Para entrar e querer ficar

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Profissionais têm utilizado métodos tradicionais e inovações tecnológicas para oferecer conforto ambiental aos clientes.

 

Espaços de convivência não devem ser apenas belos ou funcionais. Precisam propiciar uma experiência
confortável, com temperaturas razoáveis, boa iluminação e poucos ruídos. Com base nisso, arquitetos e especialistas da construção civil têm lançado mão de diferentes recursos para que os clientes tenham mais conforto ambiental, um conjunto de aspectos térmicos, lumínicos, acústicos e ergonômicos que garantam uma melhor vivência nos ambientes.

Melissa Cacciatori, consultora em conforto ambiental e eficiência energética do CTE – Centro de Tecnologia de Edificações, explica que o tópico é dividido em diferentes áreas para que se possa estudar separadamente as relações entre o comportamento físico dos edifícios e as reações fisiológicas do corpo humano, “que é uma das condições que compõe a experiência de habitar”.

Dessa forma, componentes como pisos, aberturas, paredes e janelas formam um sistema mediador nos espaços, atuando na relação entre estímulos externos e internos. “Um dormitório tem frequentemente a ocupação noturna, na qual não se pressupõe uso prolongado de equipamentos que cedam calor. Diferente de uma cozinha, com ocupação mais diurna, com equipamentos como fogão, forno e geladeira, que cedem elevada carga térmica”, exemplifica a consultora.

Desse modo, projetar espaços com conforto térmico demanda um amplo planejamento para que cada ambiente seja composto por elementos que tornem a experiência de habitar mais agradável. “Classificamos as tecnologias para promoção de conforto ambiental entre ativas e passivas”, explica Melissa Cacciatori. As ativas são aquelas que consomem energia tais como ar-condicionado, ventiladores, aquecedores. As passivas, por sua vez, são os elementos estruturais definidos a partir dos estudos sobre o entorno da edificação. “Idealmente, recorremos às estratégias ou tecnologias ativas, quando as estratégias passivas já foram esgotadas”, diz.

A arquiteta Andressa Gama, atuante na coordenação de projetos da Construtora RVE, pontua que atualmente no Brasil as construções devem seguir a Norma de Desempenho de Edificações NBR 15575, um guia nacional de conforto ambiental, com premissas de acessibilidade, temperatura, iluminação e ruídos. Segundo a profissional, tais normas são importantes para construções de baixo padrão, considerando que são utilizadas pelas famílias por muitos anos, e por isso são mais fiscalizadas. “Já obras comerciais não têm esse tipo de exigência, porque o uso é mais sazonal”, afirma.

Diversos elementos construtivos alteram a temperatura, a insolação e o isolamento acústicos ambientes, desde a posição das janelas até a altura do pé-direito (se muito elevado, o ar quente permanece no alto, mantendo o piso mais frio). “Mas quando o imóvel está construído sem esses recursos, não precisa ir tão longe, basta mudanças como a troca de piso e até o espaçamento de imobiliário”, explica Andressa Gama.

A arquiteta Thais Ruiz detalha o planejamento das melhores estratégias de conforto ambiental. “O primeiro passo é ver as faces do terreno, face norte e face sul, para definir posição da casa no lote, fazendo análise de insolação. Depois ver área de implantação a partir disso”, explica. A profissional aponta ainda que é importante identificar área do vento dominante para ter ventilação cruzada, evitando assim o consumo de energia em equipamentos como ar-condicionado.

“O ideal é tentar escolher materiais de construção com inércia térmica eficiente”, diz a arquiteta. A escolha dos materiais dependerá das necessidades do espaço. Há softwares disponíveis no mercado que auxiliam no estudo das necessidades do projeto. O diferencial será quais decisões serão tomadas a partir das informações coletadas.

 

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O escritório Dal Pian também incluiu brises na cobertura do projeto do Sesc Guarulho, que são reguladas mecanicamente e se inclinam de acordo com a hora do dia. Nos momentos de maior insolação, as peças reduzam a incidência de luz e calor.

 

Soluções

A incidência de luz natural é um dos pontos principais a ser analisados, uma vez que pode influenciar tanto na temperatura quanto na iluminação dos ambientes. Na etapa de posicionamento de janelas e aberturas, o profissional deve levar em consideração como a incidência do Sol irá afetar a rotina dos moradores. “Uma fachada sul por exemplo, tem menor disponibilidade de luz natural do que uma fachada norte, mas tem menor potencial de ofuscamento ao longo do ano em relação à fachada norte. Assim, aberturas maiores orientadas à sul, ajudam no maior aproveitamento de luz, com menor carga térmica”, explica Melissa Cacciatori.

Para Andressa Gama, em regiões quentes é interessante ter blocos com enchimento para ter bloqueio do calor. “Em regiões frias, é interessante usar madeira, que tende a manter o ambiente confortável”. E as escolhas dos revestimentos têm grande interferência, sendo aconselhável o uso de pedras em regiões de muito calor, e pisos de madeira e vinílicos em regiões de temperaturas baixas.

