ViaFoto ganha espaço voltado para o olhar fotográfico

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O projeto assinado por Superlimão cria um circuito fluido e preciso, pensado para colocar a fotografia no centro da experiência

 

O ViaFoto, novo centro cultural dedicado à fotografia em São Paulo, surge com a missão de aprofundar a relação da cidade com a imagem. Concebido a partir de uma arquitetura que orienta e provoca o olhar, o espaço aposta na fotografia como ferramenta capaz de transformar percepções e ampliar leituras sobre o mundo. O instituto se apresenta como um ambiente de encontro e diálogo, voltado ao estímulo do pensamento crítico e à reflexão sobre a cultura visual contemporânea.

O Superlimão foi convidado para desenvolver o projeto arquitetônico e a expografia da mostra inaugural, com o desafio de criar uma espacialidade que desse protagonismo à fotografia e amplificasse a curadoria sem competir com ela.

 

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A solução parte da lógica do percurso. Em vez de salas tradicionais, o visitante caminha por um trajeto contínuo formado por volumes brancos, frestas e painéis que organizam camadas visuais e temporalidades. Cada transição orienta o olhar e conduz a leitura das obras.

A narrativa curatorial, que aborda ancestralidade, urbanidade, diversidade e cultura, ganha densidade ao atravessar esse espaço. A arquitetura se torna ferramenta de interpretação, estruturando a experiência sem disputar atenção.

 

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O antigo galpão do Largo da Batata foi reconfigurado como um circuito que permite que cada obra respire, evitando sobreposições visuais e criando ritmos de luz, profundidade e movimento.

Localizado no LAPI, projeto urbano também assinado pelo Superlimão que vem revitalizando o Largo da Batata, o ViaFoto se integra à proposta de tornar o entorno mais aberto, criativo e acessível.

Criado em colaboração com fotógrafos, curadores e educadores, o Instituto nasce para valorizar a fotografia como arte, linguagem e instrumento de transformação social. Como espaço expositivo, promove mostras que vão do fotojornalismo à arte contemporânea; e, como Centro de Conhecimento, oferece cursos, oficinas e experiências que estimulam aprendizado, criatividade e troca.

 

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Imagens: Maira Acayaba

Com 11,4 gigawatts adicionados em 2025, setor de energia solar projeta expansão com abertura do mercado de baterias em 2026

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Mercado vive expectativa de inovação tecnológica e novos investimentos com realização do primeiro Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) e da SNEC PV & ES LATAM, edição brasileira do maior evento de energia solar do mundo

 

Após adicionar 11,4 gigawatts em 2025, o setor de energia solar brasileiro projeta nova expansão em 2026 com a abertura do mercado de baterias. O País vive expectativa da realização do primeiro leilão de baterias e a introdução de novas soluções de armazenamento de energia, muitas delas apresentadas durante a SNEC PV & ES LATAM, edição latino-americana do maior evento da indústria de energia solar do mundo, que acontece em março do próximo ano, na cidade de São Paulo.

Depois da recente aprovação da regulamentação do armazenamento de energia por baterias, por meio da Lei 15.269/2025, está previsto para abril o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP), o primeiro certame do país dedicado exclusivamente à contratação de potência por baterias. Esses sistemas de armazenamento poderão garantir a disponibilidade da energia produzida por usinas solares e eólicas em momentos em que não há produção, destravando investimentos e trazendo flexibilidade ao sistema elétrico.

O uso de baterias em conjunto com a geração solar não se restringirá apenas às grandes usinas centralizadas. Com os equipamentos tornando-se cada vez mais acessíveis, o Brasil deverá testemunhar o crescimento dessas aplicações em instalações residenciais e comerciais, trazendo economia e autonomia para os consumidores, algo que já é uma realidade em outros países.

Muitas novidades nesse segmento serão apresentadas ao público brasileiro durante a SNEC PV & ES LATAM, que acontece em São Paulo (SP) entre 24 e 26 de março. Os participantes terão a oportunidade de conhecer tendências para toda a cadeia produtiva do setor solar fotovoltaico, incluindo soluções para mobilidade elétrica e armazenamento de energia.

 

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Também será possível acompanhar debates qualificados, conduzidos por especialistas renomados, em um congresso técnico com conteúdo de alto nível. Com organização da NürnbergMesse Brasil, uma das maiores promotoras de eventos do país, e da Oakstream, que atua na comercialização e serviços de energia renovável, a SNEC PV & ES LATAM deve receber pelo menos 10 mil pessoas nos três dias de evento.

