Nova tecnologia de ICF Modular torna a obra sustentável, mais ágil, versátil e econômica.

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Inovador e completo, sistema inteligente de construção desenvolvido pelo Grupo Quanthun para edificações é 70% mais leve.

 

Agora o mercado brasileiro já pode contar com sistema inovador de construção: o ICF Modular e o ICF Lite Modular. A técnica ICF é inspirada no modelo largamente utilizado no Japão, Dinamarca, Estados Unidos, Canadá e outros países, há mais de 60 anos. O processo consiste na edificação do imóvel a partir de fôrmas montadas com placas de poliestireno expandido (EPS), conhecido popularmente como isopor. Essas fôrmas podem ser encaixadas lado a lado e uma em cima da outra, fixadas com estruturas metálicas e preenchidas com concreto, que depois de seco forma uma parede termoacústica e super-resistente.

A Quanthun resolveu inovar esse processo que chegou ao Brasil em 1996, dando uma nova roupagem, tornando-o mais rápido e mais limpo, além de mais barato no conjunto final. O diferencial do sistema Quanthun ICF está no conceito pioneiro off site, de obra industrializada, em que boa parte do processo é produzida na fábrica. A solução foi desenvolvida em duas versões: ICF Modular, para grandes construções, e ICF Modular Lite, para projetos de pequeno porte.

 

“No caso do ICF Modular, ao invés de fôrmas pequenas, são feitos painéis inteiros de 1,20m de largura por 3m de altura,  inclusive já com a estrutura  hidráulica e elétrica inserida na linha de produção conforme projeto prévio, como no caso da tecnologia do ICF Modular” – Miguel Spina, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo.

 

Já a tecnologia ICF Lite Modular, além do custo super-reduzido,  bem abaixo até da tradicional alvenaria, é uma tecnologia muito mais leve e rápida. Spina explica que é uma mistura de duas tecnologias que eles já trabalham: o painel SIP (formado por placas cimentícias e EPS) com o ICF, que fez com que trocássemos o perfil de aço galvanizado estrutural do SIP, pelas vigas e colunas feitas com vergalhões em aço e concreto. “O brasileiro ainda precisa ver o concreto para entender que sua casa é firme, então com a colocação dele nas vigas e pilares conseguimos satisfazer esse público e ainda baratear uma tecnologia que é incrível, mas que tem um custo um pouco mais elevado pelo valor alto do aço, e menos pessoas podem ter acesso”, afirma Saschi Schmidt, sócia e diretora de marketing do Grupo Quanthun.

 

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Com essas duas novas tecnologias, o Grupo Quanthun consegue atender qualquer público que queira construir sem tijolo. “O grupo viu na crise uma necessidade de buscar novas formas de construir com custos reduzidos e com a mesma qualidade”, afirma Spin. A empresa oferece dentro do seu portfólio outras tecnologias de construções rápidas e limpas, como Steel Frame, Wood Frame, SIP, Fôrmas ICF, ICF Modular, ICF e Lite Modular.

O Grupo Quanthun está distribuindo em todo território nacional uma linha completa de produtos para sistemas de construção que inclui, além das fôrmas de placas, impermeabilizantes de laje e piscina, massas reparadoras, laje seca, estrutura de telhado, acessórios, entre outros. Além de produzir e fornecer materiais inteligentes e sustentáveis que ajudam a agilizar e reduzir os custos da obra, a Quanthun desenvolve projeto estrutural, treinamento e suporte técnico às empreiteiras e construtoras q ue desejem utilizar seus produtos.

 

VANTAGENS DA CONSTRUÇÃO COM ICF

Resistentes, mais leves e fáceis de montar, as tecnologias do Grupo Quanthun à base de EPS e concreto substituem com vantagens as estruturas de madeira, pilares, vigas metálicas e alvenaria, que requerem mais tempo e demão para serem montadas, além do desperdício e sujeira no canteiro de obra.

Um dos destaques desta inovação, e que vem sendo aplicada no mercado brasileiro, é a Laje IsoDeck – primeira fôrma para laje em ICF do Brasil. A solução já vem com forro em EPS incorporado e, juntamente com sistema de impermeabilização da Quanthun, dispensa a instalação de telhado, calhas e rufos. Com ela, é possível reduzir em mais de 40% o custo das composições de laje, cobertura, calhas e rufos e forro. Promove excelente proteção térmica e acústica. Compatível com todos os sistemas construtivos.

Além de exigir menos mão de obra e agilizar o processo de construção, o sistema ICF torna a construção mais sustentável, já que o isopor é um material reciclável, antimofo, inodoro e não-contaminante. O material tem baixo custo e também fornece proteção termo-acústica ao imóvel, reduzindo o uso de ar condicionado e aquecedor, o que gera economia antes e depois da obra, além de evitar a umidade.

“Umas das grandes vantagens da construção em ICF é a economia, podendo reduzir em até 50% os custos do projeto em relação ao convencional, porque a sua estrutura é mais leve e de rápida montagem, exigindo assim menos pilares, vigas, argamassa, aluguel de máquinas, contêineres, andaimes, menos diárias de profissionais e por aí vai”, afirma Spina.

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Imagens: Divulgação Grupo Quanthun

Salone del Mobile 2022

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Com o objetivo de organizar uma sexta edição do Salone del Mobile.Milano que reflite plenamente a importância do evento, o Conselho de Federlegno Arredo Eventi optou por adiar o evento, que ocorrerá de 7 a 12 de junho de 2022.

 

A 60ª edição do Salone del Mobile.Milano não apenas celebrará um grande aniversário, mas também focará no tema da sustentabilidade, fornecendo um pano de fundo para os progressos feitos nesta esfera por criativos, designers e empresas. Um exemplo da determinação do Salone del Mobile de se tornar um verdadeiro motor da mudança, com honestidade, comprometimento e transparência. Isso será alcançado com foco na qualidade e na construção de um sistema com todos os atores envolvidos, conectando pessoas, iniciativas e atividades ao longo do processo, e medindo cientificamente todas as suas atividades como organizador da exposição.

