Emotivo e VIBRANTE

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SAOTA, ARRCC e OKHA combinam luxo com maturidade e sofisticação neste projeto de design contemporâneo.

 

South Villa é uma cobertura de cinco andares nos premiados apartamentos Clifton Terraces em Victoria Road, Cidade do Cabo. Sua posição elevada sobre a icônica Cabeça de Leão tem vistas extravagantes do oceano e pontos turísticos locais, como Table Mountain e as praias intocadas de Clifton. O edifício, com 8240 m2 de área total, projetado pelo escritório SAOTA, imita os contornos existentes na paisagem ao seu redor, garantindo sensivelmente que as vistas dos locais vizinhos não fossem afetadas por sua construção.

Saliências profundas e a paleta natural de materiais se misturam ao ambiente, enquanto terraços paisagísticos em cada nível garantem que o edifício se instale organicamente com seu entorno. A decoração interior e arquitetura de interiores, da ARRCC e da OKHA, tem conexões estilísticas com o estilo modernista do período Art Deco dos anos 1920 e 30. Entrando em Clifton Terraces através de sua área de recepção revestida de pedra, um elevador privado sobe seis níveis até a cobertura e abre para um corredor com um painel completo de mármore Fantasy antes de chegar ao saguão privado da cobertura. 

 

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Cada apartamento une tecnologia, funcionalidade e segurança, repletos de sofisticação. Através do sistema de automação residencial perfeitamente integrado, quase qualquer aspecto do South Villa pode ser controlado remotamente e personalizado, incluindo o elevador, piscina e Wi-Fi. Há uma ampla gama de móveis OKHA projetados sob medida em áreas-chave em todo o ambiente, enfatizando o poder da forma, massa e materialidade. “Não querendo superpovoar um espaço, aumentamos a escala das poucas peças selecionadas dentro dos cômodos, dando a cada forma amplo espaço para se comunicar”, diz Adam Court, diretor e designer da OKHA. A área de convivência, por sua vez, abre em um terraço de 150 m² que possui uma piscina aquecida retangular elevada, com vista de 360 graus durante todo o ano de Clifton e Table Mountain. 

 

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A cobertura funciona como uma galeria de arte privada, com curadoria da OKHA em colaboração com o cliente e apresenta obras de galerias como SMAC, What If the World e Southern Guild. Entre os artistas em destaque estão nomes como Chris Soal, Galia Gluckman, Michele Mathison, Alexandra Karakashian, Mongezi Ncaphayi, Pierre Vermeulen, Chuma Maweni e Atang Tshikare.

A tensão emotiva entre cores, materiais, tato, formas e espaços simbioticamente contribuem para a narrativa geral do design. O detalhamento clássico da parede ganhou vida com uma paleta de cor contemporânea introduzindo cinzas mal-humorados e acabamentos texturizados, somados à uma camada provocativa de acentos de carvalho e latão.

 

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O caráter dos móveis não é alcançado através da ornamentação, mas de acordo com os princípios do modernismo do estilo, utilizando uma articulação clara, com escala desempenhando um papel importante. A mesa de jantar Morpheus em forma de trapezoide duplo com base em tubos de aço é um destaque à parte.

 

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ARRCC usou um clássico painel de parede com costelas em um rico verde escuro no quarto principal que, juntamente com piso de madeira, ecoam os pinheiros do Cabo que emolduram as janelas voltadas para a Baía de Camps. A cama personalizada com cabeceira multi painéis em Carvalho e cana francesa, e a poltrona larga e baixa em rico veludo verde foram feitos sob medida pela OKHA. No banheiro principal da suíte, espelhos de bronze de cana francesa e carvalho são combinados com lajes de parede a parede em mármore Bianco Carrara.

 

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Por: Redação
Imagens: Adam Letch e Niel Vosloo

TERRA: Abraçando a Comunidade e a Conexão

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A Sherwin-Williams se concentra no equilíbrio e na renovação de espaços residenciais e comerciais através das tendências apontadas no estudo de cores.

 

 

A Sherwin-Williams, apresenta o Colormix® Tendência de Cores 2023: TERRA, uma coleção de tons que envolve regeneração, criatividade, cuidado, conexão e alegria. A previsão anual com 40 cores abrange paletas com curadoria inspiradas na conexão natural das pessoas e seus espaços.

“Estamos intencionalmente em uma jornada que nos permite experimentar cores bonitas e vivas à medida que evoluímos”, explica Patrícia Fecci, gerente de marketing para serviços de Cor & Design da Sherwin-Williams. “Nossa conexão com a Terra, melhores lembranças e futuras esperanças é o que influencia a nossa perspectiva global para os próximos meses. Essas inspirações afetam nossos espaços comerciais tanto quanto nossas casas. Abraçar a ideia de TERRA no design, oferece uma nova maneira de viver que será definida pelo equilíbrio, presença, apoio e a alegria duradoura do que nos espera”, traduz Patrícia.

