Atemporal e Integrado

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Apartamento em São Paulo recebe toque distinto e configura expressão autêntica da identidade da cliente.

 

O mais recente projeto de design de interiores do escritório BZP Arquitetura para um espaçoso apartamento de 311m² em São Paulo revela uma proposta contemporânea e atemporal. A moradora, uma jovem que valoriza a convivência com familiares e amigos, buscou uma atmosfera integrada e acolhedora, desafiando a equipe liderada pela arquiteta Bia Prado a criar espaços que atendessem às suas necessidades específicas.

A solução para o desafio de integração veio por meio de uma marcenaria personalizada, proporcionando ambientes fluidos e funcionais. A estante no estar, além de abrigar a TV, tornou-se um elo entre o hobby da leitura da moradora e a área do jantar. A varanda foi integrada ao living, expandindo o espaço e dando origem a um lounge descontraído. Elementos como madeira e tons neutros, escolhidos cuidadosamente como base, ganharam vida com pontos de cor estrategicamente distribuídos, como poltronas, tapetes e plantas.

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A decoração contemporânea e atemporal é uma característica marcante, onde tons neutros predominam, complementados por pontos estratégicos de cor nos detalhes. Essa abordagem confere ao ambiente uma estética moderna e atemporal, alinhada ao estilo único da moradora.

O mobiliário exclusivo, como a poltrona da Firma Casa e as “Circle Chair” da Desmobilia, contribui para a personalidade única do ambiente. A iluminação da Lumini destaca-se, adicionando uma camada elegante e sofisticada à atmosfera do espaço.

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Ambientes específicos recebem destaques cuidadosos, como a suíte e a área gourmet, que mantêm a materialidade e sobriedade do projeto, garantindo uma coerência estética em todo o apartamento. Os toques pessoais da moradora, como um quadro do Vietnã, e obras de arte pessoais, adicionam um caráter exclusivo à decoração, tornando cada elemento do projeto uma expressão autêntica da identidade da cliente.

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Imagens: Thiago Travesso

Além da superfície: o que considerar na hora de selecionar revestimentos para piscinas

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Como a fusão de estética e engenharia na escolha de revestimentos define segurança, durabilidade e beleza em projetos aquáticos.

 

Selecionar o revestimento ideal para piscinas é um processo que demanda olhar técnico e crítico sobre as propriedades específicas dos materiais. Esse processo, meticuloso, desvenda um universo onde cada detalhe não é aleatório, mas sim um componente crucial que define tanto a durabilidade quanto a harmonia visual do projeto.

Na seleção criteriosa do revestimento ideal, profissionais são desafiados por um leque de materiais que exigem discernimento técnico para avaliar compatibilidade estrutural, funcionalidade e sustentabilidade a longo prazo, assegurando que o produto final não apenas corresponda, mas exceda os padrões contemporâneos de excelência em design.

 

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Projeto da arquiteta Mariana Paula Souza, de Curitiba/PR.

 

Escolher atentamente revestimentos para piscinas revela como uma seleção cuidadosa pode transformar um simples projeto em um oásis de beleza e funcionalidade. No entanto, nesse desafio, é preciso atentar não apenas à estética; é essencial considerar aspectos técnicos. Pensando nisso, mapeamos os cinco principais desafios ao selecionar os revestimentos de piscina e sugerimos algumas soluções práticas para garantir que sua escolha seja assertiva, tanto na funcionalidade quanto na estética:

Resistência química e durabilidade: um dos principais desafios é encontrar um revestimento que resista à exposição constante a produtos químicos, como o cloro, sem perder a cor ou a integridade. Deve-se considerar a baixa absorção de água do revestimento, idealmente até 6%, para prevenir manchas e descolamento de peças a longo prazo.

Segurança antiderrapante: essa é uma prioridade inegociável. Os materiais antideslizantes são fundamentais, especialmente em zonas de tráfego e repouso, como degraus e prainhas. Com um coeficiente de atrito que atenda às normas de segurança, esses revestimentos minimizam os riscos de acidentes, enquanto as cantoneiras de segurança são uma exigência normativa para piscinas de uso coletivo, protegendo contra impactos e melhorando a orientação espacial dos usuários através da demarcação visual dos limites dos degraus.

Acomodação térmica: o revestimento deve acomodar a expansão e contração térmica sem rachaduras ou distorções, o que pode ser um problema em climas com variações de temperatura significativas.

Compatibilidade estética: a vasta gama de opções de revestimentos disponíveis no mercado pode tornar a escolha desafiadora. Nesse processo, é fundamental realizar um estudo prévio do ambiente onde a piscina será instalada e considerar fatores como exposição ao sol, vegetação ao redor, clima local e o uso pretendido da piscina. Com base nesse estudo, deve-se especificar um revestimento cerâmico que atenda às condições locais e harmonize com o design paisagístico. Por exemplo, em áreas com alta incidência de luz solar, revestimentos com acabamento mate podem ser mais adequados para minimizar reflexos e absorção de calor. Trabalhar com um designer ou utilizar softwares de visualização para simular o resultado pode auxiliar na escolha de revestimentos que complementam o ambiente e satisfazem as preferências visuais dos clientes.

