Debates para a construção de uma agenda focando em cidades justas, democráticas e sustentáveis é objetivo do evento em sua 3° edição
O III Fórum Nacional BrCidades, promovido pela rede BrCidades, acontece entre os dias 10 a 19 de setembro em formato virtual, com a missão de rediscutir a agenda urbana nacional frente aos desafios dados pela crise sanitária e urbana e participar da necessária construção social de um projeto para as cidades do Brasil. O encontro reunirá integrantes dos Núcleos de 17 estados do país, estudiosos, acadêmicos, profissionais ligados aos temas e lideranças dos movimentos de igualdade de gênero e racial.
A abertura do evento fica a cargo do especial quadro “Meia Hora”, a realizar-se na próxima terça-feira, 7 de setembro, a partir das 20h, com a participação da presidente da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), Eleonora Mascia.
O III Fórum Nacional, que conta com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo e do Fórum Nacional de Reforma Urbana, incluirá atividades abertas ao público, com mesas, oficinas e palestras, visando mobilizar grupos, organizações e forças sociais. Todas as transmissões acontecem via canal oficial da BRCidades no YouTube.
A diversidade da rede urbana brasileira, com mais de 85% da população morando nas cidades e grande parcela da força de trabalho vivendo em condições precárias, ambientes degradados, situações de risco, sem infraestrutura ou serviços urbanos, em moradias congestionadas e insalubres, tem exigido cuidados de forma a assegurar as particularidades das lutas locais/territoriais e identificar as questões comuns a todas as cidades do Brasil.
A conjuntura de crise nacional e internacional levou à discussão, durante encontro da Frente Brasil Popular em 2017, sobre a necessidade de um movimento para repensar o país e ao convite às Professoras Ermínia Maricato e Karina Leitão, da FAU USP, para tratar do tema da Agenda Urbana. Esse foi o primeiro passo para o surgimento da Rede BrCidades – Um Projeto para as Cidades do Brasil. Em 2018 e 2019, o BrCidades realizou as duas primeiras edições do Fórum Nacional. Em 2020, junto aos Núcleos e aos parceiros, participou da criação das redes “Articulação por Direitos na Pandemia” e a “Campanha Despejo Zero”, além de contribuir na preparação de pautas urbanas de candidatos a vereadores e prefeitos.
Pelas ações desenvolvidas, o BrCidades recebeu o prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) em 2018, na categoria Urbanidades. A coordenadora nacional ganhou o Prêmio FPAA 2020 Medalha de Ouro.
Relatório da ONU sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos aponta que recuperação só será possível com união de setores
Qual é o valor da água? Para além dos custos financeiros mensais, discriminados em faturas, você consegue compreender o real valor que este recurso tem?
No mundo, estima-se que 2,2 bilhões de pessoas (29% da população mundial) vivam sem acesso à água potável, e 4,2 bilhões de pessoas (55% da população mundial) não têm acesso a serviços de saneamento. Inclusive, já conversamos anteriormente sobre os riscos que a falta de saneamento e de água tratada podem causar.
As agências da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e para Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Rede Brasil do Pacto Global divulgaram recentemente o Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos 2021 (World Water Development Report – WWDR). Considerado o principal relatório sobre a água no mundo, a edição de 2021 trouxe o tema “O Valor da Água”, com informações importantes sobre o uso da água e indicações que podem auxiliar na implementação de uma gestão hídrica sustentável e eficiente.
Seguindo os 5 princípios de valorização da água, estabelecidos pela ONU e pelo Banco Mundial no Painel de Alto Nível sobre a Água, em 2019, o relatório “O Valor da Água” propõe mudanças na forma como a água é avaliada segundo diferentes vertentes – política, social e econômica – demonstrando que a valorização irá depender de circunstâncias variadas.
Os 5 princípios da valorização da água
Mas, antes de falarmos sobre as diferentes avaliações, vamos conhecer quais são os 5 princípios de valorização da água, segundo a ONU:
Reconhecer e adotar os múltiplos valores da água para diferentes grupos e interesses em todas as decisões que afetam o recurso;
Reconciliar valores e construir confiança – conduzir todos os processos para reconciliar valores de forma equitativa, transparente e inclusiva;
Proteger as fontes, incluindo bacias hidrográficas, rios, aquíferos, ecossistemas associados e fluxos de água usados para as gerações atuais e futuras;
Educar para empoderar – promover educação e conscientização, entre todas as partes interessadas, sobre o valor intrínseco da água e seu papel essencial em todos os aspectos da vida;
Investir e inovar – assegurar o investimento adequado em instituições, infraestrutura, informação e inovação para realizar os muitos benefícios derivados da água e reduzir os riscos.