A equipe de profissionais de Previsão Global de cores da Sherwin-Williams, liderada por Sue Wadden, diretora de marketing de cores da Sherwin-Williams, conduz uma extensa pesquisa a cada ano, e se reúnem em um workshop intensivo para estruturar a previsão de cores, e preparar o cenário do próximo ano. Todos os tópicos de influências são considerados – da mudança climática à saúde mental – e temas emergentes que devem impactar o mercado são cuidadosamente traduzidos em cores e paletas coesas.

A coleção Colormix de 2023 apresenta ricos tons da terra, argilas naturais, areias de dunas queimadas, neutros repousantes e tons pastel acinzentados.

 

Terra – Colormix® Tendência de Cores 2023

São 40 tons definidos em quatro paletas: Bioma, Saberes, Essencial e Origem.

 

Bioma

Com base nos componentes de um ecossistema em constante transformação, a paleta Bioma exalta as semelhanças entre uma Terra abundante e a busca pelo equilíbrio. Esta paleta encontra sua inspiração na biofilia, minimalismo orgânico e na simbiose. A naturalidade do Jangada de Bambu SW 7501 complementa a serenidade do Bronze Conectado SW 7048, entre outras combinações tranquilas e sofisticadas.

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Saberes

A paleta Saberes inspira-se no conhecimento que atravessa séculos e culturas. Os tons dessa paleta nos convidam à reconexão com uma intrínseca mistura de vermelhos argilosos, tons pastel acinzentados e tons inspiradores de joias preciosas. Enquanto Flor de Malva SW 0062 sussurra uma beleza sutil, o Pavão Misterioso SW 0064 induz a uma atitude ousada.

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Essencial

Lugares escondidos geralmente podem ser os mais terapêuticos e a paleta Essencial nos ajuda a encontrar esse reino de energia restauradora. Marrons terrosos e brancos de alma suave complementam a paleta de tons quentes e que exalam amor e bondade. Influenciado por rituais diários de bem-estar, as cores de Essencial remetem a argilas naturais e areias de dunas queimadas pelo sol, como o Pavê de Chocolate SW 6053 e a Areia Fofa SW 6058, ressaltando a calmaria e quietude.

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Origem

Para traçar um caminho pela selvagem e maravilhosa paisagem de nossas vidas, a paleta Origem coloca em camadas nossas primeiras memórias e futuras esperanças, criando vibrações positivas e alegrias para o momento presente. Tons como Uva Exuberante SW 6293, Apimentado SW 6615 e Canarinho SW 6905 são magnéticos e de espírito livre.

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Conheça em detalhes o Colormix 2023

Todas as 40 cores da previsão estão disponíveis nas lojas Sherwin-Williams em todo o país.A marca também disponibiliza o ColorSnap Visualizer, aplicativo de paleta de cores, que possibilita relacionar as cores das fotos contidas no celular e fazer combinações com as cores da Sherwin-Williams, além de possibilitar enxergá-las através de simulações em ambientes. A ferramenta é gratuita, intuitiva e está disponível para Android e iOS.

Para mais informações acesse o site: www.sherwin-williams.com.br

Redes sociais:
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Fonte: Sherwin-Williams
Imagens: Divulgação

A importância da tecnologia e sua evolução na Arquitetura, Engenharia e Construção

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Ferramentas digitais e softwares são imprescindíveis para planejamento e concepção de projetos na construção civil.

 

A tecnologia está presente em praticamente todos os segmentos de mercado atualmente e, sua transformação constante, coloca todos esses mercados em uma corrida frenética para acompanhá-la. Na Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC), por exemplo, a tecnologia se faz cada vez mais evidente, com ferramentas e softwares que auxiliam os profissionais da área em seu dia a dia de trabalho. Mas, qual é o impacto da tecnologia nessas verticais?

Atualmente, os setores de Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC) representam parte importante da economia brasileira, como aponta o relatório do IBGE de junho de 2021, no qual a indústria de Construção Civil, por exemplo, superou a alta do PIB nacional (1,2%) no 1º trimestre do ano anterior, e registrou 2,1% de aumento em relação ao 4º trimestre de 2020.

O uso de ferramentas digitais e softwares em programas de Arquitetura, Engenharia e Construção oferece inúmeros benefícios aos profissionais destes segmentos, uma vez que auxiliam desde o planejamento até a concepção de um projeto. A redução de custos é uma das vantagens, visto que o uso de tecnologias possibilita a previsão de riscos e erros, e previne, ainda, potenciais acidentes. Dessa forma, não há gastos desnecessários e as empresas podem acompanhar os custos em tempo real, garantindo maior controle de suas despesas.

Além disso, há uma otimização do tempo de trabalho e consequente aumento de produtividade nas companhias de AEC. A modernização no desenvolvimento de um projeto permite a entrega de uma quantidade mais consolidada, completa e consistente de dados aos clientes, os quais não são baseados em cálculos humanos, mas, sim, em ferramentas e softwares eficientes e precisos.

 

Compartilhamento de informações em tempo real

A tecnologia neste meio permite um processo de criação de modelos virtuais com informações técnicas de edificação, no qual diversos profissionais podem colaborar durante o planejamento, viabilidade, execução e operação de um projeto. Neste processo, todos os dados podem ser compartilhados em uma plataforma na nuvem, onde há a garantia de segurança das informações e ampliação na capacidade de armazenamento.