É possível colocar mantas aquecidas com reguladores termostatos que ajudam a controlar a temperatura dos pisos. Thais Ruiz sugere a instalação de uma serpentina elétrica por baixo do piso cerâmico, permitindo climatização. “Com o boom dos painéis solares, é um recurso interessante, com fonte própria para suprir o consumo energético”, opina.

O uso de tecidos é solução para trazer mais calor em regiões frias. Tapetes, cortinas, sofás, poltronas, dentre outras peças, ajudam a reter o calor, ao passo que a falta delas torna os espaços mais frios. “Se uma casa tem muitos móveis, o ar não circula. Então você pode mudar a mobília dependendo da época do ano”, esclarece Andressa Gama.

Detalhes como plantas nos interiores, que trazem frescor e alteram a umidade do ar, também podem ser empregados. E as cores devem ser incluídas no planejamento do conforto térmico. “Não se costuma ver prédios com fachadas escuras porque tem um grau de refletância que absorve muito calor”, diz. Nos interiores, paredes claras ajudam a difundir a incidência de luz.

 

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No centro do átrio inundado por iluminação natural, um amplo jardim com espécies exuberantes de Mata Atlântica deu vida ao design de interiores e o teto verde que circunda a claraboia contribui para o controle da temperatura. Certificado com o selo Leed Gold e totalmente automatizado, o Centro de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein teve a Perkins&Will São Paulo como responsável pelo seu planejamento, tornando-se referência arquitetônica no país.

 

Estando a iluminação natural resolvida, é necessário pensar nas soluções de iluminação artificial. “O layout é um ponto de partida, é preciso respeitar o uso do espaço”, afirma Thais Ruiz. A coloração de luz é um dos pontos que deve ser levado em conta, variando se o ambiente é de descompressão ou de trabalho, assim como o posicionamento. “É importante entender as superfícies e o quanto de luz elas refletem ou absorvem. Cores escuras precisam de mais fontes de compensação”, completa.

Quando o assunto é a livre circulação de ar, Melissa Cacciatori recomenda que as aberturas sejam feitas para as direções predominantes dos ventos e posicionar aberturas em paredes opostas, para promover ventilação cruzada. “Também podemos explorar o efeito chaminé, que demanda aberturas de entrada baixas e aberturas de saída altas. Percebo que nossos projetos pecam bastante neste aspecto”, diz

Para isolamento acústico, a consultora aconselha pisos flutuantes que reduzem o ruído de impacto entre unidades separadas pelo piso. Com caixilhos e portas acústicas, e um sistemas de molas que amortece a transmissão de vibrações entre estruturas e vedações, é possível que os ambientes sejam mais privativos e silenciosos.

Andressa Gama afirma que é necessário cuidado com a estrutura da edificação, uma vez que o oco dos blocos favorece a passagem de barulho, assim como de calor. “Trabalhei muito tempo com dry wall. Dependendo do tipo de enchimento entre a placa de acartonado e a estrutura metálica (lã de rocha, lã de vidro e lã de PET), é uma boa solução se estiver bem vedado”, afirma. Os têxteis são também úteis para reduzir os ruídos, segundo Thais Ruiz. Numa superfície refratária, o som bate e retorna, o que não ocorre em superfícies porosas. Assim, carpetes, cortinas, tapeçaria e mobiliário ajudam a oferecer conforto acústico. “Quando a casa está vestida, não tem retorno das ondas sonoras”, diz.

 

Cases

Em Curitiba, a arquiteta Luciana Gibaille projetou um escritório de advocacia, construído em 2012, e atualizado no último ano com novas obras de arte. Todos os espaços foram pensados com conforto ambiental, uma vez que a profissional trabalha com neuroarquitetura e baseia-se em aspectos sensoriais. “O projeto tem 10 anos e atende perfeitamente às necessidades até hoje, porque o foco está na pessoa”, diz Gibaille.

Para que se tenha transparência, muitos panos de vidro foram empregados, valorizando iluminação solar e as vistas para os jardins. A distribuição do mobiliário também favorece a iluminação. “Praticamente não ligam a luz interna”, afirma Gibaille. O projeto apostou também em ventilação natural, com grandes janelas, para evitar riscos de contaminação, alergia e ácaros.

As salas de reunião contam com paredes de drywall com isolamento acústico, mas não se preocupou utilizar pisos antirruído, pois consideraram dispensável para o escritório. Por outro lado, o contato com a natureza foi uma grande aposta. “Todas as salas têm comunicação com lado externo, com vista para algo verde, porque traz descanso visual”, pontua a arquiteta.

Em obras populares o conforto ambiental também tem sido aplicado, como evidencia a construtora Lyx Engenharia nas construções para o programa Minha Casa Minha Vida. “A partir da Norma de Desempenho 15575 houve uma mudança muito grande parâmetro, melhorou muito”, diz Guilherme Kobaski, coordenador de produto da empresa. A Lyx tem critérios estabelecidos para cada zona climática, e realiza ensaios por meio de softwares. A empresa busca, por exemplo, oferecer temperaturas de -3° no verão ou +3° no inverno, com espessuras de laje de 12cm para evitar ruídos entre as unidades.

