Simões de Assis abre programação de 2026 com exposição individual de Julia Kater

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Mostra apresenta 14 obras inéditas da artista, sendo seis desenvolvidas a partir da pesquisa realizada durante sua residência artística na Cité Internationale des Arts, em Paris

 

Abrindo a programação de 2026, a Simões de Assis apresenta a exposição individual da artista franco-brasileira Julia Kater. Em exibição de 22 de janeiro a 7 de março, Duplo será apresentada no espaço térreo da galeria em São Paulo, com texto crítico assinado pela curadora e pesquisadora Pollyana Quintella. Com colagens e fotografias impressas sobre a seda, a mostra reúne 14 trabalhos inéditos da artista, dos quais seis resultam da pesquisa realizada durante sua residência artística na “Cité Internationale des Arts” (Paris, 2025).

Em sua prática, a artista investiga a relação entre a paisagem, a cor e a superfície. Ela transita pela fotografia e pela colagem, concentrando-se na construção da imagem por meio do recorte e da justaposição. Em sua obra, a imagem não é apenas um registro de um instante, mas sim, resultado de um deslocamento – algo que se desfaz e se recompõe do mesmo gesto.

As imagens, muitas vezes próximas, não buscam documentar, mas construir um novo campo de sentido. Nas colagens, o gesto do recorte ganha corpo. Fragmentos de fotografias são manualmente cortados, sobrepostos e organizados em camadas que criam passagens visuais marcadas por transições sutis de cor. Esses acúmulos evocam variações de luz, atmosferas e a própria passagem do tempo através de gradações cromáticas. Na individual “Duplo”, Julia Kater apresenta trabalhos recentes, desenvolvidos a partir da pesquisa realizada durante sua residência artística em Paris.

“Minha pesquisa se concentra na paisagem e na forma como a cor participa da construção da imagem – ora como elemento acrescentado à fotografia, ora como algo que emerge da própria superfície. Nas colagens, a paisagem é construída por recortes, justaposições e gradações de cor. Já nos trabalhos em tecido, a cor atua a partir da própria superfície, por meio do tingimento manual, atravessando a fotografia impressa. Esses procedimentos aprofundam a minha investigação sobre a relação entre a paisagem, a cor e a superfície” – Julia Kater.

 

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Julia Kater. Fotografia: Pedrita Junckes.

 

Em destaque, duas obras que serão exibidas na mostra: uma em tecido que faz parte da nova série e um díptico inédito. Corpo de Pedra (Centauro), 2025, impressão digital pigmentária sobre seda tingida à mão com tintas a base de plantas e, Sem Título, 2025, colagem com impressão em pigmento mineral sobre papel matt Hahnemüle 210g, díptico com dimensão de 167 x 144 cm cada.

A artista comenta: “dou continuidade às colagens feitas a partir do recorte de fotografia impressa em papel algodão e passo a trabalhar com a seda também como suporte. O processo envolve o tingimento manual do tecido com plantas naturais, como o índigo, seguido da impressão da imagem fotográfica. Esse procedimento me interessa por sua proximidade com o processo fotográfico analógico, sobretudo a noção de banho, de tempo de imersão e de fixação da cor na superfície”. Todas as obras foram produzidas especialmente para a exposição, que fica em cartaz até 07 de março de 2026.

 

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Corpo de Pedra Minotauro. Fotografia: Cortesia da Artista e Simoes de Assis.

 

Com mais de 40 anos de história, a Simões de Assis é uma das principais galerias da América Latina dedicadas à arte moderna e contemporânea. Inaugurada em Curitiba, Brasil, em 1984, é conduzida por duas gerações da família fundadora, operando em três sedes – São Paulo, Curitiba e Balneário Camboriú. A galeria representa um grupo curado de 37 artistas e espólios, com foco especial na arte brasileira, mas também na arte latino-americana em diálogo com perspectivas globais.

 

Serviço

Duplo”, individual inédita da artista Julia Kater

Abertura: 22 de janeiro, quinta-feira, das 18h às 21h
Período de visitação: de 22 de janeiro a 07 de março de 2026
Local: Galeria Simões de Assis | Alameda Lorena, nº 2050 – Jardins, São Paulo/SP
Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 15h
Entrada gratuita

Site: www.simoesdeassis.com
Instagram: @simoesdeassis_
Facebook:
 fb.com/simoesdeassisgaleria

 

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Diptico. Fotografia: Cortesia da Artista e Simoes de Assis.

