TRAVESSIAS – 13ª edição da Bienal de Arquitetura

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Práticas sociais, arranjos espaciais e as possibilidades de (sobre)viver e transformar a realidade em áreas urbanas e rurais estão presentes em “Travessias”.

 

A 13a edição da Bienal de Arquitetura, realizada pelo IAB-São Paulo (desde 1973), com o patrocínio master da Belgo Bekaert Arames, parceria institucional do Sesc São Paulo e Centro Cultural São Paulo, parte de uma realidade de intensas transformações geradas pela pandemia de COVID-19 em todo o mundo e que exigiu esforços intensos de organização das dinâmicas urbanas, sociais e profissionais pela sobrevivência. De novembro de 2020 a janeiro de 2021 foi aberto um concurso para selecionar uma proposta de co-curadoria para a 13a edição que sugeria como eixos norteadores: democracia, corpos, memória, informação e ecologia.

Entre as 11 propostas avaliadas, Travessias, que dá nome à edição, foi escolhida por unanimidade. A equipe vencedora é formada por nove integrantes brasileiros de diversas áreas de atuação: Carolina Piai Vieira, Larissa Francez Zarpelon, Louise Lenate Ferreira da Silva, Luciene Gomes, Pedro Cardoso Smith, Pedro Vinícius Alves, Raíssa Albano de Oliveira, Thiago Sousa Silva, Viviane de Andrade Sá. O grupo, ao lado da curadora residente, Sabrina Fontenele, construiu a 13a Bienal Internacional de Arquitetura – Travessias.

A proposta Travessias entende que a pandemia reforça desigualdades socioespaciais que já se estabeleciam, não só no país, como no mundo, compreendendo que essas estruturas sofrem fragmentações, tanto físicas quanto simbólicas, enraizadas nos violentos processos de colonização e apagamentos históricos. Como consequência, provocam inúmeras manifestações de opressão – como o racismo, o sexismo, o capacitismo e a colonialidade – no Brasil e em diversos territórios pelo mundo.

A equipe curatorial partiu do conceito de travessias da historiadora Maria Beatriz Nascimento, (1942, Aracaju, SE – 1995, Rio de Janeiro, RJ) que investiga o que do passado colonial e das diásporas permanece e o que se altera nesses deslocamentos das populações pelo mundo. Travessias geralmente estão relacionadas a conexão: a ponte que possibilita a transposição entre duas margens de um rio; a escada faz a ligação entre dois níveis; a rampa vence o desnível de forma acessível; os caminhos conectam territórios.

“Travessias também podem ser entendidas como percurso: as migrações forçadas dos povos africanos sequestrados de seus países de origem, as fugas para os quilombos ou os deslocamentos do campo para a cidade. Travessia é, portanto, um movimento que implica corpos e territórios e, se realizada coletivamente, o compartilhamento de experiências, de memórias e de identidade. Os territórios são marcados por desigualdades sociais, temporais e geográficas e, no caso brasileiro, foram conformados por disputas que envolvem o desejo de permanência e de movimento” – curadoria Bienal de Arquitetura.

13a Bienal Internacional de Arquitetura – Travessias reúne trabalhos de 10 convidados pela curadoria – instalações artísticas – e de 23 selecionados por uma chamada aberta. A exposição desses projetos será realizada no Sesc Avenida Paulista e no Centro Cultural São Paulo. A 13a edição é composta por três eixos: a exposição nos dois endereços; por uma extensa programação, maior parte também com transmissão virtual, – conferências, mesas temáticas e performances – que acontece nos equipamentos culturais e espaços públicos do eixo da Avenida Paulista: Sesc, Itaú Cultural e Instituto Moreira Salles; e por atividades educativas – visitas guiadas, oficinas e mediação.

A cerimônia de abertura no Sesc Avenida Paulista acontece em 27 de maio, às 18h, e contará com conferência de Joice Berth (Arquiteta e urbanista pela Universidade Nove de Julho e pós-graduada em Direito Urbanístico pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. É autora do livro O que é Empoderamento? (2018), da coleção Feminismos Plurais, e pesquisa o direito à cidade sob a perspectiva de raça e gênero) às 20h. Já a abertura no Centro Cultural São Paulo, acontece em 04 de junho, às 17h, com performance de Uýra, também convidada para a exposição.

A equipe curatorial priorizou trabalhos que trazem à tona narrativas de povos e grupos que são e foram historicamente violentados no país e no mundo. Entre os dez convidados que farão instalações artísticas estão: Arquitetura na Periferia (Minas Gerais – Brasil), Grupo Banga (Angola), Christophe Hutin (Paris, França), Coletivo Coletores (São Paulo, Brasil), Dele Adeyamo (Nigéria/Reino Unido), Francis Kéré (Gando – Burkina Faso), Jaime Lauriano (São Paulo – BR), Mona Rikumbi (São Paulo – Brasil), Mouraria 53 (Bahia – Brasil) e Uýra (Amazonas – BR)

 

CONVIDADOS – INSTALAÇÕES ARTÍSTICAS

ARQUITETURA NA PERIFERIA (MINAS GERAIS, BRASIL)

Projeto social que visa a melhoria da moradia para mulheres que moram em periferias, por meio de um processo em que elas são apresentadas às práticas e técnicas de projeto e planejamento de obras e recebem um microfinanciamento para que conduzam com autonomia e sem desperdícios as reformas de suas casas. Arquitetura na Periferia tem a missão de produzir e ampliar a informação e o conhecimento coletivamente para fortalecer vínculos comunitários por meio do protagonismo da mulher em toda a sua diversidade.

