Como o crescimento do PIB movimenta o mercado da construção?

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“Promover uma ampla discussão sobre medidas estruturais, consistentes e que gerem resultados permanentes é imprescindível”, comenta Eduarda Tolentino, CEO da BRZ Empreendimentos, neste artigo.

 

*Por Eduarda Tolentino

O PIB do Brasil cresceu 1,4% no segundo trimestre do ano, superando as expectativas do mercado, que projetava um avanço de 0,9%. Esse resultado foi o mais forte desde o quarto trimestre de 2020. Nesse ritmo, as projeções para a expansão do PIB no ano devem se aproximar de 3% contra os 1,59% projetados pelo relatório Focus em janeiro.

Assim, trago observações relevantes sobre este tema inspirada em um texto do José Urbano Duarte:

“O mercado imobiliário anda de lado há 10 anos. E a razão não é falta de demanda ou incapacidade de produzir e ofertar mais.  Nove em cada dez transações imobiliárias de compra e venda regularmente efetuadas no mercado brasileiro são realizadas com financiamentos habitacionais tradicionais. Nesse contexto, é simples afirmar que o mercado não cresce especialmente porque as condições de financiamento impedem.”

 

O crescimento do PIB na construção civil

A atual condição do país que afeta a dinâmica é objetiva e estrutural, diferentemente das anteriores que tinham perfil mais conjuntural.

Qualquer medida que não enfrente o desafio estrutural será paliativa. Importante, mas paliativa. Ainda inspirada nas palavras de José Urbano Duarte, a liberação do compulsório é relevante, mas não a solução como um todo. O financiamento da produção com recursos de mercado também é uma medida temporária e arriscada, pois oferece uma solução de curto prazo e exige 1,5 vezes mais funding direcionado do que o alocado à produção.

Sobre as estruturas, ele cita duas. A primeira é o mercado secundário, que exige a renúncia de algumas premissas exclusivas de rentabilidade, especialmente quando se tem uma visão de curto prazo focada apenas no produto (financiamento/agentes financeiros). Isso pode representar uma mudança importante na maneira como o negócio é visto, principalmente para incorporadoras e construtoras.

A segunda é a necessidade de  foco no funding tradicional, sendo essencial direcionar os dois principais fundos de maneira clara  conforme seu propósito principal. O FGTS deve continuar voltado ao público de baixa renda (popular), enquanto a Poupança deve atender o segmento de Média e Alta Renda (MAP).

 

Como o setor imobiliário pode aproveitar o aumento do PIB

As vantagens do aumento do PIB são várias, mas só vamos conseguir aproveitá-las se estivermos preparados. Nesse contexto, as empresas devem adotar algumas medidas estratégicas para surfar essa onda, em vez de apenas observá-la.

A primeira delas é investir na análise de demanda dos imóveis. Aqui, os comitês de gestão devem abrir o olho para o monitoramento dos indicadores de consumo, intenção de compra e o crescimento populacional das regiões. A partir disso, é possível entender o que o mercado pede: se é habitação popular, médio padrão ou alto luxo.

Outro ponto importante é realizar um estudo de viabilidade e preço de insumos. Com a demanda de imóveis aumentando, a busca por materiais de construção acompanha o movimento — o que impacta e muito no preço. O cimento, o aço e o vidro são os primeiros da lista a serem avaliados. Assim, se houver sinais de que o PIB e os preços continuarão crescendo, as construtoras podem decidir antecipar compras de materiais ou adotar práticas que reduzam a dependência de insumos tradicionais.

Não podemos esquecer de manter um olhar atento e cauteloso  nesses momentos.  É interessante fazer uma análise macro de riscos, pois  cenários de crescimento do PIB podem vir acompanhados de volatilidade em outras áreas, como inflação, câmbio ou pressões políticas. Então, nada melhor do que se precaver e fazer uma avaliação cuidadosa dos riscos envolvidos nos projetos, considerando tanto o crescimento do PIB quanto outros fatores macroeconômicos.

 

O desafio por trás de um crescimento ainda maior

Em relação a funding, um dos pontos principais recai sobre a necessidade de adotarmos uma postura proativa, priorizando  planejamento e processos  em vez de reagir às emergências previstas. Ainda mais em um contexto que afeta tanto a perenidade do acesso à moradia quanto a previsibilidade do setor.

Promover uma ampla discussão sobre medidas estruturais, consistentes e que gerem resultados permanentes é imprescindível. Poucos setores da nossa economia impactam tanto a população quanto a construção civil, seja no ambiente, na inovação ou na geração de empregos em diferentes níveis.

Em um país como o Brasil, em que o déficit habitacional é de  sete milhões de pessoas, criar mecanismos que reduzam o custo do capital para linhas de crédito imobiliário é uma boa saída.