Além disso, graças às ferramentas de armazenamento e compartilhamento de dados, por exemplo, as empresas de AEC podem acessar diariamente seus relatórios, de forma segura e prática, a fim de sanar dúvidas, entender melhor a fase do projeto e qual é sua previsão de término. Por meio do monitoramento de atividades, é possível também mensurar resultados, compreender os pontos de melhoria e obter uma tomada de decisão mais embasada e precisa.

 

Importância da tecnologia para AEC x exigências do mercado

É uma tendência do mercado que todos os softwares, aplicações e tecnologias sejam atualizadas constantemente. Ou seja, uma companhia que não esteja disposta a acompanhar a modernização proposta pelo mercado, provavelmente não conseguirá mais trabalhar ou desenvolver um projeto de uma forma adequada após um tempo, uma vez que as próprias capacidades computacionais das máquinas são atualizadas regularmente e exigem ferramentas e softwares modernos.

No entanto ao optar pela implementação de novos softwares ou utilização de ferramentas digitais, é preciso contar com profissionais certificados na área. Durante todo o processo, é imprescindível ter o apoio de uma consultoria que entenda a importância da tecnologia para AEC e preste um serviço desde o momento da pré-venda, até o suporte após a finalização da implementação dos novos softwares. Desta forma, a empresa se sentirá mais segura e apta para competir com os níveis de exigências tecnológicas do mercado de Arquitetura, Engenharia e Construção.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Jussiane Félix – Solution Sale Specialist da SoftwareONE.

Imagem: Ilustrativa

Sistemas de ar condicionado: eficiência energética

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Conheça mais sobre Processos integrativos para a concepção de um sistema de ar condicionado.

 

Os temas “sustentabilidade” e “eficiência energética” vêm ganhando força e se tornando termos populares e comuns em todas as áreas. Na construção civil não é diferente: tanto no âmbito de projetos como nas atividades de construção (obras, resíduos e materiais), a sustentabilidade vem se intensificando com a demanda cada vez maior de certificações sustentáveis (LEED®, AQUA®, BREEAM® etc.), bem como de selos de eficiência energética (PBE Edifica) nos empreendimentos.

Por conta dessa procura, identificamos projetos que, “alavancados” pelos processos de certificação sustentável e eficiência energética, acabam resultando em empreendimentos com soluções de sistemas prediais, especificamente em sistemas de ar condicionado, que apresentam elevado custo.

Isso, no entanto, não é regra. O grande equívoco tem sido relacionar os projetos de sistemas prediais sustentáveis e eficientes a projetos que possuem sistemas de elevada tecnologia e alta complexidade. Na verdade, está fundamentalmente relacionada ao conceito integrado dos projetos ou processo integrativo de projetos, envolvendo não somente os projetos de sistemas prediais (ar condicionado, elétrico, iluminação, hidráulico etc.), mas principalmente a sinergia de todos com os projetos arquitetônicos, porém, com a visão sistêmica de conceitos correlacionados das diversas disciplinas e não focado apenas em determinação de espaços e compatibilizações físicas de desenhos.

Os projetos arquitetônicos têm grande participação no consumo energético de qualquer empreendimento. Em se tratando de um edifício comercial, por exemplo, o projeto arquitetônico é responsável por quase 25% da participação no consumo energético global. Mas como isso é possível, já que a arquitetura não possui componentes que consomem energia? O desconhecimento da resposta a essa pergunta é o que gera, em grande parte dos projetos, sistemas prediais com instalações e equipamentos de elevada tecnologia e de elevado custo.

A arquitetura, representada principalmente pelo projeto de fachada ou arquitetura bioclimática, tem enorme influência na eficiência energética de qualquer construção, pois é nela que serão especificadas as características físicas da composição dos materiais que irão formar a “casca” do edifício. Entendemos, então, que a “casca” deverá proteger as áreas internas das influências externas. Proteger contra a ação de intempéries (vento, chuva etc.) e principalmente contra a transmissão de calor, composto principalmente pelo ingresso de radiação infravermelha e ultravioleta na edificação. Abordaremos, a seguir, um breve exemplo de um processo integrativo para a concepção de um sistema de ar condicionado.

 

 

Primeiramente, um projeto arquitetônico eficiente deve levar em consideração todos os efeitos da arquitetura bioclimática, de modo a estabelecer estratégias de concepção, desenho (orientação e forma), escolha de materiais (vidros, vedação, cobertura etc.) e sistemas de proteção passivas (brise soleil, peitoril etc.), com o objetivo fundamental de promover sempre o conforto térmico, lumínico e acústico dos ocupantes e, também, reduzir a demanda de cargas internas, especialmente para o sistema de ar condicionado.

Após essa otimização arquitetônica, deve-se avaliar como será a utilização e finalidade dos espaços internos, tais como atividades dos ocupantes, taxa de ocupação e nível de ocupação ao longo do tempo (dia, semana, final de semana, feriados etc.), já que essas condições determinarão a melhor concepção operacional do sistema de ar condicionado. Por exemplo, se é melhor um sistema centralizado (uso de centrais de água gelada) em uma grande área de data center ou shopping center, que possuem operação conhecida e constante, ou equipamentos distribuídos e independentes (aparelhos do tipo split ou unidades VRF – Variable Refrigerant Flow), que flexibilizem a operação em função da necessidade não constante de ocupação dos espaços em um escritório corporativo. 

