Ressignificando os espaços!

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O centro cultural GES 2, da Fundação V-A-C, pretende oferecer uma experiência sociocultural completa em torno das artes visuais, artes cênicas, música, ciência e sustentabilidade.

 

Ao pensar que tipo de edifício seria perfeito para criar um espaço cultural contemporâneo, uma usina elétrica vem à mente imediatamente! Foi o que o escritório italiano Renzo Piano Building Workshop encontrou em Moscou: uma magnífica e histórica central de energia construída entre 1904 e 1908. Assim, o projeto GES-2 transforma este edifício em um espaço que proporciona uma experiência harmoniosa das artes visuais às performativas, passando por um espaço livre destinado a pessoas.

Dentro do prédio de aproximadamente 20.000 m², os espaços e funções são organizados em quatro núcleos principais: O Cívico consiste em uma combinação de espaços públicos e está aberto para a praça externa que capta a vida das ruas para dentro do complexo. No centro, a “praça interna” atua como a entrada e o início da experiência V-A-C. Ligados a esta praça, encontram-se a Biblioteca e o espaço multimídia e, no lado oposto, encontra-se um espaço de instalações de arte e um restaurante. O espaço de boas-vindas está localizado no centro do edifício principal e é acessado pela “praça interna”. Este espaço contém várias atividades informais, como bilheteria, balcão de informações e lojas na parte térrea.

 

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O projeto é norteado por dois conceitos principais: o primeiro consiste na ideia de construir um espaço onde os visitantes se sintam guiados por sua própria intuição. Assim, ao entrar e chegar no espaço que recebe os visitantes, basta virar os olhos para a direita e para a esquerda, para cima e para baixo para perceber tudo o que o edifício oferece, para onde ir e como ir. Idealmente, eles não precisam de nenhuma orientação para visitar o centro. O segundo se refere à estratégia de circulação utilizada: a “teia de circulação”. Aqui, a ideia é criar uma teia fluida e visível, uma peça coesa concebida como uma espécie de escultura espacial, composta por escadas, elevadores, corredores, átrios e plataformas, conectando entre si todos os espaços e atividades, além de destacar as entradas de Bolotnaya nab e da ponte de pedestres.

Uma área de deck aberta para performances dá vista para a “floresta” e situa-se um auditório fechado com acesso independente. Esta área também inclui um café com lanchonete em um mezanino. O pólo de exposições recebe todas as exposições. É uma combinação de espaços de diferentes tamanhos e alturas que oferece uma variedade de condições espaciais para acolher qualquer tipo de obra de arte. O Pólo de Educação tem relação com esses espaços de exposições, pois a Escola de Arte é dedicada a criar uma nova geração de curadores, críticos e historiadores de arte; e, também situada nesse núcleo, a área Aprendizagem ao Longo da Vida tem salas de aula e oficinas voltadas para o público em geral. Sem mencionar as residências de artistas, com ateliers localizados na torre norte.

 

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O projeto de restauro substituiu as quatro chaminés de tijolo presentes no local por chaminés de aço. Graças a uma abordagem sustentável e consciente, essa troca transforma as antigas chaminés em quatro dispositivos sustentáveis que captam o ar mais limpo a uma altitude de 70 metros, ativa a ventilação natural e reduz o consumo de energia. A natureza também faz parte do projeto. De fato, uma “floresta” foi plantada dentro do museu. Assim, na parte oeste do local, um jardim de esculturas se transforma progressivamente em um local com centenas de árvores.

 

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Fonte: Renzo Piano Building Workshop

Imagens: Michel Denancé

 

A importância da tecnologia e sua evolução na Arquitetura, Engenharia e Construção

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Ferramentas digitais e softwares são imprescindíveis para planejamento e concepção de projetos na construção civil.

 

A tecnologia está presente em praticamente todos os segmentos de mercado atualmente e, sua transformação constante, coloca todos esses mercados em uma corrida frenética para acompanhá-la. Na Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC), por exemplo, a tecnologia se faz cada vez mais evidente, com ferramentas e softwares que auxiliam os profissionais da área em seu dia a dia de trabalho. Mas, qual é o impacto da tecnologia nessas verticais?

Atualmente, os setores de Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC) representam parte importante da economia brasileira, como aponta o relatório do IBGE de junho de 2021, no qual a indústria de Construção Civil, por exemplo, superou a alta do PIB nacional (1,2%) no 1º trimestre do ano anterior, e registrou 2,1% de aumento em relação ao 4º trimestre de 2020.