 

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Se quisermos, de fato, mudar o gráfico acima para promover um crescimento significativo, é necessário que as agendas conjunturais sejam priorizadas  por todos os envolvidos do setor.Mas, é ainda mais  importante que as questões estruturais recebam a devida atenção. Os ventos precisam soprar a favor. Que eles não resolvam mudar a direção!

 

 

*Eduarda Tolentino é CEO da BRZ Empreendimentos, incorporadora nascida em 2010, em Belo Horizonte. Com inovação em seu DNA, a companhia investe fortemente em ações de tecnologia dentro de seus projetos – brz@nbpress.com.br.

Esplanada da Liberdade pretende ser novo símbolo de diversidade cultural em São Paulo

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Projeto aspira uma ampla praça pública para implementação de diversos usos, possibilidades de interação e experiências para quem frequenta o famoso bairro no centro da capital.

 

O bairro da Liberdade, um dos locais mais vibrantes e turísticos da cidade de São Paulo, está prestes a presenciar mais um marco em sua trajetória: a construção da Esplanada da Liberdade, um projeto urbanístico que prevê a criação de um complexo sociocultural com teatro, áreas comerciais, espaços de convivência e um memorial étnico-cultural que homenageia as diversas comunidades que ajudaram a moldar a identidade da capital paulista.

Esse ambicioso projeto, que integra o plano de revitalização do centro da cidade, é fruto de uma Parceria Público-Privada (PPP) entre a Prefeitura de São Paulo e a iniciativa privada. A pedido do órgão municipal, múltiplos escritórios de arquitetura nacionais e internacionais enviaram propostas de estudos elaborados, sendo escolhida para a consulta pública o conteúdo da Effect Arquitetura, que atuou ativamente na restauração do Museu da Vacina e Biblioteca do Butantan, além das reformas do Zoológico e dos parques Villa-Lobos e Candido Portinari.

O Procedimento de Manifestação de Interesse, mais conhecido como PMI, é um processo administrativo que permite que os órgãos públicos solicitem estudos para projetos de interesse social, contando com a ajuda da iniciativa privada. Esses estudos de viabilidade tem a finalidade de subsidiar a administração pública com informações para estruturação de concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs).

 

Por dentro do projeto

Situada no coração do bairro da Liberdade, a Esplanada será erguida sobre três lajes que conectarão quatro importantes viadutos da região: o Shuhei, o Mie Ken, o Cidade de Osaka e o Guilherme de Almeida. Esses viadutos, que cortam o bairro, serão transformados em plataformas de integração entre o espaço urbano e cultural da cidade, trazendo à tona a história e a importância multicultural da região.

 

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Projetado pela prefeitura em R$ 333 milhões, o projeto está sendo discutido em consulta pública e a expectativa é que as obras tenham duração de cinco anos | Imagem: Projeto 3D da Effect Arquitetura.

 

Segundo Erick Tonin e Celso Grion, especialistas em planejamento urbano e sócios à frente da Effect Arquitetura, um dos pontos centrais da proposta é a reconstrução do emblemático Teatro São Paulo, demolido nos anos de 1970 para dar lugar à Ligação Leste-Oeste, um dos mais importantes eixos viários da capital. A nova versão do teatro promete ser um ponto de encontro cultural onde apresentações teatrais, musicais e eventos artísticos poderão acontecer, resgatando a tradição de um dos mais icônicos palcos da cidade.

O novo teatro será uma homenagem ao edifício original e que dialoga com o passado por meio do uso de códigos cromáticos e formas simbólicas que remetem aos diversos povos e culturas que formaram São Paulo” – Erick Tonin, sócio da Effect Arquitetura.

Além dele, a Esplanada contará com praças públicas, área comercial e estacionamento que atenderá às altas demandas de circulação da região. O projeto ainda prevê a construção de um edifício corporativo e um rooftop, reforçando a integração entre cultura, lazer e negócios na mesma área.

 

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O antigo Teatro São Paulo, erguido em 1919, ainda é lembrado por muitos pela imponência das instalações, mas foi demolido em prol do desenvolvimento viário | Imagem: Projeto 3D da Effect Arquitetura.

 

Benefícios para a população

Dentre os objetivos da Esplanada da Liberdade, de acordo com Celso Grion, está o de devolver à população um espaço que, no passado, foi suprimido pela expansão viária e criação da Radial Leste, que cortou o bairro, resultando na perda de praças e outros edifícios históricos. Além disso, a proposta busca não apenas beneficiar os moradores do bairro, mas também desafogar as congestionadas ruas da Liberdade que já não conseguem acomodar o crescente fluxo de comércios, pessoas e atividades, ameaçando perder seus atrativos por conta da falta de organização urbana e infraestrutura adequada.

