Edifício foi elaborado para ser um oásis à comunidade local, liderado por pesquisas e inovação, no coração de um novo distrito cultural.
A House of Wisdom – uma biblioteca icônica e centro cultural em Sharjah, Emirados ÁrabesUnidos – foi aberta ao público. Foco central das comemorações da Capital Mundial do Livro da UNESCO 2019, o projeto busca ser o catalisador para um novo bairro cultural na cidade. Localizada há dez quilômetros do centro, a construção de dois pavimentos, elaborada pelo escritório Foster + Partners, incorpora uma sensação de clareza e leveza, com um grande telhado flutuante cantilevering que permeia todos os lados do volume retilíneo transparente, sombreando suas fachadas.
Por todo o edifício de 13.000 m2, a ênfase foi estabelecer e reter uma conexão com o exterior, propiciando vistas para os jardins em torno do edifício. A paisagem é dividida em duas seções, contemplando um parque infantil ao sul, com várias espécies nativas e espelhos d’água, ao lado de um mais formal, geometricamente arranjado. Telas móveis de bambu foram implantadas ao longo de todas as fechadas para fornecer privacidade e controlar a luminosidade solar. Quando não em uso podem ser mantidas abertas, preservando as conexões visuais com o paisagismo.
O térreo contém grandes espaços para exposições, um café ao lado de um espaço educacional infantil, o arquivo e uma área de leitura com instalações altamente tecnológicas, como uma Máquina de Livros Expresso que imprime livros sob demanda. O local foi dividido em zonas experienciais e funcionais, que proporcionam interação com o usuário, integrando salas de leitura, espaços expositivos e área educacional infantil. A experiência digital se integra perfeitamente com o físico, dando vida à biblioteca. Os visitantes podem interagir e acessar todo o conteúdo e todos os serviços diretamente através de seus smartphones, propondo uma tecnologia escalável centrada no ser humano.
“A Casa da Sabedoria em Sharjah é uma concepção prospectiva do que uma biblioteca deve ser no século 21, que abraça um futuro digital enquanto estabelece um papel crucial como um centro comunitário de aprendizagem, sustentado pela inovação e tecnologia.” – Gerard Evenden, Foster + Partners
As linhas retas e minimalistas do edifício complementam as dunas do deserto, situadas dentro de uma exuberante paisagem. A saliência de 15 metros de largura sombreia as fachadas ao longo da maior parte do dia, enquanto telas de alumínio fixas com densidades diferentes filtram o sol baixo à noite.
Os visitantes entram no prédio a partir de sua borda oeste em um centro de recepção de duas alturas com um pátio central que traz luz para os espaços interiores. Esta área verde densamente plantada cria uma confortável área externa ambiente para eventos sociais ou contemplação tranquila.
Os dois núcleos mais próximos da entrada contém grandes escadas esculturais que guiam as pessoas até o mezanino. O andar superior abriga uma série de espaços silenciosos e colaborativos, áreas de exposição e salas de leitura, incluindo uma sala de oração e uma área só para mulheres. Área de estar, com cadeiras Solus e lâmpada FLO.
No jardim norte repousa O Pergaminho, obra do escultor britânico Gerry Judah, uma interpretação contemporânea dos antigos pergaminhos árabes em espiral apontando para o céu.
Telas de bambu móvel foram implantadas para fornecer privacidade ou controlar o brilho.
Comumente encontrado em áreas de reflorestamento, o Eucalipto Citri dá origem aos novos produtos de alta qualidade da Indusparquet.
O Grupo Indusparquet, principal fabricante brasileira de pisos de madeira sólidos, lança novos produtos com a espécie Eucalipto Citriodora. Feita com madeira de reflorestamento, a linha tem como principais características a alta resistência e durabilidade, além do processo de secagem, que garante mais estabilidade e qualidade ao produto. A coleção conta com o Assoalho Pronto, Piso Multiestruturado Masterpiso e Brise.
A escolha do Eucalipto Citri como matéria prima se deu por suas diversas vantagens, como a durabilidade natural – que o torna mais resistente à ação de cupins – e a dureza Janka. A espécie se assemelha ao Cumaru quando o assunto é resistência – o Cumaru possui dureza Janka de 998 Kgf, enquanto o Eucalipto Citri tem 973 Kgf. De rápido crescimento, o eucalipto está pronto para colheita após 20 anos do plantio, em média. No entanto, o Eucalipto Citri passa por um período maior de crescimento, sendo extraído apenas após 60 anos do plantio, e por isso é considerado um “Eucalipto Especial”.
