2ª edição do Prêmio Salão de Gramado de Design será em 2025

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Devido ao cancelamento da 10ª edição do Salão de Gramado que aconteceria em junho deste ano, organização adia também o evento de premiação.

 

A edição comemorativa da 10ª Edição do Salão de Gramado, que seria em junho, no Pavilhão Serra Park, na Serra Gaúcha, onde reuniria importantes indústrias do setor moveleiro e de decoração de todo país, foi adiada para 16 a 19 de junho de 2025, devido à tragédia que assolou o estado do Rio Grande do Sul nos meses de maio e junho deste ano.

Na ocasião, aconteceria a entrega dos troféus para os designers e indústrias vencedoras do Prêmio Salão de Gramado de Design, juntamente com a mostra das peças finalistas. Após algumas avaliações e pesquisas, a organização decidiu adiar também a festa de premiação. “Realizamos alguns contatos com parceiros, consultamos a agenda do Palácio dos Festivais e dos envolvidos com o concurso para a realização do evento de premiação ainda este ano, mas devido à desencontros de agendas não conseguimos chegar a um denominador comum”, afirma o CEO do Salão de Gramado, Flavio Ferreira. “Inclusive, chegamos a cogitar e conversar com algumas instituições de design e de decoração em São Paulo para viabilizar a mostra e a premiação, mas após alguns estudos, concluímos que nosso evento poderia ficar descaracterizado, uma vez que o charme da Noite de Premiação é acontecer em Gramado, na Serra Gaúcha”, conclui.

Sendo assim, a Noite de Premiação e entrega do troféu “Oscar Niemeyer” do 2º Prêmio Salão de Gramado de Design foi adiada para 2025, assim como a avalição presencial da 2ª fase, que seria em maio de 2024 e com o desastre ambiental, os jurados não conseguiram ir à Gramado, onde as peças finalistas estavam expostas. Ambas as datas, avaliação e premiação para o próximo ano, serão divulgadas em breve, segundo a organização do Prêmio.

 

Relembre os jurados

Foram mais de 200 projetos inscritos em 10 categorias e 43 foram aprovados para a segunda fase de avaliação. Os finalistas do “Oscar do Design do Brasil” foram selecionados pela comissão julgadora  da 1ª fase composta por Newton Lima (designer de interiores e sócio da Casa Mollde), Eliana Sanches (diretora de conteúdo da Elle Decoration Brasil), Marcelo Lima (jornalista e crítico de design), Thais Lauton (diretora da Casa e Jardim), Mônica Barbosa (consultora de inteligência do mercado decor e marcas de luxo), Denise Gustavsen (editora da Elle Decor  e coordenadora geral da Casa Claudia Luxo) e Paulo Niemeyer (arquiteto, urbanista e designer de produtos do escritório Niemeyer Arquitetos Associados).

Mais informações: www.premiodesign.salaodegramado.com.br

Privilegiando a paisagem

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Na Casa Manacás, arquitetura privilegiou linhas limpas, ambiente fluidos e materiais naturais.

 

Ao projeto para esta residência de 700 m² a solicitação foi clara: menos paredes, mais conexão. Os arquitetos Marina Dubal e Carlos Balarini, da Dubal Arquitetura e Design,  ilustram no layout e na escolha de móveis e objetos da Casa Manacás, localizada próxima a uma reserva florestal, a leveza visual e a fluidez que a integração entre ambientes e com a natureza proporciona para a arquitetura de interiores. A principal expectativa dos moradores era uma linguagem contemporânea que incorporasse o entorno em linhas arquitetônicas limpas e que, ao mesmo tempo, mantivesse a privacidade.

 

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A inspiração para o projeto surgiu das características do próprio terreno, que tem vista lateral para as montanhas. Para evidenciar o pano de fundo verde, a arquitetura prezou pela linearidade. “Com implantação em U voltada para a vista, o volume frontal da casa se debruça no talude frontal, privilegiando a paisagem no enquadramento da janela e a integração com a natureza”, conta o duo. O pátio é protegido pelos próprios volumes da casa: um refúgio que convida à contemplação da natureza e da arquitetura.

 

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A natureza conduziu, também, o moodboard da parte interna com tons terrosos e texturas orgânicas, oriundas de nogueira-americana. Couro e linho, harmonizam com concreto, pedra e vidro. As cores vibrantes ficam por conta das obras de arte, presentes em alguns ambientes da casa.