Todo o espaço disponível nos Events 2022 já está esgotado. O Salone Internazionale del Mobile, a Exposição Internacional de Acessórios móveis e o Workplace3.0 fornecerão muitos e variados caminhos estéticos, nos quais os protagonistas serão produtos de alta qualidade, bem pesquisados e altamente personalizáveis. Na EuroCucina e na Exposição Internacional de Banheiros, essa responsabilidade tomará a forma de soluções vanguardistas para otimizar o consumo de água e energia, enquanto o olhar proposto ressaltará a evolução desses espaços. O futuro será o centro da FTK (Technology For the Kitchen), na forma de novos tipos de aparelhos domésticos, marcando uma grande mudança de passo no mundo integrado em direção a cozinhas inteligentes eficientes e sustentáveis.

As palavras-chave da S.Project, exposição dedicada a produtos de design e soluções decorativas e técnicas de design de interiores, serão visãoevolução e tecnologia, além de cross-cutting e multisetorial. Um arquiteto de renome internacional fará a curadoria de uma instalação fluida e transversal dentro do espaço, para uma reflexão sobre as maneiras pelas quais o design e o mobiliário podem ajudar a salvar o planeta.

O tema no SaloneSatellite será DESIGN PARA O NOSSO FUTURO / PROGETTARE PER I NATRI DOMANI. Esta edição convidará a reflexão sobre design inclusivo, voltada para aumentar a autonomia, conforto, movimento, facilidade de uso e segurança para todos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Salone del Mobile.Milano
Imagem: Divulgação

Delicadas e flutuantes, conheça a história das Luminárias Nelson Bubble

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Criadas em 1952 por George Nelson, a coleção conta com silhuetas esféricas e dão um toque de suavidade e luminosidade aos espaços internos.

 

George Nelson foi um designer influente do modernismo no século XX que ajudou a definir o design moderno e humano, cultivando uma parceria de 25 anos com a Herman Miller, multinacional líder em inovação e design mobiliário. Dentre os diversos produtos marcantes criados pelo designer, a coleção Nelson Bubble se torna item atemporal devido à estrutura feita com fios de aço sob tensão, pulverizados com verniz resinoso e uma camada fina de plástico, que diminui os custos de produção.

O primeiro protótipo da luminária foi projetado em questão de dois dias e Nelson se baseou em formas elementares e orgânicas ao montar variações como o Pendente Apple Bubble, a Arandela Pear, a Luminária de Mesa Lotus e o Pendente Saucer, dentre outras. A combinação entre as linhas cruzadas da estrutura e a pulverização de plástico branco translúcido possibilita uma iluminação bastante suave, com contorno encantador e marcante, transferindo delicadeza à decoração com seu aspecto flutuante.

 

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A coleção foi inspirada em um conjunto de luminárias suspensas encontradas pelo designer na Suécia, mas que tinham revestimento em seda que dificultava e encarecia sua produção. Nelson então se deparou com uma referência aparentemente sem relação, mas que logo levou a uma ideia intuitiva. Recordava ele, “Foi uma foto no New York Times algumas semanas antes mostrando os navios Liberty sendo colocados fora de serviço através do revestimento do convés com uma rede e, em seguida, a pulverização da mesma com um plástico que se entrelaçava sozinho”. Nelson localizou o fabricante desse plástico resinoso e o utilizou na fabricação das luminárias balão.

Setenta anos depois, o design icônico da Coleção Bubble pode ser encontrado na Herman Miller, com descontos de 07/02 a 20/02.

Confira: https://store.hermanmiller.com.br/iluminacao

Sabedoria cultural

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Projeto herda a sabedoria construtiva das antigas pontes cobertas ao mesmo tempo em que faz uso de modernas tecnologias e métodos industriais eficientes.

 

Devido à forma única de planície de maré, Gulou, na cidade de Jiangmen, China, estabeleceu a tradição de fazer uso do sistema de água ao cavar lagoas e formar montes para pesca e agricultura. Como o sistema de água e os viveiros de peixes ocupam uma grande área e formam um padrão espacial fragmentado nas vilas locais, muitas pontes foram construídas para conectar as áreas segmentadas pela água. Com a rápida urbanização na área da Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau, muitos aldeões locais abandonaram o estilo de vida tradicional de pesca em favor de uma vida mais urbana. Por esta razão, as vilas aquáticas onde as pessoas vivem da pesca têm desaparecido gradualmente.

Gulou Waterfront é uma estância de turismo eco-cultural desenvolvida pela OCT no contexto da revitalização rural, com o objetivo de combinar o desenvolvimento rural com a bagagem cultural das aldeias locais, tendo a premissa de preservar os espaços únicos com montículos e lagoas. O resort mantém a forma do sistema básico de água local enquanto integra organicamente a educação da natureza, recreação entre pais e filhos e atividades de pesca e pecuária; essas operações no resort exigem várias pontes em determinadas áreas para facilitar a circulação de pessoas e barcos de pesca.

Durante o período da civilização pesqueira, as estradas eram pouco desenvolvidas, de modo que os sistemas hídricos se tornaram a principal rota de transporte e logística. Como as pontes precisam ser transitáveis e ao mesmo tempo garantir mais espaço para a passagem de barcos por baixo, as técnicas tradicionais de construção na China adotaram “arcos” para criar espaço e aumentar a eficácia da estrutura. Devido à abundância de madeiras, o sul da China tem a tradição de utilizar este material para construir pontes.

