Prêmio Zayed de Sustentabilidade 2023

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Prêmio de US$ 3 milhões atrai 4.538 inscrições de 152 países. Alto número de inscrições reflete a necessidade de sistemas mais resilientes em resposta aos crescentes impactos das mudanças climáticas globais.

 

Após uma fase bem-sucedida de inscrições de 4 meses, o Prêmio Zayed de Sustentabilidade, prêmio global pioneiro dos Emirados Árabes Unidos por reconhecer a excelência em sustentabilidade, encerrou oficialmente as inscrições para o ciclo de 2023. Mais de 4.500 inscrições foram recebidas nas cinco categorias do Prêmio de Saúde, Alimentação, Energia, Água e Ensino Médio Global, de um recorde de 152 países, demonstrando o crescente alcance e impacto global do Prêmio.

Os vencedores do Prêmio Zayed de Sustentabilidade serão anunciados na Cerimônia de Premiação que será realizada em 16 de janeiro de 2023 como parte da Semana de Sustentabilidade de Abu Dhabi. O Prêmio testemunhou um aumento de 13% nas inscrições em relação ao ano passado de pequenas e médias empresas (PMEs), organizações sem fins lucrativos e escolas de ensino médio. O total de submissões de PMEs aumentou em todas as categorias, ressaltando uma tendência crescente de que as PMEs estão colocando a sustentabilidade no topo de sua agenda.

“Nos últimos 14 anos, o Prêmio Zayed de Sustentabilidade tem incentivado soluções práticas para desafios globais que geram impacto tangível ao nível comunitário mundial. Inspirado pelo compromisso com o desenvolvimento sustentável e o legado humanitário do Sheikh Zayed bin Sultan Al Nahyan, até o momento, o Prêmio melhorou a vida de 370 milhões de pessoas em 151 países. Este ano, vimos inscrições de um número recorde de países em todas as categorias, desde saúde, alimentação, energia, água e ensino médio global. Estou animado para ver quais soluções criativas os candidatos deste ano trarão para a mesa, principalmente porque os Emirados Árabes Unidos se preparam para sediar a COP 28 no próximo ano.” – H.E Dr. Sultan Ahmed Al Jaber, Ministro da Indústria e Tecnologia Avançada dos Emirados Árabes Unidos e Diretor Geral do Prêmio.

As inscrições deste ano foram mais diversas do que nunca, revelando o impacto das mudanças climáticas em todos os países em todos os continentes e refletindo uma crescente conscientização de que a ação climática urgente é fundamental para atingir as metas globais de carbono zero até meados do século.

Mais inscrições recebidas este ano vieram de países em desenvolvimento da África Subsaariana, Sul da Ásia, Leste Asiático, América Latina, Oriente Médio e Norte da África, o que é uma importante indicação da crescente participação dos países em desenvolvimento na luta contra as mudanças climáticas.

Os países que mais enviaram foram Quênia, Índia, China, Egito, Brasil e os Estados Unidos. Ao receber inscrições de uma ampla variedade geográfica, o prêmio está mais bem equipado para cumprir sua missão de impulsionar o desenvolvimento sustentável e humanitário, impactante, inovador e inspirador em todo o mundo. As categorias Alimentos (1.426) e Saúde (946) atraíram o maior número de inscrições, seguidas por Energia (736) e Água (601), enquanto a categoria ensino médio global recebeu 829 inscrições.

 

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Na categoria Alimentos, que recebeu um aumento de quase 20% nas inscrições em relação ao ano passado, muitas inscrições apresentaram soluções destinadas a alcançar a produção sustentável de alimentos para enfrentar a crescente insegurança alimentar e desnutrição em um mundo ameaçado pelas mudanças climáticas.

Na categoria Saúde, várias entradas abordam as fragilidades dos sistemas de saúde expostos pela pandemia de Covid-19 e oferecem soluções que fornecem serviços de saúde mais resilientes, inclusivos, acessíveis e sustentáveis às pessoas mais necessitadas.

Na categoria Energia, o Prêmio recebeu inúmeras inscrições focadas em melhorar o acesso à energia sustentável em comunidades vulneráveis, apoiar o Objetivo 7 do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, energia acessível e limpa para todos e impulsionar a transição energética de baixo carbono.