ANP Creditos Pedro Thiago Silva Easy Resize com

 

BANGA NOSSA (ANGOLA)

BANGA refere-se a um grupo de cinco arquitetos angolanos que visam promover a cultura e arquitetura angolana através de projetos e eventos artístico-culturais. Fazem parte de Banga Nossa: Kátia Mendes, Yolana Lemos, Gilson Mendes, Elsimar de Freitas e Mamona Duca. O grupo faz parte de uma “geração mais jovem” de arquitetos angolanos, que busca principalmente uma ou várias identidades na arquitetura nacional. Unidos em prol do desenvolvimento e promoção da arquitetura e artes do seu país de origem, o grupo Banga procura com projetos autorais refletir sobre o estado da arquitetura em Angola, bem como pensar a concepção e morfologia das comunidades, sempre atentos aos sinais da vida cotidiana da sociedade. Na base de trabalho deste coletivo é claro o uso da técnica de colagem, fotomontagens, ilustrações, entre outros recursos gráficos.

Banga Nossa Quadros chapeus e botas

 

CHRISTOPHE HUTIN (PARIS, FRANÇA)

Christophe Hutin é arquiteto e professor-pesquisador na Ecole Nationale Supérieure d’Architecture de Bordeaux. Especializado em arquitetura sustentável baseada na economia da construção, realizou diversos projetos na área de habitação, mas também de equipamentos públicos culturais. Christophe Hutin foi nomeado curador do pavilhão francês na Bienal de Arquitetura de Veneza 2021 em torno de seu projeto: “communities at work”. Ele também foi um colaborador da Bienal de Arquitetura de Chicago 2021.

Christophe Hutin Foto Philippe Ruault Easy Resize com

 

COLETIVO COLETORES (SÃO PAULO, BRASIL)

Coletivo de arte/intervenção urbana, formado em 2008, na periferia da Zona Leste da Cidade de São Paulo pelos artistas e pesquisadores Toni Baptiste e Flávio Camargo que têm a cidade como suporte para as suas ações. O coletivo propõe a discussão de temas urgentes como o direito à cidade e o combate ao racismo e à exclusão. O duo trabalha com diferentes linguagens como o grafite, a fotografia, a videoprojeção, instalação e game art. Um processo importante para o coletivo é ressignificar os espaços e trabalhar com a memória.

Coletores Promo por Toni Baptiste Easy Resize com

 

DELE ADEYEMO (NIGÉRIA/REINO UNIDO)

Dele Adeyemo é um profissional transdisciplinar espacial, diretor criativo e teórico urbano. Sua prática criativa e pesquisa interrogam os condutores subjacentes à produção do espaço, localizando-os na lógica racializante dos processos logísticos que orquestram os padrões de vida planetários. Os projetos de Adeyemo foram apresentados internacionalmente, inclusive na Bienal de Arquitetura de Veneza (2012) e na World Design Capital (Helsinque, 2012). Em 2019, como parte da 2ª Edição da Bienal de Lagos, foi curador e produtor de Black Horizon com o artista Hermes Chibueze Iyele. Em 2020 seu trabalho The Cosmogony of (Racial) Capitalism foi exibido na 5ª Bienal de Design de Istambul.

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FRANCIS KÉRÉ (GANDO, BURKINA FASO)

A pesquisa de Francis Kéré, Prêmio Pritzker 2022, envolve a valorização de métodos construtivos e de artesanatos originários, inclusive em forma de mutirões. Após anos estudando no exterior, Kéré retornou à sua comunidade natal com o intuito de construir espaços com materiais e técnicas locais, resgatando sabedorias ancestrais. Ainda como estudante em Berlim, criou uma associação que levantou fundos para a construção da primeira escola primária para a aldeia de Gando. Esse projeto fez Francis Kéré receber o prêmio internacional Aga Khan, em 2004 – algo destinado a reconhecer obras islâmicas, sobretudo com conotação social.

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JAIME LAURIANO (SÃO PAULO, BRASIL)

Artista visual. Sua produção busca trazer à superfície traumas históricos relegados ao passado, aos arquivos confinados, em uma proposta de revisão e reelaboração coletiva da História. A obra de Lauriano evidencia como as violentas relações de poder e controle do Estado e do sujeito moldam o processo de subjetivação da sociedade. O artista realizou inúmeras individuais e sua obra está presente em importantes exposições no Brasil e no exterior.

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MONA RIKUMBI (SÃO PAULO, BRASIL)

Enfermeira, atriz, bailarina, performer e ativista das causas raciais e das pessoas com deficiência. Foi a primeira mulher negra cadeirante a dançar no Theatro Municipal de São Paulo e participou da construção do movimento negro no país. Tem na religiosidade de matriz africana uma forma de entender o mundo e viver nele. Militante das causas da mulher negra, mãe e cadeirante, Mona já foi tema de documentário. A moradora da periferia de São Paulo é frequentemente convidada para participar de palestras e workshops em todo o país.