 

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Imagens: Hélio

Ecossistemas conectados são essenciais para impulsionar a sustentabilidade dos negócios

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À medida que aumentam as pressões climáticas globais, as empresas de todo o mundo são cada vez mais solicitadas a trabalhar em conjunto e a partilhar dados para construir soluções que salvem o planeta, destaca Rónán De Hooge.

 

*Por Rónán De Hooge

À medida que os eventos relacionados às alterações climáticas proliferam e as temperaturas globais aumentam, proteger os recursos da Terra e reduzir as emissões é o imperativo mais crítico do mundo. E o setor industrial, em particular, tem um papel descomunal a desempenhar.

A indústria, juntamente com o setor de energia, é responsável por 65% das emissões globais, segundo a IRENA. Tendo em mente estas estatísticas cruéis, responder às alterações climáticas exigirá uma transformação sem precedentes dos setores industrializados. Uma transição tão vasta exige soluções tecnológicas inovadoras que permitam às empresas se descarbonizar rapidamente, melhorar a circularidade e implementar práticas menos intensivas em recursos.

O futuro da eficiência empresarial e das reduções de emissões depende cada vez mais do poder dos ecossistemas de dados sustentados pela nuvem, à qual operadores industriais, desenvolvedores, parceiros e clientes estão conectados por tecnologias seguras e confiáveis.

 

Visualizações unificadas permitem insights

Com os ecossistemas de dados industriais, as empresas obtêm acesso a novas capacidades ou conhecimentos que talvez não tenham internamente. Eles também alcançam uma visão unificada de toda a sua cadeia de valor para descobrir e aproveitar novos insights que podem aumentar a eficiência e a sustentabilidade organizacional.

Quando esse tipo de inteligência é compartilhado na nuvem, os desenvolvedores – e todas as partes – podem visualizar rotas para um desempenho melhor e mais eficiente em termos energéticos. Além disso, ao adicionarem contexto aos dados em tempo real, os promotores e operadores industriais podem agilizar a pesquisa e o desenvolvimento, inovar, acelerar os esforços de sustentabilidade e, coletivamente, aumentar as vantagens competitivas.

 

Resultados poderosos de sustentabilidade

Em todo o mundo, as empresas industriais e os promotores já fazem uso do ecossistema conectado para gerar resultados positivos. A capacidade de compartilhar dados granulares em formato padrão, de forma aberta e segura com terceiros, apoia o desenvolvimento e as inovações em sustentabilidade.

Este tipo de visibilidade e adaptabilidade é imperativo em um momento de crescente inovação intersetorial, quando os desenvolvimentos em campo, como os grandes volumes de dados, podem apoiar o progresso em outra área.

Embora as organizações possam ter historicamente gerenciado dados por meio de planilhas em Excel, e-mail ou até mesmo cartões de memória, tais meios são ineficientes e inseguros diante de enormes cargas de trabalho. As tecnologias atuais permitem que os desenvolvedores obtenham acesso rápido a dados e conhecimentos externos, para compreender e contextualizar fluxos de dados brutos em tempo real.

 

Eleve a qualidade dos relatórios ESG

À medida que aumentam as exigências globais de regulamentação e conformidade, continua a existir uma oportunidade colossal para os desenvolvedores ajudarem os operadores industriais na elaboração de relatórios sobre metas Ambientais, Sociais e de Governança (ESG). Ao visualizar os dados unificados da cadeia de valor no contexto, eles ajudam a trazer à tona as áreas interdependentes nas quais as ações de sustentabilidade podem ter um impacto maior, como redução de emissões e melhor conformidade regulatória.

Por exemplo, um operador que necessite informar reguladores, clientes e investidores sobre o desempenho de sustentabilidade ano após ano, pode não dispor do cenário de dados completo necessário ou ter as capacidades internas para contextualizar os dados para relatórios de terceiros. Neste caso, criar um ecossistema para ligar todas as suas fontes de dados e partilhá-los com um parceiro que ofereça relatórios de KPI para ESG resolveria um desafio que, de outra forma, seria exorbitantemente dispendioso e problemático.