Instalação e manutenção: a dificuldade de instalação e a necessidade de manutenção contínua são considerações práticas que podem afetar a escolha do revestimento. Contratar mão de obra especializada para instalação e aderir a um cronograma de manutenção preventiva para garantir a longevidade do revestimento.

 

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Projeto de A.S. Ritter Arquitetura, de Novo Hamburgo/RS.

A atenção à manutenção da água é crucial para assegurar a durabilidade e a estética do acabamento. O controle rigoroso do pH da água é um dos aspectos centrais dessa manutenção, sendo essencial mantê-lo em um intervalo ideal que, segundo as diretrizes para piscinas residenciais e públicas, encontra-se entre 7,2 e 7,8. Este equilíbrio ácido-básico é decisivo para prevenir a formação de manchas e a degradação dos materiais de revestimento.

Um pH adequado assegura que a água permaneça em um estado ligeiramente alcalino, condição que contribui para a proteção contra corrosão e acumulação de minerais, bem como para a eficácia dos produtos de tratamento sanitário. Além disso, um pH balanceado é mais confortável aos olhos e à pele dos usuários, e impede o ambiente aquático de se tornar um terreno propício para o desenvolvimento de algas e bactérias.

A conformidade com as normas técnicas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) NBR é essencial para garantir a qualidade e segurança do revestimento. Essas normas estabelecem critérios rigorosos para a seleção, aplicação e manutenção de revestimentos em piscinas, contribuindo para a durabilidade e a estética do projeto.

ABNT NBR ISSO 13006: classifica as placas cerâmicas por método de fabricação e grupo de absorção, um dos pontos fundamentais para a especificação de produtos para áreas externas e piscinas.

– Método B – placas prensadas a seco;

– IIa – Absorção entre 3,0% e 6,0%.

– Anexo J.

A paleta cromática de piscinas contemporâneas privilegia a conexão com o ambiente natural, evidenciada pela preferência por tonalidades que fazem alusão à textura das pedras naturais. Neste contexto, destacam-se as nuances de verde, que remetem à autenticidade das pedras e ao frescor das águas límpidas.

A ascensão contínua dos tons naturais, prevista para se firmar como uma tendência preponderante na arquitetura de 2024, dialoga com uma busca instintiva por espaços que refletem e integram a essência do mundo natural. A sensação de proximidade com a natureza, proporcionada por essas cores, responde não apenas a uma estética desejada, mas também ao impulso humano de se reconectar com o ambiente natural, promovendo bem-estar e equilíbrio sensorial.

 

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Projeto da arquiteta Clara Gurgel, de Tatuí/SP.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte e Imagens: Strufaldi

Em direção ao mar

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Construção industrial, rápida e eficiente garante intensa integração com a natureza e com a paisagem que a cerca.

 

Elaborada pelo escritório Nitsche Arquitetos, a casa em Toque-Toque foi projetada para ser um espaço simples, flexível, de rápida construção, totalmente integrado com a paisagem para servir como casa de praia. O lote é localizado em uma encosta bastante íngreme coberta por vegetação densa de mata atlântica, para tanto a implantação da casa se deu transversalmente ao declive do terreno, projetando a casa em direção ao mar e colocando a casa na altura da copa das árvores.

 

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Para lidar com a topografia acidentada, optou-se por criar um embasamento de concreto conectando a entrada do lote à área da piscina. No embasamento foi criada, ainda, um pequeno terraço na cota abaixo da casa. Por cima do embasamento a casa foi construída utilizando estrutura de madeira laminada. São sete pórticos estruturais criando um total de 6 módulos para abrigar três suítes, lavanderia, lavado e a sala com cozinha integrada. A cobertura da casa é resolvida utilizando telhas termoacústicas com generosos beirais circundando toda a construção.

 

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O terreno possui uma vista panorâmica de onde é possível ver o oceano atlântico, a Ilha de ToqueToque e a praia de Toque-Toque Grande. Por isso, a parte social da casa, como cozinha e sala estão viradas para a piscina com vista para o mar e os dormitórios estão virados para o lado oposto, com vista para a praia. Dessa maneira preserva-se a privacidade dos quartos e aproveita-se por completo toda a vista panorâmica.

 

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A circulação da casa é toda externa sendo abrigada pelos beirais de 1,20m. Todos os dormitórios e a lavanderia abrem para o exterior, criando ambientes independentes com maior iluminação e ventilação, garantindo maior flexibilidade de uso e mantendo a construção mais compacta e simplificada. Uma arquitetura de construção industrial, rápida e eficiente que, pela sua implantação no lote, garante intensa integração com a natureza e com a paisagem que a cerca.

 

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Imagens: Pedro Mascaro e André Scarpa

 

Habitações Cibernéticas

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Casa inteligente, vantagens e desvantagens da automatização, perspectivas e impactos da eficiência energética.

