Salão de Gramado 2026

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11ª edição da feira foca em consolidar o Brasil como uma plataforma global de negócios para o design brasileiro e indústrias do setor moveleiro

 

Entre os dias 15 e 18 de junho, o Pavilhão Serra Park sediará a 11ª edição do Salão de Gramado, evento que reunirá expositores do setor moveleiro de diversas regiões do Brasil. Reconhecida como uma importante vitrine para o segmento, a feira destaca lançamentos, tendências e inovações em design e tecnologia, fortalecendo sua relevância para o mercado.

A cada ano o evento reforça seu papel estratégico e se destaca por dar absoluto protagonismo ao design autoral e à identidade nacional com peças produzidas com madeiras brasileiras e matéria prima natural. Esta edição reunirá mais de 100 indústrias expositoras, concentrando os principais players do mercado nacional, especialmente, empresas que integram o consagrado polo moveleiro do Sul do país.

Além dos expositores, o Salão de Gramado estreia seu podcast sob o comando do arquiteto André Menin, sócio-diretor do Refresh Trends, que entrevistará designers, lojistas e arquitetos. Esta edição contará também com um espaço exclusivo dedicado a debates diários sobre a importância da produção nacional e a valorização do design autoral.

 

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Salão de Gramado 2025. Foto: Ricardo Beppler.

 

Aposta na internacionalização

Esta edição promete intensificar ainda mais os negócios elevando o patamar de internacionalização ao lançar o seu próprio Projeto de Importadores. O objetivo central é fortalecer a rede de negócios B2B, conectando diretamente a indústria moveleira brasileira de alto padrão com grandes players internacionais, com foco inicial muito forte em lojistas e importadores da América Latina.

Segundo o diretor comercial do Salão de Gramado, Marcio Magnus, a mudança de rota é criar essa plataforma de negócios com o objetivo de fomentar as exportações e promover a economia do polo moveleiro brasileiro. “Estamos investindo ativamente para trazer compradores estrangeiros com alto poder de decisão, são donos e diretores de lojas de países da América do Sul”, diz diretor. “A ideia é que o design brasileiro, já reconhecido pela qualidade e originalidade, encontre canais de escoamento direto para mercados vizinhos”, complementa.

 

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Salão de Gramado 2025. Foto: Ricardo Beppler.

 

A escolha por esses mercados não é por acaso. Existem três pilares que justificam esse investimento massivo no B2B regional: a proximidade geográfica facilita o escoamento do mobiliário, tornando o custo do frete mais competitivo em comparação à importação de móveis europeus ou asiáticos; valorização do design autoral brasileiro na região e as madeiras nobres e as facilidades tarifárias.

Na edição de 2025, o Salão de Gramado gerou aproximadamente R$ 300milhões em negócios e teve um aumento de 8,4% de público visitante com 132 indústrias expositoras. Com a abertura dessas novas frentes internacionais, a organização projeta um crescimento expressivo, visando superar o patamar dos R$ 350 a R$ 400 milhões em volume de negócios para 2026. “Nosso foco principal deste ano é a vinda de compradores da América Latina, com o objetivo de transformar o Salão de Gramado em uma plataforma global de negócios”, afirma o CEO da feira Flavio Ferreira.

Além dos importadores, a feira continua mantendo o foco em lojistas nacionais, arquitetos e designers, criando um ambiente de troca técnica e comercial. Porém, essa movimentação é um reflexo do amadurecimento do Salão de Gramado, que deixou de ser apenas uma feira regional para se consolidar como uma plataforma global de negócios para o design brasileiro e indústrias do setor moveleiro.

 

Salão de Gramado
De 15 a 18 de junho de 2026
Das 10h às 19h – de 2ª a 4ª 
Das 10h às 17h – 5ª 
Pavilhão Serra Park _ Gramado (RS)
www.salaodegramado.com.br | @salaodegramado

Espaços de convívio e mobiliário urbano ressignificam o não-lugar

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Projetos urbanísticos que integram vias públicas e privadas estimulam uma nova forma de ocupar as cidades, permitindo conexões e pertencimento

 

Em espaços urbanos, entre uma rua e outra, entre um edifício e outro, entre estações de metrô e praças desocupadas, há centenas de áreas por onde as pessoas passam como se estivessem no piloto automático, sem criar qualquer tipo de vínculo com o local. A função deles é, essencialmente, a transitoriedade, são espaços de passagem, e não de fruição. São o que o etnólogo e antropólogo francês Marc Augé chamou de não-lugar.