Com a seleção da concepção do sistema, podemos explorar estratégias que reduzam a demanda de resfriamento, como aproveitar somente o sistema de ventilação forçada, sem acionamento de equipamentos de refrigeração, para condicionar o ambiente (free cooling a ar) em função das condições climáticas externas favoráveis; tratar ou pré-resfriar o ar externo (renovação) através de equipamentos dedicados ou através de recuperadores de energia (calor) ou rodas entálpicas, para redução de carga térmica de ar externo; implementar soluções híbridas com equipamentos de condicionamento artificial que permitam aproveitar as condições externas naturais (ciclo economizador), em função da necessidade, ou outras tecnologias.

E finalmente, após todas as estratégias avaliadas, passamos para a escolha e seleção do melhor equipamento de ar condicionado. Porém, não basta escolher o mais eficiente e sim verificar em qual momento o equipamento opera com a melhor eficiência. Existem equipamentos que têm maior eficiência em condições parciais de operação, ou seja, em momentos nos quais a demanda por resfriamento não é intensa (exemplos: ambiente parcialmente ocupado, ambientes com muita variação de ocupação ao longo do dia ou da semana, dias nublados, inverno etc.). Nesses casos, o ideal é optar por equipamentos que tenham compressores com inversores de frequência ou que o mercado chama de “inverter”, que irão variar o consumo energético em função da demanda variável de resfriamento ou aquecimento, sendo o IPLV (Integrated Part Load Value) o indicador energético adequado para verificação de eficiência nessas condições.

Por outro lado, existem equipamentos que possuem maior eficiência em condições plenas de operação, na qual a demanda por resfriamento é quase constante e próxima da máxima (ambientes de servidores num data center, hospital com 90% de ocupação etc.). Nessas situações é importante optar por equipamentos que possuem a melhor eficiência em condições plenas, sendo o COP (Coeficiente de Performance) o melhor indicador energético.

Quanto maior for o IPLV e o COP, mais eficiente é o ciclo de compressão de vapor do equipamento de refrigeração do sistema de ar condicionado, que demandará menos energia na geração de resfriamento ou aquecimento, reduzindo o consumo. Com todos os estudos e projetos desenvolvidos de acordo com o processo descrito acima, podemos explorar estratégias sustentáveis de geração de energia renovável por geração fotovoltaica, por exemplo, que resultará no projeto arquitetônico e do sistema fotovoltaico mais econômico e eficiente possível, já que teremos a melhor condição na qual a demanda do sistema de ar condicionado, que é representativa, foi amplamente otimizada.

Atualmente, fala-se muito em empreendimentos “Zero Energy” ou “Autossustentáveis” em energia e, certamente, a aplicação do Processo Integrativo nesses casos é fundamental para a viabilização técnica e econômica desses projetos.  A metodologia de Processo Integrativo promove a visão do projeto de forma sistêmica, desde a concepção, execução e entrega do projeto. Todos os envolvidos devem buscar sinergias entre si, coordenando as disciplinas e sistemas, para que possam atender da melhor forma os objetivos do cliente e da comunidade, com conceitos e soluções eficazes.

Alinhado a isso, existe um outro processo que pode contribuir bastante ao longo da cadeia de desenvolvimento de um projeto, que é o Processo de Comissionamento, baseado no Guia 0 (Guideline 0 – The Commissioning Process) da ASHRAE (American Society of Heating, Refrigerating and Air-Conditioning Engineers), que, inclusive, é exigido na Certificação LEED® e em outras metodologias. Infelizmente, o mercado da construção civil brasileira possui um entendimento um pouco equivocado com relação ao comissionamento. Muitos entendem que este serviço está relacionado às atividades de testes e calibração no final das instalações. De nada adianta aprovar ou reprovar um teste no final da obra caso o conceito do projeto já “nasceu” desalinhado com as premissas.

De acordo com o Guia 0, para este serviço ter grande eficácia, deve ser contratado no início do projeto, pelo cliente ou proprietário, com o levantamento e definições das necessidades e premissas, sendo apresentado num documento denominado OPR (Owner Project Requirements). Definido esse documento, todos os projetos arquitetônicos e multidisciplinares deverão ser concebidos para atender as premissas, sendo acompanhadas e avaliadas pela empresa ou equipe de comissionamento. Essa fase inicial é onde ocorre a sinergia do Processo Integrativo de projetos, já que haverá uma liderança que poderá contribuir para avaliação de todos os conceitos e necessidades dos projetos. Em seguida, a mesma equipe ou empresa de comissionamento deverá acompanhar toda as demais etapas da cadeia de construção, passando pela avaliação das contratações (construtora e instaladores), verificação da qualidade das instalações em obras, validação de compras, acompanhamento e validação de testes, avaliação dos manuais de operação/ manutenção e dos treinamentos.  Logo, é um processo sistêmico que tem grande sinergia multidisciplinar em todas as etapas, estando sempre presente ao longo do desenvolvimento de um novo projeto.

