Salva anuncia tecnologia inédita

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Focada em desenvolver produtos que aliem o design e a função ao bem-estar das pessoas, a marca anuncia tecnologia têxtil inédita

 

A Salva, referência em design de mobiliário voltado ao mercado de luxo, que tem o couro como principal matéria-prima, acaba de trazer, com exclusividade, para o mercado moveleiro nacional uma tecnologia têxtil inédita capaz de promover o bem-estar e a saúde das pessoas.

Apresentada na última edição da ABIMAD, a tecnologia Nanobionic®foi desenvolvida pela Nanobionic Technology, fabricante internacional de têxteis inteligentes, com sede em Nova Iorque e Atenas. De acordo com estudos desenvolvidos pela empresa, o corpo humano produz cerca de 100 watts de energia a qualquer momento. Aplicada no interior dos estofados como um revestimento feito de minerais emissores de infravermelho, a tecnologia Nanobionic®, estimula a energia produzida pelo corpo, combatendo os radicais livres, aumentado o fluxo sanguíneo e, consequentemente, a sensação de bem-estar, a disposição, a recuperação muscular e o sono reparador.

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Aplicada em vários tipos de superfícies como calçados, roupas, espumas, roupas de cama, couro e outros produtos têxteis, a tecnologia nanobiônica já recebeu mais de 13 prêmios internacionais de inovação e a validação de sete estudos científicos, incluindo um estudo recente da UC Berkeley, na Califórnia. Atletas renomados de vários esportes, bem como empresas de vestuário de alto padrão como a Loro Piana, Canali e Fila, além de indústrias de colchões e mobiliários como Sealy e Palliser adotaram o Nanobionic®, destacando sua capacidade de promover o bem-estar.

Além disso, como pioneira na indústria, a Nanobionic® foi a única empresa do segmento a receber o reconhecimento da NASA (National Aeronautics and Space Administration) e também a determinação de bem-estar geral do U.S. FDA, enfatizando tanto a sua credibilidade científica como a sua segurança.

Ao adotar a tecnologia na produção de todo o seu portfólio, a Salva apresenta um novo posicionamento, focado em desenvolver produtos que aliem o design e a funcionalidade ao bem-estar das pessoas.

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Imagens: Divulgação

Apresentado masterplan de habitat lunar

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Representando um grande passo à frente na exploração interplanetária, este masterplan da Hassell espera apoiar o desenvolvimento de uma comunidade na lua

 

Na semana passada, a Hassell apresentou o masterplan de Habitat Lunar, um conceito modular para uma base na lua. Desenvolvido em colaboração com a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Universidade de Cranfield, o projeto visa contribuir para a formação do primeiro assentamento humano permanente na lua. Vários arquitetos renomados já contribuíram anteriormente para a exploração espacial por meio da arquitetura. Desde Buckminster Fuller até Foster + Partners, BIG e SOM, o catálogo arquitetônico no espaço exterior tem visto muitos avanços.

O projeto envolveu antropólogos, psicólogos, roboticistas e astronautas, enfatizando a importância de uma abordagem abrangente para tornar o plano possível. O masterplan prioriza elementos de “habitabilidade” e considera restaurantes, arenas esportivas e estufas entre os locais sociais e recreativos para desfrutar.

‘O acesso ao espaço está se tornando mais barato a cada ano, então, ao longo das próximas duas décadas, as viagens espaciais evoluirão enormemente. A Lua é um lugar extremamente hostil para se viver. Sem atmosfera, os humanos precisam de infraestrutura inovadora para acessar água e oxigênio, ao mesmo tempo em que são submetidos a altos níveis de radiação. Precisamos começar a planejar como comunidades maiores podem não apenas sobreviver, mas também prosperar e viver na lua.” – Xavier De Kestelier, Chefe de Design da Hassell.

 

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O sistema modular de habitat tem a intenção de apoiar as atividades de agências nacionais como a NASA, ESA e Jaxa e pode abrigar até 144 pessoas. Ele foi desenvolvido como parte do programa Discovery da Agência Espacial Europeia. Até 2024, espera-se que atenda empresas, agências e turistas. O assentamento lunar proposto foi selecionado por sua proximidade com dois corpos de água congelada: o Polo Sul Lunar e a Cratera Shackleton. Esses recursos e a luz solar contínua são considerados necessários para um modo de vida sustentável no esquema geral.

O conceito visa romper com ideias convencionais para assentamentos lunares ao utilizar um sistema modular impresso em 3D que se inspira nos tetrapods, comumente utilizados em estruturas de dissipação de ondas. As peças em forma de hexápode se encaixam para criar uma concha resistente à radiação, superando as dificuldades de construção em luas e suas gravidades específicas. Ao permitir a regeneração de componentes no local, o uso do solo lunar como material para impressão 3D incentiva o surgimento da construção sustentável.

 

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Mecanismos inovadores de encaixe são usados no sistema de habitat, permitindo uma construção flexível para acomodar futuros assentamentos. Este método de construção, possibilitado por simulações digitais, visa maximizar o uso de energia incorporada dos hexapods. Na semana passada, um modelo habitacional lunar feito com impressão 3D esteve em exibição no evento Space for Inspiration 2024.

