Museu A CASA abre inscrições para o 10º Prêmio Objeto Brasileiro

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Iniciativa reconhece os destaques do design e da produção artesanal contemporânea no país e anuncia a criação de uma nova categoria voltada a estudantes e jovens criadores

 

O Museu A CASA do Objeto Brasileiro mantém inscrições abertas para o 10º Prêmio Objeto Brasileiro, voltado ao reconhecimento e à valorização da produção artesanal contemporânea no país. Destinado a artesãos, designers, artistas, coletivos e instituições, o prêmio chega à sua décima edição com escopo ampliado. A principal novidade é a criação da categoria Novos Talentos, que passa a incluir estudantes e jovens criadores entre os participantes.

Realizado a cada dois anos, desde 2008, o Prêmio Objeto Brasileiro tornou-se uma das principais iniciativas dedicadas ao diálogo entre artesanato, design e cultura brasileira, reunindo projetos que evidenciam tanto a força dos saberes tradicionais quanto a experimentação contemporânea na produção de objetos.

“Acreditamos que o objeto artesanal brasileiro carrega histórias, territórios e conhecimentos que atravessam gerações. O prêmio nasce justamente para dar visibilidade a essa riqueza e mostrar como o encontro entre artesanato e design pode gerar soluções criativas, inovadoras e profundamente conectadas à nossa cultura”, afirma Renata Mellão, idealizadora do prêmio e fundadora do Museu A CASA.

Ao longo de suas nove edições, o prêmio já revelou trabalhos que dialogam com diferentes territórios e tradições do país, trazendo também grandes nomes do mercado criativo que tiveram seus projetos reconhecidos. As iniciativas refletem o espírito do prêmio ao aproximar práticas tradicionais artesanais, pesquisa de materiais e pensamento contemporâneo no design brasileiro.

 

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Anamaria Brüggermann e o Abajur Ivo Amado. Crédito: divulgação.

 

Novas gerações e processos coletivos

Nesta edição, o prêmio recebe inscrições em quatro categorias, que refletem diferentes formas de criação e produção no campo do objeto artesanal contemporâneo.

A categoria Objeto de Produção Autoral é voltada a peças desenvolvidas por criadores individuais — como artesãos, designers, arquitetos e artistas — que exploram processos autorais de criação, pesquisa e experimentação. Já a categoria Objeto de Produção Coletiva contempla trabalhos desenvolvidos por comunidades, cooperativas, associações ou coletivos produtivos, valorizando processos colaborativos e a produção compartilhada.

O prêmio também mantém a categoria Ação Socioambiental, dedicada a iniciativas que utilizam a produção de objetos como ferramenta para promover impacto social, cultural, econômico ou ambiental em diferentes territórios.

A principal novidade da 10ª edição é a criação da categoria Novos Talentos, voltada a estudantes e recém-formados das áreas relacionadas ao design, arquitetura, artes visuais, moda e campos técnicos e criativos, incentivando a experimentação e a emergência de novos criadores no campo do objeto contemporâneo.

Segundo Mariana Lorenzi, diretora artística do Museu A CASA, a atualização do prêmio também reflete a responsabilidade de estimular novas gerações a se aproximarem do universo do objeto artesanal. “Vivemos em um momento em que grande parte da criação está voltada ao ambiente digital e tecnológico. Nesse contexto, também entendemos como papel do museu incentivar que jovens criadores olhem para o objeto e para os processos artesanais como um campo potente de experimentação e linguagem. A categoria Novos Talentos surge justamente para estimular esse encontro, premiando boas ideias e dando visibilidade a quem começa a explorar esse universo”, completa Lorenzi.

 

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Coleção Videira, da Lampejo Cerâmica, fez parte da 9° edição. Crédito: divulgação.

 

Inscrição, seleção e premiação

Os trabalhos inscritos passam por um processo de seleção conduzido por um júri técnico formado por profissionais convidados, que avaliam critérios como qualidade estética e formal, coerência entre forma, função e materiais, inovação, impacto socioambiental e contribuição para o campo do objeto artesanal contemporâneo.

Os objetos e projetos selecionados integrarão uma exposição coletiva na sede do Museu A CASA, prevista para estrear em novembro de 2026, ocasião em que também será realizada a cerimônia de premiação. Além disso, o vencedor de cada categoria irá receber um prêmio em dinheiro no valor de R$ 5 mil. Todos os outros, cerca de 25 finalistas, receberão certificados e também o direito à participação na exposição.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente online, por meio de formulário disponível no site do museu. Os participantes deverão apresentar informações sobre o objeto inscrito, incluindo descrição do processo criativo, materiais utilizados e imagens da peça.