É importante também destacar que, além do Processo Integrativo e Processo de Comissionamento, as metodologias de construção sustentável trouxeram da academia e de boas práticas de engenharia ferramentas que auxiliam arquitetos e engenheiros a buscarem a melhor concepção de projetos, tanto em termos de estudos de fachadas e orientação solar, como de eficiência energética dos equipamentos dos sistemas prediais, que são os softwares de modelagem ou simulação computacional. Essas modelagens de eficiência energética, iluminação natural e de insolação (orientação solar) são as principais ferramentas que irão determinar e auxiliar os projetos na busca da maior eficiência e redução de custos, resultando em edificações efetivamente sustentáveis e definitivamente eficientes. As ferramentas e metodologias estão à disposição e devemos nos apropriar delas para resultados eficazes nos projetos em busca da sustentabilidade real.

 

 

 

 

 

Por Eduardo Seiji Yamada*

*Eduardo Seiji Yamada é engenheiro civil formado pela Escola Politécnica da USP (1997) e mestre em engenharia de Sistemas Prediais (2000) pela mesma instituição. Gerente técnico de sistemas prediais do CTE – Centro de Tecnologia de Edificações. LEED® AP (Accredited Professional). Integrante do Comitê Executivo da ASHRAE BRASIL e do Comitê Diretor do BCA (Building Commissioning Association) BRASIL. Professor do curso de especialização e pós-graduação do PECE-USP “Energias Renováveis, Geração Distribuída e Eficiência Energética”, da FAAP no curso de pós-graduação “Real Estate & Construction Management” e do MACKENZIE no curso de pós-graduação “Sustentabilidade em Arquitetura e Urbanismo”.

 

Imagem: GBC brasil – ilustrativa

 

Você sabe o que é DOMÓTICA?

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Casas super conectadas compostas e administradas por equipes de robôs domésticos.

 

Robótica e automação estão presentes em qualquer previsão de como viveremos no futuro e nos últimos anos vimos espaços sendo transformados pelas tecnologias. Ainda que entender a forma como operam seja extremamente complexo, o objetivo principal das tecnologias é tornar a vida mais simples, segura e fácil.

Por definição, DOMÓTICA é a automação residencial globalmente inteligente, funcionando como um sistema que facilita os processos,  conectando entre si dispositivos e aparelhos que se ligam e conversam através de um controle centralizado, acessado por computadores, tablets ou telefones celulares. Inclui-se aí não só luzes, eletrodomésticos, tomadas elétricas, sistemas de aquecimento e refrigeração, mas também alarmes, portas, janelas, detectores de fumaça, câmeras de vigilância, entre muitos outros sensores e aparelhos. Aplicativos de monitoramento podem fornecer informações acuradas sobre a casa, apresentando relatórios detalhados sobre equipamentos que poderiam estar funcionando melhor ou gastando menos. As casas super conectadas serão compostas e administradas por equipes de robôs domésticos, a decoração adaptável à espaços, consumos de água e luz reduzidos. Espaços que receberem a incidência moderada de sol, vento ou fontes de energia geotérmica, coletarão mais energia do que consomem e venderão eletricidade para a rede elétrica.

 

domotica

 

Mas dados e tecnologia são evoluções previstas. Grandes arquivos de design poderão ser transferidos, tornando a residência um centro de impressão 3D, capaz de produzir roupas, brinquedos, equipamentos esportivos, ferramentas e outros itens. Com uma vasta gama de dispositivos e sistemas robóticos entrando no mercado, arquitetos e designers enfrentam o desafio de projetar e especificar a implementação desses sistemas. À medida que sistemas como o Google Home, Alexa e Amazon Echo se tornam mais comuns e a inteligência artificial se torna mais sofisticada, a integração das mais diversas aplicações nos espaços residenciais deve entrar cada vez mais em nossos cotidianos. Além dos smartphones e computadores pessoais, eletrodomésticos e sensores são capazes de identificar padrões, processar informações e executar tarefas através de comandos ou automaticamente.

 

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O modo de operar a Construção Civil inova pela implementação de novas tecnologias focadas em aumentar a produtividade e eficiência do trabalho. A influência dos sistemas BIM, da construção modular e a prefabricação permitem a realização de alguns processos controlados fora da obra, enquanto a Impressão 3D, a Automação e a Inteligência Artificial nos fazem pensar em um futuro em que as obras da construção civil estarão totalmente automatizada.  O projeto de um sistema automatizado para uso industrial, por exemplo, deve ter a premissa da segurança. Não queremos apenas dizer que um operador humano pode acidentalmente cometer erros ao operar uma máquina manualmente, mas um sistema industrial automatizado não pode cometer erros que coloquem em risco a vida e a integridade das pessoas. A maioria dos sistemas automatizados é concebida também para economizar energia elétrica. Já que, a perda de tempo nos processos gera desperdício energético, vale lembrar que do total de energia consumida no Brasil, aproximadamente 43% é consumida pelo setor industrial. Maquinário inteligente é sinônimo de economia. Somado a isso, o uso inteligente de recursos simplifica as tarefas de trabalho intensivo e minimiza a criação de materiais e resíduos.

