Chalé da Mata com projeto da Macro Arquitetura é puro aconchego ao valorizar elementos naturais num estilo rústico.
O projeto residencial Anexo Chalé Mairiporã levou um ano até ser construído com arquitetura da Macro Arquitetos, dos sócios Carlos Duarte e Juliana Nogueira em Mairiporã, cidade próxima a São Paulo.
Feito para um casal jovem que buscava um refúgio no campo próximo à capital, os clientes, que são do interior e viviam em São Paulo, tiveram a primeira filha quando a casa ficou pronta. Menos luxo e mais aconchego era a premissa para chegar ao morar que a família sonhava. Um outro pedido, segundo os arquitetos, foi para que a obra, de certa forma, se camuflasse na mata em meio aos muitos elementos naturais.
A ideia foi criar um espaço onde pudessem se reunir com amigos e familiares em volta de ambientes acolhedores, aconchegantes, sem divisões por paredes, somente por ambientes de uso, e que sempre que possível houvesse uma conexão visual com a natureza. O principal desafio foi inserir no terreno a necessidade do programa sem ter que mexer em nenhuma árvore existente. Para isso, foram feitos diversos testes para que fosse possível preservar os ipês no gramado, a jabuticabeira e a pitangueira que ficaram no deck.
Para definir o programa, o primeiro passo foi encontrar o espaço para inserir no terreno, na implantação existente. Toda parte que não necessitava de vista virou-se para a divisa do terreno, e o restante para a natureza.
Dividido em dois salões, o com pé direito mais alto ganhou a cozinha, sala de jantar, sala de estar e lareira, com acesso a uma grande porta que dá acesso ao deck e piscina, que ficam no meio da mata. Já na laje mais baixa está o salão de jogos. Atrás do volume da lareira ficou o lavabo, onde o acesso se dá pela sala de jogos e, no outro lado, a despensa e uma escada que dá acesso ao subsolo, onde há uma adega.
Materiais como pedra, concreto, madeira e a inspiração nas casas de campo do Uruguai ajudaram na concepção. Todos os materiais usados são naturais, nada industrializado. Piso em cimento queimado, teto em concreto aparente, paredes revestidas em pedra, pilares revestidos em madeira carbonizada shou sugi ban, madeira de demolição nas prateleiras, deck em cumaru, esquadrias em ferro pintado de preto e parede branca com reboco rústico.
A arquitetura manteve a conexão visual entre os ambientes e adotou o máximo de transparência para trazer o verde da natureza para dentro da casa e as portas de serralheria usadas marcaram o quadriculado da paginação para a residência não ficar totalmente exposta.
O projeto luminotécnico partiu da priorização de iluminação natural por todas as áreas. As portas são todas piso teto com abertura 100% do vão, trazendo muita ventilação e iluminação para a casa, utilizando o mínimo possível de pontos diretos no teto para valorizar a laje em concreto armado.
Instituição neutralizou a emissão dos gases realizando a plantação equivalente de árvores.
O Museu do Futebol, instituição do Governo do Estado de São Paulo, vem somando esforços para ser uma instituição cada vez mais sustentável e, por isso, recebeu o selo de Carbon Free ao neutralizar as emissões de carbono equivalente a um ano de operação através do plantio de árvores. No caso do Museu do Futebol, foram neutralizadas 52 toneladas de carbono, resultando em 1.040 m² de mata nativa restaurada e 174 árvores plantadas. O contrato deverá ser renovado anualmente, mantendo a política sustentável da instituição.
Todas as atividades de uma organização geram gases de efeito estufa, como consumo de água potável, energia elétrica, o tipo de transporte que os funcionários utilizam para chegar e sair do trabalho, entre outros. Estes dados são compilados em planilhas para calcular o quanto de gás é produzido por dia, mês ou ano. Assim, com este número, é feito o cálculo de quantas árvores terão de ser plantadas para compensar a emissão de carbono no período de um ano.
Esta não é a única ação relacionada à sustentabilidade no Museu do Futebol. A organização social de cultura responsável pelo gerenciamento do museu, o IDBrasil, instituiu um Comitê Interno de Sustentabilidade, formado por funcionários, que visa planejar e implementar ações visando à sustentabilidade ambiental, econômica e social, tanto do Museu do Futebol quanto do Museu da Língua Portuguesa, gerenciado pela mesma OS.
“Este é um passo importante para nossos museus, que dessa forma encontram mais um pouco de conexão e comprometimento com a sociedade e com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU. Museus são instituições muito potentes e influentes em suas comunidades e devem ser exemplos para muito além de suas exposições”, diz a diretora executiva do IDBrasil, Renata Motta.
Museu do Futebol
Praça Charles Miller, s/n – Pacaembu – São Paulo
De terça a domingo, das 9h às 18h (entrada permitida até as 17h)
Toda primeira terça-feira do mês, até as 21h (entrada até 20h)
R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)
Crianças até 7 anos não pagam
Grátis às terças-feiras
Garanta o ingresso pela internet: https://bileto.sympla.com.br/event/78348/
Estacionamento com Zona Azul Especial – R$ 6,08 por três horas
SP ganhará espaço de convivência na região da Paulista com mais de 400 árvores e mobiliário dos Campana.