Piso Multiestruturado Eucalipto Citri Masterpiso, cuja tonalidade se assemelha à clássica madeira Cumaru.
Para assegurar qualidade superior, o Eucalipto Citi passa por um processo especial de secagem em estufa. Isso confere ao produto alta qualidade, e a garantia que não irá apresentar defeitos como empenamentos e rachaduras.
Assoalho Pronto.
Brise Eucalipto Citri Indusparquet.
De fácil manutenção, os pisos e revestimentos de Eucalipto Citri podem ser limpos no dia a dia com vassouras de cerdas macias e um pano úmido bem torcido. Para uma limpeza mais profunda, recomenda-se o uso de produtos específicos, como o Super Limpador Skania.
O lançamento marca a primeira linha de produtos do portfólio do Grupo Indusparquet feita em madeira 100% reflorestada e brasileira, encontrada em todas as regiões do país. A empresa já possui práticas de sustentabilidade como o desperdício zero nas fábricas, com aproveitamento total das sobras de madeira e o uso de matéria prima certificada, originada de manejo florestal ou reflorestamento.
A exposição “Amazônia” está aberta para o público no Sesc Pompéia, em cartaz até o dia 10 de julho.
Após ter terminado Gênesis, sua exploração fotográfica da natureza ainda intacta do nosso planeta, Sebastião Salgado orientou seu olhar em direção ao seu país natal, o Brasil, e mais precisamente a Amazônia. Fruto do trabalho de sete anos (2013 a 2019) estudando e fotografando as diversas faces da floresta, a exposição “Amazônia” chega finalmente em São Paulo, no Sesc Pompéia. Com curadoria de Lélia Wanick Salgado, a exposição traz um total de 205 fotografias inéditas no Brasil.
Uma verdadeira homenagem ao Brasil, a exposição se destaca por mostrar as belezas naturais de um jeito raro, nunca antes observado. Para realizar esse novo projeto, Sebastião Salgado passou longas temporadas junto com doze comunidades indígenas isoladas, navegando pelo Rio Amazonas e seus afluentes além de sobrevoar a densa floresta tropical com suas fronteiras montanhosas mais áridas.
O trabalho emociona principalmente pela delicadeza e diversidade das texturas da flaoresta Amazônica que são refletidas em cada uma das fotografias. Um dos destaques da exposição é a presença dos “rios aéreos“, responsáveis por garantir a umidade da área agrícola de várias regiões, inclusive fora do Brasil, indo do Centro-Oeste e do Sul do país até Uruguai, Paraguai e Argentina. Essa é uma mensagem importante que Sebastião Salgado deixa, sobre a importância da Amazônia para o cumprimento de atividades e o seu papel extraordinário na geração hídrica do planeta.
A exposição Amazônia é patrocinada globalmente pelo Zurich Insurance Group que, desde 2020, é também patrocinador exclusivo do projeto de reflorestamento e biodiversidade no Brasil do Instituto Terra, liderado por Sebastião Salgado e Lélia Wanick Salgado, que tem o objetivo de recuperar a Mata Atlântica e devolver a natureza após tantos impactos frutos da degradação ambiental.
Serviço:
Amazônia – Sebastião Salgado
Sesc Pompeia – área de convivência
De 15 de fevereiro a 31 de julho de 2022
Horário: Terça a sábado, das 10h30 às 21h (com entrada até as 19h30); Domingo e feriado, das 10h30 às 18h (com entrada até as 16h30)
Grátis
Tecnologias disponíveis no mercado para lidar com a alta incidência solar do verão e minimizar seus impactos.
Quase todas as fontes de energia – hidráulica, eólica, biomassa, combustíveis fósseis etc. – são formas indiretas da atuação da energia solar em nosso planeta, sendo ela a principal responsável pela dinâmica da atmosfera terrestre e pelas características climáticas da Terra. A radiação solar, composta pela radiação difusa, direta e refletida, é utilizada por nós como fonte de energia térmica, mecânica e elétrica, sendo imprescindível no atual habitar humano. Metade da energia radiante emitida pelo Solé emitida como luz visível na parte de frequência mais alta do espectro eletromagnético e, o restante, na do infravermelho próximo e como radiação ultravioleta.