As Smart Houses, com tecnologias associadas à automação, robótica e algoritmos unem-se à arquitetura para trazer soluções que aumentam o conforto dentro de nossas casas através de Domótica. Aumentar a segurança, melhorar a vida de pessoas com deficiência ou idosos, economizar recursos e facilitar o cotidiano são algumas das premissas para a automatização integrada.

 

 

 

 

 

Por Redação
Imagem: Ilustrativa

FEICON abre credenciamento para sua 26ª edição

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Após dois anos, o maior evento de construção civil e arquitetura da América Latina abrirá as portas para o público de 29 de março a 1 de abril

 

A FEICON, maior evento de construção civil e arquitetura da América Latina, anuncia a abertura do seu credenciamento para a 26ª edição da feira, que acontecerá em formato presencial, entre os dias 29 de março e 1º de abril de 2022, no pavilhão do São Paulo Expo, em São Paulo.

O registro voltado aos profissionais do varejo, engenheiros, arquitetos, construtores e outras categorias relacionadas ao setor já está disponível on-line, no site do evento, e é uma oportunidade de garantir, antecipadamente, acesso gratuito aos estandes e conteúdos da feira, que contará com expositores nacionais e internacionais de todos os principais macrossetores do setor.

Analisando o atual cenário econômico, a feira acontece em um momento importante, em que a construção civil nacional está aquecida. De acordo com o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), divulgado em dezembro, o PIB da indústria do setor apresentou crescimento de 3,9%, no terceiro trimestre de 2021.

“Além de apresentar resultados positivos para a economia nos últimos dois anos, a construção civil passa por um momento de transformação, com a digitalização do varejo, as tecnologias que estão ganhando espaço nos projetos, os sistemas construtivos que estão acelerando as operações, a disseminação das políticas de ESG, entre outros fatores. Este é o momento perfeito para reunirmos os profissionais para apresentação e debates sobre tendências, inovações e dicas de mercado. Assim, seguimos como maior e principal vitrine de negócios desta indústria para a América Latina” –  Lúcia Mourad, Gerente da FEICON.

A feira será a primeira do ano organizada pela RX Brasil (Reed Exhibitions) e estará dividida em quatro macrossetores: acabamentosestruturasinstalações e externos, que incluirão lançamentos de produtos, decorações, segurança, hidráulica, sistemas elétricos, inovações, tecnologias para projetos e sistemas construtivos, além de produtos voltados para sustentabilidade, entre outros.

Além disso, a programação inclui palestras e workshops, que serão divulgados em breve.  O objetivo da FEICON é oferecer aos visitantes um panorama completo e atualizado da construção civil, além de possibilitar negócios, relacionamentos e acesso a tendências e inovações.

O credenciamento antecipado contribui para uma melhor experiência in loco e garante mais tempo para a seleção das atividades e dos estandes a serem visitados.

 

Para se credenciar, obter informações sobre expositores e acompanhar as novidades da feira, acesse: https://www.feicon.com.br/

 

Serviço:

FEICON – 26ª EDIÇÃO

Data: 29 de Março a 1º de Abril de 2022
Horário: Terça a Sexta, das 10h às 20h
Local: São Paulo Expo – São Paulo/SP
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – Água Funda

Informações: https://www.feicon.com.br/

 

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Inteligência artificial gera projetos arquitetônicos e identifica qual proporciona maior retorno financeiro

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Algoritmo de autogeração arquitetônica produz milharede combinações por minuto para obter a formatação capaz de gerar o maior Valor Geral de Vendas para um empreendimento imobiliário. 

 

OSPA Arquitetura, empresa do grupo de desenvolvimento imobiliário OSPA, criou um algoritmo generativo (uma solução de inteligência artificial) que automatiza a criação de projetos a fim de obter a volumetria mais rentável para um edifício. A solução produz milhares de modelos, com variações de fatores como altura e largura da edificação, metragem e pés direitos de cada pavimento, disposição solar de unidades e terraços, dentre outros, para identificar o que dispõe da melhor relação VGV (Valor Geral de Vendas) /custos.  

Os modelos gerados por esse algoritmo seguem uma base de dados que dispõe tanto de legislação urbanística quanto variáveis de mercado que predominam em uma região. Desta forma, além de adequados às limitações impostas pelo Plano Diretor a empreendimentos em determinado lote, também precificam fatores como vista, orientação solar, áreas descobertas, dentre outros, para gerar a combinação mais eficiente financeiramente. Mais do que potencializar áreas construídas, busca a melhor relação VGV/custos. Por ora, é utilizado apenas em projetos destinados a São Paulo e Porto Alegre. Porém, com poucas adequações, pode ser aplicado a outras praças.  

 

“Se a vista é muito valorizada no local do empreendimento em questão, opções volumétricas com maiores alturas e menor ocupação serão incentivadas e o edifício será mais fino e alto. Caso este fator não seja tão relevante na região do lote, o edifício será mais baixo, o que proporcionará maior folga na volumetria e permitindo, por exemplo, a criação de terraços para aumentar as áreas privativas. Além disso, o algoritmo também identifica qual disposição que esses terraços devem ter naquele local” –  Rodrigo Rocha, sócio da OSPA. 