No espaço sideral, a arquitetura tem sido usada para explorar como os humanos podem se adaptar a condições ambientais desafiadoras para criar locais habitáveis e funcionais. Em 2022, a NASA e a AI Space Factory desenvolveram a LINA (Lunar Infrastructure Asset), um posto avançado impresso em 3D para proteger astronautas e missões na Lua. Para a Expo 2025 Osaka do próximo ano, o Pavilhão dos Estados Unidos apresenta exposições imersivas que levam os visitantes a vários ambientes naturais pelo país e pelo espaço exterior.

 

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Fonte: ArchDaily
Imagens: Cortesia Hassell

ANA estabelece novas normas para o setor de saneamento básico

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Início de fevereiro marcou a entrada em vigor das Resoluções nº 177 e nº 178 da ANA, que integram a agenda regulatória da entidade para o período entre 2022 e 2024

 

Entraram em vigor em 1º de fevereiro duas novas normas de referência da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Uma delas está relacionada à gestão das entidades reguladoras infranacionais (ERIs) e a outra atua na matriz de riscos em contratos de prestação de serviços de abastecimento de água e saneamento básico.

A Resolução ANA nº 177 se relaciona à governança das ERIs, que são as autarquias responsáveis pela regulação e fiscalização dos serviços públicos de saneamento básico. As novas diretrizes operacionais englobam procedimentos e mecanismos relacionados à atuação, à estrutura administrativa e ao processo decisório das entidades. “O objetivo da norma é criar um padrão de operação das ERIs. O texto da Resolução 177 atua em aspectos de competência e de regulação, transparência e mecanismos de controle, integridade e gestão de risco, além de planejamento e instrumentos regulatórios”, afirma Nathalia Lima Barreto, advogada especializada em direito da infraestrutura e sócia do escritório Razuk Barreto Valiati. “As entidades reguladoras têm papel importante na qualidade dos serviços públicos, estabelecimento de indicadores, fiscalização do cumprimento dos contratos, fomento de práticas de governança para as empresas do setor e até mesmo definição das tarifas ou taxas dos serviços”, explica a advogada.

Os detalhes da Resolução nº 177 podem ser consultados no Diário Oficial da União.

 

Matriz de riscos

Embora o esgotamento sanitário e o abastecimento de água sejam serviços de utilidade pública e necessários para a população, existe um risco na prestação deste tipo de serviço por parte das empresas. A segunda NR que entrou em vigor, contemplada pela Resolução ANA nº 178, atua justamente nesta área: a matriz de riscos para contratos de prestação de serviços públicos de abastecimento de água e de saneamento básico.

O propósito do texto é estabelecer a lista de possíveis eventos que interfiram no equilíbrio econômico-financeiro do contrato, especialmente eventos considerados incertos ou fora do planejamento. “Este risco compartilhado deve ser claro, com percentuais, faixas e prazos para cada uma das partes. A ideia principal é reduzir as ameaças e se antecipar aos problemas, minimizando ou controlando os seus impactos”, explica Nathalia.

A advogada explica que a segurança jurídica é um fator fundamental na atração de investimentos e de players neste tipo de modalidade de concessão. “O propósito das novas regulações está em atrair mais investimentos para o setor com segurança jurídica, além de melhorar a prestação de serviços ao público. Regras claras aumentam o interesse da iniciativa privada e criam referências na fiscalização e acompanhamento pelas agências responsáveis”, analisa Nathalia, que é Vice-Presidente da Comissão de Direito à Cidade da OAB/PR.

O texto integral da Resolução nº 178 pode ser lido aqui.

 

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O Marco Legal do Saneamento Básico

Desde a entrada em vigor da atualização do Marco Legal do Saneamento Básico (Lei nº 14.026/2020), a ANA atua na regulação dos serviços públicos deste setor. “As novas áreas de regulação da ANA incluem abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo de águas pluviais urbanas. A ANA vem demonstrando estar à altura do desafio, com procedimentos bem estabelecidos e grande produtividade na geração de regulação para o setor, demandando atualização constante dos profissionais da área”, conclui a advogada.

As duas novas resoluções integram a agenda regulatória da ANA 2022-2024, que se divide em 25 temas regulatórios e 43 metas a serem atacado neste período. Entre os assuntos para melhorias legais, encontram-se: regulação de uso de recursos hídricos, regras para a operação de reservatórios, monitoramento hidrológico, implementação de políticas, fiscalização e regulação de serviços, segurança de barragens e saneamento básico, entre outros.

 

 

Com estande de 504m² na ABUP Home & Gift, Tramontina apresenta lançamentos de 2024

Estande Easy Resize com

Presente há nove anos na feira, marca evidencia conceito de lar, enfatizando o aconchego e a integração entre os ambientes

 

Em sua nona participação na ABUP Home & Gift, a Tramontina, destaque em soluções para as melhores receitas unindo inovação, qualidade e durabilidade, apresenta seus lançamentos em um estande de 504m². A marca irá expor produtos provenientes de quatro de suas nove fábricas: Belém, Cutelaria, Delta Porcelana e Farroupilha.