Daqui a um ano, quando chegar aos 470 anos, a cidade de São Paulo ganhará um presente que a colocará no mapa internacional de exemplos de urbanização sustentável e mobilidade ativa: uma área verde de aproximadamente 10 mil m² na região da avenida Paulista, com mais de 400 árvores plantadas e mobiliário urbano assinado pelo premiado Estúdio Campana, dos irmãos Humberto e Fernando Campana. O boulevard dedicado à convivência, à cultura e à inclusão social será construído em um trecho das alamedas Rio Claro e das Flores e da rua São Carlos do Pinhal, e as obras terão início ainda no primeiro semestre de 2023.
O projeto batizado de “Sua Rua”, assinado pelo escritório Levisky Arquitetos I Estratégia Urbana e inspirado na movimentação que já ocorre nas maiores metrópoles do mundo para colocar o pedestre como o foco das atenções, é resultado de um acordo de cooperação entre a Prefeitura de São Paulo e a Associação São Paulo Capital da Diversidade (sem fins lucrativos). Ele conta com o apoio da Cidade Matarazzo e da Brookfield Properties, líder mundial em desenvolvimento e operação de ativos imobiliários de alta qualidade. O investimento, totalmente privado, para a implementação e a gestão do boulevard será de aproximadamente R$ 125 milhões.
O espaço de convivência e circulação terá uma nova iluminação pública com fios aterrados e de baixo consumo de energia, pavimentação artística e acessível com mesas, cadeiras e jardineiras criadas pelos irmãos Campana, e oferecerá wi-fi gratuito em toda a sua extensão. O local também terá quiosques para experiências gastronômicas feitas com ingredientes orgânicos e associadas a projetos de inclusão social.
A arquiteta e urbanista Adriana Levisky, responsável pelo projeto, explica que o boulevard levará arte, cultura e educação ambiental de forma gratuita e acessível e servirá também como um espaço de descanso para quem transita diariamente pela região da Paulista — segundo a Associação Paulista Viva, o fluxo diário na região é de mais de 1 milhão de pessoas.
O espaço contará com intervenções urbanas, exposições temporárias, áreas de contemplação e repouso e oferecerá conteúdo educativo sobre o meio ambiente — por exemplo, o público conhecerá um pouco mais de cada espécie de árvore que será plantada ali e também curiosidades sobre a fauna e a flora e as comunidades indígenas da Mata Atlântica.
Para Alexandre Allard, empresário que integra a Associação São Paulo Capital da Diversidade e é o fundador da Cidade Matarazzo, o “Sua Rua” vai “trazer a natureza de volta para a cidade, mostrar como a natureza muda a nossa vida, impacta a felicidade e, mais do que isso, trazer eficiência e quebrar a rotina de estresse numa região tão movimentada como a da Paulista”.
Fonte: Cobogó RP
Imagem: Divulgação Levisky Arquitetos I Estratégia Urbana
Coleção reflete sobre todos os sentimentos, nuances e possibilidades da cor branca.
A Sherwin-Williams, líder global na fabricação, distribuição e comercialização de tintas e vernizes, presente no Brasil há mais de 78 anos, se uniu a Pedro Franco, um dos maiores designers do país, para o lançamento da coleção 9 tons de branco. Na nova coleção, a marca oferece uma seleção de cores dentro do leque ColorSnap, escolhidas pela curadoria cuidadosa e afetiva de Pedro Franco, que tem como principal objetivo refletir sobre todos os sentimentos, nuances e possibilidades da cor branca.
“Esse trabalho permitiu trazer uma nova dimensão para minhas criações. E nada mais puro que uma folha em branco, para nos inspirar em nossos belos sonhos, para escrevermos nossas histórias e encontrarmos o propósito que guiará nossas vidas” – Pedro Franco.
A coleção 9 tons de branco apresenta para o público de arquitetura e decoração, consumidores e pintores uma paleta de cores que possibilita inúmeras perspectivas – Algodão Branco SW 7104, Tela em Branco SW 6259, Rua da Saudade SW7552, Darma SW 7014, Branco Puro SW 7005, Belos Sonhos SW 7634, Branco Sutileza SW 6140, Pomba Branca SW 6385, Papel Sulfite SW715.
“É uma honra contar com a curadoria de uma figura tão importante no cenário nacional, para a criação da coleção 9 tons de Branco. O trabalho do designer Pedro Franco é espetacular, com reconhecimento dentro e fora do Brasil, por destacar a nossa brasilidade, com peças criativas e irreverentes, inspirando pessoas no mundo todo”, destaca Patrícia Fecci, gerente de marketing para serviços de Cor & Design da Sherwin-Williams.
Galeria Verarte convida para ciclo de exposições em comemoração aos 469 anos da capital.
A Galeria VerArte apresenta “SÃO PAULO 469 ANOS: O QUE TE ENCANTA EM SÃO PAULO?” e promove ciclo de exposições pela cidade paulistana. Com curadoria de Vera Simões, o ciclo será dividido em seis etapas, que receberão obras de artes de 12 artistas visuais, com linguagem autoral, uma homenagem à cidade de São Paulo em seu aniversário.
A primeira exposição acontece na Fachada do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista. Os artistas convidados irão prestigiar a cidade com banners gigantes que ficarão expostos na fachada do prédio entre os dias 25 de janeiro a 20 de fevereiro de 2023. O início da montagem será no dia 20 e os apaixonados pela capital poderão apreciar todo o processo durante os dias 20, 23 e 24 de janeiro.