É importante notarmos que quando falamos sobre a valorização da água, não estamos tratando apenas do aspecto econômico, mas de todos os outros que estão relacionados aos usos da água em sociedade, como os aspectos ecológicos e ambientais, culturais e sociais. A principal proposta do relatório, já que considerar todas essas características, pensando na gestão hídrica integrada, é a solução para evitar a escassez de água, uma das questões que já causam preocupação e, provavelmente, um dos maiores riscos para o futuro do planeta.
Dados alarmantes e importantes para o planejamento hídrico
O relatório “O Valor da Água” traz dados atualizados e alarmantes sobre o consumo da água no mundo, principalmente os relacionados aos países em desenvolvimento, que precisam de maior atenção na construção de políticas públicas e infraestrutura para a gestão hídrica. Além de demonstrar as perspectivas, os desafios e oportunidades, evidenciando a necessidade de uma melhor gestão hídrica para que se possam cumprir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 das Nações Unidas, o relatório aponta a diferença entre o “valor” e a “valoração” da água. Assim, temos a perspectiva de valor e de valoração da água em relação ao meio ambiente, ao valor da infraestrutura hídrica, em relação aos serviços de abastecimento de água, saneamento e higiene, em relação ao uso na alimentação e agricultura, nos setores de energia, indústria e comércio e, finalmente, aos valores culturais da água.
As perspectivas regionais também são analisadas, com dados relacionados à África Subsaariana, à Região Pan-Europeia, à América Latina e Caribe, à Ásia e Pacífico e aos Estados Árabes.
Entre os dados mais alarmantes estão o aumento do consumo de água doce no último século, 6 vezes maior do que o anterior, e a perspectiva de avanço a uma taxa de 1% ao ano, impulsionado pelo crescimento populacional, pelo desenvolvimento econômico e pelas alterações nos padrões de consumo.
O relatório também ressalta a escassez econômica da água, sofrida por diversas regiões nas quais há recursos hídricos, porém não há infraestrutura para acesso a eles. Ainda segundo o relatório, a previsão de crescimento no consumo mundial de água é de 25% até 2030. Conhecer esses dados é de extrema importância para que possa haver planejamento estratégico, criação de medidas e políticas públicas integradas de gestão dos recursos hídricos. Mas, de acordo com o relatório, a iniciativa não pode ser unilateral.
Apesar da perspectiva desanimadora em relação ao futuro dos recursos hídricos, o relatório da ONU aponta uma solução: o desenvolvimento de políticas hídricas integradas, que considerem os diferentes valores relacionados ao uso da água, e envolvam a participação de diversos grupos nas tomadas de decisões.
Para isso, é importante a adoção da abordagem hidrossocial, utilizada pela Synergia para tratar o tema. Ou seja, deve-se engajar, comprometer e garantir responsabilidade entre todos os atores envolvidos, usuários e gestores, transformando conflitos de uso em acordos, incorporando tecnologias que ofereçam transparência e credibilidade aos dados, que indiquem soluções reparadoras e acessíveis.
ACCIONA retoma a construção da Linha 6-Laranja com a utilização da metodologia BIM
Em outubro de 2020 a ACCIONA retomou a construção da Linha 6-Laranja do metrô de São Paulo, que é o maior projeto de infraestrutura público-privado (PPP) em desenvolvimento na América Latina e o maior em infraestrutura da história da companhia. Com evidentes benefícios para a população, a Linha 6 fará ligação entre as estações São Joaquim e Brasilândia, em um trecho de 15 km com 15 estações distribuídas ao longo da sua extensão. Conectando o centro da capital com o seu extremo noroeste e cruzando diversos bairros onde estão localizadas as principais universidades da cidade.
A obra foi retomada com melhorias além da implementação de novos e mais eficientes métodos de trabalho que também auxiliam na otimização de processos. Uma destas melhorias é a utilização da metodologia BIM (Building Information Modeling).
A ACCIONA já possui um grande compromisso com essa metodologia há alguns anos e está implementando o BIM com grande sucesso em vários de seus projetos em todo o mundo, tanto em edifícios quanto em infraestruturas. A empresa já tem casos de sucesso semelhantes, como o Bonde de Sydney e a extensão da Linha Vermelha do metrô de Dubai.
A metodologia BIM é baseada em um modelo digital do empreendimento em 3D, que é elaborado ainda na fase de projeto e desenvolvido ao longo da construção. Através desse modelo, é possível fazer a integração de todos os participantes: projetistas, subcontratados, fabricantes, entre outros. Todos fazendo um trabalho colaborativo na atualização do modelo em tempo real. E isso permite o acesso total das informações, que são geradas a qualquer momento e local. Além disso, com o uso do BIM é possível minimizar o uso do papel – outro ponto importante nas políticas de sustentabilidade da empresa.
