Com planta reformulada, área social, sala e varanda foram integradas de maneira a valorizar a bela vista para o mar.
Com vista para o mar de São Conrado e o icônico Hotel Nacional – projetado por Oscar Niemeyer -, este apartamento de 260 m² ganhou ares mais contemporâneos e muito mais funcionalidade após a reforma feita pelas arquitetas Izabela Lessa e Fernanda Zanetta, do escritório LessaZanetta. Os proprietários – um jovem casal de advogados que mora com as duas filhas de 8 e 5 anos – amam cozinhar, apreciam um bom vinho e, claro, adoram receber os amigos para compartilhar esses momentos. Por isso, desejavam um espaço amplo e acolhedor.
O apartamento foi totalmente reformado, com troca de acabamentos, esquadrias e instalações para atender à família que cresceu e necessitava de mais conforto para o dia a dia e, também, para receber os amigos. Para atender aos desejos e necessidades dos moradores, as arquitetas refizeram completamente a planta do imóvel que tinha espaços muito compartimentados.
Na área social, sala e varanda foram integradas de maneira a valorizar a bela vista para o mar. O espaço ganhou ainda uma grande adega com paredes de vidro que separa hall e jantar.
Já na sala de TV foram instaladas portas de correr caribenhas, com venezianas, que permitem integrar o espaço parcial ou totalmente à sala.
No décor, os tons claros e a madeira prevalecem. Uma combinação que traz a sensação de aconchego que era fundamental para a família e deixa brilhar ainda mais o mobiliário de design assinado como a poltrona Mole, de Sérgio Rodrigues; e a cadeira Senior, de Jorge Zalszupin.
A área íntima também passou por grandes transformações. Para criar a suíte master do casal, um dos quartos foi incorporado, o que permitiu criar um closet, um escritório privativo para o casal e ainda integrar o ambiente à varanda levando a vista da sala principal também para o quarto.
A reforma foi pensada para valorizar ainda mais a vista para o Hotel Nacional, projeto de Niemeyer com paisagismo do Burle Marx, e o mar de São Conrado. Da cozinha ao quarto, os moradores aproveitam o conforto interno e a paisagem externa.
Garantindo uma execução mais eficaz e integrada dos projetos arquitetônicos, softwares altamente tecnológicos transformam o processo de design e construção.
Os softwares são essenciais para a elaboração de projetos arquitetônicos, oferecendo precisão, eficiência e inovação. Ferramentas como o Archicad permitem criar modelos 3D detalhados e a análise integrada de dados, melhorando a qualidade e a previsibilidade dos projetos. O BIMcloud facilita a colaboração em tempo real entre todos os envolvidos, enquanto o BIMx proporciona uma visualização imersiva, aprimorando a comunicação com clientes e parceiros.
Luis Miguel Herrera, vice-presidente de vendas para as Américas da Graphisoft, líder global em soluções de BIM (Building Information Modeling) para arquitetura e projetos multidisciplinares, presente em 108 países e atendendo a 12 países de língua espanhola na América Latina, além do Brasil, destacou que a América Latina demonstra interesse em soluções avançadas como BIM e Inteligência Artificial, mas enfrenta desafios na adoção de práticas básicas, enfatizando que a transformação digital deve começar pelo básico antes de avançar para tecnologias sofisticadas.
“O que vocês fazem com IA?’ Essa é uma pergunta típica feita por muitos profissionais que, muitas vezes, não possuem sequer uma ferramenta para gerenciar seus projetos. Em muitos casos, as empresas tentam ir direto para as partes mais avançadas da tecnologia, quando, na verdade, precisam começar com o básico”, diz Herrera. “Os CEOs, CTOs e outros tomadores de decisão em tecnologia devem ter o desejo constante de estar à frente das novas soluções. Às vezes, simplesmente não vejo esse desejo de conhecer novas tecnologias”, acrescenta.
Herrera vê um grande potencial de crescimento na América Latina, especialmente no Brasil. Ele destaca que, apesar das dificuldades, há uma demanda constante por novas tecnologias e uma abertura para a inovação. “Sou muito próximo do Rodrigo Koerich, Presidente do BIM Fórum Brasil. Trabalhamos juntos em diferentes empresas e, sempre que discutimos esse assunto, identificamos várias oportunidades.
Ele sempre foi muito aberto quanto ao fato de que as pessoas podem achar que sabem do que estão falando, mas isso leva tempo. Leva tempo para aprender. É uma curva de aprendizado que ele está disposto a assumir para que o país melhore tanto do ponto de vista público quanto privado, e para que as práticas continuem a melhorar em todo o país e na região da América Latina”, completa.