O conceito surgiu a partir da análise dos impactos da supermodernidade, da aceleração do tempo e da individualização excessiva, que geram espaços que podem até ser funcionais, mas que não permitem enraizamento, pertencimento e conexões sensíveis. Considerando, ainda, que muitas cidades, como no Brasil, foram construídas sem o devido planejamento urbano, ou foram construídas de modo a privilegiar o tráfego de automóveis, e não de pessoas, os não-lugares se espalharam como uma epidemia.

 

Novos fluxos

Há, contudo, iniciativas que buscam trazer vida para os não-lugares, propiciando formas diferentes de ocupação dos espaços para que não sejam apenas áreas de transição, mas locais onde as pessoas possam se conectar entre si e viver histórias com significado. Exemplo é o projeto arquitetônico do Passeio Paulista, edifício de uso misto da Fibra Experts. O empreendimento de uso misto tem uma localização privilegiada que permitiu a criação de um espaço de convívio conectando a rua da Consolação à Bela Cintra, por meio de um átrio central com praça arborizada e luz natural.

Áreas de convívio permitem que moradores, clientes dos comércios locais e trabalhadores possam ter experiências diversas no local. “Os pedestres se apropriam dessa conectividade entre as ruas pelo meio do quarteirão, medida que favorece a vitalidade  urbana”, destaca Grazzieli Gomes Rocha, sócia do escritório aflalo/gasperini arquitetos, responsável pelo projeto.

O Passeio Paulista reúne em um mesmo complexo lajes corporativas, lofts residenciais e uma área destinada a estabelecimentos comerciais, com lajes de aproximadamente 1.800 m² e um embasamento de 3 pavimentos, cada um com cerca de 3.700 m². O projeto recebeu a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) Gold, conferida pelo US Green Building Council, em razão da aplicação de soluções como racionalização do consumo de água, promoção de eficiência energética e redução da emissão de gases de efeito estufa.

 

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Passeio Paulista. Fotos: Daniel Ducci.

 

Complexo urbano

Em uma proposta análoga, o projeto LAPI da Superlimão tem promovido uma nova forma de ocupar São Paulo. Considerado um marco na requalificação urbana do Largo da Batata, o projeto avançou e se tornou um polo dinâmico de cultura, gastronomia e comércio em Pinheiros. Ainda em construção, o empreendimento ocupará uma área de 20 mil m², resultado da integração de dezenas de imóveis que foram adquiridos para formação um complexo de uso misto com lojas, restaurantes, apartamentos e salas comerciais, A mescla de retrofit e novas construções garante que os espaços sejam ressignificados mas sem perder as características que dão identidade à região.

Com masterplan do Spol e desenvolvido pela Jacarandá Capital, o projeto reforça a vocação do bairro para encontros e experiências ao ar livre, permitindo que os espaços de transição sejam, acima de tudo, áreas de interação e fruição. A região antes era ocupada por galpões comerciais dispostos lado a lado, e por isso passou por um processo de abertura e reestruturação espacial. Construções irregulares foram demolidas e novos percursos internos foram criados, permitindo que a luz, a ventilação e a movimentação das pessoas fossem redesenhadas.

 

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LAPI – Centro de cultura, gastronomia e compras. Fotos: Maíra Acayaba.

 

Design que integra

Na ressignificação dos não-lugares, não é apenas a arquitetura que estimula a criação de vínculos, como também o mobiliário urbano, com peças que convidam à interação e à socialização. Exemplo é o especificado na Rua da Saúde, via que conecta os diversos edifícios hospitalares da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Com projeto do escritório Seferin Arquitetura. Foi criada uma cobertura de ligação para a criação de espaços de convívio no local, com paisagismo assinado por EXP Urbanismo e mobiliário da mmcité br.

Sob a cobertura, estão poltronas Stack, compostas com mesinhas Pixel  e bancos Landscape Compact, que acompanham as curvas do projeto. Itens das linhas Lago, Bikeblocq, Donat e Quinbin também foram incluídos, para permitir que os pedestres pudessem ter espaços de descompressão e conexão interpessoal. A estrutura que cobre o pátio do complexo hospitalar é formada por 1.647 painéis de vidro, constituída por uma malha triangular de aço coberta por vidro. “Além de proporcionar  abrigo, a cobertura cria um espaço externo vibrante e verde, oferecendo um ambiente acolhedor  para o relaxamento e socialização dos usuários do hospital“, explica Gustavo Seferin, da Seferin Arquitetura.

A proposta de ressignificação dos não-lugares precisa ser, em essência, democrática, e não excludente. Logo, a acessibilidade deve nortear o design. Bancos com diferentes alturas, pisos táteis, bebedouros acessíveis, sombreamento adequado e iluminação eficiente ampliam o uso democrático dos espaços públicos, contemplando crianças, idosos e pessoas com deficiência.