Por fim, na categoria Água, várias inscrições ofereciam soluções destinadas a abordar os desafios de produção de água limpa, mudanças climáticas e gestão de recursos hídricos enfrentados em todo o mundo e, particularmente, em países em desenvolvimento.

O número de inscrições recebidas do ensino médio cresceu 55% em relação ao ano passado, o que é especialmente encorajador e uma prova da crescente conscientização dos jovens sobre os desafios e riscos apresentados pela crise climática e sobre a oportunidade de liderar o desenvolvimento sustentável. As inscrições, na categoria ensino médio global, propuseram soluções de gerenciamento de resíduos, sistemas de energia limpa e sistemas alimentares como hidroponia e aquaponia, refletindo o pensamento inovador dos alunos e a consideração cuidadosa dos projetos mais adequados para suas comunidades locais.

Após o encerramento das inscrições, o Prêmio entra agora na fase de avaliação. Todas as inscrições serão agora selecionadas por uma consultoria independente de pesquisa e análise. Um Comitê de Seleção, composto por especialistas do setor de renome mundial, avaliará as inscrições qualificadas e selecionará os candidatos. A terceira e última instância do processo de avaliação é o Júri, que se reunirá em outubro, para eleger por unanimidade os vencedores de cada categoria.

Desde o seu lançamento em 2008, o Prêmio de US$ 3 milhões transformou, direta e indiretamente, a vida de mais de 370 milhões de pessoas em todo o mundo. Seu impacto global continua a crescer, pois catalisa ainda mais o alcance humanitário e o desenvolvimento sustentável. Cada vencedor nas categorias de saúde, alimento, energia e água, recebe US$ 600.000 para expandir o escopo e a escala de sua(s) solução(ões) de sustentabilidade, enquanto a categoria ensino médio global tem seis vencedores, representando seis regiões do mundo, com cada vencedor recebendo até para US$ 100.000.

 

 

 

 

 

Imagens: Divulgação

Para reconectar

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Projeto visa o uso consciente de materiais, propondo uma atmosfera rústica e integrada à natureza ao seu redor.

 

A Villa Sapê, pousada de 700 m2 localizada próximo à Praia da Lagoinha, litoral norte de São Paulo, foi idealizada para favorecer a integração entre as áreas externa e interna, buscando-se valorizar a experiência humana ao ar livre, em meio à natureza. Conforme o arquiteto Cezar Scarpato, o projeto prioriza soluções e técnicas comprometidas com o conceito Sustentabilidade, com baixo impacto ambiental. Resultado: uma pousada com características rústicas, aconchegante, cheia de brasilidades.

A área de lazer é, claro, um de seus melhores atrativos. Visando o uso racional da madeira (certificada ou decorrente de reaproveitamento), os perfis tiveram suas dimensões estruturais mínimas e foram posicionados para, além do efeito estético, promover a menor periodicidade possível de manutenção. No quesito eficiência energética, utilizou-se um sistema para captação da água de chuva, com seu armazenamento para uso em jardins e vasos sanitários.

 

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“Todo o projeto prioriza soluções técnicas sustentáveis e de baixo impacto ambiental, que resultaram em uma pousada rústica e aconchegante. Para homenagear nossa cultura e toda a riqueza de nossa terra, destacamos os materiais naturais, que aparecem tanto nos mobiliários como nos elementos decorativos. A paleta de cores claras faz o espaço bem iluminado e refrescante” – Cezar Scarpato

O uso consciente de materiais construtivos também foi proeminente, operando condutas sustentáveis: vários materiais aparentes e brutos, como o concreto sem reboco, por exemplo; parte das paredes de blocos cerâmicos rebocados apenas por fora (para proteção a intempéries), piso de cimento queimado, revestimentos de parede somente em áreas úmidas. Aliás, cem por cento dos materiais utilizados na obra foram adquiridos na própria região e a mão-de-obra local.

Por ser uma região com forte incidência solar e de ventos marítimos, o projeto buscou aproveitar ao máximo a luz natural e ventilação cruzada, promovendo, assim, expressivo conforto térmico. Em seu processo construtivo, a obra contou com baixa geração de resíduos e boa parte do design de interiores, artesanal, foi confeccionado com madeiras reminiscentes da obra e de demolição.