Essa é uma importante intervenção urbana para a cidade, pois o centro de São Paulo vem passando por um processo de decadência com problemas relacionados à segurança, infraestrutura e perda de espaços públicos de qualidade. A construção da nossa proposta da Esplanada da Liberdade surge como uma resposta a essa demanda, oferecendo um projeto que resgata a história e foca em um futuro mais inclusivo”, ressaltam os especialistas da Effect.

O projeto como um todo traz referências das diversas culturas e povos que ajudaram a formar a metrópole que hoje conhecemos. Desde o paisagismo, com a adoção de espécies nativas da mata atlântica, o desenho do piso das praças que retoma e demarca o antigo caminho do mar que por ali passava, a escolha dos materiais e cores comuns às diferentes culturas, como a cobertura escultórica em madeira, e com a incorporação de um equipamento cultural de memória, todos esses pontos tornam o projeto uma constituição única de diversidade e inclusão devido ao potencial de contar a história dos povos que originaram e formam, até hoje, o bairro e a cidade.

 

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O memorial será vital para fortalecer o sentimento de pertencimento e reconhecer as lutas e conquistas dos grupos | Imagem: Projeto 3D da Effect Arquitetura.

 

O projeto também propõe uma revitalização econômica da região central de São Paulo. A área comercial atrairá investidores e empreendedores, gerando emprego e renda para a população, e o novo espaço será um ponto de encontro para o comércio local, fortalecendo as pequenas e médias empresas que já atuam na região. “Em termos de urbanização, o projeto é uma oportunidade única de modernizar a infraestrutura do bairro e criar um ícone para a cidade”, reflete Celso Grion.

Com um planejamento urbano voltado para a sustentabilidade, a Esplanada deverá incluir soluções de melhorias da infraestrutura, da eficiência hídrica e da gestão da água com soluções de drenagem e com a adoção de infraestruturas verdes. A diversificação da matriz hídrica com a adoção de fontes alternativas de água não potável – água de chuva, drenagem de fundação e água de reuso dos esgotos sanitários, incluindo a macro e micro setorização dos espaços –, serão um grande diferencial. Ademais, também estão previstas soluções de mobilidade, acessibilidade e espaços verdes que melhorem a qualidade de vida dos moradores e transeuntes, bem como a integração de pedestres e ciclistas, também estão considerados como meios de incentivar o uso de transportes não poluentes com vistas à promover um ambiente mais saudável para todos.

 

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Com lojas, serviços e restaurantes que reforçarão o comércio tradicional da Liberdade, o projeto expandirá a infraestrutura para acomodar o crescente fluxo de visitantes, gerando empregos diretos e indiretos tanto na fase de construção, quanto na gestão dos novos espaços | Imagem: Projeto 3D da Effect Arquitetura.

 

Uma nova era para a Liberdade

A conclusão do projeto promete transformar a Liberdade em um novo local de convergência para paulistanos, residentes de outros estados e turistas, mostrando que, mesmo em meio ao caos urbano, é possível engendrar espaços de convivência e celebração da história coletiva da cidade, destacando a contribuição de indígenas, africanos escravizados, portugueses, italianos, japoneses e outros imigrantes que influenciaram a cultura e urbanização de São Paulo.

A proposta da Effect Arquitetura se fundamenta em três pilares de ‘Liberdade’: o direito à existência, que preserva as culturas originárias e suas rotas ancestrais; o direito à vida, igualdade e independência, homenageando a comunidade negra e sua luta por liberdade com espaços de memória material e imaterial; e o direito de ir e vir, ao celebrar a importância dos imigrantes, especialmente das culturas orientais, com elementos arquitetônicos que evocam suas tradições. “Essas colunas estão refletidas na arquitetura, paisagismo e escolha de materiais sustentáveis, como madeira e barro, que evocam as tradições já mencionadas, bem como a simbologia de tradições italianas fundidas nos espaços de convivência”, pontuam os sócios.

 

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Em termos de concepção espacial, o projeto foi pensado para se adaptar continuamente às necessidades e expectativas das comunidades locais | Imagem: Projeto 3D da Effect Arquitetura.

 

Atualmente aprovada pela Câmara de São Paulo, a proposta do projeto está em fase de consulta pública, período em que o município recebe sugestões e recomendações tanto da população, quanto de empresas interessadas na concessão. O início das obras está previsto para 2025.

A participação ativa dos cidadãos essa etapa é fundamental para garantir que os elementos identitários e históricos sejam adequadamente representados. Com a opinião das populações locais e a evolução do projeto ao longo de suas diferentes fases, esperamos que a esplanada se transforme num símbolo de união e diversidade, reafirmando São Paulo como uma cidade que honra suas raízes e celebra sua pluralidade”, acreditam Erick e Celso.