Mona Rikumbi creditos Kica de Castro Easy Resize com

 

MOURARIA 53 (BAHIA, BRASIL)

Mouraria 53 é um coletivo interdisciplinar formado pelo processo de reforma e ocupação de uma ruína-casarão no centro antigo de Salvador/ BA. Mutirões, pedagogia, reuso de materiais, relações entre construção e habitação, e processos de arquitetura são temas que, a partir da experiência da casa, guiam outras pesquisas. Funcionando como uma rede de amigos e projetos, o grupo se une em trabalhos a partir da memória da cidade e da investigação de suas mudanças

Mouraria credito Fernando Gomes Easy Resize com

 

UÝRA SODOMA (AMAZONAS, BRASIL)

Drag queen, artista visual multimídia, performer, bióloga e arte-educadora amazonense, Uýra Sodoma busca levar conscientização não apenas ambiental sobre a vida, mas todo seu caráter social e humano de resistência, da travesti, preta e periférica.Uýra, além de participar de exposições importantes, como na 34a Bienal Internacional de São Paulo, viaja com frequência para pequenas comunidades fluviais para educar sobre conservação ambiental por meio da arte. Graduada em Biologia, desenvolveu pesquisas científicas sobre a conservação de anfíbios e répteis amazônicos.

Uyra Espiritos de Tudo Que Vive Fotografia Selma Maia Easy Resize com

 

PROJETOS SELECIONADOS

Em continuidade à prática iniciada na última Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, o Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento de São Paulo (IABsp) abriu uma chamada de trabalhos para fazer parte da 13ª edição da Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo.

Foram selecionados 23 projetos, sendo 19 de 8 estados brasileiros (regiões norte, nordeste, centro-oeste e sudeste), além de Porto Rico, México, Chile e EUA. A diversidade dos sujeitos e coletivos proponentes foi uma dimensão importante para a seleção de projetos. Foram aceitas propostas de diversos formatos e linguagens, como: maquetes, objetos táteis, imagens impressas, mídias audiovisuais, podcasts, intervenções urbanas, artísticas, textos literários ou pesquisas científica

A chamada contemplou ainda um apoio para quatro projetos, todos de fora do eixo Rio-SP, para a produção de trabalhos inscritos na 13ª Bienal de São Paulo: Arami Sertão Mundo (Bahia), Materiais e Tempos (Bahia-São Paulo), Radio Floresta (Amazonas- São Paulo) e Guiada pelos Búzios (Bahia).

Para conhecer os 23 projetos selecionados, clique aqui

 

 

13ª Bienal Internacional de Arquitetura –Travessias

Serviço Sesc

Abertura: 27 de maio de 2022

18h, exposição

20h, conferência Joice Berth. -Retirada de ingressos com 30 minutos de antecedência.

Quando: 27 de maio a 17 de julho de 2022, terça a sexta, das 10h às 21h30, sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.

Endereço: Avenida Paulista, 119, São Paulo | Fone: (11) 3170-0800

Local: Arte I (5º andar)

 

Serviço CCSP

Centro Cultural São Paulo – CCSP

Abertura: 04 de junho de 2022

17h – Abertura da exposição e performance Uýra Sodoma

Quando: 04 de junho a 17 de julho de 2022, segunda a sexta, das 10h às 20h, sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.

Endereço: Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso, São Paulo – SP 01504-000

Telefone: 11 3397-4002

 Site: bienaldearquitetura.org.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagens: Pedro Thiago, Philippe Ruault, Toni Baptiste, Kica de Castro, Fernando Gomes, Selma Maia e divulgação.

Sistema ESG na gestão corporativa

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Sustentabilidade e Governança nas empresas do setor da construção

 

Com o advento da pandemia, as empresas da cadeia produtiva da construção têm procurado, cada vez mais, se conectar com as práticas de responsabilidade ambiental, social e de governança corporativa, caminhando para implantação de um Sistema ESG na gestão corporativa de suas organizações.

O termo ESG vem do inglês Environmental, Social & Governance (Ambiental, Social e Governança).

Para a definição dos requisitos de um Sistema ESG, devem ser considerados os principais referenciais já consagrados nacional e internacionalmente, tais como: indicadores Ethos de Responsabilidade Social Empresarial, ISE – Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa, GRI – Global Reporting Initiative, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e Pacto Glogal, assim como os referenciais dos sistemas de certificação ambiental praticados no mercado da construção: LEED, AQUA, PROCEL, WELL, FITWELL, CRADLE TO CRADLE e outros.

 

Ao implantar um Sistema ESG, no que se refere à dimensão Ambiental, a empresa deve considerar em suas políticas, compromissos, processos e comunicação, os seguintes aspectos:

  • Mudanças Climáticas
  • Gestão da Água
  • Gestão de Energia
  • Poluição e resíduos
  • Certificações Ambientais
  • Biodiversidade e recursos naturais
  • Qualidade urbana e uso do solo
  • Riscos ambientais

 

Na dimensão Social devem ser considerados os aspectos:

  • Direitos Humanos
  • Relações de trabalho
  • Saúde, segurança e bem estar
  • Capital humano
  • Diversidade
  • Equidade
  • Relações com fornecedores
  • Relações com a comunidade e a sociedade
  • Relações com clientes e consumidores

 

E na dimensão da Governança devem ser considerados os seguintes aspectos:

  • Estrutura de governança e compliance
  • Conselho, diretoria, acionistas e stakeholders
  • Corrupção e suborno
  • Ética nos negócios
  • Obrigações fiscais e legais
  • Gestão de Riscos
  • Gestão de crises e planos de contingência
  • Segurança e proteção de dados
  • Transparência e report

 

O Sistema ESG deve ser conduzido pela alta administração da empresa, consolidado em um documento de referência, com o detalhamento das diretrizes, requisitos e indicadores de performance do Sistema. A partir desse referencial, é possível estabelecer padrões e ferramentas de controle para garantir a sua efetiva implementação, a identificação de não conformidades e adoção de ações corretivas, preventivas e de melhoria.