Além das condições atmosféricas, como nebulosidade e umidade relativa do ar, a disponibilidade da radiação solar depende da inclinação do eixo imaginário da Terra e de sua trajetória elíptica, da latitude local e do período do ano. A maior parte do território brasileiro está localizada relativamente próxima a linha do Equador, não gerando grandes variações nas características de insolação e radiação. Ao atravessar a atmosfera, a radiação solar sofre processos físicos de dispersão e absorção quando de encontro com os elementos nela encontrados: as nuvens, os gases, as partículas atmosféricas suspensas e a superfície refletem uma parte da radiação incidente; enquanto o restante é absorvido produzindo aquecimento, causando evaporação de água ou convecção. Resumindo, a energia solar incidente sobre a atmosfera e a superfície oceânica e continental segue um de três destinos: ser refletida, absorvida ou transmitida.
O século XXI será muito provavelmente marcado pela busca mundial de suprimentos energéticos que possam, ao mesmo tempo, atender ao crescimento da demanda humana de forma economicamente viável e ainda considerar todos os preceitos do desenvolvimento sustentável. As tecnologias que propiciam a captação da energia solar estão em constante desenvolvimento, assim como aquelas que buscam lidar com seus efeitos nocivos, afinal, apesar de imprescindível, os raios solares carregam consigo uma potência danosa. Os raios ultravioleta (UV), mesmo que parcialmente barrados pela camada de ozônio,incidem de forma mais agressiva, sendo prejudicial aos seres vivos, danificando células e gerando problemas de saúde.
Em nossas casas, a luz solar pode ser uma vilã da decoração, prejudicando objetos, revestimentos e estruturas, sendo a incidência solar um dos pontos mais importantes a ser considerado no projeto de uma casa e, negligenciá-lo, pode acarretar futuramente certos problemas para determinada arquitetura. Mas além de estudar a posição do terreno diante do sol e definir um projeto baseado na orientação solar, é preciso também contar com tecnologias em produtos aplicados que atenuem a problemática. Atualmente, há uma gama de produtos disponíveis que lidam com a questão, pretendendo proteger, controlar e reduzir nossa exposição aos raios UV. Por ser uma temporada de muita insolação, o verão evidencia a necessidade de produtos eficientes que minimizem a ação dos raios solares, ao mesmo tempo que auxiliem no conforto térmico e permitam a propagação de luminosidade natural nos ambientes internos.
O vidro de controle solar possui um espaço importante na construção civil, que vai além do valor estético; passou a ser funcional, capaz de reduzir o calor nos ambientes, proporcionar iluminação natural adequada e contribuir para a economia de energia. Viviane Sequetin, gerente de Marketing South America da Guardian Glass, elucida: “Toda tecnologia empregada no vidro minimiza o “efeito estufa” que pode ocorrer em dias muito quentes, quando os ambientes super aquecem e se tornam desconfortáveis. Nosso compromisso é desenvolver, promover e explorar a tecnologia do vidro para todas as aplicações possíveis”.
Grande aliado no quesito sustentabilidade, minimiza também o consumo de energia elétrica pelos equipamentos de ar-condicionado e sistemas de iluminação artificial. “Os vidros de controle solar da Guardian são fabricados com a tecnologia de deposição catódica à vácuo – sputtering. Este é um processo moderno, no qual as moléculas e íons são depositados sobre o vidro de maneira uniforme e filtram os raios solares. Um exemplo é o SunGuard Âmbar, um vidro com tonalidade diferente (âmbar/bronze), que bloqueia um percentual maior de calor, permite a entrada de mais luz solar no ambiente, com baixíssima reflexão externa e interna. Também protege móveis, tapetes e pisos contra os raios solares, sendo ideal para fachadas, janelas, portas, sacadas, tetos e também pode ser aplicado em móveis e decoração de ambientes”, afirma Viviane.
Um dos produtos especialmente desenvolvidos pela marca para obras residenciais é o ClimaGuard SunLight, um vidro que possui alta transparência com redução de calor, concebido sob processo de fabricação exclusivo, que combina benefícios como neutralidade, bloqueio duas vezes mais calor do que um vidro comum e proteção contra os raios UV. “Queremos não apenas melhorar o bem-estar das pessoas, com luminosidade natural e integração de ambientes, mas, também, contribuir para economizar energia, regular temperaturas e proteger a privacidade”, finaliza a gerente.
O ClimaGuard SunLight é um vidro uniforme, de alta durabilidade que por um processo de fabricação exclusivo Guardian oferece uma combinação de benefícios como transparência, proteção contra os raios UV e calor solar. Além do conforto térmico, o vidro contribui para reduzir o consumo de energia elétrica e criar um ambiente agradável. Fazem parte da linha SunGuard os vidros das Séries Solar (Neutral 14, Silver 20, Silver 32, Neutral Plus 41, Chrome, Royal Blue 20, Royal Blue 30, LB 52, ReflectGuardian e SunGuard mbar) e High Performance (AG 43, Neutral 70, Royal Blue 40 e Neutral Plus 50).