 

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Esta ponte de madeira é uma das muitas do Gulou Waterfront Resort. Para diferenciá-la das construções urbanas e retomar a cultura rural tradicional, o escritório chinês LUO Studio adotou materiais naturais para construir uma ponte em arco. O resort oferece acesso para pequenas embarcações de pesca, bem como grandes navios de turismo.

Para permitir a passagem de barcos com vários tamanhos sob a ponte, a plataforma de carga na parte inferior do arco, que é 1,35 m mais alta que o nível normal da água, combinada com a estrutura em arco de 2,8 m, forma um espaço com mais de 4 m em relação ao nível normal da água. Isso atende aos requisitos para a passagem de grandes barcos de turismo. Com base em levantamentos geológicos, o vão da ponte é de 25,2m. Através de cálculo estrutural e análise de construção, o LUO Studio utilizou 3 grandes vigas curvas como componentes estruturais principais, dispostas de forma paralela com espaçamento de 2,8 entre si. Com total consideração dos custos de fabricação e transporte, cada viga principal foi dividida em três seções em posições apropriadas, conectadas e montadas por parafusos reforçados com aço no local para formar a viga de madeira completa.

A parte mais alta está localizada na zona conjunta entre uma densa rua comercial tradicional e uma área de recreio infantil. LUO criou um espaço de corredor relativamente “fechado” na ponte de madeira, que é diferente de outras pontes com paisagem aberta no resort. Os objetivos foram acentuar a transição da área comercial “prática” para a área de recreação infantil relativamente “lúdica”, permitindo que os visitantes tenham uma sensação de cerimônia no percurso.

 

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Este projeto herda a sabedoria construtiva das antigas pontes cobertas, fortalecendo a estrutura da ponte que deveria resistir à chuva e à umidade, manter a madeira seca e evitar a corrosão. O corredor coberto aumenta a estabilidade estrutural geral e protege a estrutura de madeira arqueada da exposição ao sol e a chuva. A área oeste do Delta do Rio das Pérolas, onde a ponte está localizada, tem chuvas abundantes, por isso, o corredor foi construído de forma relativamente fechada. O exterior do corredor é coberto por chapas metálicas que efetivamente o protegem da chuva e também criam uma sensação de coesão no espaço.

O sistema estrutural é formado por componentes de madeira com pequenas seções, além das três grandes vigas arqueadas que suportam a carga principal da ponte com de seção de 600mmx300mm, e outros componentes de madeira com seções de 100mmx100mm ou 100mmx50mm. Esses pequenos elementos são interligados e ancorados às três vigas principais em arco, funcionando como “sub-vigas” nos níveis superior e inferior. Além disso, as duas extremidades dessas “sub-vigas” são combinadas com componentes ascendentes para formar um triângulo de forças estável.

O plano do telhado é um retângulo completo. As bordas superior, esquerda e direita das fachadas laterais da ponte também consistem em silhuetas retangulares, enquanto apenas a borda inferior é uma curva natural. Isso gera variações de altura no corredor que é mais alto nos dois lados e mais baixo no meio. Para garantir a estabilidade estrutural do corredor coberto, a equipe de projeto fixou bielas horizontais na seção central e adicionou duas plataformas de visualização em cada lado, o que também evita a sensação de monotonia. O sistema estrutural de pequenas seções também revela o artesanato e os detalhes elaborados aos visitantes que passam em barcos de turismo e oferece a eles uma experiência visual única.

Os componentes de madeira de pequena escala são dispostos com pequenos espaçamentos entre eles. O espaçamento entre estruturas vizinhas é fixado em 1.000 mm igualmente. Isso combina perfeitamente com as escalas dos degraus e exteriores de metal. Entre as “sub-vigas” vizinhas, três degraus são colocados nas seções íngremes do arco, enquanto dois degraus são posicionados nas seções suaves. O comprimento de cada placa metálica externa é limitado em cerca de 900 mm, o que é apropriado para fabricação, transporte e instalação. O comprimento de 900 mm das estruturas de madeira também oferece um espaço adequado para uma única pessoa ficar em pé, inclinar-se e descansar.

 

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Os degraus superiores e inferiores vizinhos do corredor têm uma folga de 70 mm. Uma lacuna de cerca de 200 mm é posicionada entre as placas de metal. Uma faixa de iluminação natural de 1.500 mm de largura é colocada no meio do teto do corredor. Ao caminhar lentamente para o corredor a partir das entradas, os visitantes podem sentir a água sob a ponte através das aberturas estreitas entre os degraus. À medida que eles continuam subindo a ponte, a luz brilhante refratada pelas placas de metal superior e inferior os atrai para olhar pelas aberturas laterais. Uma experiência de visualização especial distingue esta ponte de madeira de outras pontes abertas. Ao passar pelas plataformas e chegar ao centro do corredor, os visitantes podem experimentar plenamente a luz e as sombras do topo, sentindo calma e tranquilidade. Tal desenho forma um ritmo espacial contínuo que gradualmente atinge o clímax.

Os materiais utilizados foram fabricados e processados por empresas com base nos padrões de industrialização, e todos os componentes de madeira e metal necessários foram tratados por modernas tecnologias e métodos industriais. Durante a instalação e construção, apenas as três vigas principais foram içadas por máquinas de grande porte. Todas as outras etapas de construção foram totalmente adaptáveis e transportáveis pelas mãos dos trabalhadores em resposta ao contexto local. Todo o processo de construção não só se harmonizava eficazmente com os canteiros de obra circundantes e tirava proveito de métodos industrializados eficientes, como também transmitia o clima rural, bem como a “localização” da construção.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: LUO Studio
Imagens: Weiqi Jin

 

 

Sustentabilidade começa com madeira!

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Da reciclagem aos designers que assumem um papel “sustentável”, aqui estão algumas das soluções que estão abrindo caminho para o novo caminho da indústria.