Além disso, deve contar com um forte programa de conscientização e treinamento dos colaboradores e, ainda, com um intenso programa de comunicação com todos os stakeholders, visando divulgar os resultados alcançados.

Essa é uma das lições aprendidas com a pandemia, que vem acelerando importantes movimentos empresariais no setor da construção na direção da transformação digital, governança, responsabilidade socioambiental e solidariedade.

Uma mudança necessária de Mindset empresarial, com foco na Inovação.

 

 

 

Por Por Roberto de Souza, presidente do CTE – Centro de Tecnologia de Edificações (roberto@cte.com.br)

Grupo Fragnani realiza eventos e avalia como positiva a RioMar Casa 2022

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Tecnogres, Incefra e Incenor são as marcas oficiais da mostra, uma das mais importantes do setor de arquitetura e decoração do Nordeste.

 

O Grupo Fragnani, a revista ClassCasa e a Carlota Mídia e Produções vão entregar o Prêmio Top Class para o projeto mais criativo da RioMar Casa 2022,  no dia 3 de junho, a partir das 18h. A premiação vai indicar o criador do ambiente que mais se destacou na mostra, segundo critérios pré-estabelecidos e homenageará a arquiteta Juliana Dijck, que projetou o lounge do Grupo Fragnani na mostra.

“A RioMar Casa é uma importante vitrine para os setores de arquitetura, decoração e construção, e se concretiza em negócios e muitos contatos com vários agentes desses segmentos no mercado do Nordeste. A mostra é um espaço de muitos contatos e esses eventos otimizam essa aproximação, sendo uma excelente oportunidade de estarmos reunidos e poder perceber o que o mercado necessita e deseja, contribuindo para que nossas criações cada vez mais estejam de acordo com essas expectativas” – Bianca Fragnani, gerente de marketing.

 

 

O Grupo Fragnani detém as marcas de pisos e revestimentos cerâmicos e porcelanatos Incefra, Incenor e Tecnogres, sendo as duas últimas produzidas na Bahia, na unidade de Dias d´Ávila da empresa. Com uma planta renovada, a mostra RioMar Casa proporciona ao público uma área de exposição com ambientes de alto padrão para residências, as mais variadas abordagens corporativas e comerciais, sempre com o viés da arquitetura.

O evento propõe a experiência de um fluxo de visitação com espaços humanizados, inspirados em um boulevard amplo e aprazível, permitindo que se integre ao mall do shopping RioMar Recife.

 

 

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Casa Docol abre as portas em São Paulo

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Docol pretende se aproximar ainda mais de seu público-alvo e ressaltar a importância da água.

 

Seres humanos, animais, vegetais, e o próprio planeta: somos feitos de água e dela precisamos para continuar a existir. Pois esse líquido precioso, finito e fundamental para a vida é o coração da nova Casa Docol, espaço de 800 m2, na Al. Gabriel Monteiro da Silva, em São Paulo.

Com projeto arquitetônico do escritório MM18 Arquitetura, de Mila Strauss e Marcos Paulo Caldeira, a Casa Docol é o primeiro espaço conceito criado pela marca. Lá, profissionais e consumidores finais poderão experimentar os produtos e conhecer os valores da empresa, materializados na própria concepção arquitetônica. 

“Criamos uma casa com essa função de acolhimento. O que queremos mesmo é convidar as pessoas para irem lá e desfrutarem desse momento com a água” – Clarice Scharlau Mello, Gerente de Marketing da Docol.

“A ideia inicial, e que se manteve até o fim, era falar sobre a presença da água. Nós observamos que esse desenho da água se apresenta de forma repetida dentro do nosso corpo (nas veias), na raiz das árvores e no desenho dos rios. Então buscamos esses contornos orgânicos para deixar a água presente e aparente ao longo de todo o espaço…”, conta a arquiteta Mila Strauss, enquanto explica que um “rio” percorre toda a Casa Docol não só marcando essa veia poética, mas também organizando toda a exposição dos produtos e convidando o visitante a conhecer cada peça exposta. 

 

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Na fachada, um espelho d’água é a “nascente” desse rio, que percorre o interior do edifício até o fundo do terreno e depois retorna pelo jardim lateral – o “rio” é alimentado com água de reuso, num circuito fechado, sem desperdício, coerente com o DNA sustentável da empresa, que desde 1990 desenvolve produtos voltados para o uso racional da água.

Ao entrar na Casa Docol, o visitante se depara com uma galeria de design, na qual estão expostos os lançamentos de design autoral da marca, criados por nomes como Angelo Bucci, Estúdio Campana, Gui Mattos, Play Arquitetura e Triptyque. Com a inovação em seu DNA, a Docol tem investido em peças assinadas e ganhado destaque no mercado, junto aos profissionais e em premiações nacionais e internacionais.

