A chegada do inverno traz uma preocupação quanto à climatização dos ambientes, especialmente num país como o Brasil onde as casas são, em geral, não estão preparadas para enfrentar as baixas temperaturas. Diferentes tecnologias têm sido desenvolvidas não apenas para aquecer os espaços, como também para reduzir a exposição ao frio nas atividades cotidianas.
Uma das soluções que mais tem chamado atenção na arquitetura é o uso de pisos aquecidos, que garante o conforto térmico ao impedir que os pés toquem pisos frios. O produto opera por meio de resistências de aquecimento instalados abaixo do revestimento do piso, e ao ser acionado, transfere calor de modo uniforme por toda a superfície.
Termostatos e sensores ajudam a controlar a temperatura para que não haja desperdício de energia. Estima-se que o consumo elétrico dos pisos aquecidos variem entre 150 a 200W/m² nos primeiros minutos de utilização e, após atingir a temperatura ideal, cai para menos de 30%.
A tecnologia é versátil e pode ser aplicada em casas, apartamentos, escritórios, empreendimentos comerciais, e até na indústria agropecuária. Revestimentos como porcelanato, pedras naturais, vinílicos colados e laminados são os mais indicados para serem aquecidos. Além de aquecer os ambientes sem ressecar o ar, como ocorreria com ar-condicionados e aquecedores portáteis, a solução reduz a circulação de ácaros e poeira.

Sem desperdícios de água
Tecnologias têm sido desenvolvidas para eliminar um problema no inverno, que é o tempo de demora que as resistências levam para aquecer torneiras e duchas. Enquanto a água não aquece, muito desperdício ocorre, o que não é ecologicamente responsável. A indústria, portanto, desenvolveu sistemas para garantir que o aquecimento da água seja imediato, trazendo mais conforto em dias frios.
Aquecedores de água instantâneos podem ser instalados diretamente no ponto de consumo, em modelos similares aos aquecedores à gás, mas funcionando por meio de eletricidade. A vantagem é o baixo custo de implantação, sem a necessidade de uma tubulação específica para distribuição da água.

Conforto na medida
Outro item de grande utilidade no inverno é o toalheiro aquecido, um acessório que tem se tornado prioritário em projetos de banheiros. O produto funciona por aquecimento interno, variando entre 35 °C e 40 °C, o que é ideal para secar as toalhas e mantê-las aquecidas numa temperatura confortável. Desse modo, após o banho quente, o usuário pode se secar com mais conforto.
É importante que os toalheiros estejam em posições seguras no ambiente, e as instalações podem ser feitas de forma simplificada. E além de proporcionar comodidade pós-banho, as peças ajudam a preservar as toalhas eliminando o excesso de umidade e o mau-cheiro sem danificar o tecido, impedindo também a proliferação de ácaros e fungos.

Referência no segmento de iluminação e mobiliário de luxo, a Castro Lighting leva o design português ao mercado internacional há quase 50 anos. Criada em 1978, no Norte de Portugal, a marca consolidou sua trajetória a partir do domínio artesanal do latão, material que se tornou a sua principal assinatura. Até hoje, o metal é trabalhado com excelência, traduzindo uma combinação única de arte, técnica e sofisticação em cada peça.
Em um cenário global que valoriza cada vez mais a autenticidade, a origem dos produtos e a riqueza dos materiais, as marcas portuguesas vêm conquistando reconhecimento crescente no universo dos interiores. Esse destaque é resultado de uma tradição consolidada em áreas como marcenaria, metalurgia, produção de mobiliário e acabamentos de alto padrão, atributos que permitem ao país oferecer criações que equilibram herança artesanal, design contemporâneo e atenção minuciosa aos detalhes.
É neste contexto que a Castro Lighting se posiciona: como uma marca que transforma o saber-fazer português em peças escultóricas para interiores sofisticados. A sua linguagem une iluminação decorativa, mobiliário e objetos de design através de uma estética marcada pela presença visual, pela riqueza dos materiais e por uma abordagem artística ao espaço.


Em 2026, a Castro Lighting inaugura uma nova fase criativa com o lançamento de peças que evidenciam sua expertise no trabalho com o latão. Entre as novidades estão a coleção Magma— formada por Magma Suspension, Magma Mirror e Magma Wall Light — Ray Suspension e a elegante Harp Slim Chair. As criações foram apresentadas ao público internacional durante o Salone del Mobile 2026, em Milão, sob o conceito The Art of Brass. A proposta reforça o papel do latão não apenas como principal matéria-prima da marca, mas também como elemento fundamental de sua identidade estética e expressão artística.

