#arquitetura #decor #designdeinteriores #arquiteturasustentável #casaemercado #designeperformance #construcaocivil #casascontemporaneas
O impacto dos projetos comerciais na marca e na cultura organizacional
Da imersão no universo da marca à escolha de materiais e soluções sustentáveis, a arquitetura comercial se consolida como ferramenta estratégica para negócios
Projetar um espaço comercial ultrapassa a dimensão do layout, da estética ou das tendências do momento. A arquitetura, quando pensada de forma estratégica, pode ter a função de traduzir a identidade da marca em experiência para quem ocupa e circula pelo espaço.
É essa a visão do escritório Afetto Lab – Laboratório Criativo, que defende como ponto de partida um mergulho profundo no universo do cliente. Antes mesmo de rabiscar uma planta, a equipe busca conhecer a história da empresa, visitar unidades já existentes, conversar com funcionários e mapear o posicionamento digital. “Entender a empresa é peça chave para ser assertivo no projeto”, Vitor Guimarães, arquiteto e sócio da Afetto.

Essa imersão, contudo, exige uma postura de escuta. Ao contrário do que se imagina, o arquiteto não é o protagonista: o cliente é quem carrega o conhecimento sobre seu produto, seu público e suas dores. Ao arquiteto cabe o papel de parceiro estratégico, quase um sócio temporário, que identifica potencialidades e fragilidades e, a partir daí, propõe soluções.

No desenho do layout, peça central em qualquer projeto, o exercício é duplo: atender às solicitações da empresa e, ao mesmo tempo, pensar como usuário final. “Nos enxergamos como possíveis clientes, analisando a experiência de compra e buscando formas de melhorá-la. Um erro de organização espacial pode comprometer o acolhimento e até impactar as vendas”, destaca Giullia Resende, arquiteta e sócia da Afetto.
A mesma lógica se aplica à escolha de materiais e acabamentos. Rapidez de entrega, durabilidade, segurança e custo aparecem como critérios inegociáveis, especialmente porque no setor comercial os prazos são curtos e os recursos precisam ser otimizados.

E a sustentabilidade?
O debate ainda engatinha quando o assunto são projetos comerciais. Mas, aos poucos, pequenas escolhas começam a mostrar força. Reaproveitar móveis, especificar materiais reciclados ou adotar sistemas de baixo consumo já fazem diferença. Mais do que certificados ou slogans, a sustentabilidade nasce da longevidade: um espaço bem planejado não se torna descartável, permanece útil por mais tempo e pode até ganhar novas funções em fases futuras do negócio.

Esse olhar traz a sustentabilidade para perto da vida real. É pensar em ambientes que acompanham a trajetória das empresas e das pessoas, que carregam histórias e não precisam ser substituídos a cada ciclo.
Outro ponto de virada é a automação. Se antes soava como luxo, hoje já é sinônimo de eficiência e economia. Climatização inteligente, iluminação dimerizável, sensores de fachada e até painéis solares tornaram-se recursos cada vez mais acessíveis. No fundo, automação não é apertar um botão a mais, é deixar a tecnologia trabalhar a favor do conforto e da racionalização de custos.
Mesmo com o avanço do home office, a procura por projetos comerciais cresceu. Empresas que recebem clientes presencialmente lideram essa demanda, mas escritórios também buscam ambientes mais acolhedores e inspiradores para seus colaboradores.
E, se existe uma palavra que sintetiza as tendências atuais, ela é autenticidade. Cores, plantas, elementos lúdicos e formas inusitadas passaram a ser bem-vindos. O medo de ousar perdeu espaço para a vontade de criar lugares que traduzam a identidade da marca e gerem conexão com quem está ali.