A pousada foi projetada como um recanto para relaxar e se reconectar com a natureza, com implantação de áreas de lazer com proveito visual da diversidade natural do local. De acordo com o arquiteto, o aproveitamento inteligente de elementos já existentes no entorno foi uma estratégia que reduziu o uso e descarte de materiais. 

Visando o uso consciente da madeira, os perfis tiveram as mínimas dimensões estruturais necessárias e foram posicionados para o maior efeito estético e menor periodicidade de manutenção.

 

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São três pequenas edificações que se distribuem pelo terreno, com temáticas que exploram elementos históricos e geográficos da região. A pousada tornou-se um exemplo de arquitetura tipicamente brasileira que alia o design contemporâneo à sustentabilidade, com técnicas de eficiência energética, aproveitamento de materiais e reuso de água da chuva.

Estrutura em concreto aparente, fechamento em blocos cerâmicos, cobertura de madeira e telhas cerâmicas, decoração artesanal com fibras naturais: sistema construtivo tradicional aliado a técnicas que promovem a  Sustentabilidade, destacando-se mínima geração de resíduos e eficiência energética e hídrica (com reaproveitamento de água de chuva, metais sanitários de baixa vazão, iluminação de baixo consumo e energia solar). No paisagismo, noventa por cento das espécies são nativas, sem necessidade de irrigação automatizada. Um dos destaques é a piscina com borda infinita que se alinha ao mar.

 

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São quatorze suítes com design contemporâneo, que une o rústico ao luxo, propiciando aconchego aos interiores. Os quartos priorizam materiais naturais e contam com pouco mobiliário, buscando-se acolhedora simplicidade. Não há excesso, valorizou-se a essência. 

O projeto foi pensado para que aproveitasse o máximo de luz natural e houvesse fácil circulação do ar graças à ventilação cruzada. Procurou-se deixar os materiais aparentes e brutos, sugerindo uma simplicidade acolhedora.

 

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Por Redação
Imagens:  Bicubico

Floresta Vertical

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Projeto de conceito pioneiro na construção ecológica une ciência inovadora, sistemas passivos bioclimáticos e tecnologias pró-ativas

 

A torre sustentável Tao Zhu Yin Yuan, em construção no Distrito de Xinyi, na cidade de Taipei, em Taiwan, foi inspirada na estrutura de dupla hélice do DNA e contará com aproximadamente 23 mil árvores, arbustos e plantas distribuídos em seus 20 andares, cujo conceito arquitetônico é se tornar uma eco-construção residencial autosuficiente de energia, cuja energia é elétrica, térmica e também alimentar.

O projeto de aproximadamente 42.705 m² de área total, idealizado pelo escritório Vincent Callebaut Architectures e ganhador do International Architectural Competition em 2010, propõe criar um fragmento de paisagem vertical com consumo de energia mínima, uma espécie de “árvore habitada”. O edifício de design sinuoso completa uma torção de 90 graus à medida que sobe, uma volta de 4,5 graus por nível, e o formato foi escolhido aplicando-se o conceito taiji do ciclo incessante da vida, com base em quatro critérios: integrar-se ao perfil piramidal da volumetria da edificação, determinada pelos afastamentos urbanos; gerar uma área para jardins em cascata, suspensos ao ar livre; oferecer vistas panorâmicas do skyline de Taipei para todos os residentes; e fornecer privacidade a cada apartamento, evitando eixos visuais diretos.

Projetado também para aproveitar as condições climáticas e ambientais de seu terreno, as áreas verdes pretendem que o edifício absorva 130 toneladas de dióxido de carbono do ar anualmente, com cobertura verde de 246%, o que é quase cinco vezes maior do que o exigido pela regulamentação local. O escritório realizou análises de iluminação natural, análises térmicas e eólicas para refinar o projeto, otimizando a luz natural e a ventilação em todo o edifício. Design proposto para codificar um verdadeiro purificador de ar!