Abordando privacidade, o uso de cortinas e persianas é boa solução para atribuir charme aos ambientes, permitir a entrada de luz solar e ainda assim manter a casa refrescante. Além de garantir a privacidade e controlar a luminosidade, também protegem o mobiliário do excesso de sol e proporcionam conforto térmico. Além de complementar o décor, promovem proteção solar eficiente, já que janelas são a principal fonte de entrada de luz solar. Segundo Rafaela Nesto, head de Marketing da Uniflex, a primeira dica é evitar tecidos que possam provocar o acúmulo de calor e apostar em cores claras, evitando texturas mais encorpadas, como a sarja e o linho mais fechado, especialmente aqueles que possuem tons mais escuros. Entre os materiais aconselhados por ela, há o linho branco e cortinas de fibras naturais, com tramas mais abertas, tendências atuais para o verão. “É uma época do ano em que queremos deixar a brisa entrar, sentir aquele ventinho passando pela janela. Por isso, o ideal é ter cortinas mais fluidas. Isso traz movimento para a casa, ilumina o ambiente e influencia na decoração”, salienta Rafaela.
Quando a exposição ao sol é muito forte, vale a pena investir em modelos de cortinas e persianas específicos que realizam filtragem dos raios UV. Rafael esclarece: “É necessário avaliar como é que o sol incide na residência e em qual ambiente essa proteção solar será usada. Por exemplo, em uma área molhada o indicado é a persiana de alumínio e o modelo Rolô. Na cozinha, uma persiana de alumínio ou de madeira, que tenha uma limpeza mais fácil, se encaixa melhor. Ideal também é que a cortina de tecido tenha por trás o blackout ou o blacklight, responsáveis por reter até 99% da luminosidade”.
A linha de rolô SCREEM, da Uniflex, são telas solares de alta eficiência tecnológica. São variados os fatores de abertura das tramas e composições de fabricação que renderam importantes certificações nacionais e internacionais, garantindo sua eficiência. A característica é ter retardante a chama e o bloqueio do raio UV: de 82% a 99% dependendo do tecido escolhido. Na imagem, coleção Double-Thermo – Thermoscreen 5001 cor White.
Quanto às possiblidades no segmento coberturas, a Zetaflex desenvolve soluções que garantem proteção a intempéries (chuva e raios solares) às áreas externas, trazendo em sua história conceitos inovadores como o primeiro toldo de alumínio enrolável do mundo, os primeiros modelos de abrigos de garagem (Carports), a primeira cobertura móvel (conhecida internacionalmente como Pérgola Bioclimática®), entre outros sistemas de coberturas: toldos, marquises, brises e revestimentos em alumínio que proporcionam proteção e conforto térmico aos ambientes de suas aplicações. De acordo com Júlio Zveibil, Diretor Geral (CEO) da marca, “A Zetaflex foi pioneira no Brasil no uso do alumínio em soluções de coberturas. Posteriormente, a empresa passou a oferecer soluções em policarbonato para locais em que se deseja aproveitar melhor a iluminação natural, expandindo a utilização desse material para quase toda a sua linha de produtos. O policarbonato compacto (transparente) ou alveolar (translúcido) possui proteção aos raios UV, evitando danos a móveis e objetos, além de proteger pessoas e automóveis”.
Coberturas, marquises, toldos e brises móveis permitem controlar a ventilação e claridade naturais dos ambientes, evitando o uso de iluminação artificial durante o dia. Devido à propriedade de reflexão do calor garantida pelo alumínio isso representa redução também do uso de ar-condicionado e economia, sendo também um material amplamente reciclável. Protegido do sol e da chuva, o local de aplicação transforma-se em um ambiente plenamente aproveitável, a despeito das condições climáticas. Em 2020 a marca patenteou um novo sistema, o ZetaMobile®: uma marquise móvel (basculante) com até 6m de projeção. “ZetaMobile® um produto perfeito para utilização em áreas que devem ser a céu aberto, mas que precisam eventualmente de proteção às chuvas e raios solares. O sistema foi desenvolvido para receber fechamentos laterais como cortinas enroláveis que se movem juntamente com os painéis da cobertura”, Reafirma Júlio.