O modelo BIM permite que o projeto seja visualizado e planejado com maior precisão desde a sua pré-construção. Alguns dos benefícios são: a detecção precoce de conflitos, erros e contratempos (internos ou externos) – o que elimina possíveis “perdas de tempo” com refações e ainda minimiza ou elimina possíveis mudanças com alto custo nas etapas de trabalho.
No caso da Linha 6-Laranja, a implementação desta metodologia ao longo da construção, desde as primeiras fases do projeto, permitirá que os modelos contenham os dados necessários para todas as demais etapas de construção. Alcançando, assim, uma única fonte de dados e informações geométricas que serão atualizadas ao longo de todo o processo. Com essas informações é possível perceber que o modelo BIM não é apenas um modelo geométrico em 3D. Ele também contém uma grande quantidade de informações que dão suporte em todas as fases do projeto, bem como na melhor tomada de decisão possível.
Além disso, ele também ajuda a criar um “inventário completo da construção” o que gera um grande banco de informações que constituirá um registro digital de toda a obra, podendo ser usado como modelo para demais obras no futuro.
Por Pedro Rey Antón, Especialista em BIM na ACCIONA; Alessandra Barbetta e Bruna Vieira, Projetistas BIM na ACCIONA.
Imagens: Divulgação ACCIONA
Startup fornece todas as variáveis da incorporação de um terreno em tempo real
Estudos de viabilidade construtiva e financeira de terrenos, que consistiam numa das etapas mais morosas da incorporação imobiliária, passam, agora, a serem fornecidos em tempo real. O Place, startup do grupo de desenvolvimento imobiliário OSPA, utiliza algoritmos para cruzar dados urbanísticos com valores praticados pelo mercado na região.
A ferramenta informa ao usuário, a partir do fornecimento do endereço ou de um clique em seus mapas, área total de terrenos, zona, coeficiente de aproveitamento, projeções sobre área privativa, valor do metro quadrado do projeto a ser construído, VGV, e todos os custos, da oferta aos proprietários (à vista ou permuta) aos do projeto em si (obras, outorgas, projeto, aprovação, marketing, impostos, comissões etc.) e retorno sobre o investimento, lucro líquido e margem líquida sobre custos totais.
Em funcionamento em São Paulo desde junho, a ferramenta acaba de ser lançada em Porto Alegre e, ainda neste ano, estará operacional em Miami, onde projetos arquitetônicos realizados por outras empresas da OSPA proporcionaram o conhecimento de mercado e da legislação local necessário para o funcionamento da plataforma.
“A maneira como o sistema foi desenvolvido permite que ele seja facilmente adaptado para que funcione em qualquer município. Por exemplo, a alteração de alturas máximas e percentuais de recuos de cada zona estabelecidos pelos planos diretores demanda poucas horas de trabalho.Em breve, o Place funcionará em outras cidades. A meta é que opere em todas do país, o que daráa incorporadores de diferentes regiões a segurança necessária para empreender em simultaneamente em várias praças” – Flávia Tissot, COO da startup
Voltado a incorporadores, fundos de investimento imobiliário, arquitetos e imobiliárias, o Place também atende às necessidades de proprietários, que, sem acesso ao potencial construtivo e financeiro de seus terrenos, nunca sabem quanto valem, de fato,seus bens. “Algumas funcionalidades, como o potencial construtivo e financeiro, valor de um lote à vista ou para permuta, permanecerão gratuitas. Isso facilita as negociações ao dar segurança para quem oferta um lote e ao incorporador, que, por sua vez, saberá quanto pode pagar sem comprometer o retorno pretendido”, diz Flávia.
Desenvolvida pela equipe de TI da OSPA, a ferramentase vale algoritmos para obter e cruzar informações de diversas fontes, desde valores de metro quadrado de lançamentos – atualizados continuamente – a dados relativos à legislação urbanística, estes bastante dispersos.
“Sites de prefeiturasmostram, por exemplo, que o terreno está em determinada zona. Identificada essa informação, é necessário entrar em outro endereço para saber qual o coeficiente. Já a altura máxima está em outra tabela. São diversas páginas com interfaces pouco amigáveis que fornecem dados em diferentes formatos. No Place, essas e as demais variáveis que compõem a planilha de incorporação são fornecidas em tempo real, em uma tela interativa que dispõe de mapa 3D, onde se visualiza o que ocupa o lote e o seu entorno” – Flávia Tissot, COO da startup.