 

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O núcleo central do edifício possui um sistema de fachada dupla, que permite o controle passivo do clima na circulação vertical e espaços internos. Outras características ambientais incluem um sistema de reciclagem de água da chuva, vidro de alta performance, uma matriz solar fotovoltaica na cobertura, elevadores eficientes e monitores de poupança de energia automatizados que se adaptam às condições climáticas.

A estimativa é que toda essa “floresta verde”, habitada e cultivada através de seus próprios habitantes, absorva cerca de 130 toneladas de carbono por ano – um número cinco vezes maior que o exigido pela regulamentação local. As plantas fornecem oxigênio, deixam o ambiente mais úmido e atenuam o barulho.

 

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As plantas baixas das unidades seguem dois layouts típicos em pavimentos alternados, para melhor se ajustarem à estrutura de vigas treliçadas. Cada unidade contém 550 metros quadrados de espaço aberto, sem colunas, permitindo a máxima flexibilidade dos layouts internos e cada dupla hélice é representada no projeto por duas unidades habitacionais formando um nível completo. O edifício conta com um sistema estrutural de alta resistência à terremotos e intempérie, integrando um conceito sísmico de grau nuclear.

 

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Por Redação
Imagens: Vincent Callebaut Architectures

 

 

Matéria e ESPÍRITO

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Tecnologia aplicada à atividade minerária apresenta ao público novos conceitos de sustentabilidade.

 

Elaborada pelo escritório Gustavo Penna Arquiteto & Associados para a Gerdau, a “Casa Sustentável” é a primeira residência construída a partir de coprodutos da operação de mineração. Com 45 m² e localizada em Ouro Branco, Minas Gerais, a construção trata-se de um projeto piloto e faz parte dos equipamentos de educação ambiental do Programa Gerdau Germinar, que apresenta novos conceitos de sustentabilidade aplicados à atividade minerária e ao conceito de economia circular na habitação. O projeto une sustentabilidade, educação e moradia, buscando a combinação ideal entre o design e o melhor aproveitamento dos recursos naturais. 

O projeto promove, além de baixo impacto ambiental, a diminuição do volume de rejeitos junto à natureza e evidencia a viabilidade econômica do aproveitamento de resíduos, temas de imprescindível importância para o setor da construção civil. Com 7 cômodos, a casa seguiu os pré-requisitos do programa federal “Minha casa, Minha vida”, integrando tecnologias ecologicamente corretas já existentes, oferecendo recursos e espaços conectados, como cozinha aberta, sala de estar que se integra com o jardim, sistema de aquecimento solar de água e energia eólica. Tecnologia sustentável que, aliada à processos construtivos planejados, encontra sua máxima no uso de materiais simples transformados pelo conhecimento.

 “A nossa CASA SUSTENTÁVEL é feita de matéria e de espírito.  A matéria-prima, os subprodutos inutilizados da atividade mineradora, é o principal componente: no uso ecologicamente adequado, aproveitamos suas qualidades e propriedades. Em espírito, a unidade de habitação pretende ser um lar, lugar que, mesmo em sua simplicidade, seja capaz de criar um senso de orgulho e autoestima”- Gustavo Penna.

A Casa conta com sistemas ecologicamente corretos e que já estão acessíveis no mercado, como aquecimento solar, a geração de energia, biodigestores, tanques de compostagem e captação de água pluvial.

A volumetria lúdica e dinâmica da casa desempenha um papel na sua funcionalidade: melhorar sua ventilação natural pela condução dos ventos, sombrear a fachada transparente e possibilitar interessantes combinações de montagem das unidades. O projeto prevê a implementação de painéis fotovoltaicos e turbina eólica.

 

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O Departamento de Engenharia de Minas da Universidade Federal de Minas Gerais, em parceria com a Gerdau, desenvolveu a produção de blocos, piso drenante e argamassa a partir da pozolana – substância obtida do processamento dos rejeitos de minério de ferro – uma solução que pode transformar a gestão de resíduos da mineração no futuro. Além do valor de reciclagem e seus benefícios térmicos, o método representa uma nova forma de sustentabilidade social.

As paredes são autoportantes, usando tijolos de 19 x 39 cm. O telhado é leve, construído em chapa metálica ondulada suportada por perfis metálicos.  O layout programático possibilita futuras expansões.