 

 

Metro Arquitetos assina projeto do Cais das Artes, última obra de Paulo Mendes da Rocha

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Localizado na Enseada do Suá, em Vitória, no Espírito Santos, Cais das Artes tem 30.000 m² de área construída, com espaços projetados para museu e teatro

 

O escritório Metro Arquitetos assina o projeto arquitetônico do Cais das Artes, em Vitória (ES), última obra de Paulo Mendes da Rocha a entrar em funcionamento. Concebido inicialmente pelo arquiteto em 2007, o projeto inicia agora sua fase de ativação, com abertura para o público no final de janeiro. Em março, o equipamento entra em funcionamento, com abertura do museu, primeira etapa do conjunto a ser entregue.

Implantado na Enseada do Suá, em uma extensa esplanada aterrada em frente ao canal que conforma a ilha de Vitória, o projeto do Cais das Artes articula museu e teatro concebidos para receber eventos artísticos de grande porte. A proposta arquitetônica estabelece uma relação direta com o entorno paisagístico, histórico e urbano da cidade, marcada pela presença do porto e pela conformação natural da baía.

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Render do complexo cultural Cais das Artes. Imagens: Metro Arquitetos.

O partido do projeto organiza-se a partir de uma ampla praça pública aberta ao uso cotidiano, configurada como um passeio junto ao mar. Os edifícios são elevados do solo, solução que permite visuais livres e desimpedidos desde a praça para a paisagem circundante, incluindo o movimento das docas, vista para a Vila Velha e o Convento da Penha, localizado do outro lado do canal.

A intervenção arquitetônica orienta-se por uma leitura urbanística que busca articular história e geografia a uma visão contemporânea da cidade, tendo o espaço público como elemento central da relação entre o conjunto e seu entorno. A praça incorpora usos complementares, como cafés, livrarias e espaços para espetáculos cênicos e exposições ao ar livre, ampliando as possibilidades de fruição pública.

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Render do complexo cultural Cais das Artes. Imagens: Metro Arquitetos.

O edifício do museu é estruturado por duas grandes vigas paralelas em concreto armado protendido, elevadas a três metros do solo, com apenas três apoios cada e afastadas entre si por 20 metros. Entre elas, organizam-se salões expositivos distribuídos em três níveis principais, com iluminação natural indireta garantida por caixilhos inclinados. Parte do programa concentra-se em uma torre anexa, conectada ao corpo principal por passarelas.

O teatro, com capacidade para 1.300 espectadores, é organizado a partir de duas galerias laterais que concentram circulações, áreas técnicas e camarins, enquanto o espaço central abriga plateia, balcões, palco e coxias. Assim como o museu, o edifício é elevado do solo, tocando o chão apenas nas áreas técnicas sob o palco e no restaurante, que se abre para um passeio coberto junto ao mar, com pilares implantados diretamente na água.

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Render do complexo cultural Cais das Artes. Imagens: Metro Arquitetos.

Para Gustavo Cedroni, o projeto vai muito além do programa e das edificações em si. “Ele reflete a visão de mundo de Paulo Mendes da Rocha, que sempre defendeu que áreas com frente para o mar fossem espaços públicos e não privados. O Cais das Artes materializa esse ideal e carrega uma forte dimensão afetiva, já que Vitória foi a cidade onde ele nasceu e viveu a sua infância. Para nós, que ouvimos tantas histórias sobre a relação do homem com o mar, sobre o sabor das frutas locais e a sombra das árvores, é uma enorme emoção ver esse projeto  e essas memórias finalmente realizados”, diz Cedroni.

Martin Corullon destaca o impacto urbano e simbólico do conjunto. “É um projeto extraordinário porque se trata de uma arquitetura que transforma a paisagem e atua na escala da cidade. É um privilégio ter participado de algo com esse alcance, que além da paisagem, certamente impactará positivamente a cultura da região. Depois de tantos anos de incerteza, é muito gratificante ver um projeto público dessa importância ser concluído com respeito à sua concepção original.” Segundo o arquiteto, o Cais das Artes também marca um ciclo profissional: “Do ponto de vista pessoal, o projeto conclui simbolicamente uma parceria de quase trinta anos com Paulo Mendes da Rocha e sintetiza uma visão de arquitetura e de mundo que foi formadora para mim.”

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Render do complexo cultural Cais das Artes. Imagens: Metro Arquitetos.