A partir de outubro, o Place disponibilizará outras funcionalidades que comporão pacotes pagos. Os estudos incorporarão também o envelope legal e será possível acionar filtros para a seleção de terrenos com características específicas, a fim de que o incorporador possa visualizar apenas os que dispõem das que atendem às necessidades de seus projetos, como áreas com determinadas dimensões, bairros, zonas, altura máxima, valores de metro quadrado, dentre outros.
“Paraum incorporador focado em alto padrão, por exemplo, poderá escolher filtrar apenas os lotes do Itaim, que possuam até mil metros quadrados de área, localizados na Zona ZEU e que tenham um valor de venda de metro quadro superior a R$ 20 mil. Já para empresas de pequeno porte, o interesse poderá serpor terrenos com até 500 metros quadrados em bairros mais afastados. Enfim, será possível visualizar apenas terrenos que se enquadram ao projeto que se pretende realizar”, conclui.
Com custo 50% mais baixo do que o investimento nas tradicionais represas, solução verde propõe a recuperação da paisagem, melhor absorção da água da chuva pelo solo e maior disponibilidade de água para a população
O período de estiagem na maior parte do País compromete os reservatórios de água que abastecem as principais hidrelétricas. Com menos água, a produção de energia se torna mais cara e o risco de apagões e desabastecimento volta a assombrar a população. Pesquisas indicam que a escassez de chuva para a geração de energia é a maior dos últimos 91 anos. Produzir água por meio de recuperação físico-hídrica das bacias hidrográficas, de forma sustentável e com investimentos mais baratos do que os empregados atualmente é a solução proposta pelo doutor e consultor Rinaldo de Oliveira Calheiros, responsável pela coordenação da equipe de sustentabilidade Hídrica da Synergia Socioambiental.
O método desenvolvido e empregado por Calheiros resulta em Aumento da Disponibilidade Hídrica para Empreendimentos, Municípios e Regiões, título de seu projeto, e se tornou uma solução ambiental da Synergia para setores público e privado. Desenvolvida e aprimorada ao longo dos últimos anos, a metodologia se baseia na aplicação da chamada infraestrutura verde (soluções baseadas na natureza) que é mais sustentável e economicamente mais atraente do que os métodos tradicionais, conhecidos como infraestrutura cinza (baseado em obras de engenharia civil), podendo ser aplicada em qualquer bacia hidrográfica do País.
“A escassez hídrica é cada vez mais iminente e parece ser inexorável. Fica cada vez mais claro que a única alternativa efetiva de evitar isso, ou pelo menos minimizar seus efeitos, é a aplicação de soluções baseadas na natureza. E isso não se trata de transformar tudo em grandes florestas, mas de adaptar nosso sistema de ocupação das áreas e nossos sistemas produtivos em atividades que respeitem os processos hidrológicos naturais, minimizando os impactos, racionalizando o uso e aumentando a produção de água” – Rinaldo de Oliveira Calheiros, responsável pela coordenação da equipe de sustentabilidade Hídrica da Synergia Socioambiental.
Essa solução atende tanto governos e entidades públicas que queiram aumentar a capacidade de produção e disponibilidade de água das bacias hidrográficas de suas regiões, quanto empreendimentos imobiliários, indústrias, mineradoras e o agronegócio, setores tradicionalmente dependentes de grande quantidade de água.
Como funciona
O método para produção de água por meio de recuperação físico-hídrica das bacias tem como ponto chave o aumento da capacidade de retenção de água da chuva pelo solo. Com o passar dos anos, a ação do homem sobre a natureza vem causando impermeabilização do solo. Com suas ações sistemáticas, o método prevê a recuperação desse solo, para que ele retome sua capacidade de absorção, infiltração e percolação da água da chuva, aumentando assim as reservas hídricas subterrâneas. A solução parece lógica, no entanto é o planejamento dessa recarga em etapas sucessivas e específicas atuando em cada plano da paisagem que torna o método diferenciado e eficiente.
“Existe um conceito generalizado de que as ações de conservação de infraestruturas verdes só renderão resultados para as gerações futuras. Nesta alternativa isto não é verdadeiro, porque vamos além da recuperação da mata ciliar onde, de fato, o processo é demorado, afinal uma árvore demora alguns anos para crescer e exercer a proteção por inteiro que deveria dentro do processo hidrológico. O diferencial do modelo é que ele não está baseado apenas no reflorestamento, e sim na paisagem como um todo, começando pela mata de topo de morro onde é possível evitar o começo da erosão do solo e, principalmente, incluindo a área de meia encosta, com práticas como o terraceamento, a adequação da porosidade dos solos, a proteção das estradas rurais, entre outras ações, que fazem com que a retenção da água da chuva aconteça” – Rinaldo de Oliveira Calheiros, responsável pela coordenação da equipe de sustentabilidade Hídrica da Synergia Socioambiental.