 

Os professores Mauro Ceconello e Carlo Proserpio, do Departamento de Design da universidade Politecnico di Milano, comentaram que “Como os dados fornecidos por uma empresa que lida principalmente com a construção de madeira, em comparação com o início de 2020, o número de placas utilizadas aumentou 50%, e houve aumentos no carvalho variando de 40 a 70%.” Um aumento nos custos de energia e transporte foi então jogado na mistura. “Mas para as indústrias moveleira, as repercussões são, no entanto, menos acentuadas, pois outros aspectos também afetam o produto acabado, como os custos de mão-de-obra”. Como explicam, a incerteza reside mais nas mudanças bruscas nos custos e escassez de matérias-primas, bem como no aumento dos custos de frete.

 

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No entanto, como já tocado anteriormente, são justamente esses fatores que estão acelerando uma mudança de aderência na direção da sustentabilidade: “Temos notado que está sendo dada maior atenção à produção em duas frentes no que diz respeito à gestão de recursos: a otimização do uso de matérias-primas e a eficiência energética”. De fato, apesar da incerteza, as práticas virtuosas aumentaram: “Pesquisas recentes nos dizem que quase 1 em cada 2 italianos estão dispostos a pagar mais por produtos com menor impacto ambiental”. Em particular, explicam os especialistas, as empresas hoje estão focadas no uso de madeira certificada, materiais reciclados, tratamentos e acabamentos de baixo impacto, reparabilidade e desmontagem que também ajudam a estender o ciclo de vida dos produtos. Esses objetivos também estão contidos no Código de Conduta de Sustentabilidade elaborado pela FederlegnoArredo na tentativa de criar um sistema para as diversas práticas virtuosas já adotadas pela cadeia produtiva do fornecimento de madeira.

Esta é precisamente a direção em que Riva 1920 está se movendo: construindo móveis de madeira maciça que desafiam o tempo e respeitam a natureza. O CEO da empresa, Maurizio Riva, diz: “Nossos processos de produção têm baixo impacto ambiental, utilizando apenas madeira americana recuperada ou reflorestada, adesivos de vinil e acabamentos em óleo e cera vegetal, garantindo um produto completamente natural. Ainda produzimos os móveis de forma tradicional, sem o uso de formaldeído”.

No que diz respeito à cadeia de suprimentos, acrescenta que “além do uso de florestas de reflorestamento, também lidamos com madeiras recuperadas, dando-lhes uma nova terceira vida, como o Briccole de Veneza – os postes de carvalho que marcam a lagoa. Outros exemplos incluem o Kauri, uma madeira milenar da Nova Zelândia, e o cedro perfumado do Líbano, que é originário de árvores caídas ou recuperadas: transformamos em bancos e bancos de madeira maciça”. Para Riva, olhar para o futuro também significa pensar na vida do produto: “Produzimos peças a serem entregues. Quanto maior a vida útil de um produto, menor será seu impacto ambiental”.

 

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Design CLAUDIO BELLINI.

 

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Design C.R & S.

 

O CEO e co-fundador da Zanat, Orhan Niksic, concorda com esse sentimento, afirmando que um aspecto fundamental do compromisso de sua empresa com a sustentabilidade “é a longevidade do produto. O compromisso de fazer produtos que duram a vida toda”. A empresa bósnia tem 103 anos de história por trás disso: “Sempre usamos árvores de pomar que chegaram ao fim de seu ciclo de vida, e se a madeira veio de florestas, sempre foi originada legalmente, e em pequenas quantidades.”

Desde o ano passado, Zanat também se comprometeu a plantar três novas árvores para cada árvore usada para fazer um pedaço de móveis Zanat, além de ter concluído o processo de certificação do Conselho de Manejo Florestal. Os planos da empresa para 2022 são trabalhar para garantir que a energia que eles usam venha de fontes renováveis: “Não temos escolha a não ser adotar práticas sustentáveis em vários setores, se quisermos evitar uma catástrofe”.

 

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Paralelamente ao papel das empresas, a contribuição dos designers é imperativa, explica Ceconello e Proserpio da Politecnico di Milano, ressaltando a importância do design do produto. “É, de fato, nessa fase que se determina até 80% do impacto ambiental que um produto terá durante seu ciclo de vida”. A exposição itinerante, CAMBIO, encabeçada pela dupla de designers italianos Formafantasma (Andrea Trimarchi e Simone Farresin), que realizou sua primeira edição na Serpentine Gallery, em Londres, enquadra a questão.

 

“No que diz respeito à indústria moveleira, desafios complexos se aproximam. Vale lembrar que, para o desenvolvimento ecológico, cada empresa deve desenvolver suas próprias estratégias ecológicas, dependendo de onde produz, que tipo de produtos produz, onde os distribui, e assim por diante.” –  Formafantasma

 

ART La sostenibilita comincia dal legno Mostra CAMBIO Lavorazione del legno in Val di Fiemme Photo courtesy Formafantasma Easy Resize com

 

Farresin destaca o fato de que não faltam questões críticas, a partir da cadeia de custódia, mecanismo que prevê a rastreabilidade de materiais de florestas certificadas pelo FSC: “Claro, a madeira é considerada um material sustentável, porém acho que deve haver maior consciência de onde o material está vindo, e como a escolha de um material sobre outro pode ter um impacto sobre o ecossistema, “, explica. Em abril, a Formafantasma estará na Bienal de Veneza, envolvida na preparação da exposição, Il latte dei sogni, com curadoria de Cecilia Alemani, enquanto em junho, Cambio chegará a Helsinque com uma nova edição, em colaboração com Artek: “Para nós, esta exposição representa uma forma de destacar como poderíamos operar mais no nível de desenvolvedor de pesquisa para o desenvolvimento ecológico, em vez de apenas no nível de desenvolvimento de produto ou design de produto. É uma tentativa de ser mais holístico em nossa abordagem”.