 

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A exposição de produtos continua subindo as escadas (ou o elevador, para portadores de necessidades especiais); uma passarela de vidro conecta este andar ao piso superior da edícula, que abriga salas de reunião para especificadores. No térreo da edícula, uma cozinha totalmente funcional permitirá a realização de eventos e workshops. Entre o prédio principal e a edícula, um jardim perfeitamente integrado aos dois blocos funciona como espaço de convívio e também conta com estrutura de projeção para possibilitar treinamentos (e teto retrátil, que permite o uso sob qualquer condição climática). Como se vê, a fluidez da água também se reflete na concepção espacial da Casa Docol.

A vegetação também tem papel importante no projeto, envolvendo o edifício como um todo e marcando presença nos espaços. “É como se tivéssemos trazido um pedacinho de Joinville aqui para São Paulo”, conta Mila, referindo-se ao fato de a sede da empresa ser intensamente arborizada.

 

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SERVIÇO

Al. Gabriel Monteiro da Silva, 1.241, São Paulo – SP

Tel.: (11) 97477-0266

Horário de funcionamento: de segunda à sexta-feira, das 10h às 19h. Sábados das 10h às 14h. Fecha aos domingos. Recomenda-se agendamento prévio.

Concurso busca arquitetos para desenvolver projeto residencial em Curitiba

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A segunda edição do pioneiro Weefor Arq, promovido pela Incorporadora Weefor, tem inscrições abertas; objetivo é estimular o modelo participativo e valorizar a figura do arquiteto.

 

A inovação no mercado imobiliário é extremamente valorizada e se consolidou como um grande diferencial do mercado nos últimos anos. Mas por qual motivo essa inovação não é representativa quando tratamos de espaços para novos profissionais? Por qual motivo muitos profissionais já estabelecidos no setor não conseguem rumar por um caminho mais criativo?

Pensando nessas importantes perguntas e dificuldades do segmento, a Incorporadora Weefor, de Curitiba (PR), encontrou uma maneira para abrir espaços, reestruturar processos, e atingir um objetivo bem específico: destacar o valor do arquiteto no desenvolvimento de espaços mais integrativos. Em 2019, a empresa lançou o Weefor Arq, um inusitado concurso destinado a contratação de um projeto arquitetônico para o seu então primeiro empreendimento residencial na capital paranaense. A segunda edição é dedicada a um espaço residencial na Av. Sete de Setembro, próximo à Praça do Japão. As inscrições já estão abertas, e vão até 17 de junho, no site weefor.arq.br. 

“O objetivo do concurso é apoiar o desenvolvimento da arquitetura como disciplina fundamental para o desenvolvimento de espaços que promovam experiências mais integrativas do habitar” – Maria Eugenia Fornea, sócia-proprietária da Weefor.

Como cerne de sua atuação, a incorporadora visa questionar certos padrões que dão forma às cidades, desenvolvendo projetos que causem impacto social real e atendam às necessidades das pessoas. É com esse olhar que a comissão julgadora, formada por profissionais renomados selecionados, escolherá um profissional. Fazem parte da comissão julgadora as arquitetas Daila Coutinho, Fernanda Barbara e Luísa Konzen, e os arquitetos Celso Rayol, Fernando Forte e Igor Spanger.

 

Weefor Arq 2022

O modelo participativo é estimulado na seleção através de concurso, colocando o arquiteto no centro do projeto habitacional. “Assim, abre-se maior compreensão para aquilo que será ocupado”, define a sócia da incorporadora. Democratizar e ampliar o pensamento arquitetônico está na base do manifesto do Weefor Arq, destacando tópicos como a preocupação com o entorno do empreendimento, com a mobilidade do espaço e a integração do projeto à cidade.

No Termo de Referência, a WeeFor explica detalhadamente desde o histórico do bairro e do terreno (que abrigava casas construídas nos anos 70), inspirações e expectativas e até o diagnóstico territorial. Entre as diretrizes para desenvolvimento do projeto, estão conceitos como eficiência hídrica, eficiência energética, acessibilidade e bom aproveitamento da configuração do terreno. Conceitos como uso consciente do espaço urbano, sustentabilidade e interação entre moradores são ideais da incorporadora. “Iremos usar a tecnologia empregada neste projeto a favor de um bairro mais colaborativo e sustentável, que fomente a cultura local e dê novas opções de mobilidade para todos”, explica Maria Eugenia Fornea, sócia-proprietária da Weefor.

 

Primeira Edição

Em sua primeira edição, o Weefor Arq foi muito celebrado no cenário nacional. Promovido em parceria com a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura do Paraná (AsBEA/PR), o concurso recebeu 204 inscrições de 14 estados brasileiros. “Não queríamos um projeto exclusivo, mas sim uma proposta inclusiva, aberta e menos engessada, que envolvesse o maior número de pessoas possível no processo. Acreditamos que conseguimos dar uma ótima oportunidade para pessoas talentosas que até então não tinham acesso a esse mercado tão fechado”, comenta Maria Eugenia.

A edição de 2019 premiou a dupla Baldomero Navarro Gomes e Beatriz Froes Nachtergaele, da NN Arquitetos Associados, que ficou responsável pelo projeto do edifício Muda WF. O empreendimento, atualmente em construção no bairro Água Verde em Curitiba, ocupa uma área de aproximadamente 5250 m². O Muda WF terá 52 unidades de apartamentos que vão de 53 m² a 112 m². Em 2021, o projeto ganhou destaque no prêmio global Iconic Awards 2021: Innovative Architecture, organizado pelo Conselho Alemão de Design.