 

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O espaço conecta os diversos edifícios hospitalares da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Fotos: Tita Leke Fotografia.

 

 

 

Por Victor Hugo Félix

Conforto ambiental

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Respondendo às necessidades específicas do morador quanto à luz, projeto residencial garante funcionalidade e conforto térmico ambiental

 

A Casa da Sombra, projeto do escritório Laurent Troost Architectures, localizada em Manaus-AM, foi idealizada para casal com uma filha, com uma solução arquitetônica que visou atender a uma necessidade específica do morador, que apresenta sensibilidade extrema à luz. Assim, para evitar que a luz solar direta penetrasse no interior da casa, foram implantadas, por exemplo, paredes de concreto que filtram a luz antes que alcance a parede envidraçada posicionada atrás dos jardins internos e externos, nos recortes do volume de concreto.

 

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Nesse sentido, nos andares superiores, os jardins das suítes, além de oferecer vista para a rua e entorno, preservadas as árvores do terreno, garantem o sombreamento necessário para o conceito do projeto. Iluminação natural pela manhã incide de forma suave na suíte master da residência, por meio de pequenas aberturas na estrutura. À tarde, a luz é filtrada para iluminar a suíte da filha.

“O cliente que queria uma casa com uma fachada muito diferenciada, muito distinta, que se destacasse no condomínio. E por conta da fotofobia, precisava de um ambiente com luz extremamente controlado, por isso planejamos esta capa dupla de concreto para proteger o máximo dos raios. juntando isso com o desejo de preservar o pouco de árvore que tinha no terreno, gerou esse formato de uma casa que pode parecer muito hermética, que se revela totalmente por dentro, integrado com a natureza”, comenta o escritório.

 

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No interior, a sala de estar foi planejada para integra-se ao jardim nos limites do terreno, maximizando a sensação de amplitude. Um painel de madeira ocupa o lado sul da planta, trazendo privacidade para áreas específicas, como o espaço do piano da família, além de abrigar acesso ao nível superior da residência. Um painel de madeira ocupa o lado sul da planta, trazendo privacidade para áreas específicas, como o espaço do piano da família, além de abrigar acessos para o pavimento superior. Para atender à ausência de luz solar direta na casa, foram instaladas luminárias próximas ao chão.

 

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Os demais ambientes da sala foram mantidos livres para conexão visual com o exterior. As paredes duplas de concreto, acima da piscina e nos jardins superiores, possuem aberturas necessárias para circulação de ar, garantindo necessário conforto térmico.

 

Casa Sombras Easy Resize com

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DIAGRAMA SUSTENTABILIDADE COM PAINEL SOLAR Easy Resize com

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SOMBRA PB SUPERIOR Easy Resize com

SOMBRA PB TÉRREO Easy Resize com

 

 

Por Redação
Imagens: Joana França

 

Tecnológicos e versáteis

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Na arquitetura contemporânea, os toldos são suportes de tecnologias e funcionalidades inteligentes, além de design sofisticado que atende aos mais exigentes projetos.

A Toldos Dias sabe disso!

 

Não mais apenas simples elementos acessórios, utilitários para proteção de chuva e sol. Os toldos, no design contemporâneo, são significativos dispositivos tecnológicos para a arquitetura, recursos necessários para controle térmico e mesmo para expansão de espaços, valorizando fachadas e áreas externas, possibilitando diálogo estético com o design de interiores. Filtram luz, modulam temperatura, promovem extensão espacial com sofisticação.

 

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A Toldos dias oferece soluções que unem design, funcionalidade e bem-estar todos os dias. No Shopping Flamingo, cada toldo e cobertura foi pensado para unir proteção solar, conforto térmico e estilo, criando espaços que convidam os clientes a permanecerem em um lugar acolhedor, versátil e elegante. Foto: Divulgação.

 

Os retráteis e articulados, por exemplo, promovem fluídica transição entre ambientes interno e externo, possibilitando projetos de salas ao ar livre: abertos, integração com céu e paisagens; fechados, ambientes acolhedores. Toldos são estratégicos. Reduzem incidência de raios UV, filtram luminosidade em excesso, mantêm ventilação natural. Em outras palavras, desempenhos energético e térmico, com forte apelo estético.

Versáteis e integrados a sistemas de automação, os toldos motorizados possibilitam sensores de sol e mesmo de ventos. Tecnologia de valoração dos imóveis, a qual proporciona rica experiência de uso.