O uso de ferramentas digitais e softwares em programas de Arquitetura, Engenharia e Construção oferece inúmeros benefícios aos profissionais destes segmentos, uma vez que auxiliam desde o planejamento até a concepção de um projeto. A redução de custos é uma das vantagens, visto que o uso de tecnologias possibilita a previsão de riscos e erros, e previne, ainda, potenciais acidentes. Dessa forma, não há gastos desnecessários e as empresas podem acompanhar os custos em tempo real, garantindo maior controle de suas despesas.

Além disso, há uma otimização do tempo de trabalho e consequente aumento de produtividade nas companhias de AEC. A modernização no desenvolvimento de um projeto permite a entrega de uma quantidade mais consolidada, completa e consistente de dados aos clientes, os quais não são baseados em cálculos humanos, mas, sim, em ferramentas e softwares eficientes e precisos.

 

Compartilhamento de informações em tempo real

A tecnologia neste meio permite um processo de criação de modelos virtuais com informações técnicas de edificação, no qual diversos profissionais podem colaborar durante o planejamento, viabilidade, execução e operação de um projeto. Neste processo, todos os dados podem ser compartilhados em uma plataforma na nuvem, onde há a garantia de segurança das informações e ampliação na capacidade de armazenamento.

Além disso, graças às ferramentas de armazenamento e compartilhamento de dados, por exemplo, as empresas de AEC podem acessar diariamente seus relatórios, de forma segura e prática, a fim de sanar dúvidas, entender melhor a fase do projeto e qual é sua previsão de término. Por meio do monitoramento de atividades, é possível também mensurar resultados, compreender os pontos de melhoria e obter uma tomada de decisão mais embasada e precisa.

 

Importância da tecnologia para AEC x exigências do mercado

É uma tendência do mercado que todos os softwares, aplicações e tecnologias sejam atualizadas constantemente. Ou seja, uma companhia que não esteja disposta a acompanhar a modernização proposta pelo mercado, provavelmente não conseguirá mais trabalhar ou desenvolver um projeto de uma forma adequada após um tempo, uma vez que as próprias capacidades computacionais das máquinas são atualizadas regularmente e exigem ferramentas e softwares modernos.

No entanto ao optar pela implementação de novos softwares ou utilização de ferramentas digitais, é preciso contar com profissionais certificados na área. Durante todo o processo, é imprescindível ter o apoio de uma consultoria que entenda a importância da tecnologia para AEC e preste um serviço desde o momento da pré-venda, até o suporte após a finalização da implementação dos novos softwares. Desta forma, a empresa se sentirá mais segura e apta para competir com os níveis de exigências tecnológicas do mercado de Arquitetura, Engenharia e Construção.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Jussiane Félix – Solution Sale Specialist da SoftwareONE.

Imagem: Ilustrativa

Depois da chuva!

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Sistemas de captação e aproveitamento de águas pluviais é solução para preservar recursos hídricos e gerar economia.

 

2022 tem sido marcado por chuvas intensas em todo o Brasil. Segundo o portal Climatempo, o fenômeno La Niña é o principal responsável por esse feito. Apesar do verão ser uma estação marcada pelo alto volume de chuvas, o La Niña, combinado com outros fatores, faz com que o volume de precipitações esteja acima da média no país. Seria possível, então, aproveitar as águas pluviais para reduzir o consumo já elevado de água potável no mundo?

Considerando que as crises hídricas têm sido mais frequentes e intensas, as técnicas de uso de águas pluviais seriam uma opção para poupar os recursos naturais. “O aproveitamento da água da chuva colabora para reduzir a vulnerabilidade hídrica, conter enchentes e dar certo alívio aos reservatórios, além de reduzir a conta de água do consumidor”, explica Edson Grandisoli, pós-doutor pelo Programa Cidades Globais (IEA-USP) e coordenador pedagógico do Movimento Circular, iniciativa que promove a economia circular na América Latina. Alfredo Akira Ohnuma Jr., professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), enumera os principais benefícios do aproveitamento de águas pluviais:

  1. Redução do consumo de água potável;
  2. Eliminação de determinados poluentes na rede de drenagem quando instalados filtros de controle e tratamento do volume inicial da chuva; 
  3. Melhoria nas condições da descarga do volume de escoamento superficial, tendo em vista o aproveitamento da água de que seria escoada pelo telhado e distribuída na rede de água pluvial.