Para o público brasileiro, cada vez mais atento ao design autoral, à curadoria de materiais e à criação de interiores com identidade, a Castro Lighting representa uma aproximação entre tradição europeia e linguagem contemporânea. As suas peças dialogam naturalmente com projetos residenciais, hotéis, restaurantes e interiores de alto padrão, onde a iluminação e o mobiliário assumem um papel central na construção da experiência. Em Milão, a Castro Lighting apresentou uma narrativa clara sobre origem, matéria e legado.



Imagem: Divulgação Castro Lighting.
O mercado de construção modular está em processo de expansão, segundo análises do Grupo IMARC, empresa de pesquisa de mercado e consultoria estratégica. No Brasil, o setor atingiu US$2,1 Bilhões em 2025, com projeção de crescer 4,56% ao ano entre 2026 e 2034, quando alcançará o valor de US$3,1 bilhões. E para ampliar a visibilidade desse modo de construção, a 7ª edição da ECOS – Expo Construção Offsite reúne lideranças, especialistas e investidores para discutir inovações que devem se tornar tendência. Dentre os destaques estão casas cápsulas, ecocabanas e unidades modulares premium.
O evento acontece entre os dias 16 e 19 de junho no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo (SP), recebendo empresas, profissionais, investidores, arquitetos e engenheiros, além de construtoras, incorporadoras e representantes dos setores de hotelaria e turismo. A expectativa da organização é superar a marca de R$ 500 milhões em negócios gerados durante e após a ECOS.
Segundo a organização, a crescente demanda por sistemas construtivos industrializados reflete uma mudança global na forma de construir. Enquanto os métodos convencionais enfrentam desafios relacionados à produtividade, escassez de mão de obra e desperdício de materiais, a construção offsite surge como alternativa capaz de reduzir prazos, aumentar a qualidade dos projetos e minimizar impactos ambientais.
Para Marcos Bueno, arquiteto e urbanista fundador da Expo Construções Offsite, o crescimento do setor se reflete no próprio evento. “Na realização da primeira edição, o mercado offsite era praticamente desconhecido e as empresas estavam muito regionalizadas. Ao longo dos anos conseguimos reunir fabricantes, fornecedores, construtoras e profissionais de todo o país em um ambiente totalmente dedicado ao segmento, ampliando a visibilidade das empresas e fortalecendo o mercado”.
A organização afirma que a maior parte das soluções apresentadas pelos expositores utiliza processos industrializados capazes de reduzir significativamente o desperdício de materiais, o consumo de água e a geração de resíduos quando comparados à construção tradicional. E o evento tem ampliado o diálogo com setores de hotelaria e ecoturismo, uma vez que o crescimento da demanda por hospedagens sustentáveis e experiências imersivas tem exigido soluções que geram menos impacto ambiental, sejam rapidamente implantáveis e tenham excelente retorno sobre investimento.

Principais destaques
A feira apresenta, pela segunda vez, as futuristas casas cápsula, estruturas produzidas em aço galvanizado e revestidas com materiais de alta performance térmica e resistência. O modelo exposto é assinado pelo Grupo Leve House e é indicado tanto para moradia quanto para empreendimentos turísticos. As unidades oferecem conforto, eficiência energética e design inovador, além de proporcionar aos visitantes uma experiência prática de utilização dos espaços.
Já as Glamping Ecocabanas, que também devem chamar a atenção de visitantes na feira, foram projetadas para unir sofisticação e contato com a natureza — glamping, afinal é um neologismo que combina “glamour” e “camping”. Na exposição, o público poderá vivenciar uma experiência imersiva que demonstra na prática como a construção modular pode atender às demandas do ecoturismo e da hotelaria de alto padrão.
A sofisticação também se norteia no desenvolvimento das unidades ModuHouse, da Modular Connect, que transformam terrenos em ativos de alta valorização. Com 30 metros quadrados de área interna, dois dormitórios, cozinha integrada, banheiro completo e acabamentos de alto padrão, a solução chega pronta para uso, eliminando longos períodos de obra e reduzindo significativamente a geração de resíduos.