 

MUDA WEEFOR Easy Resize com
Edifício Muda WF – da NN Arquitetos Associados.

 

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Fonte e imagens: Divulgação Weefor

 

Arquitetos da Cidade: 2° edição destaca trajetória do gruposp

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Coleção Arquitetos da Cidade traz em sua segunda edição projetos selecionados do escritório de arquitetura gruposp.

 

O segundo livro da Coleção Arquitetos da Cidade, que elucida o destaque de escritórios brasileiros no enfrentamento dos desafios inerentes à cidade contemporânea, traz o trabalho do escritório gruposp, coletivo de arquitetura com destaque no cenário nacional e internacional, que pela primeira vez apresenta seu trabalho reunido em publicação específica.

Dos 78 projetos realizados em 15 anos de atuação do escritório de arquitetura fundado por Alvaro Puntoni e João Sodré, nove foram os escolhidos pela organizadora Marta Bogéa na primeira publicação dedicada ao escritório, a Coleção Arquitetos da Cidade – gruposp, feita em parceria entre a Editora Escola da Cidade e as Edições Sesc São Paulo.

O primeiro dos projetos apresentados no livro, de 2013, propõe a criação de um “Museu Difuso e Urbano” para o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP). Outros projetos institucionais também estão incluídos na publicação: a Escola Estadual Jd. Tatiana (2006-2009), na cidade de Votorantim (SP); a sede nacional do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em Brasília, (2008-2010), projeto vencedor do concurso público; e a sede da unidade do Sesc Limeira, realizada em parceria com José Paulo Gouvêa e Pedro Mendes da Rocha, também vencedora de concurso nacional.

Em relação aos projetos residenciais, são apresentadas propostas para habitações coletivas, como a Moradia Estudantil da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em Osasco e São José dos Campos (2015); o Edifício Simpatia (2007-2010), localizado na Vila Madalena, em São Paulo. A elas se somam três casas, localizadas nos bairros do Morro do Querosene e Jardim Paulistano, na capital de São Paulo, e na cidade de Itu, que também têm em comum o olhar sobre a topografia dos terrenos e o diálogo com o espaço público.

O volume conta com colaborações de Angelo Bucci e Jorge Figueira, além de entrevista com Alvaro Puntoni e João Sodré, que coordenam o escritório, conduzida por Marta Bogéa, Mônica Junqueira (professora da FAU-USP) e Pedro Kok (fotógrafo), num diálogo sobre as perspectivas da dupla e sua prática, dando ênfase às colaborações e parcerias, e à construção de um legado propositivo para a arquitetura nas cidades, como a participação do escritório na XVI Bienal de Arquitetura de Veneza, em 2018, numa exposição que discutia a radicalidade dos “espaços sem nome” da arquitetura brasileira como locais de encontro.

 

Col Arq da Cidade GRUPOSP x

 

Sobre a Coleção
A série Arquitetos da Cidade pretende registrar e divulgar o trabalho de arquitetos cujas ações não perdem a oportunidade de concretizar uma gentileza urbana, ou seja, de qualificar o espaço público com ações positivas. A série busca mostrar projetos que entendem que a arquitetura urbana é arte complexa, determina o desenho da paisagem, influi nas relações sociais e qualifica o espaço para as pessoas. O primeiro livro da série foi dedicado ao escritório paulistano SIAA, lançado em dezembro de 2021 e organizado por Francesco Perrotta-Bosch.

Sobre a organizadora
Marta Bogéa é professora associada da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, no departamento de projeto. É livre-docente (FAU-USP, 2018); doutora em Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP, 2006); mestre em Comunicação e Semiótica (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 1993); arquiteta-urbanista (UFES, 1988). Atualmente é Vice-diretora do Museu da Arte Contemporânea da USP (2020-2024).

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Fonte: Escola da Cidade
Imagem: Divulgação

Casa de Vidro: Exposição “De 22 a 72: Bardi e o Modernismo Brasileiro”

Perspectiva da montagem do Circo do Piolin no vuo livre do MASP Lina Bo Bardi Acervo Instituto Bardi x

Mostra comemora os cinquenta anos da exposição ‘Semana de 22: Antecedentes e Consequências’, idealizada por Pietro Maria Bardi no MASP.

 

O Instituto Bardi expõe até dia 2 de julho de 2022, na Casa de Vidro, em São Paulo, a exposição “De 22 a 72: Bardi e o Modernismo Brasileiro”. Com curadoria de Renato Anelli e Eugênia Gorini, a mostra comemora os cinquenta anos da exposição “Semana de 22: Antecedentes e Consequências”, idealizada por Pietro Maria Bardi (La Spezia, Itália, 1900 – São Paulo, Brasil, 1999) no Museu de Arte de São Paulo (MASP) para o primeiro cinquentenário da Semana de Arte Moderna. Inaugurada em 2 de maio de 1972, a mostra no MASP revelava um amplo quadro da modernização de São Paulo. “As obras dos ‘semanistas’ (conforme se referia Bardi) constituíam apenas um momento, seminal e provocador, carregado de potencialidades e contradições.