 

Em 1898, Nikola Tesla criou o primeiro controle remoto. Em seus meios de experimentos utilizou ondas de rádio para controlar um barquinho de brinquedo, e a partir daí deu origem a uma tecnologia que vem sendo explorada até o momento atual. Por volta dos anos de 1900 surgiram os primeiros itens tecnológicos domésticos, trazendo os cruciais debates sobre os sistemas elétricos para automatização residencial. Porém, somente no ano de 2010 que realmente essa possibilidade alcançou uma potência maior. De acordo com os dados do Instituto Americano de Pesquisas (ABI), em 2012 existiam 1,5 milhões de sistemas autônomos de residências instalados nos Estados Unidos. 

No Brasil por volta do ano de 2017, as casas inteligentes não passavam de apenas 2% das residências do país, segundo a Associação Brasileira de Automação Residencial e Predial (Aureside). Mas, foi somente com a expansão da tecnologia que a busca por coisas práticas que facilitem o dia a dia se tornou imprescindível. “Talvez a função mais relevante da tecnologia seja realmente facilitar a vida das pessoas e a IA já está fazendo parte de nosso dia a dia. A cozinha inteligente está entre os principais sonhos de consumo das pessoas e os fabricantes estão investindo em novas tecnologias e inovações para atender essas necessidades e desejos”, diz Milena Oriani, gerente de marketing da UD House. 

Na atualidade, não apenas residências de alto padrão conseguem aderir ao sistema de automação residencial, visto que com o avanço da tecnologia estão surgindo novos fabricantes e várias criações de novos sistemas acessíveis e mais viáveis para residências menores. Essas “casas do futuro”, ou melhor, “smart home”, prometem usar a tecnologia em prol de mais eficiência, acessibilidade e sustentabilidade, dispondo de uma variedade de sistemas, dispositivos e sensores que podem ser utilizados e controlados remotamente através de uma rede de comunicação. Nelas encontram-se três graus de automatização residencial: os “sistemas complexos”, que atuam de forma personalizada de acordo com o perfil do usuário, os “sistemas autônomos”, que já atuam de forma independente, não havendo a interligação entre os dispositivos e os “sistemas integrados”, os quais são integrados a um controlador central. 

A ideia da casa inteligente não é apenas para administrar tarefas através de robôs. Seu conceito é ser um imóvel que possui em sua composição incontáveis dispositivos ligados e gerenciados pela internet. Alguns exemplos são: televisores, lâmpadas, geladeiras, fogões, máquinas de lavar, cortinas, chuveiros, dentre tantos outros. Todos esses aparelhos vão se comunicando entre si e gerando uma integração que leva maior segurança e agilidade no cotidiano. 

Segundo uma pesquisa do Instituto Gesellschaft für Konsumforschung, presentemente Growth from Knowledge (GFK), mostrou-se que 57% da população pressupõe que as casas inteligentes vão ganhar um espaço maior. Foi perguntado também sobre os tipos de tecnologias que mais chamam a atenção e 80% selecionaram segurança e monitoramento de residências; 78% apontaram os sistemas para controle de energia e iluminação, empatados com ferramentas para entretenimento e conectividade; e 71% selecionaram os recursos com foco em saúde. Os projetos que previamente elaboram soluções atenciosos ao consumo elétrico proporcionam uma redução de 10% a 30% no gasto de energia. Em uma “smart home”, é possível, por exemplo, instalar um sistema de irrigação smart, que proporciona acabar com o desperdício de água na hora de irrigar jardins e gramados. 

Muitos produtos estão sendo desenvolvidos com foco em altíssimo desempenho. No território brasileiro já é encontrada a tecnologia “Jatos Poderosos”, presentes em máquinas de lavar, que reduz o consumo de água consideravelmente. “Em 10 anos, tempo médio de vida útil do produto, haverá uma redução de aproximadamente 30 bilhões de litros com essas máquinas. E outras tecnologias ainda vão permitir utilizar a água do pós lavagem para outros fins, como por exemplo lavar o chão. As lava-louças também proporcionam até 92% de economia de água quando comparada a lavagem manual. É possível consumir apenas 9,5L por ciclo de lavagem. Já os refrigeradores possibilitam a economia de energia com a tecnologia Inverter que mantém a temperatura mais estável, garantindo condições ideais para preservar alimentos e economia de até 47% de energia”, expõe Ana Peretti, vice-presidente de marketing do Electrolux Group América Latina.

A verificação se o aparelho elétrico possui o selo do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), indica o consumo eficiente de energia. São inúmeras vantagens de se adquirir um aparelho certificado. Um exemplo disso é quando se adquire um refrigerador com o selo de classificação nível A que é, em média, 60% mais eficiente que um modelo de 10 anos atrás. Desde a criação do Procel, cerca de R$9 bilhões deixaram de impactar na conta de energia dos brasileiros, o equivalente a 40 meses de operação máxima e ininterrupta de Angra I, usina de energia nuclear localizada em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

Joyce Nardin, representante das marca Lofra, Tecno, entre outras, fala sobre a certificação RoHS, diretiva europeia. “Ela garante a não utilização de materiais perigosos na fabricação, como o chumbo, mercúrio, cádmio, certos tipos de cromo e bifenil. Uma elevada eficiência energética nas residências é proporcionada por nossas linhas de refrigeradores, adegas, freezers, frigobares e cervejeiras que oferecem a classificação A do Inmetro no consumo de energia”, comenta. 

