Prêmio Zayed de Sustentabilidade 2023

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Prêmio de US$ 3 milhões atrai 4.538 inscrições de 152 países. Alto número de inscrições reflete a necessidade de sistemas mais resilientes em resposta aos crescentes impactos das mudanças climáticas globais.

 

Após uma fase bem-sucedida de inscrições de 4 meses, o Prêmio Zayed de Sustentabilidade, prêmio global pioneiro dos Emirados Árabes Unidos por reconhecer a excelência em sustentabilidade, encerrou oficialmente as inscrições para o ciclo de 2023. Mais de 4.500 inscrições foram recebidas nas cinco categorias do Prêmio de Saúde, Alimentação, Energia, Água e Ensino Médio Global, de um recorde de 152 países, demonstrando o crescente alcance e impacto global do Prêmio.

Os vencedores do Prêmio Zayed de Sustentabilidade serão anunciados na Cerimônia de Premiação que será realizada em 16 de janeiro de 2023 como parte da Semana de Sustentabilidade de Abu Dhabi. O Prêmio testemunhou um aumento de 13% nas inscrições em relação ao ano passado de pequenas e médias empresas (PMEs), organizações sem fins lucrativos e escolas de ensino médio. O total de submissões de PMEs aumentou em todas as categorias, ressaltando uma tendência crescente de que as PMEs estão colocando a sustentabilidade no topo de sua agenda.

“Nos últimos 14 anos, o Prêmio Zayed de Sustentabilidade tem incentivado soluções práticas para desafios globais que geram impacto tangível ao nível comunitário mundial. Inspirado pelo compromisso com o desenvolvimento sustentável e o legado humanitário do Sheikh Zayed bin Sultan Al Nahyan, até o momento, o Prêmio melhorou a vida de 370 milhões de pessoas em 151 países. Este ano, vimos inscrições de um número recorde de países em todas as categorias, desde saúde, alimentação, energia, água e ensino médio global. Estou animado para ver quais soluções criativas os candidatos deste ano trarão para a mesa, principalmente porque os Emirados Árabes Unidos se preparam para sediar a COP 28 no próximo ano.” – H.E Dr. Sultan Ahmed Al Jaber, Ministro da Indústria e Tecnologia Avançada dos Emirados Árabes Unidos e Diretor Geral do Prêmio.

As inscrições deste ano foram mais diversas do que nunca, revelando o impacto das mudanças climáticas em todos os países em todos os continentes e refletindo uma crescente conscientização de que a ação climática urgente é fundamental para atingir as metas globais de carbono zero até meados do século.

Mais inscrições recebidas este ano vieram de países em desenvolvimento da África Subsaariana, Sul da Ásia, Leste Asiático, América Latina, Oriente Médio e Norte da África, o que é uma importante indicação da crescente participação dos países em desenvolvimento na luta contra as mudanças climáticas.

Os países que mais enviaram foram Quênia, Índia, China, Egito, Brasil e os Estados Unidos. Ao receber inscrições de uma ampla variedade geográfica, o prêmio está mais bem equipado para cumprir sua missão de impulsionar o desenvolvimento sustentável e humanitário, impactante, inovador e inspirador em todo o mundo. As categorias Alimentos (1.426) e Saúde (946) atraíram o maior número de inscrições, seguidas por Energia (736) e Água (601), enquanto a categoria ensino médio global recebeu 829 inscrições.

 

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Na categoria Alimentos, que recebeu um aumento de quase 20% nas inscrições em relação ao ano passado, muitas inscrições apresentaram soluções destinadas a alcançar a produção sustentável de alimentos para enfrentar a crescente insegurança alimentar e desnutrição em um mundo ameaçado pelas mudanças climáticas.

Na categoria Saúde, várias entradas abordam as fragilidades dos sistemas de saúde expostos pela pandemia de Covid-19 e oferecem soluções que fornecem serviços de saúde mais resilientes, inclusivos, acessíveis e sustentáveis às pessoas mais necessitadas.

Na categoria Energia, o Prêmio recebeu inúmeras inscrições focadas em melhorar o acesso à energia sustentável em comunidades vulneráveis, apoiar o Objetivo 7 do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, energia acessível e limpa para todos e impulsionar a transição energética de baixo carbono.