O projeto do Cais das Artes teve início em 2007, com autoria de Paulo Mendes da Rocha e coautoria de Gustavo Cedroni e Martin Corullon, do Metro Arquitetos. A arquiteta Anna Ferrari integrou a equipe responsável pelo desenvolvimento do projeto. As obras começaram em 2011, mas foram posteriormente adiadas. Retomado em 2025, o projeto entra agora na fase de abertura ao público, com a entrega gradual do complexo cultural ao longo de 2026.

O Cais das Artes é um equipamento cultural da Secretaria da Cultura do Espírito Santo e tem sua gestão realizada pela Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI).

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Render do complexo cultural Cais das Artes. Imagens: Metro Arquitetos.

Potencializando os espaços sociais

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Projeto de reforma elimina compartimentação, redefine layout e conecta diferentes épocas também por meio da arte, do modernismo à contemporaneidade

 

O bloco F da SQS 308, localizado na “quadra modelo” de Brasília-DF, projeto original de Marcelo Campello e Sérgio Rocha, foi inaugurado em 1961 com uma planta típica da época, toda compartimentada. Sala de estar separada da sala de jantar por parede, por exemplo, e a área de serviço linear ocupava toda a área junto à fachada posterior da edificação, ventilada, coberta por cobogó.

 

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Um dos objetivos do projeto da Bloco Arquitetos foi eliminar a compartimentação entre as salas originais e área de serviço para potencializar espaços sociais. Assim, foram eliminados dois quartos da área de serviços, transformando-a em uma bem mais compacta, e a cozinha foi deslocada para junto à fachada de cobogó, criando-se uma ligação direta entre as duas fachadas do edifício. Resultado: ventilação natural cruzada em todos os ambientes sociais do apartamento e potencialização da incidência de iluminação natural em seu interior.

 

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No processo, foi revelada e mantida exposta uma marcante estrutura de concreto original, incluindo uma mão-francesa em destaque na sala, além de outras vigas e pilares de concreto em ambientes como sala, cozinha e quartos. Todo o piso do apartamento foi retificado e recolocado na fase final da obra, para manutenção de sua originalidade.

 

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Um dos principais desafios do projeto foi integrar a extensa coleção de arte dos moradores ao espaço. Estantes, painéis e até os elementos estruturais aparentes foram cuidadosamente concebidos como suportes para as obras, com seus locais de instalação definidos antecipadamente. As peças, vindas de Tóquio, chegaram ao apartamento próximo à conclusão da obra.

 

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Imagens: Joana França

Ciclovia Franco Montoro se consolida como um dos principais cases de revitalização urbana de São Paulo

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Revitalizada pela Farah Service, a ciclovia às margens do Rio Pinheiros alia mobilidade, cultura e sustentabilidade, atraindo mais de 160 mil pessoas por mês e se tornando referência em gestão urbana colaborativa

 

Com 22,2 km de extensão, a Ciclovia Franco Montoro, popularmente conhecida como Ciclovia do Rio Pinheiros, tornou-se um dos maiores exemplos de requalificação urbana e integração entre mobilidade, cultura e sustentabilidade na cidade de São Paulo. Desde fevereiro de 2020, o espaço está sob gestão da Farah Service, empresa especializada em projetos de urbanismo, paisagismo e restauro, por meio de contrato firmado com a CPTM (Secretaria dos Transportes Metropolitanos).

Ao longo dos últimos anos, a Farah Service, sob a liderança do CEO Michel Farah, vem transformando o trecho às margens do Rio Pinheiros em um verdadeiro corredor de convivência e bem-estar. Com o apoio de patrocínios e parcerias estratégicas, a estrutura passou por ampla revitalização, que incluiu melhorias de infraestrutura, implantação de novos serviços e equipamentos urbanos e ampliação das áreas de convivência e lazer.

Hoje, a ciclovia oferece seis pontos de apoio com banheiros, bebedouros, paraciclos e boxes de manutenção, cinco estações de ginástica, serviços de aluguel e manutenção de bicicletas, além de uma ampla oferta gastronômica, que vai de cafés e açaís a opções de almoço. O resultado é um aumento expressivo no fluxo de visitantes: cerca de 160 mil acessos mensais, consolidando o espaço como um dos principais destinos de lazer e mobilidade ativa da capital.