 

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A automação possibilita um consumo de energia mais racional, evitando desperdícios, com com sensores de presença capazes de controlar a iluminação e aparelhos eletrônicos que podem ser programados para serem desligados num horário pré-estabelecido ou após atingir um limite de consumo pré-determinado, sob o total controle dos seus usuários e de acordo com os seus hábitos e gostos.

 

Entretanto, é preciso haver um alerta: um pequeno número de dispositivos domésticos da era da internet das coisas podem possuir uma desvantagem quando vendidos sem que um nível adequado de camadas de seguranças tenha sido projetado corretamente para o dispositivo. Câmeras de segurança e babás eletrônicas podem ser hackeadas, por exemplo. Se isso acontecer, criminosos poderão saber de tudo o que ocorre dentro da residência e qualquer vulnerabilidade pode acabar comprometendo as informações privadas, como e-mails, contas bancárias e contas em redes sociais. 

É preciso também estar atendo às regras. Nos projetos de smart homes, de acordo com o órgão da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), existe uma série de normas que devem ser seguidas por designers e arquitetos, como por exemplo na hora de optar onde serão instalados os pontos de tomadas. Todos os aparelhos e máquinas necessitam de manutenção e, para instalar, colocar e tirar, precisa-se deixar uma folga entre a máquina e o teto para conseguir fazer esses movimentos. Por essas razões, quanto maior a especificação, menor a quantidade de problemas que os profissionais poderão encontrar. 

Além disso, dentre algumas mudanças previstas para o futuro, uma delas será o uso da tecnologia para fazer as casas se tornarem cada vez mais eco-friendly, ou seja, projetadas de forma mais ecológicas para não prejudicarem o meio ambiente. No presente, essa adaptação pode ter um custo alto, mas nos projetos futuros serão cada vez mais comuns, como o uso de painéis solares. As casas se tornarão muito mais personalizáveis, criadas por “partes” e pensadas a partir do seu impacto ambiental. “Não é exatamente Lego, mas é o mesmo princípio”, comenta Keith Waller, diretor do programa Construction Innovation Hub, apoiado pelo governo do Reino Unido.

Muitas empresas também já trabalham pensando no recolhimento dos eletroeletrônicos e eletrodomésticos proporcionando um destino certo para que o produto possa ser reutilizado e reciclado. Como é o caso do Electrolux Group que tem o projeto de logística sustentável para entrega de produtos com um modelo inédito de caminhão, movido a energia solar, que não emite gases poluentes, como o CO2. “A expectativa é realizar pelo menos 450 entregas mensais, e isso representará uma redução de 18,75 toneladas de CO2 anuais. Também utilizamos bicicletas, para entregar produtos de menor porte. Quase 150 entregas mensais são feitas com as bicicletas. Essas entregas reduziram em mais de 100kg as emissões de CO2” menciona Ana Peretti. 

Na Europa e nos EUA a mais nova geração de eletrodomésticos traz soluções de vanguarda para redução no consumo de energia e de água, mais praticidade e facilidade de uso com controles intuitivos e remotos, design único integrando todos os eletrodomésticos da cozinha, personalização estética de detalhes como os puxadores e manípulos e um novo padrão de design vintage que já se consolidou no segmento premium. “É uma tendência que irá se fortalecer nos próximos anos”, alerta Milena Oriani. 

O legado deixado pelo pernambucano Francisco Brennand

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Cerâmica Brennand segue ativa, produzindo peças com base nas técnicas e na iconografia do artista.

 

A tradição cerâmica no Brasil remonta aos povos originários, que modelavam o barro para criar objetos utilitários: jarros, panelas e potes para armazenar água e comida. Como revestimento, o material passou a ser muito usado no período da colonização, com peças de tamanhos variados, sendo trazidas de Portugal. Na arte, os painéis cerâmicos pintados decoravam igrejas, palacetes e casas. Ao longo da história, cada vez mais artistas foram se dedicando a modelagem da argila, criando, ora esculturas, ora objetos decorativos, de diferentes formatos e estilos. O maior expoente dessa área foi, sem dúvida, o escultor pernambucano Francisco Brennand (1927-2019), que era também pintor, ilustrador, gravador e desenhista.

 

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O primeiro contato de Brennand com a cerâmica se deu na Cerâmica São João da Várzea, em Recife, fundada por seu pai, em 1917. Anos depois, em 1971, a fábrica de telhas e tijolos, desativada desde a década de 1940, virou seu espaço de pesquisa e prática artística.