Por fim, na categoria Água, várias inscrições ofereciam soluções destinadas a abordar os desafios de produção de água limpa, mudanças climáticas e gestão de recursos hídricos enfrentados em todo o mundo e, particularmente, em países em desenvolvimento.

O número de inscrições recebidas do ensino médio cresceu 55% em relação ao ano passado, o que é especialmente encorajador e uma prova da crescente conscientização dos jovens sobre os desafios e riscos apresentados pela crise climática e sobre a oportunidade de liderar o desenvolvimento sustentável. As inscrições, na categoria ensino médio global, propuseram soluções de gerenciamento de resíduos, sistemas de energia limpa e sistemas alimentares como hidroponia e aquaponia, refletindo o pensamento inovador dos alunos e a consideração cuidadosa dos projetos mais adequados para suas comunidades locais.

Após o encerramento das inscrições, o Prêmio entra agora na fase de avaliação. Todas as inscrições serão agora selecionadas por uma consultoria independente de pesquisa e análise. Um Comitê de Seleção, composto por especialistas do setor de renome mundial, avaliará as inscrições qualificadas e selecionará os candidatos. A terceira e última instância do processo de avaliação é o Júri, que se reunirá em outubro, para eleger por unanimidade os vencedores de cada categoria.

Desde o seu lançamento em 2008, o Prêmio de US$ 3 milhões transformou, direta e indiretamente, a vida de mais de 370 milhões de pessoas em todo o mundo. Seu impacto global continua a crescer, pois catalisa ainda mais o alcance humanitário e o desenvolvimento sustentável. Cada vencedor nas categorias de saúde, alimento, energia e água, recebe US$ 600.000 para expandir o escopo e a escala de sua(s) solução(ões) de sustentabilidade, enquanto a categoria ensino médio global tem seis vencedores, representando seis regiões do mundo, com cada vencedor recebendo até para US$ 100.000.

 

 

 

 

 

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O que podemos esperar da COP26?

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A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021, também conhecida como COP26, acontece até o dia 12 de novembro em Glasgow, na Escócia

 

Quando a presidente da COP-25, a chilena Patrícia Schmidt, passou a coordenação dos trabalhos para o presidente da COP-26, o inglês Alok Sharma, na abertura dos trabalhos da COP-26, neste domingo, nem parecia que dois anos haviam se passado entre Madrid e Glasgow, não fosse o minuto de silêncio e as sentidas condolências expressas em solidariedade aos milhões de mortos na pandemia.

O clima era de retomada e Patrícia lembrou que apesar do interregno, muitas coisas foram feitas nestes dois anos, a começar pela criação da Aliança da Ambição Climática para a Neutralização do Carbono, passando pela inclusão dos oceanos nos debates, pela inegociabilidade da ciência como imperativo e balizador das discussões, pela importância dos governos subnacionais, pelo engajamento do setor financeiro na jornada pela redução das emissões e outras conquistas.

Alok, por sua vez, mencionou com entusiasmo a adesão de quase 80% do setor privado internacional ao objetivo de se zerar as emissões até 2050, mas foi sombrio sobre o gigantesco desafio a que a COP-26 se propõe: estabelecer e regular os mecanismos necessários para que a economia global possa efetivamente aplicar as NDCs (National Determined Contribution) como principal métrica de engajamento e compromisso com o bordão das “responsabilidades comuns, porém diferenciadas” de cada nação. De fato, o desafio não é pequeno, desde Paris em 2015, as reduções foram muito tímidas e considera-se que neste ritmo não só a meta de redução da temperatura global em 1,5ºC até 2050 não ocorrerá, como corre-se o risco de se ultrapassar em muito o de 2ºC.

As conclusões do relatório do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) de agosto de 2020 não só colocaram evidências irrefutáveis do efeito antrópico do aquecimento global, como o até então improvável cenário de extinção da vida no planeta adquiriu sólidas evidências científicas. Portanto, a COP de Glasgow se realiza sob o bordão da Ambição, indo-se além das NDCs previamente acertadas; Finanças, assegurando-se recursos maiores que os acordados U$ 100 bilhões de ajuda internacional e a necessidade de regulamentação do Artigo 6 do Acordo de Paris, objetivando-se a universalização do mercado de carbono e; Regulamentação dos mecanismos que permitirão a implantação das ferramentas propostas pelo mesmo acordo, seja na sua dimensão regulatória seja na sua dimensão institucional.