Mais do que um eixo de mobilidade, a Ciclovia Franco Montoro se tornou também um ponto de encontro entre cultura e sustentabilidade. O projeto Ciclo Cultural, idealizado pela Farah Service, já levou mais de 30 obras de arte ao longo dos 22 km de percurso, entre murais, esculturas e intervenções urbanas assinadas por artistas como André Gola, Hugo França, Jaime Prades, Verena Smit, Rosilene Fontes, Sônia Ebling e Caciporé Torres. O local abriga ainda um estúdio de podcast e recebe anualmente eventos e exposições de grande relevância, como as promovidas pela Virada Sustentável e Virada Cultural, reforçando seu papel como polo de convivência criativa e cidadã.

Entre as iniciativas socioambientais, destaca-se o CAPA, Centro de Apoio e Proteção Animal, desenvolvido em parceria com a empresária Mariana Aidar. O projeto atua nas duas margens do Rio Pinheiros, cuidando de capivaras, aves, lagartos, cães e gatos, promovendo pesquisa, cuidado e adoção responsável.

Segundo Michel Farah, CEO da Farah Service, o objetivo do trabalho é “redefinir a relação entre cidade, meio ambiente e pessoas, criando espaços que não apenas funcionem, mas inspirem uma nova forma de convivência urbana, em um modelo de gestão que demonstra o poder das parcerias entre o setor público e privado para transformar o cotidiano e a paisagem urbana de forma sustentável e permanente”. Fundada em 1986, a empresa é responsável por projetos de paisagismo, restauro de monumentos, intervenções culturais e requalificação de áreas verdes que impactam diretamente a qualidade de vida da população.

A Ciclovia Franco Montoro é um dos símbolos desse modelo: um espaço público que alia sustentabilidade, segurança e lazer, com operação diária das 5h30 às 18h30, conectando pontos estratégicos da cidade, da Ponte Jaguaré até a Av. Miguel Yunes. O projeto conta com o patrocínio da Heineken 0.0 e da Porto Saúde, além do apoio da ViaMobilidade e da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE).

 

CICLOVIA FRANCO MONTORO 

  • Extensão: 22,2 km (entre a Ponte Jaguaré e a Av. Miguel Yunes)
  • Gestão: Farah Service (desde fevereiro de 2020)
  • Funcionamento: Diariamente das 5h30 às 18h30
  • Média mensal de visitação: 160 mil pessoas
  • Patrocinadores: Heineken 0.0 e Porto Saúde
  • Apoio: ViaMobilidade, CPTM e EMAE

Custo da construção em São Paulo acumulou alta de 4,14% em 2025

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Índice avançou 0,31% em dezembro, e o projeto-padrão de edificação R8-N fechou o mês em R$ 2.123,87

 

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) divulgou que o Custo Unitário Básico (CUB) global da indústria da construção paulista registrou variação positiva de 0,31% em dezembro de 2025. Com o resultado, o indicador acumulou elevação de 4,14% no ano e também em 12 meses.

No mês, os custos com materiais de construção registraram alta de 0,25%, acumulando elevação de 2,56% tanto em 2025 quanto em 12 meses. Os custos com mão de obra avançaram 0,33% em dezembro, encerrando o ano com alta de 5,17% no acumulado anual e em 12 meses. Já os custos administrativos, representados pelos salários dos engenheiros, apresentaram variação positiva de 0,63% no mês e acumularam alta de 6,40% no ano e no período de 12 meses.

Com isso, o CUB representativo da construção paulista (padrão R8-N) fechou dezembro em R$ 2.123,87.

 

O que é o CUB?

O CUB é o índice oficial que reflete a variação dos custos das construtoras, sendo de uso obrigatório nos registros de incorporação dos empreendimentos imobiliários, além de ser um importante termômetro para a variação dos custos de mão de obra e serviços. O monitoramento contínuo do Custo Unitário Básico (CUB) é fundamental para o setor da construção civil, fornecendo indicadores precisos sobre a evolução dos custos e permitindo que empresas do segmento ajustem suas estratégias de acordo com as variações de mercado. Acompanhar essas flutuações contribui para uma gestão mais eficiente, ajudando a mitigar impactos econômicos e a otimizar o planejamento de obras em todo o Estado de São Paulo.

 

Com desoneração

Nas obras incluídas na desoneração da folha de pagamentos, o CUB registrou variação positiva de 0,31% em dezembro. No acumulado de 2025, a alta foi de 5,93%, mesma variação registrada em 12 meses. O custo médio da construção paulista (R8-N) com desoneração atingiu R$ 2.015,90 no mês.