No Brasil, a Arena MRV, projetada pela Farkasvölgyi Arquitetos Associados (FKVG), é um exemplo de instalação multiuso em Belo Horizonte que adotou o OPEN BIM em seu projeto, promovendo a colaboração e comunicação entre os softwares utilizados, facilitando o gerenciamento do orçamento. “O projeto tinha que garantir que os custos não ultrapassassem o planejado e, nesse caso, ter um projeto em BIM foi fundamental”, afirma Klauss Oliveira, arquiteto da Farkasvölgyi Arquitetos Associados.
Arena MRV, projetada pela Farkasvölgyi Arquitetos Associados (FKVG). Fotos: Farkasvölgyi-Gallery.
A exportação de Modelos IFC totalmente classificados e com informações completas, graças aos recursos totalmente personalizáveis do Archicad, foi essencial durante a licitação da fase de construção. Recursos do Archicad, como sobreposições gráficas e filtragem de elementos, simplificaram a geração de cortes, diagramas e desenhos de detalhes essenciais.
Com uma equipe de 15 arquitetos, 33 disciplinas diferentes e um total de 700 profissionais, a FKVG enfrentou complexidades logísticas e técnicas, mas garantiu a execução eficiente do projeto com o apoio do Archicad. “Para lidar com a enorme quantidade de informações e elementos modelados que englobam um projeto específico, adotamos a divisão de arquivos, consolidando tudo em um Modelo Federado”, explica Oliveira.
Imagens: Farkasvölgyi-Gallery.
Análises rigorosas de fatores como insolação, acessibilidade e visibilidade, apoiadas pelos recursos de modelagem e exportação do Archicad, garantiram soluções ideais desde a concepção até a construção. A coordenação perfeita entre os colaboradores, unificada por uma estrutura BIM compartilhada, facilitou a execução eficiente do projeto.
O BIMx, com seus recursos únicos de visualização, uniu todos os elementos do projeto para um entendimento totalmente assertivo do resultado final, facilitando a coordenação e execução do projeto. A equipe utilizou a documentação adaptável do Archicad, vinculada aos elementos de construção, para atualizações mais dinâmicas e eficientes, minimizando o retrabalho e otimizando a organização do projeto.
Arena MRV, projetada pela Farkasvölgyi Arquitetos Associados (FKVG). Fotos: Pedro Souza
Por: Maria Fernanda Hohlenwerger e Débora Abe Guarnieri
Inscrições para o Estágio Visita no maior conselho de fiscalização da América Latina estão abertas até 10/11
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP) promove a 9ª edição do ‘Por dentro do Crea-SP’, seu programa de Estágio Visita. A iniciativa está com as inscrições abertas para estudantes de graduação, pós-graduação e recém-formados dos cursos de Engenharias, Agronomia, Geociências, Design de Interiores e Tecnologia. As vagas são limitadas, gratuitas e devem ser feitas via formulário digital. O prazo termina às 23h59 do dia 10 de novembro.
“Estamos muito felizes em abrir mais uma edição do Estágio Visita, que proporciona aos participantes uma experiência prática sobre o papel do Crea-SP. Queremos que esses futuros profissionais compreendam desde cedo a importância da fiscalização e como o nosso trabalho contribui diretamente para a segurança da sociedade”, afirma a presidente da autarquia, engenheira Lígia Mackey.
Estudantes participando da 8ª edição do Estágio Visita do Crea-SP
Serão selecionadas 90 pessoas para que conheçam de perto as unidades do Conselho e as funções desenvolvidas em relação à área tecnológica. A imersão acontece entre os dias 4 e 7 de dezembro. Em 36 horas, ao todo, os estagiários-visitantes aprenderão um pouco mais sobre o funcionamento do Crea-SP, os procedimentos para a regulamentação, as atribuições de suas profissões, o controle ético e a fiscalização do exercício profissional.
O regulamento prevê o custeio de despesas com hospedagem, alimentação, transporte no trajeto das atividades. Já o transporte da cidade de origem do candidato selecionado para a capital paulista é de inteira responsabilidade do participante.
Abaixo, o cronograma
31/10 | Lançamento da 9ª edição
10/11 | Término das inscrições às 23h59min
11/11 |Etapa de seleção
13/11 | Habilitação dos documentos
14/11 | Divulgação dos selecionados
04 a 07/12 | Realização do programa
Já durante a programação, estão previstas palestras, capacitações com os departamentos internos, fiscalização em campo, visita à entidade de classe, simulação de Câmaras Especializadas com votação de processos e acompanhamento de Sessão Plenária, roda de conversa sobre futuro e carreira e mais.