 

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A Esplanada da Liberdade propõe um diálogo contínuo entre passado e futuro com referências simbólicas, cromáticas e materiais que se conectam às tradições culturais dos povos que ali viveram | Imagem: Projeto 3D da Effect Arquitetura.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Texto e Imagens: Divulgação Effect Arquitetura

 

 

Brasil possui mais de 1,5 mil barragens com alto risco e potencial de dano em caso de rompimento

Créditos Victor Oliveira Easy Resize com

Dados da pesquisa informam que, no ano passado, aconteceram 50 ocorrências de acidentes ou incidentes nas barragens, em grande parte relacionados a chuvas intensas e acúmulo de água.

 

Mesmo após os desastres ocorridos em Mariana e Brumadinho, o cenário das barragens brasileiras ainda é alarmante. É o que indica o RSB 2023 (Relatório de Segurança de Barragens), divulgado em junho deste ano pela ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), que revela que 1.591 estruturas de todo o país podem ser classificadas como de alto risco e com potencial de dano em caso de rompimento, equivalente a 6% do total. Segundo o documento, apenas 5.916 das mais de 25 mil áreas avaliadas estão enquadradas na PNSB (Política Nacional de Segurança de Barragens).

Para Rogério Neves, CEO da CPE Tecnologia, empresa que atua no mercado de soluções para geotecnologia, este é um cenário extremamente preocupante. “Estamos falando de um estudo que avaliou quase 26 mil estruturas com função de barragem ao longo de todo o ano de 2023. Se desse montante, mais de 1,5 mil estão em grau de alto risco, significa que o poder público e a iniciativa privada devem agir rapidamente para prevenir novas catástrofes, como houve em Mariana e Brumadinho”, pontua o executivo, que acrescenta ainda que “os dois casos já deveriam ter sido o suficiente para que os locais em situação de risco fossem desativados e para outras áreas passarem a ser monitoradas com mais afinco e com o uso de tecnologias mais avançadas”.

Um dos caminhos enxergados por Neves é a inclusão dos investimentos em tecnologias no Novo PAC do Governo Federal. Segundo ele, “é essencial que os aportes feitos contemplem não apenas a construção, mas o monitoramento frequente e a modernização de estruturas já existentes por todo o país para atender demandas de diversos segmentos, inclusive as barragens. Esses recursos devem, inclusive, contemplar o uso de ferramentas tecnológicas capazes de auxiliar os profissionais na tomada de decisões por meio do mapeamento e concepção de cenários precisos”.

Outros dados da pesquisa informam que, no ano passado, aconteceram 50 ocorrências de acidentes ou incidentes nas barragens, em grande parte relacionados a chuvas intensas e acúmulo de água. Além disso, 229 estruturas foram classificadas como prioritárias para revisão de segurança, sendo que em 170 delas já foram constatados os mesmos problemas em anos anteriores. “Praticamente todos os números desse levantamento nos revelam um cenário alarmante, por isso, precisamos muito de ação, tanto do poder público quanto das empresas. Temos tecnologia para isso e expertise dos profissionais do setor, então temos que ir em frente e agir”, finaliza o executivo da empresa que atua no mercado de soluções para geotecnologia desde 1974 e é pioneira na implantação de algumas tecnologias no mercado brasileiro.

 

 

 

 

 

 

Imagem: Victor Oliveira

 

OIAMO estreia na PAD LONDON DESIGN + ART

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A convite da Brazil Modernist / Pereira & Matisa, a Oiamo apresentará ao público internacional uma série de 7 esculturas luminosas.

 

O designer gaúcho Tiago Braga estreia com a sua marca Oiamo na prestigiada PAD LONDON DESIGN + ART, feira dedicada exclusivamente ao design do século 20 e contemporâneo, que acontece de 8 a 13 de outubro em Berkeley Square, no distrito de Mayfair, em Londres. O evento, que é um dos mais importantes do calendário europeu de design, será o palco para o lançamento da Coleção Arandu Estelar.

A convite da Brazil Modernist / Pereira & Matis, renomada galeria parisiense especializada em design colecionável brasileiro, tanto do meio do século XX quanto contemporâneo, a Oiamo apresentará ao público internacional uma série de 7 esculturas luminosas. Criadas por Tiago Braga em colaboração com as artesãs da Ladrilã, uma comunidade rural do sul do Brasil, as peças refletem a riqueza das tradições artesanais e culturais dessa região.