O Afetto Lab nasceu em 2018 da iniciativa de um grupo de jovens arquitetos dispostos a romper com o convencional. Desde então, o escritório vem se destacando ao projetar espaços que ressoam no emocional das pessoas, traduzindo memórias e sentimentos em arquitetura.
Com um olhar sensível e foco no design afetivo, o Afetto entende que cada projeto é uma história única. Do residencial ao comercial, passando por projetos de mobiliário e visual merchandising, a equipe cria experiências que conectam pessoas a espaços que refletem suas identidades. Em sua trajetória, foi reconhecido com o 2º lugar no concurso internacional promovido pelo Núcleo Casa em Miami, alavancando ainda mais seu trabalho no cenário do design nacional e internacional.
TOP OF MIND CASA E MERCADO 2025
Pesquisa 2025 exclusiva para Casa e Mercado registra as marcas mais lembradas por arquitetos e designers de interiores em todo o País
No último dia 18, São Paulo recebeu a cerimônia da 28ª edição do TOP OF MIND CASA E MERCADO, reunindo executivos, representantes das marcas vencedoras e profissionais da Arquitetura e do Design de Interiores. Construída a partir de pesquisa exclusiva promovida pela Casa e Mercado, a premiação traduz a percepção genuína de arquitetos e designers de interiores, que apontam espontaneamente os fornecedores que marcaram sua prática ao longo do ano.
A noite foi marcada por depoimentos inspiradores das empresas premiadas e pela participação especial das marcas patrocinadoras e apoiadoras, que subiram ao palco para um bate-papo com a editora executiva de Casa e Mercado, Náiade Nunes, enriquecendo a celebração com falas sobre trajetória, inovação e relevância no setor.


A premiação também contou com uma entrevista especial com Rodrigo Marcondes Ferraz, arquiteto e sócio do renomado escritório FGMF, que trouxe ao palco reflexões sensíveis e assertivas sobre os rumos da arquitetura contemporânea. O bate-papo destacou o projeto da Casa Cumaru, que integrará o Anuário Casa e Mercado 2026, suporte oficial do TOP OF MIND CASA E MERCADO.
É importante ressaltar que cada marca vencedora carrega um significado que vai além dos números: reflete consistência, entrega, inovação e presença real no cotidiano dos profissionais. Mais do que uma celebração, o evento consolida-se como um termômetro estratégico do mercado, revelando quais empresas ocupam, de fato, o imaginário e a confiança dos especificadores.

Este ano, foram abrangidas 69 categorias, entre indústria e comércio. Metodologia quantitativa, por meio de abordagem telefônica e questionário estruturado, a pesquisa foi realizada entre agosto e setembro de 2025, pela Yes Pesquisas. Como sempre, o sorteio dos entrevistados foi feito de forma aleatória, contando, como base, com listagem de 2.748 nomes de profissionais especificadores, fornecida por Casa e Mercado.
“Há 28 anos, o TOP OF MIND CASA E MERCADO nasceu como uma premiação relevante ao setor, construída não por votação popular, não por júri técnico, mas pelo olhar profissional de quem projeta, especifica, constrói e transforma espaços todos os dias. Ao premiarmos hoje os fornecedores mais lembrados, celebramos não apenas performance de marca, mas relações consistentes: aquelas que são sustentadas por atendimento qualificado, inovação contínua, suporte técnico, disponibilidade, respeito ao prazo, transparência no processo e, acima de tudo, parceria.”, ressalta Náiade Nunes, Editora Executiva de Casa e Mercado.

Ainda de acordo com Náiade, a premiação é um lembrete da responsabilidade, da potência e da influência que cada empresa premiada exerce sobre a cadeia produtiva, sobre o desenvolvimento urbano e sobre a cultura do habitar no Brasil. Em um mercado cada vez mais competitivo, em que credibilidade e repertório são diferenciais incontornáveis, ser lembrado é, acima de tudo, ser reconhecido pela excelência e residir no repertório de confiança dos profissionais que movimentam o setor.
O evento de premiação do TOP OF MIND CASA E MERCADO contou com o prestígio das marcas Zetaflex, como Patrocinadora Master; Hunter Douglas, Rinnai e UD House, como Patrocinadores; e Breton, Staccato e Siligram, como Apoiadores. Um agradecimento especial à Tidelli, que ambientou o lounge externo e palco da premiação!