Por exemplo, a AVEVA trabalhou recentemente com um dos maiores planos de saúde sem fins lucrativos dos EUA, que atende 12,7 milhões de pacientes. Essa empresa consolidou dados de muitas partes interessadas no setor da energia e fez uma parceria com a DERNetSoft e a AVEVA Data Hub para obter mais visibilidade sobre o seu impacto, para superar desafios de compartilhamento de dados e traçar um caminho para melhorias com vistas sustentabilidade maior. O principal fornecedor de saúde dos EUA está agora em um caminho claro para alcançar os seus objetivos de descarbonização.

 

A oportunidade do desenvolvedor

Ao permitir uma eficiência operacional reforçada, os desenvolvedores e seus clientes estão bem posicionados para impulsionar a mudança em vários setores, reduzindo significativamente o consumo global de energia e as emissões.

Dentro do ecossistema conectado, cada parte pode ser capacitada para gerar ganhos de sustentabilidade a todas as partes interessadas de forma contínua. Seja para empresas industriais, empresas de tecnologia ou desenvolvedores, a somatória resultante é maior do que as partes envolvidas, demonstrando que os ganhos de eficiência e inovação prometidos pelo ecossistema industrial conectado serão a base do nosso futuro sustentável.

 

 

(*) Rónán De Hooge é vice-presidente executivo da Plataforma Industrial, CPO de Sustentabilidade e Gestão de Portfólio da AVEVA.

Exposição Sentar • Guardar • Dormir

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Sentar • Guardar • Dormir reúne mobiliários evidências de nossa diversidade cultural e social, que marcaram e documentam a história do Brasil

 

A mostra temporária “Sentar • Guardar • Dormir” reúne móveis que representam a diversidade de soluções utilizadas ao longo do tempo para estas três ações humanas cotidianas. As peças propõem um diálogo entre os acervos do Museu da Casa Brasileira, criado em 1970 para registrar e expor as diferentes formas de morar, e do Museu Paulista, voltado ao estudo de objetos e imagens que documentam a sociedade brasileira.

São bancos, cadeiras, sofás, caixas, cômodas, escrivaninhas, guarda-roupas, redes, esteiras e camas que documentam tanto a vida das pessoas que os utilizavam, quanto a daqueles que os produziam.

As peças também são evidências da diversidade cultural e social que vivemos, envolvendo heranças indígena, portuguesa e afro-brasileira, além daquelas ligadas às diversas imigrações e migrações que marcaram nossa história. Corre que vai até dia 29 de setembro!

 

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Serviço

Sentar – Guardar – Dormir
Museu da Casa Brasileira e Museu Paulista em diálogo
De 11/6 a 29/9
De terça a domingo, das 10 às 17h. Última entrada: 16h.
Salão de exposições temporárias
Entrada gratuita (somente para esta exposição).

Habitacional Sehab Heliópolis está entre os selecionados do prêmio Rogelio Salmona 2024

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Único projeto habitacional brasileiro indicado à premiação, o Habitacional Heliópolis traz uma proposta mais humanizada e integrada ao entorno para as habitações de interesse social no país

 

Projeto de autoria do escritório Biselli Katchborian para a Gleba G do Complexo Habitacional Heliópolis está entre os 26 selecionados ao quarto ciclo do Prêmio Latino-Americano de Arquitetura Rogelio Salmona: Espaços Abertos / Espaços Coletivos, uma das principais premiações de arquitetura na América Latina, que reconhece obras que valorizam a criação de espaços significativos para os cidadãos, contribuindo para a consolidação de cidades mais amigáveis.

 

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Nomeada em homenagem ao arquiteto colombiano Rogelio Salmona, a premiação busca manter viva a memória e a visão de Salmona da cidade como a grande proposta civilizadora da humanidade. Entre as 42 obras inscritas, o júri de especialistas, composto por Sol Camacho, Nicolás Campodónico, Carlos Campuzano, Carlos Jiménez e Mauricio Rocha, selecionou 26 obras latino-americanas como finalistas.

Sendo o único habitacional brasileiro indicado ao prêmio, o Habitacional Heliópolis repensa o modelo padrão desses complexos no país. Indo além das funções de uso e moradia, o projeto estabelece um novo exercício para habitações populares, conectando-as ao contexto e oferecendo espaços de qualidade para o convívio dos moradores.