Espera-se que o encontro de Glasgow se beneficie da decisão tímida e não vinculante do encontro do G20, encerrado concomitantemente à abertura da Conferência. Embora, tímida, não deixa de ser alvissareira ao apoiar os objetivos de Glasgow e não lhe impor dificuldades adicionais. O G20, em sua declaração final, expressa ação “significativa e efetiva” para limitar o aquecimento global a 1,5°C e reafirma o compromisso de “importância fundamental” de se neutralizar as emissões “até a metade deste século”. O Grupo também reiterou o seu compromisso de assegurar os U$ 100 bilhões de auxílio aos países em desenvolvimento sem, porém, se comprometer com alguma coisa a mais.

Para o Brasil o cenário ainda é bastante confuso. Se por um lado o governo – com uma séria crise reputacional – tentará emplacar o seu programa de “Crescimento Verde” encomendado às pressas, envolvendo dez ministérios com o objetivo de postular recursos internacionais para a preservação da floresta e financiar ações de descarbonização da economia, por outro uma forte representação da sociedade civil e empresariado estará presente com propostas robustas que serão debatidas no Brazil Climate Action Hub. O constrangimento pelo qual o país passa, inclusive por ser o único país do G20 que aumentou a sua emissão de GHG no ano passado, pretende ser relativizado também por uma substantiva presença de governadores membros do Consórcio Brasil Verde, que reúne ao menos 22 governadores dos estados brasileiros.

Seja como for, a sociedade brasileira parece estar em sintonia com o cenário mais ambicioso da COP-26 apresentado no início dos trabalhos pelo seu presidente. No excelente documento produzido pelo Instituto Talanoa e pelo Centro Clima, apoiado pelo iCS (Instituto Clima e Sociedade) após extenso debate com lideranças de diversos setores da sociedade – “Clima e Desenvolvimento: Visões para o Brasil 2030” – o roteiro para o Brasil está fortemente delineado dentre os mais ambiciosos reforçados pelas lideranças da COP-26. Os próximos dias prometem fortes emoções, uma certa apreensão e muita esperança.

 

Por Ricardo Young*

*Ricardo Young é Conselheiro da Synergia e presidente do Conselho do Instituto Ethos e do IDS – Instituto Desenvolvimento Sustentável.

www.synergiaconsultoria.com.br/

 

 

 

Imagem: Ilustrativa

 

 

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Adotando estratégias sustentáveis, edifício educacional foi planejado para integrar espaços e alunos.

 

Primeiro edifício de ensino no Brasil a receber a certificação ambiental LEED nível ouro, o Colégio Positivo Internacional, implantado dentro do campus da Universidade Positivo, em Curitiba, Paraná, é integrado à toda infraestrutura esportiva, cultural e laboratorial disponível no local. Projetado por MCA Manoel Coelho Arquitetura e Design, e com 5.000,00 m2 de área construída, a solução estrutural escolhida pelo escritório mescla o uso do concreto in loco no bloco linear às estruturas metálicas no volume irregular.

Colégio foi construído em várias fases estruturais;  a primeira estabeleceu uma distribuição hipotética das funções, tipo e singular; na segunda, o arquiteto determinou a sala de aula com uma planta ortogonal simplificada e, depois, repetida. Posteriormente, definiu-se o porte do edifício, seccionando o paralelogramo que caracteriza os blocos didáticos, de maneira que sobraram as salas de um lado e os corredores fluidos, abertos para o pátio, acompanhando o desnível do terreno. Na etapa da metodologia dividiu-se de vez a área entre funções e a articulação entre ambas. O edifício adota várias estratégias sustentáveis e busca estimular as percepções sensoriais das crianças, oferecendo grandes áreas de convívio e ampla integração visual com o meio externo.

