Tecnológicos e versáteis

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Na arquitetura contemporânea, os toldos são suportes de tecnologias e funcionalidades inteligentes, além de design sofisticado que atende aos mais exigentes projetos.

A Toldos Dias sabe disso!

 

Não mais apenas simples elementos acessórios, utilitários para proteção de chuva e sol. Os toldos, no design contemporâneo, são significativos dispositivos tecnológicos para a arquitetura, recursos necessários para controle térmico e mesmo para expansão de espaços, valorizando fachadas e áreas externas, possibilitando diálogo estético com o design de interiores. Filtram luz, modulam temperatura, promovem extensão espacial com sofisticação.

 

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A Toldos dias oferece soluções que unem design, funcionalidade e bem-estar todos os dias. No Shopping Flamingo, cada toldo e cobertura foi pensado para unir proteção solar, conforto térmico e estilo, criando espaços que convidam os clientes a permanecerem em um lugar acolhedor, versátil e elegante. Foto: Divulgação.

 

Os retráteis e articulados, por exemplo, promovem fluídica transição entre ambientes interno e externo, possibilitando projetos de salas ao ar livre: abertos, integração com céu e paisagens; fechados, ambientes acolhedores. Toldos são estratégicos. Reduzem incidência de raios UV, filtram luminosidade em excesso, mantêm ventilação natural. Em outras palavras, desempenhos energético e térmico, com forte apelo estético.

Versáteis e integrados a sistemas de automação, os toldos motorizados possibilitam sensores de sol e mesmo de ventos. Tecnologia de valoração dos imóveis, a qual proporciona rica experiência de uso.

 

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A Pérgula 5000 integra a área externa e transforma espaços, protegendo do sol, calor e vento sem comprometer a estética do ambiente.
Sua estrutura modular permite controle de luz e ventilação, criando ambientes flexíveis que se adaptam a cada necessidade. Foto: Divulgação.

 

Há 78 anos, a Toldos Dias entrega soluções em toldos e pérgulas (além de ombrelones e rolôs externos), produtos que unem design, conforto térmico, durabilidade, em projetos residenciais, comerciais e corporativos. “As estruturas dos nossos produtos são extremamente duráveis em alumínio de liga estrutural e imunes a corrosão, com pintura eletrostática em diversas cores. Nossos tecidos, em mais de 100 padrões, são impermeáveis, possuem tratamento UV e anti-fungos”, salienta Victor Dias, CEO da Toldos Dias.

 

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Na Morar Mais, a Pérgula 5000 Vivenda cria um espaço perfeito para relaxar à noite, com iluminação LED opcional e integração com a área da piscina. Com acionamento motorizado e sensores de vento, chuva e sol, cada detalhe garante conforto térmico, praticidade e segurança, além de proteger e valorizar a arquitetura do ambiente. Foto: Divulgação.

 

Aliás, pensando melhores desempenhos em projetos, a Toldos Dias conta com o projeto conceitual Casa TD. A ferramenta P-Balance foi desenvolvida pela Arquiteta Melissa Cacciatori, e possibilita avaliar os desempenhos térmico e lumínico e a eficiência energética de seus produtos. “Esse estudo, a partir dessa consultoria, é uma referência para que os especificadores possam consultar e fazer análises das questões climáticas que vão incidir sobre seus trabalhos”, ressalta Victor Dias.

De fato, o toldo deixou de ser apenas um último item orçamentário no programa arquitetônico. É uma decisão tecnológica, estratégica, que traz consigo desenho estético e funcionalidades que devem ser previstas já nas fases iniciais dos projetos de arquitetura e design de interiores.

 

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Casa TD, projeto da arquiteta Melissa Cacciatori. Foto: Divulgação.

Ruído Sob Controle

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Projetos acústicos ganham protagonismo em restaurantes ao equilibrar som, conforto e estética, elevando a experiência gastronômica

 

Em projetos arquitetônicos contemporâneos, o conforto acústico tem ganhado cada vez mais espaço como um dos pilares do bem-estar e da experiência do usuário. Assim como a iluminação, o layout e a temperatura, o som — ou sua ausência — interfere diretamente na forma como as pessoas percebem e vivenciam um ambiente. Em espaços coletivos, como escritórios, escolas e, especialmente, restaurantes, o controle do ruído é fundamental para garantir conforto, funcionalidade e qualidade na permanência.

Nos restaurantes, o desafio é ainda mais delicado. São espaços onde a socialização e o prazer sensorial se encontram, e o som precisa estar em harmonia com a proposta do lugar.  Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o nível sonoro ideal para ambientes internos voltados à convivência e à alimentação deve ficar abaixo de 55 decibéis (dB). Acima desse valor, o ruído começa a gerar desconforto, dificultando a comunicação e provocando estresse. No entanto, pesquisas apontam que muitos restaurantes urbanos operam rotineiramente em níveis entre 70 e 80 dB, comparáveis ao barulho constante de um aspirador de pó.

O tratamento acústico surge, portanto, como um aliado essencial na arquitetura contemporânea. Ele vai além do simples isolamento de ruídos externos: envolve a absorção, difusão e controle do som dentro do espaço. O objetivo é equilibrar a reverberação — o tempo que o som leva para se dissipar —, tornando o ambiente mais agradável e promovendo uma comunicação clara, sem esforço auditivo.

 

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Neste restaurante contemporâneo, os baffles acústicos da linha Form, da Trisoft, criam um efeito visual impactante, lembrando estalactites flutuando no teto. Além do apelo estético, os elementos cumprem seu papel técnico com excelência, absorvendo sons e controlando a reverberação. Divulgação Trisoft.