“Dialogar a Arte, que será exposta na fachada do Conjunto Nacional – corredor cultural da
Avenida Paulista e um dos cartões postais da cidade, para com o público que utiliza ou passeia
pela por lá, é um dos focos do projeto” – Vera Simões, curadora.
A segunda etapa acontece no térreo do edifício do Conjunto Nacional onde haverá a exposição de painéis com as obras de artes e um pouco da história criativa de cada artista. São diversas obras incríveis de artistas apaixonados e criativos, como: Cris Cavalcante, Dulce Julianelli, Elisabeth Wortsman, Fernanda Fernandes, Gaby Alves, Gaby Faltay, Gersony Silva, Lafaiete Papaiano, Malu Mesquita, Máximo Hernández, Silvana LaCreta Ravena e Zina Kossoy.
CRIS CAVALCANTE: Uma pesquisadora incansável em busca de novas cores, nuances e texturas.
Desenvolveu sua técnica através de pesquisas sobre a mistura de viscosidades, polímeros e
pigmentos, respeitando os fenômenos obtidos através dessas fusões e o equilíbrio que algumas
reações reversíveis realizam, resultando em uma exuberância cromática. Os elementos se
misturam, tomam vida e o efeito disso é uma explosão de cores que despertam sensações,
emoções e surpresa para os que a observam.
DULCE JULIANELLI: “A Cor e a FORMA, são meus principais objetivos quando desempenho meu
trabalho! O diálogo entre eles traduz o que sinto! Equilíbrio, Rigor, Sensibilidade! Cada tela
remete a momentos de pensamentos positivos!”
ELISABETH WORTSMAN: A artista Elisabeth Wortsman é historiadora pela Universidade de São
Paulo, professora de História por mais de 30 anos, sempre estabelecendo relações entre a
História e o contexto artístico de cada período e assunto abordado.
FERNANDA FERNANDES: “O que me motiva a fazer estas imagens é o desafio, a vontade
incontrolável de conviver com o perigo e a precisão de mostrar meus lugares favoritos de São
Paulo sob “birds-eye view”!”
GABY ALVES: Estudou pintura com Deborah Paiva e Adrianne Gallinari no Instituto Tomie
Ohtake, fez orientação do projeto “Memórias Afetivas” com a artista Catarina Gushiken,
também estudou ilustração digital com Soraya Matos e História da Arte com Agnaldo Farias.
GABY FALTAY: “Presto uma homenagem à cidade de São Paulo e a todos que, de uma forma ou
de outra, fazem parte de sua história. Metrópole onde cada habitante é um elo de uma
gigantesca corrente de esforço coletivo. Meu trabalho consiste em trazer camadas que o tempo sobrepõe num constante apagamento. São fragmentos do cotidiano que, assim representados, procuram provocar e despertar a sensibilidade e o lirismo muitas vezes internalizados. Um eterno desvelar…”
GERSONY SILVA: Possui obras em Museus, Centros Culturais e em coleções particulares.
O estudo filosófico da contemporaneidade, a pesquisa de materiais, e seu universo
iconográfico, resultam em pinturas, desenhos, instalações, performances, vídeos,
fotografias e objetos.
LAFAIETE PAPAIANO: Nascido na Cidade de São Paulo, em 06.10.1969, advogado de formação,
dedica-se à fotografia há 15 anos. Com exposições no Brasil e no Mundo.
MALU MESQUITA: Malu perguntou a si própria, com objetiva a postos, como contaria narrando
em imagens uma crônica paulistana sobre os símbolos da cidade. As imagens simbólicas de São
Paulo não deixam de se fazer presentes em toda sua majestade. Seguem ali, sempre
imponentes. Mas, sua objetiva recorta toda a vida além símbolo. Sua objetiva insiste na vida da
urbanidade que se forma ao redor, que renova e ressignifica este redor. Um olhar insistente em
humanizar estas urbanidades como reticências na pauliceia das mudanças.”
MÁXIMO HERNÁNDEZ: “Minhas primeiras fotografias, assim que tive uma câmera reflex, foram
na cidade de São Paulo onde moro desde os 5 anos de idade. Com o passar do tempo, passei a
focar em fotografar minhas viagens. Gosto do contato com a natureza onde posso registrar
animais no seu habitat e paisagens deslumbrantes. Ou de culturas diferentes que me permitem
conhecer e registrar hábitos, religiões e monumentos muito diferentes da nossa realidade.
Mesmo assim, São Paulo nunca saiu do meu foco pois as oportunidades de capturar imagens
são tão amplas e variadas como a própria cidade. A sua arquitetura e história com lugares tão
icônicos e distintos como a Av. Paulista e o Pátio do Colégio, seus eventos gigantescos como o
carnaval e a Parada do Orgulho LGBT+, bairros como a Liberdade e a Vila Madalena, etc… Enfim,
para mim São Paulo é um mundo infinito de imagens a serem registradas.”
SILVANA LACRETA RAVENA: As obras dessa exposição integram a série « Noites da Floresta »,
um grupo de pinturas e fotografias no qual faço uma homenagem poética ao nosso meio
ambiente, destacando a importância das nossas florestas, de seus povos e de sua biodiversidade
como um riquíssimo patrimônio bio-social, cultural e histórico.