Arena Expo Offsite
Pela primeira vez o evento contará com a Arena Expo Offsite, estrutura construída em apenas três dias utilizando módulos habitacionais e telhas autoportantes. Além de ser uma demonstração prática da rapidez e da versatilidade dos sistemas modulares, o espaço receberá uma programação completa de palestras e debates. A arquitetura da arena foi assinada pelo próprio Marcos Bueno. Segundo o arquiteto, a expectativa para 2026 é consolidar ainda mais a posição da Expo Construção Offsite como principal vitrine da construção modular na América Latina.
SERVIÇO:
Expo Construção Offsite 2026
Data: 16 a 18 de junho de 2026 das 13h às 20h e 19 de junho das 13h às 18h
Onde: Sambódromo do Anhembi
Av. Olavo Fontoura s/n, portão 26, Santana, São Paulo
www.expoconstrucaooffsite.com.br
Por Victor Hugo Felix
Existe um tipo de bairro que não precisa se vender. Pinheiros é um desses lugares. Na zona oeste de São Paulo, o bairro acumulou ao longo de décadas uma combinação que urbanistas e arquitetos dificilmente encontram pronta em qualquer outra parte da cidade: ruas arborizadas em escala humana, infraestrutura de transporte de alto nível, uma cena cultural e gastronômica densa e uma arquitetura residencial que passou, nos últimos anos, por uma renovação expressiva. O resultado é um mercado de locação entre os mais aquecidos da capital, com aluguéis que subiram mais de 13% em apenas seis meses e uma demanda que mostra poucos sinais de arrefecer.
Para quem avalia alugar apartamento em Pinheiros, os números são apenas parte da história. O bairro oferece algo que metros quadrados e tabelas de preço não conseguem capturar inteiramente: uma qualidade de vida urbana construída camada por camada, onde arquitetura, mobilidade e identidade cultural se reforçam mutuamente.
A arquitetura que chegou junto com a valorização
O mercado imobiliário de Pinheiros não se transformou apenas em volume. Transformou-se em padrão. O edifício AYRA Pinheiros, concebido pelo escritório SPBR Arquitetos em parceria com a construtora SKR, é um exemplo representativo desse movimento. Posicionado entre a Avenida Rebouças e a Rua dos Pinheiros, o empreendimento chamou atenção de fundos de investimento que o converteram em um edifício multifamily, modelo em que todas as unidades pertencem a um único proprietário e são destinadas ao aluguel. O conceito responde a uma tendência que vem se consolidando nos últimos anos: prédios projetados desde a concepção para a locação, com áreas comuns, coworking, studios e multiuso integrados à experiência de morar.
O resultado prático é visível no mercado. Lançamentos em Pinheiros chegam a cobrar até 79% a mais por metro quadrado em relação a apartamentos usados, com valores que alcançam R$ 23.500 por m² nas áreas mais disputadas. O preço médio de locação está em R$ 99 por m², com alta de 7,9% nos últimos doze meses segundo o ZAP Imóveis, bem acima da inflação oficial no período.
Mobilidade como diferencial estrutural
Poucos bairros em São Paulo têm a densidade de transporte público que Pinheiros oferece. O bairro é atendido pelas estações Faria Lima e Pinheiros da Linha 4 Amarela do Metrô, pela estação Pinheiros da CPTM e por uma malha de ciclovias que conecta moradores à Marginal e a outros pontos da cidade. A facilidade de acesso ao transporte público é citada por 92% dos moradores nas avaliações coletadas pelo QuintoAndar, índice que posiciona Pinheiros entre os mais bem avaliados da capital nesse quesito.
A esse cenário já consolidado soma-se um projeto de peso para os próximos anos. Pinheiros pode se tornar o maior hub de metrô fora do centro de São Paulo com a chegada da Linha 16 Violeta, cujo edital de concessão tem previsão de lançamento no segundo semestre de 2026. A extensão do trajeto até a futura estação Teodoro Sampaio, alteração recente no projeto original, amplia diretamente a área de influência do bairro. A previsão de operação da primeira fase é 2035, mas o anúncio já impacta o interesse de incorporadoras e investidores no entorno.
Soma-se a isso a regulamentação do Arco Pinheiros, plano urbanístico sancionado pela Prefeitura de São Paulo que cobre cerca de 15 milhões de metros quadrados no entorno do rio e prevê construção de pontes, novos corredores de ônibus, ciclovias e um distrito de inovação destinado a concentrar empresas, universidades e startups. O decreto regulamentador, publicado em março de 2026, organiza os critérios de licenciamento para novos empreendimentos na área e sinaliza uma transformação urbana de longo prazo que já começa a ser precificada pelo mercado.