Desse modo, os benefícios seriam percebidos tanto no âmbito coletivo, reduzindo o impacto de alagamentos, por exemplo, quanto no individual. “A economia no uso da água da chuva varia em função da tecnologia utilizada, bem como da área de captação do telhado, das dimensões do reservatório, das condições de chuva no local do empreendimento e da demanda do usuário do sistema. No geral, pode-se ter uma economia entre 15 e 60% na conta de água”, afirma Alfredo Akira Ohnuma Jr.

O processo de aproveitamento da água da chuva, contudo, deve seguir critérios específicos, como as normas estabelecidas pela Lei nº 14.026/2020, que atualiza o marco legal do saneamento básico, e a Norma ABNT NBR 15527, que apresenta os procedimentos para a arquitetura implementar os sistemas de captação nas obras.

Segundo o professor Alfredo Akira Ohnuma Jr, o projeto do sistema deve considerar as condições de chuva no local, tanto no que se refere ao volume precipitado, quanto à qualidade da água. “Há diversos pluviômetros que podem auxiliar na coleta dessas informações. Desse modo, os estudos e projetos devem considerar, ao menos, a precipitação média mensal na região a partir de um histórico de 3 anos”, diz. Quando não houver esses dados, é necessário 1 ano de histórico de chuvas acumuladas mensalmente.

 

Usos possíveis

A água das chuvas, ao cair nas telhas e calhas e correr até as bocas de lobo, carregam diversas impurezas que as tornam impróprias para consumo. As chuvas entram na categoria de água cinza, assim como as águas utilizada em atividades domésticas (banhos, limpeza de carros, limpeza de piso, etc). Portanto, para que as chuvas sejam de fato aproveitadas, é fundamental que as águas recebam o devido tratamento, evitando contaminações e prejuízos à saúde humana.

No Brasil, as águas são divididas em três categorias:

  • Águas brancas: potáveis, próprias para consumo humano e irrigação de hortas;
  • Águas cinzas: foram utilizadas para lavar roupa, louças, automóveis, e outras atividades não industriais;
  • Águas negras: foram utilizadas em descargas e carregam dejetos.

 

Como fazer o aproveitamento

O uso de cisternas é a forma mais comum de se realizar a captação e o tratamento das águas de chuvas. As opções disponíveis no mercado são variadas, desde as menores, com capacidade mínima de 80 litros, a cisternas muito mais amplas de uso industrial. Podem ser feitas de plástico, fibra de vidro, ou construídas em alvenaria. A NBR 15527 exige que as águas sejam captadas na cobertura ou no telhado das edificações, de modo a evitar contaminações por resíduos comuns nos pisos, como produtos químicos.

 

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As cisternas devem contar com um sistema para descarte dos primeiros 2mm de chuva pois, especialmente em áreas urbanas, esse first flush vem contaminado com impurezas da atmosfera e sujeiras do telhado e das calhas, desde animais mortos a matéria orgânica. Só após esse descarte a água poderá ser tratada para aproveitamento.

Os sistemas podem ser instalados durante a obra das edificações ou depois que o projeto estiver pronto, nem sempre há necessidade de reformas dependendo das dimensões das cisternas. Porém, é fundamental que a água esteja protegida contra a incidência de raios solares, evitando a proliferação de algas, fungos, bactérias e outros organismos. Assim, é comum que as cisternas sejam enterradas, o que exige estudo para que o solo esteja adequado para essa função. Cisternas comuns realizam a filtragem e cloração da água, tornando-a apta para ser utilizada. É possível torná-la potável e própria para consumo, mas para isso é necessário um tratamento mais elaborado.

À exemplo, a Casa das Birutas, com 212 m2 de área construída, localizada em Piracaia, São Paulo, foi projetada para ser autossuficiente em energia, usar e tratar suas águas e prover alimentos, integrando sistemas inteligentes e sustentáveis. Como a residência está localizada em uma área distante do sistema de água e esgoto, a água potável é retirada de uma nascente e é utilizada apenas para fins “nobres”, como chuveiros, filtros e pias. Já as descargas dos vasos sanitários e a irrigação do jardim é feita com água captada da chuva. 

 

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Baixa adesão

Embora não haja dados concretos sobre o aproveitamento de água de chuva no Brasil, há consenso entre especialistas de que a prática não é bem difundida. O país conta desde 2003 com o Programa Nacional de Apoio à Captação de Água de Chuva e outras Tecnologias Sociais (Programa Cisternas), que visa promover o acesso à água para o consumo humano e para famílias rurais de baixa renda atingidas pela seca. Mas segundo levantamento do jornal Valor Econômico, em 2019 foi entregue o menor número de cisternas até então, 30,5 mil. Em 2020, o número caiu para 8,3 mil.