ZINA KOSSOY: “Sou natural da Cidade de São Paulo Capital e vem acompanhando as mudanças
dessa metrópole no decorrer da vida. Muitas ruas viraram avenidas. O centro econômicofinanceiro
era na rua Boa Vista, depois passou para a Avenida Paulista, e agora é a Avenida Faria
Lima.”
A terceira, quarta e quinta acontecem simultaneamente nas estações de metrô e linha de trem. Entre os dias 9 e 31 de janeiro, os passageiros das estações Adolfo Pinheiro (Linha 5 – Lilás), João Dias (Linha 9 – Esmeralda) e Oscar Freire (Linha 4-Amarela) poderão apreciar exposições que contam com 19 imagens e um cartaz de abertura, em cada estação.
Estação Oscar Freire (Linha 4-Amarela)
Estação Adolfo Pinheiro (Linha 5 – Lilás)
O projeto, que tem como parceiros a ViaMobilidade e a ViaQuatro, leva a Arte para todos os lugares e, principalmente, para lugares onde ela normalmente não se encontra. “No metrô, onde passam milhares de pessoas diariamente, é possível dialogar a Arte com a população de São Paulo, permitindo que as pessoas conheçam, vejam e vivenciem a Arte de maneira real”, acrescenta Vera, que tem como objetivo tornar a arte acessível a todos.
Estação João Dias (Linha 9 – Esmeralda)
Para finalizar esse ciclo, a sexta e última exposição, acontecerá na Galeria VerArte com todas as obras físicas. Com abertura no sábado, dia 21 de janeiro, os apreciadores de Arte poderão comparecer a Galeria e prestar sua homenagem aos artistas visuais e a curadora Vera Simões.
A capital é o centro financeiro do Brasil, está entre as cidades mais populosas do mundo, com 12 milhões de habitantes. Com diversas instituições culturais e uma rica tradição arquitetônica, há inúmeras construções que marcam épocas, como edifícios, museus, praças e parques. São Paulo completa 469 anos em 25 de janeiro de 2023.
A Galeria VerArte, fundada pela empresária cultural Vera Simões, une Arte, Design e projetos contemporâneos. Originalidade é a marca registrada da Galeria que trabalha com pinturas, esculturas, fotografias, papéis, bordados e peças do mobiliário brasileiro, exclusivas.
Galeria VerArte
Rua Barão de Tatuí, 302 – 2° andar – Santa Cecília/São Paulo.
Horário de funcionamento: De segunda à sexta, das 10h às 17h. Sábado das 11h às 14h.
www.galeriaverarte.com
@galeriaverarte
Profissionais têm utilizado métodos tradicionais e inovações tecnológicas para oferecer conforto ambiental aos clientes.
Espaços de convivência não devem ser apenas belos ou funcionais. Precisam propiciar uma experiência
confortável, com temperaturas razoáveis, boa iluminação e poucos ruídos. Com base nisso, arquitetos e especialistas da construção civil têm lançado mão de diferentes recursos para que os clientes tenham mais conforto ambiental, um conjunto de aspectos térmicos, lumínicos, acústicos e ergonômicos que garantam uma melhor vivência nos ambientes.
Melissa Cacciatori, consultora em conforto ambiental e eficiência energética do CTE – Centro de Tecnologia de Edificações, explica que o tópico é dividido em diferentes áreas para que se possa estudar separadamente as relações entre o comportamento físico dos edifícios e as reações fisiológicas do corpo humano, “que é uma das condições que compõe a experiência de habitar”.
Dessa forma, componentes como pisos, aberturas, paredes e janelas formam um sistema mediador nos espaços, atuando na relação entre estímulos externos e internos. “Um dormitório tem frequentemente a ocupação noturna, na qual não se pressupõe uso prolongado de equipamentos que cedam calor. Diferente de uma cozinha, com ocupação mais diurna, com equipamentos como fogão, forno e geladeira, que cedem elevada carga térmica”, exemplifica a consultora.
Desse modo, projetar espaços com conforto térmico demanda um amplo planejamento para que cada ambiente seja composto por elementos que tornem a experiência de habitar mais agradável. “Classificamos as tecnologias para promoção de conforto ambiental entre ativas e passivas”, explica Melissa Cacciatori. As ativas são aquelas que consomem energia tais como ar-condicionado, ventiladores, aquecedores. As passivas, por sua vez, são os elementos estruturais definidos a partir dos estudos sobre o entorno da edificação. “Idealmente, recorremos às estratégias ou tecnologias ativas, quando as estratégias passivas já foram esgotadas”, diz.
A arquiteta Andressa Gama, atuante na coordenação de projetos da Construtora RVE, pontua que atualmente no Brasil as construções devem seguir a Norma de Desempenho de Edificações NBR 15575, um guia nacional de conforto ambiental, com premissas de acessibilidade, temperatura, iluminação e ruídos. Segundo a profissional, tais normas são importantes para construções de baixo padrão, considerando que são utilizadas pelas famílias por muitos anos, e por isso são mais fiscalizadas. “Já obras comerciais não têm esse tipo de exigência, porque o uso é mais sazonal”, afirma.
Diversos elementos construtivos alteram a temperatura, a insolação e o isolamento acústicos ambientes, desde a posição das janelas até a altura do pé-direito (se muito elevado, o ar quente permanece no alto, mantendo o piso mais frio). “Mas quando o imóvel está construído sem esses recursos, não precisa ir tão longe, basta mudanças como a troca de piso e até o espaçamento de imobiliário”, explica Andressa Gama.