A cultura que ancora o bairro
A identidade cultural de Pinheiros não é um atributo recente, mas segue sendo um dos seus diferenciais mais difíceis de replicar. A Praça Benedito Calixto reúne semanalmente antiquários, artesãos e quitutes em um formato de feira que resiste ao tempo e atrai moradores e visitantes com regularidade. A Praça das Omaguás funciona como ponto de encontro de artistas locais. O Instituto Tomie Ohtake, ícone arquitetônico projetado por Ruy Ohtake, ancora a produção cultural contemporânea no bairro e é referência na cena das artes visuais paulistanas.
A gastronomia acompanha esse ritmo. A Rua dos Pinheiros e a região conhecida como Baixo Pinheiros concentram uma variedade de restaurantes, bares e cafés que abrange desde cozinhas autorais até botequins de bairro, cobrindo faixas de preço e perfis de público que convivem sem atrito. O bairro é composto principalmente por jovens profissionais que trabalham nos polos corporativos próximos e famílias que valorizam a conveniência dos serviços locais, dois perfis que a oferta gastronômica e cultural do bairro atende com precisão.
Por que Pinheiros lidera a disputa por apartamentos em São Paulo
As projeções para o mercado imobiliário de Pinheiros em 2026 apontam crescimento entre 10% e 15% ao ano, com boa liquidez para imóveis que chegam ao mercado com preço alinhado aos dados de referência. A taxa de vacância baixa, a demanda consistente de profissionais e famílias e a perspectiva de ampliação da infraestrutura de transporte formam um conjunto de fundamentos que sustentam esse desempenho além do ciclo de curto prazo.
Para quem busca alugar apartamento em Pinheiros, o bairro entrega hoje aquilo que projetos urbanos de outros endereços ainda prometem para o futuro: uma cidade que funciona em escala humana, onde a arquitetura dos edifícios dialoga com a rua, o transporte elimina a dependência do carro e a cultura está a uma caminhada de distância. Em São Paulo, isso não é pouco. Em Pinheiros, é o padrão.
No coração de Tirana, capital da Albânia, a antiga Pirâmide de Enver Hoxha, originalmente concebida como museu dedicado ao ditador comunista, foi radicalmente reimaginada pelo escritório de alcance global MVRDV e transformada em um novo centro cultural aberto ao público. Desde a queda do regime comunista, o edifício foi utilizado como estação de rádio, boate, centro de conferências, emissora e, durante a Guerra do Kosovo em 1999, como base da OTAN.
As constantes mudanças de uso, juntamente com planos de renovação incompletos, resultaram em um mosaico de alterações que tornaram o interior desorganizado e escuro. Nas últimas décadas, a questão do que fazer com o edifício tornou-se altamente controversa, pois a maioria dos albaneses se opunha à demolição do prédio. Em 2017 o governo anunciou planos para transformar o monólito de concreto, com a ajuda da Fundação Albanesa-Americana para o Desenvolvimento (AADF) e da Prefeitura de Tirana.

A intervenção preserva a estrutura de concreto existente, convertendo-a em uma escultura habitável inserida em um parque urbano contemporâneo. O espaço passa a abrigar volumes coloridos distribuídos dentro e ao redor da construção original, que recebem cafés, estúdios, oficinas, escritórios de startups, incubadoras, espaços para festivais e salas de aula voltadas ao ensino gratuito de tecnologia para jovens albaneses. A nova configuração também introduz escadarias nas fachadas inclinadas, permitindo a ocupação pública do edifício e ressignificando sua presença simbólica na cidade ao transformá-lo em um marco de acesso, educação e convivência.
Essas adições coloridas também são encontradas no topo da estrutura e no parque em frente ao edifício, conferindo ao entorno uma atmosfera de festival e até mesmo de área “ocupada”. Aproximadamente metade dos espaços abrigará a instituição educacional sem fins lucrativos TUMO Tirana, que oferece educação extracurricular gratuita para jovens de 12 a 18 anos em novas técnicas como software, robótica, animação, música e cinema.


