Combinação de materiais reforça a identidade do projeto e conectam os pavimentos da edificação, estabelecendo ritmo e fluidez aos espaços
projeto Casa MK, do Superlimão, localizado em condomínio em São Paulo-SP, foi concebido como palco para encontros vibrantes, com música e celebrações. Partindo de base neutra, uma construção pré-existente que inicialmente receberia apenas intervenções pontuais, a reforma ganhou contornos novos, resultando uma casa que traduz a personalidade dos moradores, com soluções que combinam autenticidade, funcionalidade, acolhimento.
O térreo é extensão do jardim. A ele, conecta-se visualmente a sala principal, toda envidraçada, a qual interliga-se ao estúdio de música, um espaço de criação adaptado a partir de antigo anexo. Layout flexível: sofás modulares com encostos móveis permitem diferentes configurações, para jantares intimistas a festas maiores. A cozinha, por sua vez, mantém certa reserva, mas conta com um passa-prato, com portas retráteis, que garantem integração ou mesmo isolamento, conforme a ocasião.
Neste projeto de reforma, a combinação dos materiais foi fundamental. A madeira traz acolhimento, enquanto a pedra imprime textura. Elementos em metal e cordas, aplicados na instalação artística desenhada pelo escritório que permeia todos os andares, no vão da escada, criam leveza estrutural e conectam os pavimentos.
Sustentável, “a lógica do reaproveitamento permeia todo o projeto. Mobiliários, estantes e marcenarias foram trazidos da antiga residência e incorporados à nova configuração, ganhando novos usos”, ressalta o Superlimão.
No exterior, o paisagismo abraça um banco moldado in loco, do mesmo material do piso, criando assim unidade no terraço. Uma bancada de pedra bruta define o espaço da culinária festiva: drinks, refeições ao ar livre, encontros informais. O estúdio de música, um espaço de criação adaptado a partir de antigo anexo.
Em sua quinta edição, feira articula projetos inéditos e diversidade de vozes em um encontro dedicado à arte latino-americana
A ArPa Feira de Arte 2026 será realizada entre os dias 27 e 31 de maio, na Mercado Livre Arena Pacaembu, firmando-se como um dos mais relevantes eventos voltados à arte contemporânea da América Latina. O encontro reúne galerias, artistas, curadores e colecionadores em torno de propostas inéditas e de uma programação que destaca a pluralidade de vozes no cenário artístico.
Entre os destaques da edição, o Setor Principal concentra um número expressivo de galerias convidadas por um comitê curatorial, com estandes concebidos como mini-exposições que favorecem o diálogo entre obras e propostas artísticas, além de evidenciar o protagonismo da produção contemporânea.
Para o Setor Principal, os projetos propostos pelas galerias foram avaliados pelo novo comitê de conteúdo e seleção, que também colabora com estratégias para o desenvolvimento da feira. O grupo é formado por Fabiola Ceni (Galeria Nara Roesler), Ana Paula Pacianotto (Fortes D’Aloia & Gabriel), Rodrigo Mitre (Mitre Galeria) e Max Morales Perlingeiro (Pinakotheke) — profissionais com extensa atuação nacional e internacional no mercado de arte contemporânea, que atuam junto com a diretoria da feira.
Setor Principal da edição de 2025 da ArPa Feira de Arte. Foto: Taurina Filmes.
Já o Setor UNI, com curadoria de Ana Sokoloff, reúne exposições individuais de artistas contemporâneos, propondo conexões entre diferentes pesquisas e abordando temas como identidade, memória, pertencimento e ancestralidade.
Com esses dois eixos, a ArPa 2026 amplia sua atuação no cenário internacional e reafirma seu compromisso com a promoção da arte latino-americana e o fortalecimento do colecionismo a partir de múltiplas perspectivas.
Setor Base da edição de 2025 da ArPa Feira de Arte. Foto: Taurina Filmes.