A arquiteta Thais Ruiz detalha o planejamento das melhores estratégias de conforto ambiental. “O primeiro passo é ver as faces do terreno, face norte e face sul, para definir posição da casa no lote, fazendo análise de insolação. Depois ver área de implantação a partir disso”, explica. A profissional aponta ainda que é importante identificar área do vento dominante para ter ventilação cruzada, evitando assim o consumo de energia em equipamentos como ar-condicionado.
“O ideal é tentar escolher materiais de construção com inércia térmica eficiente”, diz a arquiteta. A escolha dos materiais dependerá das necessidades do espaço. Há softwares disponíveis no mercado que auxiliam no estudo das necessidades do projeto. O diferencial será quais decisões serão tomadas a partir das informações coletadas.
O escritório Dal Pian também incluiu brises na cobertura do projeto do Sesc Guarulho, que são reguladas mecanicamente e se inclinam de acordo com a hora do dia. Nos momentos de maior insolação, as peças reduzam a incidência de luz e calor.
Soluções
A incidência de luz natural é um dos pontos principais a ser analisados, uma vez que pode influenciar tanto na temperatura quanto na iluminação dos ambientes. Na etapa de posicionamento de janelas e aberturas, o profissional deve levar em consideração como a incidência do Sol irá afetar a rotina dos moradores. “Uma fachada sul por exemplo, tem menor disponibilidade de luz natural do que uma fachada norte, mas tem menor potencial de ofuscamento ao longo do ano em relação à fachada norte. Assim, aberturas maiores orientadas à sul, ajudam no maior aproveitamento de luz, com menor carga térmica”, explica Melissa Cacciatori.
Para Andressa Gama, em regiões quentes é interessante ter blocos com enchimento para ter bloqueio do calor. “Em regiões frias, é interessante usar madeira, que tende a manter o ambiente confortável”. E as escolhas dos revestimentos têm grande interferência, sendo aconselhável o uso de pedras em regiões de muito calor, e pisos de madeira e vinílicos em regiões de temperaturas baixas.
É possível colocar mantas aquecidas com reguladores termostatos que ajudam a controlar a temperatura dos pisos. Thais Ruiz sugere a instalação de uma serpentina elétrica por baixo do piso cerâmico, permitindo climatização. “Com o boom dos painéis solares, é um recurso interessante, com fonte própria para suprir o consumo energético”, opina.
O uso de tecidos é solução para trazer mais calor em regiões frias. Tapetes, cortinas, sofás, poltronas, dentre outras peças, ajudam a reter o calor, ao passo que a falta delas torna os espaços mais frios. “Se uma casa tem muitos móveis, o ar não circula. Então você pode mudar a mobília dependendo da época do ano”, esclarece Andressa Gama.
Detalhes como plantas nos interiores, que trazem frescor e alteram a umidade do ar, também podem ser empregados. E as cores devem ser incluídas no planejamento do conforto térmico. “Não se costuma ver prédios com fachadas escuras porque tem um grau de refletância que absorve muito calor”, diz. Nos interiores, paredes claras ajudam a difundir a incidência de luz.
No centro do átrio inundado por iluminação natural, um amplo jardim com espécies exuberantes de Mata Atlântica deu vida ao design de interiores e o teto verde que circunda a claraboia contribui para o controle da temperatura. Certificado com o selo Leed Gold e totalmente automatizado, o Centro de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein teve a Perkins&Will São Paulo como responsável pelo seu planejamento, tornando-se referência arquitetônica no país.
Estando a iluminação natural resolvida, é necessário pensar nas soluções de iluminação artificial. “O layout é um ponto de partida, é preciso respeitar o uso do espaço”, afirma Thais Ruiz. A coloração de luz é um dos pontos que deve ser levado em conta, variando se o ambiente é de descompressão ou de trabalho, assim como o posicionamento. “É importante entender as superfícies e o quanto de luz elas refletem ou absorvem. Cores escuras precisam de mais fontes de compensação”, completa.
Quando o assunto é a livre circulação de ar, Melissa Cacciatori recomenda que as aberturas sejam feitas para as direções predominantes dos ventos e posicionar aberturas em paredes opostas, para promover ventilação cruzada. “Também podemos explorar o efeito chaminé, que demanda aberturas de entrada baixas e aberturas de saída altas. Percebo que nossos projetos pecam bastante neste aspecto”, diz
Para isolamento acústico, a consultora aconselha pisos flutuantes que reduzem o ruído de impacto entre unidades separadas pelo piso. Com caixilhos e portas acústicas, e um sistemas de molas que amortece a transmissão de vibrações entre estruturas e vedações, é possível que os ambientes sejam mais privativos e silenciosos.
Andressa Gama afirma que é necessário cuidado com a estrutura da edificação, uma vez que o oco dos blocos favorece a passagem de barulho, assim como de calor. “Trabalhei muito tempo com dry wall. Dependendo do tipo de enchimento entre a placa de acartonado e a estrutura metálica (lã de rocha, lã de vidro e lã de PET), é uma boa solução se estiver bem vedado”, afirma. Os têxteis são também úteis para reduzir os ruídos, segundo Thais Ruiz. Numa superfície refratária, o som bate e retorna, o que não ocorre em superfícies porosas. Assim, carpetes, cortinas, tapeçaria e mobiliário ajudam a oferecer conforto acústico. “Quando a casa está vestida, não tem retorno das ondas sonoras”, diz.