 

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Por Redação
Imagens:  Jomar Bragança

Inovação ECO-EFICIENTE

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Centro de Pesquisa de grande fabricante de cosméticos ganha selo LEED Platinum.

 

Laureado com o selo LEED Platinum, o projeto do Centro de Pesquisa e Inovação de uma empresa global de cosméticos, idealizado pelo escritório Perkins+Will, é exemplo de sustentabilidade bem empregada. Localizado na Ilha de Bom Jesus, no Rio de Janeiro, conta com cerca de 14 mil m² e, segundo os profissionais, “foi inspirado no legado poético da relação da arquitetura brasileira com a natureza”. Assim, a edificação se adapta à paisagem, com formato sinuoso dividido em dois pavimentos elevados.

A inteligência construtiva começa na fachada de vidro tecnológico com inclinação negativa, que permite entrada de luz natural em abundância, sem perder o conforto térmico. Um sistema de aproveitamento de água de chuva e tratamento de efluentes gera uma economia de 40%, ao passo que placas fotovoltaicas dão conta da economia energética. “Os jardins de filtragem de água e o impacto zero na topografia existente fornecem uma abordagem integrada ao projeto sustentável focado nos principais subsistemas – local e habitat, água, energia e materiais – para atingir os padrões LEED Platinum”, explicam.

 “O Centro de Pesquisa foi concebido para estimular inovação por meio do uso de tecnologias, novos métodos colaborativos e integração dos consumidores em todo processo” – Perkins+Will.

Integrado à paisagem que o circunda, o edifício do Centro de Pesquisa e Inovação de uma grande empresa do ramo de cosméticos teve uma instalação neutra em emissão de carbono. Seus dois andares são elevados, permitindo que, abaixo, fosse projetado um estacionamento.

Segundo os profissionais, a edificação de última geração e alto desempenho deveria restaurar e regenerar o ambiente natural a seu redor. Assim, o projeto respeitou a topografia do terreno e trouxe, ainda, um jardim com espécies nativas.

  

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A edificação é construída, principalmente, com concreto e vidro. Um telhado verde, placas fotovoltaicas e sistema de captação de água garantem a economia de água e energia.

Ao evitar a incidência direta dos raios solares, a fachada principal de vidro com inclinação negativa também colaborou para maximizar a entrada de luz natural sem gerar ganho térmico significativo.

Jardins filtrantes com espécies da flora regional contribuiram significativamente para reduzir o consumo de água.Além de formar um elemento paisagístico, o sistema permite que todo efluente gerado, seja da operação do laboratório, seja da captação de água de chuva, possa ser recondicionado, transformando-se em água de reuso para irrigação, sistema de incêndio e sanitários.Desenvolvido em parceria com a Phytorestore, o sistema opera de maneira fechada, sem qualquer ligação com rede de esgoto municipal.

 

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Bem iluminado e projetado com bom conforto térmico e acústico, o Centro de Pesquisa e Inovação foi pensado para estimular a integração entre interior e exterior, em uma conectividade visual.

 

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Estudos de sustentabilidade e eco-eficiência garantiram ao centro o selo LEED Platinum. Internamente, ele inclui  espaços de avaliação de marcas cruzadas para cuidados com os cabelos, cuidados com a pele, higiene, proteção solar e maquiagem. Áreas comuns e restaurante ainda estão no programa.

 

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Por Marcela Milan
Imagens: James Steinkamp

PEDRA sobre pedra

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Casa prioriza materiais locais, como pedras da escavação e tijolos guardados por anos de uma antiga olaria da família.

 

Uma casa com raízes. Essa é a Residência das Pedras, projeto de Albert Koelln e Ingrid Louise de Souza Dahm, da Cubo Verde Arquitetura Sustentável. Com cerca de 352 m² e localizada em Mondaí (SC), a casa foi construída predominantemente com materiais regionais, como a pedra ferro que compõe toda sua fachada. “Os materiais brutos da construção foram oriundos do próprio terreno ou proximidade. As pedras vieram da própria escavação do terreno e os tijolos das bancadas e paredes são de uma antiga olaria desativada, da família”, contam os profissionais. A madeira empregada também foi plantada especificamente para a construção, dez anos antes da construção do projeto. Tais escolhas tiveram impacto positivo, levando a uma redução de até 50 tCO². “Em outras palavras, esse montante equivale a 486 árvores capturando CO² no período de dez anos”, explicam.