Galerias e artistas confirmados no Setor Principal
(Sujeito a novas inserções/alterações até a realização da ArPa)
Almeida & Dale: Alex Cerveny e Joseca Yanomami
Athena + Verve: Antonio Dias, Felippe Moraes e Gustavo Prado
Bolsa de Arte
Carmen Araujo Arte: Augusto Villalba e Juan Iribarren
Casa Triângulo: Ascânio MMM, assume vivid astro focus (AVAF), Eduardo Berliner, Lucas Simões, Lyz Parayzo, Sandra Cinto e Vânia Mignone
Cerrado Galeria: Alice Lara, Nilson Pimenta e Rafael de Almeida
Coral Gallery: Chiara Baccanelli e Lucas Pertile
COTT/Nora Fisch: Andrés Paredes (COTT) e Miguel Harte (Nora Fisch)
DAN Galeria: Dionisio Del Santo
Danielian: Frans Krajcberg e Ottavia Delfanti
Fortes D’Aloia & Gabriel: Rodrigo Matheus
Galeria 18: Karen de Picciotto
Galeria Karla Osorio: Luiz Gallina Neto, Matheus Marques Abu e Renan Aguena
Galeria Leonardo Leal: Arrudas e Júlia Aragão
Galeria Luis Maluf: João do Nascimento e Raphael Oboé
Galeria Lume: Julio Bittencourt e Rodrigo Sassi
Galeria Marco Zero: Artur Bombonato, Gustavo Diógenes e Nicholas Steinmetz
Galeria Movimento: Viviane Teixeira
Galeria Raquel Arnaud: Felipe Pantone e Wolfram Ullrich
Isla Flotante & Calvaresi: Ana Prata, Dignora Pastorello e Mariela Scafati
Lima Galeria: Bárbara Savannah e Pablo Mufarrej
Luciana Brito Galeria: Campana e Gabriella Machado
Luisa Strina: Ana Prata, Bruno Baptistelli e Pablo Accinelli
Matias Brotas: Adriana Vignoli, Arthur Arnold, José Bechara e Raphael Bianco
Mendes Wood DM: Kentaro Kawabata, Varda Caivano
Mitre Galeria: Benedikt Wiertz, Luana Vitra e Marcos Siqueira
Nara Roesler: André Griffo
OMA Galeria: Eduardo Freitas e Luiz Pasqualini
Pinakotheke Cultural: Farnese de Andrade
Quadra: Arorá e Manuela Costa Lima
Sardenberg: Luciana Maas, Maria Alice Salgado e Yan Copelli
SteinART Contemporânea: Yutaka Toyota e Rivas & Wloch.
Yehudi-Hollander-Pappi: Gustavo Silvamaral e Natalia Ivanov
Maior feira do setor na América Latina reúne mais de mil marcas e conecta indústria, varejo e profissionais no mês de abril, no São Paulo Expo, na capital paulista
Em um contexto de reconfiguração da cadeia produtiva, o setor da construção civil amplia a busca por espaços que concentrem negócios, análise de mercado e fortalecimento de posicionamento. Nesse cenário de transformação, a FEICON – Feira Internacional da Construção Civil reafirma seu papel como um dos principais polos de articulação do setor, conectando indústria, varejo, distribuidores e profissionais em torno de oportunidades reais de relacionamento e geração de negócios. A edição de 2026 acontece de 7 a 10 de abril, no São Paulo Expo, na capital paulista.
Para Agnaldo Bergamo, diretor comercial para o setor de Construção Civil da Eucatex, a participação nesta edição do evento ocorre em um momento decisivo do setor. “A FEICON tem um papel estratégico porque funciona como um termômetro da cadeia da construção em um momento de transição. Após um período de desaceleração e ajustes no mercado, a retomada tende a ser mais criteriosa, com maior atenção ao custo-benefício, desempenho técnico e durabilidade dos produtos”, destaca.
Bergamo acrescenta que, para a empresa, o encontro representa consolidação institucional. “Ao longo das edições, a FEICON se reafirma como um espaço relevante para apresentar avanços, fortalecer parcerias e compreender os novos rumos da construção e do varejo de materiais no Brasil”, ressalta.
FEICON 2026 espera receber mais de 100 mil visitantes, entre profissionais do varejo, engenheiros, arquitetos, construtores e representantes da indústria. Foto: Divulgação Feicon.
Vitrine de soluções
Segundo Ivan Romão, diretor da FEICON, a proposta do evento é reunir soluções completas para quem atua na construção. “A FEICON é um ambiente que reúne soluções completas para quem atua na construção civil, independentemente do elo da cadeia. O visitante encontra marcas, produtos, oportunidades de relacionamento e conteúdo técnico qualificado”, afirma.
Os expositores estão distribuídos em macrossetores como acabamentos, estruturas, construção industrializada, instalações e externos. O recorte permite ao visitante ter uma visão abrangente do mercado, com opções voltadas tanto a grandes obras quanto para as reformas residenciais, atendendo perfis diversos de compradores.