Em áreas urbanas, a adesão é baixa especialmente por questões econômicas. Para o engenheiro Eduardo Pacheco, diretor técnico do Portal Tratamento de Água, o custo é tão elevado que raramente compensa. Segundo o profissional, o aproveitamento de água de chuva exige uma série de cuidados, desde a limpeza das calhas e cisternas, à cloração e ao uso de bombas para retirar a água das cisternas. “Em residências, se não houver cuidado, é melhor não ter”, afirma, sugerindo que seria mais apropriado o reuso da água cinza descartada de atividades domésticas.

O arquiteto Omar Fernandes, diretor e fundador da Olaa Arquitetos, afirma que é necessário um cálculo preciso para avaliar se é recomendado ou não o aproveitamento de águas pluviais. “Eu tive a oportunidade de fazer uma cisterna para um cliente e decidi não fazer, pois o custo era muito elevado em relação ao benefício”, conta.

Ainda assim, Omar Fernandes acredita que a solução é uma opção válida para buscar economia e sustentabilidade. “O primeiro a se fazer é pensar que cisterna será usada no projeto, que estrutura vai ocupar”, diz. Em caso de ser enterrada, ela pode aproveitar a área da piscina, com solo devidamente preparado. Também é possível deixar a cisterna sobre a casa, fazendo o uso da gravidade que a água escoe pelos encanamentos, evitando assim gasto com bombas.

O arquiteto acrescenta que o projeto deve constar na documentação da obra que está sendo construída ou reformada, seguindo as devidas normas da construção civil. Como as leis que regem o tema são municipais, é importante que os responsáveis busquem os órgãos competentes.

 

Exemplo

O projeto arquitetônico do Sesc Guarulhos (SP), concebido pelo escritório Dal Pian Arquitetos, conta com um sistema de captação de águas pluviais desde sua concepção, e está operando desde maio de 2019. A água é coletada no teto da unidade, passa por um processo simples de filtragem e tratamento e é armazenada em cisternas no subsolo. A água tratada, então, é utilizada para as descargas dos sanitários e a rega dos jardins.

De acordo com Renata Crivoi, educadora ambiental do Sesc Guarulhos, não há dados que quantifiquem a economia que o sistema gera para a instituição. Ainda assim, em razão da preservação dos recursos hídricos que proporciona, a iniciativa é recomendável. “Digo mais, novos projetos arquitetônicos deveriam prever um sistema de captação e uso de água de chuva. Creio ser um dever não só técnico, como também ético dos profissionais da arquitetura, engenharia, e planejamento urbano. No Sesc Guarulhos, de tempos em tempos, oferecemos oficinas para ensinar a fazer uma mini cisterna de uso doméstico”, afirma.

 

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Com 34.200,00m² de área construída e localizado próximo ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, São Paulo, o Sesc Guarulhos foi concebido como um grande espaço democrático e convidativo, que procura favorecer e suscitar a convivência, o desenvolvimento e a interação entre pessoas. O projeto, repleto de soluções sustentáveis, enfatizar a condição do Sesc como comunicador social e polarizador cultural.

Para Luiz Augusto Antonin, proprietário da Casa da Cisterna, empresa especializada em tratamento de água de chuva, o maior problema tem sido a desinformação dos profissionais da arquitetura e da engenharia, mesmo quando os clientes finais têm interesse em cisternas. “O custo muitas vezes é irrisório. Nós temos cisterna de mil litros que custam R$ 2500, captando mais de 50 mil litros de água por ano. Uma barra de cano a mais já distribui água de chuva para onde o cliente quiser, mas são coisa que não se aprende na faculdade”, pontua.

Apesar das controvérsias, os sistemas de aproveitamento de água de chuva têm sido considerados técnicas de compensação dos efeitos da urbanização, como as frequentes inundações. É o que defende o professor Alfredo Akira Ohnuma Jr., que acredita que, quando aplicado em larga escala, a técnica pode melhorar os sistemas de saneamento como um todo. “Discordo que o aproveitamento de água de chuva não seja viável, uma vez que os benefícios a médio e longo prazo podem superar às expectativas econômicas, com recuperação do investimento em 2 anos, ou até menos”, pondera

 

 

Ação do Poder Público

O engenheiro Eduardo Pacheco menciona que, na França, o rio Sena é limpo porque a água da chuva é tratada, em vez de ser despejada nos rios carregando impurezas que poluem tanto quanto esgoto. De acordo com o especialista, seria apropriado que as águas pluviais fossem coletadas em larga escala para serem tratadas em um manancial produtor e assim distribuídas para a população. “É perfeitamente possível, mas o que impede é a questão financeira”, diz. Para o engenheiro, o alto custo impede iniciativas como essa no Brasil.