 

Serviço
10º Prêmio Objeto Brasileiro
Inscrições: até 31 de maio de 2026
Onde: www.acasa.org.br
Leia o Regulamento: https://www.acasa.org.br/inscricao-premio
Exposição e premiação: novembro de 2026
Local: Museu A CASA do Objeto Brasileiro – São Paulo

 

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Quilombolas de São Lourenço, coletiva que também fez parte da 9° edição. Crédito: divulgação.

Mostra Design + Indústria leva designers brasileiros à Milão

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Resultado de conexões entre fabricantes e designers, ação é destaque do Espaço Brasil (Pavilhão 03) no Salone del Mobile.Milano 2026

 

Entre os dias 21 e 26 de abril de 2026, o Brasil retorna ao Salone del Mobile.Milano com uma presença estruturada para apresentar não apenas produtos, mas também processos, histórias, soluções e encontros que dão forma ao mobiliário contemporâneo brasileiro. Entre os destaques dessa agenda está a Mostra Design + Indústria, uma das três frentes da participação nacional organizada pelo Projeto Setorial Brazilian Furniture.

Conduzido pela ABIMÓVEL (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário), em parceria com a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), o programa Design + Indústria é uma iniciativa de pensamento, criação e produção que posiciona o design como linguagem estratégica e força estruturante na indústria moveleira. A ação proporciona uma plataforma de aproximação entre fabricantes e profissionais criativos de diferentes regiões, portes e especialidades de todo o país, promovendo encontros voltados ao desenvolvimento de novos produtos e coleções.

Instalada no Pavilhão 03, junto ao Espaço Brasil, a mostra reúne peças desenvolvidas a partir dessas parcerias e torna visível o que acontece quando capacidades, repertórios e saberes distintos entram em diálogo: novos materiais, técnicas revisitadas, diferentes aparatos produtivos, visões de projeto, hábitos e conhecimentos regionais que se cruzam para dar forma a móveis e objetos que contam histórias e geram valor.

 

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Mais do que apresentar resultados, a Mostra Design + Indústria revela a importância da convergência entre criatividade e produção, pesquisa e mercado, identidade e inovação, proporcionando novas interpretações sobre o habitar e projetando uma linguagem sensível, plural e conectada ao cenário global.

Para a ABIMÓVEL, a ação ilustra um movimento importante do setor moveleiro atual: a articulação cada vez mais madura entre indústria e design. Essa circulação de técnicas e vivências traduz o tema “Conexões” ao aproximar, de Norte a Sul, diferentes matrizes culturais, competências produtivas, leituras sobre o viver e expressões da nossa brasilidade.

Ao aproximar criação e produção, a mostra evidencia como o mobiliário pode carregar origem, técnica e mercado em uma mesma peça, ampliando a percepção sobre a capacidade brasileira de transformar repertório cultural e competência industrial em presença internacional qualificada.

Conheça as parcerias que dão vida a ‘Mostra Design + Indústria’

abimovel.com/isaloni-2026

 

Brasil no iSaloni 2026

Principal evento da Semana de Design de Milão, na Itália, a participação brasileira no iSaloni 2026 está estruturada em três frentes complementares: a Exposição de Marcas e Produtos Brasileiros, a Mostra Design + Indústria e a Exibição das Peças Vencedoras e Reconhecidas no 1º Prêmio Design da Movelaria Nacional. Juntas, elas ativam diálogos comerciais, editoriais, institucionais e curatoriais, envolvendo imprensa especializada, compradores, arquitetos, distribuidores, formadores de opinião e demais agentes da cadeia global.

Mostra Design + Indústria no Salone del Mobile.Milano 2026
Data: 21 a 26 de abril de 2026
Local: Fiera Milano, Rho
Espaço Brasil: Pavilhão 03 – C06

 

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Arquitetura e Engenharia: 4 tecnologias que estão redefinindo a prática profissional

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Da IA generativa que cria objetos em segundos à industrialização que corta o cronograma pela metade: conheça as tecnologias que estão dominando os escritórios e canteiros

 

O mercado de Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC) enfrenta uma nova realidade. Se antes digitalizar processos era um diferencial, para 2026 virou regra básica. O motivo é financeiro e operacional: um relatório recente do setor aponta que, pela falta de integração de ferramentas e equipes, um em cada três empreendimentos é prejudicado por erros de projeto.