Além da área de exposição, a FEICON amplia sua frente de conteúdo com a Feiconference – Conferência Internacional da Construção e Arquitetura, que contará com mais de 50 palestras e painéis, distribuídos em três palcos simultâneos, com foco em inovação industrial, sistemas construtivos, sustentabilidade, eficiência energética e gestão de negócios.
Para Romão, o evento também se consolida como ambiente de apresentação de tecnologias e de aproximação entre empresas e profissionais. “A FEICON se mantém sempre atualizada, com a grande atração sendo o produto, a tecnologia e o conhecimento técnico, em um ambiente favorável para gerar negócios e novos parceiros”, diz.
Ao reunir indústria, varejo, projetistas, entidades representativas e novas marcas, a FEICON reforça seu papel como principal ambiente de apresentação de soluções e lançamentos que devem chegar aos canteiros de obras e ao mercado nos próximos meses.
Edição 2026 será realizada entre 7 e 10 de abril, no São Paulo Expo, na capital paulista. Foto: Divulgação Feicon.
Geração de negócios e fortalecimento de parcerias
Pedro Morelli, gerente comercial e de marketing da Sil Fios e Cabos Elétricos, avalia o alcance e a visibilidade proporcionados pelo evento. “Participar da FEICON é saber que estamos na maior vitrine das indústrias que atuam na construção civil. A feira alcançou prestígio e reputação ao reunir as empresas que são referência de qualidade e inovação no mercado brasileiro”, resume.
O gerente afirma que a presença no evento propicia visibilidade para clientes de todo o país que estão em busca de fazer novos negócios. “Nossas expectativas são sempre grandes pela capacidade que a FEICON tem de atrair os olhares do mercado. Mas, além de negócios imediatos, prezamos pelo relacionamento, pois é o momento de encontrar parceiros de longa data, conhecer novos clientes e ouvir o que todos têm a dizer”, detalha.
De acordo com Ivan Romão, diretor da FEICON, a participação das empresas reflete o papel estruturante do evento na cadeia produtiva. “A feira reúne, no mesmo ambiente, os diferentes elos do setor em um momento em que decisões precisam ser tomadas com base em dados, diálogo e visão de longo prazo. Quando indústria e varejo se encontram presencialmente, com foco em negócios, relacionamento e leitura de mercado, criam-se condições concretas para transformar posicionamento em resultado e preparar o segmento para um novo ciclo de crescimento”, afirma.
Projetos acústicos ganham protagonismo em restaurantes ao equilibrar som, conforto e estética, elevando a experiência gastronômica
Em projetos arquitetônicos contemporâneos, o conforto acústico tem ganhado cada vez mais espaço como um dos pilares do bem-estar e da experiência do usuário. Assim como a iluminação, o layout e a temperatura, o som — ou sua ausência — interfere diretamente na forma como as pessoas percebem e vivenciam um ambiente. Em espaços coletivos, como escritórios, escolas e, especialmente, restaurantes, o controle do ruído é fundamental para garantir conforto, funcionalidade e qualidade na permanência.
Nos restaurantes, o desafio é ainda mais delicado. São espaços onde a socialização e o prazer sensorial se encontram, e o som precisa estar em harmonia com a proposta do lugar. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o nível sonoro ideal para ambientes internos voltados à convivência e à alimentação deve ficar abaixo de 55 decibéis (dB). Acima desse valor, o ruído começa a gerar desconforto, dificultando a comunicação e provocando estresse. No entanto, pesquisas apontam que muitos restaurantes urbanos operam rotineiramente em níveis entre 70 e 80 dB, comparáveis ao barulho constante de um aspirador de pó.
O tratamento acústico surge, portanto, como um aliado essencial na arquitetura contemporânea. Ele vai além do simples isolamento de ruídos externos: envolve a absorção, difusão e controle do som dentro do espaço. O objetivo é equilibrar a reverberação — o tempo que o som leva para se dissipar —, tornando o ambiente mais agradável e promovendo uma comunicação clara, sem esforço auditivo.
Neste restaurante contemporâneo, os baffles acústicos da linha Form, da Trisoft, criam um efeito visual impactante, lembrando estalactites flutuando no teto. Além do apelo estético, os elementos cumprem seu papel técnico com excelência, absorvendo sons e controlando a reverberação. Divulgação Trisoft.