 

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A Pérgula 5000 integra a área externa e transforma espaços, protegendo do sol, calor e vento sem comprometer a estética do ambiente.
Sua estrutura modular permite controle de luz e ventilação, criando ambientes flexíveis que se adaptam a cada necessidade. Foto: Divulgação.

 

Há 78 anos, a Toldos Dias entrega soluções em toldos e pérgulas (além de ombrelones e rolôs externos), produtos que unem design, conforto térmico, durabilidade, em projetos residenciais, comerciais e corporativos. “As estruturas dos nossos produtos são extremamente duráveis em alumínio de liga estrutural e imunes a corrosão, com pintura eletrostática em diversas cores. Nossos tecidos, em mais de 100 padrões, são impermeáveis, possuem tratamento UV e anti-fungos”, salienta Victor Dias, CEO da Toldos Dias.

 

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Na Morar Mais, a Pérgula 5000 Vivenda cria um espaço perfeito para relaxar à noite, com iluminação LED opcional e integração com a área da piscina. Com acionamento motorizado e sensores de vento, chuva e sol, cada detalhe garante conforto térmico, praticidade e segurança, além de proteger e valorizar a arquitetura do ambiente. Foto: Divulgação.

 

Aliás, pensando melhores desempenhos em projetos, a Toldos Dias conta com o projeto conceitual Casa TD. A ferramenta P-Balance foi desenvolvida pela Arquiteta Melissa Cacciatori, e possibilita avaliar os desempenhos térmico e lumínico e a eficiência energética de seus produtos. “Esse estudo, a partir dessa consultoria, é uma referência para que os especificadores possam consultar e fazer análises das questões climáticas que vão incidir sobre seus trabalhos”, ressalta Victor Dias.

De fato, o toldo deixou de ser apenas um último item orçamentário no programa arquitetônico. É uma decisão tecnológica, estratégica, que traz consigo desenho estético e funcionalidades que devem ser previstas já nas fases iniciais dos projetos de arquitetura e design de interiores.

 

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Casa TD, projeto da arquiteta Melissa Cacciatori. Foto: Divulgação.

Ruído Sob Controle

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Projetos acústicos ganham protagonismo em restaurantes ao equilibrar som, conforto e estética, elevando a experiência gastronômica

 

Em projetos arquitetônicos contemporâneos, o conforto acústico tem ganhado cada vez mais espaço como um dos pilares do bem-estar e da experiência do usuário. Assim como a iluminação, o layout e a temperatura, o som — ou sua ausência — interfere diretamente na forma como as pessoas percebem e vivenciam um ambiente. Em espaços coletivos, como escritórios, escolas e, especialmente, restaurantes, o controle do ruído é fundamental para garantir conforto, funcionalidade e qualidade na permanência.

Nos restaurantes, o desafio é ainda mais delicado. São espaços onde a socialização e o prazer sensorial se encontram, e o som precisa estar em harmonia com a proposta do lugar.  Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o nível sonoro ideal para ambientes internos voltados à convivência e à alimentação deve ficar abaixo de 55 decibéis (dB). Acima desse valor, o ruído começa a gerar desconforto, dificultando a comunicação e provocando estresse. No entanto, pesquisas apontam que muitos restaurantes urbanos operam rotineiramente em níveis entre 70 e 80 dB, comparáveis ao barulho constante de um aspirador de pó.

O tratamento acústico surge, portanto, como um aliado essencial na arquitetura contemporânea. Ele vai além do simples isolamento de ruídos externos: envolve a absorção, difusão e controle do som dentro do espaço. O objetivo é equilibrar a reverberação — o tempo que o som leva para se dissipar —, tornando o ambiente mais agradável e promovendo uma comunicação clara, sem esforço auditivo.

 

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Neste restaurante contemporâneo, os baffles acústicos da linha Form, da Trisoft, criam um efeito visual impactante, lembrando estalactites flutuando no teto. Além do apelo estético, os elementos cumprem seu papel técnico com excelência, absorvendo sons e controlando a reverberação. Divulgação Trisoft.

 

Aliando design, desempenho e sustentabilidade em soluções personalizadas, a Trisoft, referência em soluções acústicas e termoacústicas sustentáveis, tem sido parceira essencial do setor nessa jornada. Seus produtos são feitos com lã de PET reciclada, um material 100% reciclável, livre de aditivos químicos, hipoalergênico e atóxico. Uma escolha consciente para projetos que valorizam não apenas o hoje, mas também o futuro. Se acordo com a marca, o segredo está no equilíbrio entre absorção e difusão, controlando a energia sonora sem eliminar a vitalidade do ambiente.

