografia: Fabiano Veneza/Secretaria Estadual de Ambiente e Sustentabilidade.

 

Petrópolis será a primeira cidade a receber o plano, resultado da aplicação de uma metodologia nova no Brasil. O Planejamento de Ações para Resiliência da Cidade, também chamado de CityRAP, é uma ferramenta desenvolvida pelo ONU-Habitat, agência da ONU especializada na promoção do desenvolvimento urbano sustentável. O CityRAP permite que cada cidade identifique seus principais riscos e planeje medidas e ações para reduzi-los, aumentando sua capacidade de adaptação.

“Em 2022, Petrópolis foi atingida por uma tragédia da qual nós nos lembramos diariamente. Desde o início da gestão, investimos em obras de prevenção e de mitigação de desastres naturais e colocamos em prática programas e ações planejadas para que esse tipo de fenômeno não se repita. Esse novo plano é mais um avanço para que a gente não viva momentos tão dolorosos”, avalia o governador Cláudio Castro.

“Nesta primeira fase, foram escolhidos os municípios que demonstram maior urgência na necessidade de adaptação para os efeitos das mudanças climáticas. A expertise do ONU-Habitat, assim como a experiência que trazem de diversos países, agregará imensamente nos planos do estado do RJ, conhecido pela sua histórica vanguarda nas políticas ambientais brasileiras”, explica o secretário de estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.

 

Petropolis Rio Inclusivo Sustentavel

 

Ações previstas

Os planos de ação climática são apenas uma das entregas previstas na parceria. O projeto Rio Inclusivo e Sustentável é dividido em três trilhas de atuação, todas baseadas na promoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Com a trilha Rio Informado, o projeto vai produzir dados e informações para embasar políticas públicas focadas na resiliência urbana e climática. A trilha Rio Resiliente e Sustentável vai criar planos para aumentar a capacidade de resiliência das cidades e capacitar gestores e técnicos municipais e estaduais sobre os ODS e metodologias da ONU. Já a trilha Rio Inclusivo tem como objetivo incluir a população como protagonista na criação de soluções para o desenvolvimento sustentável.

Dentro das trilhas, estão previstas ações como a criação do Observatório dos ODS, painel de dados para monitorar ações e programas estaduais alinhados aos ODS; oficinas de desenho de espaços públicos com a participação de jovens e o desenvolvimento de uma moeda social para a população com foco na reciclagem.

 

Desafio dos ODS 

Em diálogo com o encontro do G20, a primeira edição do Desafio dos ODS inaugura as ações do projeto e será iniciada na próxima semana, com a Jornada dos ODS. O desafio é aberto aos 92 municípios do Rio de Janeiro, buscando acelerar soluções criativas para problemas municipais críticos e aprimoramento das políticas locais.

A Jornada dos ODS será realizada entre junho e julho nas cidades de Duque de Caxias, Resende, Paraíba do Sul, Petrópolis, Angra dos Reis, Mangaratiba, Piraí, São João da Barra, Itaperuna, Macaé, Cabo Frio, Nova Friburgo e Itaboraí. Nela, os participantes terão a oportunidade de conhecer melhor temas relevantes da agenda global, metodologias da ONU e educação ambiental climática.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: ONU-Habitat

Entre cheios e vazios

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Com influência japonesa, Casa Japão é um retiro em meio ao relevo de Mar de Morros no interior de São Paulo

 

A cerca de uma hora de São Paulo, a Casa Japão é um refúgio para criar e reviver memórias. Localizado em condomínio fechado com grandes extensões de mata preservada, o projeto, assinado pela Cité Arquitetura, foi pensado para aproveitar a acentuada declividade do terreno, criando uma gradação de intimidade entre seus ambientes.

Vista da rua, a residência se debruça sobre a paisagem de forma discreta, permitindo que o olhar atravesse a residência e respeitando a baixa densidade da construção frente ao campo, dando protagonismo ao céu e ao Mar de Morros. Seu acesso sugere uma casa térrea e transparente e, à medida que se adentra nos ambientes, uma sucessão de diferentes relações de escala surpreende, revelando a residência gradualmente.

 

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Projetada para um casal e dois filhos, os 524,33 m² abrigam um programa para o núcleo principal e expandido da família, assim como espaços de lazer próprios de um retiro. A residência é dividida em três pavimentos, que distribuem os usos ao longo de cotas adaptadas à topografia em uma implantação em formato de L, pensada a partir do entorno: a fachada mais opaca volta-se para a única lateral com vizinhos, retirando a necessidade de muros, em contraponto à transparência em constante relação com o horizonte sinuoso das fachadas internas.

 

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O contraste entre cheios e vazios, a partir do uso dos diferentes pés-direitos e fenestrações de luz, percorre todo o projeto, acentuando a vista para os morros e vegetação circundante, garantindo um ar acolhedor para toda a casa. Esta relação sensível com a entrada do sol, a projeção da sombra e o limiar entre dentro e fora são fruto de um desejo dos moradores de incorporar sensações e ambiências vividas no Japão, país em que residiram por muitos anos antes de voltarem ao Brasil.

Muito aplicável à arquitetura, há na cultura japonesa o conceito de Ma, que pode ser interpretado como “entre”, um intervalo vazio onde se cria a vida. Escrito em kanji através da combinação dos símbolos para porta (門) e sol (日), o Ma (間) é o espaço em que o vazio da arquitetura deve ser pensado a partir das qualidades naturais que o abraçam, inspirando a busca por uma casa que existe, primeiro, a partir das sensações despertadas por seus ambientes, sem artifícios de superfície.

 

 

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Baseando-se neste preceito, a casa foi desenhada com as sensações guiando a forma, pensando as diferentes qualidades ambientais de acordo. Com os espaços íntimos, como quartos e escritório, correndo na lateral do lote, o volume menos privativo foi desenhado paralelo à rua. Partindo da escala do pedestre na entrada da residência, a sala é o ápice da aplicação da ideia de “espaço entre”, com um pé-direito duplo de 6 metros que provoca surpresa a quem da rua acredita ver a completude da construção. Com um atravessamento espacial e visual entre o exterior e interior, o ambiente age como varanda e sala simultaneamente.

Este cuidado espacial se repete em outros momentos, sempre mantendo a ventilação cruzada e iluminação natural em toda a residência. Na circulação, rasgos para entrada de luz na forma de seteiras, revelam discretamente a paisagem, aumentando, por contraste, o impacto das grandes aberturas de varandas e janelas nos quartos e garantindo a passagem constante do ar. Na cozinha, contígua à sala, o teto mais baixo traz a monumentalidade do pé-direito duplo para a escala do corpo e aninha o ambiente ao trabalhar junto a outros elementos como a laje em balanço do deque e a jardineira suspensa da fachada frontal.

 

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Nos revestimentos mantém-se a valorização do jogo de luzes e da paisagem, usando de cores neutras e elementos filtrantes, como os brises fixos e ripados, que se relacionam tanto com a arquitetura japonesa, de portas shoji translúcidas, quanto com a brasileira, de cobogós e brises-soleil. Fortalecendo a referência espacial nipônica, estes mesmos elementos de fachada aparecem usando madeira carbonizada tratada com a técnica Shou Sugi Ban. Existente em construções milenares, a técnica de queima superficial da madeira prolonga a vida útil do material.

 

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Imagens: Leila Viegas