Calheiros explica que com a produção de água desta forma é possível recuperar rios e córregos que secaram, pois “ao aumentar a retenção de água pela infiltração no solo, a água que escorreria superficialmente e seria perdida em poucas horas ao abandonar a bacia hidrográfica na parte mais baixa do terreno através dos córregos é preservada abastecendo os lençóis subterrâneos, que por sua vez, irão abastecer as nascentes e os córregos através do fluxo de base. É essa água, que vem do fluxo de base, que diferencia os rios e córregos permanentes daqueles sazonais como os do Nordeste, por exemplo”, explica. A solução é uma alternativa ágil, verde, ética e mais econômica para o aumento da capacidade hídrica. Em até um ano após o início do processo de recuperação da área já é possível notar um aumento significativo na vazão das nascentes, córregos e rio daquele sistema hídrico, afirma o professor.
No mundo, estima-se que 2,2 bilhões de pessoas (29% da população mundial) vivam sem acesso à água potável, e 4,2 bilhões de pessoas (55% da população mundial) não têm acesso a serviços de saneamento. Inclusive, já conversamos anteriormente sobre os riscos que a falta de saneamento e de água tratada podem causar.
A nova Lei municipal que prevê a obrigatoriedade da instalação de carregadores de veículos elétricos e híbridos em edifícios residenciais e comerciais da capital paulista já está impactando os negócios das empresas do segmento
Lei municipal prevê a obrigatoriedade da instalação de carregadores de veículos elétricos e híbridos em edifícios residenciais e comerciais da capital paulista desde 31 de março. Apesar de garantir um crescimento dessa estrutura de recarga na cidade, a nova legislação paulistana ainda causa dúvidas no mercado.
A Zletric, empresa com sede em Porto Alegre (RS) que já possui cerca de 100 pontos de carregamento espalhados pelos estados do RS, SC, SP e RJ e se prepara para começar a atuar no PR, sugere uma estratégia para atender essa demanda: a forma mais segura e economicamente viável para as construtoras lidarem com a lei é entregarem os novos edifícios ou condomínios de São Paulo com todas as suas vagas previamente preparadas para receberem um aparelho de recarga no futuro, segundo Pedro Schaan, CEO da Zletric. “Essa lei não específica quantos carregadores devem ser instalados em cada prédio. E se, por exemplo, for um para cada vaga de automóvel elétrico, como será feito com os condomínios que fazem um rodízio entre as vagas?”, comenta Schaan.
A empresa oferece serviço de consultoria às construtoras para essa preparação, orientando sobre todos os procedimentos necessários para cada vaga receber o seu carregador individual e poderá alugar um carregador nacional, feito no RS, com assinatura mensal a partir de R$ 169,00. O cliente acionará o seu carregador por meio de um aplicativo no celular e pagará individualmente pelo consumo de energia.
Carregadores da Zletric
Carregadores da Zletric
A Electric Mobility Brasil, que também opera neste mercado desde 2016 e já comercializou 1.600 pontos de recarga no País, aposta na venda dos seus carregadores portugueses da marca Efacec Electric Mobility. De acordo com Eduardo Sousa, CEO da empresa, as consultas das construtoras cresceram muito desde o início do ano. “Existem empreendimentos premium que decidiram que todas as suas vagas de veículos serão equipadas com um carregador. É uma estratégia de marketing dessas construtoras. A lei deixa algumas dúvidas, mas eu entendo que pelo menos um ponto de recarga seja obrigatório o prédio oferecer”, diz Souza.
O preço varia de acordo com a potência do aparelho e também em função de recursos “inteligentes”. Por exemplo: o mesmo carregador pode atender vários moradores, cada um deles utilizando um cartão de acesso personalizado, que permite a cobrança individualizada do consumo.
Carregador Aeroporto Campinas Easy Resize com
Carregadores da Electric Mobility
Zletric e Electric Mobility Brasil vão expor suas tecnologias e soluções para o mercado de recarga no “Veículo Elétrico Latino-Americano”, que será realizado em São Paulo (SP), entre 23 e 25 de setembro. Elas também vão participar do “Congresso da Mobilidade e Veículos Elétricos” (C-MOVE), que acontecerá nos dias 23 e 24 de setembro, no auditório do Museu do Futebol do Pacaembu.