 

Custos dos insumos

Em dezembro, alguns insumos apresentaram variações superiores ao IGP-M, que registrou queda de 0,01% no mês. Entre as maiores altas mensais destacaram-se o tubo de ferro galvanizado, a tinta látex branca PVA, as esquadrias de correr em alumínio 4 folhas, a telha ondulada de fibrocimento 6 mm e a placa de gesso para forro sem colocação.

No acumulado de 12 meses, os aumentos mais expressivos foram observados na janela de correr 2 folhas 1,2 x 1,2 m, nas esquadrias de correr em alumínio 4 folhas, no tubo PVC-R rígido para esgoto Ø 150 mm, no bloco de concreto 19 x 19 x 39 cm e na placa de gesso para forro sem colocação.

 

 

 

 

 

 

Fonte: SindusCon-SP
Imagem: Ilustrativa

 

O desafio do “Cloud Dancer” e como a tecnologia materializa a nova estética

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A cor do ano da Pantone exige texturas táteis, formas orgânicas e retrofit. Veja como o SketchUp resolve os desafios técnicos de projetar o “branco complexo”

 

Se a previsão para 2026 aponta para uma “pausa visual” com a cor Cloud Dancer (PANTONE 11-4201), a arquitetura brasileira se prepara para um movimento de “Minimalismo Quente”. Diferente do branco estéril hospitalar, esse novo tom exige profundidade, sombras suaves e materiais naturais.

Mas como representar essa sutileza em um projeto 3D sem que ele pareça “chapado” ou sem vida? A resposta não está na tinta, mas na tecnologia. Analisamos como as ferramentas mais recentes do ecossistema SketchUp são essenciais para viabilizar os três pilares do design para 2026.

Com mais de 33 milhões de usuários, o software facilita a eficiência interfuncional com a modelagem em 3D, objetos parametricamente configuráveis pré construídos, atribuição de tarefas, documentação em 2D, visualização em realidade virtual, detecção de colisões e ferramentas de sustentabilidade para garantir totalmente o cumprimento de seus objetivos.

 

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Eduarda Papst Arquitetura e Interiores. Foto: Divulgação/Cortesia.

 

1. Oclusão de Ambiente: A Cura para o Branco “Chapado”
O maior pesadelo ao renderizar um ambiente all-white é a perda de noção de profundidade. Sem contraste de cores, as arestas somem.

  • A Solução Técnica: O SketchUp 2025 aprimorou nativamente a Oclusão de Ambiente (Ambient Occlusion). Essa funcionalidade adiciona “peso” visual aos cantos e encontros de arestas, simulando como a luz real se comporta em frestas.
  • Dica de Mestre: Ao ativar o Ambient Occlusion diretamente na viewport, o profissional de arquitetura consegue apresentar a volumetria do projeto conceitual para o cliente com clareza, sem precisar gastar horas em renderizadores externos logo no início.

 

2. IA Generativa para Texturas “Quentes”
O “Cloud Dancer” pede texturas como linho cru, argila e pedra sabão. Encontrar a textura perfeita pode levar horas.

  • A Solução Técnica: Com o AI Render, a Inteligência Artificial entra no fluxo de trabalho. Você modela a volumetria básica em branco e usa prompts de texto (como “warm clay texture, soft linen sofa, natural light”) para gerar variações visuais em segundos. Isso permite validar a “temperatura” do ambiente com o cliente antes de detalhar o projeto.

 

3. Retrofit e Scan-to-Design: O Novo Luxo
A sustentabilidade em 2026 foca no reaproveitamento. O “Retrofit” (renovação) de espaços antigos ganha força, exigindo precisão ao lidar com paredes tortas e estruturas existentes.

  • A Solução Técnica: Esqueça a trena. A nova funcionalidade Scan-to-Design (via SketchUp para iPad) permite que o profissional de arquitetura caminhe pelo ambiente existente escaneando-o com o tablet. Em instantes, o software transforma a nuvem de pontos em geometria 3D editável e organizada. É a base perfeita para aplicar a nova estética limpa sobre uma estrutura histórica.

 

4. Biomorfismo: Mobiliário que Abraça
As formas rígidas dão lugar a curvas e móveis “gordos” (Fat Furniture) que trazem conforto psicológico.