 

“Foi aproveitada a entrada de luz natural para o ambiente do pátio, reforçada pela iluminação zenital do jardim interno e da escada principal de circulação vertical. A permeabilidade visual é explorada sempre que possível, integrando o colégio ao conjunto da universidade.”- Manoel Coelho, arquiteto.

 

O projeto adotou várias estratégias sustentáveis: aproveitamento dos platôs existentes para implantação do edifício minimizando o impacto e movimento de terra no local, gestão de resíduos na obra, correta orientação solar com salas voltadas para o norte, ventilação cruzada, aproveitamento da luz natural através de zenital, proteção solar com brises, seleção de materiais, consumo sustentável de água, reaproveitamento de águas pluviais, eficiência energética, luminárias inteligentes, conforto térmico, visual e acústico, paisagismo com espécies nativas, entre outros.

 

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O espaço se organiza através de um monobloco linear, com estrutura em concreto, onde estão alocados as salas de aula e laboratórios, e um volume irregular, em estrutura metálica, que abriga as funções singulares, como biblioteca, administração e sala de professores. O pátio coberto, é o elemento principal, articulador dos setores e o grande espaço de convívio dos alunos.

O Colégio foi construído em cinco fases estruturais. Na segunda, o escritório determinou as salas de aula com uma planta ortogonal simplificada e, depois, repetida. Uma passarela, também designada para convívio social, articula as áreas que abrigam as funções tipo e singular.

 

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A permeabilidade visual é explorada integrando o colégio ao conjunto da universidade através das peles de vidro e principalmente dos painéis de vedação em telhas metálicas perfuradas. Os painéis permitem a conexão visual com os espaços externos, ao mesmo tempo que maximizam a ventilação e iluminação natural.

O uso de cores quentes, em tons de amarelo, laranja e vermelho, conferem identidade ao edifício e estimula as percepções sensoriais das crianças.

 

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O volume irregular abriga as funções singulares, como a biblioteca, em posição de destaque, envidraçada e suspensa à esquerda da entrada. O escritório foi também responsável por todo o projeto de ambientação interna, com detalhamento do mobiliário específico e de sinalização visual.

 

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Por Redação

Imagens: Nelson Kon

 

Vencedores SUSTENTÁVEIS

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Conheça o Top 10 do COTE Awards 2020!

 

O Comitê de Meio Ambiente (COTE) do Instituto Americano de Arquitetos (AIA) premiou 10 projetos com soluções para a saúde e bem-estar, de pessoas e do planeta, vencedores do COTE Top 10 Awards 2020.

Para se qualificar para o COTE Top 10 Award, os envios de projetos individuais atenderam critérios rigorosos, que incluíam 10 medidas, como valores sociais, econômicos e ecológicos. A partir daí, um júri de cinco membros avaliou cada projeto com base na “eficácia de sua solução holística de design e métricas associadas às 10 medidas”.

O júri de 2020 incluiu: Robert Berkebile, FAIA, BNIM Architects; Roy Decker, FAIA, arquitetos Duvall Decker; William Horgan, associado AIA, Grimshaw; Vivian Loftness, FAIA, Universidade Carnegie Mellon; e Andrea Love, AIA, Payette.

Saiba mais em: www.aia.org

 

Biblioteca Central de Austin, Austin, Texas – Flato Architects + Shepley Bulfinch

“O átrio interior cheio de luz tornou-se uma sala de estar para a cidade, aberta à comunidade e a todos os grupos constituintes; o espaço é dinâmico e oferece muitas oportunidades para os cidadãos encontrarem o local certo para ler, estudar, conhecer ou trabalhar”.
Imagem: Nic Lehoux

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Porto de entrada terrestre nos EUA, Columbus, Novo México – Richter Architects

“Um porto de entrada é um tipo de construção desafiador. Os designers deste projeto não apenas enfrentaram este desafio, mas alcançaram mais ao nos mostrar como a arquitetura de qualquer tipo pode tornar os ambientes humanos saudáveis ​​e dignos. Este é um edifício pensativo e durável, feito para durar”.
Imagens: Robert Reck

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Centro e pré-escola ambiental da natureza, Newport Beach, Califórnia – LPA, Inc.