A centenária Tramontina leva à  feira um mix completo de produtos para a casa em um projeto contemporâneo que enfatiza o aconchego e a integração entre os ambientes. Entre os destaques está a nova linha de frigideiras e panelas Tunis, com fundo de indução, disponível nas cores azul mediterrâneo e rosa trufado. Além disso, os complementos da linha Grano, que contam com o corpo triplo em aço inox e proporcionam equilíbrio na temperatura, performance e velocidade no cozimento, e o jogo de panelas da linha Grano Glass, que traz o diferencial da tampa de vidro, também serão expostos durante a feira.

 

Linha Tunis Easy Resize com
Panelas Tunis.

 

Outro destaque são os estilos de porcelanas da coleção 2024 (City, Flora, Fun, Japandi e Churrasco), que abrangem diversas coleções de produtos em cada um dos estilos e foram desenvolvidos para transformar o cotidiano em momentos especiais. Os visitantes ainda poderão conferir uma coleção de potes em aço inox e plástico, a linha de copos, bules e garrafas térmicas Exata, tábuas para os mais diversos usos e os tradicionais talheres.

 

Bule marmorizado Easy Resize com
Garrafa térmica Exata

 

Porcelanas Easy Resize com
Porcelana Japandi e City

 

O estande, outro destaque da marca durante o período da feira, foi construído com a utilização de matéria-prima de reflorestamento. A estrutura, mobiliário interno e telas devem ser reaproveitados em eventos futuros e aquilo que for descartado deve passar por um processo de reciclagem. O espaço ainda vai contar com iluminação de LED, copos recicláveis e lixeiras de coleta seletiva, reduzindo o impacto ao meio ambiente.

A iniciativa está atrelada ao Tramontina Transforma, projeto da marca que une todas as frentes de sustentabilidade. “O estande é mais um dos movimentos da empresa dentro dos esforços na área de responsabilidade ambiental que a Tramontina busca trazer, tanto no desenvolvimento dos produtos, quanto nas ações institucionais da marca”, ressalta Rosane M. Fantinelli, Diretora de Marketing da Tramontina.

 

Estande Easy Resize com
Estande da Tramontina na ABUP Home & Gift 2024

 

Investindo em matéria-prima reciclada e reciclável, a Tramontina também irá expor a linha Lyf, coleção de panelas, facas e talheres com assinatura sustentável. Combinando materiais ecológicos e ações de responsabilidade ambiental durante todo o processo produtivo e levando o compromisso histórico da marca com o meio ambiente a um novo patamar, os talheres e facas da coleção são produzidos com plástico proveniente de processos de reutilização de resíduos.

Quem visitar o estande da Tramontina durante esta edição da ABUP, também poderá conferir uma demonstração de produtos conduzida pelo chef Elzio Callefi e pelo barista Emerson Nascimento. A ABUP Home & Gift acontece de 18 a 21 de fevereiro em São Paulo/SP. Esta é uma das principais feiras no segmento de utilidades domésticas e uma vitrine para as principais inovações do ano.

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Jogo de talheres Lyf

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagens: Divulgação Tramontina

Roca São Paulo Gallery realiza noite de vernissage

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Para a abertura da exposição Traços e Contextos, o arquiteto e artista plástico paulistano José Ricardo Basiches recebeu importantes convidados no Roca São Paulo Gallery

 

Na noite do dia 7 de fevereiro o Roca São Paulo Gallery,espaço da marca Roca que já alçou o status de ponto de encontro para arquitetos e profissionais da área que apreciam a troca de conhecimentos e a beleza da arte, recebeu o vernissage da exposição Traços e Contextos, assinada pelo arquiteto e artista plástico paulistano José Ricardo Basiches.

Estrela da noite, Basiches distribuiu pelo living, e também na fachada, um recorte expressivo das criações que desenvolveu na última década. Realizados a mão livre, ele propôs uma organização em cinco núcleos que permite uma leitura ainda mais singular de suas obras.

 

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Entre os convidados estavam as empresárias Ester Schattan e Lucila Diniz, o arquiteto João Armentano, Lauro Andrade, idealizador do Design Weekend DW! e Amanda Ferber, fundadora e CEO do Architecture Hunter, entre outros nomes.

 

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José Ricardo Basiches está ao lado de Sérgio Melfi, Managing Director da Roca Brasil.

 

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Ao centro, Basiches é abraçado pelo arquiteto João Armentano e Juliana Santos, gerente do Roca São Paulo Gallery .

 

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O idealizador do Design Weekend DW!, Lauro Andrade.

 

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Da esquerda para direita: João Armentano, a empresária Lucila Diniz, Basiches e Luiz Carlos Trabuco Cappi.

 

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A fundadora e CEO do Architecture Hunter, Amanda Ferber, também prestigiou o artista plástico e arquiteto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagens: Jonatas Marques

 

Testemunhando a passagem do dia

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Embora ladeada por vizinhos, residência desfruta de um certo isolamento em relação a eles, de modo a valorizar-se com o projeto arquitetônico que propõe interação dos espaços internos com os externos

 

Desenvolvida para uma família com dois filhos e muitos amigos, esta casa de campo, localizada em um condomínio residencial privado, tem em sua ampla área de estar o coração deste projeto assinado pela escritório Memola Arquitetura. A contemplação do nascer e do pôr do sol, bem como o favorecimento das vistas para a natureza circundante, são aspectos relevantes do projeto.