“Ao rememorar esta exposição, o Instituto Bardi pretende contribuir para o debate sobre o papel do evento de 22 no processo de modernização cultural, social e produtiva do país, a partir da interpretação de Pietro Maria Bardi” – Lorenzo Gemma, diretor executivo da Casa de Vidro.

Apresentando as faces erudita e popular do modernismo brasileiro, “Semana de 22” ocupou dois espaços no museu. Na sala do 1º andar, uma coleção de objetos e obras de arte contextualizava a vida cotidiana na cidade de São Paulo em 1922. A expografia foi dirigida por Bardi e seus assistentes, utilizando painéis, vitrines e alguns cavaletes de vidro criados por Lina Bo Bardi. Já sob o vão livre do MASP, Bardi encomendou a Lina a construção de uma versão reduzida do Circo Piolin, uma homenagem ao palhaço Piolin, tido pelos modernistas como um exemplo de ator moderno e popular.

 

Circo Piolin no MASP para a exposiouo do cinquentenirio da Semana de foto Luiz Hossaka Acervo Instituto Bardi x
Circo Piolin no MASP para a exposição “Semana de 22: Antecedentes e Consequências”. Fotografia: Luiz Hossaka / Acervo Instituto Bardi

 

Em “De 22 a 72: Bardi e o Modernismo Brasileiro”, o público poderá conhecer documentos, fotografias e desenhos que registram a montagem de 1972. Além de itens do Centro de Pesquisa do MASP, do MIS e da Coleção Gregório Warchavchick, serão apresentadas peças do próprio acervo do Instituto Bardi. Junto a esses registros históricos, serão reproduzidos textos e trechos de entrevistas de Pietro Maria Bardi, com expressões sobre esse importante episódio da cultura brasileira.

 

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Entre os destaques da mostra da Casa de Vidro estão os desenhos originais de Lina Bo Bardi para o Circo Piolin e a recriação da arte gráfica de Willys de Castro para o cartaz e capa do catálogo. O artista neoconcreto interpretou a visão histórica de Bardi sobre o modernismo ao dispor em uma grelha de 4 x 4 imagens, 16 rostos recortados de 15 pinturas e uma escultura produzidas entre 1890 e 1945. Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Portinari e Volpi integram o conjunto.

 

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Perspectiva da montagem (1972) do Circo Piolin no vão livre do MASP, ambos projetos de Lina Bo Bardi. Imagem: Acervo Instituto Bardi

 

Recriação da arte gráfica de Willys de Castro para o cartaz e capa do catálogo da exposição “Semana de 22: Antecedentes e Consequências”. Fotografia: Via Levy Leiloeiro

 

 

Exposição “De 22 a 72: Bardi e o Modernismo Brasileiro”
Local Casa de Vidro
Endereço Rua Gen. Almério de Moura, 200 – Morumbi, São Paulo
Visitação até 2 de julho de 2022 | Sextas e sábados, das 10h às 15h30
Ingressos R$ 50 a inteira; R$ 25 a meia-entrada
Agendamento portal.institutobardi.org
Informações infobardi@institutobardi.org | @institutobardi

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Instituto Bardi
Imagens: Divulgação

Paisagismo sustentável: união de estética, ciência e cultura.

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Livro Paisagismo sustentável para o Brasil, de Ricardo Cardim, traça revisão histórica e propõe novas práticas para a atividade, entre elas o uso prioritário de espécies nativas.

 

Por responder pela criação de áreas verdes que fazem parte do nosso cotidiano, nas cidades ou fora delas, o paisagismo é hoje um assunto de importância vital para a sociedade. Nunca a existência humana causou tanto impacto na natureza como nesse começo de milênio, mas se temos capacidade destrutiva, também está ao nosso alcance, por novos conhecimentos, tecnologias e práticas disponíveis, seu uso adequado e sua restauração. As escolhas do paisagismo se refletem em temas como equilíbrio ecológico, água, solo, saúde pública e valorização cultural de remanescentes naturais. Entretanto, eles pouco entram na pauta da atividade e mesmo no tema do meio ambiente.

O livro Paisagismo sustentável para o Brasil: integrando natureza e humanidade no século XXI, de Ricardo Cardim, aborda de forma ampla a relação entre natureza e humanidade no Brasil, país detentor da maior biodiversidade nativa do planeta e com elevada urbanização. Traça uma revisão histórica da atividade, descreve os problemas comuns da natureza projetada e sugere novos caminhos e reflexões sobre a atividade. Com isso, deixa clara a urgência para que a desconexão do paisagismo com o conhecimento científico e aspectos ecológicos e culturais seja revertida.

Cardim foi o idealizador das Florestas de Bolso da Mata Atlântica, plantadas por mutirões voluntários em áreas públicas de São Paulo. Do ativismo ao paisagismo, ele vislumbra uma cidade verde no século 21, que possibilite a harmonia entre a extraordinária natureza nativa herdada pelos brasileiros e a vida humana moderna.

 

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O livro expõe como nossas interações com a natureza se transformaram ao longo do tempo, até chegar aos dias de hoje, e relata, de forma detalhada, os problemas atuais do paisagismo no âmbito público e privado. Com esse panorama, passa a apresentar práticas positivas e possibilidades de atenuar os impactos e riscos relacionados ao manejo da natureza, seja na cidade ou em áreas do interior.