Cases
Em Curitiba, a arquiteta Luciana Gibaille projetou um escritório de advocacia, construído em 2012, e atualizado no último ano com novas obras de arte. Todos os espaços foram pensados com conforto ambiental, uma vez que a profissional trabalha com neuroarquitetura e baseia-se em aspectos sensoriais. “O projeto tem 10 anos e atende perfeitamente às necessidades até hoje, porque o foco está na pessoa”, diz Gibaille.
Para que se tenha transparência, muitos panos de vidro foram empregados, valorizando iluminação solar e as vistas para os jardins. A distribuição do mobiliário também favorece a iluminação. “Praticamente não ligam a luz interna”, afirma Gibaille. O projeto apostou também em ventilação natural, com grandes janelas, para evitar riscos de contaminação, alergia e ácaros.
As salas de reunião contam com paredes de drywall com isolamento acústico, mas não se preocupou utilizar pisos antirruído, pois consideraram dispensável para o escritório. Por outro lado, o contato com a natureza foi uma grande aposta. “Todas as salas têm comunicação com lado externo, com vista para algo verde, porque traz descanso visual”, pontua a arquiteta.
Em obras populares o conforto ambiental também tem sido aplicado, como evidencia a construtora Lyx Engenharia nas construções para o programa Minha Casa Minha Vida. “A partir da Norma de Desempenho 15575 houve uma mudança muito grande parâmetro, melhorou muito”, diz Guilherme Kobaski, coordenador de produto da empresa. A Lyx tem critérios estabelecidos para cada zona climática, e realiza ensaios por meio de softwares. A empresa busca, por exemplo, oferecer temperaturas de -3° no verão ou +3° no inverno, com espessuras de laje de 12cm para evitar ruídos entre as unidades.
Minha Casa Minha Vida – Lyx Engenharia
Esquadrias maiores e mais espessas ajudam no controle de luz e de climatização. “Quando a unidade está muita próxima de outra torre e não tem luz suficiente, aumentamos a esquadria, afastamos a torre ou usamos paredes brancas”, explica. Os ensaios incluem os tipos de materiais empregados e as cores das fachadas e do telhado, variando de obra para obra, analisando custo-benefício. “O que a gente tende a fazer é trabalhar em cima do pior caso para que em qualquer lugar a gente consiga atender aos critérios da norma”, pontua.
Construção modular
A arquiteta Thais Ruiz tem utilizado diferentes recursos para ampliar o conforto ambiental em uma casa contêiner que está em construção. No projeto foram utilizadas telhas termoacústicas, com manta térmica no forro entre a chapa do contêiner e o forro de gesso. “Mas o ponto de partida foi a implantação inteligente dos módulos, pensando na insolação e ventilação”, explica.
A indústria tem oferecido variados recursos para que obras modulares ofereçam tanto melhores condições de vivência quanto variadas opções estéticas. É o caso da Thermo-Iso, que produz placas e telhas isotérmicas. Segundo Carolina Luca, supervisora de vendas de coberturas da empresa, os painéis são como sanduíches, com duas placas de aço galvalume e um manto isolante no meio, que pode ser feito de isopor (EPS), poliuretano (PUR) ou poliisocianurato (PIR), com diferentes espessuras e densidades.
Segundo a profissional, as placas ajudam a conservar as temperaturas, evitando a troca de calor com materiais tradicionais que tornam necessário o consumo elevado de ar-condicionado. Isso gera economia de cerca de 50% da energia. “A espessura da chapa interfere no local que vai ser aplicado, então é tudo sob medida. Nada é indicado sem estudo prévio”, afirma. Com a durabilidade de cerca de 30 anos das placas de aço, a solução tem ganhado mais adeptos. “Hoje a demanda cresce nesse conceito casa contêiner, essas construções estão tendo maios visibilidade no mercado”, diz Gláucia Correia, supervisora técnica de vendas do setor de refrigeração da Thermo-Iso.
Para aplicações industriais, refrigeração, comércio ou de construção civil, a Thermo-Iso possui blocos de Poliuretano (PUR) e Poliisocianurato (PIR) em diversas densidades e dimensões.
Automação
As arquitetas Fabiana Villegas e Gabriela Vilarrubia, à frente do escritório Vila Ville Arquitetura, defendem que a automação é um grande facilitador na promoção do conforto ambiental. “Nem todo cliente tem consciência do quanto facilita a dinâmica da vida da pessoa. Muitas vezes ele precisa, mas não sabe que é possível”, diz Gabriela. De acordo com as profissionais, a automação da iluminação seria o principal a ser feito, pois é evita desperdícios e permitem regular a intensidade da luz de acordo com seus usos.
Outras soluções possíveis incluem automação de brises e persianas, para controle de insolação, regulagem inteligente do ar-condicionado, e isolamento do som nos ambientes. “Muitos acham que é luxo, mas é praticidade e conforto. É um investimento, a princípio, alto, mas que se paga pois gera economia”, concorda Fabiana.