Para manter a competitividade, a aposta não é apenas em “mais software”, mas em processos mais inteligentes. Carlos Costa, Diretor Técnico da Trimble para o software Tekla, destaca quatro frentes tecnológicas que devem dominar a rotina dos profissionais:

 

1. IA como “Co-piloto” Criativo

A Inteligência Artificial saiu da teoria e entrou na operação diária para resolver um problema antigo: o tempo gasto em tarefas manuais. O foco agora é a iteração ágil. Ferramentas novas, como o SketchUp AI, permitem criar objetos 3D complexos a partir de comandos de texto ou imagens de referência em segundos (funcionalidade Generate Object). Além disso, a renderização via IA (AI Render) atua como um motor gráfico, permitindo testar acabamentos e estilos instantaneamente para aprovar ideias iniciais com clientes de forma mais rápida, otimizando o tempo sem abrir mão da qualidade visual.

 

2. O Fim do Desenho Morto: O Modelo Executável

Modelos 3D que servem apenas para visualização estética ou compatibilização BIM sem conexão com a execução estão perdendo espaço. A exigência para 2026 é o Early Involvement (Envolvimento Precoce), onde o projeto carrega dados reais de execução da engenharia desde o início. Soluções BIM avançadas trabalham com o conceito de modelos executáveis. “Isso equivale a criar um gêmeo virtual com informações exatas de fabricação e montagem. O objetivo é antecipar conflitos estruturais no computador para garantir que o projeto seja 100% executável antes de mover a primeira máquina no canteiro”, explica Costa.

 

3. Industrialização (DfMA): Eficiência na Ponta do Lápis

A sustentabilidade deixa de ser apenas um selo para virar métrica de eficiência através da construção industrializada, ou DfMA (Design for Manufacture and Assembly). A lógica é projetar edifícios para serem montados, e não moldados no local. Dados de mercado indicam que o uso de DfMA pode reduzir o cronograma da obra entre 20% e 60%, além de diminuir em mais de 70% a necessidade de mão de obra no local. Menos tempo de obra significa menos resíduos e menor pegada de carbono, tornando a conta da sustentabilidade viável.

 

4. A Obra Conectada e o Open BIM

O maior gargalo da produtividade hoje são os “dados isolados” — quando a arquitetura atualiza uma planta, mas a engenharia segue trabalhando numa versão antiga. “Para 2026, a regra é a colaboração em nuvem via Ambientes Comuns de Dados (CDE). A indústria consolida a abordagem Open BIM, que permite que softwares de diferentes fabricantes “conversem” sem barreiras. Isso garante que a informação flua do escritório para o tablet do engenheiro na obra em tempo real, eliminando o “telefone sem fio” que gera retrabalho”, explica Carlos.

 

Em conclusão, o que tem mudado em 2026 não é apenas a tecnologia, mas o papel do arquiteto e do engenheiro. “Quem dominar processos integrados, do conceito ao canteiro, não só ganhará eficiência, mas ocupará um novo lugar na cadeia de valor da arquitetura, engenharia e construção. O futuro não será de quem projeta mais rápido, mas de quem projeta melhor: com dados, precisão e colaboração”, destaca Costa.

Em diálogo com a paisagem

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Projeto explora a articulação de volumes, o uso de materiais naturais e soluções de transparência para integrar a residência à paisagem, garantindo controle visual e privacidade

 

Assinado pelos arquitetos Alexandre Ferraz e Elias Souza, do escritório Raiz Arquitetura, o projeto Residência Yupi, de 581 m2, localizado na Riviera de São Lourenço, Bertioga-SP, foi idealizado como refúgio de finais de semana e férias para uma família multigeracional.

A composição frontal combina um volume em balanço revestido por ripado de alumínio titânio e uma “caixa preta” suspensa, que abriga as suítes superiores. Na lateral, voltada para a área arborizada, brises verticais de alumínio com acabamento amadeirado filtram o sol poente e promovem conforto térmico, sem comprometimento da transparência da fachada. “Uma cobertura com rasgos estratégicos emoldura o conjunto, reforçando o jogo de cheios e vazios típico da linguagem contemporânea””, ressalta o escritório.

Um dos pontos de partida do projeto foi a existência de uma servidão lateral de nove metros voltada para o poente. Aproveitando esse recuo, a casa foi pensada como se fosse de esquina, com valorização da fachada lateral com grandes aberturas. A volumetria é um dos destaques da residência.

 

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Organiza-se em dois blocos longitudinais: um, mais reservado, dedicado às áreas de serviço e apoio; o outro, voltado à convivência entre família e amigos, com ambientes sociais amplos e integrados. Essa distribuição modular, favorecendo a vista para uma mata nativa, permite um pé-direito duplo, que se estende do hall à varanda gourmet.

 

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No pavimento térreo, os ambientes sociais se abrem para a varanda gourmet e a área externa, que conta com piscina com raia, spa e cascata. O uso extensivo de vidro promove uma conexão direta com os jardins laterais e a área de lazer, criando transições suaves entre interno e externo .