 

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No Restaurante Nagui, o destaque vai para a composição de escamas acústicas da linha Revest Form e o Tech Felt colado no teto, que além de decorarem a parede com elegância, controlam a propagação do som na área de convivência. O resultado é um espaço aconchegante, sofisticado e funcional. Divulgação Trisoft.

 

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Neste projeto, a solução veio em forma de arte. Os quadros decorativos que revestem a parede do Restaurante Santiago são feitos com o Revest Decor Trisoft, unindo design autoral com absorção sonora eficiente. Um exemplo elegante de como a acústica pode se integrar à identidade visual do espaço. Divulgação Trisoft.

 

Além do conforto auditivo, o tratamento acústico em restaurantes também reflete em saúde e bem-estar. Estudos da Associação Brasileira para a Qualidade Acústica (ProAcústica) e do Centro de Estudos do Ruído Urbano (USP) indicam que a exposição prolongada a ruídos acima de 70 dB pode causar aumento da frequência cardíaca, irritabilidade, fadiga e até redução na percepção de sabores e aromas — fatores que comprometem diretamente a experiência gastronômica. Para funcionários, os riscos vão além: trabalhar por horas em ambientes ruidosos pode causar perda auditiva gradual e sobrecarga cognitiva.

Mais do que eliminar ruídos, o tratamento acústico é uma ferramenta de design sensorial que transforma o espaço em uma experiência completa, onde som, luz e textura trabalham juntos para despertar sensações. Em restaurantes, ele é o ingrediente invisível que permite saborear cada momento com tranquilidade.

 

Restaurante Pirambeira Projeto Acustico Audium Foto Lets Go () Easy Resize com
Em um bar conhecido pelo agito e pelos bons drinks, o desafio era garantir que a conversa fluísse sem ruídos excessivos. A solução? Nuvens acústicas coladas ao teto, que absorvem o excesso de som e mantêm a energia do ambiente sob controle — sem interferir no visual moderno do projeto. Divulgação Trisoft.

 

 

 

 

 

 

 

Por redação
Imagens: Divulgação Trisoft.

Casa 6F chega à quarta edição e tem como cenário residência assinada por Isay Weinfeld

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Conectando experiência, negócios e estratégia de varejo no mercado de decoração, evento reúne 17 marcas em formato imersivo

 

São Paulo recebe, entre os dias 25 e 29 de maio, a quarta edição da Casa 6F, iniciativa que vem redesenhando a dinâmica de negócios no setor de decoração ao substituir a lógica das grandes feiras por um modelo de convivência, curadoria e tempo qualificado. Em 2026, o projeto ocupa uma residência assinada por Isay Weinfeld, nome central da arquitetura contemporânea brasileira, conhecido por uma linguagem que equilibra rigor construtivo, sofisticação silenciosa e uma leitura sensível do morar. É nesse cenário, onde arquitetura e atmosfera se confundem, que a Casa 6F estrutura sua proposta: menos exposição, mais experiência.

Idealizada por Marcelo Felmanas, à frente da 6F Decorações, que celebra 30 anos de atuação, a Casa 6F parte de um princípio claro: curadoria como estratégia. Mais do que reunir marcas, o evento constrói uma narrativa integrada entre produtos, ambientes e estilo de vida. Nesta edição, 17 participantes ocupam os espaços da casa com ambientações que dialogam entre si, criando uma jornada fluida que transita entre mesa posta, objetos, aromas, mobiliário e design autoral. Estão confirmadas: Ginori 1735, Rosenthal, Bitossi Home, Missoni Home Collection, Strauss, Galeria Contempo, Livraria Paisagem, Bugatti, Auguri Casa, Traço Um, Maiori Casa, Dani Fernandes Aromas, Cristais Di Murano, Franccino, Naturalle, Casa Bonita, SALP e Gabriela Dias.

 

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A escolha do endereço reforça o conceito do projeto. Ao acontecer em uma residência, e não em pavilhões ou centros de convenções, a Casa 6F ativa uma camada essencial do consumo contemporâneo: o imaginário. O visitante não observa produtos isolados, mas os experimenta inseridos em contextos reais de uso. Cozinhas, salas, varandas e áreas de convivência tornam-se vitrines vivas, onde o design é percebido em escala humana e emocional. O resultado é um ambiente que aproxima decisão de compra e repertório estético, reduzindo a distância entre inspiração e negócio.