A arquitetura está setorizada em três blocos principais: o central, onde está a área de estar, e as duas alas de dormitórios que partem de extremidades opostas da sala para, então, alongarem-se no terreno. Um pergolado com estrutura metálica, ripas de madeira e fechamento superior de vidro circunda a área social, criando-se uma varanda que contorna integralmente o espaço, uma leitura das tradicionais casas de fazenda.

 

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O volume mais alto, de estar, é feito com paredes duplas de tijolo maciço de demolição, enquanto que os volumes mais baixos, dos dormitórios, são revestidos com pedra. A colocação, a paginação e a seleção dos tijolos de demolição, reutilizados na obra com cores e tamanhos diversos, colabora com a aparência rústica da arquitetura. A distinção dos materiais se acomoda à paleta de referências campestres, complementada pelo uso da madeira nos pisos internos de tábua e em elementos das esquadrias, que foram desenhas sob medida para o projeto.

“A contemplação do nascer e do pôr do sol, bem como o favorecimento das vistas para a natureza circundante, são aspectos relevantes do projeto.” – Memola Arquitetura

 

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Nos interiores, o elevado pé-direito do estar é humanizado pelo teto de vidro que conforma a água mais curta e mais inclinada do telhado. Janelas e portas estão posicionadas em pontos estratégicos tanto em termos dos fluxos dos usuários quanto dos enquadramentos da paisagem, priorizando-se a subdivisão dos vãos-luz em requadros de pequenas dimensões. O teto de vidro é revestido com película anti-reflexiva e protegido contra a insolação direta. O prolongamento da outra água da cobertura funciona como uma claraboia que revela a transformação da luz ao longo do dia e permite ver o céu noturno.

O rigoroso traçado das tubulações, todas aparentes, foi desenhado pela equipe de arquitetura. A iluminação está posicionada a meia altura, com eletrocalhas sustentadas por extensores fixados na cobertura e spots ora direcionados para paredes, ora para pisos e ora para o telhado, de modo a valorizar a espacialidade do ambiente.

 

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Da varanda vê-se o pôr do sol e, consequentemente, também os dormitórios conectados à ela. Da piscina vê-se o horizonte e o pátio é banhado pelo sol da manhã. A partir da área social a visão é panorâmica, voltada para a frente e os fundos da propriedade, e a farta luminosidade natural do ambiente testemunha a passagem do dia.

 

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A colocação, a paginação e a seleção dos tijolos de demolição, reutilizados na obra com cores e tamanhos diversos, colabora com a aparência rústica da arquitetura. O mesmo vale para a pedra madeira que reveste as paredes, tendo-se privilegiado a escolha de peças com nuance amarelada, condizente com aquela predominante nos tijolos.

 

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Imagens: Fran Parente

A 4ª Bienal de Lagos

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Cerca de 80 participantes exploram o tema “Refúgio” por meio de pavilhões arquitetônicos, instalações de arte, palestras de artistas, exibições de filmes, projeções e performances

 

No dia 3 de fevereiro, a Bienal de Lagos deste ano foi inaugurada na Praça Tafawa Balewa, em Lagos, Nigéria, um local emblemático que já foi palco das celebrações da independência do país em 1960. Como a 4ª edição da feira de arte, ela continua com o objetivo de utilizar a arte para ativar marcos históricos que perderam significado tanto pelo uso funcional quanto pelo significado simbólico para os moradores da antiga capital.

As edições anteriores da Bienal exploraram vários aspectos da arquitetura da cidade, seu significado simbólico, implicações políticas, soberania, propriedade, noções de pertencimento e sua relação com o público. Este ano, o tema “Refúgio” na Praça Tafawa Balewa leva essa exploração ainda mais longe. Os curadores Kathryn Weir e Folakunle Oshun destacam que esse tema faz com que a praça aborde o conceito de um estado-nação. Também reúne artistas e arquitetos de diferentes disciplinas para explorar abordagens alternativas na construção de comunidades renováveis e promoção da justiça ambiental.

A Bienal mostra o trabalho de 80 participantes de 30 países, que exploram o tema por meio de pavilhões arquitetônicos, instalações de arte, palestras de artistas, exibições de filmes, projeções e performances. Ao entrar, você é recebido por uma instalação de portas de madeira fechadas criadas pelo renomado artista Demas Nwoko. Essas portas servem como interface, convidando os visitantes a interagir com os espaços fechados como forma de refúgio. Elas também levantam questões sobre a natureza democrática do local e sua acessibilidade para os moradores da cidade. Muitos visitantes apreciam a Bienal de Lagos enquanto uma oportunidade de visitar a praça e admirar sua estrutura. As instalações da Bienal estão espalhadas pelo piso de concreto da praça e pelos assentos inclinados da estrutura, encorajando os visitantes a explorar livremente e contemplar os temas subjacentes.

 

 

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“Airi: Bone Altar”, do artista Yussef Agbo-Ola.