Pouca gente sabe, mas mais de 90% das espécies de plantas comercializadas no Brasil — país de maior biodiversidade do mundo — são exóticas. São plantas de várias partes do mundo que têm suas mudas desenvolvidas e comercializadas globalmente por grandes empresas estrangeiras, que dominam esse mercado desde que ele existe. Como fruto da mentalidade dominante, o paisagismo segue normalmente motivações estéticas e comerciais, difundindo plantas de forma despreocupada, resultando na disseminação de muitas áreas verdes desconectadas da paisagem nativa e também capazes de substituir e degradar a flora e fauna ancestrais, além de apresentar baixo potencial de serviços ecossistêmicos e de uso público.

Paisagismo sustentável pode significar saúde física e psicológica, qualidade ambiental e uma relevante ferramenta de educação e conservação de ecossistemas naturais.

 

Serviço:

Paisagismo Sustentável para o Brasil: integrando natureza e humanidade no século XXI
304 páginas
571 imagens
698 referências bibliográficas
Autor: Ricardo Cardim
Editora Olhares

 

Metaverso: o que já é real no longo caminho até um verdadeiro mundo virtual?

OIP

A recente agitação em cima do Metaverso vem criando expectativas, dúvidas e esperanças sobre como é e será essa incrível nova forma de se conectar ao mundo virtual.

 

A maior parte das pessoas, dos mais leigos aos profissionais de tecnologia, possuem suas ideias do que fazer com o Metaverso. Algumas ideias são realistas para a atualidade, outras são sonhos futuros, dado que esse ainda é um conceito cheio de possibilidades a serem testadas e desenvolvidas na prática.

Apesar das incertezas, há uma verdadeira corrida para ganhar terreno nesses mundos virtuais. Grandes empresas estão buscando maneiras criativas de criar em cima do conceito, cada qual atendendo ao seu nicho, o que é um desafio, já que a ferramenta não foi idealizada, primeiramente, como algo real, mas como parte da ficção. Sendo assim, conhecer seus limites, sem deixar de expandi-los, é uma tarefa árdua e de grande demanda por criatividade e desenvolvimento tecnológico.

A palavra, em si, como ideia ou conceito, é antiga. Foi cunhada pelo escritor norte-americano Neal Stephenson, em seu romance de 1992, Snow Crash. Na ficção científica de Stephenson, pessoas usam avatares para viverem em um mundo digital online para fugir de uma realidade distópica. Não é incomum ver essa ideia dentro desse contexto distópico da ficção, como nos clássicos cyberpunk Neuromancer, de William Gibson, ou filmes como Matrix, das irmãs Wachowski. O livro/filme Jogador Nº 1, de Ernest Cline/Steven Spielberg, chega perto do que se imagina para o metaverso hoje, mas ainda assim se constrói em bases distópicas, considerando uma realidade física pessimista.

Diferente da ficção, por mais pessimista que possamos ser, o mundo não é tão obscuro. A ideia do Metaverso atual não vem de encontro à uma fuga de uma realidade com baixa qualidade de vida, onde não há escolha a não ser tentar anestesiar a dor do cotidiano. Ela surge como um solucionador de diversas questões práticas e até focadas em facilitar e melhorar o que é real.

 

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Liberland Metaverse por Zaha Hadid Architects. Imagem Mytaverse.

 

O Metaverso ganhou notoriedade com promessas futuras, mas ele já é uma realidade bem sólida para muitas empresas. A BMW, por exemplo, utilizou a solução Omniverse da NVIDIA, que já existe no mercado brasileiro, para desenvolver uma réplica de uma de suas fábricas, criando um gêmeo digital, ou digital twin, dessa estrutura real, contando com simulações de funcionários e robôs para compor o cotidiano e funcionamento da fábrica. Essa criação da fábrica virtual da BMW gerou uma economia de milhões de dólares e fez com que a BMW fizesse uma simulação de como funcionaria antes de colocar tudo em um ambiente de produção.

Para empresas como a BMW, assim como de tantas outras indústrias que podem utilizar o NVIDIA Omniverse, o Metaverso é bem real, funcional e provedor de resultados que vão da segurança à melhores planejamentos logísticos e de retorno de investimento. Na simulação, é possível estudar cenários com consequências físicas reais, considerando o comportamento das pessoas, entendendo pontos de atenção nas linhas de produção, entre tantas outras funcionalidades.

É como criar um mundo onde se pode testar antes de se investir no mundo real, conhecendo riscos, benefícios e possibilidades. Além disso, é possível que equipes globais atuem juntas construindo e manipulando o digital twin. Os setores que já são beneficiados por esse tipo de ferramenta incluem a arquitetura, a engenharia, a manufatura, a mídia e entretenimento e a supercomputação. É possível simular cidades inteiras, a fim de calcular diversos cenários úteis.

Longe de ser uma “Matrix”, o Metaverso é um mundo 3D virtual compartilhado, que promove interatividade, imersão e colaboração, e tem utilidades muito maiores do que “viver em uma realidade virtual”, mesmo que isso seja possível um dia. Apesar disso, diferente da ficção, o que levará as pessoas a esse mundo virtual não será a falta absoluta de esperança no real, mas sim as possibilidades de expansão da realidade.

 

 

 

Por Marcio Aguiar , diretor da divisão Enterprise da NVIDIA para América Latina.
Imagem: Divulgação