Outra forma do Poder Público contribuir para ampliar o aproveitamento de água de chuva seria por meio de programas como o IPTU Verde, que aplica diferentes níveis de descontos nos tributos para contribuintes que têm práticas sustentáveis em propriedades urbanas. É o que defende Thiago Rocha de Paula, gestor da Escola de Governo de Santo André (SP). “O programa premiaria, por exemplo, o condomínio que retém água de chuva para reuso. Premiar quem tem ações socioambientais é uma ideia para incentivar a prática”, afirma.

Há um consenso entre especialistas de que a maior dificuldade para que o aproveitamento de água de chuva se difunda é a falta de informação sobre o tema. “As pessoas precisam começar a pensar em sua moradia e local de trabalho seguindo uma lógica mais circular, como aproveitar e reaproveitar elementos do dia a dia que iriam para o lixo ou, no caso da água, para o esgoto”, diz o professor Edson Grandisoli.Deveríamos estimular ações de reaproveitamento em todos os setores, e no caso da água, garantir preços menores e financiamentos para quem deseja ter seu próprio sistema de captação”, finaliza.

 

 

 

 

Por: Victor Hugo Felix
Imagens:   Gera Brasil, Casa da Cisterna e Pedro Mascaro

 

Sob os pilares “Ressignificar, Comunicar, Inspirar e Revelar”, feira da ABIMAD chega à 33ª edição

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Com foco na geração de negócios no segmento de mobiliários e acessórios de alta decoração, evento acontece de 01 a 04 fevereiro, em São Paulo

 

O mundo está mudando num ritmo inédito. As indústrias estão tendo que se adaptar a uma nova realidade, que exige flexibilidade, resiliência e, acima de tudo, criatividade. A boa notícia é que, mesmo em tempos de crise, a indústria moveleira nacional conseguiu alcançar resultados positivos. É o que mostra o estudo Mapa do Mercado, elaborado pelo Instituto Impulso, com dados do IBGE. Até o final de 2021, a previsão do Mapa do Mercado é que as vendas de móveis alcancem R$ 65,2 bilhões, alta de 4,5%, em relação à 2019.

Diante essa perspectiva otimista e baseada nos pilares “Ressignificar, Comunicar, Inspirar e Revelar”, a Associação Brasileira das Indústrias de Móveis de Alta Decoração (ABIMAD) anuncia o lançamento da ABIMAD’33, considerada a principal feira de moveis e acessórios de alta decoração da América Latina e a única do setor focada em negócios.

O evento acontece entre os dias 01 e 04 de fevereiro, no São Paulo Expo, e marca o início do calendário brasileiro de feiras do segmento, reunindo os maiores nomes da indústria do mobiliário, acessórios e artigos de decoração para apresentar as novidades e as principais tendências para um público seleto de lojistas e compradores do Brasil e do exterior. Serão mais de 120 expositores, distribuídos em uma área de 50 mil m², com a expectativa de receber mais de 20 mil visitantes.

 

“Infelizmente, por conta das restrições impostas pela pandemia, não conseguimos realizar as três últimas edições da feira. Mas, estamos muito otimistas e confiantes de que, na ABIMAD’33, vamos promover o ambiente ideal para os nossos expositores e visitantes fomentarem negócios, tendo a alta decoração como produto principal. A ABIMAD é uma feira consolidada, com quase 20 anos de história, e em 2022 vamos retomar o evento com um foco ainda maior na geração de negócios e resultados para os nossos associados” –  Michel Otte, presidente da ABIMAD.

 

Outro atrativo da feira são as rodadas de negócios internacionais promovidas pelo projeto ABIMAD Export que servem de fomento e incentivo às exportações dos associados. As rodadas de negócios contarão com a participação de mais de 50 empresas importadoras de países como Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, Equador, EUA, Moçambique, Panamá, Paraguay, República Dominicana, Uruguay, Venezuela e Portugal.

 

Serviço:

ABIMAD’33

Data: de 01 a 04 de fevereiro de 2022

Horário: de terça a quinta-feira, das 10h às 19h; e sexta-feira das 10h às 17h. (Último dia: credenciamento até às 12h)

Local: São Paulo Expo

Endereço: Rod. dos Imigrantes, s/n – Vila Água Funda, São Paulo/SP

Informações e credenciamento: www.abimad.com.br

 

 

 

Gree Brasil: Conheça o G-Diamond!