Aliando design, desempenho e sustentabilidade em soluções personalizadas, a Trisoft, referência em soluções acústicas e termoacústicas sustentáveis, tem sido parceira essencial do setor nessa jornada. Seus produtos são feitos com lã de PET reciclada, um material 100% reciclável, livre de aditivos químicos, hipoalergênico e atóxico. Uma escolha consciente para projetos que valorizam não apenas o hoje, mas também o futuro. Se acordo com a marca, o segredo está no equilíbrio entre absorção e difusão, controlando a energia sonora sem eliminar a vitalidade do ambiente.
No Restaurante Nagui, o destaque vai para a composição de escamas acústicas da linha Revest Form e o Tech Felt colado no teto, que além de decorarem a parede com elegância, controlam a propagação do som na área de convivência. O resultado é um espaço aconchegante, sofisticado e funcional. Divulgação Trisoft.
Neste projeto, a solução veio em forma de arte. Os quadros decorativos que revestem a parede do Restaurante Santiago são feitos com o Revest Decor Trisoft, unindo design autoral com absorção sonora eficiente. Um exemplo elegante de como a acústica pode se integrar à identidade visual do espaço. Divulgação Trisoft.
Além do conforto auditivo, o tratamento acústico em restaurantes também reflete em saúde e bem-estar. Estudos da Associação Brasileira para a Qualidade Acústica (ProAcústica) e do Centro de Estudos do Ruído Urbano (USP) indicam que a exposição prolongada a ruídos acima de 70 dB pode causar aumento da frequência cardíaca, irritabilidade, fadiga e até redução na percepção de sabores e aromas — fatores que comprometem diretamente a experiência gastronômica. Para funcionários, os riscos vão além: trabalhar por horas em ambientes ruidosos pode causar perda auditiva gradual e sobrecarga cognitiva.
Mais do que eliminar ruídos, o tratamento acústico é uma ferramenta de design sensorial que transforma o espaço em uma experiência completa, onde som, luz e textura trabalham juntos para despertar sensações. Em restaurantes, ele é o ingrediente invisível que permite saborear cada momento com tranquilidade.
Em um bar conhecido pelo agito e pelos bons drinks, o desafio era garantir que a conversa fluísse sem ruídos excessivos. A solução? Nuvens acústicas coladas ao teto, que absorvem o excesso de som e mantêm a energia do ambiente sob controle — sem interferir no visual moderno do projeto. Divulgação Trisoft.
Mostra com obras de mulheres indígenas integra o circuito SP-Arte 2026 e reforça o compromisso da Roca com cultura, design e impacto social
Patrocinadora da SP-Arte 2026, a Roca amplia sua participação no evento ao receber, na São Paulo Gallery, a exposição “Encantadas — Mulheres Jenipapo Kanindé e a Memória Viva das Árvores”. Integrando o circuito da feira, a mostra apresenta cerca de 50 obras em cerâmica criadas por mulheres indígenas da etnia Jenipapo Kanindé, produzidas no Ateliê de Cerâmica da ONG Tapera das Artes. A iniciativa entrelaça arte, natureza e ancestralidade, destacando os saberes do território de Aquiraz, no Ceará, e a conexão simbólica entre o corpo feminino e as árvores nativas.
“Ao patrocinar a SP-Arte pelo segundo ano consecutivo, a Roca escolheu sediar uma exposição conectada ao Tapera das Artes, um projeto social que apoia há mais de dez anos. Entendemos a sustentabilidade de forma ampla, que vai além da produção e do desenvolvimento de produtos e inclui o olhar para as comunidades. Trazer ‘Encantadas’ para o contexto da maior feira de arte do Brasil é criar conexões e dar protagonismo a uma iniciativa que nos orgulha muito” – Luiz Claudio Pinto, gerente de Qualidade e membro do comitê de ações sociais da Roca Brasil.
Criações em cerâmica produzidas por mulheres indígenas da etnia Jenipapo Kanindé compõem a exposição Encantadas, que integra a agenda do circuito SP-Arte 2026 / Foto: Gentil Barreira
Com curadoria de Ana Carolina Ralston, a exposição apresenta peças modeladas manualmente com argila e elementos naturais, como folhas, sementes e impressões botânicas, resultantes de imersões realizadas na mata do entorno da Lagoa Encantada. As obras traduzem memórias, cosmologias e práticas ancestrais, levando ao circuito da SP-Arte narrativas que articulam espiritualidade, resistência ambiental e conexão com a floresta.