 

O algoritmo generativo automatiza a conceitos utilizados pela OSPA Arquitetura em vários de seus projetos, como o CAP 1 e iO Menino Deus. “Nesses casos, foi priorizado o escalonamento, a fim de se maximizar as áreas privativas por meio do uso de amplos terraços. Essas e outras lógicas foram incorporadas ao algoritmo, que gera seu ganho com a produção de milhares de volumetrias diferentes”, diz. Desde 2020, quando entrou em funcionamento, a ferramenta já foi utilizada em mais de 200 estudos, proporcionando a elevação de VGVs em até 15%. 

“Esses conceitos podem parecer simples, mas o algoritmo gera milhares de combinações por minuto, algo que humanos, mesmo reunidos em grandes equipes, não conseguem produzir. Desses projetos, com diferentes metragens de áreas por pavimento, cobertas ou não, uso de pé direito simples ou duplo, disposição de terraços, entre outros, identifica o que gera o maior valor por metro quadrado ou o menor custo”, diz Rocha.

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Humanos X máquinas 

Segundo ele, o uso de algoritmos de autogeração na arquitetura não tomará tão cedo o trabalho dos que atuam no segmento. “Somos nós, arquitetos, que definimos os parâmetros iniciais do projeto assim como qual a melhor volumetria. O algoritmo apresenta os indicadores, automatiza a fase inicial de um projeto e maximiza a geração de valor, mas não substitui o ser humano. O desenvolvimento do projeto como um todo sempre dependerá do arquiteto. A incorporação dos elementos estéticos ainda é algo que só humanos podem realizar.” 

Desenvolvido pela equipe de TI da OSPA Arquitetura, o algoritmo não dispõe de estimativas quanto a faturamento, até por ser uma ferramenta que auxilia a criação de projetos da OSPA Arquitetura. “A solução é dos nossos diferenciais. A OSPA Arquitetura já desenvolveu várias voltadas à automação. Esta em especial desenvolve o projeto em sua fase inicial, proporcionando o maior retorno financeiro a nossos clientes”, conclui.  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por: Maurício Palhares

Imagem: Divulgação

INDÚSTRIA 4.0 – O futuro da construção civil

EVA

Conheça as novas tecnologias, já em uso por arquitetos e empresas do setor de construção e acabamentos, para reduzir tempo e garantir a aprovação do cliente.

 

 

Definitivamente a construção civil mudou. Desde os produtos – cada vez mais sustentáveis e tecnológicos – até as novas ferramentas de projeção, que estão transformando o mercado, com softwares capazes de reduzir o tempo, não só no canteiro, mas também no sistema de gestão de obra. Neste sentido, a startup Ambar, presidida por Bruno Balbinot, lançou o EVA, um software que integra a cadeia da construção, com qualidade e conexão em todas as fases da obra, do projeto à moradia.

 

“As informações dos projetos, arquitetura, estrutura, instalações e outros, bem como todas as metodologias e processos construtivos, ou seja, as famosas ‘receitas de como se constrói’, são inseridas no mainframe e a partir dele, o planejamento e o orçamento são gerados automaticamente. Além da integração dos processos, o objetivo da plataforma é gerar qualidade, sustentabilidade e criar um data lake responsivo para gerar análises que evoluam o mercado da construção civil.” – Bruno Balbinot, presidente da Ambar.

 

Já na obra, as sequências de execução são fornecidas aos empreiteiros, que executam as tarefas e realizam as medições automaticamente em um aplicativo desenvolvido para coletar as informações nos canteiros. Estas informações são conectadas no mainframe e a equipe de controle de qualidade da construtora aferi a qualidade e libera as tarefas. Desta maneira, o avanço físico da obra é realizado on-line, portanto, a construtora visualiza o andamento dos projetos e das obras por intermédio da Business Intelligence (BI). Balbinot que apresentou a ferramenta na Construdigital – o primeiro evento de transformação digital no setor da construção, que aconteceu em outubro de 2019.

Neste momento, o EVA é viável para uma obra a partir de 200 unidades, porém, em entrevista para a Casa e Mercado, Bruno Balbinot revelou que os esforços estão concentrados também no aplicativo Thomas – um sistema de monitoramento de consumo de energia em tempo real nas residências, que tem como público o consumidor final.

 

Oculos Virtual

 

 

Realidade Virtual
Já reproduzir ambientes ou projetos inteiros, antes mesmo de começarem a ser construídos é o conceito da realidade virtual, que utiliza o óculos VR para causar a sensação de imersão no projeto. “O cliente tem a sensação real de estar dentro do ambiente, o que traz inúmeros benefícios, como aumento das possibilidades de visualização e experimentar as reais proporções do espaço, mobiliário, cores e luminosidade”, explica Danielle Otsuka, da Lilutz Interiores. Até poder ser visto pelo VR, o projeto passa pelo conteúdo imersivo – que se trata da construção do projeto em 360°, com todos os acabamentos especificados pelo arquiteto já renderizados – em seguida, pelo aplicativo de realidade virtual onde o projeto é lido, e por  fim, apresentado com a utilização dos óculos VR.