 

Aliando design, desempenho e sustentabilidade em soluções personalizadas, a Trisoft, referência em soluções acústicas e termoacústicas sustentáveis, tem sido parceira essencial do setor nessa jornada. Seus produtos são feitos com lã de PET reciclada, um material 100% reciclável, livre de aditivos químicos, hipoalergênico e atóxico. Uma escolha consciente para projetos que valorizam não apenas o hoje, mas também o futuro. Se acordo com a marca, o segredo está no equilíbrio entre absorção e difusão, controlando a energia sonora sem eliminar a vitalidade do ambiente.

 

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No Restaurante Nagui, o destaque vai para a composição de escamas acústicas da linha Revest Form e o Tech Felt colado no teto, que além de decorarem a parede com elegância, controlam a propagação do som na área de convivência. O resultado é um espaço aconchegante, sofisticado e funcional. Divulgação Trisoft.

 

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Neste projeto, a solução veio em forma de arte. Os quadros decorativos que revestem a parede do Restaurante Santiago são feitos com o Revest Decor Trisoft, unindo design autoral com absorção sonora eficiente. Um exemplo elegante de como a acústica pode se integrar à identidade visual do espaço. Divulgação Trisoft.

 

Além do conforto auditivo, o tratamento acústico em restaurantes também reflete em saúde e bem-estar. Estudos da Associação Brasileira para a Qualidade Acústica (ProAcústica) e do Centro de Estudos do Ruído Urbano (USP) indicam que a exposição prolongada a ruídos acima de 70 dB pode causar aumento da frequência cardíaca, irritabilidade, fadiga e até redução na percepção de sabores e aromas — fatores que comprometem diretamente a experiência gastronômica. Para funcionários, os riscos vão além: trabalhar por horas em ambientes ruidosos pode causar perda auditiva gradual e sobrecarga cognitiva.

Mais do que eliminar ruídos, o tratamento acústico é uma ferramenta de design sensorial que transforma o espaço em uma experiência completa, onde som, luz e textura trabalham juntos para despertar sensações. Em restaurantes, ele é o ingrediente invisível que permite saborear cada momento com tranquilidade.

 

Restaurante Pirambeira Projeto Acustico Audium Foto Lets Go () Easy Resize com
Em um bar conhecido pelo agito e pelos bons drinks, o desafio era garantir que a conversa fluísse sem ruídos excessivos. A solução? Nuvens acústicas coladas ao teto, que absorvem o excesso de som e mantêm a energia do ambiente sob controle — sem interferir no visual moderno do projeto. Divulgação Trisoft.

 

 

 

 

 

 

 

Por redação
Imagens: Divulgação Trisoft.

Casa 6F chega à quarta edição e tem como cenário residência assinada por Isay Weinfeld

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Conectando experiência, negócios e estratégia de varejo no mercado de decoração, evento reúne 17 marcas em formato imersivo

 

São Paulo recebe, entre os dias 25 e 29 de maio, a quarta edição da Casa 6F, iniciativa que vem redesenhando a dinâmica de negócios no setor de decoração ao substituir a lógica das grandes feiras por um modelo de convivência, curadoria e tempo qualificado. Em 2026, o projeto ocupa uma residência assinada por Isay Weinfeld, nome central da arquitetura contemporânea brasileira, conhecido por uma linguagem que equilibra rigor construtivo, sofisticação silenciosa e uma leitura sensível do morar. É nesse cenário, onde arquitetura e atmosfera se confundem, que a Casa 6F estrutura sua proposta: menos exposição, mais experiência.

Idealizada por Marcelo Felmanas, à frente da 6F Decorações, que celebra 30 anos de atuação, a Casa 6F parte de um princípio claro: curadoria como estratégia. Mais do que reunir marcas, o evento constrói uma narrativa integrada entre produtos, ambientes e estilo de vida. Nesta edição, 17 participantes ocupam os espaços da casa com ambientações que dialogam entre si, criando uma jornada fluida que transita entre mesa posta, objetos, aromas, mobiliário e design autoral. Estão confirmadas: Ginori 1735, Rosenthal, Bitossi Home, Missoni Home Collection, Strauss, Galeria Contempo, Livraria Paisagem, Bugatti, Auguri Casa, Traço Um, Maiori Casa, Dani Fernandes Aromas, Cristais Di Murano, Franccino, Naturalle, Casa Bonita, SALP e Gabriela Dias.

 

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A escolha do endereço reforça o conceito do projeto. Ao acontecer em uma residência, e não em pavilhões ou centros de convenções, a Casa 6F ativa uma camada essencial do consumo contemporâneo: o imaginário. O visitante não observa produtos isolados, mas os experimenta inseridos em contextos reais de uso. Cozinhas, salas, varandas e áreas de convivência tornam-se vitrines vivas, onde o design é percebido em escala humana e emocional. O resultado é um ambiente que aproxima decisão de compra e repertório estético, reduzindo a distância entre inspiração e negócio.

Os números da última edição ajudam a dimensionar esse impacto. Em 2025, o encontro movimentou cerca de R$ 15 milhões em negócios, recebeu mais de 2.000 visitantes e reuniu aproximadamente 1.500 CNPJs qualificados. Para 2026, a expectativa é crescer 20% em volume de negócios, impulsionado pela forte presença do público lojista do Sudeste e pelo avanço consistente de regiões como o Centro-Oeste. Ainda assim, o evento mantém seu principal ativo: a escala controlada. Com acesso restrito e curadoria de convidados, a Casa 6F preserva um ambiente onde a profundidade das relações supera o volume de circulação.