Criações em cerâmica produzidas por mulheres indígenas da etnia Jenipapo Kanindé compõem a exposição Encantadas, que integra agenda do circuito SP-Arte 2026 / Foto: Gentil Barreira
A mostra também representa a evolução da colaboração entre a Roca e a Tapera das Artes, construída ao longo de dez anos. Parte das obras passou por queima em forno industrial da empresa, em Caucaia (CE), em uma experiência que aproximou tecnologia e tradição artesanal. Além do suporte técnico, a participação da marca reforça seu compromisso com o estímulo ao design e à produção cultural nos contextos em que atua, promovendo o encontro entre diferentes repertórios e linguagens.
Ao sediar “Encantadas” durante a SP-Arte 2026, o São Paulo Gallery reforça sua atuação como plataforma de diálogo entre arquitetura, design e arte contemporânea, ao mesmo tempo em que amplia a visibilidade da produção indígena feminina e de iniciativas culturais com impacto social e ambiental.
A cacique Pequena, da etnia Jenipapo-Kanindé, simboliza as conexões que orientam as peças criadas por mulheres da aldeia e reunidas na exposição “Encantadas”, no circuito da SP-Arte / Foto: Gentil Barreira
Exposição “ENCANTADAS — Mulheres Jenipapo Kanindé e a Memória Viva das Árvores” Data: De 01 a 24 de abril de 2026 Local: São Paulo Gallery
Avenida Brasil, 2188
A demanda dos moradores incluía a incorporação de sua cor preferida ao programa arquitetônico, assumindo papel de síntese do conceito estético do projeto
Um casal de químicos com dois filhos gêmeos e um gato. Paulistanos, mudaram-se para São Caetano do Sul-SP, Bairro Santa Paula, para estarem mais próximos das empresas da indústria química onde trabalham, sediadas na região. Com 112 m2, o apartamento foi então reformado, com projeto assinado por Ricardo Abreu, cujo desejo primário era a inserção da cor preferida do casal no design de interiores, o laranja, com forte apelo estético visual e expressão de aconchego.
O desejo do casal era a transformação total do apartamento antigo: a planta original possuía um dormitório de serviço e lavabo na sala, os quais foram demolidos para ampliação da sala de jantar e inclusão de um escritório que pode ser fechado ou integrado às salas.
O ponto de partida foi resolver todas as alterações em planta, para que fosse possível criar perspectivas visuais explorando a cor predominante no projeto. A planta original possuía um dormitório de serviço e lavabo na sala, que foram demolidos para ampliar a sala de jantar e incluir um escritório que pudesse ser fechado ou integrado às salas.
O laranja foi a inspiração do projeto, predominante em todo o programa. A partir da tonalidade ideal, definiu-se materiais e revestimentos. A cor escolhida, assim, predomina nas áreas sociais e se conecta com cores complementares nos dormitórios, como o amarelo, assim como ao design do mobiliário definido, contemporâneo.
Desta que para o revestimento vinílico, aplicado em todo o piso do imóvel, mas também na parede e teto da sala de estar, em face de sua versatilidade, escolha para garantir facilidade de limpeza e manutenção. Na cozinha e banheiros, revestimentos cerâmicos tipo bricks, assentados em degrades que dialogam com a cor predominante do projeto.
A cozinha foi preservada, mantida fechada, e o antigo banheiro de serviço deu lugar a uma despensa. Os banheiros foram todos reconfigurados para o conforto e favorecimento da circulação dos moradores.
O quarto do casal recebe um amarelo intenso. um banheiro foi revertido de um quarto para o outro, para que um outro banheiro antes de uma suíte pudesse ser aberto para a circulação dos quartos.
Edição reúne expositores nacionais e internacionais, exibe exposição e inaugura o Design NOW, espaço dedicado à produção autoral brasileira
Entre 8 e 12 de abril, a SP-Arte, principal feira de arte e design do Brasil, chega à sua 22ª edição. Reunindo artistas, galeristas, designers, curadores, colecionadores e pesquisadores, o evento segue como uma importante vitrine de tendências que influenciam a programação anual de galerias e estúdios, reafirmando mais uma vez sua relevância, credibilidade e amplitude no cenário cultural.
O evento reúne 180 expositores, entre galerias de arte e estúdios de design nacionais e internacionais, museus, espaços independentes e editoras; veja a lista completa: https://www.sp-arte.com/expositores-sp-arte.