 

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Minha Casa Minha Vida – Lyx Engenharia

 

Esquadrias maiores e mais espessas ajudam no controle de luz e de climatização. “Quando a unidade está muita próxima de outra torre e não tem luz suficiente, aumentamos a esquadria, afastamos a torre ou usamos paredes brancas”, explica. Os ensaios incluem os tipos de materiais empregados e as cores das fachadas e do telhado, variando de obra para obra, analisando custo-benefício. “O que a gente tende a fazer é trabalhar em cima do pior caso para que em qualquer lugar a gente consiga atender aos critérios da norma”, pontua.

 

Construção modular

A arquiteta Thais Ruiz tem utilizado diferentes recursos para ampliar o conforto ambiental em uma casa contêiner que está em construção. No projeto foram utilizadas telhas termoacústicas, com manta térmica no forro entre a chapa do contêiner e o forro de gesso. “Mas o ponto de partida foi a implantação inteligente dos módulos, pensando na insolação e ventilação”, explica.

A indústria tem oferecido variados recursos para que obras modulares ofereçam tanto melhores condições de vivência quanto variadas opções estéticas. É o caso da Thermo-Iso, que produz placas e telhas isotérmicas. Segundo Carolina Luca, supervisora de vendas de coberturas da empresa, os painéis são como sanduíches, com duas placas de aço galvalume e um manto isolante no meio, que pode ser feito de isopor (EPS), poliuretano (PUR) ou poliisocianurato (PIR), com diferentes espessuras e densidades.

Segundo a profissional, as placas ajudam a conservar as temperaturas, evitando a troca de calor com materiais tradicionais que tornam necessário o consumo elevado de ar-condicionado. Isso gera economia de cerca de 50% da energia. “A espessura da chapa interfere no local que vai ser aplicado, então é tudo sob medida. Nada é indicado sem estudo prévio”, afirma. Com a durabilidade de cerca de 30 anos das placas de aço, a solução tem ganhado mais adeptos. “Hoje a demanda cresce nesse conceito casa contêiner, essas construções estão tendo maios visibilidade no mercado”, diz Gláucia Correia, supervisora técnica de vendas do setor de refrigeração da Thermo-Iso.

 

BlocoPUR PIR min
Para aplicações industriais, refrigeração, comércio ou de construção civil, a Thermo-Iso possui blocos de Poliuretano (PUR) e Poliisocianurato (PIR) em diversas densidades e dimensões.

 

Automação

As arquitetas Fabiana Villegas e Gabriela Vilarrubia, à frente do escritório Vila Ville Arquitetura, defendem que a automação é um grande facilitador na promoção do conforto ambiental. “Nem todo cliente tem consciência do quanto facilita a dinâmica da vida da pessoa. Muitas vezes ele precisa, mas não sabe que é possível”, diz Gabriela.  De acordo com as profissionais, a automação da iluminação seria o principal a ser feito, pois é evita desperdícios e permitem regular a intensidade da luz de acordo com seus usos.

Outras soluções possíveis incluem automação de brises e persianas, para controle de insolação, regulagem inteligente do ar-condicionado, e isolamento do som nos ambientes. “Muitos acham que é luxo, mas é praticidade e conforto. É um investimento, a princípio, alto, mas que se paga pois gera economia”, concorda Fabiana.

 

Adesão

Os especialistas ouvidos pela reportagem concordam que a busca por conforto ambiental tem aumentado, mas não há conscientização geral dos clientes sobre esse assunto. “Em geral, o custo-benefício não é objetivamente avaliado e tanto projetistas como proprietários/ocupantes acabam embasando suas decisões em premissas de que são sistemas extremamente caros”, opina Melissa Cacciatori. Segundo a consultora do CTE, é preciso intensificar pesquisas, avaliações de custo-benefício e comunicação para que o mercado difunda essas práticas e tecnologias.

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Victor Hugo Felix
Imagens: Nelson Kon e Divulgação

 

 

 

Novos impulsos

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Comissionado pela Gerimédica, Studioninedots cria conceito de escritório com elementos espaciais que conectam pessoas.

 

No térreo do Westbeat — edifício de uso misto do Studioninedots em Amsterdã-Oeste — uma nova paisagem de escritórios foi criada. Com ‘Wet Beast’, Studioninedots apresenta um conceito de local de trabalho no qual objetos místicos fornecem espaço para experimentação, interação e espontaneidade dentro da esfera social de um ambiente de trabalho, estimulando a criatividade e o senso de comunidade.

Desde a sua conclusão em 2021, o Westbeat é reconhecido pelas construções em arco de concreto no pedestal. Entre os arcos, surgem espaços emocionantes que podem ser usados ​​por uma variedade de usuários e para uma ampla gama de propósitos.

Como objetos aparentemente desconhecidos em uma paisagem de trabalho bem organizada de mesas e cadeiras, foram adicionadas três ‘peças de mobiliário, que provocam sua própria interpretação. Wet Beast facilita abrigo, assentos, espaço para reuniões, um local para palestras, eventos, brincadeiras, relaxamento, contemplação e muito mais.