 

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Outro eixo que ganha protagonismo nesta edição é o conteúdo. A programação de talks foi desenhada para refletir transformações estruturais do mercado, abordando temas como inteligência artificial aplicada ao varejo, criatividade como ativo de diferenciação, hospitalidade no ponto de venda e o avanço da mesa posta como categoria estratégica. Globalmente, o segmento de tableware e dining decor movimenta bilhões de dólares por ano e, no Brasil, vem se consolidando como um dos principais vetores de incremento de ticket médio no varejo de decoração, impulsionado pela valorização do receber e pela busca por experiências mais autorais dentro de casa.

 

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Mais do que uma mostra, a Casa 6F se posiciona como um ecossistema. Um lugar onde marcas constroem percepção, lojistas encontram repertório e o design se afirma como linguagem de valor. “A Casa 6F existe para aproximar pessoas, ideias e oportunidades. Criamos um ambiente em que o tempo joga a favor das relações e cada encontro tem potencial para se transformar em negócios concretos”, afirma Marcelo Felmanas.

Ao avançar para sua quarta edição, o projeto reafirma um caminho pouco óbvio no mercado: crescer sem perder densidade. Em vez de escalar em tamanho, a Casa 6F amplia sua influência ao consolidar um modelo baseado em curadoria, experiência e inteligência relacional, atributos que, cada vez mais, definem o luxo contemporâneo.

 

Serviço
Casa 6F – 4ª edição
casa6f
De 25 a 29 de maio de 2026
Das 13h às 20h
Jardim Europa – São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Texto e fotos: Divulgação.

Estrangeiros compram 32% dos estúdios na Zona Sul e reforçam liquidez no Rio

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O imóvel compacto em bairros consolidados começa a ocupar um espaço semelhante ao de um ativo de renda imobiliária com apelo global

 

A presença estrangeira voltou a ganhar peso no mercado imobiliário de alta demanda do Rio de Janeiro, especialmente nos imóveis compactos da Zona Sul. Entre novembro de 2025 e abril de 2026, compradores de fora do Brasil responderam por 32% das vendas de estúdios e apartamentos de 1 dormitório em Copacabana, Ipanema e Leblon. Das 54 unidades comercializadas no período, 17 ficaram com estrangeiros, com liderança de argentinos e participação de compradores da Inglaterra, Espanha, Suíça, França, Romênia e Nova Zelândia. O dado mostra que a procura internacional deixou de se concentrar apenas em imóveis de alto luxo ou segunda residência e passou a mirar unidades menores, mais líquidas e próximas da orla. O movimento ocorre em um momento em que o Rio amplia sua força turística: o estado recebeu quase 2 milhões de visitantes internacionais em 2025, alta de 45,93% sobre o período de 2024. Em 2026, a tendência seguiu forte, com 884 mil visitantes internacionais no 1º trimestre e liderança nacional em desembarques.

A leitura para o mercado financeiro é que o imóvel compacto em bairros consolidados começa a ocupar um espaço semelhante ao de um ativo de renda imobiliária com apelo global: menor tíquete, alta localização, demanda turística recorrente e possibilidade de saída mais rápida em comparação com unidades maiores.

Para André Caruso, CEO da Pilar Capital, esse tipo de procura reforça uma mudança importante na forma como investidores avaliam o Rio. “O estrangeiro não está olhando apenas para a paisagem. Ele está olhando para liquidez e capacidade de geração de renda em regiões onde a oferta é naturalmente limitada. Quando 32% das vendas de compactos em bairros como Copacabana, Ipanema e Leblon vêm de fora do país, o mercado passa a enxergar esses imóveis como uma classe de ativos mais internacionalizada”, afirma. Na prática, a demanda externa tende a aumentar a competição por unidades bem localizadas, sustentar preços em regiões premium e ampliar o interesse de incorporadoras, fundos e plataformas de crédito imobiliário por projetos menores, mais eficientes e aderentes à locação de curta e média temporada.

 

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Em bairros como Copacabana, Ipanema e Leblon, onde a oferta de terrenos é limitada e a demanda turística permanece elevada, unidades compactas tendem a concentrar parte relevante da procura por localização. Foto: Phoética Ateliê Fotográfico.

 

O avanço ocorre em paralelo à expansão dos lançamentos compactos no Rio. O mercado residencial carioca vendeu 25 mil unidades entre janeiro e novembro de 2025, alta de 18,8% sobre 2024 e o melhor desempenho em 6 anos. A entidade também aponta que apartamentos compactos e de luxo ganharam protagonismo nas apostas para 2026, mesmo em um ambiente de juros elevados. Esse cenário ajuda a explicar por que o segmento passou a chamar atenção de investidores e incorporadoras: os imóveis menores combinam tíquete mais acessível, maior liquidez e aderência a diferentes usos, da moradia temporária à locação por temporada.

Em bairros como Copacabana, Ipanema e Leblon, onde a oferta de terrenos é limitada e a demanda turística permanece elevada, unidades compactas tendem a concentrar parte relevante da procura por localização. A entrada de compradores estrangeiros reforça essa dinâmica, pois amplia a base de demanda e pressiona a disputa por ativos bem posicionados. Para o mercado, o ponto central não está apenas no volume vendido, mas na mudança de perfil do comprador e no fortalecimento de uma tese imobiliária baseada em escassez, renda potencial e valorização em áreas consolidadas.

Com juros ainda elevados no Brasil, crédito bancário mais seletivo e investidores buscando ativos capazes de combinar proteção patrimonial, renda e valorização, o imóvel compacto em regiões turísticas consolidadas ganha força como alternativa. Para compradores internacionais, a combinação entre câmbio, turismo recorde e preço relativo do metro quadrado no Brasil pode tornar a entrada mais atrativa.