A feira também recebe bate-papos na Arena Iguatemi; promove conversas no Palco SP-Arte; amplia o 3º andar para abrigar instituições culturais, lounges de patrocinadores e o Premium Lounge da SP-Arte; além de promover prêmios para designers e artistas com marcas parceiras.
Nesta edição, participam 64 expositores de design, com 19 estreantes, incluindo três internacionais. Entre eles, estão nomes como LinBrasil, que lança a cadeira “Paiol”, uma das últimas criações de Sergio Rodrigues; a Bref, com criações de Jay Boggo; Bossa Furniture, casa de Isabela Milagre com sede em Nova Iorque que inaugura loja em São Paulo durante a feira; e Ulysses de Santi, que apresentará peças do artista visual Lucas Simões (representado pela Casa Triângulo) em sua incursão pelo design de mobiliário.
Novidade em 2026, o Design NOW é um setor dedicado ao mobiliário e aos seus criadores que ocupará uma parte do 3º andar do Pavilhão da Bienal. Com 10 estúdios, nove deles estreantes na feira, o NOW é um retrato da cena independente do design brasileiro. Com abordagens materiais e técnicas distintas, algumas experimentais, estes designers produzem em pequena escala e tem ao menos dez anos de trajetória. Livia Debbane, ao lado de Patricia Dranoff, fez a seleção dos participantes e conduz conceitualmente o setor. Os expositores do Design NOW ocupam mini-salas desenhadas pelo Superlimão e produzidas pela Minimal.
Gerson de Oliveira e Luciana Martins, luminária Vela, tecido, pedra e estrutura em aço carbono, estande da Ovo: Fotografia: Ruy Teixeira.
Debbane também assina, pelo terceiro ano consecutivo, uma mostra no setor. Neste ano, ela recebe o título de “Existe uma árvore” e, pela primeira vez, apresenta a madeira como protagonista. A exposição aborda a marcenaria autoral moderna e contemporânea no Brasil como uma história das árvores do nosso território e conta com patrocínio da Arauco. Cada móvel é veículo para relatar um acontecimento, explicar um conceito ou destrinchar um tema relativo às florestas e suas espécies. Confira a lista de participantes https://www.sp-arte.com/programacao-sp-arte.
“Chegamos à 22ª edição da SP-Arte com a consagração do design dentro e fora da feira, com a presença de novos estúdios e daqueles que estão conosco desde o começo. Ao mesmo tempo, o segmento de arte segue reunindo importantes galerias com seleções especialmente pensadas para o evento. A programação de conversas amplia o diálogo, aproximando os colecionadores, os profissionais e o público”, afirma a fundadora e diretora-executiva da feira, Fernanda Feitosa.
Setor de Design 2025. Fotografia: Divulgação / SP-Arte.
Presença internacional
Desde sua primeira edição, a SP-Arte se posiciona como uma feira de vocação internacional, atraindo galerias de fora do Brasil. A Galería Sur, do Uruguai, mantém uma relação histórica com o evento — participa desde a estreia e se tornou presença constante ao longo de duas décadas. Entre as participantes assíduas das edições recentes estão a londrina Lamb e as sul-americanas Salar, da Bolívia, e Casa Zirio, da Colômbia. A RGR reforça o diálogo com o México, enquanto Piero Atchugarry e David Peter Francis estendem a ponte com os Estados Unidos. No eixo transatlântico, a Continua, com sedes na Europa, Ásia e América Latina, sublinha o alcance global da feira. Somam-se ainda a Baró, da Espanha; a Orma, da Itália; e a Emmanuelle G., com atuação entre França, Bélgica e Estados Unidos. A edição de 2026 também marca estreias e retornos após longos intervalos, apontando para uma renovação que inclui galerias do Peru (Crisis), da Argentina (Pasto e Ruth Benzacar) e de Portugal (Foco e Kubik).
Programação Palco SP-Arte e Arena Iguatemi
Durante a SP-Arte deste ano, o Iguatemi Talks, no 2º andar, apresenta uma série de encontros mediados por Marcello Dantas dedicados à ideia de polinização cruzada — quando territórios distintos do conhecimento se encontram e produzem algo novo.
Enquanto isso, no Palco SP-Arte, no 3º andar, acontecem conversas sobre arte e design com especialistas do setor com curadoria de Tamara Perlman, diretora de novos negócios da SP-Arte.
Revo, empresa de transporte aéreo que participa pela primeira vez da feira, promove encontros com artistas e arquitetos como Sig Bergamin e Cássio Vasconcellos em seu lounge no 3º andar.