 

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Coleção Arandu Estelar: Uma Ponte entre o Céu e a Terra

Inspirada nas formas orgânicas das nuvens e na cosmovisão do povo indígena Guarani, a Coleção Arandu Estelar reúne mais de 300 pétalas de pura lã, feltradas e costuradas à mão, um recurso natural, renovável e biodegradável. A lã, extraída de maneira respeitosa, promove a saúde dos rebanhos e contribui para a economia circular.

Os processos criativos por trás dos artefatos culturais da coleção destacam a materialidade da lã gaúcha, as tradições artesanais do extremo sul brasileiro e o conhecimento ancestral da Cultura Estelar, uma herança cultural inestimável dos povos indígenas do Pampa. As esculturas, ao filtrar a luz suave através da lã, evocam o animismo – a crença de que entidades não humanas possuem uma essência espiritual – criando uma experiência sensorial que transmite uma sensação de relaxamento e uma conexão espiritual profunda.

As esculturas luminosas da Coleção Arandu Estelar transcendem a funcionalidade do design, servindo como um lembrete da urgente necessidade de legitimação e demarcação das terras indígenas. Os Guarani, um dos povos indígenas mais numerosos do Brasil, continuam a enfrentar desafios como insegurança territorial, discriminação e repressão. “A astronomia cultural tem várias definições formais, mas, em poucas palavras, é o estudo da relação que os humanos têm com o céu noturno,” explica Tiago Braga, destacando a importância de compreender e respeitar essas tradições culturais profundas que guiam a vida dos povos indígenas.

 

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A Voz das Artesãs e a Resistência Cultural

Trabalhar com a lã de ovelha é manter viva a memória da minha avó e aumentar a conscientização sobre o valor da matéria-prima que ainda hoje é desprezada por produtores que não conhecem a sua importância”, afirma Tânia Tunes Furtado, líder do coletivo de artesãs da Associação Ladrilã. Sua declaração ecoa o espírito de resistência cultural e a importância de preservar as tradições ancestrais em um mundo em constante mudança.

O projeto é fruto de uma etnografia realizada por Tiago Braga em Viamão, Rio Grande do Sul, onde ele estudou profundamente o modo de vida e os saberes ancestrais nas terras tradicionais do povo Guarani (Ñandeva e Mbya). Weramibim, líder da comunidade indígena Kaaguymirim, resume a ligação intrínseca entre céu e terra para os Guarani: “Tudo que está no céu, está também aqui na terra”. Para este povo, o céu não é apenas um elemento de adoração, mas uma parte vital da organização comunitária e dos rituais de sobrevivência.

 

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SERVIÇO

OIAMO NA PAD LONDON | DESIGN + ART
BRAZIL MODERNIST / PEREIRA & MATIS | STAND C6
https://www.padesignart.com/en/exhibitor/brazilmodernist/
08 A 13 DE OUTUBRO | 2024
BERKELEY SQUARE
LONDON W1J 6EN | UK

PAD LONDON
https://www.padesignart.com/en/london/
HORÁRIOS: Preview colecionadores: 08 de outubro, das 11h às 20h;
Abertura VIP: 09 de outubro, das 11h às 20h;
Abertura ao público: 10, 11 e 12 de outubro, das 11h às 20h e 12 de outubro, das 11h às 18h.

Iluminado e Multifuncional

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Com abundante luz natural, projeto contempla espaços amplos e flexíveis planejados para que todos os colaboradores tenham acesso à vista da cidade

 

Organizar os espaços de trabalho, colaborativos e de reuniões deste escritório, situado em um edifício com certificação LEED em São Paulo, foi o objetivo principal do projeto de interiores assinado pela Capote Marcondes Longo Arquitetura e Urbanismo.

A recepção é marcada por dois acessos distintos: o pórtico amarelo à direita dá acesso ao espaço das equipes, enquanto o pórtico à esquerda conduz a um corredor com ambientes colaborativos e de reuniões. Uma parede de vidro texturizado autoportante separa a recepção dos ambientes de trabalho, permitindo a entrada de iluminação natural e, ao mesmo tempo, garantindo a privacidade de ambos os espaços.

 

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Na área de trabalho, os espaços foram planejados para que todos os colaboradores tenham acesso à vista da cidade, desde as estações de trabalho até a extremidade oposta do escritório. Ali, um amplo e flexível espaço multiuso pode acomodar eventos, comemorações e workshops. Esse ambiente é separado da sala do conselho por uma divisória retrátil, adaptando-se conforme a necessidade da empresa.

 

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Os forros rebaixados originais foram substituídos por elementos acústicos pintados de branco aplicados diretamente na laje, criando uma sensação de amplitude. A iluminação e ventilação natural são controladas por sistemas de automação, como ar-condicionado e persianas, em conformidade com as premissas dos edifícios com certificação LEED.