“Apresenta às crianças a sustentabilidade responsável desde cedo, e é um lugar onde as pessoas vão querer enviar seus filhos. Ele faz todas as coisas certas – água, biofilia, resiliência e fortes escolhas materiais”.
Imagens: Dover Drive – Cris Costea

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Sede da Etsy, Nova York – Gensler

“Tudo sobre os habitantes, o prédio e o uso do espaço está envolvido no investimento em sustentabilidade como um modo de vida. Este projeto é uma celebração da saúde e do artesanato, pega um tecido existente e o transforma em algo mais gratificante”.
Imagens: Garrett Rowland

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Centro da Fundação Ford para Justiça Social, Nova York – Gensler

“O novo design adiciona ajustes e mudanças ao seu planejamento, tornando-o mais público e equitativo. O jardim é restabelecido como um oásis público, que convida a comunidade e, seguindo os valores atuais da Fundação Ford, o edifício abre espaço para parceiros com ideias semelhantes em uma estrutura mais colaborativa”.
Imagens: Garrett Rowland

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Edifício de Design John W. Olver, Amherst, Massachusetts – Leers Weinzapfel Associates

“O espaço é possibilitado por um inovador sistema de treliças de madeira, que nos mostra como ir além dos sistemas CLT para criar espaços maiores. Seu pátio garante vistas e acesso ao campus a todos dentro do edifício e está bem integrado ao campus maior”.
Imagens: Albert Vecerka/Esto – Ngoc Doan / STIMSON

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Keller Center na Harris School of Public Policy, Chicago – Farr Associates e Woodhouse Tinucci Architects

“A abertura das placas do piso para criar um átrio comunitário maior e cheio de luz torna o interior expansivo. Essa intervenção de projeto nos ensina uma lição importante sobre como transformar esses grandes edifícios existentes em placas de piso em espaços saudáveis, desejáveis ​​e cheios de luz”.
Imagens: Tom Rossiter

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Centro de Educação Marinha do Laboratório de Pesquisa da Costa do Golfo, Ocean Springs, Mississippi – Flato Architects em associação com Unabridged Architecture

“O cuidado atencioso da equipe de design é mostrado em todos os lugares. O complexo é ordenado não por uma imposição de algum tipo de construção, mas por encontrar locais que causem danos mínimos e que estariam acima da planície de inundação e permaneçam inerentemente resistentes”.
Imagens: Casey Dunn

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The Six, Los Angeles – Brooks + Scarpa

“O pátio cria um espaço público protegido e fornece um porto comunitário para uma população vulnerável. Estratégias passivas são identificadas na escala do edifício e da unidade. As unidades estão cheias de luz e o pátio fornece ventilação”.
Imagens: Tara Wujcik

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UPCycle, Austin, Texas – Gensler

“A equipe de design aqui mostra como criar um projeto de reutilização excelente, saudável, sustentável e adaptável, com um orçamento apertado”.
Imagens: Dror Baldinger

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Fonte: AIA

 

Aquecedores DE ÁGUA

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A busca pela eficiência energética e redução do consumo hídrico.

 

 

Se o uso racional de energia elétrica e a redução de consumo de água são hoje aspectos, em projetos inclusive de interiores, absolutamente relevantes com relação à promoção do menor impacto possível ao meio ambiente, deve-se balizar adequadamente as escolhas quanto a equipamentos de aquecimento de água, considerando-se as várias tecnologias disponíveis no mercado. 

Quanto ao aquecimento a gás (os aparelhos funcionam com gás natural ou com gás liquefeito de petróleo), há basicamente dois tipos de equipamentos para fins residenciais: por passagem e por acumulação. Nos aquecedores por passagem, a água é gradualmente aquecida ao passar por um sistema de serpentina disposta ao redor de uma câmara de combustão, ou seja, dispensando assim reservatório por acumulação. 

Já os por acumulação, o aquecimento ocorre também através de passagem de água por sistema de serpentina, tendo no entanto reservatório por acumulação (água aquecida armazena-se em tanque instalado em forros ou em armários apropriados). A significativa vantagem dessa tipologia é a de sempre existir quantidade razoável de água quente em seu interior e chegar mais rapidamente ao ponto de uso.  Permite ainda atender diversos pontos de consumo ou mesmo um ponto de maior demanda, como banheiras, por exemplo. Vários são os modelos existentes no mercado, dos mais simples aos mais modernos, onde então são embarcadas tecnologias digitais. Importantes as estratégias das empresas fabricantes. 