Conceitualmente, o projeto é composto por três grandes planos de pedras que estruturam e configuram toda a espacialidade da casa. Além da preocupação com os materiais, os profissionais pensaram em paredes duplas, com camada interna de ar, que garante eficiência no isolamento termo-acústico. As esquadrias de PVC contam com vidro duplo e a construção privilegia a ventilação cruzada. Ainda há o reúso de água da chuva, captada para os vasos sanitários e torneiras do jardim. Destaque da construção, a pedra ferro é típica da região. No projeto, ela é oriunda da própria escavação do terreno, priorizando uma construção sustentável. 

 

“Quando o terreno fornece os principais materiais que irão compor o edifício que sobre ele se erguerá, aí temos um verdadeiro exemplo de Arquitetura Sustentável”-  Cubo Verde

 

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O desafio do escritório Cubo Verde foi projetar uma edificação que reforçasse as raízes da família dos proprietários. Residência das Pedras propõe um contraste entre o rústico e o arrojado, combinando em sua fachada pedras típicas da região com estrutura metálica (Biasi). Os profissionais se nortearam pela verdade dos materiais, que prezam pela simplicidade. Como complemento, a madeira (Madeireira Mondaí) e tijolinho compõem a materialidade do projeto.

A casa foi concebida respeitando a inclinação do terreno. Na sólida estrutura, rasgos estratégicos enquadram a paisagem e permitem a entrada de luz natural. Para o controle da umidade e controle da ventilação do subsolo, o contrapiso foi construído 40 cm acima do solo e grelhas foram instaladas em todo seu perímetro.

 

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A construção privilegia ventilação cruzada e higiênica, através do efeito chaminé, e todas as suas esquadrias são de PVC com vidro duplo. A elétrica aparente, por sua vez, foi pensada para que não houvesse rasgos nos tijolos – o que levou a uma diminuição de caliça. A solução também permite fácil adaptação à futuras demandas.

Rústica, traz em seu interior o predomínio dos mesmos materiais de sua estrutura. A madeira e tijolo são protagonistas, reforçando uma estética industrial. Prezando pela sustentabilidade, parte da madeira utilizada nas estruturas foi extraída de árvores do próprio terreno.  São paredes duplas, com camada interna de ar, com espessura de 8 cm – o que auxilia no isolamento térmico e acústico.

 

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A residência é composta por três grandes planos de predra, que estruturam e configuram toda sua espacialidade. O plano central de pedra separa a área social da íntima, permitindo que eventos diferentes pudessem acontecer simultaneamente, preservando a privacidade dos moradores.

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Por Redação
Imagens: Gabriel Guimarães

Obras brasileiras disputam o 3º Prêmio Oscar Niemeyer

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Conheça os 20 projetos brasileiros selecionados para o 3º Prêmio Oscar Niemeyer.

 

O IAB, Instituto de Arquitetos do Brasil, divulgou uma seleção de obras brasileiras aptas a participarem da última fase da 3º edição do Prêmio Oscar Niemeyer – “Prêmio ON2020”. Os 20 projetos habilitados passam a disputar com os demais trabalhos latino-americanos na premiação internacional.

Cada país indica 20 obras finalizadas entre 2018 e 1° de maio de 2020 para compor exposição na Bienal Panamericana de Arquitectura de Quito, em novembro de 2020. Os organizadores procuram destacar o melhor da produção arquitetônica latino-americana e serão concedidos prêmios de primeiro, segundo e terceiro lugar considerando seus valores arquitetônicos e tecnológicos e sua relação com o contexto, com os aspectos sociais, culturais e ambiental.

Concedido a cada dois anos, o Prêmio Oscar Niemeyer de Arquitetura Latino-Americana (ON Prize) é uma iniciativa da Rede Bienal de Arquitetura da América Latina (REDBAAL), fundada em 2012 na Bienal Panamericana de Arquitetura de Quito e possui endosso da Fundação Oscar Niemeyer.