Para incorporadoras, o desafio passa a ser transformar demanda em oferta viável, em uma cidade com restrições de terreno, custos de construção pressionados e necessidade crescente de financiamento ágil. “A presença estrangeira não resolve sozinha os desafios do mercado imobiliário, mas sinaliza onde existe demanda real. O capital tende a seguir regiões com liquidez comprovada, e a Zona Sul do Rio tem 3 atributos difíceis de replicar: localização escassa, fluxo turístico global e percepção de valor no longo prazo. Para o crédito imobiliário, isso abre espaço para estruturas mais sofisticadas e menos dependentes do ritmo dos grandes bancos”, diz Caruso.

 

Gastronomia à beira-mar

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Na Praia Brava, projeto integra arquitetura, gastronomia e paisagem em uma experiência sensorial marcada por leveza e sofisticação à beira-mar

 

Localizado na Praia Brava, em Florianópolis, o restaurante May, assinado pela arquiteta Mariana Maisonnave, integra o empreendimento D/Pulse, da construtora Dimas, e propõe uma experiência imersiva que traduz um estilo de vida contemporâneo à beira-mar. Mais do que um espaço gastronômico, o projeto materializa valores como bem-estar, sofisticação discreta e conexão com a paisagem natural, alinhando arquitetura e experiência sensorial em uma mesma narrativa.

Com linguagem contemporânea e atemporal, o projeto articula arquitetura e gastronomia em uma atmosfera acolhedora, construída a partir do uso de materiais naturais, texturas orgânicas e uma iluminação cuidadosamente filtrada. Inspirado no ritmo desacelerado de Florianópolis, cidade natal da arquiteta, o espaço privilegia o conforto e a vivência, reforçando uma sofisticação silenciosa em que cada elemento contribui para uma experiência de permanência e contemplação.

 

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Estruturado de forma leve e executado em apenas 50 dias, o restaurante parte de três containers que abrigam cozinha, apoio e showroom do empreendimento. Esses volumes são conectados por um amplo deck de madeira, que organiza os fluxos e promove integração entre os ambientes.

 

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A materialidade reforça a identidade do projeto, combinando madeira natural, pedras e revestimentos minerais, além de tecidos leves e elementos artesanais que conferem calor, resistência e delicadeza ao conjunto. A experiência é marcada por um forte componente sensorial. O toque da madeira, o som do vento atravessando os tecidos e o jogo de luz e sombra criam uma atmosfera de conforto e acolhimento. O espaço aberto e permeável dialoga com o clima local, minimizando a necessidade de climatização mecânica.

 

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A experiência é intensificada por um projeto luminotécnico que valoriza a percepção sensorial ao longo do dia. A luz natural, filtrada por tecidos e vazados, cria sombras suaves durante o dia, enquanto à noite a iluminação artificial atua de forma pontual e acolhedora, destacando texturas e volumes.

Integrado a estratégias sustentáveis, como ventilação cruzada, uso de materiais duráveis, iluminação natural e escolha de fornecedores locais, o May reforça uma arquitetura que alia técnica, sensibilidade e responsabilidade ambiental em um mesmo gesto projetual.

 

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Fotos: Fábio Jr Severo

Como a digitalização e o BIM podem salvar as obras públicas?

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De acordo com Marcus Granadeiro, somente equipes preparadas e uma visão estratégica clara, o setor público conseguirá sair do ciclo de atrasos, dos desperdícios e da baixa eficiência

 

*por Marcus Granadeiro

A gestão de obras públicas municipais no Brasil enfrenta hoje um momento crítico. De um lado, o crônico atraso nas entregas e a paralisação de projetos; de outro, um apagão crescente de mão de obra qualificada na engenharia.

Ao fazer uma análise de estudos da engenharia, é possível entender que os principais fatores por trás dos atrasos em edificações públicas são as constantes mudanças de escopo e a baixa maturidade na gestão dos canteiros de obras. Esse cenário é agravado por falhas estruturais recorrentes, evidenciadas em auditorias do Tribunal de Contas da União, como projetos mal elaborados pelas próprias prefeituras, ausência de padronização, baixa transparência e fiscalização insuficiente.

Mas o problema não é apenas de gestão. O Brasil vive um déficit crítico de profissionais qualificados. Dados da Confederação Nacional da Indústria indicam a falta de mais de 75 mil engenheiros no mercado. Ao mesmo tempo, levantamentos da FGV mostram que mais de 70% das empresas da construção têm dificuldade para contratar. A raiz do problema é estrutural: segundo o Confea, as matrículas em engenharia civil caíram mais de 50% nos últimos anos. Nas prefeituras, a situação é ainda mais sensível, pressionada por aposentadorias e pela falta de planos de carreira competitivos.

A resposta para solucionar o desafio passa pela digitalização integral da engenharia pública. Não se trata apenas de adotar ferramentas para acelerar processos analógicos, mas de transformar completamente a forma como projetos são concebidos, executados e gerenciados ao longo de todo o ciclo de vida dos ativos. Nesse contexto, plataformas colaborativas e Ambientes Comuns de Dados (CDE) tornam-se fundamentais. Elas permitem integrar equipes, centralizar informações e conectar o escritório ao canteiro de obras em tempo real, inclusive por meio de aplicações móveis que funcionam offline.

Com isso, atividades como registro fotográfico, diário de obra e atualização de cronogramas passam a ser automatizadas e rastreáveis. O resultado é direto: menos retrabalho, maior transparência e redução da dependência de grandes equipes operacionais em campo. Tudo isso deve ser estruturado com base em requisitos bem definidos, alinhados a padrões internacionais como a ISO 19650, que estabelece diretrizes para a gestão da informação ao longo do ciclo de vida de um ativo construído, utilizando BIM (Building Information Modeling) como base.