Projeto resiliente oferece um espaço renovado, promovendo segurança e desenvolvimento para quase 130 crianças
Na última segunda-feira (21/10), os Arquitetos Voluntários entregaram a terceira creche revitalizada após as enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul, como parte da Missão Reconstrução RS. A Escola São Vicente de Paulo, que atende quase 130 crianças de 1 a 5 anos em turno integral, foi severamente danificada pelas chuvas que atingiram o bairro São Geraldo, em Porto Alegre. No primeiro andar do prédio, atingido por 1,20 metro de água, as obras iniciadas em julho resultaram na criação de quatro novos ambientes: uma sala de maternal, uma sala de acolhimento, uma sala de multiatividades e uma sala de apoio. Além disso, dois banheiros foram revitalizados, assim como a recepção e a lavanderia, sempre priorizando a sustentabilidade.
“Com esta nova entrega, reafirmamos que cada tijolo levantado é um passo a mais na construção de um futuro mais solidário e sustentável para nossas crianças”, afirmou a diretora de operações dos Arquitetos Voluntários, Bianca Russo. “Este espaço renovado é mais um símbolo de esperança e solidariedade para dezenas de crianças”, complementou a arquiteta Tatiane Fernandes, responsável pelo projeto.
Projeto resiliente e durável
A intervenção priorizou a sustentabilidade ambiental e humana, utilizando materiais duráveis, como porcelanato, e integrando fontes de energia limpa. A iniciativa conecta os alunos à natureza por meio de paisagismo e espaços verdes, além da implementação de hortas educativas no terraço. Também promove a cultura e a socialização com um módulo de biblioteca acessível, destaca a coordenadora de sustentabilidade dos Arquitetos Voluntários, Maria Eduarda Kooper. “Em um mundo repleto de desafios ambientais, cada passo em direção a um futuro mais verde e consciente é um investimento no bem-estar das crianças e da comunidade”, acrescentou.
A iniciativa contou com o apoio de diversos parceiros, incluindo o Instituto Franco, Montebravo Corretora, Revitare Engenharia, Prima Design, Centro Espírita Retiro da Luz, Silvana Hamade, Marias Bonitas de Lourdes, Espaço Eliana Batista, Divina Presença Móveis, KR Móveis, Puxadores & Cia, Spazio del Bagno, ML Tecidos, Tintas Renner, Stella Soluções para Iluminação, Cardozo Design Móveis, Criativando Home Design, Meu Rodapé, DOSS Móveis Planejados e Gabriela Cunha Pintura Artística, entre outros.
Missão Reconstrução RS
Após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024, os Arquitetos Voluntários lançaram a Missão Reconstrução RS, focada na reforma de creches, escolas e abrigos permanentes não governamentais afetados pelas chuvas. Até o momento, seis instituições foram contempladas, beneficiando mais de 1,2 mil crianças. Com a entrega da Escola São Vicente de Paulo, já foram revitalizadas três escolas em Porto Alegre. Além disso, outras três obras seguem em andamento: duas na Capital e uma ONG em Taquara.
A mostra reúne arqueologia, arte e meio ambiente e convida o público a refletir sobre os caminhos que nos levaram à devastação ambiental que enfrentamos atualmente.
O MuBE, Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia, inaugurou no último dia 26 a exposição “Mupotyra: Arqueologia Amazônica”. A mostra reúne arqueologia, arte e meio ambiente para discutir a ocupação da região e os impactos da exploração excessiva dos recursos naturais em prol do desenvolvimento, a partir de estudos que indicam que a ação de povos indígenas ancestrais teria sido determinante para a formação da Floresta Amazônica. A exposição busca discutir a ocupação da região e os impactos da exploração excessiva dos recursos naturais em nome do desenvolvimento. O termo “Mupotyra”, que significa “florescer” em Nheengatu, uma língua geral amazônica, reflete a proposta da exposição: revisitar o passado para promover uma reflexão e consciência sobre a construção de um futuro sustentável.
Fotografia: Divulgação Mube
Com curadoria de Naine Terena, Carla Gibertoni, Eduardo Neves, Ricardo Cardim e Guilherme Wisnik, a exibição propõe um chamado de consciência para imaginarmos novos futuros, de forma sustentável, e também apresenta a inédita coleção de Ricardo Cardim, que aborda a propaganda do projeto desenvolvimentista da ditadura militar, marcada por uma intensa política de exploração. A mostra traz ainda para o público parte importante de uma das principais coleções de arqueologia e etnologia da Amazônia do mundo, o acervo do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, com diversos artefatos que revelam o conhecimento altamente qualificado e o processo de resistência dos povos indígenas no Brasil.