 

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Para isso, o projeto rompe com a configuração típica das torres isoladas, introduzindo um pátio interno para uso dos moradores e da comunidade, e oferece à rua um grande envoltório permeável que convida à passagem e interação entre público e privado. “O maior desafio consistiu na proposição de um modelo de habitação coletiva diferente do que convencionalmente se faz no Brasil, em que as unidades apresentam pouca variação e o conjunto construído não é pensado como parte constituinte e formador da cidade” destacam os sócios arquitetos Mario Biselli e Artur Katchborian.

O fluxo entre os condomínios ocorre por meio das passarelas metálicas suspensas, que também conectam os blocos com diferentes níveis de acesso no meio da altura dos edifícios. Essa solução traz maior acessibilidade ao conjunto, permitindo que os moradores desçam ou subam no máximo 12 metros para chegar ao andar de seu apartamento.

 

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A cerimônia de divulgação do resultado do prêmio será realizada no dia 24 de outubro nas redes sociais da Fundação Rogelio Salmona. As 26 obras finalistas também serão publicadas em livro e farão parte da exposição dedicada ao prêmio.

Fundado em 1987 pelos arquitetos Mario Biselli e Artur Katchborian, o escritório de arquitetura reconhecido pelos trabalhos e projetos em grandes escalas, e sua trajetória se destaca pela ideia de compreender e responder às transformações econômicas e culturais brasileiras por meio de uma diversidade de projetos desenvolvidos, assim como a participação constante em concursos públicos, que trouxeram premiações de destaque.

 

 

 

 

 

 

Imagens: Nelson Kon

Feira Dex acontece em setembro, no Rio de Janeiro

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Feira Dex, mostra de mobiliário autoral brasileiro, aborda a importância da intersecção de conhecimentos para a criação de soluções mais conscientes e sustentáveis.

 

Os designers cariocas Pedro Galaso, Philipe Fonseca, Thiago Barros e o produtor cultural Gustavo Canella criaram o movimento DEXcolados, com o intuito de fomentar o design mobiliário autoral brasileiro. O propósito do movimento é criar e promover estratégias relacionadas à cadeira produtiva, fortalecendo o mercado de design mobiliário autoral, desafiando as normas da produção em massa, favorecendo uma abordagem mais consciente, colaborativa e artesanal. Valorização dos recursos disponíveis e dos métodos de fabricação locais para um mundo mais equilibrado e justo.

A feira Dex é um dos produtos deste movimento, trazendo novamente à cidade do Rio de Janeiro os grandes eventos voltados ao design de mobiliário autoral, abordando a importância da intersecção de conhecimentos para a criação de soluções mais conscientes e sustentáveis. Ao abordar o ciclo de vida dos produtos – desde a escolha da matéria-prima até o descarte –, a feira reforça a necessidade de práticas de design que respeitem e preservem o meio ambiente. Essa abordagem holística, que considera todo o ciclo de vida do produto, é vital para promover práticas mais conscientes no desenvolvimento de produto.

 

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Pedras naturais entre espelhos, integradas a uma peça de madeira maciça elegantemente trabalhada, configuram a mesa da série “Caleidoscópio”, de Andreas Anwander. Fotografia: Rodrigo Fonseca.

 

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Estante Orí, de Nina Coimbra, elaborada em Jequitibá rosa, latão, búzios naturais. Fotografia: Divulgação.

 

Entre os 37 designers presentes na edição de número zero (0) da feira, teremos os cariocas Gustavo Bittencourt, Luciana Duque, Dmitri Correa, Manu Almeida e Assimply. Outros designers compõem a lista de expositores, como Nina Coimbra (DF-Brasília), Estúdio Prosa (SC-Sul), Estúdio Dentro e Pietro Oliveira (MG – Sudeste) e Casa de Marimbondo (SE – Nordeste).

Outro produto ligado ao movimento Dexcolados é a DEX Social, em que todo o material utilizado na expografia da feira será transformado em mobiliário e doado a moradores das periferias do Rio de Janeiro. Uma ação social que reverbera o design de forma democrática e sustentável. O evento conta com o patrocínio do Instituto Europeo de Design Rio (IEDRIO), Instituto Italiano de Cultura, Consulado Italiano e Polo Cultural Italiano Rio.