A feira de negócios contará com cerca de 100 expositores, incluindo os principais fabricantes de equipamentos fotovoltaicos, como painéis solares e inversores, e desenvolvedores de projetos de geração centralizada e distribuída, além de empresas com atuação nos mercados de armazenamento de energia com baterias, mobilidade elétrica, smarts grids e infraestrutura.

A SNEC de Xangai, na China, é realizada desde 2007 e tornou-se o maior evento de energia solar do mundo. A edição de 2025 aconteceu entre 11 e 13 junho e contou com cerca de 3,5 mil expositores e atraiu de mais de 500 mil visitantes. A SNEC PV & ES LATAM representa a primeira versão da feira e congresso realizada fora da China.

 

Mercado brasileiro em 2025

De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Brasil acrescentou 8,4 GW de sistemas residenciais e comerciais de pequeno e médio porte (geração distribuída) e 3 GW de grandes usinas (geração centralizada) ao longo de 2025. O desempenho representou investimentos de cerca de R$ 40 bilhões e geração de quase 400 mil empregos. Como o avanço, o país encerra o ano com 65 GW de potência operacional acumulada na fonte fotovoltaica.

Esses números mantém o Brasil como um dos principais mercados de energia solar do mundo. Nos últimos anos, o país tem se posicionado junto com a China, Estados Unidos e Índia como os líderes globais de instalação de usinas fotovoltaicas. É justamente esse cenário que credenciou o país a receber a primeira edição da SNEC realizada fora da China.

Inscrições abertas: https://credenciamento.sneclatambr.com.br/

 

Serviço

SNEC PV & ES LATAM
Data: 24 a 26 de março de 2026
Local: Distrito Anhembi, São Paulo (SP)
Informações: https://sneclatambr.com.br/

Planos abertos

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A ampla residência contou com estrutura metálica, o que permitiu lajes mais finas, delgadas, conferindo maior leveza às lajes horizontais

 

Com cerca de 1.400 m², esta ampla residência, assinada pelo escritório de Fernanda Marques e implantada em um condomínio em São José dos Campos, se abre quase integralmente para a área externa, destacando-se pela leveza e pela linearidade de sua arquitetura. Essencial para essa percepção, a opção por lajes mais delgadas, que cobrem grandes vãos, vai além de uma simples decisão formal: integra um programa sustentável abrangente que orientou todas as etapas do projeto, buscando racionalizar ao máximo o uso de materiais e reduzir o impacto ambiental da construção.

 

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A adoção de estrutura metálica viabilizou lajes de menor espessura, resultando em maior leveza visual das lajes horizontais e permitindo o emprego de materiais nobres no projeto. A integração dos espaços interiores com as áreas externas é também elemento marcante do projeto arquitetônico.

 

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A casa abra-se ao jardim e o percurso de entrada se faz através dele. Os espaços de convívio social, pensados para receber amigos e familiares, encontram-se no pavimento térreo, assim como o terraço, integrado à área externa: brinquedoteca, área de ginástica, home theater, living.

 

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Na área íntima, a suíte master se volta para uma área de preservação, enquanto os demais dormitórios têm vista para a piscina. A presença da natureza é constante ao longo do projeto, seja por meio de rasgos na estrutura que permitem a integração do jardim, seja pelas aberturas que enquadram a paisagem.

 

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Imagens: Fernando Guerra

Simões de Assis abre programação de 2026 com exposição individual de Julia Kater

Julia Kater Diptico Credito Cortesia da Artista e Simoes de Assis Easy Resize com

Mostra apresenta 14 obras inéditas da artista, sendo seis desenvolvidas a partir da pesquisa realizada durante sua residência artística na Cité Internationale des Arts, em Paris

 

Abrindo a programação de 2026, a Simões de Assis apresenta a exposição individual da artista franco-brasileira Julia Kater. Em exibição de 22 de janeiro a 7 de março, Duplo será apresentada no espaço térreo da galeria em São Paulo, com texto crítico assinado pela curadora e pesquisadora Pollyana Quintella. Com colagens e fotografias impressas sobre a seda, a mostra reúne 14 trabalhos inéditos da artista, dos quais seis resultam da pesquisa realizada durante sua residência artística na “Cité Internationale des Arts” (Paris, 2025).