Primeira no mundo, ponte conta com uma rede de sensores que permitem monitorar mudanças como vibração, temperatura e interação do público
Uma ponte para pedestres impressa em 3D projetada por Joris Laarman e construída pela empresa holandesa de robótica MX3D foi inaugurada em Amsterdã, Holanda, seis anos após o lançamento do projeto. A impressão levou cerca de seis meses para ficar pronta.
Localizada no canal Oudezijds Achterburgwal, na Red Light District da cidade, a ponte tem 12 metros de comprimento, pesa 4,9 toneladas e foi fabricada com hastes de aço inoxidável por braços robóticos de seis eixos com equipamentos de soldagem.
Mais de uma dúzia de sensores ligados à ponte após a impressão ser concluída monitorarão a tensão, o movimento, a vibração e a temperatura em toda a estrutura à medida que as pessoas passam por cima dela e o clima muda. Esses dados serão alimentados em um modelo digital da ponte.
A estrutura é um grande marco tecnológico, visto que nunca existiu uma peça de metal impressa em 3D capaz de lidar com tráfego de pedestres. Sua forma curva em forma de S e balaustradas com perfurações em forma de treliça foram projetadas usando um software de modelagem paramétrica.
A equipe por trás do projeto afirmou que a técnica mostra como a tecnologia de impressão 3D pode levar à construção de estruturas mais eficientes e sustentáveis. “Ao intensificar nosso jogo e a vontade de fazer mudanças como designers e engenheiros, podemos trazer a inovação necessária para fazer a diferença no ambiente”, afirma o engenheiro Stijn Joosten.
Fonte: MX3D
Imagens: Adriaan de Groot, Jande Groen, Thijs Wolzak e divulgação.
Brasil tem potencial de recuperar 800 mil toneladas de metais por ano com Economia Circular
Economia Circular é um Tratado Internacional publicado em 2015 e obrigatório para todos os países membros da União Europeia, entrou em vigor em 2020. O Tratado traz diversas medidas para aumentar a reciclagem, efetuar o tratamento térmico e biológico da fração pós-reciclagem (ou não reciclável) e eliminar por completo a utilização de aterros sanitários, permitindo apenas a disposição de materiais inertes em aterros que não podem ser reciclados, reutilizados ou aproveitados a sua energia.
Segundo Yuri Schmitke A. B. Tisi, presidente da Associação Brasileira de Recuperação Energética (ABREN), a recuperação energética é parte essencial e importante nessa equação, pois são poucos os resíduos passíveis de serem reciclados. Muitos dos materiais plásticos não são recicláveis e têm elevado poder calorífico que seria desperdiçado caso fosse destinado aos aterros sanitários, que além de causar severos danos ambientais, não contribui em absolutamente nada para a Economia Circular, e por isso não são mais considerados uma solução inserida dentro da Economia Circular.
Certificados “zero landfill” começam a tomar força, ainda mais com a agenda ESG que permeia as atividades empresariais, e produtos brasileiros exportados para a União Europeia passarão a perder valor se não forem devidamente certificados. Uma delas é o certificado da UL denominado zero landfill. A indústria que pretender aderir ao certificado deve reciclar todos seus resíduos que forem economicamente viáveis e tecnicamente possíveis, e destinar o restante para o tratamento térmico ou biológico, a depender da fração que se pretende tratar, sendo possível destinar para aterros apenas materiais inertes e que não trazem risco à saúde pública ou ao meio ambiente.
Yuri Schmitke comenta que hoje perde-se muito tempo em atividades periféricas de reaproveitamento e reutilização de resíduos, quando o foco deveria ser em implementar medidas de grande porte para os grandes centros urbanos, como o tratamento térmico por meio das usinas de recuperação energética (waste-to-energy) e o tratamento biológico por meio da biodigestão anaeróbia (apenas fração orgânica). Somente com a adoção de tais tecnologias é que se torna possível atingir plenamente o conceito de Economia Circular, e a participação do setor privado é essencial por meio dos modelos de concessão e project finance.
Segundo estudos da Associação Internacional de Resíduos Sólidos (ISWA, 2015), o custo do atendimento médico à população afetada pela má gestão do lixo é calculado entre 10 e 20 $/T (dólares por tonelada) de resíduo sólido urbano (RSU), equivalente a uma média de 75 R$/t (reais por tonelada). Somente nas 28 regiões metropolitanas do Brasil com mais de 1 milhão de habitantes, seria assim possível economizar cerca de R$ 2,4 bilhões por ano, ou R$ 72 bilhões em 30 anos na saúde pública. Se consideramos todo o lixo não tratado e que pode causar dano à saúde pública, que representa aproximadamente 96% das 79 milhões de toneladas geradas por ano no Brasil, o gasto com a saúde pública perfaz a quantia de R$ 5,6 bilhões de reais por ano, ou R$ 160 bilhões em 30 anos.