A paleta de materiais alia sofisticação à naturalidade, com destaque para o concreto aparente, painéis ripados, caixilhos pretos, madeira natural e texturas em cimento queimado.

 

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Ao fundo, a laje de concreto abriga sauna, academia, vestiário e casa de máquinas. O pavimento superior contém cinco suítes e a circulação nesse andar se dá através de uma passarela suspensa, conectada à escada iluminada por uma rasgo zenital que promove a entrada de luz natural.  Aliás, iluminação arquitetural e paisagismo são elementos fundamentais para a ambientação deste projeto.

 

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Por Redação
Imagens: Manuel Sá

Projeto de Jaime Lerner começa a ser ocupado antes da conclusão

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Com arquitetura integrada ao parque, estrutura em madeira engenheirada dá início à ativação antecipada do bairro, propondo uma arquitetura leve e permeável

 

O maior projeto imobiliário do Paraná assinado pelo urbanista Jaime Lerner começa a sair do papel com uma abordagem que combina sistema construtivo em madeira engenheirada e ativação antecipada do território. O projeto também alcançou a maior pontuação já registrada na certificação LEED for Communities: Plan and Design, reforçando suas diretrizes de sustentabilidade.

No PARC Autódromo, na região metropolitana de Curitiba, o início da ocupação acontece a partir de uma estrutura em madeira engenheirada, antecipando o uso e reduzindo a distância entre planejamento e vida real.

A escolha do sistema construtivo em madeira permite menor emissão de carbono em comparação a métodos convencionais, além de ganhos de eficiência na execução, redução de resíduos e melhor desempenho térmico.

Mais do que uma solução técnica, o edifício foi concebido como parte da paisagem. Assinado por João Vieira, do Studio JV, o projeto adota uma arquitetura leve e permeável, funcionando como extensão do parque em implantação e da paisagem.

Ao mesmo tempo, a antecipação da ocupação introduz uma lógica menos comum no desenvolvimento urbano: em vez de aguardar a conclusão total, o projeto passa a ser vivido desde o início, estimulando proximidade, convivência e uso contínuo dos espaços.

 

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Escritório da BairrU inicia operação no PARC Autódromo e antecipa a ocupação do bairro planejado ainda em fase de implantação. Foto: Rhyan Lopes.

 

Na prática, essa ativação começa com a instalação do próprio escritório da BairrU dentro do projeto. Com cerca de 80 colaboradores atuando no local, o espaço se torna o primeiro vetor real de uso urbano do bairro ainda em implantação, integrando o futuro Pista Innovation Hub, iniciativa que busca conectar empresas, startups e universidades em torno de um novo polo de inovação regional.

“Pensamos o território para funcionar desde o primeiro momento, com integração entre natureza, trabalho e vida cotidiana”, afirma Fernando Bau, CEO da BairrU.

Com VGV estimado em R$ 5 bilhões, o PARC Autódromo ocupa a área do antigo Autódromo Internacional de Curitiba e prevê 130 mil m² de áreas verdes, com foco em adaptação climática, mobilidade e convivência.

As obras do parque têm conclusão prevista para maio, com abertura ao público no segundo semestre, quando o projeto passa a operar plenamente como espaço urbano ativo.

 

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Foto: Rhyan Lopes.

 

Mais do que antecipar a ocupação, o projeto aponta para uma mudança de abordagem no setor: o desenvolvimento urbano passa a incorporar sustentabilidade não apenas no discurso, mas na forma como os territórios são concebidos e ativados.

Esse direcionamento é reforçado pelo reconhecimento internacional: o PARC Autódromo alcançou 98 de 110 pontos na certificação LEED for Communities: Plan and Design, apontado como a maior pontuação já registrada no programa, em nível global.

A certificação reconhece estratégias como requalificação urbana de grande escala, priorização da mobilidade ativa, integração com o entorno e uso eficiente de recursos naturais. Entre elas, estão o reaproveitamento de cerca de 90% das estruturas do antigo autódromo, soluções de gestão hídrica inspiradas no conceito de cidade esponja e o uso de sistemas construtivos de menor impacto.

Ao conectar ativação antecipada, soluções de baixo carbono e planejamento urbano certificado, o projeto se posiciona como uma referência contemporânea de desenvolvimento urbano, alinhado às demandas ambientais e sociais das cidades.

 

Sobre a BairrU e o PARC Autódromo

A BairrU é uma empresa de desenvolvimento urbano e crédito imobiliário com atuação no Sul e Sudeste do Brasil. Em sete anos, estruturou mais de 50 empreendimentos, combinando planejamento urbano, viabilidade financeira e visão de longo prazo.