 

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Na cadeira LT, do Assimply Studio, resíduos de madeira, vidro, pedra, papel e plástico deram vida aos blocos prismáticos que compõem sua estrutura, equipados com um furo em seu centro, para que possam ser encaixados numa barra roscada galvanizada. O móvel é um convite à ideia de explorar elementos reutilizados na prática do design e materializar uma ‘lixoteca’ – biblioteca de lixo – o que dá nome à peça. Fotografia: divulgação.

 

 

Polo Cultural Italiano Rio – Feira Dex

Abertura ao público: 27 de setembro de 2024.
Visitação da exposição: 27 a 29 de setembro.
Funcionamento: 13h às 20h30
Local: Polo Cultural Italiano Rio.
Endereço: Av. Pres. Antônio Carlos, 40 – Centro, Rio de Janeiro (Em frente ao MAM-RJ)
Obs.: Será disponibilizada uma van, gratuitamente, para transporte entre a Feira Dex e a ArtRio.
Estacionamentos próximos ao local e acesso por transporte público VLT, com parada na estação Antônio
Carlos (em frente ao evento).
Classificação livre.

Entrada gratuita: Retirar ingresso no Sympla.
https://www.sympla.com.br/evento/feira-dex/2589091?referrer=l.instagram.com

Memorial Brumadinho é finalista do maior prêmio de arquitetura do mundo

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Projeto assinado pelo escritório Gustavo Penna Arquiteto & Associados está na lista longa do Dezeen Awards 2024, um reconhecimento que reflete a relevância do trabalho realizado pelo escritório em nível internacional.

 

O Memorial Brumadinho, projeto desenvolvido pela GPA&A (Gustavo Penna Arquitetos & Associados), foi selecionado para a lista longa da edição 2024 do Dezeen Awards, a mais importante premiação global de arquitetura, interiores e design do mundo. Com mais de 4.130 projetos inscritos de 82 países, apenas 227 foram escolhidos entre os finalistas do prêmio, que definirá os 15 melhores projetos em diversas categorias. Somente 4 escritórios brasileiros foram selecionados neste ano para a lista longa. O Memorial Brumadinho está concorrendo com outros 15 projetos de 12 nacionalidades diferentes.

Chris Cooke, jurado do Dezeen Awards e chefe de colaborações de design da Bentley, patrocinadora do prêmio, destacou: “O foco na sensibilidade cultural e na requalificação de edifícios demonstra um compromisso profundo em preservar o patrimônio, ao mesmo tempo em que se expandem os limites da arquitetura moderna.” Agora, os projetos selecionados serão avaliados por um painel de 90 jurados, composto por grandes nomes da arquitetura mundial. Em novembro, serão anunciados os vencedores de cada categoria.

 

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Imagens: Divulgação GPA&A

Espaços em conexão

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Casa projetada para conectar a família através de ambientes integrados e elementos da natureza, mantém a privacidade dos moradores sem perder a conectividade entre os espaços.

 

Ao ser procurada por uma família composta de um casal e dois filhos, a arquiteta Leonice Alves ingressou em um projeto pra lá de especial: uma casa de 900m² em um condomínio luxuoso em Alphaville, região de São Paulo que consagrou a profissional com diversos prêmios do setor. A integração e a presença de muita luz natural em todos os 4 andares foram os principais diferenciais desse projeto elaborado do zero. Priorizando a sofisticação de criar ambientes extremamente funcionais e confortáveis, que conversam entre si, a arquiteta contou com o que há de melhor em automação e mobiliário.

 

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Adentrando o imóvel pela porta principal, a família desfruta de um living com pé direito duplo, e com uma lareira automatizada em mármore Valentino brasileiro, o mesmo também utilizado na escada que permite acesso ao subsolo com garagem subterrânea e salão de jogos, ou ao andar superior, dos dormitórios. Tudo isso em um espaço amplo, integrado com a sala de jantar, onde a presença de uma estante com suporte conectado a uma adega climatizada, com capacidade para 160 garrafas, introduzida na marcenaria, também chama a atenção.

 

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Através do living, os moradores podem acessar também o home theater, o escritório, um lavabo, a área externa com piscina, uma área gourmet, e a cozinha. Todos esses ambientes estão no mesmo andar e podem ser integrados ou bem separados, dependendo da escolha dos moradores para cada ocasião.