Materiais naturais foram amplamente utilizados, especialmente na recepção, com pisos, forros e paredes do elevador revestidos por ripas de madeira. A curadoria do mobiliário inclui peças sob medida e outras clássicas do design brasileiro, todas projetadas para aliar ergonomia e eficiência ao ambiente corporativo.

 

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Imagens: André Scarpa

Arquiteto brasileiro conquista categoria especial do Prêmio ADUS LATAM

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Aos 88 anos, arquiteto paulistano Décio Tozzi tem trajetória de destaque reconhecida em histórica celebração da arquitetura latino-americana, realizada na noite dessa quarta (2/10), no Salão Dourado do Teatro Colón, em Buenos Aires.

 

A arquitetura brasileira viveu momento histórico na noite dessa quarta, 2 de outubro, durante a cerimônia de premiação do Prêmio de Arquitetura e Design Urbano Sustentáveis ADUS LATAM 2023/2024, organizado pela Saint-Gobain, companhia global líder em construção leve e sustentável. Em um momento que a Argentina respira arte, arquitetura e design, na semana que antecede a 19ª Bienal de Arquitetura, a celebração reuniu grandes nomes de toda a região latino-americana e o Brasil teve lugar de prestígio.

Aos 88 anos, o paulistano Décio Tozzi foi o vencedor da edição na categoria Trajetória e foi aplaudido por mais de 200 pessoas durante a cerimônia no Salão Dourado do Teatro Colón, em Buenos Aires, Argentina. Autor de projetos icônicos – como a Escola Jardim Ipê e o Parque Villa Lobos, com estruturas como seu Orquidário e sua Ilha Musical -, Tozzi é considerado um mestre na tradução de plasticidade a partir dos elementos de luz, espaço e matéria em seus trabalhos.

 

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Décio Tozzi (centro) recebeu troféu entregue pelo presidente da FPAA, Gerardo Montaruli, e pela diretora de Marca da Saint-Gobain, Macarena Ramirez.

 

Sua obra se destaca pelo uso inovador do concreto, criando espaços leves e luminosos que contrastam com a dureza do material, alcançando uma poética espacial única. Ao longo de sua carreira, Tozzi transitou por uma ampla gama de projetos: residências, edifícios institucionais, industriais e urbanísticos, todos com um rigor estrutural marcante. Como um dos expoentes mais expressivos da “Escola Paulista”, sua arquitetura, ao diluir a relação entre espaço e sociedade, apresenta uma nova proposta de solução espacial para a sociedade metropolitana pós-industrial.

“Ser agraciado com o prêmio trajetória foi uma surpresa muito bem-vinda, especialmente em Buenos Aires, cidade que tanto amo. Agradeço imensamente à organização do evento, aos membros do júri e à Saint-Gobain pela honra. Espero que tal prêmio seja um estímulo para jovens arquitetos no começo de suas trajetórias” – Décio Tozzi.

 

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Participação brasileira histórica

Realizado bienalmente, neste ano o Prêmio ADUS LATAM abriu o edital, pela primeira vez, para inscrição de projetos de profissionais e estudantes dos sete países onde a Saint-Gobain tem presença industrial: Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, México, Peru e Uruguai.

O Brasil respondeu com ¼ (um quarto) dos mais de dois mil projetos inscritos, e a celebrada premiação de Décio Tozzi na categoria Trajetória. Além do reconhecimento pelo conjunto de sua obra, o vencedor do Prêmio ADUS LATAM Trajetória recebeu ainda um prêmio de 20 mil dólares. A edição premiou ainda outros quatro projetos inovadores e compromissados com a sustentabilidade nas categorias prática acadêmica, ouro, prata e bronze. O total em prêmios foi de 160 mil dólares (mais de 850 mil reais); sendo o maior prêmio no valor de 60 mil dólares. 

O júri, responsável por selecionar os projetos vencedores, foi composto por figuras de renome internacional, como Gerardo Montaruli (Federação Panamericana de Associações de Arquitetos), Josep Ferrando, presidente do júri (Espanha), Nicolás Campodónico (Argentina), Lilian Dal Pian (Brasil), Felipe Assadi (Chile), Camilo Restrepo Ochoa (Colômbia), Gabriela Carrillo (México), Patricia Llosa Bueno (Peru), Marcelo Danza (Uruguai), Javier Gimeno (VP Latam da Saint-Gobain) e Macarena Ramírez (Diretora de Marca e Comunicações da Saint-Gobain LATAM).

O Brasil foi representado pela arquiteta Lilian Dal Pian, autora de projetos como os prédios do SESC de Guarulhos e a sede corporativa central da Natura, ambos em São Paulo. Com uma formação sólida na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, complementada com um mestrado em Estruturas Ambientais Urbanas, Lilian é fundadora e sócia do escritório Dal Pian Arquitetos. Sua carreira é marcada por primeiros lugares em concursos de grande relevância, como a reurbanização do Bairro da Penha, em São Paulo, e o Museu do Saneamento, em Campinas.