Os números da última edição ajudam a dimensionar esse impacto. Em 2025, o encontro movimentou cerca de R$ 15 milhões em negócios, recebeu mais de 2.000 visitantes e reuniu aproximadamente 1.500 CNPJs qualificados. Para 2026, a expectativa é crescer 20% em volume de negócios, impulsionado pela forte presença do público lojista do Sudeste e pelo avanço consistente de regiões como o Centro-Oeste. Ainda assim, o evento mantém seu principal ativo: a escala controlada. Com acesso restrito e curadoria de convidados, a Casa 6F preserva um ambiente onde a profundidade das relações supera o volume de circulação.

 

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Outro eixo que ganha protagonismo nesta edição é o conteúdo. A programação de talks foi desenhada para refletir transformações estruturais do mercado, abordando temas como inteligência artificial aplicada ao varejo, criatividade como ativo de diferenciação, hospitalidade no ponto de venda e o avanço da mesa posta como categoria estratégica. Globalmente, o segmento de tableware e dining decor movimenta bilhões de dólares por ano e, no Brasil, vem se consolidando como um dos principais vetores de incremento de ticket médio no varejo de decoração, impulsionado pela valorização do receber e pela busca por experiências mais autorais dentro de casa.

 

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Mais do que uma mostra, a Casa 6F se posiciona como um ecossistema. Um lugar onde marcas constroem percepção, lojistas encontram repertório e o design se afirma como linguagem de valor. “A Casa 6F existe para aproximar pessoas, ideias e oportunidades. Criamos um ambiente em que o tempo joga a favor das relações e cada encontro tem potencial para se transformar em negócios concretos”, afirma Marcelo Felmanas.

Ao avançar para sua quarta edição, o projeto reafirma um caminho pouco óbvio no mercado: crescer sem perder densidade. Em vez de escalar em tamanho, a Casa 6F amplia sua influência ao consolidar um modelo baseado em curadoria, experiência e inteligência relacional, atributos que, cada vez mais, definem o luxo contemporâneo.

 

Serviço
Casa 6F – 4ª edição
casa6f
De 25 a 29 de maio de 2026
Das 13h às 20h
Jardim Europa – São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Texto e fotos: Divulgação.

Estrangeiros compram 32% dos estúdios na Zona Sul e reforçam liquidez no Rio

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O imóvel compacto em bairros consolidados começa a ocupar um espaço semelhante ao de um ativo de renda imobiliária com apelo global

 

A presença estrangeira voltou a ganhar peso no mercado imobiliário de alta demanda do Rio de Janeiro, especialmente nos imóveis compactos da Zona Sul. Entre novembro de 2025 e abril de 2026, compradores de fora do Brasil responderam por 32% das vendas de estúdios e apartamentos de 1 dormitório em Copacabana, Ipanema e Leblon. Das 54 unidades comercializadas no período, 17 ficaram com estrangeiros, com liderança de argentinos e participação de compradores da Inglaterra, Espanha, Suíça, França, Romênia e Nova Zelândia. O dado mostra que a procura internacional deixou de se concentrar apenas em imóveis de alto luxo ou segunda residência e passou a mirar unidades menores, mais líquidas e próximas da orla. O movimento ocorre em um momento em que o Rio amplia sua força turística: o estado recebeu quase 2 milhões de visitantes internacionais em 2025, alta de 45,93% sobre o período de 2024. Em 2026, a tendência seguiu forte, com 884 mil visitantes internacionais no 1º trimestre e liderança nacional em desembarques.

A leitura para o mercado financeiro é que o imóvel compacto em bairros consolidados começa a ocupar um espaço semelhante ao de um ativo de renda imobiliária com apelo global: menor tíquete, alta localização, demanda turística recorrente e possibilidade de saída mais rápida em comparação com unidades maiores.

Para André Caruso, CEO da Pilar Capital, esse tipo de procura reforça uma mudança importante na forma como investidores avaliam o Rio. “O estrangeiro não está olhando apenas para a paisagem. Ele está olhando para liquidez e capacidade de geração de renda em regiões onde a oferta é naturalmente limitada. Quando 32% das vendas de compactos em bairros como Copacabana, Ipanema e Leblon vêm de fora do país, o mercado passa a enxergar esses imóveis como uma classe de ativos mais internacionalizada”, afirma. Na prática, a demanda externa tende a aumentar a competição por unidades bem localizadas, sustentar preços em regiões premium e ampliar o interesse de incorporadoras, fundos e plataformas de crédito imobiliário por projetos menores, mais eficientes e aderentes à locação de curta e média temporada.

 

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Em bairros como Copacabana, Ipanema e Leblon, onde a oferta de terrenos é limitada e a demanda turística permanece elevada, unidades compactas tendem a concentrar parte relevante da procura por localização. Foto: Phoética Ateliê Fotográfico.