Insolação é, em definição física, a quantidade de radiação solar, sem interferências, que incide sobre uma superfície. A ação dos raios sobre um objeto, em exposição demorada, pode culminar em estrago ou pior, no estado patológico da palavra, causar graves enfermidades aos seres vivos. Um bom projeto precisa prever as melhores soluções para reduzir e até mesmo impedir danos, fazendo uso de todos os meios disponíveis para isso. A longevidade de uma construção, dos móveis e acessórios em seu interior, está intimamente ligada à boas escolhas desde a concepção. E a durabilidade dos produtos é, e sempre foi, altamente associada a iniciativa de fabricantes que se comprometem com a inovação, com a tecnologia e com o respeito ao meio ambiente e à sociedade.
Zetaflex patenteou internacionalmente um novo sistema chamado de ZetaMobile®: trata-se de uma marquise móvel (basculante) com até 6m de projeção. Quando recolhida, ela ocupa apenas 40 cm rebatida para uma das laterais. Calçadas ou terraços comerciais, bem como varandas residenciais, são os locais ideais para esse tipo de tecnologia. A cobertura é preparada para receber fechamentos laterais como cortinas enroláveis que se movem juntamente com os painéis de cobertura.
O uso de materiais inovadores, o design criativo e a essência da cultura nordestina configuram as criações de dupla à frente do Mula Preta.
Com o propósito de fugir do óbvio e causar um contraponto entre o lúdico e o sofisticado, o designer André Gurgel e o arquiteto Felipe Bezerra, idealizadores do Estúdio de Design Mula Preta, consideram esta premissa não somente um importante diferencial para a marca, mas um pilar fundamental para a profusão de suas ideias. O nome é inspirado na música homônima do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, uma das mais completas, importantes e inventivas figuras da música popular brasileira; inventividade essa que também orienta os objetos elaborados pela dupla.
De traços marcados pela irreverência, o processo de criação do estúdio está intrinsecamente ligado com um processo de observação cultuado pelos profissionais, algo importante para absorção de ideias e aumento de repertório pessoal. Fazendo uso de um vasto leque de inspirações, a marca potencialmente consegue traduzir e transformar qualquer cotidiano observável em produtos audaciosos, cheios de estilo.
“Estamos desenvolvendo produtos irreverentes, com um tom de sofisticação. O nosso maior objetivo é transmitir através do nosso traço a irreverência e espontaneidade da cultura nordestina, essa é a nossa contribuição e talvez a nossa maior mensagem.”
Mula Preta
André Gurgel e Felipe Bezerra com uma de suas criações de maior destaque, a Mesa Ping x Pong: com estrutura metálica, feita em madeira, concreto e aço Corten, a releitura clean e moderna do famoso jogo tem rede removível, transformando a peça em uma mesa de jantar.
Os projetos começam com sketches e desenhos feitos à mão, algo que permite maior liberdade expressiva. Depois do insight inicial e das ideias riscadas, o passo seguinte é refinar as formas e começar a modelagem tridimensional, para uma visualização do produto em vários ângulos e com diferentes materiais. Segundo os profissionais, é importante sempre respeitar a ergonomia e pensar na viabilidade técnica e construtiva do projeto e, a partir disso, iniciar a prototipagem e por conseguinte a produção. A naturalidade com que o conceito de uma peça se forma fica evidente no resultado final. O Mula Preta, que transparece em seu portifólio a grande afinidade de seus fundadores na esfera criativa e tem endereço fixo em uma das ruas mais importantes de São Paulo voltada ao Design de Interiores, participou de exposições internacionais e coleciona diversos prêmios ao redor do mundo.
Basquete, como o nome sugere, é uma cadeira elegante e extremamente confortável inspirada por uma simples bola de basquete. Feita de espuma moldada com revestimento em couro natural e à procura de algo incomum e original a ideia de deformar uma bola de basquete sugere mudar a nossa perspectiva como o ambiente em que vivemos.
O pebolim Pulse foi desenvolvido para a academia Pulse Health & Fitness, um projeto do renomado escritório RoccoVidal P+W. Concebido com compensado certificado, acrílico, metal e vidro todos os aspectos foram cuidadosamente estudados e desenhados, desde os bonecos de madeira torneada aos gols em acrílico moldado.
Desenhada sob a inspiração do formato orgânico das dunas que circundam Natal, a poltrona Duna é fabricada em madeira certificada com acabamento em freijó, madeira tipicamente brasileira que também apresenta nuances de cores das areias da região. Ela se destaca pela sua leveza, aliando tecnologia e arte a uma peça escultural.