“A primeira vez que vi a Pirâmide sendo percorrida pelos jovens de Tirana, fiquei profundamente tocado pelo seu simbolismo e pelo seu incrível otimismo”, diz Winy Maas, sócio-fundador da MVRDV. “Tendo em mente que este foi o edifício mais caro já construído pelo Estado comunista, numa época em que a população albanesa oprimida vivia na pobreza, removemos todos os símbolos que glorificavam a ditadura, mas mantivemos alguns detalhes originais para que os visitantes também tenham consciência do passado sombrio do edifício. A Pirâmide transformada tornou-se agora um monumento ao povo e à sua capacidade de superar e sobreviver”, completa Maas.
O trabalho da equipe de design da MVRDV abrange e envolve a estrutura existente, utilizando-a como um modelo para a adição de espaços públicos acessíveis e áreas destinadas à educação e eventos. Aproximadamente metade dos espaços abrigará a instituição educacional sem fins lucrativos TUMO Tirana, que oferece educação extracurricular gratuita para jovens de 12 a 18 anos em novas técnicas como software, robótica, animação, música e cinema.


O projeto também atende a diversos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável definidos pelas Nações Unidas. Em vez de demolir a estrutura, o que seria um desperdício, sua robusta casca de concreto foi adaptada segundo os princípios da economia circular. Como a maior parte da estrutura permanece aberta para o exterior durante a maior parte do ano, apenas os módulos adicionais que abrigam o programa educacional necessitam de climatização, reduzindo o consumo de energia.


Por Redação
Imagens: Ossip van Duivenbode
Mais do que expressões de criatividade e identidade visual, a arquitetura e o urbanismo assumem papel decisivo na transformação econômica e social das cidades. Em um contexto em que os projetos urbanos impactam diretamente fatores como turismo, valorização imobiliária, mobilidade, qualidade de vida e atração de capital, o ADIT Arq 2026 — seminário de Arquitetura, Design e Projetos promovido pela ADIT Brasil — reúne especialistas e lideranças do setor para debater como os novos empreendimentos estão moldando o futuro dos centros urbanos no Brasil e em diferentes regiões do mundo.
O encontro acontece no dia 11 de junho, em Florianópolis (SC), e tem como principal destaque internacional a participação inédita no Brasil do arquiteto alemão Jürgen Mayer, fundador do escritório J.MAYER.H, reconhecido mundialmente por projetos que conectam arquitetura, tecnologia, espaço público e regeneração urbana. Entre suas obras mais emblemáticas está o Metropol Parasol, em Sevilha, na Espanha — projeto considerado um marco da revitalização urbana europeia contemporânea.
O empreendimento transformou uma antiga área degradada da cidade em um dos principais polos turísticos e culturais de Sevilha, integrando praça pública, mercado, espaços culturais, gastronomia, circulação urbana e convivência social. O projeto passou a impulsionar o fluxo turístico, fortalecer o comércio local e ampliar a valorização imobiliária da região, tornando-se referência internacional em requalificação urbana e ativação econômica através da arquitetura.