 

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A produção superlocal de 0 milhas, projeto lançado por Andrea de Chirico, também analisa o papel do designer como parte da extensa discussão em torno da sustentabilidade e da madeira: “É um sistema global que coloca em questão a oportunidade de produzir objetos cotidianos em escala local”, diz. Até o momento, o projeto oferece 17 “objetos” diferentes, produzidos em 7 cidades da Europa, além de executar diversas atividades paralelas. Seja para criar uma mesa ou um ventilador, as pessoas e materiais envolvidos são todos provenientes de um bairro local: “Cada objeto que produzimos é destinado a mostrar toda uma gama de conhecimentos ligados a determinados lugares, materiais, pessoas e técnicas de produção, que são então trazidos ao público através de uma série de atividades educativas que organizamos para correr paralelamente às produções, por exemplo, passeios de produção, workshops e conferências. Na verdade, acreditamos que conhecer a história, até mesmo a produção, dos objetos que usamos todos os dias, leva as pessoas a consumirem de forma mais consciente”.

 

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Fonte: Salone Milano

 

 

Projeto de revitalização do Teatro Copacabana Palace recebe grande prêmio IAB-RJ

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Arquiteto Ivan Rezende e equipe são responsáveis pela reforma de um dos grandes palcos do país

 

O projeto de revitalização do Teatro Copacabana Palace, assinado pelo arquiteto Ivan Rezende, foi vencedor na categoria Interiores e Design da 59º premiação anual do IAB-RJ. “Receber um prêmio do Instituto dos Arquitetos do Brasil é uma láurea muito valiosa para todo escritório de arquitetura. É o reconhecimento do nosso trabalho abalizado por nossos próprios pares, por um instituto atuante na vida da nossa cidade, o que só pode nos trazer orgulho e satisfação. Ainda mais que, além da dupla premiação, o prêmio recai sobre um equipamento cultural tão precioso para nosso país e seu patrimônio histórico”, afirma Ivan.

O projeto de Ivan Rezende contempla em seus elementos decorativos testemunhos da história do hotel, em impressionante harmonia de formas, cores, texturas e detalhes, em perfeito sincronismo com a atmosfera do Copacabana Palace.

“A sensação é de que o teatro além de rejuvenescido em suas áreas históricas, tombadas pelo patrimônio histórico, ganhou em grandeza com as novas perspectivas arquitetônicas” – Ivan Rezende

 

 

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Reinaugurado em novembro de 2021, o teatro tem capacidade para 332 lugares, sendo 238 na plateia e 70 no balcão, além de 18 assentos distribuídos entre 4 frisas e 6 camarotes. A acessibilidade e a mobilidade estão contempladas no projeto, com poltronas para pessoas obesas e com mobilidade reduzida e espaços destinados a cadeirantes. A acessibilidade se estende ao palco através de elevador e aos camarins.

“Fizemos uma obra grandiosa que contou, do início ao fim, com o importante apoio do Patrimônio Histórico — IRPH, INEPAC e IPHAN — para que a nova estrutura acompanhasse o restante da arquitetura do hotel. Mantivemos o estilo clássico e elegante do Copa, mas com toda a tecnologia e modernidade de 2021”, acrescenta Paulo André Pozzobon, Diretor de Engenharia da Divisão América do Sul da Belmond e Coordenador Geral do projeto de renovação do Teatro Copacabana Palace.

Conduzidos diretamente pela Arquiteta Taissa Thiry, responsável pelo gerenciamento do projeto, a renovação do teatro envolveu 18 disciplinas específicas e respectivos consultores, e contou com a dedicação de mais de 600 profissionais oriundos de diversos estados.

 

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Imagens: Divulgação

Ressignificando os espaços!

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O centro cultural GES 2, da Fundação V-A-C, pretende oferecer uma experiência sociocultural completa em torno das artes visuais, artes cênicas, música, ciência e sustentabilidade.

 

Ao pensar que tipo de edifício seria perfeito para criar um espaço cultural contemporâneo, uma usina elétrica vem à mente imediatamente! Foi o que o escritório italiano Renzo Piano Building Workshop encontrou em Moscou: uma magnífica e histórica central de energia construída entre 1904 e 1908. Assim, o projeto GES-2 transforma este edifício em um espaço que proporciona uma experiência harmoniosa das artes visuais às performativas, passando por um espaço livre destinado a pessoas.

Dentro do prédio de aproximadamente 20.000 m², os espaços e funções são organizados em quatro núcleos principais: O Cívico consiste em uma combinação de espaços públicos e está aberto para a praça externa que capta a vida das ruas para dentro do complexo. No centro, a “praça interna” atua como a entrada e o início da experiência V-A-C. Ligados a esta praça, encontram-se a Biblioteca e o espaço multimídia e, no lado oposto, encontra-se um espaço de instalações de arte e um restaurante. O espaço de boas-vindas está localizado no centro do edifício principal e é acessado pela “praça interna”. Este espaço contém várias atividades informais, como bilheteria, balcão de informações e lojas na parte térrea.

 

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O projeto é norteado por dois conceitos principais: o primeiro consiste na ideia de construir um espaço onde os visitantes se sintam guiados por sua própria intuição. Assim, ao entrar e chegar no espaço que recebe os visitantes, basta virar os olhos para a direita e para a esquerda, para cima e para baixo para perceber tudo o que o edifício oferece, para onde ir e como ir. Idealmente, eles não precisam de nenhuma orientação para visitar o centro. O segundo se refere à estratégia de circulação utilizada: a “teia de circulação”. Aqui, a ideia é criar uma teia fluida e visível, uma peça coesa concebida como uma espécie de escultura espacial, composta por escadas, elevadores, corredores, átrios e plataformas, conectando entre si todos os espaços e atividades, além de destacar as entradas de Bolotnaya nab e da ponte de pedestres.