Por Redação
Imagens: Rodrigo Zorzim e divulgação Mula Preta
Maior evento de inovação, design e negócios, a EXPO REVESTIR celebra duas décadas com retomada presencial e inaugura o ano de negócios do setor de revestimentos e acabamentos. O evento ocorre nos formatos físico e digital, de 8 a 11 de março.
2022 marca a celebração de 20 anos da EXPO REVESTIR, a maior feira de revestimentos e acabamentos da América Latina. Iniciado em 2003, com uma área de quase três pavilhões, o evento atualmente abrange a totalidade dos sete espaços do Transamerica Expo Center, em São Paulo, onde vem ocorrendo desde então.
As grandes atrações são norteadas em torno dos lançamentos e tendências mundiais, a renovação do conhecimento por meio do Fórum Internacional, a revitalização do networking entre as empresas e os profissionais do setor alinhadas às novidades da feira, que acontece de 8 a 11 de março, em formato híbrido: digital e presencial.
Mais do que a comemoração de duas décadas de promoção de negócios, parcerias e participação direta no desenvolvimento do segmento, nacional e internacionalmente, a data icônica marca a retomada do networking presencial e estreia a temporada de negócios do setor. Cerca de 200 expositores apresentarão, em estandes repletos de experiências lúdicas, emocionantes e inesquecíveis, as principais novidades e tendências que vão orientar a criatividade dos profissionais nos projetos e empreendimentos de 2022 e início de 2023.
“A EXPO REVESTIR será a oportunidade para o reencontro do setor e, certamente, será propulsor de negócios ao longo do ano. A feira é o resultado de um projeto do setor cerâmico nacional, que nasceu há 20 anos, com o objetivo de criar um ambiente adequado para a geração de negócios. Ao longo dos anos, o evento cresceu e consolidou-se como o mais importante no segmento de revestimentos e acabamentos da América Latina e um dos principais do mundo para a construção civil.” – Benjamin Ferreira Neto, Presidente do Conselho de Administração da Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos, Louças Sanitárias e Congêneres (ANFACER), promotora da feira.
FORMATO HÍBRIDO: PRESENCIAL E DIGITAL
A EXPO REVESTIR reunirá duas experiências bem-sucedidas para tornar a feira cada vez mais democrática: presencial e digital. O formato híbrido rompe fronteiras ao levar as inovações e os lançamentos dos expositores para todo o mundo. Enquanto a versão presencial contará com os estandes marcantes e um ambiente próspero para negócios e networking, a versão digital concentrará todos as novidades dos expositores, bem como as maratonas de conteúdos e o Fórum Internacional de Arquitetura, Urbanismo e Construção (FIAC), que este ano será 100% online.
“Será uma edição memorável. Vamos celebrar juntos a retomada das agendas presenciais, do networking e das parcerias. Ao conectar os universos físico e digital, aumentamos o alcance e as possibilidades de negócios, além de estreitar o contato com o mercado, os revendedores, os especificadores e todos que fazem parte da cadeia produtiva da construção.” – Maurício Borges, Presidente Executivo da ANFACER e CEO da EXPO REVESTIR e do FIAC.
Com capacidade máxima de expositores atingida, a 20ª edição da feira apresentará inspirações, novidades e tendências em cerâmicas, louças sanitárias, metais para cozinha e banheiro, rochas ornamentais, mosaicos, madeiras, laminados, cimentícios e vítreos. O evento físico é dirigido para arquitetos, designers de interiores, revendedores, engenheiros e os demais profissionais que fazem parte da cadeia produtiva da construção. Já a feira virtual será aberta todos os públicos, 24 horas, com imersões no que há de mais atual em inovações e tendências.
FIAC 100% VIRTUAL
O FÓRUM INTERNACIONAL DE ARQUITETURA, DESIGN E CONSTRUÇÃO (FIAC) permanece virtual, como ocorreu em 2021. Palestrantes de alta relevância no universo da arquitetura e do design se intercalam em programas e temas dirigidos a arquitetos, designers de interiores, revendedores e estudantes. Juntos, apresentarão tendências da realidade global diante dos novos desafios que o mundo enfrenta. Como todos os anos, o fórum terá o Dia do Designer de Interiores (09/03) e Dia do Arquiteto (10/03). O FIAC, assim como as demais ações da feira digital, ocorrerá na EXPO REVESTIR Digital House, no site oficial. Para completar ainda mais a maratona de conteúdo, diversos parceiros preparam uma programação especial para que a experiência virtual seja repleta de conhecimento.
CREDENCIAMENTO A inscrição para a 20ª EXPO REVESTIR
já está disponível e pode ser feita gratuitamente através do site oficial.