Em BREVE, a pesquisa completa exclusiva para o TOP OF MIND CASA E MERCADO integrará o Anuário Casa e Mercado 2026, publicação que traz projetos de renomados profissionais, comprometidos com os temas Sustentabilidade, Tecnologia e Inovação, e estará disponível na íntegra no site da Casa e Mercado, em https://www.casaemercado.com.br/categoria/revista-digital/
MARCAS TOP OF MIND 2025
ANTARES: Loja de Áudio e Vídeo e Marca de Automação e Home Theater
ATLAS SCHINDLER: Marca de Elevador
BLINDEX: Marca de Box e Marca de Vidro em Geral
BONTEMPO: Armários sob Medida para Quartos
BRETON: Loja de Móveis para Salas de Estar e Jantar
BY KAMY: Loja de Tapetes e Loja de Tapetes Orientais
CASTELATTO: Marca de Revestimentos Cimentícios
DAIKIN: Marca de Ar-condicionado
DECA: Marca de Metais e Marca de Louças
DIVINAL: Loja/Distribuidora de Vidros e Espelhos
DURAFLOOR: Marca de Pisos Laminados
EUCAFLOOR: Marca de Pisos Laminados
FLORESTA: Loja de Ferragens
GUARDIAN: Marca de Vidro em Geral e Marca de Espelho
HUNTER DOUGLAS: Marca de Persiana e Marca de Toldo
INDUSPARQUET: Marca de Pisos e Revestimentos de Madeira
LORENZETTI: Marca de Chuveiro Elétrico e Marca de Aquecedor de Água Elétrico
UD HOUSE: Loja Especializada de Eletrodomésticos para Cozinhas/Espaços Gourmet
RINNAI: Marca de Aquecedor de Água a Gás
SANTA MÔNICA: Marca de Carpete
SPICY: Loja de Utensílios para Cozinha
TIDELLI: Loja de Móveis para Áreas Externas
TRAMONTINA: Marca de Pias e Cubas
TRISOFT: Marca de Revestimentos Acústicos e Térmicos
UNIFLEX: Loja de Cortinas e Persianas
VALLVÉ: Loja/Boutique de Banho
ZETAFLEX: Cobertura com Sistema Abre e Fecha
Imagens: Mirelle Farias
Finalistas do 7º Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake AkzoNobel
Projetos selecionados para premiação participarão de exposição na sede do Instituto Tomie Ohtake.
O Instituto Tomie Ohtake e a AkzoNobel divulgam os 13 projetos selecionados nesta 7° edição do Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake AkzoNobel. A seleção foi feita por júri formado pelos arquitetos Diego Mauro, Elisabete França, Fernando Túlio, Juliana Braga e Pedro Varella.
Os projetos participam da exposição na sede do Instituto Tomie Ohtake, de 18 de novembro de 2020 a 07 de fevereiro de 2021 (com possibilidade de alteração de data). Na ocasião de inauguração, serão anunciados os três projetos premiados, que receberão uma viagem internacional destinada a um membro da equipe de arquitetos responsáveis pelo projeto.
Conheça os participantes abaixo! Alguns deles também concorrem ao 3º Prêmio Oscar Niemeyer 2020.
Aeroporto de Florianópolis – Terminal Internacional de Passageiros – Florianópolis, SC
Escritório: Biselli Katchborian Arquitetos Associados
Imagem: Nelson Kon

Academia Escola / Unileão – Juazeiro do Norte, CE
Escritório: Lins Arquitetos Associados
Imagem: Joana França

Capela Ingá Mirim – Itupeva, SP
Escritório: messina | rivas
Imagem: Federico Cairoli

Casa Cavalcante – Cavalcante, GO
Escritório: Bloco Arquitetos
Imagem: Daniel Mangabeira

Edifício Huma Klabin – São Paulo, SP
Escritório: Una Arquitetos
Imagem: Nelson Kon

Edifício Manga / Vila Santa Thereza – Manaus, AM
Escritório: Laurent Troost Architectures
Imagem: Maíra Acayaba