 

Além das obras autorais criadas no ateliê, o pernambucano fazia questão de passar seu conhecimento a oleiros e decoradores, dedicados a fabricar ladrilhos cerâmicos e utilitários. São esses experientes artesãos, que desde a morte do mestre, aos 92 anos, mantêm ativa a Cerâmica Brennand, produzindo peças com base nas técnicas e na iconografia do artista. Uma pequena mostra do que vem sendo feito ali foi apresentada, no final de agosto, na feira Rotas Brasileiras, organizada pela SP-Arte, na capital paulista. Vasos, garrafas, fruteiras, pratos, xícaras e travessas, além de esculturas de edições limitadas, formam o importante portfólio deixado pelo pernambucano. Seu legado se perpetua pelas mãos de sua equipe, que não só enaltece a obra do mestre, como também propicia renda para a instituição, visitada o ano todo por brasileiros e estrangeiros, na cidade de Recife. Certamente um lugar no Brasil que merece ser visitado.

 

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Batizado de Oficina Francisco Brennand, o lugar reúne até hoje instalações fabris, fornos cerâmicos e centenas de obras do premiado artista, em seu majestoso conjunto arquitetônico de grande interesse cultural, tendo sido transformado em museu, em 2019, ano de sua morte.

 

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Por Regina Galvão
Imagens: Divulgação

Fotógrafo e ambientalista Mário Barila usa arte fotográfica para financiar ações socioambientais

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Projeto Água Vida contará com novo acervo de fotos da Amazônia, que será comercializado para apoiar as iniciativas das Ongs, entidades ambientais, comunidades e instituições. 

 

Para o fotógrafo e ambientalista Mário Barila, a fotografia é uma poderosa ferramenta em prol das causas socioambientais. É através de sua câmera que ele registra fotos impressionantes da natureza ameaçada pelo homem, espécies em extinção, a realidade das comunidades locais, assim como a luta pela preservação da vida e do planeta. Todas as fotos produzidas são comercializadas para levantar recursos destinados às ações das Ongs, entidades ambientais e instituições de ensino e pesquisa.

Economista de profissão, Mário Barila começou a se dedicar à fotografia, sua paixão desde a adolescência, ao se aposentar. Se especializou na arte da fotografia com o renomado fotógrafo Araquém Alcântara, famoso por retratar a fauna e flora brasileira. Sensibilizado com pessoas em situação de extrema pobreza e as questões ambientais encontradas em suas viagens pelo Brasil e exterior, Barila resolveu usar a arte da fotografia para apoiar as causas ecológicas e sociais.

Há 14 anos, Barila, por meio do seu Projeto Água Vida, vem apoiando ações relevantes com os recursos arrecadados com a venda das fotografias e doações de parceiros. O Projeto Água Vida já financiou e participou de uma série de ações, como reflorestamento das áreas desmatadas Mariana e Brumadinho (MG), região amazônica do Pará, Fernando de Noronha, Ilha do Mel e Niterói (RJ) e, mais recentemente, na Área de Proteção Ambiental do Sauim-de-Coleira, em Manaus (AM).

 

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Na segunda quinzena de novembro Mário Barila participou de atividade de preservação ambiental contra a extinção de sauim-de-coleira, em Manaus (AM), e aproveitou para produzir novas imagens que serão comercializadas para financiar próximas ações de defesa ambiental do Projeto Água Vida.

O novo acervo contará com imagens que retratam a graça e a beleza de sauim-de-coleiras, que passou a figurar na lista dos 25 primatas mais ameaçados de extinção, de acordo com a Sociedade Internacional de Primatologia. “Dessa vez, vi menos espécies andando pela reserva do que no ano passado, mas em uma das aparições consegui fazer fotos deste animal, que é um importante propagador de semente na floresta”, afirma o fotógrafo.

Sob olhar de ambientalista, Barila retrata a iniciativa coordenada pelo biólogo e pesquisador Marcelo Gordo, da Universidade Federal da Amazônia (UFAM), que mobilizou a sociedade para reflorestar o igarapé “Goiabinha”, situado na Área de Proteção Ambiental do Sauim-de-Coleira. Além de angariar recursos em prol das ações de preservação de Sauim com as vendas das fotos, Mário Barila se prepara para somar força às outras ações de preservação na Amazônia, que ainda serão definidas. Outra iniciativa será voltada para levantar recursos para o Instituto Arara Azul, no Pantanal.

 

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Imagens: Mário Barila

We Are Water Foundation no Brasil

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A iniciativa global do Grupo Roca, que visa ampliar as condições em locais com acesso deficitário à água potável e saneamento básico, instala sua filial no país para dar apoio aos projetos em todo território nacional.

 

O problema para a obtenção da água e ao saneamento é um dos mais sérios desafios que a humanidade enfrenta. Segundo dados da ONU, 3,5 bilhões de pessoas vivem sem instalações sanitárias seguras, 2,2 bilhões sem água potável e um quarto da população mundial não dispõe de instalações básicas, dentro de casa, nem para lavar as mãos com água e sabão. “O acesso à água para atividades essenciais como beber, cozinhar os alimentos, higiene e saneamento básico é crucial para garantir a dignidade das pessoas“, afirmou Luiz Cláudio Pinto, Diretor da We Are Water Foundation no Brasil, uma organização sem fins lucrativos criada pelo Grupo Roca, líder global na produção de louças e metais sanitários.