 

“Momentos de inegável empoderamento e presença da arquitetura latino-americana no contexto internacional. O Brasil está mais um vez bem representado nessa importante premiação.” – Fabiano Melo, curador da seleção e vice-presidente do IAB.

 

 

Confira os selecionados

Almacenes CL – Vaga – Cesário Longe/SP
Imagem: Pedro Napolitano Prata

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Aeroporto de Florianópolis / Terminal Internacional de Passageiros – Biselli Katchborian Arquitetos – Florianópolis/SC
Imagem: Nelson Kon

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Fazenda Mato Dentro – Acayaba + Rosenberg arquitetos – Catuçaba/SP
Imagem: Federico Cairoli

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Academia Unileão – Lins Arquitetos – Juazeiro do Norte/CE
Imagem: Joana França

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Casa de Lata – Sauermartins – Canela/RS
Imagem: Federico Cairoli

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Casa dos Cajueiros – Terra Capobianco + Galeria Arquitetos – Ubatuba/SP
Imagem: Nelson Kon

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Retrofit edifício Rosa – Acayaba + Rosenberg arquitetos – São Paulo/SP
Imagem: Federico Cairoli

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Novos Alojamentos da APCEF-SC – Pimont arquitetura – Florianópolis/SC
Imagem: José Angelo C. Mincache

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Beacon School – GOAA + Andrade Morettin Arquitetos – São Paulo/SP
Imagem: Nelson Kon

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Estúdio no Jardim Paulista – Grupo de Arquitetura – Presidente Prudente/SP
Imagem: Pedro Kok

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Hospital Público de Urgência – SPBR – São Bernardo do Campo/SP
Imagem: Nelson Kon

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Manual da Moradia Guarani – Grupo ][ Fresta – São Paulo/SP
Imagem: Divulgação Grupo ][ Fresta

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Estação Antártica Comandante Ferraz – Estúdio 41 arquitetura – Curitiba/PR
Imagem: Divulgação Estúdio 41

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Capela Ingá Mirim – Messina Rivas – Itupeva/SP
Imagem: Federico Cairoli

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Edifício Manga – Laurent Troost – Manaus/AM
Imagem: Maíra Acayaba

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Casa na Mantiqueira – Gui Paollielo – Santo Antônio do Pinhal/SP
Imagem: Manuel Sá

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Casa Treliça – Roberto Moita arquitetos – Manaus/AM
Imagem: Maíra Acayaba

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Casa Fortunata – Luciano Lerner Basso, ARQ – Caxias do Sul/RS
Imagem: Roberta Gewehr

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Edifício POP+ – Andrade Morettin arquitetos associados – São Paulo/SP
Imagem: Nelson Kon

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Ícaro Jardins da Graciosa – Studio Arthur casas – Curitiba/PR
Imagem: Eduardo Macarios

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Por Redação.

 

 

 

Design Fundamental

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Proposta de instalação de laboratório no Reino Unido explora o potencial de Biomaterial no desenvolvimento urbano.

 

 

Investigando a relação entre crise ambiental e a atividade arquitetônica, o arquiteto Kyle Crossley propõe o “DAMAGED EARTH”, complexo laboratorial localizado em Castlefield, Reino Unido. O projeto explora a bio-regeneração como uma ferramenta para o desenvolvimento urbano futuro, usando sistemas naturais para a criação de energia renovável, alimentos e materiais biológicos, mitigando os efeitos adversos das mudanças climáticas.

As ameaças ao clima são existenciais e os edifícios são extremamente cúmplices. No Reino Unido, consomem  40% da energia e representam quase metade das emissões globais anuais de GEE (gases de efeito estufa). O dióxido de carbono (CO2) é o principal agente da mudança climática, tornando tais construções, por associação, profundamente responsáveis. Algumas dessas conseqüências incluem invernos mais úmidos, elevação do nível do mar, inundações extremas, ondas de calor e secas.

 

“A mudança climática é o problema de design fundamental do nosso tempo. Como arquitetos somos confrontados com uma escolha: podemos refazer nossos edifícios ou continuar os negócios como de costume e viver com as consequências.” – Kyle Crossley, arquiteto.