Uma área de deck aberta para performances dá vista para a “floresta” e situa-se um auditório fechado com acesso independente. Esta área também inclui um café com lanchonete em um mezanino. O pólo de exposições recebe todas as exposições. É uma combinação de espaços de diferentes tamanhos e alturas que oferece uma variedade de condições espaciais para acolher qualquer tipo de obra de arte. O Pólo de Educação tem relação com esses espaços de exposições, pois a Escola de Arte é dedicada a criar uma nova geração de curadores, críticos e historiadores de arte; e, também situada nesse núcleo, a área Aprendizagem ao Longo da Vida tem salas de aula e oficinas voltadas para o público em geral. Sem mencionar as residências de artistas, com ateliers localizados na torre norte.

 

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O projeto de restauro substituiu as quatro chaminés de tijolo presentes no local por chaminés de aço. Graças a uma abordagem sustentável e consciente, essa troca transforma as antigas chaminés em quatro dispositivos sustentáveis que captam o ar mais limpo a uma altitude de 70 metros, ativa a ventilação natural e reduz o consumo de energia. A natureza também faz parte do projeto. De fato, uma “floresta” foi plantada dentro do museu. Assim, na parte oeste do local, um jardim de esculturas se transforma progressivamente em um local com centenas de árvores.

 

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Fonte: Renzo Piano Building Workshop

Imagens: Michel Denancé

 

A importância da tecnologia e sua evolução na Arquitetura, Engenharia e Construção

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Ferramentas digitais e softwares são imprescindíveis para planejamento e concepção de projetos na construção civil.

 

A tecnologia está presente em praticamente todos os segmentos de mercado atualmente e, sua transformação constante, coloca todos esses mercados em uma corrida frenética para acompanhá-la. Na Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC), por exemplo, a tecnologia se faz cada vez mais evidente, com ferramentas e softwares que auxiliam os profissionais da área em seu dia a dia de trabalho. Mas, qual é o impacto da tecnologia nessas verticais?

Atualmente, os setores de Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC) representam parte importante da economia brasileira, como aponta o relatório do IBGE de junho de 2021, no qual a indústria de Construção Civil, por exemplo, superou a alta do PIB nacional (1,2%) no 1º trimestre do ano anterior, e registrou 2,1% de aumento em relação ao 4º trimestre de 2020.

O uso de ferramentas digitais e softwares em programas de Arquitetura, Engenharia e Construção oferece inúmeros benefícios aos profissionais destes segmentos, uma vez que auxiliam desde o planejamento até a concepção de um projeto. A redução de custos é uma das vantagens, visto que o uso de tecnologias possibilita a previsão de riscos e erros, e previne, ainda, potenciais acidentes. Dessa forma, não há gastos desnecessários e as empresas podem acompanhar os custos em tempo real, garantindo maior controle de suas despesas.

Além disso, há uma otimização do tempo de trabalho e consequente aumento de produtividade nas companhias de AEC. A modernização no desenvolvimento de um projeto permite a entrega de uma quantidade mais consolidada, completa e consistente de dados aos clientes, os quais não são baseados em cálculos humanos, mas, sim, em ferramentas e softwares eficientes e precisos.

 

Compartilhamento de informações em tempo real

A tecnologia neste meio permite um processo de criação de modelos virtuais com informações técnicas de edificação, no qual diversos profissionais podem colaborar durante o planejamento, viabilidade, execução e operação de um projeto. Neste processo, todos os dados podem ser compartilhados em uma plataforma na nuvem, onde há a garantia de segurança das informações e ampliação na capacidade de armazenamento.

Além disso, graças às ferramentas de armazenamento e compartilhamento de dados, por exemplo, as empresas de AEC podem acessar diariamente seus relatórios, de forma segura e prática, a fim de sanar dúvidas, entender melhor a fase do projeto e qual é sua previsão de término. Por meio do monitoramento de atividades, é possível também mensurar resultados, compreender os pontos de melhoria e obter uma tomada de decisão mais embasada e precisa.

 

Importância da tecnologia para AEC x exigências do mercado

É uma tendência do mercado que todos os softwares, aplicações e tecnologias sejam atualizadas constantemente. Ou seja, uma companhia que não esteja disposta a acompanhar a modernização proposta pelo mercado, provavelmente não conseguirá mais trabalhar ou desenvolver um projeto de uma forma adequada após um tempo, uma vez que as próprias capacidades computacionais das máquinas são atualizadas regularmente e exigem ferramentas e softwares modernos.

No entanto ao optar pela implementação de novos softwares ou utilização de ferramentas digitais, é preciso contar com profissionais certificados na área. Durante todo o processo, é imprescindível ter o apoio de uma consultoria que entenda a importância da tecnologia para AEC e preste um serviço desde o momento da pré-venda, até o suporte após a finalização da implementação dos novos softwares. Desta forma, a empresa se sentirá mais segura e apta para competir com os níveis de exigências tecnológicas do mercado de Arquitetura, Engenharia e Construção.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Jussiane Félix – Solution Sale Specialist da SoftwareONE.

Imagem: Ilustrativa

Depois da chuva!

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Sistemas de captação e aproveitamento de águas pluviais é solução para preservar recursos hídricos e gerar economia.

 

2022 tem sido marcado por chuvas intensas em todo o Brasil. Segundo o portal Climatempo, o fenômeno La Niña é o principal responsável por esse feito. Apesar do verão ser uma estação marcada pelo alto volume de chuvas, o La Niña, combinado com outros fatores, faz com que o volume de precipitações esteja acima da média no país. Seria possível, então, aproveitar as águas pluviais para reduzir o consumo já elevado de água potável no mundo?