 

“Com todos estes benefícios, o cliente fica mais seguro de suas escolhas e satisfeito com o produto final. A ferramenta é nova, por isso ainda onera um projeto residencial unifamiliar, o que faz os clientes escolherem apenas alguns ambientes especiais para ter uma visão prévia do resultado.” – Danielle Otsuka, Lilutz Interiores.

 

A partir desta experiência, o cliente pode alterar cores e revestimentos, reduzindo o tempo em reuniões e revisões de projeto. A designer trabalha com esta tecnologia desde 2018 – quando quis surpreender um cliente muito conectado à tecnologia – mas gostou tanto do resultado, que sempre oferece esta possibilidade aos clientes.

 

mrv eng

 

 

Informação é poder
Devido ao volume e padrão de construção, as construtoras já utilizam as novas tecnologias com mais frequência. É o caso da MRV, que ganhou o prêmio Excelência BIM, organizado pelo SindusconSP (Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo) durante o 10º Seminário Internacional BIM, que aconteceu na capital. O BIM consiste em um modelo virtual, composto por um conjunto de informações geradas e mantidas durante todo o ciclo de vida da construção de um empreendimento. Trata-se de uma construção virtual equivalente a uma edificação real, que servirá de base para várias tecnologias que estão surgindo na construção civil como a impressão 3D, realidade aumentada, realidade virtual, inteligência artificial e robotização nos canteiros de obra”, afirma o gestor executivo de Projetos, Flávio Paulino A tecnologia é parte de uma estratégia de inovação da companhia, que implantou o BIM em 2015.

 

Como o BIM percorre em todas as etapas da construção, foi necessária uma estratégia de implantação gradual, visando o intercâmbio de dados de todo o ciclo. Os maiores ganhos hoje estão ainda na fase de projetos, onde desenvolvemos projetos integrados, automações de processos repetitivos de modelagem, maior assertividade na concepção do projeto, comunicação multidisciplinar através do modelo e utilização do modelo nas tomadas de decisões.” –  Flávio Paulino, gestor executivo de Projetos.

 

O BIM é a espinha dorsal para industrialização e automação da construção civil, que permite conexão com outras tecnologias como, a realidade virtual, a realidade aumentada, drones, escaneamento a laser e colaboração na nuvem, visando a melhor comunicação, colaboração e interpretação dos projetos no canteiro de obra. Existem ainda outras possibilidades como impressão 3D, IoT e inteligência artificial que podem ser conectadas no futuro. Além das aplicações conectadas ao BIM, temos outros softwares desenvolvidos internamente para gestão da obra, planejamento, resistência de concreto, entre outras”, afirma Flávio.

 

Acreditamos que a tecnologia BIM é a grande base para a transformação digital da construção civil. Posso citar alguns movimentos fortes no mercado que corroboram a importância do BIM para o futuro, como o Decreto Presidencial Nº 9.983, de 22 de agosto de 2019, com o objetivo criar uma estratégia de disseminação do BIM, órgãos estaduais e municipais com várias iniciativas de padronização para utilização da ferramenta em licitações, bancos como agentes financiadores da construção para garantir qualidade e transparência aos contratos, entre outras iniciativas. 

 

MRV Tecnologia BIM Crédito Nitro Imagens

 

 

Biblioteca BIM 
De olho nos benefícios da integração de dados, a Suvinil lançou a BIMobject Cloud, uma plataforma para conteúdo BIM, específico do fabricante. Nela, os fabricantes cadastram seus produtos, inserindo uma descrição detalhada, e a partir disso são criados modelos digitais inteligentes dos produtos, alguns em 3D, que podem ser baixados e usados gratuitamente por profissionais de design, arquitetura e construção, para fazer simulações de seus projetos. Os produtos são discriminados por categorias e ficam disponíveis para download gratuito.

 

“As empresas compartilham importantes dados para projetos do setor de construção civil. Além da descrição completa de cada produto, desde as características físicas até as funcionais, são criados modelos inteligentes, que podem ser usados para fazer simulações de projetos reais.” –  Kleber Temmerik, porta-voz do tema na Suvinil.

 

Na BIMobject Cloud é possível encontrar produtos distribuídos em 22 categorias, que vão de AVAC a tecidos. “Com os objetos disponíveis na plataforma, os profissionais podem experimentar como o prédio funcionará sob diferentes condições, como checar se a luz do ambiente será suficiente”, exemplifica Kleber. Isso ajuda a otimizar o desempenho e a eficiência de custos de uma construção, inclusive depois de ter sido entregue. Na BIMobject, as informações sobre os produtos são alimentadas pelos próprios fabricantes, o que torna as estimativas ainda mais precisas e reduz a necessidade de retrabalhos. Os objetos da plataforma são atualizados automaticamente à medida que os produtos e as informações do produto mudam, para não haver riscos devido desatualização dos arquivos. Um trabalho colaborativo que gera conexões, aprendizados e resultados efetivos. 

 

vista do Fosco Completo com as cores disponiveis em Revit OK

 

 

 

 

Por Redação
Imagens: Divulgação