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Gree Electric Appliances lança ar-condicionado com design sofisticado que promove conforto e bem-estar

 

A Gree Electric Appliances, maior fabricante de ar-condicionado do mundo, acaba de lançar o G-Diamond, aparelho desenvolvido com tecnologia avançada que traz um design exclusivo e moderno que proporciona saúde e bem-estar em todos os ambientes.

O novo produto chega para complementar o portfólio da Gree e também para proporcionar elegância e modernização para os ambientes. Seu visual refinado e inovador traz linhas em movimento e a cor pérola negra, que combinam e refinam a estética arquitetônica brasileira.  O visual inovador do painel e corpo do painel do G-Diamond trazem um misto de sensações que permeiam entre a elegância, o luxo e o conforto proporcionando um ambiente ainda mais sofisticado e acolhedor.

Reforçando o padrão de qualidade da marca, o novo aparelho da Gree possui sistemas que melhoram a qualidade do ar, proporcionando saúde, conforto e bem-estar. A filtragem Mult e o processo de ionização são tecnologias presentes no aparelho que ajudam no processo de purificação do ar, eliminando odores indesejados, bactérias, vírus, ácaros e outros micro-organismos em ambientes fechados como quartos, salas e escritórios.

O condicionador de ar possui cinco etapas de filtragem que inicia no filtro de tela de alta densidade e passa pelo filtro de chá verde que atua como antioxidante, o filtro íon de prata, que age diretamente na membrana da célula bacteriana, o filtro LTRO anti bactéria e o filtro de carvão ativado, que elimina odores

 

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Tecnologia Blackfin e Compressor com 10 anos de garantia

Além desses diferenciais, o G-Diamond é o primeiro ar condicionado do Brasil com tecnologia Blackfin, que oferece maior resistência à corrosão, maresia, alta temperatura, além de vida útil de até 15 anos para o componente. Essa proteção funciona como uma barreira, impedindo que substâncias químicas e agentes nocivos presentes no meio ambiente tenham contato direto com as aletas e tubulações, evitando que haja corrosão precoce das serpentinas.

Fabricado pela Gree, o novo aparelho também conta com um compressor com dez anos de garantia, proporcionando muito mais vantagem, segurança, desempenho e durabilidade para o consumidor.

 

“O G-Diamond chega ao mercado para oferecer uma nova proposta aos consumidores, unindo funcionalidade e estética. Além de conter sistemas de filtragem que deixam o ar mais puro e saudável, o aparelho traz um apelo estético moderno que o torna um grande aliado da arquitetura e decoração, um design exclusivo para uma vida mais saudável” – Nicolaus Cheng, Gerente Comercial da Gree Brasil.

 

Conheça os outros benefícios oferecidos do G-Diamond:

✓ Maior economia de energia com tecnologia Inverter

✓ Resfriamento mais rápido de até 45%

✓ Ampla Faixa de Operação

✓ Alta Eficiência Energética – Classe A

✓ Motor Potente

✓ Baixo Nível de Ruído

✓ Elimina até 99,99% de vírus e bactérias

✓ Fácil Instalação e Manutenção

 

 

 

Para reconectar

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Projeto visa o uso consciente de materiais, propondo uma atmosfera rústica e integrada à natureza ao seu redor.

 

A Villa Sapê, pousada de 700 m2 localizada próximo à Praia da Lagoinha, litoral norte de São Paulo, foi idealizada para favorecer a integração entre as áreas externa e interna, buscando-se valorizar a experiência humana ao ar livre, em meio à natureza. Conforme o arquiteto Cezar Scarpato, o projeto prioriza soluções e técnicas comprometidas com o conceito Sustentabilidade, com baixo impacto ambiental. Resultado: uma pousada com características rústicas, aconchegante, cheia de brasilidades.

A área de lazer é, claro, um de seus melhores atrativos. Visando o uso racional da madeira (certificada ou decorrente de reaproveitamento), os perfis tiveram suas dimensões estruturais mínimas e foram posicionados para, além do efeito estético, promover a menor periodicidade possível de manutenção. No quesito eficiência energética, utilizou-se um sistema para captação da água de chuva, com seu armazenamento para uso em jardins e vasos sanitários.