Fotografia: Italo Cristovão | MuBE.
Fotografia: Italo Cristovão | MuBE.
Com expografia de Marcelo Rosenbaum, junto aos objetos arqueológicos e etnográficos são exibidas obras contemporâneas feitas por artistas que entram em diálogo e em tensão com o material histórico. Com destaque, os artistas indígenas participantes da mostra promovem a criticidade da arte indígena no contexto contemporâneo, não apenas como expressão artística em si, mas também como atos de resistência, conectando-se às raízes que as sustentam.
A entrada é gratuita e a exposição fica em cartaz no MuBE até o início de 2025 e conta também com programas educativos, visitas guiadas e atividades especiais nos ateliês abertos aos finais de semana.
Serviço
“Mupotyra: arqueologia amazônica”
Exibição: de 26/10/24 até 09/03/2025
Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia (MuBE)
Rua Alemanha 221, Jardim Europa, São Paulo-SP (terça a domingo).
Av. Europa 218, Jardim Europa, São Paulo-SP (quarta a domingo)
Horário de funcionamento: 11h às 18h. Última entrada às 17h30
Entrada gratuita
Material foi produzido em parceria com a Apex-Brasil e apoio da empresa de inteligência de negócios HOW2GO Consulting
A AsBEA-SP promoveu o lançamento do Guia de Internacionalização da Arquitetura e Urbanismo – Brazil, material inédito no país, produzido em parceria com a Apex-Brasil e apoio da empresa de inteligência de negócios HOW2GO Consulting. O Guia é o único material de capacitação voltado para a internacionalização escritórios de arquitetura e urbanismo no Brasil e oferece as ferramentas para o acesso a mercados internacionais com orientações desde a etapa de formulação estratégica até os trâmites técnicos para exportação de serviços.
O evento de lançamento do Guia aconteceu no início de outubro. Com abertura do presidente da AsBEA-SP, Gustavo Garrido, o guia foi apresentado pelo gerente do Programa Built by Brazil, Pedro Coelho, além da participação do diretor e da consultora da HOW2GO, Marcelo Vitali e Sandra Comesaña.
A elaboração do Guia de Internacionalização foi liderada por Pedro Coelho e atendeu a demanda dos escritórios associados ao Built by Brazil pelas informações a respeito da tributação de serviços e transações internacionais. O material ainda compila as etapas estratégicas e práticas da exportação de serviços e internacionalização das empresas de arquitetura e urbanismo, no Brasil.
Materiais complementares elaborados pela HOW2GO Consulting também foram apresentados no evento, como Estudos de Mercado – Portugal e Paraguai, que aprofundam temas essenciais para escritórios que buscam o mercado externo, incluindo precificação e requisitos técnicos para projetos em diferentes segmentos nesses países.
O Guia é uma ferramenta de capacitação de acesso exclusivo aos associados Built by Brazil – programa de internacionalização da arquitetura e urbanismo brasileiros, realizado em parceria entre a AsBEA, por meio da sua regional paulista, e a Apex-Brasil.
Uma versão introdutória está disponível para o público geral. Para saber mais sobre o material e fazer parte do Built by Brazil, acesse o site: www.builtbybrazil.com.br
Tecnologia motorizada certificada pelo Inmetro oferece desempenho seguro e estável mesmo em cenários de instabilidade elétrica e condições climáticas adversas
Em um cenário de crescente instabilidade climática, a Hunter Douglas – líder mundial no segmento de cortinas, persianas e coberturas – reafirma seu compromisso com a inovação e a segurança ao apresentar os benefícios do sistema de motorizaçãoPowerView®. Esta tecnologia de ponta destaca-se como uma aliada confiável em tempos de adversidades climáticas e variações na rede elétrica.
O PowerView®, certificado pelo Inmetro, representa o que há de mais inovador em automação residencial e assegura que as cortinas e persianas motorizadas da Hunter Douglas ultrapassam os padrões convencionais de qualidade e segurança, principalmente em um cenário de instabilidade elétrica, onde destaca-se por sua capacidade de operar com segurança mesmo em condições adversas:
Suporta variações de tensão, protegendo contra riscos como choques, superaquecimento, faíscas e incêndios.
Resistência a sobrecargas e surtos de tensão comprovada em testes.
Possui dispositivos de proteção que desligam automaticamente o motor quando necessário.