  • A Solução Técnica: Peças orgânicas muitas vezes não existem em catálogos prontos; precisam ser desenhadas sob medida (Bespoke). O SketchUp se destaca aqui por permitir a modelagem livre dessas formas complexas, garantindo que o projeto de marcenaria seja executável, e não apenas um desenho bonito.

 

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Pablo Nunes Arquitetura Foto: Divulgação/Cortesia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Reprodução: SketchUp

MEP Designer: nova solução da Graphisoft amplia eficiência de projetos mecânicos, elétricos e hidráulicos no ambiente BIM

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Ferramenta marca nova etapa da estratégia voltada à coordenação de sistemas MEP diretamente no fluxo BIM, atendendo a projetos cada vez mais complexos no Brasil

 

A Graphisoft apresentou ao mercado brasileiro o MEP Designer, ferramenta integrada ao Archicad desenvolvida para apoiar o design, a coordenação e a documentação de sistemas mecânicos, elétricos e hidráulicos (MEP) de forma totalmente conectada ao modelo arquitetônico.

Lançado oficialmente neste quarto trimestre de 2025 e ainda em fase de adoção inicial, o MEP Designer reforça a estratégia da Graphisoft de oferecer um ecossistema BIM cada vez mais completo, capaz de responder às demandas de projetos multidisciplinares que exigem maior precisão técnica, colaboração entre equipes e redução de retrabalho ao longo de todo o ciclo de desenvolvimento.

O MEP Designer permite que arquitetos, engenheiros e projetistas trabalhem diretamente no ambiente do Archicad, eliminando a fragmentação típica dos fluxos de trabalho MEP baseados em múltiplas ferramentas desconectadas. A solução possibilita a modelagem inteligente de sistemas prediais, ajustes em tempo real e validações contínuas a partir de um modelo BIM único e consistente.

Entre os principais recursos do MEP Designer estão a modelagem paramétrica de sistemas MEP, que permite maior controle e flexibilidade no desenvolvimento dos projetos; a coordenação visual entre arquitetura e instalações, facilitando a compatibilização entre disciplinas dentro de um único ambiente BIM; a identificação de conflitos e inconsistências ainda nas fases iniciais, reduzindo riscos e retrabalho em etapas posteriores; e a geração automatizada de documentação e dados técnicos, que assegura maior precisão e eficiência na entrega dos projetos.

Ao integrar decisões MEP desde o início do projeto, o MEP Designer contribui para maior previsibilidade, qualidade técnica e eficiência operacional, reduzindo riscos comuns em etapas avançadas de obra e compatibilização.

 

 

Relevância para o mercado brasileiro de AEC

No contexto brasileiro, marcado por projetos de crescente complexidade técnica e por uma adoção cada vez mais ampla do BIM em arquitetura, engenharia e construção, a coordenação eficiente de sistemas MEP tornou-se um dos principais desafios do setor. A necessidade de atender normas técnicas, requisitos de desempenho, metas de eficiência energética e prazos mais curtos tem impulsionado a busca por ferramentas que integrem arquitetura e engenharia de forma mais fluida.

Nesse cenário, o MEP Designer se posiciona como uma solução alinhada às demandas do mercado nacional, ao permitir que decisões relacionadas a sistemas prediais sejam tomadas de forma colaborativa, ainda nas fases iniciais do projeto. A abordagem integrada favorece não apenas a qualidade técnica, mas também a comunicação entre equipes, clientes e demais stakeholders envolvidos no processo.

O MEP Designer integra o portfólio oficial da Graphisoft apresentado em eventos internacionais do setor AEC e faz parte de seu roadmap para ampliar as capacidades de coordenação multidisciplinar dentro do ecossistema Archicad. A empresa prevê a evolução contínua do produto com expansão de funcionalidades e integração cada vez mais profunda aos fluxos de trabalho BIM, acompanhando as necessidades de arquitetos, engenheiros e projetistas em diferentes mercados, inclusive no Brasil.

Mais informações sobre o MEP Designer estão disponíveis nesse link.