Considerando que as crises hídricas têm sido mais frequentes e intensas, as técnicas de uso de águas pluviais seriam uma opção para poupar os recursos naturais. “O aproveitamento da água da chuva colabora para reduzir a vulnerabilidade hídrica, conter enchentes e dar certo alívio aos reservatórios, além de reduzir a conta de água do consumidor”, explica Edson Grandisoli, pós-doutor pelo Programa Cidades Globais (IEA-USP) e coordenador pedagógico do Movimento Circular, iniciativa que promove a economia circular na América Latina. Alfredo Akira Ohnuma Jr., professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), enumera os principais benefícios do aproveitamento de águas pluviais:

  1. Redução do consumo de água potável;
  2. Eliminação de determinados poluentes na rede de drenagem quando instalados filtros de controle e tratamento do volume inicial da chuva; 
  3. Melhoria nas condições da descarga do volume de escoamento superficial, tendo em vista o aproveitamento da água de que seria escoada pelo telhado e distribuída na rede de água pluvial.

Desse modo, os benefícios seriam percebidos tanto no âmbito coletivo, reduzindo o impacto de alagamentos, por exemplo, quanto no individual. “A economia no uso da água da chuva varia em função da tecnologia utilizada, bem como da área de captação do telhado, das dimensões do reservatório, das condições de chuva no local do empreendimento e da demanda do usuário do sistema. No geral, pode-se ter uma economia entre 15 e 60% na conta de água”, afirma Alfredo Akira Ohnuma Jr.

O processo de aproveitamento da água da chuva, contudo, deve seguir critérios específicos, como as normas estabelecidas pela Lei nº 14.026/2020, que atualiza o marco legal do saneamento básico, e a Norma ABNT NBR 15527, que apresenta os procedimentos para a arquitetura implementar os sistemas de captação nas obras.

Segundo o professor Alfredo Akira Ohnuma Jr, o projeto do sistema deve considerar as condições de chuva no local, tanto no que se refere ao volume precipitado, quanto à qualidade da água. “Há diversos pluviômetros que podem auxiliar na coleta dessas informações. Desse modo, os estudos e projetos devem considerar, ao menos, a precipitação média mensal na região a partir de um histórico de 3 anos”, diz. Quando não houver esses dados, é necessário 1 ano de histórico de chuvas acumuladas mensalmente.

 

Usos possíveis

A água das chuvas, ao cair nas telhas e calhas e correr até as bocas de lobo, carregam diversas impurezas que as tornam impróprias para consumo. As chuvas entram na categoria de água cinza, assim como as águas utilizada em atividades domésticas (banhos, limpeza de carros, limpeza de piso, etc). Portanto, para que as chuvas sejam de fato aproveitadas, é fundamental que as águas recebam o devido tratamento, evitando contaminações e prejuízos à saúde humana.

No Brasil, as águas são divididas em três categorias:

  • Águas brancas: potáveis, próprias para consumo humano e irrigação de hortas;
  • Águas cinzas: foram utilizadas para lavar roupa, louças, automóveis, e outras atividades não industriais;
  • Águas negras: foram utilizadas em descargas e carregam dejetos.

 

Como fazer o aproveitamento

O uso de cisternas é a forma mais comum de se realizar a captação e o tratamento das águas de chuvas. As opções disponíveis no mercado são variadas, desde as menores, com capacidade mínima de 80 litros, a cisternas muito mais amplas de uso industrial. Podem ser feitas de plástico, fibra de vidro, ou construídas em alvenaria. A NBR 15527 exige que as águas sejam captadas na cobertura ou no telhado das edificações, de modo a evitar contaminações por resíduos comuns nos pisos, como produtos químicos.

 

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As cisternas devem contar com um sistema para descarte dos primeiros 2mm de chuva pois, especialmente em áreas urbanas, esse first flush vem contaminado com impurezas da atmosfera e sujeiras do telhado e das calhas, desde animais mortos a matéria orgânica. Só após esse descarte a água poderá ser tratada para aproveitamento.

Os sistemas podem ser instalados durante a obra das edificações ou depois que o projeto estiver pronto, nem sempre há necessidade de reformas dependendo das dimensões das cisternas. Porém, é fundamental que a água esteja protegida contra a incidência de raios solares, evitando a proliferação de algas, fungos, bactérias e outros organismos. Assim, é comum que as cisternas sejam enterradas, o que exige estudo para que o solo esteja adequado para essa função. Cisternas comuns realizam a filtragem e cloração da água, tornando-a apta para ser utilizada. É possível torná-la potável e própria para consumo, mas para isso é necessário um tratamento mais elaborado.

À exemplo, a Casa das Birutas, com 212 m2 de área construída, localizada em Piracaia, São Paulo, foi projetada para ser autossuficiente em energia, usar e tratar suas águas e prover alimentos, integrando sistemas inteligentes e sustentáveis. Como a residência está localizada em uma área distante do sistema de água e esgoto, a água potável é retirada de uma nascente e é utilizada apenas para fins “nobres”, como chuveiros, filtros e pias. Já as descargas dos vasos sanitários e a irrigação do jardim é feita com água captada da chuva. 

 

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Baixa adesão

Embora não haja dados concretos sobre o aproveitamento de água de chuva no Brasil, há consenso entre especialistas de que a prática não é bem difundida. O país conta desde 2003 com o Programa Nacional de Apoio à Captação de Água de Chuva e outras Tecnologias Sociais (Programa Cisternas), que visa promover o acesso à água para o consumo humano e para famílias rurais de baixa renda atingidas pela seca. Mas segundo levantamento do jornal Valor Econômico, em 2019 foi entregue o menor número de cisternas até então, 30,5 mil. Em 2020, o número caiu para 8,3 mil.