 

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O design das peças de mobiliário é totalmente desvinculado da arquitetura e a interpretação aberta da função se reflete na paleta diversificada de cores, formas e materiais que compõem o conjunto. Os elementos são criados de tal forma que podem ser usados ​​temporária ou permanentemente e podem evoluir continuamente em função.

A Fera é um mundo lúdico tipo Escher no qual, além dos encontros, tudo pode acontecer. Escadas, elementos fixos alternados e passagens atraem interpretação ou uso livre. Grandes paredes de vidro garantem a interação entre o núcleo protegido e o espaço circundante. Jungle é a escada de ligação entre os dois níveis.

 

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Os degraus também servem como pódio para uma apresentação ou como local para relaxar. As escadas levam o nome das formas orgânicas e do plantio integrado.

 

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A Câmara Municipal é feita com elementos de assentos de madeira amigáveis ​​e cortinas de luz. Os Paços do Concelho são um espaço intimista meio escondido atrás das cortinas, ou uma continuação do espaço aberto.

 

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Imagens: Maarten Willemstein

Museu da Casa Brasileira e Instituto Sergio Rodrigues lançam painel expositivo sobre a poltrona Chifruda

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A partir de 03 de fevereiro, o público poderá experimentar a peça assinada pelo arquiteto e designer Sergio Rodrigues, que será doada ao Acervo do MCB.

 

A partir do dia 03 de fevereiro, sexta-feira, o público poderá visitar no Museu da Casa Brasileira, instituição administrada pela Fundação Padre Anchieta, o painel expositivo ‘Poltrona Chifruda’. Concebido em parceria com o Instituto Sergio Rodrigues, o painel inclui o exemplar da poltrona que será doado para o Acervo do MCB, fabricado por meio de um processo que utiliza ferramentas manuais e técnicas tradicionais da marcenaria artesanal, com madeira Muiracatiara e couro natural.

O painel expositivo apresentará ao público a Poltrona Chifruda, peça concebida pelo arquiteto e designer Sergio Rodrigues em 1962, para a exposição Móvel como objeto de arte, elaborada por ele na galeria OCA no Rio de Janeiro, que contou com a participação de vários arquitetos amigos de Sergio, que tiveram papel fundamental na construção da arquitetura brasileira. Há época, os profissionais lançavam novos projetos, todos respondiam a um desafio proposto por Sergio: “Façam móveis!”.

 

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Na ocasião, a poltrona chamou a atenção da crítica de arte por suas formas inusitadas e pela liberdade expressiva. Sergio antecipou questões sobre a prática do design que foram suscitadas posteriormente no âmbito do debate da pós-modernidade. Uma de suas criações mais disruptivas, essa cadeira transcende o vínculo tradicional entre forma e função associado ao design da época e traduz grande habilidade de seus artesãos no trato do couro e da madeira, com linhas sinuosas, seções ovaladas de complexa usinagem e encaixes sofisticados que remetem longinquamente aos móveis tradicionais e às coisas selvagens.

O Museu da Casa Brasileira e o Instituto Sergio Rodrigues também celebram com o painel o início de uma parceria que promoverá diversas ações. Para José Roberto Maluf, Diretor-Presidente da Fundação Padre Anchieta, parcerias como essa são fundamentais para a construção de um Museu ainda mais múltiplo em suas áreas de atuação. “O Instituto Sergio Rodrigues e o Museu da Casa Brasileira promoverão em conjunto ações educativas, debates sobre arte e design no Apartamento Sergio Rodrigues localizado em São Paulo, pesquisa de acervo e planejamento de mostras. O painel é só uma das primeiras atividades em colaboração”, finaliza.

 

SERVIÇO
Painel expositivo ‘Poltrona Chifruda’
A partir do dia 03 de fevereiro, sexta-feira, às 10h
Realização: Instituto Sergio Rodrigues, Fundação Padre Anchieta e Museu da Casa Brasileira.

 

VISITAÇÃO
Museu da Casa Brasileira
De terça a domingo, das 10h às 18h, com exceção da sexta-feira, que tem horário estendido até 22h
Av. Brig. Faria Lima, 2.705 — Jardim Paulistano, SP
Próximo à estação Faria Lima da Linha Amarela do Metrô.
Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia-entrada)
Sexta-feira, entrada gratuita
Acessibilidade no local | Bicicletário com 40 vagas

Site do Instituto Sergio Rodrigues

 

Prêmio Zayed de Sustentabilidade abre inscrições para o ciclo de 2024

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Pequenas e médias empresas, organizações sem fins lucrativos e escolas secundárias são convidadas a enviar inscrições antes do prazo de 2 de maio de 2023.

 

O Prêmio Zayed de Sustentabilidade, prêmio global pioneiro dos Emirados Árabes Unidos que reconhece a excelência em sustentabilidade, anunciou oficialmente que o ciclo de 2024 está aberto para inscrições.