 

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Pesquisa universitária estuda efeitos das mudanças climáticas em comunidades urbanas

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PUCPR e outras instituições brasileiras participam de iniciativa internacional coordenada pela Universidade de Glasgow, do Reino Unido

 

ados do Censo 2022 mostram que o Brasil possui mais de 12 mil favelas, onde vivem cerca de 16,39 milhões de pessoas – o equivalente a 8,1% dos 203 milhões de habitantes do país. Essa população, que convive com moradias precárias e ausência de infraestrutura adequada, está entre as mais afetadas pelos impactos das mudanças climáticas, como chuvas intensas, deslizamentos de terra, enchentes e ondas de calor. Diante desse cenário, um projeto liderado pela Universidade de Glasgow (Reino Unido) reúne quatro instituições brasileiras para avaliar como a combinação entre risco ambiental e vulnerabilidade social afeta a qualidade de vida de moradores de favelas e comunidades urbanas do Brasil.

Por meio de um modelo de Laboratórios Urbanos Participativos, o projeto será desenvolvido em parceria com agências governamentais e associações de moradores de favelas e comunidades urbanas nas cidades de Curitiba (PR), Natal (RN) e Niterói (RJ). A iniciativa atuará em três frentes: a produção de dados para subsidiar políticas públicas; o engajamento das comunidades em ações de intervenção e adaptação climática; e a geração de conhecimento para fortalecer a atuação coordenada dos municípios, transformando evidências em medidas concretas de adaptação climática e promoção da saúde.

“O projeto tem por objetivo construir capacidades de adaptação às mudanças climáticas com um foco específico na saúde de pessoas que moram em favelas e comunidades urbanas no Brasil, integrando perspectivas de geração cidadã de dados com análise de grandes bases de dados nacionais por meio desses laboratórios. Assim, será possível desenvolver políticas públicas que considerem melhor as desigualdades sociais e ambientais” – Paulo Nascimento, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana (PPGTU) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

Com financiamento superior a R$ 14 milhões, provenientes da fundação britânica Wellcome Trust, o projeto PACHA (Análise Participativa para Adaptação Climática e Saúde em Comunidades Urbanas Desfavorecidas no Brasil) envolve, além da PUCPR, o Departamento de Tecnologia e Ciência de Dados da FGV EAESP, o Centro de Integração de Dados em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (CIDACS/Fiocruz) e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Utilizando uma abordagem transdisciplinar, as universidades irão reunir líderes comunitários urbanos, formuladores de políticas públicas, cientistas sociais, especialistas em clima e pesquisadores da área da saúde com o objetivo de integrar dados climáticos e de saúde para mapear vulnerabilidades – considerando os impactos sobre pessoas de diferentes gêneros, raças e idades -, e transformar essas evidências em ações públicas e estratégias de adaptação.

Casa Dexco Avenida Brasil: um novo conceito de varejo para arquitetura e design

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Unindo curadoria e inovação, novo espaço em São Paulo integra marcas, produtos e experiências em um ambiente que transforma o ato de especificar em inspiração

 

A Casa Dexco Avenida Brasil apresenta um novo conceito de varejo voltado à arquitetura e aos interiores, onde design, tecnologia e relacionamento se integram de forma equilibrada. O espaço foi concebido para oferecer experiências personalizadas, estimular a criatividade e permitir que o público vivencie e crie tendências em ambientes versáteis e inspiradores. Mais do que uma loja, o local traduz a visão da Dexco sobre o futuro do setor, reunindo inovação, conexões humanas e as principais marcas de reforma e decoração em um único endereço.

Fruto da parceria entre a Dexco e a empresária Gisely Oliveira, que lidera a Staccato Revestimentos desde 2009, a unidade marca a consolidação de um relacionamento pautado em resultados e visão de longo prazo. O novo endereço representa a continuidade dessa colaboração, que combina atendimento técnico especializado, portfólio diversificado e estrutura voltada à experiência do cliente, reforçando o posicionamento da Dexco no mercado de arquitetura e interiores.

Na altura do 1589, da Avenida Brasil, um dos endereços mais emblemáticos de São Paulo, a loja ocupa 732 m² e reúne as marcas da empresa: Deca, Hydra, Portinari, Duratex, Castelatto, Ceusa, e Durafloor, em ambientes integrados que expressam o design contemporâneo e a força das marcas no país.

“A Casa Dexco Avenida Brasil traduz o que acredito sobre o futuro do setor: a integração entre experiência, eficiência e emoção. Aqui, o cliente encontra soluções completas, atendimento técnico e um ambiente inspirador, pensado para simplificar cada etapa da escolha e da obra” – Gisely Oliveira, proprietária da Casa Dexco Avenida Brasil.