De acordo com Paulo Galina, gerente de marketing da Lorenzetti, “para economizar na hora do banho, os consumidores também devem procurar, no momento da compra, aquecedores de água a gás que possuam classificação ‘A’ identificados na ENCE (Etiqueta Nacional de Conservação de Energia), fornecido pelo INMETRO, e selo CONPET de eficiência energética”. Essas certificações garantem que os produtos são mais econômicos e eficientes. Com relação aos aquecedores de água elétricos, Paulo Galina, Lorenzetti, destaca “o aquecedor Versátil, que oferece água quente instantaneamente, sem que se perca tempo para o aquecimento esperado para a realização das atividades, evitando desperdício hídrico e de energia elétrica e garantindo total conforto”. 

 

 

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Indicado para utilização em residências com baixa pressão até 20 m de coluna de água, o Aquecedor elétrico Versátil, da Lorenzetti, é ótima solução de aquecimento de água para a pia da cozinha ou lavatório pois permite a utilização direta com torneiras, misturadores e monocomandos. Proporcionando água quente instantaneamente, possui 3 temperaturas e fácil acesso para troca rápida de resistência.  

 

 

 

 

Conforme a Rinnai, seu principal diferencial, enquanto fabricante, é “não abordar o tema de eficiência energética com ‘balas de prata’. A combinação de soluções, o correto dimensionamento e sua adequação às necessidades de cada projeto são essenciais para atingir o nível máximo de eficiência¨, diz Leonardo Abreu, gerente de marketing da marca. “Ajustar o equilíbrio entre aquecedores de passagem e reservatórios, entre gás e solar, é a chave para um projeto de aquecimento eficiente”, complementa. Destaque para o Smartstart: ¨é muito importante mencionar que, para sua eficaz aplicação, ele deve estar integrado na concepção do projeto hidráulico. Ao promover a circulação de água quente, evita-se o desperdício de água em espera; por funcionar apenas em horários programados (ou pela ação do usuário), evita-se o desperdício de gás¨, ressalta. 

Os aquecedores elétricos também podem ser divididos entre de passagem e de acumulação, estes também chamados de boilers, com formato similar aos aquecedores a gás de acumulação, espécie de cilindro metálico. A água acumula-se nesse cilindro e permanece aí aquecida por resistências elétricas. Dentre as vantagens, eficácia na produção de água quente que chega rapidamente ao ponto de consumo e possibilidade de atender diversos pontos de uso. Como apresenta alto consumo de energia, pois trabalha ininterruptamente para manter a água aquecida, para a redução do consumo de energia, aconselha-se a instalação de um relógio que acione o sistema em horários programados do dia, deixando-o desligado o restante do tempo. 

Já o sistema básico de aquecimento de água através da energia solar é composto de coletores solares e reservatório térmico. As placas são responsáveis pela absorção de radiação do sol e o calor captado é transferido para a água que circula no interior de suas tubulações de cobre. O reservatório térmico é um recipiente para armazenamento da água aquecida (cilindro de cobre, inox ou polipropileno, isolado termicamente). Assim, a água é conservada aquecida para consumo posterior, ressaltando que a caixa de água fria é quem alimenta o reservatório térmico do aquecedor solar, mantendo-o sempre cheio. Em sistemas convencionais, a água circula entre os coletores e o reservatório térmico através de um sistema natural chamado termossifão. Mas a circulação de água pode ser feita também através de motobombas, processo chamado de circulação forçada ou bombeado, utilizadas em piscinas. 

Quanto a expectativas tecnológicas do setor, a Rinnai lançou, ao final de 2019, um módulo controlador WiFi para alguns modelos de sua linha de aquecedores a gás (E17, E21, E27 e E33). “Esse módulo hoje permite o controle do ajuste de temperatura do aquecedor, obtenção de relatórios de uso e consumo e definição de parâmetros para economia, como limitação do tempo de banho”, informa Leonardo de Abreu. “Para o futuro, a ideia é integrar esses dados com a possibilidade de serem acessados por assistentes técnicos remotamente, para diagnóstico de eventuais problemas e, também, para interligar outros aparelhos como, por exemplo, o Smartstart”, sintetiza. 