É sobre essa base digital que o BIM se consolida como um verdadeiro motor de governança. Muito além de modelagem 3D ou exigência contratual, o BIM transforma dados dispersos em informação estruturada, permitindo decisões mais rápidas, precisas e auditáveis.

Para os municípios, que gerenciam ativos de alto valor e longo ciclo de vida, o verdadeiro divisor de águas é a adoção do openBIM. Ao utilizar padrões de dados abertos como IFC (Industry Foundation Classes), BCF (BIM Collaboration Format) e IDS (Information Delivery Specification), o setor público garante que as informações das obras permaneçam acessíveis por 20 ou 50 anos, conquistando interoperabilidade e independência tecnológica frente aos grandes fabricantes de software.

No entanto, tecnologia sem capacitação não gera transformação. Para que essa mudança aconteça de forma consistente, é indispensável investir na qualificação das equipes. Certificações reconhecidas internacionalmente, como a PCERT da buildingSMART, são fundamentais para formar profissionais capazes de entender o BIM como processo e não apenas como ferramenta.

Somente com equipes preparadas e uma visão estratégica clara, o setor público conseguirá sair do ciclo de atrasos, dos desperdícios e da baixa eficiência. Além de modernizar processos, trata-se de reconstruir a engenharia pública sobre bases digitais, colaborativas e orientadas a dados.

Em um cenário de escassez de recursos e talentos, a digitalização deixa de ser uma escolha e passa a ser a única alternativa viável para garantir entregas mais rápidas, transparentes e sustentáveis para a sociedade.

 

*Marcus Granadeiro é engenheiro civil pela Escola Politécnica da USP, sócio-diretor do Construtivo, certificado em BIM pelo RICS (Royal Institution of Chartered Surveyors) e em Transformação Digital pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology).

Artesanato alagoano pelo mundo!

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Exposição Alagoas Plural, que recentemente chegou à Milão no Fuorisalone, levou para a Europa e para os EUA uma dose dos saberes tradicionais do nordeste brasileiro

 

O trabalho dos artesãos tem sido cada vez mais reconhecido pelo design brasileiro. Por meio do uso de materiais naturais e referenciando a cultura e as tradições de cada região, tem-se compreendido que é pelo artesanato que o design se apresenta para as mais amplas camadas sociais. E muito dessa força criativa vem de regiões afastadas dos grandes centros urbanos, como o sertão nordestino.

É nesse contexto que a exposição Alagoas Plural chegou à edição de 2026 da Milano Design Week, apresentada na Fuorisalone. Em uma das maiores vitrines internacionais do design contemporâneo, foram expostas mais de 100 criações artesanais, assinadas por 46 criadores. E em cada peça, cores, temas afetivos e traços revelam expressões autênticas de memória, identidade e pertencimento do povo alagoano.

 

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Alagoas Plural na Milano Design Week deste ano. Foto: Divulgação.

 

A exposição teve curadoria de Marco Aurélio Pulchério, curador e galerista à frente da Marco500, e é fruto do sucesso do Programa Alagoas Feita à Mão, criado em 2015 para estruturar, fortalecer e projetar a produção artesanal popular do estado para o mundo. A exposição Alagoas Plural já passou por Nova Iorque, Miami, Paris e Lisboa.

Entre os criadores estão 26 artesãos individuais e 20 artesãs bordadeiras da Associação Mimos de Dona Peró, da cidade de Capela. Os mestres e artesãos foram criteriosamente selecionados em processo que abrangeu 11 localidades de 5 regiões do estado, do Sertão (Ilha do Ferro) à Zona da Mata e Litoral. Veja alguns destaques!

 

As cadeiras do Mestre Valmir Lessa, adornadas com esculturas de anjos, pássaros e outros símbolos culturais alagoanos, é um dos grandes destaques da mostra Alagoas Plural. Natural da Ilha do Ferro, o artesão cria peças com madeira de árvores variadas, como craibeira, pereiro e imburana. O requinte de cada trabalho é o que fez Mestre Valmir ser reconhecido em feiras pelo país.

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A ecoarte ou arte ambiental, arte consciente e sustentável está na base das criações de Adriana Siqueira. Com o uso do barro vermelho, abundante em Capela, sua cidade natal, a artesão cria jarros em forma de jaca, fruta de origem indiana que se adaptou tão bem ao clima brasileiro que se tornou símbolo cultural da região.

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Às margens do Rio São Francisco, o Boró Sandes no pequeno povoado de Assentamento Riacho Grande, cria peças em madeira de Craibeira, árvore nativa da caatinga brasileira. Os grandes troncos e galhos caídos, resistentes e de cor clara, ganham formas variadas, de bancos a mesas e objetos decorativos.

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Da cidade de Boqueirão, Cicero Alves dos Santos, o Cicinho, retrata figuras humanas formas variadas. Os troncos e galhos utilizados na produção do artista são “madeira morta”, em respeito a natureza. Cicinho é da nova geração de artistas do povoado da Ilha do Ferro.

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As histórias peculiares que Cláudio Henrique Freire da Silva, alagoano de Capela, viveu na infância são agora traduzidas em obras artesanais. Sobrinho do mestre João das Alagoas, o artesão modela suas miniaturas em barro vermelho. Como um cronista visual, Claudio da Capela, como também é conhecido, leva suas histórias para lojas, museus e estantes de colecionadores.