 

O avanço ocorre em paralelo à expansão dos lançamentos compactos no Rio. O mercado residencial carioca vendeu 25 mil unidades entre janeiro e novembro de 2025, alta de 18,8% sobre 2024 e o melhor desempenho em 6 anos. A entidade também aponta que apartamentos compactos e de luxo ganharam protagonismo nas apostas para 2026, mesmo em um ambiente de juros elevados. Esse cenário ajuda a explicar por que o segmento passou a chamar atenção de investidores e incorporadoras: os imóveis menores combinam tíquete mais acessível, maior liquidez e aderência a diferentes usos, da moradia temporária à locação por temporada.

Em bairros como Copacabana, Ipanema e Leblon, onde a oferta de terrenos é limitada e a demanda turística permanece elevada, unidades compactas tendem a concentrar parte relevante da procura por localização. A entrada de compradores estrangeiros reforça essa dinâmica, pois amplia a base de demanda e pressiona a disputa por ativos bem posicionados. Para o mercado, o ponto central não está apenas no volume vendido, mas na mudança de perfil do comprador e no fortalecimento de uma tese imobiliária baseada em escassez, renda potencial e valorização em áreas consolidadas.

Com juros ainda elevados no Brasil, crédito bancário mais seletivo e investidores buscando ativos capazes de combinar proteção patrimonial, renda e valorização, o imóvel compacto em regiões turísticas consolidadas ganha força como alternativa. Para compradores internacionais, a combinação entre câmbio, turismo recorde e preço relativo do metro quadrado no Brasil pode tornar a entrada mais atrativa.

Para incorporadoras, o desafio passa a ser transformar demanda em oferta viável, em uma cidade com restrições de terreno, custos de construção pressionados e necessidade crescente de financiamento ágil. “A presença estrangeira não resolve sozinha os desafios do mercado imobiliário, mas sinaliza onde existe demanda real. O capital tende a seguir regiões com liquidez comprovada, e a Zona Sul do Rio tem 3 atributos difíceis de replicar: localização escassa, fluxo turístico global e percepção de valor no longo prazo. Para o crédito imobiliário, isso abre espaço para estruturas mais sofisticadas e menos dependentes do ritmo dos grandes bancos”, diz Caruso.

 

Gastronomia à beira-mar

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Na Praia Brava, projeto integra arquitetura, gastronomia e paisagem em uma experiência sensorial marcada por leveza e sofisticação à beira-mar

 

Localizado na Praia Brava, em Florianópolis, o restaurante May, assinado pela arquiteta Mariana Maisonnave, integra o empreendimento D/Pulse, da construtora Dimas, e propõe uma experiência imersiva que traduz um estilo de vida contemporâneo à beira-mar. Mais do que um espaço gastronômico, o projeto materializa valores como bem-estar, sofisticação discreta e conexão com a paisagem natural, alinhando arquitetura e experiência sensorial em uma mesma narrativa.

Com linguagem contemporânea e atemporal, o projeto articula arquitetura e gastronomia em uma atmosfera acolhedora, construída a partir do uso de materiais naturais, texturas orgânicas e uma iluminação cuidadosamente filtrada. Inspirado no ritmo desacelerado de Florianópolis, cidade natal da arquiteta, o espaço privilegia o conforto e a vivência, reforçando uma sofisticação silenciosa em que cada elemento contribui para uma experiência de permanência e contemplação.

 

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Estruturado de forma leve e executado em apenas 50 dias, o restaurante parte de três containers que abrigam cozinha, apoio e showroom do empreendimento. Esses volumes são conectados por um amplo deck de madeira, que organiza os fluxos e promove integração entre os ambientes.

 

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A materialidade reforça a identidade do projeto, combinando madeira natural, pedras e revestimentos minerais, além de tecidos leves e elementos artesanais que conferem calor, resistência e delicadeza ao conjunto. A experiência é marcada por um forte componente sensorial. O toque da madeira, o som do vento atravessando os tecidos e o jogo de luz e sombra criam uma atmosfera de conforto e acolhimento. O espaço aberto e permeável dialoga com o clima local, minimizando a necessidade de climatização mecânica.

 

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A experiência é intensificada por um projeto luminotécnico que valoriza a percepção sensorial ao longo do dia. A luz natural, filtrada por tecidos e vazados, cria sombras suaves durante o dia, enquanto à noite a iluminação artificial atua de forma pontual e acolhedora, destacando texturas e volumes.