As inscrições serão aceitas até dia 2 de maio de 2023 e deverão ser feitas através do portal online do Prêmio. Pequenas e médias empresas (PMEs), organizações sem fins lucrativos (ONGs) e escolas secundárias (Ensino Médio) com soluções de sustentabilidade são convidadas a se inscrever em uma das cinco categorias do Prêmio: Saúde, Alimentos, Energia, Água e Escolas Secundárias Globais. O ciclo de premiação de 2023, recebeu um recorde de 4.538 inscrições de 152 países, marcando um aumento de 13% nas inscrições em comparação com o ciclo anterior.

Comentando sobre a abertura do ciclo de inscrições de 2024, S. Ex. O Dr. Sultan Ahmed Al Jaber, Ministro da Indústria e Tecnologia Avançada dos Emirados Árabes Unidos e Diretor Geral do Prêmio Zayed de Sustentabilidade, disse: “Este ano, o Prêmio celebra 15 anos honrando o legado do Pai Fundador dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Zayed, e acelerando a sustentabilidade, desenvolvimento e impacto humanitário em todo o mundo. Desde 2008, o Prêmio, por meio da liderança visionária dos Emirados Árabes Unidos, facilitou a entrega de soluções sustentáveis para comunidades vulneráveis, melhorando o acesso à energia confiável e acessível, água potável segura, alimentos nutritivos e cuidados de saúde de qualidade para milhões. Esses esforços apoiam diretamente os objetivos mais amplos dos Emirados Árabes Unidos de incentivar a colaboração internacional e construir uma economia global sustentável e próspera. O Prêmio Zayed de Sustentabilidade ajuda organizações e escolas a escalar suas soluções, permitindo-lhes obter um impacto ainda maior e catalisar mudanças positivas transformadoras. Até o momento, o Prêmio impactou a vida de mais de 378 milhões de pessoas em todo o mundo, inclusive no Vietnã, Nepal, Sudão, Etiópia, Maldivas e Tuvalu.”

“É importante ressaltar que o Prêmio prioriza a juventude e capacita os jovens a liderar o desenvolvimento sustentável. Por meio da categoria Escolas Secundárias, o Prêmio oferece oportunidades para os jovens desenvolverem suas habilidades em sustentabilidade e liderança e os incentiva a assumir um papel ativo no apoio a suas comunidades e na condução de ações climáticas” – Dr. Sultan Ahmed Al Jaber, Ministro da Indústria e Tecnologia Avançada dos Emirados Árabes Unidos e Diretor Geral do Prêmio Zayed de Sustentabilidade.

O fundo de US $3 milhões do Prêmio recompensa os vencedores com US $600.000 em cada categoria. A categoria Escolas Secundárias é dividida em seis regiões mundiais, com cada escola podendo receber até US $100.000 para iniciar ou expandir ainda mais seu projeto. As seis regiões mundiais da categoria Escolas Secundárias são Américas, Europa e Ásia Central, Oriente Médio e Norte da África, África Subsaariana, Sul da Ásia e Leste Asiático e Pacífico.

 

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Inspirado pelo legado humanitário e de sustentabilidade do pai fundador dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Zayed bin Sultan Al Nahyan, o Prêmio já reconheceu um total de 106 vencedores cujas soluções ou projetos escolares liderados por estudantes transformaram positivamente a vida de milhões. Embora os formulários de inscrição variem de acordo com a categoria, os elementos centrais de cada inscrição estão nas formas inovadoras, impactantes e inspiradoras pelas quais a tecnologia, os aplicativos e as soluções propostas visam melhorar o bem-estar e a sustentabilidade.

Para as categorias Saúde, Alimentos, Energia e Água, as organizações devem demonstrar que estão melhorando o acesso a produtos ou serviços essenciais e têm uma visão de longo prazo para melhores condições de vida e trabalho. Para a categoria Escolas Secundárias, os projetos devem ser liderados por alunos, com ênfase no envolvimento ativo dos alunos nos processos de planejamento, implementação e monitoramento.

O Prêmio tem um processo de avaliação em três etapas, começando com a devida diligência realizada em todas as inscrições para garantir que atendam aos critérios de avaliação do Prêmio. Isso identifica as inscrições qualificadas e resulta na seleção de candidatos elegíveis. Em seguida, as avaliações são realizadas por um Comitê de Seleção composto por painéis específicos de categorias de especialistas internacionais independentes. A partir desta lista de pré-selecionados, são escolhidos os finalistas e encaminhados para o Júri do Prêmio que elege, por unanimidade, os vencedores, nas cinco categorias.

Os vencedores do Prêmio Zayed de Sustentabilidade 2024 foram anunciados em uma cerimônia de premiação durante a COP 28 Climate Summit.

Para mais informações, visite www.ZayedSustainabilityPrize.com

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagens: Divulgação

Educativo e regenerador

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Realidade tangível e uma oportunidade de reconexão com a natureza, ambiente bioclimático para agricultura urbana aproxima a produção de alimentos de seus locais de consumo.