Estação Antártica Comandante Ferraz – Ilha Rei George, Antártica
Escritório: Estúdio 41 Arquitetura
Imagem: Leonardo Finotti

Instalação Arquitetura na Periferia – XII Bienal Internacional de Arquitetura – Belo Horizonte, MG
Endereço: Arquitetura na Periferia
Imagem: Thiago Silva

Museu da Cachaça – Salinas, MG
Autoria: Maria Josefina Vasconcellos Maia
Imagem: Junia Mortimer

Ocupação Conexidade – Rio de Janeiro, RJ
Escritório: Estúdio Chão
Imagem: Diego Padilha

Quiosque e abrigo de canoas – Mangaratiba, RJ
Escritório: Estudio Flume
Imagem: German Nieva

Requalificação da Colina Sagrada do Bonfim – Salvador, BA
Escritório: Sotero Arquitetos
Imagem: Leonardo Finotti

Requalificação urbana e ambiental da Orla Marítima de Ilha Comprida – Ilha Comprida, SP
Escritório: Boldarini Arquitetos Associados
Imagem: Leonardo Finotti

Por Redação
Que haja LUZ!
Para tirar o apartamento da escuridão, as arquitetas desenvolveram um projeto visando o melhor aproveitamento das janelas, que ainda contribuem para a ventilação natural dos ambientes.
Espaços chanfrados e angulares da planta original delimitavam o uso dos ambientes, além de bloquear a incidência de luz e ventilação naturais. A missão do escritório VOA Arquitetura era aproveitar melhor este recurso gratuito, diminuindo a necessidade de usar energia elétrica durante o dia. A solução foi remover as paredes de vedação e deixar apenas as estruturais, integrando a área social e criando novos usos aos cantos antes obsoletos.
O volume destacado com tijolos aparentes é um exemplo de espaço inativo, que se tornou um aconchegante canto de leitura ou café, com a inclusão da bancada voltada para a área externa. Com a emoção das paredes possíveis, surgiu uma grande sala de estar, integrada à sala de jantar e cozinha, permitindo a entrada da luz solar com mais intensidade. A ventilação cruzada foi outro benefício ganho com a intervenção arquitetônica nas áreas sociais.
“Os espaços que habitamos possui um papel integral nas nossas vidas, por isso é importante que o design seja pensado de maneira a estimular nossas expressões, o descanso e nossas relações. Trazemos para cada projeto uma identidade única que mescla os valores do escritório às características do cliente.” – Voa Arquitetura

Com uma planta oblíqua e limitada em sua maior parte por pilares, a integração completa não era possível. A solução adotada pelas arquitetas foi transformar esses cantos em pequenos espaços uteis para o dia-a-dia. O projeto não segue um estilo definido, mas um conceito de manter os ambientes claros e leves, por isso a predominância de tons de madeira natural e materiais em sua forma bruta, como os tijolos e o cimento queimado do piso.
“A relação entre claro e escuro transformou a casa em um espaço plural, onde elementos de alguns estilos se encontram em harmonia. A simetria e linearidade da marcenaria desenvolvida por nós tem papel crucial na relação entre os ambientes e acabamentos.”- Beatriz Barbieri, arquiteta.


A amplitude possibilita o equilíbrio entre a bancada de 7 m, em madeira ebanizada, e a estante branca que vai de encontro à peça. O layout foi desenvolvido para aproveitar ao máximo as janelas do apartamento, que só seria possível com a demolição de algumas paredes. Depois de integrada, a área social ficou mais ampla, iluminada e ventilada
“Ao abrir as janelas da cozinha e da sala, o ar circula livremente, o que torna raro o uso do ar-condicionado”, diz a arquiteta Julia Zarouk.

Os pilares estruturais foram aproveitados para dar suporte às prateleiras, uma alternativa prática para substituir ao armários aéreos com leveza.
Como se a planta em formato irregular não fosse o bastante, as paredes também limitavam o potencial de uso do imóvel de 210 m². A reforma agregou aspectos sustentáveis que refletem no modo de vida da família e trouxe amplitude.

Por Redação
Imagens: Rafael Renzo