Adesão
Os especialistas ouvidos pela reportagem concordam que a busca por conforto ambiental tem aumentado, mas não há conscientização geral dos clientes sobre esse assunto. “Em geral, o custo-benefício não é objetivamente avaliado e tanto projetistas como proprietários/ocupantes acabam embasando suas decisões em premissas de que são sistemas extremamente caros”, opina Melissa Cacciatori. Segundo a consultora do CTE, é preciso intensificar pesquisas, avaliações de custo-benefício e comunicação para que o mercado difunda essas práticas e tecnologias.
Por Victor Hugo Felix
Imagens: Nelson Kon e Divulgação
Comissionado pela Gerimédica, Studioninedots cria conceito de escritório com elementos espaciais que conectam pessoas.
No térreo do Westbeat — edifício de uso misto do Studioninedots em Amsterdã-Oeste — uma nova paisagem de escritórios foi criada. Com ‘Wet Beast’, Studioninedots apresenta um conceito de local de trabalho no qual objetos místicos fornecem espaço para experimentação, interação e espontaneidade dentro da esfera social de um ambiente de trabalho, estimulando a criatividade e o senso de comunidade.
Desde a sua conclusão em 2021, o Westbeat é reconhecido pelas construções em arco de concreto no pedestal. Entre os arcos, surgem espaços emocionantes que podem ser usados por uma variedade de usuários e para uma ampla gama de propósitos.
Como objetos aparentemente desconhecidos em uma paisagem de trabalho bem organizada de mesas e cadeiras, foram adicionadas três ‘peças de mobiliário, que provocam sua própria interpretação. Wet Beast facilita abrigo, assentos, espaço para reuniões, um local para palestras, eventos, brincadeiras, relaxamento, contemplação e muito mais.
O design das peças de mobiliário é totalmente desvinculado da arquitetura e a interpretação aberta da função se reflete na paleta diversificada de cores, formas e materiais que compõem o conjunto. Os elementos são criados de tal forma que podem ser usados temporária ou permanentemente e podem evoluir continuamente em função.
A Fera é um mundo lúdico tipo Escher no qual, além dos encontros, tudo pode acontecer. Escadas, elementos fixos alternados e passagens atraem interpretação ou uso livre. Grandes paredes de vidro garantem a interação entre o núcleo protegido e o espaço circundante. Jungle é a escada de ligação entre os dois níveis.
Os degraus também servem como pódio para uma apresentação ou como local para relaxar. As escadas levam o nome das formas orgânicas e do plantio integrado.
A Câmara Municipal é feita com elementos de assentos de madeira amigáveis e cortinas de luz. Os Paços do Concelho são um espaço intimista meio escondido atrás das cortinas, ou uma continuação do espaço aberto.
A partir de 03 de fevereiro, o público poderá experimentar a peça assinada pelo arquiteto e designer Sergio Rodrigues, que será doada ao Acervo do MCB.
A partir do dia 03 de fevereiro, sexta-feira, o público poderá visitar no Museu da Casa Brasileira, instituição administrada pela Fundação Padre Anchieta, o painel expositivo ‘Poltrona Chifruda’. Concebido em parceria com o Instituto Sergio Rodrigues, o painel inclui o exemplar da poltrona que será doado para o Acervo do MCB, fabricado por meio de um processo que utiliza ferramentas manuais e técnicas tradicionais da marcenaria artesanal, com madeira Muiracatiara e couro natural.
O painel expositivo apresentará ao público a Poltrona Chifruda, peça concebida pelo arquiteto e designer Sergio Rodrigues em 1962, para a exposição Móvel como objeto de arte, elaborada por ele na galeria OCA no Rio de Janeiro, que contou com a participação de vários arquitetos amigos de Sergio, que tiveram papel fundamental na construção da arquitetura brasileira. Há época, os profissionais lançavam novos projetos, todos respondiam a um desafio proposto por Sergio: “Façam móveis!”.
Na ocasião, a poltrona chamou a atenção da crítica de arte por suas formas inusitadas e pela liberdade expressiva. Sergio antecipou questões sobre a prática do design que foram suscitadas posteriormente no âmbito do debate da pós-modernidade. Uma de suas criações mais disruptivas, essa cadeira transcende o vínculo tradicional entre forma e função associado ao design da época e traduz grande habilidade de seus artesãos no trato do couro e da madeira, com linhas sinuosas, seções ovaladas de complexa usinagem e encaixes sofisticados que remetem longinquamente aos móveis tradicionais e às coisas selvagens.
O Museu da Casa Brasileira e o Instituto Sergio Rodrigues também celebram com o painel o início de uma parceria que promoverá diversas ações. Para José Roberto Maluf, Diretor-Presidente da Fundação Padre Anchieta, parcerias como essa são fundamentais para a construção de um Museu ainda mais múltiplo em suas áreas de atuação. “O Instituto Sergio Rodrigues e o Museu da Casa Brasileira promoverão em conjunto ações educativas, debates sobre arte e design no Apartamento Sergio Rodrigues localizado em São Paulo, pesquisa de acervo e planejamento de mostras. O painel é só uma das primeiras atividades em colaboração”, finaliza.
SERVIÇO Painel expositivo ‘Poltrona Chifruda’
A partir do dia 03 de fevereiro, sexta-feira, às 10h
Realização: Instituto Sergio Rodrigues, Fundação Padre Anchieta e Museu da Casa Brasileira.
VISITAÇÃO Museu da Casa Brasileira
De terça a domingo, das 10h às 18h, com exceção da sexta-feira, que tem horário estendido até 22h
Av. Brig. Faria Lima, 2.705 — Jardim Paulistano, SP
Próximo à estação Faria Lima da Linha Amarela do Metrô.
Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia-entrada)
Sexta-feira, entrada gratuita
Acessibilidade no local | Bicicletário com 40 vagas
Pequenas e médias empresas, organizações sem fins lucrativos e escolas secundárias são convidadas a enviar inscrições antes do prazo de 2 de maio de 2023.
O Prêmio Zayed de Sustentabilidade, prêmio global pioneiro dos Emirados Árabes Unidos que reconhece a excelência em sustentabilidade, anunciou oficialmente que o ciclo de 2024 está aberto para inscrições.
As inscrições serão aceitas até dia 2 de maio de 2023 e deverão ser feitas através do portal online do Prêmio. Pequenas e médias empresas (PMEs), organizações sem fins lucrativos (ONGs) e escolas secundárias (Ensino Médio) com soluções de sustentabilidade são convidadas a se inscrever em uma das cinco categorias do Prêmio: Saúde, Alimentos, Energia, Água e Escolas Secundárias Globais. O ciclo de premiação de 2023, recebeu um recorde de 4.538 inscrições de 152 países, marcando um aumento de 13% nas inscrições em comparação com o ciclo anterior.
Comentando sobre a abertura do ciclo de inscrições de 2024, S. Ex. O Dr. Sultan Ahmed Al Jaber, Ministro da Indústria e Tecnologia Avançada dos Emirados Árabes Unidos e Diretor Geral do Prêmio Zayed de Sustentabilidade, disse: “Este ano, o Prêmio celebra 15 anos honrando o legado do Pai Fundador dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Zayed, e acelerando a sustentabilidade, desenvolvimento e impacto humanitário em todo o mundo. Desde 2008, o Prêmio, por meio da liderança visionária dos Emirados Árabes Unidos, facilitou a entrega de soluções sustentáveis para comunidades vulneráveis, melhorando o acesso à energia confiável e acessível, água potável segura, alimentos nutritivos e cuidados de saúde de qualidade para milhões. Esses esforços apoiam diretamente os objetivos mais amplos dos Emirados Árabes Unidos de incentivar a colaboração internacional e construir uma economia global sustentável e próspera. O Prêmio Zayed de Sustentabilidade ajuda organizações e escolas a escalar suas soluções, permitindo-lhes obter um impacto ainda maior e catalisar mudanças positivas transformadoras. Até o momento, o Prêmio impactou a vida de mais de 378 milhões de pessoas em todo o mundo, inclusive no Vietnã, Nepal, Sudão, Etiópia, Maldivas e Tuvalu.”
“É importante ressaltar que o Prêmio prioriza a juventude e capacita os jovens a liderar o desenvolvimento sustentável. Por meio da categoria Escolas Secundárias, o Prêmio oferece oportunidades para os jovens desenvolverem suas habilidades em sustentabilidade e liderança e os incentiva a assumir um papel ativo no apoio a suas comunidades e na condução de ações climáticas” – Dr. Sultan Ahmed Al Jaber, Ministro da Indústria e Tecnologia Avançada dos Emirados Árabes Unidos e Diretor Geral do Prêmio Zayed de Sustentabilidade.
O fundo de US $3 milhões do Prêmio recompensa os vencedores com US $600.000 em cada categoria. A categoria Escolas Secundárias é dividida em seis regiões mundiais, com cada escola podendo receber até US $100.000 para iniciar ou expandir ainda mais seu projeto. As seis regiões mundiais da categoria Escolas Secundárias são Américas, Europa e Ásia Central, Oriente Médio e Norte da África, África Subsaariana, Sul da Ásia e Leste Asiático e Pacífico.
Inspirado pelo legado humanitário e de sustentabilidade do pai fundador dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Zayed bin Sultan Al Nahyan, o Prêmio já reconheceu um total de 106 vencedores cujas soluções ou projetos escolares liderados por estudantes transformaram positivamente a vida de milhões. Embora os formulários de inscrição variem de acordo com a categoria, os elementos centrais de cada inscrição estão nas formas inovadoras, impactantes e inspiradoras pelas quais a tecnologia, os aplicativos e as soluções propostas visam melhorar o bem-estar e a sustentabilidade.
Para as categorias Saúde, Alimentos, Energia e Água, as organizações devem demonstrar que estão melhorando o acesso a produtos ou serviços essenciais e têm uma visão de longo prazo para melhores condições de vida e trabalho. Para a categoria Escolas Secundárias, os projetos devem ser liderados por alunos, com ênfase no envolvimento ativo dos alunos nos processos de planejamento, implementação e monitoramento.
O Prêmio tem um processo de avaliação em três etapas, começando com a devida diligência realizada em todas as inscrições para garantir que atendam aos critérios de avaliação do Prêmio. Isso identifica as inscrições qualificadas e resulta na seleção de candidatos elegíveis. Em seguida, as avaliações são realizadas por um Comitê de Seleção composto por painéis específicos de categorias de especialistas internacionais independentes. A partir desta lista de pré-selecionados, são escolhidos os finalistas e encaminhados para o Júri do Prêmio que elege, por unanimidade, os vencedores, nas cinco categorias.
Os vencedores do Prêmio Zayed de Sustentabilidade 2024 foram anunciados em uma cerimônia de premiação durante a COP 28 Climate Summit.