Os locais onde as usinas de recuperação energética de resíduos (URE) foram implementadas apresentam também as taxas de reciclagem mais elevadas no mundo. No Brasil, elas permitiriam a recuperação de em média 23 kg de metais reciclados para cada tonelada de resíduo tratado. A implantação de usinas nas 28 regiões metropolitanas Brasileiras, com mais de 1 milhão de habitantes, teria potencial de recuperar mais de 800.000 toneladas de metais por ano, e que continuariam enterrados e perdidos. Aterros não permitem a recuperação de metais.
Existe enorme potencial de investimento em biodigestão anaeróbia da fração orgânica dos resíduos, com geração de eletricidade a partir da queima do biogás ou utilização de biocombustível a partir do biometano, que constitui cerca de 55% da composição do biogás, e é um gás renovável que pode ser misturado em qualquer fração com o gás natural, podendo abastecer frotas de veículos, ônibus e caminhões. Outro importante potencial reside no coprocessamento, que consiste na separação e blendagem do Combustível Derivado de Resíduos (CDR), fração não reciclagem e inorgânica do RSU, que hoje já é utilizado em diversas cimenteiras em substituição ao coque (combustível fóssil), para produção de clínquer, utilizado na fabricação do cimento Portland, ou em outros processos industriais e para geração de eletricidade.
O Brasil possui 38 fábricas com licença ambiental para o coprocessamento, mas substitui apenas 16,2% do combustível fóssil por CDR, sendo que Alemanha substitui 62%, Bélgica 58%, Suécia 49%, França 35%, Itália 36% e Portugal 19%. Vale ressaltar, a utilização do CDR, que também pode ser por meio de resíduos industriais (têxtil, pneu, etc.), industriais perigosos e biomassa (carvão vegetal, lodo de esgoto e resíduos agrícolas), está dentre as metas de redução de gases de efeito estufa, sendo que a meta do Brasil para 2050 é substituir até 44% por combustíveis alternativos.
Se considerarmos um cenário hipotético que represente 58% de todo o lixo urbano gerado no Brasil (RSU), englobando as 28 regiões metropolitanas com mais de 1 milhão de habitantes, somados a 62 municípios com mais de 200 mil habitantes, poderão ser demandados investimentos de R$ 78,3 bilhões (CAPEX), nas 274 usinas URE (94), CDR (95) e Biogás (85), incluindo ainda o aumento de três vezes dos atuais índices de reciclagem.
Nesse cenário apresentado, é considerado o tratamento de 46 milhões de toneladas de RSU por ano, sendo destinado 62% para URE, 21% para CDR, 11% para biogás e 6% para reciclagem, sendo que somente 4% continuará sendo destinado para aterros. Serão gerados 15 mil empregos diretos, e evitados 63 milhões de toneladas de CO2 equivalente, o que corresponde a 192 milhões de árvores plantadas por ano, área similar ao Município de São Paulo.
Outros programas também são importantes, como a implementação efetiva da coleta seletiva, programas de educação ambiental, logística reversa e exoneração tributária no beneficiamento e recuperação de materiais. Por meio de estratégias que induzam comportamentos positivos na sociedade, torna-se possível atingir melhores índices de reciclagem, reaproveitamento e reutilização de resíduos, assim como a aceitação de que a recuperação energética da fração não reciclável é parte vital neste processo. No entanto, espera-se que o Brasil possa efetivamente entender o que significa Economia Circular e aproveitar os seus benefícios, que ocorrem de forma especial na geração de energia limpa por meio da fração não reciclável dos resíduos.
Sobre a ABREN
A Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos (ABREN) tem como objetivo fomentar a recuperação energética de resíduos, resolvendo simultaneamente dois grandes problemas atuais do Brasil e do mundo: a destinação dos resíduos sólidos e a geração de energia limpa. A problemática dos resíduos, produzidos em quantidades cada vez mais monumentais, danificando o meio ambiente, a biodiversidade e a saúde pública, passou a ter uma solução, o da recuperação energética.
A ABREN integra o Global Waste to Energy Research and Technology Council (GWC), instituição de tecnologia e pesquisa proeminente que atua em diversos países, com sede na cidade de Nova York, Estados Unidos, tendo por objetivo promover as melhores práticas de gestão integrada e sustentável de resíduos por meio da sua recuperação energética, conhecida como Waste-to-Energy (WTE) ou Energy from Waste (EfW). O Presidente Executivo da ABREN é também o Presidente do WtERT Brasil, representando desta forma o Conselho Global do WtERT (GWC).