Desde a sua instituição, em 2010, a defesa pelo fornecimento de água e saneamento tornou-se um compromisso natural para a We Are Water Foundation não apenas por estar intrinsecamente ligada à identidade da empresa, sendo o elemento central que fundamenta e justifica a utilização de seus produtos, mas também devido ao seu impacto abrangente na existência humana. “Ao reconhecermos a natureza única e limitada da água como um bem vital para a vida, fundamental para o funcionamento de nossos produtos e para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, o Grupo Roca criou a We Are Water Foundation com a missão de ajudar em um problema que lamentavelmente afeta a população de muitos países“, reflete Luiz Cláudio.

O impacto desse esforço é especialmente significativo quando consideramos que a mudança de comportamento é um movimento interno que ecoa externamente, sensibilizando não apenas uma pessoa, mas também o mundo ao seu redor. No âmbito de todos os esforços, a educação não pode ser negligenciada, pois quando todos compreendem a magnitude de preservar as conquistas para desfrutar do uso sustentável da água a longo prazo, a repercussão é positiva e duradoura ” – Luiz Cláudio Pinto, Diretor da We Are Water Foundation no Brasil.

 

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Evento promovido pela We Are Water Foundation e a ONG World Vision no Brasil, com a presença de Luana Pretto, CEO do Instituto Trata Brasil, Thiago Crucciti, diretor da Visão Mundial no Brasil e Rubens Filho, gerente do ODs 6 do Pacto Global da Onu, mediado por Marina Filippe | Foto: FD Fotografia.

 

Após experiências bem-sucedidas de 96 projetos em 38 países, beneficiando mais de 3,7 milhões de pessoas afetadas pela escassez de água e saneamento, o Grupo Roca decidiu estabelecer uma sede da We Are Water Foundation no Brasil. O objetivo é contribuir ativamente para atividades que melhorem as condições de vida dos brasileiros que enfrentam situações insalubres devido ao abastecimento limitado ou inexistente à água. Em um recente encontro em São Paulo, promovido em parceria com a World Vision no Brasil, membros do Pacto Global da ONU no Brasil e do Instituto Trata Brasil participaram de um debate enriquecedor sobre a problemática do recurso hídrico dentro do território nacional. Os dados compartilhados destacam números alarmantes em relação à desigualdade na distribuição e consumo de água em nosso país. Das mais de 33 milhões de pessoas que não têm acesso à água no país, as regiões Norte e Nordeste emergem como as mais afetadas pela escassez de água, com mais de 64% deste total.

Entretanto, as adversidades enfrentadas no Brasil acerca desse tema estão em todas as regiões. Vale ressaltar que somente na cidade de São Paulo, um estudo recente apresentado pelo Trata Brasil revelou que 42 mil pessoas não contam com banheiros em suas residências. Além da desigualdade regional, Luiz Cláudio destaca que a falta de banheiros acarreta um impacto significativamente maior nas mulheres, corroborando também com a desequilíbrio de gênero.

“Nossa fundação tem atuação global, com programas de sucesso nas regiões mais afetadas do planeta, para levar água e saneamento às populações mais vulneráveis que ainda carecem de banheiros seguros”, reforça o diretor da filial brasileira. Para tanto, a We Are Water Foundation colabora com organizações de referência como a Unicef, World Vision e Oxfam com o propósito de unir esforços para a implementação de projetos, de todos os tipos, destinados a aliviar os efeitos negativos da falta de recursos hídricos adequados.

Ao longo de mais de uma década, a Fundação desempenhou um papel crucial na construção de cisternas, banheiros, lavatórios e outras infraestruturas essenciais, além de distribuir kits de higiene pessoal e dispositivos de esterilização de água. “Por meio de nossos aportes, o fornecimento de provisões é direcionado conforme as necessidades identificadas em cada situação diagnosticada. Ou seja, os trabalhos são talhados de acordo com o desafio específico da população que necessita do apoio“, esclarece Luiz Cláudio.

 

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Projeto empreendido pela We Are Water Foundation, em parceria com a UNICEF, em 8 comunidades de Povos Tradicionais no município de Caucaia, Ceará. No total, 2.045 alunos foram beneficiados através de ações que fomentaram a conscientização e a instalação de estações para lavar as mãos| Fotos: Divulgação We Are Water Foundation.

 

“Paralelamente, também apostamos na força da educação, direcionando investimentos para uma vigorosa campanha de conscientização e sensibilização através do conhecimento. Acreditamos que uma nova cultura sobre a água é essencial para o desenvolvimento justo e a gestão sustentável dos recursos hídricos no mundo“, reitera o diretor da We Are Water Foundation no Brasil. Isso se materializa por meio de toda a comunicação da Fundação, a distribuição de cartilhas, materiais informativos e conteúdos nos campos audiovisuais. Inclui também a participação em eventos esportivos que se relacionam ao tema, como a corrida 6K, promovida em conjunto com a World Vision – essa distância representa a distância média que mulheres em regiões de escassez de água percorrem para buscar água nas fontes e abastecer suas famílias. Também se evidenciam a realização do festival de curtas We Art Water, já em sua 6ª edição, e o programa “Acquanautas, os defensores da água” voltado à educação do público infantil.