Entre seus principais projetos está o PARC Autódromo, assinado por Jaime Lerner. Com VGV estimado em R$ 5 bilhões, o bairro-parque está sendo desenvolvido na área do antigo Autódromo Internacional de Curitiba, em Pinhais (PR), e prevê 130 mil m² de áreas verdes e de lazer.

O projeto integra moradia, trabalho, serviços e lazer em uma lógica de proximidade e uso ativo dos espaços públicos, alinhada a princípios contemporâneos de sustentabilidade e qualidade urbana.

 

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Imagem: Divulgação.

Piloto Milano leva mais de 15 designers a Milão

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Apresentada na emblemática Residenza Vignale, a mostra, do diretor criativo brasileiro Ricardo Gaioso, tem como tem como tema “Echoes of Elsewhere”, uma celebração do design sem fronteiras que une inspirações, experimentos, matéria-prima e tendências urbanísticas a partir de visões sócio-políticas complementares

 

Extrair as nuances do fazer independente é o ponto de partida para repensar o design. Uma mostra de peças autorais de design cuja funcionalidade pode isentar-se de protagonismo, dando hierarquia ao que é subjetivo e estético, dois elementos-chave que arrematam o caráter empírico da seleção.

As peças apresentadas nascem de referências globais desenvolvidas a partir de um tempo-espaço característico de cada criador. Resultam como fruto da pesquisa de formas provocantes e criam um diálogo realista entre indústria, artesanato e o fazer experimental. Traduzir a vivência pessoal do designer funciona como meio de comunicação e auto expressão, que não se limita a fronteiras.

Mais uma vez a convite do circuito 5VIE, reduto das instalações imersivas e exposições de forte impacto visual, o Piloto Milano tem curadoria do jornalista e diretor criativo brasileiro Ricardo Gaioso. Sob os domínios da Residenza Vignale, palazzo histórico construído em 1905, que simboliza a síntese perfeita entre a tradição arquitetônica milanesa e o refinamento contemporâneo. O edifício de estilo Liberty se destaca pelos interiores amplos, linhas clássicas, detalhes artesanais discretos e uma atmosfera que equilibra sobriedade e imponência — características que fizeram do espaço um ponto de referência em Milão. A localização privilegiada, a 300 metros da Galleria Rossana Orlandi, e de fácil acesso, marca a grande ascensão do projeto durante o FuoriSalone.

 

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Curadoria 

Ricardo Gaioso é diretor criativo e jornalista especializado em design e atua há mais de 15 anos em estratégias de comunicação, lançamentos de coleção e curadoria. Baseado em Milão desde 2022, tem em seu portfólio projetos de marcas como Micasa, Minotti, Boobam, Jader Almeida, Wentz, Ovo e Herança Cultural. Colaborou com as principais publicações do segmento, como Casa Vogue, GQ Brasil, L’Officiel, Harpers Bazaar e internacionais HOME Alemanha, PIN-UP New York e AD Japão. Hoje colabora como diretor do segmento de Home & Surfaces da A+A Design Studio, agência de pesquisa de tendências em Milão, além da direção do INDIGOSTUDIO para diversas marcas do segmento e do Piloto Milano.

 

Designers

Alê Jordão

André Bastos + Pedro Ávila (Herança Cultural)

Arthur Casas

Bruna Horn

Fabio Lima (Venet)

Fibra Research

Juliana Pippi (Unilux)

Leonardo Zanatta

Luccas Latauro

Mati Millet

Maximiliano Crovato

Maneco Quinderé

Mobilia Puro

OMAMA

Richard Daniel (Tironi)

Ronald Sasson

Viola Pineider

 

Serviço

Piloto Milano Mostra aberta ao público: 20 a 26 de abril de 2026
Horário de visitação: das 10h às 19h
Residenza Vignale 
Via Enrico Toti, 2 – Milano
MM1 Conciliazione
pilotomilano.com
@piloto_milano

 

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Texto e Imagens: Divulgação.

Mão na massa! Uma experiência Terracor

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Ao unir conteúdo e prática, evento realizado por Terracor e Casa e Mercado demonstra como ações colaborativas entre marcas e veículos especializados podem gerar impacto positivo ao setor

 

Em um mercado cada vez mais orientado à experiência e à prática, iniciativas que aproximam profissionais das marcas ganham relevância estratégica. Foi exatamente essa proposta que guiou o evento “Mão na Massa”, realizado no último dia 16 de abril, em São Paulo, por Terracor, com apoio Casa e Mercado.

Voltado a arquitetos e designers de interiores, o encontro teve como principal objetivo ir além da apresentação tradicional de produtos. Após uma breve palestra introdutória sobre a marca, os participantes foram convidados a literalmente colocar a mão na massa, proposta que deu nome à dinâmica, explorando, na prática, as texturas, aplicações e possibilidades dos revestimentos da marca.