“Nesta nova formatação ampliada do Prêmio ADUS, contamos com a força regional dos países da América Latina onde a Saint-Gobain está presente e buscamos dar luz a projetos que contribuem para a solução do déficit habitacional que existe na nossa região, além de estar em linha com a atuação da nossa companhia frente aos desafios complexos do mundo, sempre acompanhada de um cuidado com os recursos naturais e com as pessoas” – Macarena Ramírez, Diretora de Marca e Comunicação Externa LATAM.

 

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O crescimento das mulheres em posições de liderança na arquitetura não é apenas um reflexo da evolução da profissão, mas também um símbolo do empoderamento e da influência que profissionais femininas conquistaram nos últimos anos. Lilian Dal Pian (Brasil), Gabriela Carrillo (México) e Patricia Llosa Bueno (Peru) fizeram parte do prestigiado júri, com a missão de avaliar os projetos mais inovadores e sustentáveis da região, trazendo suas perspectivas únicas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagens: Divulgação Saint-Gobain e Prêmio ADUS LATAM 2023-2024.
Capa: Décio Tozzi – Arquivo Arq

Design na Metrópole

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4° edição do evento reúne 17 estúdios, lançamentos e talks com Humberto Campana, Adélia Borges e Claudia Moreira Salles.

 

17 estúdios de design autoral residentes da Galeria Metrópole, no centro de São Paulo, se reúnem para divulgar suas criações e lançamentos na 4ª edição do Design na Metrópole, que ocorre de 2 a 5 de outubro. Peças assinadas por André Carvalho, André Grippi, Pedro Luna, Studio De La Cruz, Atelier Croce, Ju Amora, Lopomo, Ato, Edel-Stein, Playground Company, Sandra Arruda Design, Studio Volanti, Estúdio Niz, Satélite, Studio Cris Azevedo, Metro Objetos e Teto Casa ficarão expostas ao público.

O evento ainda contará com tour guiado por galerias icônicas no centro, com a historiadora Wans Spiess e Paula Janovitch sob o tema Os segredos das passagens, e talks com os designers Humberto Campana, Claudia Moreira Salles e Gerson de Oliveira, e a curadora Adélia Borges.

 

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Designers residentes expõem criações inéditas na Galeria Metrópole. Fotografia: Leo Martins.

 

Na sexta-feira dia 4 será exibido, às 18h, o documentário We The Others, 40 anos de colaboração no design: a obra e vida dos Irmãos Campana. Depois, às 19h30, ocorrerá um talk com mediação de Denise Gustavsen, redatora-chefe da Elle Decoration Brasil. No sábado, às 11h, haverá a palestra Brasil, Brasis – Um olhar para o Sul, com a curadora Adélia Borges.

Os encontros ocorrerão na loja 14 e 15, no 3º andar. Os ingressos podem ser retirados no site do evento. 

 

Design na Metrópole
Data: 2 a 5 de outubro de 2024.
Galeria Metrópole – avenida São Luís, 187, República, São Paulo.
Das 11h às 19h.
Entrada gratuita

 

Armazenando vinhos com estilo e tecnologia: conheças as adegas de embutir da Bertazzoni

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Além da beleza e funcionalidade, as adegas são projetadas para integrar-se perfeitamente aos refrigeradores da marca.

 

Chegar em casa e abrir um vinho em boa companhia pode ser uma experiência ainda mais incrível quando suas garrafas estão armazenadas de forma correta. Para isso, a sofisticação e a tecnologia dos modelos WC605BRP2T e WC605BLP2T de adegas de embutir da Bertazzoni são a escolha perfeita.

Ambas as adegas são projetadas com duas zonas de temperatura, permitindo armazenar vinhos tintos e brancos em condições ideais, de 4 °C a 18 °C. A circulação de ar frio lateral mantém a temperatura estável mesmo com a abertura frequente da porta, garantindo que cada garrafa seja preservada na sua máxima qualidade.

 

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Já o display “Touch & Scroll” facilita o controle de temperatura e umidade, enquanto o gás argônio entre os vidros da porta previne a condensação e melhora o isolamento térmico. Com um sistema de amortecimento de vibrações, os vinhos permanecem em repouso absoluto, livres de perturbações.

As prateleiras em carvalho Durmast Premium não apenas absorvem vibrações, mas também conferem um toque de sofisticação especial ao design. O interior das adegas, iluminado por LEDs de alta eficiência, proporciona uma apresentação refinada das suas melhores garrafas.