Em áreas urbanas, a adesão é baixa especialmente por questões econômicas. Para o engenheiro Eduardo Pacheco, diretor técnico do Portal Tratamento de Água, o custo é tão elevado que raramente compensa. Segundo o profissional, o aproveitamento de água de chuva exige uma série de cuidados, desde a limpeza das calhas e cisternas, à cloração e ao uso de bombas para retirar a água das cisternas. “Em residências, se não houver cuidado, é melhor não ter”, afirma, sugerindo que seria mais apropriado o reuso da água cinza descartada de atividades domésticas.

O arquiteto Omar Fernandes, diretor e fundador da Olaa Arquitetos, afirma que é necessário um cálculo preciso para avaliar se é recomendado ou não o aproveitamento de águas pluviais. “Eu tive a oportunidade de fazer uma cisterna para um cliente e decidi não fazer, pois o custo era muito elevado em relação ao benefício”, conta.

Ainda assim, Omar Fernandes acredita que a solução é uma opção válida para buscar economia e sustentabilidade. “O primeiro a se fazer é pensar que cisterna será usada no projeto, que estrutura vai ocupar”, diz. Em caso de ser enterrada, ela pode aproveitar a área da piscina, com solo devidamente preparado. Também é possível deixar a cisterna sobre a casa, fazendo o uso da gravidade que a água escoe pelos encanamentos, evitando assim gasto com bombas.

O arquiteto acrescenta que o projeto deve constar na documentação da obra que está sendo construída ou reformada, seguindo as devidas normas da construção civil. Como as leis que regem o tema são municipais, é importante que os responsáveis busquem os órgãos competentes.

 

Exemplo

O projeto arquitetônico do Sesc Guarulhos (SP), concebido pelo escritório Dal Pian Arquitetos, conta com um sistema de captação de águas pluviais desde sua concepção, e está operando desde maio de 2019. A água é coletada no teto da unidade, passa por um processo simples de filtragem e tratamento e é armazenada em cisternas no subsolo. A água tratada, então, é utilizada para as descargas dos sanitários e a rega dos jardins.

De acordo com Renata Crivoi, educadora ambiental do Sesc Guarulhos, não há dados que quantifiquem a economia que o sistema gera para a instituição. Ainda assim, em razão da preservação dos recursos hídricos que proporciona, a iniciativa é recomendável. “Digo mais, novos projetos arquitetônicos deveriam prever um sistema de captação e uso de água de chuva. Creio ser um dever não só técnico, como também ético dos profissionais da arquitetura, engenharia, e planejamento urbano. No Sesc Guarulhos, de tempos em tempos, oferecemos oficinas para ensinar a fazer uma mini cisterna de uso doméstico”, afirma.

 

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Com 34.200,00m² de área construída e localizado próximo ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, São Paulo, o Sesc Guarulhos foi concebido como um grande espaço democrático e convidativo, que procura favorecer e suscitar a convivência, o desenvolvimento e a interação entre pessoas. O projeto, repleto de soluções sustentáveis, enfatizar a condição do Sesc como comunicador social e polarizador cultural.

Para Luiz Augusto Antonin, proprietário da Casa da Cisterna, empresa especializada em tratamento de água de chuva, o maior problema tem sido a desinformação dos profissionais da arquitetura e da engenharia, mesmo quando os clientes finais têm interesse em cisternas. “O custo muitas vezes é irrisório. Nós temos cisterna de mil litros que custam R$ 2500, captando mais de 50 mil litros de água por ano. Uma barra de cano a mais já distribui água de chuva para onde o cliente quiser, mas são coisa que não se aprende na faculdade”, pontua.

Apesar das controvérsias, os sistemas de aproveitamento de água de chuva têm sido considerados técnicas de compensação dos efeitos da urbanização, como as frequentes inundações. É o que defende o professor Alfredo Akira Ohnuma Jr., que acredita que, quando aplicado em larga escala, a técnica pode melhorar os sistemas de saneamento como um todo. “Discordo que o aproveitamento de água de chuva não seja viável, uma vez que os benefícios a médio e longo prazo podem superar às expectativas econômicas, com recuperação do investimento em 2 anos, ou até menos”, pondera

 

 

Ação do Poder Público

O engenheiro Eduardo Pacheco menciona que, na França, o rio Sena é limpo porque a água da chuva é tratada, em vez de ser despejada nos rios carregando impurezas que poluem tanto quanto esgoto. De acordo com o especialista, seria apropriado que as águas pluviais fossem coletadas em larga escala para serem tratadas em um manancial produtor e assim distribuídas para a população. “É perfeitamente possível, mas o que impede é a questão financeira”, diz. Para o engenheiro, o alto custo impede iniciativas como essa no Brasil.

Outra forma do Poder Público contribuir para ampliar o aproveitamento de água de chuva seria por meio de programas como o IPTU Verde, que aplica diferentes níveis de descontos nos tributos para contribuintes que têm práticas sustentáveis em propriedades urbanas. É o que defende Thiago Rocha de Paula, gestor da Escola de Governo de Santo André (SP). “O programa premiaria, por exemplo, o condomínio que retém água de chuva para reuso. Premiar quem tem ações socioambientais é uma ideia para incentivar a prática”, afirma.

Há um consenso entre especialistas de que a maior dificuldade para que o aproveitamento de água de chuva se difunda é a falta de informação sobre o tema. “As pessoas precisam começar a pensar em sua moradia e local de trabalho seguindo uma lógica mais circular, como aproveitar e reaproveitar elementos do dia a dia que iriam para o lixo ou, no caso da água, para o esgoto”, diz o professor Edson Grandisoli.Deveríamos estimular ações de reaproveitamento em todos os setores, e no caso da água, garantir preços menores e financiamentos para quem deseja ter seu próprio sistema de captação”, finaliza.

 

 

 

 

Por: Victor Hugo Felix
Imagens:   Gera Brasil, Casa da Cisterna e Pedro Mascaro