MEDIDAS SANITÁRIAS OBRIGATÓRIAS
Para garantir a segurança e o conforto de visitantes, expositores e colaboradores, a EXPO REVESTIR seguirá todos os protocolos sanitários vigentes contra a Covid-19, tais como a obrigatoriedade do Passaporte de Vacinação (com no mínimo duas doses ou dose única da vacina), máscaras cobrindo nariz e boca e uso de álcool em gel. A entrada no evento só será possível mediante a apresentação do passaporte de vacinação e documento oficial com foto. A feira ainda contará com uma equipe de biossegurança para garantir a adesão completa do público em relação ao respeito a esses protocolos.
A valorização da vista para o Vale do Quilombo e a utilização da madeira e da pedra de forma ampla e inovadora são pontos de destaque neste projeto de revitalização.
Valorizar as características naturais da região e as arquitetônicas presentes neste prédio histórico com traços modernos foi o ponto de partida do projeto de retrofit do Laje de Pedra, em Canela. Adquirido pelo grupo LDP Canela S/A em 2020, o local passa por um processo de remodelação e ampliação que culminará no Kempinski Laje de Pedra. Além de ser o primeiro na América do Sul sob a bandeira da rede de hotéis de luxo mais antiga da Europa, o local promete inaugurar um novo momento na hotelaria brasileira também através da arquitetura.
Com projeto original do arquiteto gaúcho Edgar Graeff, o hotel foi inaugurado em 1978 e refletiu, durante mais de 40 anos, sua época. O escritório Perkins&Will ficou responsável por reinserir o hotel entre os destinos mais cobiçados no Brasil, levando em conta que o prédio é um dos poucos exemplares do modernismo no Sul. O processo de concepção do novo Laje de Pedra partiu de um resgate da memória; nas visitas ao espaço e no estudo dos desenhos e documentos originais foram encontradas, inclusive, pistas de como o projeto poderia se reinventar sem perder a essência.
Os traços originais são mantidos, mas adquirem outro significado. O concreto, produto símbolo da arquitetura do século XX, ganha a companhia da madeira, material que vem conquistando espaço entre as construções mais disruptivas no mundo hoje e que, na região, é encontrado em grande parte das casas, inclusive as mais tradicionais datadas no início da colonização europeia no RS. Inovador, o método construtivo adotado no novo Laje de Pedra emprega, dentre outras técnicas, a madeira laminada cruzada, que dialoga perfeitamente tanto com o concreto quanto com as pedras de basalto – amplamente utilizadas no Estado e trazidas à tona com destaque. “A vista para o canyon é a nova vista para o mar”, diz o arquiteto responsável pelo projeto, Douglas Tolaine.
“Percebemos a presença marcante das linhas horizontais e verticais, do concreto e dos arcos, muito encontrados nos palácios de Brasília. O Laje de Pedra lembra muito o Palácio do Itamaraty, por exemplo. Toda a estrutura do hotel estava de costas para o Vale do Quilombo. A ideia agora, é voltar-se à natureza e incorporá-la ao projeto”
Perkins&Will
A madeira é tendência e aponta para um novo caminho da arquitetura, focando no consumo consciente e menor emissão de carbono. O material escolhido é o pinus, produzido e extraído de acordo com critérios de responsabilidade ambiental e social.
De frente para o cânion, uma deslumbrante vista para o Vale do Quilombo: falésia de 400 metros em uma das regiões mais bonitas do sul do Brasil.
As áreas comuns ganham vista para o vale. Uma das piscinas incorpora a laje de pedra que dá nome ao hotel e que contém propriedades terapêuticas e energéticas.
Madeira, concreto e basalto: O espaço em total sintonia com a natureza conta com muita iluminação natural ao longo do dia.Todos os processos carregam consigo a preocupação com o meio ambiente, com métodos construtivos de baixo impacto e aproveitamento ao máximo da infraestrutura e insumos já presentes no local.
Fernando Brandão assina projeto expográfico de exposição inédita no Farol Santander, com exibição de obras emblemáticas.
A mais recente empreitada do arquiteto, com curadoria de Ana Cristina Carvalho e Carlos Augusto Faggin, é a criação da exposição inédita em homenagem aos 100 anos da Semana de Arte Moderna e aos 200 anos de Independência política do Brasil e à Arte Contemporânea, expostas no Farol Santander até 22 de maio. A mostra “Identidades 22&22&22”, não meramente coincide com a abertura da exposição na data de 22 de fevereiro de 2022, como também reúne um acervo de produções artísticas de três séculos em mais de 800m² de área. Além do hall de entrada do edifício, uma percepção sobre as obras das coleções do Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo e da Coleção Santander Brasil somam mais de 100 trabalhos que estarão presentes.