 

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Débora Amancio (Gerente comercial regional São Paulo), Gilberto Barbosa (Gerente Técnico) e Marcia Canapi (Gerente de Marketing) recebem os profissionais convidados e palestram sobre técnicas e destaques da marca.

 

A experiência prática se destacou como o grande diferencial do evento. Em um ambiente descontraído e colaborativo, os profissionais puderam experimentar técnicas, testar acabamentos e compreender, de forma sensorial, o comportamento dos materiais. Esse tipo de vivência tem se mostrado cada vez mais essencial para o setor, ao permitir que especificadores desenvolvam maior segurança e repertório na hora de aplicar soluções em seus projetos.

“Foi uma experiência muito especial participar desse encontro. Colocar a mão na massa muda completamente o olhar, porque você passa a entender o material além da Estética, enxergando processo, textura e comportamento na prática. A TERRACOR mostra exatamente isso: não é só acabamento, é construção sensorial. Saio com mais repertório e ainda mais segurança para especificar com intenção nos meus projetos.” – arquiteta Daniela Colnaghi.

 

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A proximidade com especialistas da Terracor foi um ponto alto no evento. Durante toda a atividade, os profissionais presentes tiveram a oportunidade de esclarecer dúvidas técnicas, discutir aplicações específicas e aprofundar o conhecimento sobre o desempenho dos produtos em diferentes contextos. Essa troca direta contribui não apenas para o aprimoramento profissional, mas também para escolhas mais assertivas e criativas no dia a dia dos escritórios.

“Workshops como este precisam ter a mesma densidade técnica da apresentação realizada na Terracor, e foi exatamente o que aconteceu. Textura é, surpreendentemente, um dos acabamentos mais subestimados no universo da especificação. A atenção da maioria dos arquitetos recai sobre a estética, mas o que me chamou atenção no evento foi a objetividade com que foram abordadas as aplicações técnicas: compatibilidade de substrato, desempenho por tipo de superfície e indicação precisa de uso para cada produto. Quanto à Terracor como empresa, saí com a convicção de estar diante de uma marca séria, com produto de alto padrão e comprometimento real com a execução. Isso ficou evidente no investimento que fazem em capacitação de aplicadores, no acompanhamento em obra e na abertura para personalização, diferenciais que fazem toda a diferença na prática. Construir esse tipo de parceria é o que permite ao arquiteto especificar com segurança e contar com um aliado não só na solução de produto, mas também na resolução dos imprevistos inevitáveis que toda obra traz. Estou seguro em especificar os produtos Terracor em meus projetos.” – arquiteto Henrique Monzillo.

 

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O “Mão na Massa” reforça uma tendência importante no universo da arquitetura e do design: a valorização da experimentação como ferramenta de aprendizado e conexão. Ao unir conteúdo, prática e um clima leve e inspirador, a iniciativa demonstra como ações colaborativas entre marcas e veículos especializados podem gerar impacto positivo tanto para os profissionais quanto para o fortalecimento do setor como um todo.

“Eventos de demonstração como este, promovido pela Terracor, são fundamentais não apenas para evidenciar a expertise da marca, mas também para esclarecer dúvidas técnicas sobre aplicação e uso. Com isso, ganhamos mais segurança para especificar os produtos e conseguimos transmitir com mais clareza o valor do material aos clientes.” – arquiteta Renata Lacerda – Casatrix

“O evento da Terracor foi muito interessante! Conseguimos conhecer melhor os produtos, entender ainda mais as possibilidades de aplicação nos nossos projetos e ampliar esse repertório no dia a dia do escritório. Além disso, foi muito especial conseguir nos conectar com o pessoal da marca, que está com a gente no dia a dia. E ter a experiência de aplicar o produto na prática foi muito divertido!” – arquitetas Letícia Figueiredo e Priscila Sunao

 

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Por Redação
Imagens: Phoética Ateliê Fotográfico

Como a madeira engenheirada impulsiona a transição ecológica urbana

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Ana Belizário explica como a madeira vai além de um material construtivo e pode representar um vetor de mudança na forma como projetamos e vivemos as cidades

 

Por Ana Belizário*

Nos últimos anos, cresce a expectativa de que as cidades assumam um papel mais ativo na transição ecológica. Não basta elaborar compromissos: é preciso transformar a forma de projetar, construir e ocupar o espaço urbano. A adoção de materiais de baixo impacto, como a madeira engenheirada, tem se consolidado como um caminho estratégico dentro dessa mudança.