 

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O home theater é um ambiente com janelas amplas que proporcionam ótima vista da vizinhança, mas que podem ser completamente fechadas por uma cortina automatizada, assim como as portas laterais, resultando em um efeito de blackout, que alinhado com a acústica e o pé direito mais baixo formam um ambiente mais acolhedor. Os materiais escolhidos na decoração também mesclam texturas, potencializando o conforto e a sensação de aconchego.

Em um espaço totalmente estratégico, escondido, por um painel que possui fácil acesso pelo living, e com uma vista completamente especial da área externa, está um escritório projetado para proporcionar conforto e concentração.

 

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O acesso para a cozinha também é feito a partir de uma porta no painel mimetizado, essa ao lado da adega. No corredor de entrada temos um louceiro e dispensa integrados, com prateleiras em vidro e iluminadas. Uma grande ilha ganha o mesmo revestimento usado na bancada da pia e na parede, também se destaca com um fogão italiano e grelha embutidos. Importante mencionar a vista privilegiada da área externa, um verdadeiro diferencial desse ambiente.

 

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Saindo da cozinha, a área externa é uma oportunidade para reunir amigos e familiares, e aproveitar momentos prazerosos. A piscina fica ao lado de uma área gourmet privilegiada, e mais uma vez o destaque vai para a vista do entorno da residência, que pode ser contemplada por toda a extensão desse ambiente externo.

 

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Ainda no mesmo andar, retornando ao living, há um lavabo com espelhos retro iluminados e uma bancada grande e funcional. Em frente ao lavabo está a escada, com esquadrias de canto, repetindo os volumes em L, usando como identidade na arquitetura, remetendo à marca Leonice Alves. Descendo para o subsolo, temos uma garagem subterrânea e um salão de jogos, com bar, televisão, geladeira, mesa de poker, mesa de bilhar, e banheiro, projetados para reservar segurança, privacidade e lazer.

 

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Ao subir para o primeiro andar existe um corredor, que leva à quatro suítes com varandas, com um rasgo de iluminação natural vinda do teto trazendo mais privacidade a família. Ao lado do elevador que também permite acesso a todos os andares da casa, uma pequena copa com roupeiro integrado foi alocada. O piso de madeira Cumaru está presente em todo esse andar dos quartos. Os dormitórios estão divididos em três suítes e a suíte master, sendo um quarto para cada filho, um de hóspedes, e a master.

 

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Os banheiros contam com clara boia nos boxes, e iluminação nos nichos, para que utilizar o banheiro durante a noite seja mais confortável, não necessitando de toda a luz artificial do ambiente.

 

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Por fim, um espaço único foi reservado para o último andar da residência, onde a profissional projetou um rooftop, com jabuticabeiras que ao entorno de um mobiliário sofisticado e confortável, prometem proporcionar momentos entusiasmantes, envoltos de uma paisagem deslumbrante da montanha preservada.

 

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Imagens: João Paulo Soares de Oliveira

Indústria 4.0 avança com o apoio de plataformas digitais

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A jornada da Transformação Digital passa, necessariamente, pela criação de uma visão e estratégia de digitalização para direcionar investimentos – atuais e futuros.

 

Por Flavio Maeda*

A necessidade urgente da transição para uma sociedade sustentável está impulsionando uma rápida mudança de processos na qual as tecnologias digitais despontam como importantes aliadas. À medida que elas remodelam todos os setores, as implicações para as empresas são amplas, assim como as oportunidades que se abrem, desde as transformações alavancadas pela Indústria 4.0 até o desenvolvimento de tecnologias verdes.

De forma geral, é consenso que as organizações industriais já compreenderam a importância da manufatura digital. A questão que se coloca agora é como esse caminho será percorrido para que os objetivos corporativos sejam alcançados.

A ideia central é suprir as áreas operacionais e de negócios, bem como as equipes de manutenção, com informações e insights para a tomada de decisões mais precisas. Uma operação baseada em Dados torna possível otimizar a eficiência operacional, melhorar a produtividade e a qualidade dos produtos e serviços, além de reduzir o consumo de materiais e minimizar perdas decorrentes de paradas não planejadas que podem afetar toda a cadeia de abastecimento, com impactos significativos nas receitas e também na imagem das empresas.