Em sua prática, a artista investiga a relação entre a paisagem, a cor e a superfície. Ela transita pela fotografia e pela colagem, concentrando-se na construção da imagem por meio do recorte e da justaposição. Em sua obra, a imagem não é apenas um registro de um instante, mas sim, resultado de um deslocamento – algo que se desfaz e se recompõe do mesmo gesto.

As imagens, muitas vezes próximas, não buscam documentar, mas construir um novo campo de sentido. Nas colagens, o gesto do recorte ganha corpo. Fragmentos de fotografias são manualmente cortados, sobrepostos e organizados em camadas que criam passagens visuais marcadas por transições sutis de cor. Esses acúmulos evocam variações de luz, atmosferas e a própria passagem do tempo através de gradações cromáticas. Na individual “Duplo”, Julia Kater apresenta trabalhos recentes, desenvolvidos a partir da pesquisa realizada durante sua residência artística em Paris.

“Minha pesquisa se concentra na paisagem e na forma como a cor participa da construção da imagem – ora como elemento acrescentado à fotografia, ora como algo que emerge da própria superfície. Nas colagens, a paisagem é construída por recortes, justaposições e gradações de cor. Já nos trabalhos em tecido, a cor atua a partir da própria superfície, por meio do tingimento manual, atravessando a fotografia impressa. Esses procedimentos aprofundam a minha investigação sobre a relação entre a paisagem, a cor e a superfície” – Julia Kater.

 

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Julia Kater. Fotografia: Pedrita Junckes.

 

Em destaque, duas obras que serão exibidas na mostra: uma em tecido que faz parte da nova série e um díptico inédito. Corpo de Pedra (Centauro), 2025, impressão digital pigmentária sobre seda tingida à mão com tintas a base de plantas e, Sem Título, 2025, colagem com impressão em pigmento mineral sobre papel matt Hahnemüle 210g, díptico com dimensão de 167 x 144 cm cada.

A artista comenta: “dou continuidade às colagens feitas a partir do recorte de fotografia impressa em papel algodão e passo a trabalhar com a seda também como suporte. O processo envolve o tingimento manual do tecido com plantas naturais, como o índigo, seguido da impressão da imagem fotográfica. Esse procedimento me interessa por sua proximidade com o processo fotográfico analógico, sobretudo a noção de banho, de tempo de imersão e de fixação da cor na superfície”. Todas as obras foram produzidas especialmente para a exposição, que fica em cartaz até 07 de março de 2026.

 

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Corpo de Pedra Minotauro. Fotografia: Cortesia da Artista e Simoes de Assis.

 

Com mais de 40 anos de história, a Simões de Assis é uma das principais galerias da América Latina dedicadas à arte moderna e contemporânea. Inaugurada em Curitiba, Brasil, em 1984, é conduzida por duas gerações da família fundadora, operando em três sedes – São Paulo, Curitiba e Balneário Camboriú. A galeria representa um grupo curado de 37 artistas e espólios, com foco especial na arte brasileira, mas também na arte latino-americana em diálogo com perspectivas globais.

 

Serviço

Duplo”, individual inédita da artista Julia Kater

Abertura: 22 de janeiro, quinta-feira, das 18h às 21h
Período de visitação: de 22 de janeiro a 07 de março de 2026
Local: Galeria Simões de Assis | Alameda Lorena, nº 2050 – Jardins, São Paulo/SP
Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 15h
Entrada gratuita

Site: www.simoesdeassis.com
Instagram: @simoesdeassis_
Facebook:
 fb.com/simoesdeassisgaleria

 

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Diptico. Fotografia: Cortesia da Artista e Simoes de Assis.

 

 

Metro Arquitetos assina projeto do Cais das Artes, última obra de Paulo Mendes da Rocha

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Localizado na Enseada do Suá, em Vitória, no Espírito Santos, Cais das Artes tem 30.000 m² de área construída, com espaços projetados para museu e teatro

 

O escritório Metro Arquitetos assina o projeto arquitetônico do Cais das Artes, em Vitória (ES), última obra de Paulo Mendes da Rocha a entrar em funcionamento. Concebido inicialmente pelo arquiteto em 2007, o projeto inicia agora sua fase de ativação, com abertura para o público no final de janeiro. Em março, o equipamento entra em funcionamento, com abertura do museu, primeira etapa do conjunto a ser entregue.