 

Enquanto você explora a praça, encontrará vários pavilhões arquitetônicos que trabalham materiais locais e incorporam instalações multimídia que exploram a identidade individual e comunitária. Um pavilhão notável é “Traces of Ecstasy”, curado por KJ Abudu e projetado por Oswald Dennis. Essa estrutura modular consiste em espaços curvilíneos sobrepostos que se inspiram nas geometrias fractais do espaço africano indígena. Os espaços são construídos usando tijolos de concreto empilhados de maneira transversal, semelhantes a elementos vazados, e são cobertos com padrões de tecido Adire para criar uma atmosfera específica.

O pavilhão serve como um quadro para instalações de som e vídeo, performances ao vivo e uma rede de navegador digital que explora a história africana, sonhos de liberdade e auto-identidade. Temas semelhantes podem ser encontrados em outras instalações dentro da praça, como a estrutura gradeada de cubos de madeira do arquiteto albanês Endri Marku, que evoca a imagem de uma grade de pixels e é intitulada “Wahala, Freedom, Quantum Leap”. Essa estrutura abriga exposições de vídeo que exploram o corpo como um arquivo, criticam a corrupção pública e abordam as experiências queer na Nigéria. Essas instalações promovem uma reflexão sobre a auto-identidade e a importância de abraçar a pluralidade como forma de refúgio.

 

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“Traces of Ecstasy”, curado por KJ Abudu e projetado por Oswald Dennis.

 

No entanto, uma estrutura em particular adota uma abordagem diferente para explorar a identidade individual e coletiva. Intitulada “Taşlık Kahvesi” e criada pelo artista francês Deniz Bedir, ela serve como um espaço de descanso e um café comunitário, convidando o público, a equipe e os artistas a se servirem e servirem aos outros. Essa estrutura simples de madeira apresenta pinturas internas que retratam paisagens marinhas, criando a ilusão de janelas com vista para um horizonte estático. Com esteiras no chão, ela cria uma atmosfera para trocas informais, encontros, discussões e pessoas que buscam consolo umas nas outras.

 

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“Taşlık Kahvesi”, criada pelo artista francês Deniz Bedir.

 

À medida que o Sul Global nos ensina que a escassez gera inovação, a Bienal de Lagos empresta sua voz por meio de instalações artísticas que exploram a natureza socio-política dos recursos. Na praça, o renomado artista Bruce Onobrakpaeya exibe esculturas gigantes ao ar livre feitas com materiais reciclados, capturando sua atenção com sua colagem de formas e designs interessantes. Esses materiais incluem placas-mãe, peças de computador, motores, peças de reposição para automóveis, ferro, tubos e aço inoxidável obtidos em espaços de Mercados Populares em Lagos. Eles apresentam um caso convincente para reutilização, proteção ambiental e sustentabilidade.

 

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“Beautiful Machins”, criação de Bruce Onobrakpaeya.

 

Como a Bienal explora os recursos redistribuídos entre o norte global e o sul global, é importante distinguir entre os recursos importados que impedem o crescimento da economia local e aqueles que contribuem para a circularidade entre as duas regiões. Uma instalação impactante chamada “Re-(t)exHile” mostra uma arquitetura têxtil feita de peças costuradas de várias roupas penduradas em fios divergentes para criar um fechamento. A instalação tem como objetivo abordar o problema dos resíduos têxteis que viajam do Norte para o Sul Global disfarçados de roupas de segunda mão. Isso é feito comprando-as nos mercados de Lagos e reexportando a instalação para o Norte Global. Embora essa instalação critique a durabilidade dessas roupas, ela não consegue entender o papel que o sul global desempenha na economia circular dos têxteis e como o ato de reexportar é uma antítese das necessidades de recursos da região.

 

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“Re-(t)exHile”, por Outsiders.

 

Várias instalações arquitetônicas e artísticas da Bienal exploram os temas da religião e da espiritualidade como um refúgio sociocultural. Uma instalação particularmente impressionante é a “Miracle Central”, do artista Victor Ehikhamenor. Ela retrata uma estrutura simples de igreja com uma fachada coberta por milhares de lenços brancos, que simbolizam o cristianismo pentecostal no país. Em seu interior, a instalação mergulha ainda mais na espiritualidade com elementos suspensos comumente encontrados nessas igrejas e uma instalação sonora evangélica. Na abside do pavilhão, um intrincado trabalho de rosários costurados em tecido de renda exibe figuras humanas de uma congregação e de um pregador, acompanhadas pela mensagem “Expect a Miracle” (Espere um milagre). Essa estrutura explora a interseção de religião, política, história e expressões de pertencimento no país.

 

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“Miracle Central”, do artista Victor Ehikhamenor.

 

Outras instalações da bienal, como “Xtracenstral”, com curadoria do Kukily Afrofeminist Arts Collective, “Airi: Bone Altar”, do artista Yussef Agbo-Ola, e Omi Elu, da artista francesa Tabita Rezaire, também exploram a espiritualidade por meio do exame de práticas religiosas tradicionais. Da mesma forma, as três instalações usam tecidos com motivos e padrões de tintura que representam espíritos, ancestrais e entidades ambientais das quais a vida humana depende, dentro de uma estrutura metálica para criar compartimentos. Coletivamente, essas instalações fazem referência à complexa relação entre as pessoas, as religiões tradicionais e o cristianismo africanizado como um espaço para encontros sobrenaturais e transformadores.