A jornada da Transformação Digital passa, necessariamente, pela criação de uma visão e estratégia de digitalização para direcionar investimentos – atuais e futuros. Portanto, sem um planejamento que norteie a jornada de transformação digital, definida por um Plano de Digitalização Industrial (PDI) que estabeleça, entre outros pontos, a arquitetura tecnológica e a estrutura organizacional necessárias, são grandes as chances de os objetivos não serem alcançados.

O que a prática tem demonstrado é que os benefícios são potencialmente maiores quanto mais cedo esse plano for elaborado e executado – preferencialmente nas fases iniciais de um projeto industrial greenfield, embora existam casos bem-sucedidos de PDIs em projetos de melhorias de eficiência em ativos operacionais (brownfield).

Para facilitar o entendimento desse conceito, essa arquitetura digital pode ser interpretada como o ‘sistema operacional’ da planta industrial. Em um computador, de nada adianta contar com a melhor tecnologia disponível – incluindo o processador mais potente, placa gráfica de última geração e grandes quantidades de memória e de armazenamento –, se não houver uma forma de gerenciar tais capacidades a fim de que se executem corretamente as rotinas definidas pelos programas que estão instalados nele e abstraindo a camada física (hardware).

A Industria 4.0 está transformando as plantas industriais em grandes ‘computadores’, nas quais a existência de um “sistema operacional” se faz necessária para que cada componente existente, desde as máquinas e suas interconexões, até os sensores e outros sistemas de controle e de automação de processo possam alcançar o máximo da eficiência e do desempenho esperados. Além disso, torna a interface com as pessoas mais fácil, intuitiva e amigável, trazendo agilidade ao processo de tomada de decisão.

Nesse ambiente, tal função deve ser exercida por uma plataforma digital que capture, transforme, contextualize e distribua todos os dados da planta, provenientes dos sistemas de engenharia, de operações e de negócios, durante todo o ciclo de vida da planta. Na fase de projeto, essa plataforma deve consolidar todos os dados e documentos gerados pela engenharia e demais stakeholders envolvidos, que são fundamentais para melhorar a colaboração, evitar retrabalhos e trazer mais eficiência para a gestão do empreendimento nas fases de construção e de comissionamento.
Com a planta já operacional, essa plataforma também possibilita o monitoramento em tempo real da produção e ajuda na implementação de medidas para manutenções preditivas. Ela também serve como um alicerce fundamental para o Gêmeo Digital, uma réplica virtual da planta na qual se pode simular, testar e otimizar virtualmente os processos industriais.

Em um cenário de múltiplos fornecedores de hardware e software, contar com uma plataforma capaz de interagir com cada componente da planta e utilizar os dados produzidos para fins de análise, otimização e geração de insights pode ajudar a reduzir um grande problema enfrentado pelas indústrias de manufatura: a subutilização dos dados gerados na produção.

Um estudo da Forrester revelou que até 73% dos dados obtidos pelas empresas não são utilizados de forma analítica. Outro estudo recente, também da Forrester, aponta que empresas que utilizam ferramentas de gerenciamento de dados para tomar decisões têm 58% mais chances de superarem suas metas de receita do que as empresas não orientadas a dados.

Na nova economia digital fortemente baseada em dados, as plataformas digitais já desempenham papel fundamental ao proporcionar maior eficiência operacional e possibilitar a transformação dos modelos de negócios em todos os segmentos da economia. Ao quebrar silos de dados e contribuir para a criação de um ambiente de integração horizontal e vertical de sistemas, processos e pessoas, as plataformas digitais assumem na indústria uma posição análoga à do sistema operacional nos computadores. Isso traz um olhar abrangente para a planta industrial e promove a integração efetiva de todas as áreas e disciplinas, alavancando novos modelos de negócios que podem, inclusive, possibilitar a monetização dos dados industriais, além de fortalecer as cadeias de suprimentos e promover um ambiente operacional mais seguro e sustentável.

(*) Por Flávio Maeda, Head de Digitalização (Smart Site) e Serviços Digitais da Pöyry para América Latina e vice-presidente da Abinc (Associação Brasileira de Internet da Coisas).

(*) Artigo e imagem reproduzido de Afry – empresa europeia líder em serviços de engenharia, projetos e consultoria, que atua no Brasil há mais de 50 anos junto às indústrias de base florestal.