Implantado na Enseada do Suá, em uma extensa esplanada aterrada em frente ao canal que conforma a ilha de Vitória, o projeto do Cais das Artes articula museu e teatro concebidos para receber eventos artísticos de grande porte. A proposta arquitetônica estabelece uma relação direta com o entorno paisagístico, histórico e urbano da cidade, marcada pela presença do porto e pela conformação natural da baía.

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Render do complexo cultural Cais das Artes. Imagens: Metro Arquitetos.

O partido do projeto organiza-se a partir de uma ampla praça pública aberta ao uso cotidiano, configurada como um passeio junto ao mar. Os edifícios são elevados do solo, solução que permite visuais livres e desimpedidos desde a praça para a paisagem circundante, incluindo o movimento das docas, vista para a Vila Velha e o Convento da Penha, localizado do outro lado do canal.

A intervenção arquitetônica orienta-se por uma leitura urbanística que busca articular história e geografia a uma visão contemporânea da cidade, tendo o espaço público como elemento central da relação entre o conjunto e seu entorno. A praça incorpora usos complementares, como cafés, livrarias e espaços para espetáculos cênicos e exposições ao ar livre, ampliando as possibilidades de fruição pública.

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Render do complexo cultural Cais das Artes. Imagens: Metro Arquitetos.

O edifício do museu é estruturado por duas grandes vigas paralelas em concreto armado protendido, elevadas a três metros do solo, com apenas três apoios cada e afastadas entre si por 20 metros. Entre elas, organizam-se salões expositivos distribuídos em três níveis principais, com iluminação natural indireta garantida por caixilhos inclinados. Parte do programa concentra-se em uma torre anexa, conectada ao corpo principal por passarelas.

O teatro, com capacidade para 1.300 espectadores, é organizado a partir de duas galerias laterais que concentram circulações, áreas técnicas e camarins, enquanto o espaço central abriga plateia, balcões, palco e coxias. Assim como o museu, o edifício é elevado do solo, tocando o chão apenas nas áreas técnicas sob o palco e no restaurante, que se abre para um passeio coberto junto ao mar, com pilares implantados diretamente na água.

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Render do complexo cultural Cais das Artes. Imagens: Metro Arquitetos.

Para Gustavo Cedroni, o projeto vai muito além do programa e das edificações em si. “Ele reflete a visão de mundo de Paulo Mendes da Rocha, que sempre defendeu que áreas com frente para o mar fossem espaços públicos e não privados. O Cais das Artes materializa esse ideal e carrega uma forte dimensão afetiva, já que Vitória foi a cidade onde ele nasceu e viveu a sua infância. Para nós, que ouvimos tantas histórias sobre a relação do homem com o mar, sobre o sabor das frutas locais e a sombra das árvores, é uma enorme emoção ver esse projeto  e essas memórias finalmente realizados”, diz Cedroni.

Martin Corullon destaca o impacto urbano e simbólico do conjunto. “É um projeto extraordinário porque se trata de uma arquitetura que transforma a paisagem e atua na escala da cidade. É um privilégio ter participado de algo com esse alcance, que além da paisagem, certamente impactará positivamente a cultura da região. Depois de tantos anos de incerteza, é muito gratificante ver um projeto público dessa importância ser concluído com respeito à sua concepção original.” Segundo o arquiteto, o Cais das Artes também marca um ciclo profissional: “Do ponto de vista pessoal, o projeto conclui simbolicamente uma parceria de quase trinta anos com Paulo Mendes da Rocha e sintetiza uma visão de arquitetura e de mundo que foi formadora para mim.”

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Render do complexo cultural Cais das Artes. Imagens: Metro Arquitetos.

O projeto do Cais das Artes teve início em 2007, com autoria de Paulo Mendes da Rocha e coautoria de Gustavo Cedroni e Martin Corullon, do Metro Arquitetos. A arquiteta Anna Ferrari integrou a equipe responsável pelo desenvolvimento do projeto. As obras começaram em 2011, mas foram posteriormente adiadas. Retomado em 2025, o projeto entra agora na fase de abertura ao público, com a entrega gradual do complexo cultural ao longo de 2026.

O Cais das Artes é um equipamento cultural da Secretaria da Cultura do Espírito Santo e tem sua gestão realizada pela Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI).

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Render do complexo cultural Cais das Artes. Imagens: Metro Arquitetos.