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Pai e filha, Jaílton e Jamile Rodrigues são artesãos da Ilha do Ferro. Por meio de técnicas de entalhe em madeira de mulungu, Jaílton dá forma a pássaros e outras figuras do cotidiano da Ilha, enquanto Jamile pinta as peças com cores vivas que conferem identidade ao trabalho.

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Irinéia Nunes Silva, também conhecida como Mestra Irinéia, é de Muquem, região descendente do famoso Quilombo dos Palmares. Sua arte de moldar cabeças com os olhos vazados a fez se destacar em exposições ao redor do mundo, e em 2005 foi declarada Patrimônio Vivo do Estado do Alagoas.

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O “boi vazado”, que emoldura situações do cotidiano, é a principal marca do trabalho de Maria Eroneide Laurentino, a Mestra Nena da Capela. A sala de aula, as brincadeiras de criança, a banda de forró, as reuniões familiares, tudo é inspiração para o trabalho da artesão. Natural do povoado de João de Deus, Mestra Nena da Capela, modela peças em cerâmica no barro vermelho.

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Por Victor Hugo Felix
Imagens: Divulgação

Tecnologia e tradição tornam a construção civil mais sustentável

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Para reduzir impacto ambiental, mercado tem investido em técnicas que vão desde materiais naturais até métodos construtivos industriais

 

O Brasil tem avançado na promoção de métodos construtivos sustentáveis. Segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), os novos indicadores do setor relacionados às emissões de gases de efeito estufa (GEE) e à energia incorporada nas edificações indicam um bom posicionamento do país neste tópico. 

Nas obras analisadas em 2026, o levantamento CECarbon aponta que as emissões médias foram de 0,23 tonelada de carbono equivalente por metro quadrado (tCO₂e/m²), abaixo das referências internacionais. Na União Europeia, por exemplo, calcula-se que as emissões incorporadas estavam entre 0,43 e 0,82 tCO₂e/m² em edificações.

E os métodos construtivos podem impactar positivamente na redução das emissões de carbono. Segundo o levantamento, o sistema de Parede de Concreto apresentou intensidade média de emissões de 0,19 tCO₂e/m². Já o sistema de Alvenaria Estrutural apresentou intensidade média de emissões de 0,21 tCO₂e/m². Por fim, o sistema de Alvenaria e Estrutura Convencional registrou 0,26 tCO₂e/m².

 

Consumo energético

No que tange energia incorporada aos materiais e aos processos construtivos ao longo da execução das obras, as construções brasileiras alcançaram 2,39 gigajoules por metro quadrado (GJ/m²), o que está nos padrões internacionais. Entre os métodos construtivos, o sistema de Parede de Concreto foi o mais vantajoso, registrando média de 2,05 GJ/m², enquanto o sistema de Alvenaria Estrutural apresentou média de 2,19 GJ/m². O sistema de Alvenaria e Estrutura Convencional apresentou média de 2,71 GJ/m².

Com esses avanços consideráveis, há ainda oportunidades a serem exploradas com técnicas que são ora tradicionais, ora inovações modernas, que podem reduzir o impacto ambiental e gerar um ciclo virtuoso na construção civil. O uso estratégico de recursos naturais e a tecnologia de construções modulares são algumas das soluções que ainda devem ganhar espaço no Brasil.

 

Lightwall – industrial e modular

O sistema modular tem sido cada vez mais discutido no mercado imobiliário, uma vez que faz uso de peças pré-moldadas que garantem um processo de construção muito mais ágil. Nesse cenário, o LightWall desponta como uma evolução, ao utilizar placas de cimento produzidas em modelo industrial com alta precisão, reduzindo desperdícios em processos e gerando também eficiência energética. Além disso, as chapas cimentícias do LightWall são preenchidas por EPS, feito de concreto e aditivos, que proporciona maior isolamento termoacústico, chegando a um índice de redução sonora (Rw) de até 51dB. 

A empresa LightWall Brasil é uma das principais responsáveis pela difusão desta solução construtiva no país. Um de seus projetos mais recentes é o Atlantis ONE, da Tom Incorporadora, com arquitetura assinada por Renato Lincoln e curadoria de arte por Albino Miranda. O empreendimento de alto padrão, localizado em Igaratá (SP), tem área total de aproximadamente 160 mil m², dos quais mais de 40 mil m² são destinados à preservação ambiental. No projeto, a adoção de sistemas industrializados se deu pela maior previsibilidade de obra e maior controle sobre o uso de recursos, o que reduz interferências no canteiro e padroniza a qualidade da construção.

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As chapas cimentícias do LightWall proporciona maior isolamento termoacústico. Foto: Divulgação.

 

Madeira – redução nas emissões de carbono

A madeira engenheirada tem se tornado uma opção cada vez mais reconhecida globalmente, ainda que no Brasil sua aplicação não seja em larga escala. O material, que é de origem natural e vem, desde a antiguidade, sendo empregado de diferentes formas para construção de habitações, dialoga com os anseios contemporâneos por métodos construtivos com menor emissão de carbono.

Em Atibaia (SP), o Shopping Praça Pitiguari é exemplo do uso de madeira engenheirada como método construtivo. No projeto, foram utilizadas madeira de Pinus no tipo MLC – lamelas de madeira coladas paralelamente, formando uma massa de madeira de altíssima resistência.  Por ser um material renovável que minimiza a emissão de carbono, a madeira integra as estratégias do projeto para eliminar 500 toneladas de CO₂ da atmosfera. A arquitetura do empreendimento é assinada pelo escritório Todescan + Siciliano, enquanto o projeto estrutural é da Timbau Estruturas/XLAM.

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Shopping Praça Pitiguari, com arquitetura assinada pelo escritório Todescan + Siciliano e projeto estrutural da Timbau Estruturas/XLAM. Foto: Divulgação.