No Brasil, a atuação seguirá a mesma trilha de sucesso que norteia, em esfera global, as tratativas da We Are Water. Por meio das parcerias que já foram estabelecidas, mesmo antes da instalação formal do escritório local, o braço nacional da fundação já se aprofunda no conhecimento da realidade do país com vistas a estender sua participação em programas que beneficiarão todas as regiões.

Nesse histórico, a Fundação empenhou-se em cooperar em iniciativas em prol de soluções voltadas para a ausência de serviços de esgoto e sistemas de água potável. Já em 2011, um ano após a sua criação em nível global, a colaboração com a Oxfam permitiu a melhoria da qualidade da água consumida pelas famílias ribeirinhas em diversos municípios na região do Baixo Tocantins, no Norte do país. Para tanto, o trabalho pautou-se na construção de sanitários e a difusão de tecnologias simples de esterilização, reduzindo assim a incidência de doenças causadas por coliformes.

 

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Projeto empreendido pela We Are Water Foundation, em parceria com a UNICEF, em 8 comunidades de Povos Tradicionais no município de Caucaia, Ceará. No total, 2.045 alunos foram beneficiados através de ações que fomentaram a conscientização e a instalação de estações para lavar as mãos| Fotos: Divulgação We Are Water Foundation.

 

Recentemente, em parceria com a World Vision, concentrou seus esforços novamente na fronteira Norte, mais precisamente na cidade de Boa Vista (Roraima), através do Projeto Wah. Nessa resolução, foram implementados equipamentos para lavagem das mãos, visando disseminar a educação em higiene nos assentamentos onde refugiados venezuelanos estavam concentrados durante o auge da pandemia de Covid-19.

No presente ano, em colaboração da We Are Water com a UNICEF, a atuação em 10 escolas instaladas em 8 comunidades indígenas e quilombolas na cidade de Caucaia (CE), dedicou-se a garantir condições aprimoradas de acesso à água para a higiene dos alunos, beneficiando mais de 2 mil crianças e adolescentes. A operação também desenvolveu um programa educacional envolvente, incluindo a distribuição de cartilhas e kits voltados a promover a dignidade menstrual, que é um dos ganhos obtidos por meio do uso de banheiros seguros.

 

Jardim Filtrante: o que é e como funciona?

O sistema usa plantas aquáticas nativas para filtrar poluentes Foto Giselle Cahú ARIES CITinova Easy Resize com

Jardins Filtrantes unem tratamento da água com restauração natural do ecossistema.

 

Um estudo recente da Nature alerta que a poluição das águas poderá causar uma crise de abastecimento hídrico até o final do século 21. A qualidade da água será, especialmente, pior em parte da América do Sul, da África subsaariana e do sudeste da Ásia – regiões já vulneráveis. Reverter esse cenário exigirá que autoridades governamentais priorizem o desenvolvimento sustentável. Neste sentido, soluções baseadas na natureza, como é o caso dos jardins filtrantes, podem tornar-se cada vez mais comuns.

O jardim filtrante é uma abordagem que combina a eficácia do tratamento dos efluentes com a restauração natural do ecossistema aquático de rios. A tecnologia oferece uma solução “dois em um”: a poluição do esgoto e a contaminação das águas pluviais.

Um bom exemplo de aplicação de jardim filtrante ocorreu em Niterói, no Rio de Janeiro, com a criação do Parque Orla Piratininga Alfredo Sirkis. Buscando melhorar a qualidade da água da Lagoa de Piratininga, foram inseridas plantas que ajudam a limpar a água para filtrar as impurezas da águas pluviais e das três principais bacias hidrográficas que desaguam no local: Bacia do Rio Cafubá, Bacia do Rio Arrozal e Bacia do Rio Jacaré.

 

Jardim Filtrante no Parque Orla de Piratininga Niterói (RJ) Foto Arquivo Phytorestore Easy Resize com
Jardim Filtrante no Parque Orla de Piratininga. Foto: Arquivo Phytorestore.

 

Mais recentemente, o sistema de jardim filtrante foi aplicado na foz do Riacho do Cavouco, um afluente do rio Capibaribe em Recife, Pernambuco. No projeto, o tratamento 100% natural ocupa uma área de 7 mil m².

 

Jardim Filtrante no Riacho do Cavouco Recife (PE) Foto Arquivo Phytorestore Easy Resize com
Jardim Filtrante no Riacho do Cavouco. Foto: Arquivo Phytorestore.

 

Ambos projetos foram realizados pela empresa Phytorestore, a mesma que atuou na despoluição do rio Sena, em Paris, e há anos implanta projetos também no Brasil. O jardim filtrante já foi inserido, por exemplo, no Centro de Pesquisa e Inovação da L’Oréal, no Rio de Janeiro, e no complexo industrial da Natura – o Ecoparque, no Pará. 