 

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“Todo o projeto prioriza soluções técnicas sustentáveis e de baixo impacto ambiental, que resultaram em uma pousada rústica e aconchegante. Para homenagear nossa cultura e toda a riqueza de nossa terra, destacamos os materiais naturais, que aparecem tanto nos mobiliários como nos elementos decorativos. A paleta de cores claras faz o espaço bem iluminado e refrescante” – Cezar Scarpato

O uso consciente de materiais construtivos também foi proeminente, operando condutas sustentáveis: vários materiais aparentes e brutos, como o concreto sem reboco, por exemplo; parte das paredes de blocos cerâmicos rebocados apenas por fora (para proteção a intempéries), piso de cimento queimado, revestimentos de parede somente em áreas úmidas. Aliás, cem por cento dos materiais utilizados na obra foram adquiridos na própria região e a mão-de-obra local.

Por ser uma região com forte incidência solar e de ventos marítimos, o projeto buscou aproveitar ao máximo a luz natural e ventilação cruzada, promovendo, assim, expressivo conforto térmico. Em seu processo construtivo, a obra contou com baixa geração de resíduos e boa parte do design de interiores, artesanal, foi confeccionado com madeiras reminiscentes da obra e de demolição.

A pousada foi projetada como um recanto para relaxar e se reconectar com a natureza, com implantação de áreas de lazer com proveito visual da diversidade natural do local. De acordo com o arquiteto, o aproveitamento inteligente de elementos já existentes no entorno foi uma estratégia que reduziu o uso e descarte de materiais. 

Visando o uso consciente da madeira, os perfis tiveram as mínimas dimensões estruturais necessárias e foram posicionados para o maior efeito estético e menor periodicidade de manutenção.

 

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São três pequenas edificações que se distribuem pelo terreno, com temáticas que exploram elementos históricos e geográficos da região. A pousada tornou-se um exemplo de arquitetura tipicamente brasileira que alia o design contemporâneo à sustentabilidade, com técnicas de eficiência energética, aproveitamento de materiais e reuso de água da chuva.

Estrutura em concreto aparente, fechamento em blocos cerâmicos, cobertura de madeira e telhas cerâmicas, decoração artesanal com fibras naturais: sistema construtivo tradicional aliado a técnicas que promovem a  Sustentabilidade, destacando-se mínima geração de resíduos e eficiência energética e hídrica (com reaproveitamento de água de chuva, metais sanitários de baixa vazão, iluminação de baixo consumo e energia solar). No paisagismo, noventa por cento das espécies são nativas, sem necessidade de irrigação automatizada. Um dos destaques é a piscina com borda infinita que se alinha ao mar.

 

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São quatorze suítes com design contemporâneo, que une o rústico ao luxo, propiciando aconchego aos interiores. Os quartos priorizam materiais naturais e contam com pouco mobiliário, buscando-se acolhedora simplicidade. Não há excesso, valorizou-se a essência. 

O projeto foi pensado para que aproveitasse o máximo de luz natural e houvesse fácil circulação do ar graças à ventilação cruzada. Procurou-se deixar os materiais aparentes e brutos, sugerindo uma simplicidade acolhedora.

 

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Por Redação
Imagens:  Bicubico

LEGADO VERDE – um portal dedicado ao paisagismo!

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Conheça o primeiro portal dedicado à flora nativa brasileira para profissionais do paisagismo

 

Com a carência em encontrar espécies nativas brasileiras no mercado, o paisagista e artista plástico Roberto Carneiro criou o portal Legado Verde, que tem como objetivo incentivar a produção e a utilização de plantas nativas no paisagismo, bem como difundir a conscientização de exploração sustentável e a preservação dos ricos biomas brasileiros.

Nos anos 1930, o paisagista e artista plástico Roberto Burle Marx revolucionou a estética paisagística com o uso de plantas brasileiras em seus projetos. De lá pra cá, pouca coisa mudou com relação às plantas. Segundo dados do programa Reflora/Flora do Brasil 2020, são reconhecidas quase 50 mil espécies na flora brasileira, das quais 35,5 mil podem ser usadas no paisagismo. No atual cenário, conforme amostragem do botânico e paisagista Ricardo Cardim, estima-se que mais de 90% das plantas comercializadas no paisagismo brasileiro são exóticas, ou seja, de origem estrangeira.

 

Me impressiono com a enorme quantidade de árvores, palmeiras, arbustos e forrações exóticas plantadas em todos os lugares. É preciso virar a chave e começarmos a tratar a nossa biodiversidade com mais consideração e respeito” – Roberto Carneiro.