Prêmios
Pelo segundo ano consecutivo, o prêmio Arauco SP-Arte de Inovação e Sustentabilidade contemplará uma viagem para a feira Interzum 2027, na Alemanhã, oferecida pela empresa, e um estande para participar da SP-Arte em 2027, oferecido pela própria feira. Em 2025, os ganhadores foram Victor Xavier e Søren Hallberg, da Assimply Studio.
Já a 2ª edição do Prêmio Artefacto SP-Arte Melhor Design será concedido a um jovem designer de destaque, que será convidado a participar do programa de viagens promovido pela empresa e receberá um estande para expor na SP-Arte em 2027. Erik Bonissato, fundador da Bonni, foi o ganhador em 2025.
O Sauer Art Prize também repete o sucesso de 2025, quando premiou a jovem artista Mayara Ferrão, representada pela galeria Verve. Neste ano, o artista selecionado receberá novamente um prêmio em dinheiro.
Novidade neste ano, o Prêmio MECA SP-Arte ABACT 2026 é uma iniciativa conjunta que oferecerá a um artista brasileiro — representado por uma galeria associada à ABACT — uma residência artística na sede do Instituto MECA, um conjunto arquitetônico histórico dentro do Estaleiro Mac Laren, em Niterói, RJ. Foram apresentados mais de 40 projetos, dos quais um será selecionado.
Adriana Varejão, Monocromo Branco #11, 12, 13 (tríptico), 2000, estande da Flexa. Fotografia: Cortesia da Flexa.
Ativações
A Vivo apresenta encontros com pensadores, artistas e líderes reconhecidos, enquanto o espaço da I💙PRIO será ocupado pelo Instituto Vida Livre, que trabalha na reabilitação e soltura de animais em situação de risco no Rio de Janeiro e promoverá lançamentos de livros e catálogos.
No 3º andar, RFM promoverá conversas com art advisors em seu espaço, e a Blue Moon, cerveja oficial da feira, promoverá happy hours junto aos museus e instituições culturais.
Audioguia
Realizados com apoio do Itaú, os audioguias temáticos proporcionam um mergulho na SP-Arte. Os roteiros propõem uma experiência imersiva com destaques de cada andar selecionados pelos curadores Adélia Borges, Ana Carolina Ralston e Fernanda Pitta, além de uma apresentação especial da fundadora e diretora-executiva da feira Fernanda Feitosa. Disponíveis no Spotify.
Participação da Alicante na Expo Revestir 2026 reforça o posicionamento da empresa como uma importante referência no mercado de pedras naturais e superfícies sinterizadas no Brasil
Estar na Expo Revestir 2026 evidencia a importância de se manter atualizado e conectado com as transformações do setor, assim como contribuir ativamente para o desenvolvimento e a evolução da arquitetura e construção no país. É de encontro a esta relevância que a Alicante, importadora e distribuidora de soluções de qualidade em superfícies desde 1995, marcou presença na edição deste ano, sendo esta sua 18° participação.
Ao apresentar seu amplo portfólio de produtos, a empresa destacou não apenas a variedade e qualidade de suas soluções, mas também seu compromisso com inovação, design e desempenho técnico, fatores essenciais para atender às demandas de arquitetos, designers e profissionais da construção civil.
“Apresentamos um portfólio orientado por desempenho técnico e aplicação, com destaque para o Neolith Amazonico, que atraiu grande interesse por sua estética marcante e alinhamento às tendências contemporâneas. O material também se destacou na bancada do estande e no nicho da parede de fundo, compondo um visual de vanguarda em conjunto com o Mármore Rosso Lepanto, responsável por revestir o pano principal do ambiente com forte impacto visual”, explica Andrey Mossim, Coordenador de Marketing da empresa.
Estar presente em um dos principais eventos do setor permite à Alicante acompanhar de perto as tendências, tecnologias e novas aplicações que estão moldando o mercado. Além disso, a feira funciona como uma vitrine estratégica para fortalecer relacionamentos, gerar novos negócios e ampliar sua atuação nacional.
Ao longo de 5 dias, o estande da empresa apresentou nichos de linhas de produtos importantes como TechniStone®, Aliquartzo®, Aglostone® Terrazzo, AliTech, além das pedras naturais como o Mármore, Quartzito, Limestone, Travertino e Basaltina®.