 

Taipa – a terra na arquitetura

Trazida para o Brasil pelos colonizadores portugueses no século XVI, a taipa é um material que dialoga diretamente com o entorno de cada construção, pois utiliza terra crua como matéria-prima, geralmente numa mistura de argila, areia e água. Essa técnica garante um menor consumo de energia e um impacto ambiental reduzido, especialmente quando o manejo da terra é feito de forma consciente e planejada. E no longo prazo, as construções são também mais sustentáveis, uma vez que a taipa confere maior inércia térmica e ajuda a manter as temperaturas da construção mais estáveis.

O material pode ser utilizado por meio da técnica taipa de pilão, que consiste em criar camadas de taipa uma sobre a outra para formar paredes sólidas de terra, ou taipa de mão (também chamada de pau a pique), que utiliza estruturas de madeira ou bambu preenchidas manualmente com barro.

Na arquitetura, a empresa Taipal se especializou na aplicação de taipa em grandes projetos, como é o caso da Casa Mantiqueira, do arquiteto Gui Paoliello. Toda a terra gerada pela terraplenagem e proveniente das escavações das fundações foram aproveitadas no embasamento, com paredes construídas pelo método da taipa de pilão. Os benefícios sustentáveis da taipa foram ampliados com outras soluções, como aquecimento solar e captação e reaproveitamento das águas pluviais.

 

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Casa Mantiqueira, do arquiteto Gui Paoliello. Fotos: Samuel Sá.

 

 

 

Por Victor Hugo Felix

CASACOR 2026

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Sob o tema Mente e Coração, mostra acontece de 02 de junho a 09 de agosto, no Parque da Água Branca, em São Paulo

 

‘Mente e Coração’ é a proposta criativa para 2026 da CASACOR, maior plataforma cultural de arquitetura, paisagismo, arte e design de interiores das Américas. A mostra paulistana, principal evento do calendário, deve acontecer de 2 de junho a 9 de agosto, pelo segundo ano consecutivo no Parque da Água Branca, com apoio da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e do Governo do Estado de São Paulo.

Ao propor o tema “Mente e Coração”, a nova temporada da CASACOR convida profissionais e marcas a refletirem sobre algumas das principais angústias contemporâneas. A edição de 2026 desafia os participantes a pensarem a casa como um ambiente voltado ao autocuidado e à cura, em resposta ao excesso de informações e às inquietações provocadas pela presença crescente da inteligência artificial no cotidiano. Entre os fenômenos abordados está a Síndrome de FOMO — sigla em inglês para “fear of missing out” — caracterizada pelo medo de ficar de fora ou de perder acontecimentos, informações e experiências, gerando constante sensação de apreensão e desconexão.

O tema é construído com base na pesquisa anual de macrotendências conduzida pela marca, que aponta para questões contemporâneas sobre o morar. Entre os assuntos identificados, está a relação cada vez mais íntima e necessária do ser humano com os lugares onde habita, um espaço que aceita fragilidades, ao passo que a vida editada das redes sociais só revela melhores momentos.

Num trecho do Manifesto, a equipe curatorial vai ainda mais a fundo ao sintetizar a ideia para 2026. “O casulo protege, mas também transforma. Sempre que nos abrigarmos nele, será possível trilhar o caminho da cura. Rodeados de móveis, objetos, lembranças, tradições e histórias cheias de sentido, nos reabastecemos de confiança para seguir. O resgate das inteligências psíquica, ancestral, orgânica e manual energiza e devolve o que é artificial para a caixa de ferramentas. Mais que isso, nos prepara para atuar em um planeta em burnout, que não suporta tantas dissociações. E convida a fazer convergir duas grandes forças que nós, humanos, carregamos conosco e funcionam muito melhor se pulsarem juntas: a mente e o coração”

 

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De volta ao Parque da Água Branca, a CASACOR São Paulo 2026 ocorre de 2 de junho a 9 de agosto. Crédito: Fran Parente.

 

Conheça o elenco para 2026

Em 2026, a mostra ocupará 10.161m² de área construída, distribuídos em 67 ambientes, entre casas, apartamentos, estúdios, lofts e jardins, além de dois espaços dedicados a instalações artísticas e áreas voltadas à gastronomia e compras.

Para transformar o tema em experiências sensíveis e projetos autorais, a CASACOR São Paulo reúne um elenco diverso, com profissionais de diferentes regiões do país e nomes internacionais. Cada ambiente deverá explorar a convergência entre razão e emoção, técnica e sensibilidade, reafirmando o papel da arquitetura e do design como ferramentas essenciais para imaginar novas formas de habitar e responder às complexidades do nosso tempo.

Entre os grandes nomes já confirmados para a edição estão Dado e Guilherme Castello Branco, Nildo José (NJ+ Arquitetos), Leo Shehtman, Estúdio Guto Requena, Marcelo Salum e Estúdio Carlos Fortes, que ficará à frente do projeto luminotécnico da área externa, pensado para conviver em harmonia com a vida silvestre do local.

A CASACOR 2026 tem patrocínio master Deca e patrocínio local de Duratex, Portinari e Coral.

 

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O “Ninho”, assinado por Marko Brajovic para edição de 2025. Crédito: Roberta Gewehr.