A 4ª Bienal de Lagos apresentou uma gama diversificada de instalações que exploram vários temas, como auto-identidade, escassez de recursos, espiritualidade e as complexas histórias da Nigéria.  Ao questionar a Praça Tafawa Balewa em Lagos, a Bienal reflete a relação entre os residentes da cidade e o estado-nação, fornecendo um espelho contemporâneo que reflete a dinâmica social, cultural e política da Nigéria. Por meio da exploração da arte, da arquitetura e de diversas perspectivas, a Bienal de Lagos cria um espaço para o diálogo crítico e convida os visitantes a se envolverem com questões urgentes de nosso tempo.

 

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“Xtracenstral”, com curadoria do Kukily Afrofeminist Arts Collective,

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Archdaily
Imagens: Dubem Nwabufo

 

Madeira engenheirada: um expoente sustentável

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Aliado à tecnologia de ponta, material oferece pluralidade de aplicações, diminuindo o tempo de obra e minimizando os erros e desperdícios

 

À medida que a busca por soluções inovadoras e ecologicamente corretas ganha destaque, profissionais de arquitetura e engenharia têm se dedicado ao uso de materiais que sejam capazes de unir eficiência estrutural, estética refinada e respeito pelo meio ambiente. É nesse contexto desafiador que a madeira engenheirada se destaca, assumindo o papel de protagonista na transformação de projetos arquitetônicos contemporâneos.

A madeira engenheirada, como o próprio nome diz, é processada industrialmente a fim de otimizar o seu desempenho para uso na construção civil. O material pode ser transformado em pilares, vigas e lages, substituindo o concreto e o aço na construção de edificações estruturalmente mais leve, que demandam fundações menos profundas, com menor impacto no solo. Os projetos arquitetônicos vanguardistas não apenas adotam esse material, mas também o utilizam como peça-chave para redefinir os conceitos de arquitetura sustentável.

Há diferentes tipos de madeira engenheirada. Os mais conhecidos na construção civil é a CLT (sigla para madeira laminada cruzada, Cross Laminated Timber em inglês) e a MLC (sigla para madeira laminada colada, Glue Laminated Timber ou Glulam em inglês). Em linhas gerais, a CLT é um painel estrutural composto por no mínimo três camadas de tábuas empilhadas de forma perpendicular à camada inferior e coladas nas faces largas, sendo utilizado para construir lajes e paredes. Já a MLC é constituída por lâminas de madeira coladas umas às outras e dispostas com as fibras paralelas ao eixo longitudinal da peça, sendo utilizadas principalmente em vigas e pilares.

 

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Octothorpe House, de Mork-Ulnes Architects. Fotografia: Jeremy Bittermann

 

Uma das empresas que trouxe inovações neste segmento no Brasil é a Superlimão, cuja trajetória é marcada pelo uso da madeira engenheirada, um material que usa camadas de madeira maciça sobrepostas. Um dos mais recentes projetos do portfólio do escritório foi uma unidade da rede de fast food McDonald’s, localizada no bairro do Paraíso, em São Paulo. O empreendimento, que preza pela sustentabilidade em vários detalhes, traz uma síntese das convicções que norteiam os arquitetos do escritório.

Segundo os arquitetos a ideia surgiu de uma parceria com a Noatech, uma incorporadora especializada em captação, que atua como intermediária entre fornecedores de madeira engenheirada, escritórios de arquitetura e clientes. O projeto usa madeira projetada de cima a baixo, que é visível do lado de fora, por meio de paredes de vidro, construção que também permite visualizar todas as camadas da estrutura interna do local. “No segundo pavimento, pedimos à equipe da obra que criasse uma janelinha física, feita de vidro, revelando a composição das paredes. Queríamos que as pessoas pudessem ver, na prática, que não se trata apenas de um discurso, mas que o prédio é, realmente, construído inteiramente com madeira”, comenta Maria Fernanda Elaiuy, arquiteta e coordenadora de projetos do escritório.

 

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A unidade McDonald’s, no bairro Paraiso, marca um passo significativo na evolução das práticas sustentáveis e projeto configura uma potente ferramenta de educação. Fotografia: Maira Acayaba.

 

Na prática, sua montagem se dá de maneira muito mais ágil e fácil, quando comparada aos métodos de construção tradicional, sendo essa uma das grandes vantagens do sistema. Tanto os painéis quanto vigas e pilares de madeira engenheirada são fabricados fora do canteiro e transportados para a obra com todos os detalhes pré-definidos para receber as instalações mecânicas, elétricas e hidráulicas, diminuindo o tempo de obra e minimizando os erros e desperdícios. A utilização da madeira engenheirada permite a construção por meio de encaixes, resultando em uma obra mais silenciosa do que o habitual, o que também minimiza o impacto sonoro.