Durante o processo de certificação, o PowerView® foi submetido a diversos cenários de operação, incluindo:
Exposição a tensões mais altas ou mais baixas que as normais.
Simulações de oscilações na rede elétrica.
Avaliações de fuga de corrente elétrica.
Estes testes garantem que o sistema atenda aos mais elevados padrões de segurança, proporcionando tranquilidade e proteção aos usuários em perfeita harmonia com as variações da natureza e da tecnologia.
“A Hunter Douglas está comprometida em oferecer não apenas estilo e sofisticação, mas também segurança absoluta, protegendo o que é mais valioso para os nossos clientes”, afirma Patricia Cayres, Head de Marketing da Hunter Douglas Brasil. “Além do design, o PowerView® representa nossa dedicação à inovação e à qualidade, garantindo que nossos produtos funcionem de forma segura e eficiente, mesmo em condições adversas da rede elétrica.”
Contemporâneo e de visual impactante, projeto para estúdio em Pinheiros combina funcionalidade, estética e conforto.
Localizado em Pinheiros, São Paulo, este estúdio de 25m² foi desenvolvido pela arquiteta Flávia Prata para uma cliente que mora no interior. Em 2020, Flávia iniciou um projeto de interiores para a família, mas a obra foi impactada pela pandemia e, com a decisão de se mudarem para o interior, o imóvel acabou sendo vendido ao final da reforma. Apesar disso, a relação entre elas permaneceu e, recentemente, a cliente sentiu a necessidade de ter um espaço na cidade que funcionasse como uma base, onde pudesse se instalar por alguns dias quando o trabalho exigisse presença física, além de utilizá-lo para locações de curta duração. Assim, procurou a arquiteta novamente para criar um projeto.
A proposta era desenvolver um estúdio minimalista, contemporâneo e aconchegante, com foco na locação para curta temporada no Airbnb. A cliente desejava um ambiente visualmente impactante, que se destacasse nas buscas da plataforma, e a reforma começou logo após a entrega da construtora. Foi escolhida uma paleta de cores neutras, mas com uma variedade de texturas que agradasse tanto a cliente quanto os potenciais locadores, criando um espaço acolhedor que transmitisse conforto, mesmo longe de casa, além de um forte apelo visual.
Para levar aconchego e destaque Flávia optou por utilizar bastante madeira no projeto, e a decisão de utilizar um revestimento adesivo vinílico no forro ajudou a trazer esse ar mais intimista sem deixar o espaço pesado. Além da rapidez para a instalação do adesivo, outra grande vantagem do revestimento também foi o custo-benefício, já que proporcionou um destaque visual da madeira com um preço bem inferior do que um forro de madeira tradicional. Já o piso de porcelanato remete à textura do granilite e apesar de ser um piso de cores neutras, traz um ritmo diferenciado ao apartamento.
A cozinha foi o ponto “ousado” do projeto, apresentando uma abordagem de color blocking em preto. Materiais como MDF ebanizado e granito São Gabriel com acabamento escovado criaram um visual contemporâneo e dramático, fazendo dessa área o grande destaque do projeto. Um grande gavetão na base da marcenaria oferece uma solução prática para armazenar itens como vassouras e aspiradores, mantendo o espaço organizado. Para quebrar a paleta neutra, uma mesa de refeições em tonalidade verde foi posicionada ao lado do sofá, funcionando também como mesa de apoio.
Na área de estar, Flávia buscou suavizar a dramaticidade da cozinha, valorizando a luz natural com marcenaria clara. O revestimento decorativo da cozinha foi repetido atrás da bancada de trabalho, criando continuidade visual. Em vez de um armário contínuo, o espaço foi dividido em dois módulos, centralizando a televisão em relação ao sofá e à cama.
Devido à dimensão compacta do imóvel, a escolha dos móveis foi baseada no layout definido. O sofá, com largura equivalente à da cama, possui linhas retas, garantindo uma visão desobstruída. Um pórtico amadeirado foi projetado para emoldurar a cama, enquanto a iluminação indireta na marcenaria trouxe um toque final. A temperatura da iluminação, ajustada para 2700K, foi essencial para criar um ambiente aconchegante.
Para o banheiro, o objetivo foi criar um espaço que não parecesse convencional, ideal para banhos relaxantes. A arquiteta alcançou o objetivo ao levar o mesmo envelopamento do forro para dentro do ambiente. Além disso, optou por não subir o revestimento de porcelanato até o final da parede, finalizando-o a uma altura de dois metros do piso. Ao trocar o revestimento entregue pela construtora, conseguiu aumentar a área útil do box, deixando-a com quase 1,40m de comprimento total.