 

De volta à CASACOR São Paulo

Entre os profissionais que retornam à CASACOR São Paulo em 2026 estão Paulo Azevedo; Suite Arquitetos; Carlos Navero; Calio Studio Design; Felipe de Almeida (Estúdio Felipe de Almeida Design de Interiores); Natan Gil Arquitetura; Letícia Nannetti Arquitetura; Gabriel Fernandes; Felipe Carolo Arquitetura; Marcos Serrano Miralles Arquitetura; Tulio Xenofonte; Isabella Nalon Arquitetura e Interiores; Atelier Navarro Arquitetura; Daniel Castro Cunha; Rodra Arquitetura | rodraarq; Studio Costa+Azevedo – Josemar Costa Júnior e André Azevedo; Beatriz Quinelato Arquitetura; Panapaná Estúdio; e Altera Arquitetura e Interiores.

A mostra também conta com quatro escritórios que vêm se destacando em diferentes praças da CASACOR ao longo dos últimos anos e que já participaram da edição paulista. É o caso do MAAI, responsável por um ambiente de 180m² na CASACOR Brasília em 2023; de (OHMA) Nicholas Oher e Paloma Bresolin, que assinaram uma instalação inédita para a fachada da CASACOR Paraná em 2024; de João Panaggio, que integrou o elenco da CASACOR Rio de Janeiro em 2022 e 2023; e de Wesley Lemos (EstudioW+), que assinou o Saleta D’Arte na CASACOR Bahia 2025.

 

Estreias

Os estreantes de 2026 trazem novos olhares e repertórios à mostra. Viviane Telles Arquitetos, do Rio Grande do Norte, será responsável por dar vida à bilheteria, o cartão de visitas do evento, que deverá sintetizar o tema ‘Mente e Coração’ e proporcionar, logo na entrada, uma imersão ao visitante.

Também estreiam Rafaella Manso Arquitetura; Camilo Jr.; Bruno Borges – BSB Arquitetura; Felipe Saurin; Lucas Carrara – Arquitetura & Design; Mia Kamimura Arquitetura e Design; Duno Arquitetura + Interiores por Catarina Biselli e Fernanda Prado; Marina Salles Arquitetura e Interiores; TT Interiores; Marta Calasans; Cyro Arquitetura e Estúdio Clara Nahas.

Entre os estreantes que já participaram de outras edições da CASACOR pelo país, mas chegam a São Paulo pela primeira vez, estão Victor Niskier + ARQNISK (CASACOR Rio de Janeiro); Tarsiana Barros (CASACOR Rio Grande do Norte); e Maria Araujo Arquitetura (CASACOR Brasília).

 

Paisagismo

O paisagismo da edição de 2026 seguirá diretrizes ainda mais rigorosas para garantir a preservação dos jardins do Parque da Água Branca. Como em 2025, não haverá qualquer interferência nas árvores, que fazem parte do patrimônio ambiental tombado do parque e cujo manejo cabe exclusivamente à concessionária. Também seguindo a conduta do ano passado, a vegetação utilizada durante a mostra será mantida em vasos apoiados sobre o solo, sem o plantio direto nos canteiros, para que possa ser facilmente removida após o evento. Além disso, as espécies escolhidas não poderão ser tóxicas para animais e nem possuir espinhos.

Eventuais revestimentos, como pisos drenantes ou pedras, deverão ser assentados sobre plataformas elevadas, de modo que o solo permaneça intacto, e não haverá construções (ainda que temporárias) nas áreas verdes da CASACOR. Esta medida protege os canteiros, que foram integralmente recompostos com sua vegetação original após a desmontagem da mostra de 2025. Mesmo com esses cuidados, caso haja qualquer dano à vegetação arbustiva, ela será refeita após o encerramento da mostra.

Já a iluminação dos espaços externos obedecerá a parâmetros específicos, com temperatura de cor de 1.800 K (amarelo-avermelhada) e IRC acima de 90, características que promovem uma luz que não agride a vida silvestre, diferentemente da luz branca, que pode ser interpretada pelos animais como luz solar.

Os projetos de paisagismo serão assinados por Pam Faccin Arquitetura Paisagística, Estúdio Musgo por Denis Bessa, Ana Lui Paisagismo & Karen Marini Leve Paisagismo e Alexandre Galhego, da Alexandre Galhego Paisagismo, reforçando o compromisso da mostra com uma atuação responsável e integrada ao patrimônio ambiental.

 

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Casa Toushi Duratex, por Bruno Carvalho para a edição 2025. Crédito MCA Estudio.

 

Internacional

Reforçando o caráter internacional da mostra, a edição de 2026 contará com nomes de diferentes origens. O designer holandês Edward van Vliet, consagrado no cenário internacional do design, atua em projetos residenciais e hoteleiros ao redor do mundo e traz para a CASACOR São Paulo seu olhar sofisticado e sua ampla experiência global. Fascinado pela diversidade cultural e natural do Brasil, o profissional promete incorporar essa inspiração ao espaço que apresentará na mostra.

A arquiteta e designer afrolatina Michele Wharton carrega sua herança panamenha, traduzindo referências culturais em linguagem contemporânea para a mostra. Já Eduardo Baldelomar, nascido em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, retorna à CASACOR São Paulo, onde participou pela primeira vez em 2023, explorando arquitetura e design de interiores a partir de suas raízes latinas e bolivianas.

 

Operações

A experiência do público será complementada por diferentes operações gastronômicas e de compra. O restaurante buffet Mesa Viva terá projeto assinado por Marta Martins Arquitetura. O café com livraria da Unisaber e Chocolat du Jour será desenvolvido pelo Studio Sitta+Barbo. O Cappuccino Boutique Café fica sob responsabilidade de Teresa Simões. Já a Forneria San Paolo, restaurante à la carte, contará com projeto do Stage.AEC, enquanto o bar speakeasy Shake’n Stir será assinado pelo Studio Gaibola. Também integram o mall de CASACOR as operações da Gustavo Eyewear e a loja do MASP.