Estudos recentes da Yale School of the Environment mostram que a utilização de produtos em madeira engenheirada, como painéis de madeira laminada cruzada (CLT) ou madeira colada lamelada (MLC), pode reduzir de 25,6 a 39 gigatoneladas de CO₂ equivalentes no ciclo de vida de edifícios urbanos, caso sejam adotados entre 30% e 60% dos novos edifícios até o ano de 2100. Outro dado, da Mann Publications, aponta que o uso da madeira permite reduzir as emissões incorporadas em estruturas civis em cerca de 30% a 50% em comparação com concreto ou aço.

Nesse contexto, quando falamos de espaços públicos urbanos, praças, parques, passarelas e áreas de convivência, a escolha pela madeira engenheirada vai além da estética ou da simbologia. Ela representa uma decisão estratégica para acelerar a agenda climática das cidades e fortalecer o compromisso com construções mais sustentáveis.

As cidades enfrentam o desafio de se tornarem mais humanas. Precisamos de espaços que acolham, aproximem e favoreçam o convívio, especialmente onde a vida urbana pulsa com mais intensidade. É justamente nesse cenário que a madeira engenheirada se destaca como um material transformador, devolvendo à paisagem construída a leveza e o calor da natureza.

Em praças, parques e ambientes comuns, a madeira tem se mostrado uma aliada poderosa na criação de espaços de encontro. Sua presença suaviza o concreto, convida à permanência e resgata a sensação de pertencimento. Textura, aroma e conforto visual criam uma atmosfera que contribui para o bem-estar coletivo e aproxima arquitetura e natureza.

A experiência recente de requalificação de espaços públicos em São Paulo evidencia essa força. No Parque do Carmo, na zona leste, a nova estrutura recreativa de 1.445 m² em madeira engenheirada demonstra que é possível unir sustentabilidade, desempenho técnico e impacto positivo direto na comunidade. Quiosques, vestiários e arquibancadas foram integrados à vegetação local, resultando em um ambiente acolhedor e funcional.

O mesmo se observa no Parque Morumbi Sul, na zona sul da capital, onde pavilhões multiuso, passarelas e equipamentos acessíveis foram erguidos com madeira engenheirada de alta performance. O espaço, primeiro equipamento público da cidade com esse tipo de estrutura, ganhou leveza e eficiência. A agilidade da montagem, a limpeza da obra e o acabamento de excelência apontam para uma nova lógica de construção urbana: menos ruído, menos resíduos e mais qualidade de vida para quem vive ao redor.

Essas transformações ultrapassam a técnica. Revelam um novo olhar sobre o papel social da arquitetura. Quando um parque é revitalizado em madeira, ele deixa de ser apenas uma área de lazer e passa a ser um ponto de encontro, troca e pertença. A arquitetura torna-se ferramenta de transformação social, aproximando pessoas, reduzindo impactos ambientais e contribuindo para uma cidade mais equilibrada.

A madeira engenheirada também tem ganhado espaço em empreendimentos privados de convivência, como o Open Mall Praça Pitiguari, em Atibaia. Com mais de 1.300 m³ de estrutura em madeira, o maior volume já utilizado em um único projeto na América Latina, o espaço foi concebido para integrar tecnologia, sustentabilidade e bem-estar, criando um ambiente aberto e permeado pela natureza.

Esses exemplos demonstram que a madeira vai além de um material construtivo: ela representa um vetor de mudança na forma como projetamos e vivemos as cidades. Em um momento em que o mundo busca soluções mais sustentáveis, inclusivas e regenerativas, apostar em estruturas de madeira é investir em uma cidade mais viva, onde o encontro, o descanso e o pertencimento fazem parte da paisagem.

A madeira engenheirada nos convida a repensar o urbano com a certeza de que o futuro das cidades será mais leve, mais natural e mais humano.

 

 

* Ana Belizário é diretora da Urbem, indústria brasileira de madeira engenheirada de larga escala, que atua no setor da construção civil, focada em oferecer produtos e serviços inovadores e sustentáveis.

 

Redefinindo espaços contemporâneos

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Cortinas e persianas consolidam-se como ferramentas arquitetônicas completas, capazes de unir performance técnica, expressão estética e experiência sensorial em uma mesma solução

 

Por muito tempo percebidas apenas como complemento decorativo, as cortinas e persianas assumem hoje um novo papel na arquitetura contemporânea: tornam-se elementos estruturantes dos ambientes, capazes de dividir, orientar e transformar espaços com flexibilidade, conforto e apelo sensorial. Em projetos residenciais e corporativos, o recurso têxtil deixa de ocupar apenas janelas e passa a interferir diretamente na dinâmica espacial, substituindo paredes, criando percursos e redefinindo a experiência de permanência nos ambientes.