Potencializando os espaços sociais

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Projeto de reforma elimina compartimentação, redefine layout e conecta diferentes épocas também por meio da arte, do modernismo à contemporaneidade

 

O bloco F da SQS 308, localizado na “quadra modelo” de Brasília-DF, projeto original de Marcelo Campello e Sérgio Rocha, foi inaugurado em 1961 com uma planta típica da época, toda compartimentada. Sala de estar separada da sala de jantar por parede, por exemplo, e a área de serviço linear ocupava toda a área junto à fachada posterior da edificação, ventilada, coberta por cobogó.

 

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Um dos objetivos do projeto da Bloco Arquitetos foi eliminar a compartimentação entre as salas originais e área de serviço para potencializar espaços sociais. Assim, foram eliminados dois quartos da área de serviços, transformando-a em uma bem mais compacta, e a cozinha foi deslocada para junto à fachada de cobogó, criando-se uma ligação direta entre as duas fachadas do edifício. Resultado: ventilação natural cruzada em todos os ambientes sociais do apartamento e potencialização da incidência de iluminação natural em seu interior.

 

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No processo, foi revelada e mantida exposta uma marcante estrutura de concreto original, incluindo uma mão-francesa em destaque na sala, além de outras vigas e pilares de concreto em ambientes como sala, cozinha e quartos. Todo o piso do apartamento foi retificado e recolocado na fase final da obra, para manutenção de sua originalidade.

 

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Um dos principais desafios do projeto foi integrar a extensa coleção de arte dos moradores ao espaço. Estantes, painéis e até os elementos estruturais aparentes foram cuidadosamente concebidos como suportes para as obras, com seus locais de instalação definidos antecipadamente. As peças, vindas de Tóquio, chegaram ao apartamento próximo à conclusão da obra.

 

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Imagens: Joana França

Ciclovia Franco Montoro se consolida como um dos principais cases de revitalização urbana de São Paulo

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Revitalizada pela Farah Service, a ciclovia às margens do Rio Pinheiros alia mobilidade, cultura e sustentabilidade, atraindo mais de 160 mil pessoas por mês e se tornando referência em gestão urbana colaborativa

 

Com 22,2 km de extensão, a Ciclovia Franco Montoro, popularmente conhecida como Ciclovia do Rio Pinheiros, tornou-se um dos maiores exemplos de requalificação urbana e integração entre mobilidade, cultura e sustentabilidade na cidade de São Paulo. Desde fevereiro de 2020, o espaço está sob gestão da Farah Service, empresa especializada em projetos de urbanismo, paisagismo e restauro, por meio de contrato firmado com a CPTM (Secretaria dos Transportes Metropolitanos).

Ao longo dos últimos anos, a Farah Service, sob a liderança do CEO Michel Farah, vem transformando o trecho às margens do Rio Pinheiros em um verdadeiro corredor de convivência e bem-estar. Com o apoio de patrocínios e parcerias estratégicas, a estrutura passou por ampla revitalização, que incluiu melhorias de infraestrutura, implantação de novos serviços e equipamentos urbanos e ampliação das áreas de convivência e lazer.

Hoje, a ciclovia oferece seis pontos de apoio com banheiros, bebedouros, paraciclos e boxes de manutenção, cinco estações de ginástica, serviços de aluguel e manutenção de bicicletas, além de uma ampla oferta gastronômica, que vai de cafés e açaís a opções de almoço. O resultado é um aumento expressivo no fluxo de visitantes: cerca de 160 mil acessos mensais, consolidando o espaço como um dos principais destinos de lazer e mobilidade ativa da capital.

Mais do que um eixo de mobilidade, a Ciclovia Franco Montoro se tornou também um ponto de encontro entre cultura e sustentabilidade. O projeto Ciclo Cultural, idealizado pela Farah Service, já levou mais de 30 obras de arte ao longo dos 22 km de percurso, entre murais, esculturas e intervenções urbanas assinadas por artistas como André Gola, Hugo França, Jaime Prades, Verena Smit, Rosilene Fontes, Sônia Ebling e Caciporé Torres. O local abriga ainda um estúdio de podcast e recebe anualmente eventos e exposições de grande relevância, como as promovidas pela Virada Sustentável e Virada Cultural, reforçando seu papel como polo de convivência criativa e cidadã.

Entre as iniciativas socioambientais, destaca-se o CAPA, Centro de Apoio e Proteção Animal, desenvolvido em parceria com a empresária Mariana Aidar. O projeto atua nas duas margens do Rio Pinheiros, cuidando de capivaras, aves, lagartos, cães e gatos, promovendo pesquisa, cuidado e adoção responsável.