Integrado a estratégias sustentáveis, como ventilação cruzada, uso de materiais duráveis, iluminação natural e escolha de fornecedores locais, o May reforça uma arquitetura que alia técnica, sensibilidade e responsabilidade ambiental em um mesmo gesto projetual.

 

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Fotos: Fábio Jr Severo

Como a digitalização e o BIM podem salvar as obras públicas?

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De acordo com Marcus Granadeiro, somente equipes preparadas e uma visão estratégica clara, o setor público conseguirá sair do ciclo de atrasos, dos desperdícios e da baixa eficiência

 

*por Marcus Granadeiro

A gestão de obras públicas municipais no Brasil enfrenta hoje um momento crítico. De um lado, o crônico atraso nas entregas e a paralisação de projetos; de outro, um apagão crescente de mão de obra qualificada na engenharia.

Ao fazer uma análise de estudos da engenharia, é possível entender que os principais fatores por trás dos atrasos em edificações públicas são as constantes mudanças de escopo e a baixa maturidade na gestão dos canteiros de obras. Esse cenário é agravado por falhas estruturais recorrentes, evidenciadas em auditorias do Tribunal de Contas da União, como projetos mal elaborados pelas próprias prefeituras, ausência de padronização, baixa transparência e fiscalização insuficiente.

Mas o problema não é apenas de gestão. O Brasil vive um déficit crítico de profissionais qualificados. Dados da Confederação Nacional da Indústria indicam a falta de mais de 75 mil engenheiros no mercado. Ao mesmo tempo, levantamentos da FGV mostram que mais de 70% das empresas da construção têm dificuldade para contratar. A raiz do problema é estrutural: segundo o Confea, as matrículas em engenharia civil caíram mais de 50% nos últimos anos. Nas prefeituras, a situação é ainda mais sensível, pressionada por aposentadorias e pela falta de planos de carreira competitivos.

A resposta para solucionar o desafio passa pela digitalização integral da engenharia pública. Não se trata apenas de adotar ferramentas para acelerar processos analógicos, mas de transformar completamente a forma como projetos são concebidos, executados e gerenciados ao longo de todo o ciclo de vida dos ativos. Nesse contexto, plataformas colaborativas e Ambientes Comuns de Dados (CDE) tornam-se fundamentais. Elas permitem integrar equipes, centralizar informações e conectar o escritório ao canteiro de obras em tempo real, inclusive por meio de aplicações móveis que funcionam offline.

Com isso, atividades como registro fotográfico, diário de obra e atualização de cronogramas passam a ser automatizadas e rastreáveis. O resultado é direto: menos retrabalho, maior transparência e redução da dependência de grandes equipes operacionais em campo. Tudo isso deve ser estruturado com base em requisitos bem definidos, alinhados a padrões internacionais como a ISO 19650, que estabelece diretrizes para a gestão da informação ao longo do ciclo de vida de um ativo construído, utilizando BIM (Building Information Modeling) como base.

É sobre essa base digital que o BIM se consolida como um verdadeiro motor de governança. Muito além de modelagem 3D ou exigência contratual, o BIM transforma dados dispersos em informação estruturada, permitindo decisões mais rápidas, precisas e auditáveis.

Para os municípios, que gerenciam ativos de alto valor e longo ciclo de vida, o verdadeiro divisor de águas é a adoção do openBIM. Ao utilizar padrões de dados abertos como IFC (Industry Foundation Classes), BCF (BIM Collaboration Format) e IDS (Information Delivery Specification), o setor público garante que as informações das obras permaneçam acessíveis por 20 ou 50 anos, conquistando interoperabilidade e independência tecnológica frente aos grandes fabricantes de software.

No entanto, tecnologia sem capacitação não gera transformação. Para que essa mudança aconteça de forma consistente, é indispensável investir na qualificação das equipes. Certificações reconhecidas internacionalmente, como a PCERT da buildingSMART, são fundamentais para formar profissionais capazes de entender o BIM como processo e não apenas como ferramenta.

Somente com equipes preparadas e uma visão estratégica clara, o setor público conseguirá sair do ciclo de atrasos, dos desperdícios e da baixa eficiência. Além de modernizar processos, trata-se de reconstruir a engenharia pública sobre bases digitais, colaborativas e orientadas a dados.

Em um cenário de escassez de recursos e talentos, a digitalização deixa de ser uma escolha e passa a ser a única alternativa viável para garantir entregas mais rápidas, transparentes e sustentáveis para a sociedade.

 

*Marcus Granadeiro é engenheiro civil pela Escola Politécnica da USP, sócio-diretor do Construtivo, certificado em BIM pelo RICS (Royal Institution of Chartered Surveyors) e em Transformação Digital pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology).