Como a madeira engenheirada impulsiona a transição ecológica urbana

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Ana Belizário explica como a madeira vai além de um material construtivo e pode representar um vetor de mudança na forma como projetamos e vivemos as cidades

 

Por Ana Belizário*

Nos últimos anos, cresce a expectativa de que as cidades assumam um papel mais ativo na transição ecológica. Não basta elaborar compromissos: é preciso transformar a forma de projetar, construir e ocupar o espaço urbano. A adoção de materiais de baixo impacto, como a madeira engenheirada, tem se consolidado como um caminho estratégico dentro dessa mudança.

Estudos recentes da Yale School of the Environment mostram que a utilização de produtos em madeira engenheirada, como painéis de madeira laminada cruzada (CLT) ou madeira colada lamelada (MLC), pode reduzir de 25,6 a 39 gigatoneladas de CO₂ equivalentes no ciclo de vida de edifícios urbanos, caso sejam adotados entre 30% e 60% dos novos edifícios até o ano de 2100. Outro dado, da Mann Publications, aponta que o uso da madeira permite reduzir as emissões incorporadas em estruturas civis em cerca de 30% a 50% em comparação com concreto ou aço.

Nesse contexto, quando falamos de espaços públicos urbanos, praças, parques, passarelas e áreas de convivência, a escolha pela madeira engenheirada vai além da estética ou da simbologia. Ela representa uma decisão estratégica para acelerar a agenda climática das cidades e fortalecer o compromisso com construções mais sustentáveis.

As cidades enfrentam o desafio de se tornarem mais humanas. Precisamos de espaços que acolham, aproximem e favoreçam o convívio, especialmente onde a vida urbana pulsa com mais intensidade. É justamente nesse cenário que a madeira engenheirada se destaca como um material transformador, devolvendo à paisagem construída a leveza e o calor da natureza.

Em praças, parques e ambientes comuns, a madeira tem se mostrado uma aliada poderosa na criação de espaços de encontro. Sua presença suaviza o concreto, convida à permanência e resgata a sensação de pertencimento. Textura, aroma e conforto visual criam uma atmosfera que contribui para o bem-estar coletivo e aproxima arquitetura e natureza.

A experiência recente de requalificação de espaços públicos em São Paulo evidencia essa força. No Parque do Carmo, na zona leste, a nova estrutura recreativa de 1.445 m² em madeira engenheirada demonstra que é possível unir sustentabilidade, desempenho técnico e impacto positivo direto na comunidade. Quiosques, vestiários e arquibancadas foram integrados à vegetação local, resultando em um ambiente acolhedor e funcional.

O mesmo se observa no Parque Morumbi Sul, na zona sul da capital, onde pavilhões multiuso, passarelas e equipamentos acessíveis foram erguidos com madeira engenheirada de alta performance. O espaço, primeiro equipamento público da cidade com esse tipo de estrutura, ganhou leveza e eficiência. A agilidade da montagem, a limpeza da obra e o acabamento de excelência apontam para uma nova lógica de construção urbana: menos ruído, menos resíduos e mais qualidade de vida para quem vive ao redor.

Essas transformações ultrapassam a técnica. Revelam um novo olhar sobre o papel social da arquitetura. Quando um parque é revitalizado em madeira, ele deixa de ser apenas uma área de lazer e passa a ser um ponto de encontro, troca e pertença. A arquitetura torna-se ferramenta de transformação social, aproximando pessoas, reduzindo impactos ambientais e contribuindo para uma cidade mais equilibrada.

A madeira engenheirada também tem ganhado espaço em empreendimentos privados de convivência, como o Open Mall Praça Pitiguari, em Atibaia. Com mais de 1.300 m³ de estrutura em madeira, o maior volume já utilizado em um único projeto na América Latina, o espaço foi concebido para integrar tecnologia, sustentabilidade e bem-estar, criando um ambiente aberto e permeado pela natureza.

Esses exemplos demonstram que a madeira vai além de um material construtivo: ela representa um vetor de mudança na forma como projetamos e vivemos as cidades. Em um momento em que o mundo busca soluções mais sustentáveis, inclusivas e regenerativas, apostar em estruturas de madeira é investir em uma cidade mais viva, onde o encontro, o descanso e o pertencimento fazem parte da paisagem.

A madeira engenheirada nos convida a repensar o urbano com a certeza de que o futuro das cidades será mais leve, mais natural e mais humano.

 

 

* Ana Belizário é diretora da Urbem, indústria brasileira de madeira engenheirada de larga escala, que atua no setor da construção civil, focada em oferecer produtos e serviços inovadores e sustentáveis.

 

Redefinindo espaços contemporâneos

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Cortinas e persianas consolidam-se como ferramentas arquitetônicas completas, capazes de unir performance técnica, expressão estética e experiência sensorial em uma mesma solução

 

Por muito tempo percebidas apenas como complemento decorativo, as cortinas e persianas assumem hoje um novo papel na arquitetura contemporânea: tornam-se elementos estruturantes dos ambientes, capazes de dividir, orientar e transformar espaços com flexibilidade, conforto e apelo sensorial. Em projetos residenciais e corporativos, o recurso têxtil deixa de ocupar apenas janelas e passa a interferir diretamente na dinâmica espacial, substituindo paredes, criando percursos e redefinindo a experiência de permanência nos ambientes.

Segundo André Sihle, do Trade Marketing da Uniflex, essa mudança reflete uma transformação mais ampla na forma como a arquitetura contemporânea compreende os interiores. “Na arquitetura contemporânea, as cortinas deixaram de ser apenas um elemento decorativo e funcional; elas passaram a atuar como elementos arquitetônicos, influenciando luz, conforto térmico, acústica e até a organização espacial”, afirma.

A versatilidade do elemento têxtil acompanha uma demanda crescente por ambientes multifuncionais e fluidos. Em vez de compartimentações rígidas, as cortinas oferecem soluções dinâmicas para adaptar espaços conforme diferentes usos ao longo do dia. “As cortinas separam espaços sem a necessidade de paredes, posicionam e valorizam elementos, criam percursos imprimindo a dinâmica do espaço e flexibilizam os ambientes conforme a necessidade do uso: segmentado ou amplo e fluido”, explica Sihle.

 

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No Apartamento Heritage, assinado por André Luque, Cortina Senses Uniflex acompanha o movimento da luz e reforça a continuidade entre interior e exterior. O caimento delicado desenha curvas sutis e acompanha o ritmo natural do projeto. Foto: Sipá Filmes.

 

Essa característica tem sido amplamente explorada tanto em residências compactas quanto em grandes projetos corporativos. Nos escritórios contemporâneos, por exemplo, o uso de tecidos ajuda a amenizar a frieza dos materiais predominantes, como vidro, metal e concreto. “A cortina surge quase como um elemento capaz de humanizar ambientes historicamente rígidos”, observa o executivo. Mais do que acabamento, ela atua como um recurso de sensibilização da arquitetura corporativa, promovendo acolhimento visual, conforto acústico e bem-estar.

O aspecto sensorial também ganha relevância. Tecidos esvoaçantes, transparências e sobreposições criam movimento e estabelecem relações mais intuitivas entre os usuários e os espaços. Para Sihle, há um resgate contemporâneo do tecido como linguagem arquitetônica ancestral. “Quando pensamos em circulação, a cortina atua como um elemento flexível e mutável, diferente das paredes rígidas. Ela permite redesenhar percursos de forma intuitiva e sensorial”, diz. Segundo ele, o espaço passa a adquirir uma espécie de “coreografia”, alternando fluidez, introspecção e privacidade conforme a necessidade.

 

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De acordo com o escritório, o tecido desenha atmosferas que se adaptam aos momentos de silêncio e movimento. A cortina deixa de ser apenas acabamento para se tornar gesto. Foto: Sipá Filmes.

 

Além da estética, a funcionalidade técnica impulsiona o protagonismo das cortinas na arquitetura atual. Soluções acústicas, tecidos tecnológicos e sistemas automatizados ampliam o desempenho dos ambientes. Em espaços onde a cortina substitui divisórias fixas, por exemplo, a escolha do tecido é determinante para o conforto sonoro. “Tecidos mais encorpados, com tramas fechadas ou camadas múltiplas, têm maior capacidade de absorção sonora, reduzindo reverberação e criando ambientes mais confortáveis e íntimos”, destaca.

A automação também redefine a relação entre usuário e ambiente. Cortinas motorizadas e integradas aos sistemas inteligentes da casa permitem controlar luminosidade, temperatura e privacidade de maneira programada e eficiente. “Mais do que conforto, isso traz uma preocupação ambiental, onde luz natural, temperatura e privacidade são ajustadas de forma automática, reduzindo o uso de energia”, afirma Sihle. Em ambientes multifuncionais, essa tecnologia possibilita mudanças rápidas de configuração, potencializando diferentes usos para o mesmo espaço.

 

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No escritório da arquiteta Melina Romano, a corta atua como elemento arquitetônico. a transparência do tecido não interrompe, mas conduz o olhar, permitindo que a atmosfera seja marcada por movimento constante. Foto: André Sihle.

 

Do ponto de vista projetual, incorporar cortinas como parte da arquitetura exige planejamento desde as etapas iniciais. Questões como espaço para recolhimento, infraestrutura elétrica e especificação adequada dos sistemas precisam ser previstas em conjunto com o desenho arquitetônico. “Os produtos não podem mais ser estáticos. Flexibilidade, diversidade de materiais e integração entre soluções são fundamentais para potencializar a dinâmica dos ambientes”, ressalta Sihle.

Entre tecidos naturais, materiais tecnológicos e sistemas inteligentes, o setor aponta para um futuro em que os interiores serão cada vez mais adaptáveis, acolhedores e emocionalmente conectados aos usuários. E nesse cenário, cortinas e persianas consolidam-se não apenas como elementos decorativos, mas como ferramentas arquitetônicas completas, capazes de unir performance técnica, expressão estética e experiência sensorial em uma mesma solução.

Leonardo Zanatta traz ao hall da BAB reflexão sobre materialidades brasileiras

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Por meio da instalação “Tectônicas em Exílio”, o arquiteto gaúcho propõe um debate sobre a exploração dos recursos naturais do país

 

Até 30 de abril de 2026, São Paulo recebe a primeira edição da Bienal de Arquitetura Brasileira (BAB), no Pavilhão das Culturas Brasileiras (PACUBRA), no Parque Ibirapuera. Além do masterplan, o arquiteto gaúcho Leonardo Zanatta assina o hall de entrada e a bilheteria do evento, que funciona como uma grande galeria.

Os visitantes são recebidos pela instalação “Tectônicas em Exílio”, obra de quase 20 metros de comprimento por 4 metros de largura que simula o skyline de uma cidade construída com materiais brasileiros. A presença crua e orgânica da terra, das rochas naturais e das madeiras amazônicas aponta para uma tensão: o luxo do Norte Global se sustenta na exploração e no apagamento do Sul.

 

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Instalação “Tectônicas em Exílio”. Fotografia: Everson Martins.

 

“O Brasil exporta muitas matérias-primas que são extremamente refinadas, mas que não ficam aqui”, observa Zanatta. “Rochas extraídas no Nordeste são levadas como bloco bruto para o exterior, beneficiadas na Itália, recebem carimbo de ‘feito na Itália’ e permanecem lá. Muitas vezes as pessoas nem sabem que é um recurso mineral brasileiro.”

O arquiteto cita a Amazonita, pedra extraída no Ceará que reveste a maioria das lojas da Tiffany no mundo, comercializada por uma empresa italiana. Este é apenas um exemplo de como materiais nacionais ganham notoriedade sem que sua origem seja reconhecida.

Os visitantes podem interagir com a obra, sentando-se nas peças menores posicionadas nas bordas. O espaço conta ainda com duas obras do artista Luiz Escañuela. A série escolhida por Zanatta utiliza mapas antigos da capitania de São Paulo, do século 17, impressos em lona de caminhão e pintados com argila em tonalidades que remetem à pele humana.

“Território é pele também, é corpo. Há uma questão muito visceral nas obras”, descreve Zanatta sobre o trabalho de Escañuela, artista da nova geração com idade próxima ao arquiteto.

 

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Instalação “Tectônicas em Exílio”. Fotografia: Everson Martins.

 

Ficha técnica

Autores: Leonardo Zanatta.
Equipe: Lucas Carilli, Nathalia Wehmuth, Henrique Azevedo, Davi Erbs, Anna Schmutzler.
Execução: Instituto Bienal de Arquitetura Brasileira.
Marcas apoiadoras: Duratex, Estones, Evviva, Vedac, Taipal, Tapeçaria Italiana.

Serviço — Bienal de Arquitetura Brasileira 2026 
Quando: 25 de março a 30 de abril de 2026
Horário: 12h às 21h
Onde: Parque Ibirapuera, São Paulo – Pavilhão das Culturas Brasileiras
Info: contato@bienaldearquiteturabrasileira.com
Site oficial: www.bienaldearquiteturabrasileira.com

 

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Leonardo Zanatta. Fotografia: Everson Martins.

Casa Superlimão marca presença na Bienal de Arquitetura Brasileira com projeto que une saberes ancestrais e novas tecnologias

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Apesar da linguagem contemporânea, o projeto dialoga com referências reconhecíveis da arquitetura brasileira, evocando estruturas como ocas indígenas, coretos de cidades do interior e construções vernaculares abertas e permeáveis

 

A Casa Superlimão integra a programação da primeira edição da BAB (Bienal de Arquitetura Brasileira), que iniciou em 25 de março e vai até dia 30 de abril, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Instalada na área externa da marquise, entre o Pavilhão das Culturas Brasileiras e o Museu Afro Brasil, a construção pode ser visitada gratuitamente pelo público. Neste projeto, a investigação parte das diferentes formas de construir no Brasil, articulando saberes vernaculares e tecnologias contemporâneas a partir da relação entre arquitetura, território e clima, em diálogo direto com as questões propostas pela BAB.

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Essa articulação se expressa na própria concepção do projeto, que adota um desenho hexagonal como estrutura espacial que combina a racionalidade da forma quadrada com a eficiência estrutural da forma circular, aproximando a casa de padrões recorrentes na natureza.

Para Lula Gouveia, arquiteto e sócio do Superlimão, o projeto propõe olhar para o futuro da construção a partir de conhecimentos acumulados ao longo do tempo. “A arquitetura sempre respondeu ao clima, ao território e às condições disponíveis. Muitas soluções que hoje chamamos de tradicionais surgiram dessa inteligência construtiva. O projeto revisita esses saberes e os coloca em diálogo com as tecnologias atuais.”

 

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Entre as estratégias adotadas está o uso de um piso elevado, solução presente em diferentes regiões do Brasil, das palafitas do norte, adaptadas a áreas sujeitas a inundações, às casas elevadas do sul, utilizadas para proteger contra o frio. Além de funcionar como proteção, o sistema cria uma camada de ventilação sob a edificação, contribuindo para o conforto térmico e reduzindo o impacto sobre o terreno ao preservar a permeabilidade do solo. No projeto, essa base é executada com madeira de reuso, incorporando um material que carrega uma história anterior e ganha um novo ciclo de uso.

 

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A investigação sobre sistemas construtivos se estende aos elementos estruturais. Os pilares são produzidos com impressão 3D em concreto, técnica ainda pouco utilizada no Brasil e explorada no projeto como parte de um campo emergente de fabricação digital, e partem de uma lógica biomimética inspirada no corte transversal do caule das folhas de bananeira. Nessa estrutura natural, cavidades e fibras se organizam de forma a equilibrar leveza e resistência, princípio que orienta o desenho dos pilares.

A partir dessa lógica, os elementos adotam uma configuração alveolar, que permite reduzir o volume de material sem comprometer o desempenho estrutural, resultando em peças mais leves, resistentes e eficientes no uso de recursos. A fabricação digital viabiliza esse sistema ao permitir o posicionamento preciso do material, aplicado apenas onde é necessário, incorporando uma tecnologia que ainda se encontra em processo de difusão e que amplia o campo de possibilidades construtivas. Nesse sentido, o projeto passa a testar e incorporar tecnologias emergentes como exercícios, articulando referências históricas e investigação sobre o futuro da construção.

“A biomimética orienta o projeto ao olhar para a natureza como referência de eficiência no uso de recursos. Ao incorporar esses princípios, a arquitetura passa a trabalhar com menos matéria, menos desperdício e maior desempenho, alinhando construção e sustentabilidade de forma integrada”, afirma o arquiteto.

 

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Na cobertura, a casa adota uma estrutura recíproca em madeira engenheirada, na qual cada peça apoia e é apoiada pelas demais, formando um sistema interdependente que distribui melhor os esforços estruturais. Inspirada em padrões encontrados na organização de folhas e flores, essa configuração resulta em uma estrutura leve e resistente. “É um sistema em que todas as partes trabalham juntas. Existe uma lógica coletiva na estrutura, muito próxima do que vemos na natureza.”

 

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Já nos fechamentos laterais, o projeto retoma um elemento recorrente da arquitetura brasileira, o cobogó, que permite a passagem de ar e luz e favorece a ventilação cruzada permanente. As paredes são compostas por painéis de lã de PET reciclado, que aliam reaproveitamento de resíduos a desempenho térmico e acústico, enquanto, nas áreas opacas, recebem acabamento com tinta de terra, permitindo que as superfícies funcionem como paredes respiráveis e contribuam para a regulação da umidade interna.

Essas estratégias configuram um ambiente eficiente, no qual a ventilação cruzada é complementada por uma claraboia central, responsável por ampliar a entrada de luz natural e favorecer a saída do ar quente. Ao mesmo tempo, o projeto amplia a relação entre interior e exterior ao valorizar a vista do parque enquadrada pelos cobogós, incorporando-a diretamente à experiência espacial.

 

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Ao reunir técnicas tradicionais, sistemas naturais e tecnologias digitais, a Casa Superlimão sintetiza a reflexão proposta pela Bienal e aponta para uma arquitetura brasileira que reconhece no território, no clima e nos saberes vernaculares não um passado a ser superado, mas um repertório ativo, capaz de se atualizar e ganhar novas formas a partir das tecnologias e ferramentas do presente, incluindo abordagens como a biomimética, que aproximam a construção de lógicas mais eficientes e integradas à natureza, ao mesmo tempo em que ampliam o campo de investigação sobre o futuro da arquitetura.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Texto: Divulgação Superlimão
Imagens: Israel Gollino

Desafio Tramontina abre inscrições para premiação a nível nacional

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Concurso Tramontina estimula o desenvolvimento de estudantes de Arquitetura e Design de Interiores em propostas de cozinhas

 

Já estão disponíveis as inscrições para o Desafio Tramontina 2026 (Certificado de Autorização SPA/ME nº 03.048534/2026). A iniciativa, que se configura como um concurso de ideias, tem o propósito de promover a criatividade, incentivar a pesquisa e impulsionar o desenvolvimento de propostas inovadoras e funcionais para cozinhas e ambientes residenciais internos, sempre alinhadas aos valores e ao espírito de inovação da marca. O projeto é direcionado a estudantes de Arquitetura e Urbanismo e de Design de Interiores em todo o Brasil.

A partir da edição anterior, a premiação passou a contemplar, em âmbito nacional, as cinco melhores propostas, selecionadas por uma comissão avaliadora, o que elevou a competitividade e tornou os prêmios mais atrativos. Entre essas finalistas, será escolhida uma proposta vencedora pelo mesmo júri.

Com isso, a Tramontina busca incentivar jovens a desenvolverem projetos de cozinhas que integrem produtos da marca, como eletrodomésticos, cubas e lixeiras em aço inox. A iniciativa tem como objetivo promover soluções que combinem funcionalidade com as principais tendências do mercado de arquitetura e design de interiores. “O Desafio Tramontina 2026 é uma oportunidade única para estudantes de Arquitetura e Design de Interiores se conectarem com o universo de produtos, colocando em prática seu talento, criatividade e visão de futuro”, destaca Felipe P. Lazzari, Diretor Comercial da Tramontina.

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Entre os prêmios que o grande vencedor nacional receberá está o Guru Smart Gourmet Tramontina (Foto: Divulgação/Tramontina)

Os autores das cinco melhores propostas nacionais serão premiados com uma viagem à Serra Gaúcha. O roteiro inclui uma visita técnica à unidade Tramontina TEEC, um tour pelas demais estruturas da empresa e um passeio pelo Vale dos Vinhedos. Durante a viagem, será anunciado o grande vencedor entre os cinco finalistas, que receberá um Guru Smart Gourmet Tramontina e um tablet com capa personalizada, teclado e caneta.

A ação fortalece o papel da Tramontina como promotora da educação, da inovação e do desenvolvimento humano. “Ao proporcionar experiências reais com os produtos e com na fábrica da marca, o concurso endossa mensagens como proximidade, valorização do talento brasileiro e compromisso com o futuro do desenvolvimento da arquitetura e  design”, reforça Lazzari.

Desde a sua criação em 2020, o concurso já alcançou quase 5 mil alunos e envolveu cerca de 180 instituições participantes em todo o Brasil. A partir de 2022, passou a ser realizado também na Bolívia.  As inscrições, regulamento e demais informações sobre a 7ª edição do Desafio Tramontina estão disponíveis em https://global.tramontina.com/desafio-tramontina .

Cronograma oficial 2026

06 de abril: Abertura do concurso e início das inscrições.
31 de julho: Encerramento do prazo de entrega das propostas.
30 de setembro: Divulgação dos finalistas nacionais.
Novembro: Premiação dos finalistas e divulgação e premiação do vencedor.

Repleto de autencidade

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Combinação de materiais reforça a identidade do projeto e conectam os pavimentos da edificação, estabelecendo ritmo e fluidez aos espaços

 

projeto Casa MK, do Superlimão, localizado em condomínio em São Paulo-SP, foi concebido como palco para encontros vibrantes, com música e celebrações. Partindo de base neutra, uma construção pré-existente que inicialmente receberia apenas intervenções pontuais, a reforma ganhou contornos novos, resultando uma casa que traduz a personalidade dos moradores, com soluções que combinam autenticidade, funcionalidade, acolhimento.

 

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O térreo é extensão do jardim. A ele, conecta-se visualmente a sala principal, toda envidraçada, a qual interliga-se ao estúdio de música, um espaço de criação adaptado a partir de antigo anexo. Layout flexível: sofás modulares com encostos móveis permitem diferentes configurações, para jantares intimistas a festas maiores. A cozinha, por sua vez, mantém certa reserva, mas conta com um passa-prato, com portas retráteis, que garantem integração ou mesmo isolamento, conforme a ocasião.

 

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Neste projeto de reforma, a combinação dos materiais foi fundamental. A madeira traz acolhimento, enquanto a pedra imprime textura. Elementos em metal e cordas, aplicados na instalação artística desenhada pelo escritório que permeia todos os andares, no vão da escada, criam leveza estrutural e conectam os pavimentos.

Sustentável, “a lógica do reaproveitamento permeia todo o projeto. Mobiliários, estantes e marcenarias foram trazidos da antiga residência e incorporados à nova configuração, ganhando novos usos”, ressalta o Superlimão.

 

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No exterior, o paisagismo abraça um banco moldado in loco, do mesmo material do piso, criando assim unidade no terraço. Uma bancada de pedra bruta define o espaço da culinária festiva: drinks, refeições ao ar livre, encontros informais. O estúdio de música, um espaço de criação adaptado a partir de antigo anexo.

 

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Por Redação
Imagens: André Scarpa

ArPa Feira de Arte 2026

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Em sua quinta edição, feira articula projetos inéditos e diversidade de vozes em um encontro dedicado à arte latino-americana

 

A ArPa Feira de Arte 2026 será realizada entre os dias 27 e 31 de maio, na Mercado Livre Arena Pacaembu, firmando-se como um dos mais relevantes eventos voltados à arte contemporânea da América Latina. O encontro reúne galerias, artistas, curadores e colecionadores em torno de propostas inéditas e de uma programação que destaca a pluralidade de vozes no cenário artístico.

Entre os destaques da edição, o Setor Principal concentra um número expressivo de galerias convidadas por um comitê curatorial, com estandes concebidos como mini-exposições que favorecem o diálogo entre obras e propostas artísticas, além de evidenciar o protagonismo da produção contemporânea.

Para o Setor Principal, os projetos propostos pelas galerias foram avaliados pelo novo comitê de conteúdo e seleção, que também colabora com estratégias para o desenvolvimento da feira. O grupo é formado por Fabiola Ceni (Galeria Nara Roesler), Ana Paula Pacianotto (Fortes D’Aloia & Gabriel), Rodrigo Mitre (Mitre Galeria) e Max Morales Perlingeiro (Pinakotheke) — profissionais com extensa atuação nacional e internacional no mercado de arte contemporânea, que atuam junto com a diretoria da feira.

 

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Setor Principal da edição de 2025 da ArPa Feira de Arte. Foto: Taurina Filmes.

 

Já o Setor UNI, com curadoria de Ana Sokoloff, reúne exposições individuais de artistas contemporâneos, propondo conexões entre diferentes pesquisas e abordando temas como identidade, memória, pertencimento e ancestralidade.

Com esses dois eixos, a ArPa 2026 amplia sua atuação no cenário internacional e reafirma seu compromisso com a promoção da arte latino-americana e o fortalecimento do colecionismo a partir de múltiplas perspectivas.

 

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Setor Base da edição de 2025 da ArPa Feira de Arte. Foto: Taurina Filmes.

 

Galerias e artistas confirmados no Setor Principal 

(Sujeito a novas inserções/alterações até a realização da ArPa)

  • Almeida & Dale: Alex Cerveny e Joseca Yanomami
  • Athena + Verve: Antonio Dias, Felippe Moraes e Gustavo Prado
  • Bolsa de Arte
  • Carmen Araujo Arte: Augusto Villalba e Juan Iribarren
  • Casa Triângulo: Ascânio MMM, assume vivid astro focus (AVAF), Eduardo Berliner, Lucas Simões, Lyz Parayzo, Sandra Cinto e Vânia Mignone
  • Cerrado Galeria: Alice Lara, Nilson Pimenta e Rafael de Almeida
  • Coral Gallery: Chiara Baccanelli e Lucas Pertile
  • COTT/Nora Fisch: Andrés Paredes (COTT) e Miguel Harte (Nora Fisch)
  • DAN Galeria: Dionisio Del Santo
  • Danielian: Frans Krajcberg e Ottavia Delfanti
  • Fortes D’Aloia & Gabriel: Rodrigo Matheus
  • Galeria 18: Karen de Picciotto
  • Galeria Karla Osorio: Luiz Gallina Neto, Matheus Marques Abu e Renan Aguena
  • Galeria Leonardo Leal: Arrudas e Júlia Aragão
  • Galeria Luis Maluf: João do Nascimento e Raphael Oboé
  • Galeria Lume: Julio Bittencourt e Rodrigo Sassi
  • Galeria Marco Zero: Artur Bombonato, Gustavo Diógenes e Nicholas Steinmetz
  • Galeria Movimento: Viviane Teixeira
  • Galeria Raquel Arnaud: Felipe Pantone e Wolfram Ullrich
  • Isla Flotante & Calvaresi: Ana Prata, Dignora Pastorello e Mariela Scafati
  • Lima Galeria: Bárbara Savannah e Pablo Mufarrej
  • Luciana Brito Galeria: Campana e Gabriella Machado
  • Luisa Strina: Ana Prata, Bruno Baptistelli e Pablo Accinelli
  • Matias Brotas: Adriana Vignoli, Arthur Arnold, José Bechara e Raphael Bianco
  • Mendes Wood DM: Kentaro Kawabata, Varda Caivano
  • Mitre Galeria: Benedikt Wiertz, Luana Vitra e Marcos Siqueira
  • Nara Roesler: André Griffo
  • OMA Galeria: Eduardo Freitas e Luiz Pasqualini
  • Pinakotheke Cultural: Farnese de Andrade
  • Quadra: Arorá e Manuela Costa Lima
  • Sardenberg: Luciana Maas, Maria Alice Salgado e Yan Copelli
  • SteinART Contemporânea: Yutaka Toyota e Rivas & Wloch.
  • Yehudi-Hollander-Pappi: Gustavo Silvamaral e Natalia Ivanov
  • Zipper Galeria: Willian Santos e Ian Salamente

 

ArPa Feira de Arte

Quando:  27 a 31 de maio de 2026
Local: Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo
Endereço: Rua Capivari (Portão 23) ou Praça Charles Miller
Site oficial: https:/arpa.art/
Instagram: https://www.instagram.com/arpa__art/
Linkedin: https://www.linkedin.com/company/arpa-art/
Facebook: https://www.facebook.com/arpafeiradearte/

FEICON 2026

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Maior feira do setor na América Latina reúne mais de mil marcas e conecta indústria, varejo e profissionais no mês de abril, no São Paulo Expo, na capital paulista

 

Em um contexto de reconfiguração da cadeia produtiva, o setor da construção civil amplia a busca por espaços que concentrem negócios, análise de mercado e fortalecimento de posicionamento. Nesse cenário de transformação, a FEICON – Feira Internacional da Construção Civil reafirma seu papel como um dos principais polos de articulação do setor, conectando indústria, varejo, distribuidores e profissionais em torno de oportunidades reais de relacionamento e geração de negócios. A edição de 2026 acontece de 7 a 10 de abril, no São Paulo Expo, na capital paulista.

Para Agnaldo Bergamo, diretor comercial para o setor de Construção Civil da Eucatex, a participação nesta edição do evento ocorre em um momento decisivo do setor. “A FEICON tem um papel estratégico porque funciona como um termômetro da cadeia da construção em um momento de transição. Após um período de desaceleração e ajustes no mercado, a retomada tende a ser mais criteriosa, com maior atenção ao custo-benefício, desempenho técnico e durabilidade dos produtos”, destaca.

Bergamo acrescenta que, para a empresa, o encontro representa consolidação institucional. “Ao longo das edições, a FEICON se reafirma como um espaço relevante para apresentar avanços, fortalecer parcerias e compreender os novos rumos da construção e do varejo de materiais no Brasil”, ressalta.

 

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FEICON 2026 espera receber mais de 100 mil visitantes, entre profissionais do varejo, engenheiros, arquitetos, construtores e representantes da indústria. Foto: Divulgação Feicon.

 

Vitrine de soluções

Segundo Ivan Romão, diretor da FEICON, a proposta do evento é reunir soluções completas para quem atua na construção. “A FEICON é um ambiente que reúne soluções completas para quem atua na construção civil, independentemente do elo da cadeia. O visitante encontra marcas, produtos, oportunidades de relacionamento e conteúdo técnico qualificado”, afirma.

Os expositores estão distribuídos em macrossetores como acabamentos, estruturas, construção industrializada, instalações e externos. O recorte permite ao visitante ter uma visão abrangente do mercado, com opções voltadas tanto a grandes obras quanto para as reformas residenciais, atendendo perfis diversos de compradores.

Além da área de exposição, a FEICON amplia sua frente de conteúdo com a Feiconference – Conferência Internacional da Construção e Arquitetura, que contará com mais de 50 palestras e painéis, distribuídos em três palcos simultâneos, com foco em inovação industrial, sistemas construtivos, sustentabilidade, eficiência energética e gestão de negócios.

Para Romão, o evento também se consolida como ambiente de apresentação de tecnologias e de aproximação entre empresas e profissionais. “A FEICON se mantém sempre atualizada, com a grande atração sendo o produto, a tecnologia e o conhecimento técnico, em um ambiente favorável para gerar negócios e novos parceiros”, diz.

Ao reunir indústria, varejo, projetistas, entidades representativas e novas marcas, a FEICON reforça seu papel como principal ambiente de apresentação de soluções e lançamentos que devem chegar aos canteiros de obras e ao mercado nos próximos meses.

 

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Edição 2026 será realizada entre 7 e 10 de abril, no São Paulo Expo, na capital paulista. Foto: Divulgação Feicon.

 

Geração de negócios e fortalecimento de parcerias

Pedro Morelli, gerente comercial e de marketing da Sil Fios e Cabos Elétricos, avalia o alcance e a visibilidade proporcionados pelo evento. “Participar da FEICON é saber que estamos na maior vitrine das indústrias que atuam na construção civil. A feira alcançou prestígio e reputação ao reunir as empresas que são referência de qualidade e inovação no mercado brasileiro”, resume.

O gerente afirma que a presença no evento propicia visibilidade para clientes de todo o país que estão em busca de fazer novos negócios. “Nossas expectativas são sempre grandes pela capacidade que a FEICON tem de atrair os olhares do mercado. Mas, além de negócios imediatos, prezamos pelo relacionamento, pois é o momento de encontrar parceiros de longa data, conhecer novos clientes e ouvir o que todos têm a dizer”, detalha.

De acordo com Ivan Romão, diretor da FEICON, a participação das empresas reflete o papel estruturante do evento na cadeia produtiva. “A feira reúne, no mesmo ambiente, os diferentes elos do setor em um momento em que decisões precisam ser tomadas com base em dados, diálogo e visão de longo prazo. Quando indústria e varejo se encontram presencialmente, com foco em negócios, relacionamento e leitura de mercado, criam-se condições concretas para transformar posicionamento em resultado e preparar o segmento para um novo ciclo de crescimento”, afirma.

Os ingressos podem ser adquiridos pelo site.

 

 

Ruído Sob Controle

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Projetos acústicos ganham protagonismo em restaurantes ao equilibrar som, conforto e estética, elevando a experiência gastronômica

 

Em projetos arquitetônicos contemporâneos, o conforto acústico tem ganhado cada vez mais espaço como um dos pilares do bem-estar e da experiência do usuário. Assim como a iluminação, o layout e a temperatura, o som — ou sua ausência — interfere diretamente na forma como as pessoas percebem e vivenciam um ambiente. Em espaços coletivos, como escritórios, escolas e, especialmente, restaurantes, o controle do ruído é fundamental para garantir conforto, funcionalidade e qualidade na permanência.

Nos restaurantes, o desafio é ainda mais delicado. São espaços onde a socialização e o prazer sensorial se encontram, e o som precisa estar em harmonia com a proposta do lugar.  Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o nível sonoro ideal para ambientes internos voltados à convivência e à alimentação deve ficar abaixo de 55 decibéis (dB). Acima desse valor, o ruído começa a gerar desconforto, dificultando a comunicação e provocando estresse. No entanto, pesquisas apontam que muitos restaurantes urbanos operam rotineiramente em níveis entre 70 e 80 dB, comparáveis ao barulho constante de um aspirador de pó.

O tratamento acústico surge, portanto, como um aliado essencial na arquitetura contemporânea. Ele vai além do simples isolamento de ruídos externos: envolve a absorção, difusão e controle do som dentro do espaço. O objetivo é equilibrar a reverberação — o tempo que o som leva para se dissipar —, tornando o ambiente mais agradável e promovendo uma comunicação clara, sem esforço auditivo.

 

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Neste restaurante contemporâneo, os baffles acústicos da linha Form, da Trisoft, criam um efeito visual impactante, lembrando estalactites flutuando no teto. Além do apelo estético, os elementos cumprem seu papel técnico com excelência, absorvendo sons e controlando a reverberação. Divulgação Trisoft.

 

Aliando design, desempenho e sustentabilidade em soluções personalizadas, a Trisoft, referência em soluções acústicas e termoacústicas sustentáveis, tem sido parceira essencial do setor nessa jornada. Seus produtos são feitos com lã de PET reciclada, um material 100% reciclável, livre de aditivos químicos, hipoalergênico e atóxico. Uma escolha consciente para projetos que valorizam não apenas o hoje, mas também o futuro. Se acordo com a marca, o segredo está no equilíbrio entre absorção e difusão, controlando a energia sonora sem eliminar a vitalidade do ambiente.

 

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No Restaurante Nagui, o destaque vai para a composição de escamas acústicas da linha Revest Form e o Tech Felt colado no teto, que além de decorarem a parede com elegância, controlam a propagação do som na área de convivência. O resultado é um espaço aconchegante, sofisticado e funcional. Divulgação Trisoft.

 

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Neste projeto, a solução veio em forma de arte. Os quadros decorativos que revestem a parede do Restaurante Santiago são feitos com o Revest Decor Trisoft, unindo design autoral com absorção sonora eficiente. Um exemplo elegante de como a acústica pode se integrar à identidade visual do espaço. Divulgação Trisoft.

 

Além do conforto auditivo, o tratamento acústico em restaurantes também reflete em saúde e bem-estar. Estudos da Associação Brasileira para a Qualidade Acústica (ProAcústica) e do Centro de Estudos do Ruído Urbano (USP) indicam que a exposição prolongada a ruídos acima de 70 dB pode causar aumento da frequência cardíaca, irritabilidade, fadiga e até redução na percepção de sabores e aromas — fatores que comprometem diretamente a experiência gastronômica. Para funcionários, os riscos vão além: trabalhar por horas em ambientes ruidosos pode causar perda auditiva gradual e sobrecarga cognitiva.

Mais do que eliminar ruídos, o tratamento acústico é uma ferramenta de design sensorial que transforma o espaço em uma experiência completa, onde som, luz e textura trabalham juntos para despertar sensações. Em restaurantes, ele é o ingrediente invisível que permite saborear cada momento com tranquilidade.

 

Restaurante Pirambeira Projeto Acustico Audium Foto Lets Go () Easy Resize com
Em um bar conhecido pelo agito e pelos bons drinks, o desafio era garantir que a conversa fluísse sem ruídos excessivos. A solução? Nuvens acústicas coladas ao teto, que absorvem o excesso de som e mantêm a energia do ambiente sob controle — sem interferir no visual moderno do projeto. Divulgação Trisoft.

 

 

 

 

 

 

 

Por redação
Imagens: Divulgação Trisoft.