“O intuito da exposição é fazer com que os visitantes se encontrem dentro de duas datas históricas, repletas de significados. Além de estar localizado no coração de São Paulo, conduz para que a exposição seja, efetivamente, um elo cultural, onde as pessoas podem ‘se ver’ pelo interior da mostra, afinal fazem parte de quem somos” – Fernando Brandão.
Serão exibidas obras emblemáticas de Tarsila do Amaral, Alfredo Volpi, Djanira da Motta e Silva, Di Cavalcanti; Anita Malfatti; Claudia Jaguaribe; Tuca Reinés e tantos outros artistas fundamentais para a Arte nacional. A exposição ainda conta com tecnologia e ambientação sonora com músicas e poemas das épocas retratadas para imersão do público nessa linha do tempo.
A mostra é dividida por temas e períodos em três andares, partindo do 24º andar correspondente ao Século XIX e a Independência do Brasil, o público encontrará representações tecnológicas e interativas de figuras históricas e personagens importantes para o período. Logo abaixo, no 23º andar, um ambiente dedicado a Semana de Arte Moderna de 1922 e à produção artística do Século XX. Ressaltam-se neste espaço pinturas e esculturas. Finalizando o roteiro no 22º piso do Farol Santander, será dedicado à produção artística contemporânea dos Século XX e XXI até os dias atuais. A área chamada “Um Passeio na Avenida Paulista” destaca as obras da Coleção Santander Brasil. Ali, o público fará um trajeto que simula uma caminhada pela avenida mais icônica da Capital, os visitantes encontrarão telas, esculturas e fotografias emblemáticas de grandes artistas e uma tela interativa de fotografia.
Serviço: Identidades — 22&22&22 – Farol Santander São Paulo
Onde: Rua João Brícola, 24 — Centro (estação São Bento — linha 1, azul do metrô)
Quando: De 22 de fevereiro a 22 de maio de 2022
Site Farol Santander: farolsantander
Telefone Farol Santander: (11) 3553-5627
Funcionamento: terça-feira a domingo
Horários: 09h às 20h
Ingressos: R$ 30,00
Prédio é voltado a pesquisas de alta tecnologia sobre agricultura urbana.
O maior centro de pesquisa europeu para a produção de alimentos na cidade foi inaugurado em Flandres Ocidental, na Bélgica. Batizado de Agrotopia, o espaço é uma estufa gigante onde serão aplicadas técnicas inovadoras de horticultura urbana. Em 6 mil m² – área destinada ao cultivo – estão sendo plantadas hortaliças e frutíferas. O espaço é dividido em quatro zonas climáticas que permitem o cultivo de espécies diversas.
Com a produção de alimentos na horizontal e vertical, a técnica chave é a hidroponia. Este sistema ajuda a reduzir o impacto ambiental, fazendo uso circular da água, obtendo mais produtividade em menor espaço e sendo mais protegido de “pragas” e doenças. Para além da cobertura, o prédio em si possui 9.500 m² e abriga várias instalações. Uma das ideias foi criar um percurso educacional para o público que queira conhecer a estufa.
A Agrotopia foi construída com vidro e aço no topo de uma cooperativa de alimentos. Segundo o Instituto de pesquisa Inagro, responsável pelo projeto, o espaço é suficiente para desenvolver, testar e demonstrar novas tecnologias em condições comparáveis ao mundo real.
Os arquitetos dos escritórios van Bergen Kolpa Architects e META Architectuurbureau, que desenvolveram o projeto da estufa, afirmam que a estrutura está em “simbiose circular com a cidade”. Isso porque a aplicação da sustentabilidade também se faz presente na construção do edifício. O prédio capta água da chuva em sua cobertura para utilizá-la na irrigação das plantas, também o escoamento da irrigação é tratado e reutilizado. Já o aquecimento da estufa é proveniente do calor residual de um incinerador de resíduos.
Produzir alimentos na cidade pode ser a chave para a segurança alimentar. Diversos especialistas ressaltam que é preciso encurtar distâncias entre produção e consumo. Neste caminho, hortas urbanas comunitárias são experiências interessantes e que precisam de apoio para serem ampliadas e melhoradas. No Brasil, um laboratório vivo de experiências em plantio urbano está em desenvolvimento em Curitiba, que inaugurou uma fazenda de agricultura urbana de mais de 4 mil m².