É justamente essa visão de cidades mais conectadas, multifuncionais e voltadas à experiência urbana que estará no centro dos debates do ADIT Arq 2026. O seminário chega à sua quinta edição consolidado como um dos principais fóruns nacionais para discussão sobre arquitetura aplicada ao desenvolvimento imobiliário e turístico, promovendo o diálogo entre arquitetos, urbanistas, incorporadores e investidores.
A programação deste ano terá recorde de cases apresentados e reunirá projetos de diferentes escalas e tipologias, conectando temas como bairros planejados, retrofit, hospitalidade, ESG, uso misto, ativação urbana e desenho de espaços voltados à convivência e à experiência. Entre os cases confirmados estão o Parque Capivari, em Campos do Jordão (SP); Parque e Marina Beira-Mar, em Florianópolis (SC); Casa Una São José dos Campos (SP); Terra All Resort, em Porto Belo (SC); além de empreendimentos de Porto Alegre, Curitiba, Maringá e Bento Gonçalves.
Além do conteúdo técnico, o ADIT Arq propõe uma discussão sobre o impacto socioeconômico dos projetos urbanos contemporâneos, que são capazes de integrar mobilidade, convivência, uso misto e experiência, ampliando dinamismo econômico, atraindo investimentos privados e gerando maior valorização imobiliária ao longo do tempo.
Para Renê Rocha, vice-presidente da área imobiliária da ADIT Brasil, o mercado brasileiro vive um momento importante de transformação. “Hoje não discutimos apenas arquitetura ou incorporação imobiliária. Estamos falando sobre como os projetos impactam diretamente a dinâmica econômica, social e turística das cidades. O ADIT Arq nasce justamente para aproximar arquitetos, urbanistas e empresários em uma discussão estratégica sobre o futuro do desenvolvimento urbano no Brasil”, destaca.
O evento também contará com a participação de executivos e profissionais que vêm liderando alguns dos projetos mais relevantes do mercado brasileiro, como Miguel Pinto Guimarães, Adriana Alves e Juliana Castro, entre outros especialistas ligados à arquitetura, urbanismo, hotelaria e desenvolvimento imobiliário. A programação do evento inclui ainda visita técnica ao Passeio Primavera, empreendimento em Florianópolis considerado referência em integração entre urbanismo, convivência e uso misto, um dia antes do evento. A agenda completa está disponível no https://adit.com.br/evento/adit-arq/
Serviço
ADIT Arq 2026
Data: 10 e 11 de junho de 2026
Local: Florianópolis (SC)
Mais informações: www.adit.com.br
Inspirada nas tradicionais cadeiras de metal, a nova Cadeira Louise, lançamento da Linha Summa da Tramontina, apresenta uma releitura contemporânea da estética industrial clássica. Desenvolvida em polipropileno, a peça alia resistência, versatilidade e design, atendendo às exigências de projetos que priorizam funcionalidade, durabilidade e apelo estético. Com essa novidade, a marca amplia seu portfólio com uma solução que une referências atemporais a materiais e tecnologias atuais.
Com estrutura monobloco e um marcante padrão geométrico aplicado ao encosto e ao assento, o modelo, que foi pensado para ambientes domésticos, também agrega personalidade e modernidade a diferentes tipos de ambientes, desde restaurantes e cafeterias até áreas corporativas e espaços de convivência. Por isso, foi oficialmente apresentado na Fispal Food Service, a maior feira de soluções para alimentação fora do lar, sorveterias e cafeterias da América Latina.

Mais do que um diferencial estético, a robustez é outro destaque do lançamento. Com capacidade para suportar até 182 kg, a peça proporciona conforto e segurança no uso cotidiano. Sua estrutura conta ainda com proteção UV, recurso que aumenta a resistência ao desgaste provocado pela exposição solar, garantindo maior durabilidade e preservando a qualidade e a aparência do produto mesmo em ambientes externos.
Pensando na praticidade dos estabelecimentos, o produto é empilhável em até seis unidades, facilitando a organização e a otimização dos espaços. Disponível em cinco opções de cores (verde, camurça, grafite, terracota e areia) e nas versões com ou sem braços, o modelo oferece flexibilidade para compor diferentes propostas de decoração e atender às mais diversas necessidades de projeto.