O potencial da madeira engenheirada reside não apenas pela sua capacidade de reduzir a pegada de carbono, visto que a madeira absorve CO2 em vez de emiti-lo para a atmosfera, mas também pela flexibilidade no design arquitetônico, possibilitando a criação de estruturas como se fossem peças de Lego, tornando o processo construtivo mais ágil e eficiente. “É possível criar estruturas de maiores dimensões e explorar formatos mais inusitados, curvando e arqueando sem a necessidade de empregar um sistema complexo de diversas bitolas”, explica Maria Fernanda.

Além disso, essa tecnologia construtiva aliada a ferramentas digitais torna o processo ainda mais vantajoso, como é o caso da aplicação do sistema BIM (Building Information Modeling) que permite o desenvolvimento de um VDC (Virtual Design and Construction), ou seja, um modelo virtual que replica o processo construtivo permitindo que a obra seja estudada e analisada antes de iniciar no mundo real.

 

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Mjostarnet The Tower of Lanke Mijosa Voll Arkitekter. Fotografia: Ricardo Foto

 

Embora muitas pessoas tenham a impressão de que há desmatamento envolvido, todo o processo é meticulosamente planejado para ser renovável, sendo o material proveniente de árvores cuja característica é de rápido crescimento, facilitando ciclos de vida mais curtos. Isso possibilita a renovação frequente da fonte, diferentemente de madeiras tradicionais, como cerejeira ou carvalho, que requerem décadas para atingir as dimensões necessárias para estruturas robustas. Ao contrário, na composição da madeira engenheirada, é possível incorporar rigidez durante o desenvolvimento da peça de maneira industrializada, sem depender do tempo de crescimento prolongado das árvores.

Além disso, o material tem sido também tem sido utilizado como caminho para recuperar e desenvolver as tradições de construção ancestrais em diferentes lugares do mundo, trazendo à tona uma interpretação contemporânea de um material presente nas arquiteturas vernaculares. Importante ressaltar que a prática de utilizar madeira na construção é atemporal e possui raízes históricas profundas, sendo a madeira engenheirada uma evolução sofisticada dessa tradição global.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Archdaily e Habitabilit

 

 

Cenário das Cidades Inteligentes

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Investigação evidencia nova direção para centros urbanos brasileiros serem mais sustentáveis e eficazes

 

Um levantamento realizado pela Deloitte e encomendado pela NEC entrevistou representantes dos governos nas esferas municipal, estadual e federal, da indústria e das universidades, com o objetivo de identificar as questões nas quais os municípios mais precisam evoluir. Com base nas entrevistas e nas pesquisas que compõem o material, também foram inseridas recomendações para a viabilização de cidades mais modernas e estruturadas.     

A situação de mais da metade da população mundial vivendo atualmente em áreas urbanas faz com que as grandes cidades estejam inchadas e, consequentemente, enfrentam enormes desafios no sentido de atender às necessidades dos seus habitantes. Ao analisar as perspectivas para o futuro, é possível encontrar dados indicando que, até 2050, esse índice alcançará os 68%, quando 2,5 bilhões de pessoas adicionais vão popular nas metrópoles. No Brasil, 84% dos 210 milhões de habitantes vivem, atualmente, distribuídos em áreas urbanas. Tendo em vista que são organismos complexos, ligados a ações das iniciativas públicas e privadas, os municípios precisam contar cada vez mais com recursos tecnológicos a fim de tentarem solucionar problemas nas mais diferentes vertentes, como mobilidade, energia, saneamento e, principalmente, segurança.

 

cidade de brasilia
O planejamento urbano é o ponto central de discussões sobre o futuro das cidades e da mobilidade urbana no século 21. O planejamento urbano moderno, como o de Brasília, é preconizado pela carta de Atenas. Fotografia: Divulgação.

 

Com um olhar analítico junto aos municípios que já introduziram as diversas ferramentas de tecnologia em suas rotinas, a Deloitte, organização com o portfólio de serviços profissionais mais diversificado do mundo, elaborou um estudo, a pedido da NEC, no intuito de fazer um Raio-X desse segmento: o de Cidades Inteligentes (Smart Cities). O material intitulado “Insights sobre Cidades Inteligentes no Brasil para formuladores de políticas e gestores públicos | Alavancando tecnologias para o desenvolvimento sustentável” ouviu profissionais da área pública e da indústria, como fabricantes, fornecedores, prestadores de serviços e associações, além de acadêmicos, para entender quais são as dores e as carências no âmbito das cidades brasileiras e como elas podem evoluir para serem mais modernas e eficientes.

O estudo também se baseou em pesquisa documental, fonte que trouxe muitas informações sobre as práticas de sucesso no país e no exterior. Os casos de sucesso de centros urbanos, como os municípios de Tigre e Buenos Aires, na Argentina, de La Reina (distrito de Santiago), no Chile, e de Santander, na Espanha, mostram que é possível conseguir uma melhora consistente em áreas nas quais as respectivas administrações enfrentavam grandes desafios. A cidade da argentina de Tigre, por exemplo, tinha problemas com a segurança da população e, por isso, implantou um sistema de segurança, composto por mais de 2 mil câmeras estrategicamente instaladas nas ruas, sistemas de inteligência artificial, detecção de comportamento e reconhecimento facial, tudo isso interligado no Centro de Comando e Controle. Desde o início do projeto, que foi implantado pela NEC, no papel de integradora, em 2011, foi possível reduzir cerca de 80% da taxa de roubos de veículos e o turismo no local cresceu 20%. 