 

O antigo “Cité”, bairro Marcel Cachin em Romainville, França, composto por grandes empreendimentos habitacionais públicos da década de 1960, faz parte de uma iniciativa de redesenvolvimento urbano proposta pela Agence Nationale pour la Rénovation Urbain (ANRU). Dentro de um bairro em regeneração, exemplar em sua lógica construtiva, o Cité Maraîchère é uma instalação municipal de agricultura urbana para produção de alimentos sustentáveis; um elo entre práticas tradicionais e modernas de jardinagem de mercado. Os objetivos do projeto foram múltiplos: promover cadeias de suprimentos, criar empregos, garantir aos moradores alimentos de qualidade, desenvolver uma economia da comunidade social e conscientizar os moradores sobre gestão de recursos energéticos. 

O espaço de 2.060 m², projetado pelo escritório francês ilimelgo architectes com paisagismo de Land’Act, é como um ambiente bioclimático “controlado”, combinando tanto sistemas de ventilação quanto luz natural dentro de envelopes térmicos de alto desempenho. A composição homogênea de suas fachadas configura um edifício adequado e adaptável que expressa sua vocação agrícola: abundante entrada de luz, proteção solar e térmica, captação de água da chuva, etc.

 

ILIMELGO ROMAINVILLE VUE Easy Resize com

 

“Quanto ao projeto Cité Maraîchère, é uma grande ferramenta educativa que questiona nossas formas de viver e nos alimentar na cidade. É o primeiro edifício desse tipo a fornecer agricultura urbana sustentável na França, oferecendo produtos frescos e de baixa pegada de carbono, reduzindo assim o uso do transporte rodoviário e criando oportunidades de trabalho locais.” – ilimelgo architectes

 

O projeto inovador aberto à cidade é proporcional à dinâmica urbana da região, e para além de sua principal função o edifício revisa temas urbanos urgentes atuais, como gestão e uso da terra, qualidade do ar e redução de ilhas de calor e desenvolvimento de redes comunitárias. O Cité Maraîchère é um dos 40 projetos selecionados em toda a Europa para o Prêmio Eu Mies 2022 e é um prédio educativo propício a intercâmbios, uma forma de participar da vida no bairro e transmitir os valores e princípios da economia circular.

 

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Em 2014, um relatório da ONU sobre as perspectivas de projetos de urbanização afirmou que até 2050 a população mundial seria de 10 bilhões de habitantes e 66% viveriam em cidades. Visando uma agricultura responsável, o edifício é resultado de uma determinação política para participar de transição ecológica prevista a nível mundial. Tais “fazendas verticais” compensam a falta de solos férteis em ambiente urbano e aproxima a produção de alimentos de seus locais de consumo.

Confrontada com as mudanças climáticas, futuros grandes desafios ecológicos e alimentares ao longo do crescimento populacional projetado até 2050, a agricultura urbana é considerada uma solução com grande potencial para o futuro. Corinne Valls, prefeita de Romainville e incentivadora do projeto, garante que o município pretende utilizar o projeto para atender a política social e ecológica dentro da nova Agence Municipale de la Transition Écologique et Solidaire (ACTES).

 

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Por Redação
Imagens: Guillaume Maucuit Lecomte, Sandrine Marc e divulgação ilimelgo

 

aflalo/gasperini arquitetos lança série audiovisual em comemoração aos seus 60 anos de história

Serie Retratos edificio de uso misto FL credito Ana Mello Easy Resize com

Dirigidos por Baba Vacaro, oito episódios de curta duração retratam de forma pouco convencional a arquitetura do escritório criada ao longo de seis décadas.

 

Em celebração aos seus 60 anos de trajetória, o aflalo/gasperini arquitetos lançou a série Retratos, com curadoria e direção de Baba Vacaro – uma das idealizadoras e roteirista do “Casa Brasileira”, série de sucesso exibida no GNT. O projeto audiovisual é um recorte interpretativo que explora, através de fragmentos do dia a dia, a importância dos projetos do escritório na vida das pessoas que utilizam esses espaços. São oito episódios de curta duração que retratam de forma não descritiva e pouco convencional a arquitetura de aflalo/gasperini, como mais um importante passo na preservação da sua memória.

A série contempla a aplicação de uma linha editorial proposta pela designer, curadora e diretora de criação Baba Vacaro em sintonia com os sócios do escritório Roberto Aflalo Filho, Luiz Felipe Aflalo Herman, José Luiz Lemos e Grazzieli Gomes, abordando temas relevantes para arquitetura, por meio de imagens e depoimentos. “Depois de muita reflexão, definimos que a ideia não era falar sobre o escritório ou os projetos. A Baba achou um viés mais humano: ouvir as pessoas que vivenciam os espaços que nós projetamos nesses anos todos. Após um processo enorme de pesquisa e produção, criamos a série com oito episódios, que mostra a relação dos moradores e usuários dos nossos projetos”, explica Grazzieli Gomes.

“O fio condutor é a relevância do conjunto de projetos e seu impacto na vida das pessoas que os
habitam, convivem ou frequentam” –  Baba Vacaro.