 

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DAMAGED EARTH foi projetado para suavizar as mudanças climáticas usando purificadores de ar naturais, recursos de energia renovável e soluções alimentares sustentáveis. As três principais instalações incluem centros de pesquisa baseados em algas em ambos os sistemas de fachada para criar biocombustíveis, bem como fazendas de algas para experimentação nutricional.

 

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Instalação de crescimento colaborativo

 

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Laboratório de crescimento de materiais biológicos

 

O projeto também incluirá instalações de pesquisa, investigando biomateriais inovadores que possam ser usados ​​e cultivados na própria arquitetura. Novas ideias serão testadas, fornecendo as condições específicas de crescimento da vegetação em suas várias fachadas, enquanto vários laboratórios também atenderão às necessidades de cientistas especialistas que irão trabalhar, ensinar e descobrir tecnologias para combater o aquecimento global.

 

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Biblioteca – espaço de trabalho compartilhado

 

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Instalação de filtragem de algas

 

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Instalação de tratamento de alimentos – algas

 

 

 

 

Por Redação
Imagens: Kyle Crossley

ALTO PADRÃO, baixo impacto

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Utilizar as inclinações do terreno e a incidência solar para otimizar o projeto garantiu iluminação e ventilação naturais, além de uma bela vista à residência de 600 m². 

 

Antigos conhecidos do escritório Sesso e Dalanezi, os moradores paulistanos adquiriram um novo terreno em Itatiba, no interior de São Paulo, para a construção da casa de veraneio da família. Os arquitetos construíram a casa em módulos, deixando a área íntima avançar em balanço sobre o terreno, o que permite ter vista panorâmica da cidade e também para a área de lazer, localizada entre as alas íntima e social, em um platô inferior, acessado por passarelas. 

 

“Participamos do projeto desde a compra do lote e identificamos que a implantação deveria obedecer a um estudo solar para melhor aproveitamento da luz natural e funcionamento das placas fotovoltaicas, além de criar um espaço onde a vista pudesse ser contemplada de camarote. ” – Marcelo Sesso.  

 

Além de um cronograma racional para causar baixo impacto à natureza local durante a construção e evitar desperdícios de materiais, os proprietários também solicitaram alguns recursos ecológicos, como a captação de águas pluviais para o uso doméstico, através da automação para otimização da água e economia de energia. A aquisição de produtos como madeira de demolição de fornecedores locais, revestimentos e mobiliário recicláveis ou de reflorestamento também são parte dos aspectos sustentáveis desta obra. As áreas interna e externa, são revestidas pelo cimentício Etrusco, da Castelatto, que oferece bom escoamento e é produzido com técnicas e materiais ecológicos. 

A construção se divide em dois blocos, que delimitam a ala social – em alvenaria com acabamento – e a íntima revestida com ripas de madeira cumarú. Neste bloco, as portas correm para dentro dos painéis e ficam camufladas. 

 

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O bloco social é aberto, com um amplo caixilho e uma laje projetada pela engenharia, para não haver pilares na varanda. Os materiais são sempre naturais, como a pedra Guarujá que reveste a área gourmet e as ripas de Cumarú no forro. 

A sala de estar e jantar são privilegiadas pela iluminação zenital, proveniente dos vãos fechados com vidro, próximos ao forro. Um recurso sustentável, pois banha o ambiente com luz natural evitando o uso da luz elétrica durante o dia. 

 

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Pequenas espécies de samambaias compõem uma parede verde, que reveste o módulo inferior da casa. O paisagismo é assinado pela Raízes Paisagem & Jardim, da paisagista Vânia Felchar e o mobiliário de varanda é da MAC Móveis. 

A horta oferece temperos frescos aos proprietários, que tem a gastronomia como um hobby. No bloco ao lado, está a academia particular e o home office, onde as placas fotovoltaicas captam a luz solar para transformá-la na energia elétrica que abastece parte da casa. 

 

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“Nossos projetos refletem o que acreditamos como arquitetura comportamental. Nossas experiências nos fazem viver e aprender com a arquitetura. Imprimimos tudo isso a cada traço, contribuindo para o bem-estar dos nossos clientes.” – Sesso e Dalanezi. 

 

planta

 

 

 

 

 

Por Redação
Imagens: Divulgação