 

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Além da beleza e funcionalidade, as adegas são projetadas para integrar-se perfeitamente aos refrigeradores da marca, criando uma cozinha harmoniosa e elegante. Com elas, você transforma sua coleção de vinhos em uma verdadeira obra de arte, onde estilo e precisão se unem para preservar o que há de melhor em cada garrafa.

 

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Imersão nos conceitos

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Nova flagship da Zissou em Pinheiros valoriza experiência do consumidor com redesenho da identidade arquitetônica

 

Para a nova flagship da Zissou, em Pinheiros, o escritório VAGA Arquitetura, em parceria com o Atelier Pistache Ganache, desenvolveu um projeto de arquitetura com ênfase no produto e na experiência do consumidor – “consumer first” -, sintetizando a identidade da marca. A primeira parceria entre os dois escritórios redesenhou a identidade arquitetônica da marca, a partir do método sprint – um tipo de abordagem de trabalho em equipe que permite uma eficiência colaborativa e desenvolvimento de ideias criativas.

As equipes dos dois escritórios junto com os sócios e representantes da Zissou passaram por uma imersão nos conceitos e valores da marca. Por meio de exercícios individuais e coletivos, os arquitetos traduziram as ideias pensadas em conjunto com os clientes na nova flagship. “Durante o sprint, trazemos o cliente para perto da tomada de decisões importantes no conceito que norteou a arquitetura, bem como a jornada do consumidor dentro da loja. Além disso, foi um processo essencial para concatenar os modos de trabalhar do Pistache Ganache com o VAGA Arquitetura, que funcionou muito bem”, comenta André Romitelli, diretor criativo do Atelier Pistache Ganache.

Desde a chegada do visitante na loja até o pagamento e recebimento do produto, todos os detalhes da jornada do cliente foram pensados de acordo com a proposta da marca, alinhados às experiências multissensoriais dos espaços construídos na loja. “Nosso objetivo foi integrar ao máximo a jornada online e offline, sempre com o cliente no centro de tudo. A missão era criar uma experiência imersiva e sensorial que refletisse o espírito da Zissou em cada detalhe da loja”, explica Natalia Fagundes, gerente de marca Zissou.

 

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Um revestimento rosa coral cobre parte das paredes, como se fosse uma membrana, traduzindo o tema do projeto: “Camadas entre o dormir e o viver”. Ele é o responsável por buscar o visitante na calçada – lugar onde “vivemos” – e o conduzir para uma jornada pelo espaço interno da loja – que representa o “dormir” -, conectando o sono e a vida cotidiana. “Um horizonte foi desenhado no espaço através do material da membrana rosa coral e os tratamentos de luz. A linha do horizonte representa o espaço entre o céu e a terra, entre o dormir e o viver. Acima deste horizonte, destaca-se um volume branco que corresponde ao arquétipo da casa, enquanto na parte inferior a membrana cria um espaço fluído e convidativo” comenta Martina Brusius, sócia do Atelier Pistache Ganache.

Essa membrana foi desenvolvida pelos arquitetos em parceria com a equipe de cenografia, e percorre o piso térreo criando texturas e cores que comunicam a maciez e a tecnologia dos produtos da Zissou. As formas onduladas são fruto de um grid projetado em planta, com o objetivo de organizar os espaços e fluxos do ambiente. “A ideia é que esse elemento desperte a curiosidade de quem está passando na calçada, e que a pessoa entre na loja para ter uma experiência única, desenhada para ela junto com a equipe da Zissou”, explica Pedro Domingues, sócio-fundador do VAGA Arquitetura.

 

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Na área interna, o visitante, descalço – prática característica das lojas Zissou – é recebido pelo vendedor e convidado a conhecer os produtos da marca em uma jornada que culmina no quarto Blue, único ambiente recluso do projeto, onde o revestimento principal rosa muda de cor e envolve o visitante em uma experiência imersiva e automatizada, com som, luz e temperatura controladas. “Todo o espaço foi reformulado para que o conceito inicial da loja pudesse ser realizado: criar ambientes específicos para cada produto, de modo que cada um ofereça uma experiência singular”, comenta Pedro Faria, sócio-fundador do VAGA Arquitetura.

Um antigo mezanino de madeira foi desmontado, liberando o pé-direito duplo que recepciona o visitante com uma sensação de descompressão. O horizonte se materializa entre as paredes curvas piso térreo e completa o mezanino, que abriga um ambiente conectado com a área externa para receber eventos da marca. A identidade criada a partir do método sprint desenvolvido pelo VAGA Arquitetura em parceria com o Atelier Pistache Ganache para a nova flagship da Zissou em Pinheiros será aplicada nas novas lojas, conforme o plano de expansão da marca.

 

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Imagens: Carolina Lacaz