Segundo André Sihle, do Trade Marketing da Uniflex, essa mudança reflete uma transformação mais ampla na forma como a arquitetura contemporânea compreende os interiores. “Na arquitetura contemporânea, as cortinas deixaram de ser apenas um elemento decorativo e funcional; elas passaram a atuar como elementos arquitetônicos, influenciando luz, conforto térmico, acústica e até a organização espacial”, afirma.

A versatilidade do elemento têxtil acompanha uma demanda crescente por ambientes multifuncionais e fluidos. Em vez de compartimentações rígidas, as cortinas oferecem soluções dinâmicas para adaptar espaços conforme diferentes usos ao longo do dia. “As cortinas separam espaços sem a necessidade de paredes, posicionam e valorizam elementos, criam percursos imprimindo a dinâmica do espaço e flexibilizam os ambientes conforme a necessidade do uso: segmentado ou amplo e fluido”, explica Sihle.

 

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No Apartamento Heritage, assinado por André Luque, Cortina Senses Uniflex acompanha o movimento da luz e reforça a continuidade entre interior e exterior. O caimento delicado desenha curvas sutis e acompanha o ritmo natural do projeto. Foto: Sipá Filmes.

 

Essa característica tem sido amplamente explorada tanto em residências compactas quanto em grandes projetos corporativos. Nos escritórios contemporâneos, por exemplo, o uso de tecidos ajuda a amenizar a frieza dos materiais predominantes, como vidro, metal e concreto. “A cortina surge quase como um elemento capaz de humanizar ambientes historicamente rígidos”, observa o executivo. Mais do que acabamento, ela atua como um recurso de sensibilização da arquitetura corporativa, promovendo acolhimento visual, conforto acústico e bem-estar.

O aspecto sensorial também ganha relevância. Tecidos esvoaçantes, transparências e sobreposições criam movimento e estabelecem relações mais intuitivas entre os usuários e os espaços. Para Sihle, há um resgate contemporâneo do tecido como linguagem arquitetônica ancestral. “Quando pensamos em circulação, a cortina atua como um elemento flexível e mutável, diferente das paredes rígidas. Ela permite redesenhar percursos de forma intuitiva e sensorial”, diz. Segundo ele, o espaço passa a adquirir uma espécie de “coreografia”, alternando fluidez, introspecção e privacidade conforme a necessidade.

 

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De acordo com o escritório, o tecido desenha atmosferas que se adaptam aos momentos de silêncio e movimento. A cortina deixa de ser apenas acabamento para se tornar gesto. Foto: Sipá Filmes.

 

Além da estética, a funcionalidade técnica impulsiona o protagonismo das cortinas na arquitetura atual. Soluções acústicas, tecidos tecnológicos e sistemas automatizados ampliam o desempenho dos ambientes. Em espaços onde a cortina substitui divisórias fixas, por exemplo, a escolha do tecido é determinante para o conforto sonoro. “Tecidos mais encorpados, com tramas fechadas ou camadas múltiplas, têm maior capacidade de absorção sonora, reduzindo reverberação e criando ambientes mais confortáveis e íntimos”, destaca.

A automação também redefine a relação entre usuário e ambiente. Cortinas motorizadas e integradas aos sistemas inteligentes da casa permitem controlar luminosidade, temperatura e privacidade de maneira programada e eficiente. “Mais do que conforto, isso traz uma preocupação ambiental, onde luz natural, temperatura e privacidade são ajustadas de forma automática, reduzindo o uso de energia”, afirma Sihle. Em ambientes multifuncionais, essa tecnologia possibilita mudanças rápidas de configuração, potencializando diferentes usos para o mesmo espaço.

 

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No escritório da arquiteta Melina Romano, a corta atua como elemento arquitetônico. a transparência do tecido não interrompe, mas conduz o olhar, permitindo que a atmosfera seja marcada por movimento constante. Foto: André Sihle.

 

Do ponto de vista projetual, incorporar cortinas como parte da arquitetura exige planejamento desde as etapas iniciais. Questões como espaço para recolhimento, infraestrutura elétrica e especificação adequada dos sistemas precisam ser previstas em conjunto com o desenho arquitetônico. “Os produtos não podem mais ser estáticos. Flexibilidade, diversidade de materiais e integração entre soluções são fundamentais para potencializar a dinâmica dos ambientes”, ressalta Sihle.

Entre tecidos naturais, materiais tecnológicos e sistemas inteligentes, o setor aponta para um futuro em que os interiores serão cada vez mais adaptáveis, acolhedores e emocionalmente conectados aos usuários. E nesse cenário, cortinas e persianas consolidam-se não apenas como elementos decorativos, mas como ferramentas arquitetônicas completas, capazes de unir performance técnica, expressão estética e experiência sensorial em uma mesma solução.