 

 

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O módulo controlador WIFI permite que aquecedores Rinnai sejam monitorados e controlados através de smartphones, com relatórios de uso e consumo. É possível ainda ajustar a temperatura através do aplicativo e estimar tempo e custo de banho, obtendo relatórios de uso e diagnóstico. Compatível com os modelos E17, E21, E27 e E33 – nas versões Top e Standard. 

 

 

 

 

Para a Lorenzetti, ”o mercado de aquecedores de água a gás tem se estabelecido rapidamente nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, cenário este impulsionado principalmente pelas grandes e médias construtoras, em que os novos apartamentos estão sendo entregues com os pontos hidráulicos e de gás prontos para receberem os aquecedores a gás. A tendência é que esse crescimento acelerado prossiga”. 

Sobre aquecedores elétricos, “a busca pelo conforto em atividades rotineiras é o principal motivo para o estímulo da compra. Nos dias mais frios, essa procura fica ainda mais acentuada, período em que fazer a barba ou lavar a louça carecem de água aquecida para que as tarefas sejam executadas com mais conforto. O conforto do lar se torna uma das principais premissas e o aquecedor elétrico é um forte aliado nesse sentido”, finaliza Galina. 

 

 

 

 

 

Por Redação
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ENERGIA e Diversão

BIG ARC Copenhill Image by Rasmus Hjortshoj

Usina de energia elétrica Copenhill, em Copenhague, segue o zeitgeist de sustentabilidade e integração social

 

BIG ARC Copenhill Image by SLA
Sob o parque, fornos, vapor e turbinas convertem 440.000 toneladas de resíduos por ano em energia limpa, o suficiente para fornecer eletricidade e aquecimento urbano para 150.000 casas.

 

Após quase uma década de construção, a Copenhill – usina de geração de energia a partir de resíduos – foi inaugurada este ano, em Copenhague. Localizada em uma área industrial perto do  centro da cidade, a Copenhill atingiu suas aspirações e se tornou uma usina de 41.000 m², com centro de recreação urbana e centro de educação ambiental, transformando a infra-estrutura social em um marco arquitetônico.

A ideia surgiu em 2002, proposta pelo escritório de arquitetura dinamarquês, atualmente conhecido como Bjarke Ingels Group (BIG), mas passou a ser construído a partir de 2011, já com a inclusão de ideias hedonísticas do primeiro gerador de anéis de vapor do mundo e o financiamento coletivo através do site Kickstarter. Na época, o projeto era a maior iniciativa ambiental da Dinamarca, com orçamento de 3,5 bilhões de coroas dinamarquesas.

 

BIG ARC Copenhill Image by Soren Aagaard
Os volumes internos da usina são determinados pelo posicionamento e organização de suas máquinas na ordem de altura, criando um telhado eficiente e inclinado para um terreno de esqui de 9.000 m².

 

Criada  para substituir a fábrica adjacente de trituração da Amagerfor, integrando as mais recentes tecnologias em tratamento de resíduos e desempenho ambiental, a construção também se alinha ao objetivo de Copenhague, em se tornar a primeira cidade do mundo neutra em carbono até 2025.

“Quando a construção começou, a profissão também mudou. Nos tornamos mais sintonizados com a crise climática e a relação entre construção e impacto ambiental. Ao mesmo tempo, adotamos novos programas de construção e formas de envolvimento com a comunidade” – Bjarke, arquiteto e CEO do BIG.

BIG ARC Copenhill Image by Aldo Amoretti
Localizada na orla industrial de Amager, as instalações industriais cruas tornaram-se o local para esportes radicais, desde o wakeboard até corridas de kart, esqui, caminhadas e escaladas.

 

O parque de 16.000 m² procura dar um novo propósito ao edifício tipicamente não utilizado pelo público, através da introdução de uma programação que inclui contemplação da natureza ao redor, trilhas, pista de corrida, parques infantis e paredes de escalada. Já no inverno, mais de 500 metros de pistas de esqui esperam os mais aventureiros.

 

 

 

Por Redação
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