“A segurança de uma cidade inteligente se faz com tecnologia, integração da vizinhança, inclusão social, soluções urbanísticas, espaços compartilhados e ocupação das áreas públicas, gerando pertencimento ao lugar. Adotando diversas soluções inovadoras, como análise de dados, é possível proporcionar ambientes mais harmoniosos, facilitando as tomadas de decisão mais claras sobre os desafios urbanos. Iniciativas como essa só podem ser elaboradas com um olhar mais amplo, dentro de um ciclo de planejamento com diagnóstico e análise, metas e projetos em todas as escalas da cidade” –  Alberto Boaventura, gerente-sênior para a indústria de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações da Deloitte.

 

Foto do Release NEC

 

Em La Reina, por sua vez, a substituição da infraestrutura pública de iluminação por lâmpadas de tecnologia (LED) e o monitoramento das luminárias em tempo real melhorou a eficiência energética na vizinhança e também a percepção de segurança, por tornar o lugar mais bem iluminado. A segurança, inclusive, é um ponto importante no estudo, uma vez que se trata do tema mais recorrente apontado entre as cidades da América Latina. A oferta de serviços de saúde vem em seguida, entre as preocupações dos latinos. 

A apuração realizada pela Deloitte traz um conteúdo subdividido em seis domínios, sendo eles Transporte e Mobilidade, Indústria e RH, Qualidade de vida (segurança pública, saúde, gerenciamento de espaços urbanos e controle de poluição), Recursos e Energia, Governança e Construção e Infraestrutura.  Tendo em vista esse contexto, foi adicionado um capítulo exclusivamente dedicado às barreiras para implantação das Cidades Inteligentes, agrupadas de acordo com a natureza de cada uma delas, como: ordem político-administrativa; conhecimento e capacitação; econômica; jurídica ou tecnológica. Com relação às barreiras político-administrativas, por exemplo, os entrevistados destacaram a falta de planejamento e de foco que existe no Brasil. O desafio neste quesito, segundo os depoimentos, é dissociá-lo do ciclo eleitoral de quatro anos, colocando em prática uma visão de longo prazo, que saiba onde se deseja chegar e contenha um plano de ação com etapas a serem cumpridas. 

“O conteúdo traz recomendações de priorização de políticas públicas, focadas em políticas que propiciem o desenvolvimento de aplicações TIC (tecnologia da informação e comunicação) e investimentos associados. Entre as prioridades sugeridas estão: coordenação de políticas em todas as esferas do poder público; planos de longo prazo; padronização de um modelo de acesso e unificação de dados; padronização na gestão pública digital; arquitetura padronizada; criação de desenvolvimento e inovação; viabilização da infraestrutura de conectividade; promoção e ampliação das parcerias público-privadas (PPPs);  Modelo de concessão pública exclusiva para a exploração de serviços da Cidade Inteligente; acesso ao financiamento de projetos de Cidade Inteligente e, finalmente, Segurança pública como grande promotora do bem-estar social” – Márcia Ogawa, sócia líder da indústria de Tecnologia, Media e Telecomunicações da Deloitte.

 

curitiba
Segundo o Ranking Connected Smart Cities 2022, um sistema que mapeia o nível de conexão e tecnologia das cidades brasileiras, Curitiba, Florianópolis, São Paulo, São Caetano do Sul e Campinas são os municípios que mais se destacam no quesito indicadores de cidade inteligente. Fotografia: Yes Drone

 

Sobre a questão das tecnologias mais facilitadoras no contexto das Cidades Inteligentes existentes, é possível destacar Internet das Coisas (IoT), Plataformas de Gestão para Cidades Inteligentes, Big Data, Analytics e Inteligência Artificial, Identificação Biométrica, Blockchain, conectividade e 5G; Realidade Virtual, Digital Twin e Metaverso, cada um em seu respectivo estágio de maturidade. O capítulo que se dedica às tecnologias, como IoT, Big Data, Analytics, IA, Blockchain e 5G, se aprofunda na utilização dessas ferramentas no contexto das cidades.

“Como um dos principais players mundiais desse mercado, atuando no fornecimento de soluções e integração de projetos, a NEC encomendou esse estudo com o objetivo de trazer à luz as necessidades que ainda existem no nosso país e que, muitas vezes, podem ser melhoradas com a utilização da tecnologia. Esse estudo pode servir como um farol a nos indicar o caminho por onde seguir na estruturação de cidades mais modernas, justas e preparadas para atender às necessidades dos cidadãos com a ajuda de ferramentas que já existem e estão trazendo excelentes frutos ao redor do mundo” – José Renato de Mello Gonçalves, presidente da NEC no Brasil.

 

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Tendo em vista todos os desafios que se desenham à nossa frente, incluíndo as mudanças climáticas e a dificuldade cada vez maior de acesso à moradia, a inteligência artificial – se utilizada da maneira certa –, pode ser um dos nossos principais aliados para transformar um potencial futuro distópico e um mundo habitável e sustentável. Imagem: Cortesia de Bjarke Ingels Group