 

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Ao lado de projetos contemporâneos, estão também presentes na série construções que fazem parte do repertório visual do paulistano, como os edifícios Paulicéia e São Carlos do Pinhal, a galeria Metrópole, o Tribunal de Contas e os edifícios IBM e Citicorp, que homenageiam e caracterizam o legado de projeto dos arquitetos Plínio Croce (1921-1984), Roberto Aflalo (1926-1992) e Gian Carlo Gasperini (1926-2020), fundadores do escritório.

O lançamento é o primeiro grande projeto audiovisual do escritório para o Youtube. Os episódios ficarão disponíveis na plataforma, gratuitamente! “Vendo os depoimentos das pessoas, percebemos que conseguimos trazer longevidade para os princípios de qualidade do espaço, conectividade e gentilezas urbanas nos nossos projetos ao longo dessas seis décadas”, conclui Grazzieli.

Para assistir aos episódios acesse
https://www.youtube.com/aflalogasperiniarquitetos

 

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Série Retratos / Foto: Ana Mello

 

SOBRE AFLALO/GASPERINI

Fundado em 1962, o aflalo/gasperini arquitetos une tradição e inovação no desenvolvimento de soluções arquitetônicas, criando uma arquitetura que dialogue com a cidade e as pessoas e priorizando nos projetos o tripé – meio ambiente, a qualidade de vida das pessoas e a mobilidade. Aos 60 anos, o escritório é consagrado como um dos maiores no Brasil, tendo assinado marcos da arquitetura como o edifício-sede da IBM, o Complexo Rochaverá e o Tribunal de Contas de São Paulo (SP), o Teatro Claudio Santoro, em Campos do Jordão (SP), Ventura Towers (RJ) e o Edifício Peugeot, em Buenos Aires.

O aflalo/gasperini arquitetos desenvolve projetos para usos comercial, residencial, misto, hoteleiro, educacional e industrial, resultantes de minuciosas pesquisas de materiais até a análise do plano urbanístico completo. Da criação ao desenho da obra à escolha dos materiais e construção, o escritório já soma 35 projetos com certificação LEED (Leadership in Energy & Environmental Design), um dos mais rigorosos processos de certificação ambiental do mundo.

 

 

Em época de quedas de energia, saiba qual gerador é ideal para cada necessidade

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Produto se tornou fundamental para escolas, plantações, criações, indústrias, eventos e outros espaços que não podem parar por causa da falta de eletricidade.

 

Geradores são alternativas indispensáveis para momentos em que há interrupção ou falha do fornecimento da energia elétrica, principalmente no verão, quando as fortes chuvas causam danos às redes de eletricidade. No entanto, escolher o melhor modelo requer atenção, já que o produto deve atender à demanda de cada local.

O gerador é um dispositivo que converte as diferentes formas de energia, como eólica, mecânica e solar, em elétrica. Por isso, se tornou tão importante para escolas, eventos, plantações, criações, comércios e indústrias, entre tantos outros espaços, já que a falta de energia pode afetar a rotina e causar grandes prejuízos financeiros.

“O mercado disponibiliza tipos diferentes de geradores, equipamentos de alta performance capazes de atender às necessidades de cada consumidor. Para o devido dimensionamento, é preciso considerar: quanto de potência é necessária para abastecer o local; se o gerador precisa ser monofásico ou trifásico; e se o uso é esporádico ou frequente, de curto ou longo prazo”, explica Rodrigo Deneka, Gerente de Produtos da Branco Motores, marca referência nacional no desenvolvimento de soluções para o agronegócio, a construção civil e o setor de floresta e jardim. Segundo o especialista, as empresas, naturalmente, precisam de um equipamento com maior potência do que uma residência, portanto os formatos variam conforme a demanda, o uso e a potência necessária.

 

Conheça os formatos dos equipamentos e qual deles é o melhor para atender a cada necessidade:

Gerador de energia a gasolina

Os geradores de energia a gasolina geralmente são de menor porte. Devido ao suas dimensões e peso, são compactos e portáteis, assim sendo indicados para diversas aplicações, em propriedades rurais, residências pontos comerciais, como lojas, restaurantes e lanchonetes, camping e construção civil.

Um modelo bastante eficiente de gerador a gasolina é o B4T-2500 S, da Branco Motores. Ele é indicado para pequenas e médias necessidades de energia, equipado com motor de 6,5cv e tem potência máxima de 2,2 kVA, contendo controle de tensão por AVR. Possui tanque de 15 litros, autonomia de 15 horas e é portátil, perfeito para diversas aplicações. Além disso, é manual, com partida fácil em até três puxadas, porém também possui modelo com opção de partida elétrica.

 

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Gerador de energia a diesel

Os geradores de energia movidos a diesel são mais robustos, com maior faixa de potência e possuem menor consumo de combustível. Eles são recomendados em casos de necessidade contínua de energia elétrica ou também em situações emergenciais que demandem mais potência. De forma geral, são indicados para pequenos comércios, postos de combustível, eventos esportivos, shows, telecomunicações, atividades agrícolas e em canteiros de obras.