 

O portal é ilustrado com informações sobre a flora brasileira, fotos de exemplares nativos do Brasil, projetos de paisagismo, além de um blog, que traz temas relevantes abordados pelo Legado Verde e por seus colaboradores. Conta também com um diferencial importante na área para assinantes: ferramentas exclusivas para facilitar a vida de profissionais do setor na busca por produtores/viveiristas e fornecedores de produtos/serviços voltados ao paisagismo.

Em Projetos, aberto a não-assinantes, encontram-se sugestões de utilização da vegetação nativa em áreas diversas. No blog, também aberto a todos os usuários, há conteúdos de interesse geral, como Astrologia no Paisagismo e Frutos Nativos do Bioma Brasileiro. “”É fundamental informar, divulgar, difundir este conhecimento para o maior número de pessoas. Os usuários, clientes e profissionais precisam ter acesso a essas possibilidades. Somente assim será possível ocorrer mudanças na cultura do paisagismo“, diz Roberto.

 

A área do assinante é voltada aos paisagistas, produtores e fornecedores que terão acesso a conteúdos exclusivos. A assinatura anual custa R$ 90,00 (para paisagistas) e R$ 120,00 (para produtores e fornecedores).  Colaboradores convidados e estudantes de paisagismo terão acesso grátis, desde que o cadastro seja aprovado. Ao assinar o portal Legado Verde, os usuários contribuem para o plantio de uma muda de árvore nativa em área de restauração florestal e vão receber um certificado de participação no projeto. Trata-se de uma parceria com a Moetá – Consultoria em Cultura Ecológica.

 

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Veja como funciona a rede de conexão do Legado Verde

Na área do assinante, paisagistas encontram produtores da espécie nativa que necessita para o seu projeto através de um campo de busca. Basta informar o nome científico ou popular da planta. Já em fornecedores, encontram produtos e serviços, distribuídos em mais de trinta categorias, que vão de implantação a manejo, de revestimentos a iluminação, além dos mais variados insumos.

Os produtores/viveiristas terão acesso a um banco de dados, com mais de 1.000 espécies nativas cadastradas para criar uma lista das plantas que comercializa. É através desta lista que os paisagistas terão acesso aos seus dados de contato. Eles também têm acesso à página de fornecedores, onde poderão encontrar produtos/serviços para expandir o seu negócio.

Para fornecedores, o portal disponibiliza mais de trinta categorias para cadastrarem seus produtos/serviços e divulgarem o seu negócio. O Legado Verde estará com a área do assinante aberta, até 20 de fevereiro, para que paisagistas, produtores e fornecedores experimentem as ferramentas do portal.

Portal https://legadoverde.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagens: Divulgação Legado Verde

ABUP DECOR SHOW 2022

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ABUP abre o calendário de 2022 com a ABUP DECOR SHOW, estimulando o retorno das feiras presenciais de negócios em 2022.

 

ABUP – Associação Brasileira de Empresas de Utilidades e Presentes inicia seu ciclo de eventos de 2022 com a realização da ABUP DECOR SHOW, em fevereiro no PRO MAGNO Centro de Eventos. Responsável pela realização de uma das mais importante feira da América Latina, a Home & Gift & Têxtil que também ocorre agora em fevereiro, promove os lançamentos dos principais players da indústria e de importados, o melhor do design independente brasileiro e apresenta um panorama completo das tendências para o mercado de Decoração, Utilidades Domésticas, Mesa Posta e Têxteis Decorativos.  Investindo fortemente em produtos que devolvam ao consumidor o conforto e a segurança que transformam suas casas em locais de acolhimento e proteção, os expositores desta edição abastecem os lojistas para os próximos meses, se adequando aos novos hábitos e rotinas de uma casa.

O evento traz mais uma edição do PROJETO CÉLULA, um espaço especial para dar visibilidade aos designers com produção independente e em escala reduzida; e integra também o Núcleo D.A. – Design Autoral, estimulando  a diversidade criativa do design brasileiro com artistas que produzem peças exclusivas e design original.

 

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Peças de Regina Misk, designer autoral especializada em tramas e técnicas téxteis.

 

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Peças de Regina Misk, designer autoral especializada em tramas e técnicas téxteis.

 

 

Serviço:

Datas e horários: 05 a 07 de fevereiro, das 10h às 19h; 08 de fevereiro, das 10h às 17h.

O credenciamento inicia-se às 9h e encerra-se uma hora antes do término do evento.

Local: PRO MAGNO CENTRO DE EVENTOS – Av. Profa. Ida Kolb, 513 – Jardim das Laranjeiras, São Paulo – SP

Como chegar: www.abup.com.br/decor-show/facilidades/como-chegar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: ABUP

Imagens – Divulgação