Segundo Michel Farah, CEO da Farah Service, o objetivo do trabalho é “redefinir a relação entre cidade, meio ambiente e pessoas, criando espaços que não apenas funcionem, mas inspirem uma nova forma de convivência urbana, em um modelo de gestão que demonstra o poder das parcerias entre o setor público e privado para transformar o cotidiano e a paisagem urbana de forma sustentável e permanente”. Fundada em 1986, a empresa é responsável por projetos de paisagismo, restauro de monumentos, intervenções culturais e requalificação de áreas verdes que impactam diretamente a qualidade de vida da população.

A Ciclovia Franco Montoro é um dos símbolos desse modelo: um espaço público que alia sustentabilidade, segurança e lazer, com operação diária das 5h30 às 18h30, conectando pontos estratégicos da cidade, da Ponte Jaguaré até a Av. Miguel Yunes. O projeto conta com o patrocínio da Heineken 0.0 e da Porto Saúde, além do apoio da ViaMobilidade e da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE).

 

CICLOVIA FRANCO MONTORO 

  • Extensão: 22,2 km (entre a Ponte Jaguaré e a Av. Miguel Yunes)
  • Gestão: Farah Service (desde fevereiro de 2020)
  • Funcionamento: Diariamente das 5h30 às 18h30
  • Média mensal de visitação: 160 mil pessoas
  • Patrocinadores: Heineken 0.0 e Porto Saúde
  • Apoio: ViaMobilidade, CPTM e EMAE

Custo da construção em São Paulo acumulou alta de 4,14% em 2025

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Índice avançou 0,31% em dezembro, e o projeto-padrão de edificação R8-N fechou o mês em R$ 2.123,87

 

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) divulgou que o Custo Unitário Básico (CUB) global da indústria da construção paulista registrou variação positiva de 0,31% em dezembro de 2025. Com o resultado, o indicador acumulou elevação de 4,14% no ano e também em 12 meses.

No mês, os custos com materiais de construção registraram alta de 0,25%, acumulando elevação de 2,56% tanto em 2025 quanto em 12 meses. Os custos com mão de obra avançaram 0,33% em dezembro, encerrando o ano com alta de 5,17% no acumulado anual e em 12 meses. Já os custos administrativos, representados pelos salários dos engenheiros, apresentaram variação positiva de 0,63% no mês e acumularam alta de 6,40% no ano e no período de 12 meses.

Com isso, o CUB representativo da construção paulista (padrão R8-N) fechou dezembro em R$ 2.123,87.

 

O que é o CUB?

O CUB é o índice oficial que reflete a variação dos custos das construtoras, sendo de uso obrigatório nos registros de incorporação dos empreendimentos imobiliários, além de ser um importante termômetro para a variação dos custos de mão de obra e serviços. O monitoramento contínuo do Custo Unitário Básico (CUB) é fundamental para o setor da construção civil, fornecendo indicadores precisos sobre a evolução dos custos e permitindo que empresas do segmento ajustem suas estratégias de acordo com as variações de mercado. Acompanhar essas flutuações contribui para uma gestão mais eficiente, ajudando a mitigar impactos econômicos e a otimizar o planejamento de obras em todo o Estado de São Paulo.

 

Com desoneração

Nas obras incluídas na desoneração da folha de pagamentos, o CUB registrou variação positiva de 0,31% em dezembro. No acumulado de 2025, a alta foi de 5,93%, mesma variação registrada em 12 meses. O custo médio da construção paulista (R8-N) com desoneração atingiu R$ 2.015,90 no mês.

 

Custos dos insumos

Em dezembro, alguns insumos apresentaram variações superiores ao IGP-M, que registrou queda de 0,01% no mês. Entre as maiores altas mensais destacaram-se o tubo de ferro galvanizado, a tinta látex branca PVA, as esquadrias de correr em alumínio 4 folhas, a telha ondulada de fibrocimento 6 mm e a placa de gesso para forro sem colocação.

No acumulado de 12 meses, os aumentos mais expressivos foram observados na janela de correr 2 folhas 1,2 x 1,2 m, nas esquadrias de correr em alumínio 4 folhas, no tubo PVC-R rígido para esgoto Ø 150 mm, no bloco de concreto 19 x 19 x 39 cm e na placa de gesso para forro sem colocação.

 

 

 

 

 

 

Fonte: SindusCon-SP
Imagem: Ilustrativa