Veja o vídeo cobertura da marca na Fispal Food Service 2026!
Fotos: Divulgação Tramontina
Vídeo: Casa e Mercado/Phoética Ateliê Fotográfico
Segundo levantamento da Brain Inteligência Estratégica, em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção, o mercado imobiliário de luxo movimentou R$ 52,2 bilhões em 2025, com crescimento de 35% sobre o ano anterior. Os números acompanham uma tendência internacional: dados do Global Wellness Institute indicam que o segmento de wellness real estate movimentou US$ 876 bilhões em 2025 e deve praticamente dobrar até 2030.
O avanço dialoga com duas mudanças no comportamento de quem busca por ativos imobiliários de luxo: por um lado, a localização privilegiada deixa de ser a prioridade máxima, dando lugar a fatores como experiência, exclusividade territorial e qualidade de vida; por outro, segundo a própria BRAIN Inteligência Estratégica, as oscilações do crédito tradicional passam a impactar menos o cliente, porque seus critérios de compra agora incluem proteção patrimonial, diversificação de investimentos e busca por ativos escassos em regiões consolidadas.
O mercado imobiliário de luxo da região sudeste está na liderança absoluta, em comparação com outras regiões do país. Análises da BRAIN Inteligência Estratégica apontam que foram realizadas 5.490 vendas de imóveis de luxo nas quatro capitais sudestinas, o que corresponde a mais da metade das vendas de todo o resto do país. Em comparação com 2024, houve um crescimento de 7,5%.
Empresas como Judice & Araujo, imobiliária especializada no mercado premium do Rio de Janeiro, sente diretamente os efeitos do bom momento do setor. A Companhia encerrou 2025 com R$ 508 milhões em volume anual de vendas, um avanço de 36% em relação ao ano anterior e mais que o dobro do registrado em 2023. Atualmente, opera um portfólio que inclui 311 propriedades acima de R$ 10 milhões, 119 superam R$ 20 milhões e 17 ultrapassam a marca de R$ 50 milhões.
Já em São Paulo, a imobiliária Jardins & Co mantém um portfólio ativo de aproximadamente R$ 28 bilhões, com crescimento anual próximo de 30%. Entre as propriedades disponíveis, há mais de 400 que ultrapassam os R$ 10 milhões, enquanto outros 20 superam R$ 50 milhões. Nos últimos anos, contudo, a operação recebeu um aumento consistente da procura internacional por imóveis brasileiros de alto padrão, especialmente por compradores portugueses e americanos.
Em razão disso, em abril deste ano, tanto a Jardins & Co quanto a Judice & Araujo passaram a integrar a Forbes Global Properties, plataforma internacional de imóveis de luxo ligada à Forbes, o que contribui para a visibilidade internacional do mercado de luxo brasileiro. Nesta plataforma há também empresas de países onde o setor imobiliário de alto padrão é referência internacional, como Estados Unidos, França, Reino Unido, Emirados Árabes e Portugal.
Empreendimentos no Brasil
Empresas brasileiras têm investido em empreendimentos que atendam às demandas dos compradores de luxo, e a arquitetura surge com um ativo importante para corresponder às expectativas do público. Projetos assinados por escritórios renomados se tornam uma extensão da experiência de bem-estar e permanência, especialmente quando há uma engenharia voltada para a sustentabilidade urbana e para a valorização da paisagem natural. Exemplo é a ABC & Embralot, incorporadora com forte atuação do Sul do Brasil, responsável pelo desenvolvimento de projetos que conversam com a paisagem de forma mais harmônica: os desenhos e implantações garantem que os edifícios nunca projetem sombra na praia, e assim o sol permaneça livre enquanto o morador tem vistas para o oceano.


Em Itajaí, Arthur Casas assina o projeto do empreendimento Bravo Residence, um edifício que aposta na exclusividade como diferencial. Com apenas 6 unidades, e peças de design assinadas pelo próprio Arthur Casas, o edifício proporciona as comodidades ideais para o público de alto padrão. Já em Itapema, o empreendimento 143 MAYFAIR foi assinado por Leo Maia, e conta com uma fachada Biofílica com sistema automatizado de irrigação.
“O verdadeiro luxo contemporâneo está na harmonia invisível entre design, natureza e tempo. Nossa visão para o litoral catarinense é criar refúgios onde o horizonte seja a extensão da sala de estar e onde cada serviço evoque o acolhimento de um hotel boutique. É permitir que o morador desfrute da vida em sua plenitude, cuidando do corpo e da mente com o mar como testemunha”, afirma Thiago Cabral, CEO da ABC & Embralot.

Design internacional
Há ainda empreendimentos que apostam em assinaturas internacionais para atender às demandas dos investidores de alta renda, especialmente aqueles que buscam diversificação e proteção patrimonial. Isso porque edifícios chancelados por grifes internacionalmente reconhecidas passam a ser precificados como ativos escassos e exclusivos, operando como instrumentos de blindagem e preservação de riqueza.
Segundo a Savills, especializada no monitoramento de branded residences (imóveis associados a grifes), projetos com assinatura global têm um prêmio médio histórico superior a 30% frente a imóveis de luxo não assinados. Para investidores, isso é a garantia de que a arquitetura não seja apenas um diferencial estético, mas um selo que torna o investimento no imóvel mais rentável com o passar dos anos.
Nesse contexto, a construtora e incorporadora Plaenge Empreendimentos com Pininfarina, estúdio italiano fundado em 1930, reconhecido globalmente pelo design de automóveis icônicos de marcas como Ferrari e Maseratti. A parceria trouxe bons resultados para a empresa — os edifícios com assinatura Pininfarina somam R$ 2,5 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV).
Dados os desafios do setor construtivo, é perceptível que há fatias do mercado, especialmente associadas a públicos de maior renda, que vivem momento de plena expansão, inclusive entrando no radar global de empreendimentos de alto padrão. O desafio é reconhecer que o momento deve, também, gerar uma cadeia de oportunidades, para que novos negócios surjam e mais profissionais da economia criativa brasileira tenham reconhecimento no cenário internacional.

Por Victor Hugo Felix