O gerador BD-33000 E3 S, também da Branco Motores, é destinado para uso profissional em comércios, chácaras, salões de festa, restaurantes e em locais onde a energia não pode parar. O modelo entrega 35,75kVA em stand-by, com um motor de 2.543 cilindradas. Quando alinhado com um projeto adequado para uso, garante a energia necessária com qualidade e alta performance. Está disponível nas versões 127V/220V e 380V.

 

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Arquiteto Paulo Niemeyer assina lançamento de porcelanato “Canoas”

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Lançamento da Villagres traz o “terrazzo” com uma nova linha que integra a Coleção Niemeyer.

 

O luxo, o requinte e a versatilidade do porcelanato ganham propostas inovadoras e que atendem a variados projetos e ambientes. A linha Canoas presta uma homenagem à Casa das Canoas, projetada por Oscar Niemeyer, que interpreta o já consagrado terrazzo. Este porcelanato remete ao concreto, com pequenos fragmentos minerais integrados à gráfica, mas com uma proposta suave e harmônica.

A linha está disponível em duas texturas – natural e externo – o que possibilita versatilidade aos projetos e utilização em diferentes ambientes, além de oferecer a tecnologia SAP, que confere mais resistência contra riscos, além de deixar o produto granilhado e natural. A linha Canoas integra a Coleção Niemeyer da Villagres, assinada pelo arquiteto Paulo Niemeyer, que possui as linhas Capela, Cathedral, Ibirapuera, Memorial e Ravello.

“A Villagres apresenta para 2023 novidades que unem modernidade, sofisticação e elegância a diferentes projetos e ambientes variados. E, no caso da linha Canoas, é uma parceria de sucesso que a marca possui com o arquiteto Paulo Niemeyer, o que proporciona esse design diferenciado aos produtos” – Renato Salvatti, gerente comercial do Grupo Villagres.

 

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Porcelanato – linha Canoas assinada pelo arquiteto Paulo Niemeyer.

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagem: Divulgação Villagres

 

 

 

Iniciativa vai criar primeira casa de alvenaria sustentável do Brasil

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Projeto de retrofit contará com materiais recicláveis, madeira de reflorestamento, água de reúso e energia solar; imóvel servirá de modelo para profissionais e estudantes de arquitetura e engenharia civil.

 

Uma iniciativa da Paulo Cardoso Comunicações, em parceria com empresas de arquitetura, de produção de madeira tratada, painéis de madeira, energia solar, de sustentabilidade, decoração e construção civil, vai transformar um imóvel na Grande São Paulo na primeira casa de alvenaria sustentável do Brasil. A obra faz parte do projeto intitulado “My Wood Home” e irá utilizar madeira de reflorestamento, além de água de reúso, entre outras soluções verdes.

O projeto é da Scali Wood+Arch, que reformará uma casa localizada entre os municípios de Jundiaí e Franco da Rocha, na Grande São Paulo. O imóvel, que tem cerca de 400 m² de área construída, passará a ter 450 m². O projeto prevê seis suítes, um espaço em conceito aberto com cozinha, sala de jantar e sala de tv, um deck, área gourmet, solarium, um lago, um escritório, uma lavanderia e uma adega, distribuídos entre pisos inferior, térreo e superior.

“Vamos fazer um retrofit, que é a modernização dessa casa, da década de 90. O projeto prevê uma construção híbrida, mesclando estruturas de madeira com vedações diversas. Um dos nossos objetivos é mostrar o quanto a madeira é prática, barata, confortável e sustentável” – Silvia Scali, arquiteta responsável pelo projeto.

 

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Segundo levantamento do Green Building, entre 2019 e 2021, o número de projetos com esta preocupação ambiental cresceu 22% no Brasil. O instituto ainda aponta que o Brasil já é o quinto país do mundo com mais construções no padrão ESG (sigla, em inglês, para práticas ambientais, sociais e de governança).

O projeto começou a ser idealizado ainda em 2008 após uma viagem do proprietário do imóvel, o jornalista Paulo Cardoso, CEO da Paulo Cardoso Comunicações e idealizador do congresso e do workshop My Wood Home, para a Argentina, onde conheceu projetos sustentáveis com madeira. A previsão é concluir a reforma até o final de 2023.

A ideia é que tanto o projeto de modernização quanto o imóvel sirvam de modelo para a construção civil brasileira, para as empresas parceiras do projeto poderem usar o espaço como um showroom e, principalmente, para que sejam realizados workshops para estudantes de arquitetura e engenharia civil.

 

Tendência

“Atualmente, todas as empresas precisam adotar um olhar mais atento para as práticas de ESG. A construção civil brasileira é exemplo de segmento que caminha na direção de projetos mais sustentáveis. Temos certeza de que essa iniciativa ajudará o mercado a entender ainda mais a importância da madeira nos projetos”, afirma Silvio Lima, especialista em madeiras e gerente da unidade industrial da Montana Química, multinacional brasileira parceira do projeto.

A parceria incluirá ajudar no tratamento e preservação da madeira de eucalipto roliço das estruturas, dos decks, das portas, das janelas e dos pisos. Por fim, a empresa também oferecerá as texturas e soluções de seu catálogo.

 

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O imóvel, que tem cerca de 400 m² de área construída, passará a ter 450 m².