O espaço também contou com presenças ilustres: “Tivemos a presença da Lilian Santos, do portal Revestindo a Casa, presença e palestra da Caroline Sautchuk, além de visitação dos profissionais como Carlos Rossi, Ricardo Rossi, Iara Kilaris, entre outros”, comenta o coordenador.
Lilian Santos, do portal Revestindo a Casa, posa com José Roberto Cordato, sócio diretor da Alicante. Foto: Phoética.
Caroline Sautchuk fala sobre a aplicabilidade dos produtos aos profissionais presentes no estande da Alicante. Foto: Phoética.
José Roberto Cordato, sócio diretor da Alicante, posa com o arquiteto Ricardo Rossi, no estande da marca. Foto: Phoética.
Novidade no mercado, a empresa evidencia a nova linha Neolith ARCHITECTURAL, voltada a revestimentos verticais e fachadas, com chapas de 6 mm e novas texturas exclusivas, Rigato e Cava, além dos modelos Serpeggiante, Azahar e Obsidian, ampliando significativamente as possibilidades criativas em projetos de grande escala.
“A participação da Alicante na Expo Revestir 2026 reforçou nosso posicionamento como referência em superfícies naturais e industrializadas, evidenciando nossa curadoria, estrutura e proximidade com arquitetos, designers e marmoristas. Nosso estande, idealizado e projetado pela Retail Design Lab, foi concebido como um espaço de experiência e conteúdo, promovendo interação qualificada e troca de conhecimento com o público visitante”, finaliza Andrey.
Por Casa e Mercado
Imagens: Phoética Ateliê Fotográfico.
O resort em Itacaré (BA) celebra seus 25 anos destacando uma arquitetura e um paisagismo que integram e valorizam a natureza ao redor
O certificado exclusivo do grupo Relais & Châteaux foi conquistado pelo Txai Resort, que há 25 anos preserva as características originais do projeto de arquitetura e paisagismo assinado por Leo Laniado. Concebido a partir da natureza e da valorização de todo o entorno, o projeto incorpora em sua paleta de cores a vibração e a energia da Bahia.
Os 38 bangalôs e as áreas comuns do resort receberam as texturas desenvolvidas pela TERRACOR com tons que se integram totalmente à natureza. E estão lá até hoje, com pouca intervenção, ficando naturalmente envelhecidos pelas intempéries e pela maresia, mas mantendo a beleza de mais de duas décadas.
Txai Resort, em Itacará, nas cores Originale Sabbiato e Terracal, da Terracor. Foto: Divulgação.
O rigor em sua formulação, aliado ao uso de matéria-prima de ponta e ao total controle de qualidade, faz com que as tintas da TERRACOR tenham grande durabilidade. A atemporalidade é também uma das características marcantes da marca.
A escolha das cores ultrapassou o limite do tempo, o revestimento continua atual, justamente porque respeita a natureza local, “As cores também refletem a cultura local, a luminosidade, as cores existentes no mar, no céu, na terra, na paisagem, do sol, da lua, da fauna e flora”, afirma Leo Laniado.
Txai Resort, em Itacará, recebe o Originale Sabbiato, da Terracor. Foto: Divulgação.
Para o projeto do Txai Resort, Leo Laniado pensou no espaço, na terra e no ambiente que desde sempre fazem as interferências com as referências locais, “foi pensado em todo seu entorno, na fauna, na flora e na cultura e, em seguida ‘se instalar’ e pertencer”, relembra Leo ao falar sobre o processo criativo do resort.
Na contramão de um mercado voraz por novidades e linhas descartáveis, as texturas da TERRACOR são icônicas na arquitetura, e uma marca “objeto de desejo”. Isso se deve à política de zelo com os especificadores e consumidores. “Nossa pesquisa continua tanto estética quanto técnica e sustentável”, conclui.
Complementando essa visão, o químico e sócio da TERRACOR, Osiel Pereira, destaca que a preocupação com a qualidade acompanha a marca desde sua origem. “Quando criamos a TERRACOR, nossa preocupação já era desenvolver superfícies que resistissem ao tempo sem perder beleza. Esse mesmo cuidado permanece até hoje. Trabalhamos com matérias-primas de excelência e com rigor técnico na formulação, testando continuamente a melhor combinação entre esses componentes para alcançar o equilíbrio entre desempenho, durabilidade, estética e sustentabilidade.”
Txai Resort, em Itacará, recebe o Terracal, da Terracor. Foto: Divulgação.