Os jardins filtrantes são tecnologias baseadas na natureza para tratamento de águas efluentes e lodos. Em tal sistema, a vegetação substitui o uso de agentes químicos artificiais, mantendo o ecossistema equilibrado sem prejudicar os biomas aquáticos e as diversas formas de vida presentes ali.

A empresa Phytorestore Brasil explica que o jardim filtrante utiliza um sistema de fitorremediação, uma filtragem biológica, composta por camadas de vegetação e substrato natural, que trabalha em conjunto para remover eficientemente os poluentes do esgoto. O processo garante o tratamento dos resíduos poluentes antes que sejam lançados no meio ambiente. Além de tratar águas residuais, o sistema de jardim filtrante também pode ser projetado para o tratamento das águas de rios e cursos d’água contaminados. 

“Por meio de uma combinação de processos naturais, a água é filtrada e despoluída à medida que flui por meio das áreas de vegetação específicas. Isso não apenas melhora a qualidade da água, mas também estimula a regeneração de ecossistemas fluviais degradados” – Thierry Jacquet, paisagista, engenheiro ecológico e planejador urbano, fundador da Phytorestore Brasil.  

 

O sistema usa plantas aquáticas nativas para filtrar poluentes Foto Giselle Cahú ARIES CITinova Easy Resize com
O sistema usa plantas aquáticas nativas para filtrar poluentes. Foto: Giselle Cahú.

 

Desta forma, a solução promove a conservação da água, a proteção da vida aquática e a mitigação da poluição do solo, contribuindo para um ambiente mais saudável e equilibrado. Altamente adaptáveis, os jardins filtrantes podem ser implementados em diferentes escalas, desde residências até grandes instalações industriais. Independentemente do tamanho do projeto, a eficácia e os benefícios ambientais desta solução são mais do que garantidos.

As soluções baseadas na natureza são reconhecidamente ferramentas úteis para combater as mudanças climáticas e a perda de biodiversidade. Neste ano, por exemplo, uma relatório da OIT (Organização Internacional do Trabalho) estimou que tais soluções podem gerar mais de 20 milhões de empregos. Ainda assim, há poucos projetos sendo realizados em grande escala no Brasil. Uma pesquisa conduzida pelas universidades de São Paulo (USP) e da Federal do ABC (UFABC) revelou que tais soluções são pouco adotadas em municípios brasileiros mesmo quando os gestores conhecem o conceito.

 

 

Paisagem aberta

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Casa de vidro desfruta que espaço grande e luminoso que permite apreciar a paisagem e a mudança de luz através de amplas janelas panorâmicas.

 

Projetada pelo escritório dinamarquês Sigurd Larsen, Das Glashaus é uma casa de fim de semana em Uckermark, ao norte de Berlim. Projetada para uma família pequena que recebe muitos convidados, a casa de 183 m² oferece a oportunidade de passar um tempo no campo e desfrutar da floresta preservada e lagos nas proximidades.

A casa tem uma planta simples com uma parede curva que cria privacidade em direção à estrada. Todos os quartos têm vista para a paisagem aberta a oeste e têm acesso ao grande terraço coberto. As camas são posicionadas ao longo da fachada para que possam ser acessadas tanto de dentro quanto diretamente do terraço. Da mesma forma, o chuveiro pode ser alcançado diretamente do lado de fora. Quando a longa fileira de portas de vidro está aberta, os pequenos quartos e chuveiro parecem alcovas ao longo do terraço coberto.

 

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A escada e o bloco da cozinha são construídos em volumes sólidos de tijolos de concreto que emolduram o espaço principal. O muro de pedra curvo é recuado em direção ao leste para criar uma pequena quadra para os primeiros raios de sol da manhã protegida do vento. A estrutura de madeira do telhado forma uma estufa no primeiro andar. Ele contém um espaço grande e luminoso que funciona como um estúdio para o trabalho criativo e um ótimo lugar para apreciar a vista e a luz do dia, independentemente das mudanças climáticas.

 

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Uma cama, uma mesa de trabalho e, mais tarde, uma banheira transformam a estufa em um espaço espetacular durante a primavera e o outono. Para o oeste, toda a superfície do telhado é de vidro para que a vista sobre o vale verde e o pôr do sol possa ser experimentada de dentro. A encosta leste do telhado é de policarbonato, que cria um jogo espetacular com luz, sombra e mudança de cores à medida que o sol se move sobre a casa.

 

glass house sigurd larsen Easy Resize com

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Nas estações quentes, os espaços interiores e exteriores crescem juntos através das muitas aberturas na fachada do jardim. O interior da casa parece fundir-se com o jardim definido pela parede curva da casa e as sebes verdes do jardim. No inverno, a casa compacta isolada de um andar torna-se um lugar aconchegante e íntimo para se retirar e ver a paisagem e a mudança de luz através das janelas panorâmicas. A estufa no andar de cima é um recurso extra que pode ser usado quando o sol a aqueceu, ou o vento a resfriou.

 

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Imagens: Tobias Koenig e Michael Romstoeck.