 

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O espaço foi planejado para promover uma jornada fluida, com áreas de exposição, vitrines, espaço gourmet e salas de reunião que valorizam o encontro entre marcas, profissionais e consumidores. A loja apresenta uma vitrine principal concebida pelo arquiteto Olegário de Sá e outras mini vitrines interativas, que exploram a sinergia entre marcas e materiais, permitindo ao visitante visualizar aplicações e combinações de forma prática e inspiradora.

Com olhar apurado para a estética e o conforto, Olegário criou uma composição que valoriza materiais, texturas e tonalidades naturais, refletindo o equilíbrio entre tecnologia e acolhimento. O contraste entre texturas e acabamentos se intensifica no piso,
que combina a delicadeza da lâmina de pedra sintetizada Calacatta — aplicada no formato escama de peixe — com a atemporalidade do porcelanato esmaltado Travertino. De acordo com o arquiteto, o espaço propõe a “experiência de estar e não querer partir“.

De acordo com a proprietária, o futuro do varejo em arquitetura e design está na integração entre experiência, conveniência e relacionamento. “A loja integra em um único local todo o portfólio das marcas do grupo, o que já representa um ganho significativo de tempo e conveniência, e representa esse novo momento: um modelo de franquia que une marcas icônicas, experiência sensorial e atendimento consultivo, reforçando curadoria e soluções completas em um só lugar“,  esclarece Gisely.

 

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Entre os destaques, um completíssimo showroom Deca, com coleções completas, linhas assinadas e soluções funcionais que traduzem a excelência da marca em metais e louças, consolidando a loja como referência em especificação e design funcional. A área exclusiva Castelatto, marca de concreto arquitetônico, foi criada para estimular a experimentação, com painéis aplicados e peças soltas que convidam à composição de mood boards personalizados. E a loja traz, ainda, uma gama repleta de soluções em revestimentos Portinari e Ceusa, além de peças soltas que permitem a composição de moodboards.

Mais do que um ponto de venda, ela é um espaço de experiência, que combina o lado sensorial, relacional e consultivo em um único ambiente. Aqui, o visitante é convidado a viver o design de forma real, com produtos aplicados em contextos inspiradores, sentir as texturas, ver as combinações e compreender as possibilidades de cada marca do grupo.
Tudo isso aliado a um atendimento especializado e consultivo, que transforma a jornada de compra em um processo mais humano e assertivo“, pontua Gisely.

 

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Gisely ressalta que a Casa Dexco Av. Brasil foi desenhada para ser uma extensão do escritório dos arquitetos e designers, com equipes preparadas para oferecer um atendimento consultivo, auxiliando na compatibilização de produtos e especificações, com soluções que unem estética, funcionalidade e viabilidade técnica. “O espaço oferece suporte técnico especializado, acesso a amostras e catálogos completos, além de áreas dedicadas para reuniões e apresentações de projeto. É um ambiente pensado para inspirar, facilitar e potencializar o trabalho dos profissionais que criam os espaços onde vivemos“, completa a proprietária.

O novo espaço, inaugurado em grande estilo com festa que reuniu profissionais e players do setor no dia 9/10, está aberto ao público e aos profissionais de arquitetura e interiores, reforçando o posicionamento da Dexco como polo de design, arquitetura, inovação e relacionamento com profissionais do setor e consumidores, voltado a quem busca qualidade, estética e performance.

 

SERVIÇO
Casa Dexco
Avenida Brasil, 1589 | Jardim Europa
São Paulo
@casadexco.avbrasil

 

Casa Dexco out
Marcelo dos Reis , Alexandre Oliveira, Gisely Oliveira e Ricardo Setubal.

 

Casa Dexco out
Gisely Oliveira, Olegário de Sá, Leonardo Faria, Ana Cristina Quitete e Alexandre Oliveira.

 

Casa Dexco out
Simone Hoffmann, Náiade Nunes (Casa e Mercado), Carla Oliveira, Gisely Oliveira e Carol Malvert.

 

Casa Dexco out
Andre Zazeri , Alexandre Strucker e Nivia Maria Andre.

 

Casa Dexco out
Jordana Barros, Fany Baum e Raul Guaragna Presidente Dexco.

 

Casa Dexco out
Ney Ayres, Daniel Szego, Heloiza Belluzzo, Celso Masson e Dani Guapo.

 

Casa Dexco out
Eloy e Felipe Fichberg, Karin Gimenez e Denis Nunciaroni.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagens: Gabi Drewes