É também associada da Associação Internacional de Resíduos Sólidos ou International Solid Waste Association (ISWA) e da Federação da Indústria Alemã de Gerenciamento de Resíduos, Água e Matérias-primas ou Bundesverband der Deutschen Entsorgungs, Wasser-und Rohstoffwirtschaft e. V. (BDE), o que permite à ABREN receber informações relevantes sobre o mercado de resíduos internacional, participar de eventos, integrar grupos técnicos de trabalho e buscar a troca de conhecimento para o desenvolvimento do mercado brasileiro.
Segundo dia de palestras na Expolux Digital Week abordou as tendências do mercado para otimização dos parques de luzes urbanos
Iluminação Pública (IP) é um tema que tem mobilizado as cidades brasileiras que buscam eficiência enérgica atrelada a outros quesitos, como aumento da segurança, redução do consumo e diminuição de gastos nas contas públicas. O assunto foi tema do segundo dia de palestras, 11 de agosto, na Expolux Digital Week, maior evento do ano para profissionais e empresas do setor de Iluminação.
Os termos eficiência e planejamento marcaram a rodada de palestras. “A gente começou a ver, com a vinda dos LEDs, uma correria para se fazer tudo muito rápido, considerando apenas a eficácia das luminárias. Vamos pensar nos projetos, fazer com calma, para que sejam bem elaborados, porque o parque de iluminação dura anos, décadas”, reforçou o Engenheiro Eletrônico e Gerente Comercial da Ilumatic Iluminação, Anderson Mendes, responsável pela palestra A influência da luz na vida noturna das cidades.
“Você não pode apenas levar em consideração a norma, é preciso refletir também na utilização deste espaço, se é comercial, para lazer ou cultural. E, para isso, temos que analisar a ambiência e a interação social. No final das contas, fazemos projetos para as pessoas. Por isso, a importância de analisar essas questões e, depois, tomar decisões” – Anderson Mendes, Engenheiro Eletrônico e Gerente Comercial da Ilumatic Iluminação.
Segundo o engenheiro, a partir dessa definição é que são estudados elementos como efeitos de luz, níveis de luminância, temperaturas de cor, índice de reprodução de cor, a modelagem, enfim uma série de quesitos do projeto, sempre respeitando a norma NBR 5101, que estabelece as diretrizes de IP. “A luminária não aparece somente a noite, ela aparece também durante o dia, então um dos quesitos que levamos em consideração é a visualização diurna dos equipamentos. É importante fazer o projeto considerando que as pessoas vão usar os espaços durante os dois períodos”, destacou.
Na sequência, a modernização reforçou a temática, com a palestra Iluminação Pública e a Telegestão: as novas tecnologias, aplicações e normativas, feita pelo Engenheiro Eletricista, Diretor Comercial da Tecnowatt Iluminação, Luciano Rosito, que apontou as tendências dos projetos de luz nos espaços urbanos. “Inovar é mais que substituir as lâmpadas à vapor de sódio por LED. O LED é o presente. Outras tecnologias podem surgir, mas o que a gente vê como grande possibilidade de aplicação, em Iluminação Pública é o sistema de controle, é a telegestão que também está ligado com a gente considerar o projeto de IP urbano”, comentou. O engenheiro aproveitou para reforçar que os sistemas inteligentes devem ser avaliados como uma fonte de ganho para as cidades com o tempo e não apenas pelo custo de implementação.
“Pelo controle remoto dos sistemas de luzes conseguimos gerar parques, sistemas de IP público complexos com grandes quantidades de luzes com o controle de acionamento. É claro que o LED facilita muito a difusão desse sistema, pela facilidade de acionar, controlar e dimerizar. Com a telegestão, é possível monitorar o sistema, economizar energia onde é possível, otimizando, assim, toda a infraestrutura de iluminação” – Luciano Rosito, Engenheiro Eletricista, Diretor Comercial da Tecnowatt Iluminação.
Vantagens do LED
Quem fechou a programação de palestras da edição foi o Engenheiro Eletricista e Gestor de Novos Negócios na Trópico Iluminação, José Gimenes, que abordou o tema A importância do Led na iluminação pública. Em sua exposição, o especialista destacou as caraterísticas técnicas da tecnologia e a sua eficiência, motivos pelos quais atualmente ela tem ganhado espaço nos parques de IP. O profissional também destacou a importância da tecnologia no desenvolvimento dos novos projetos para cidades inteligentes, incluindo a telegestão.
“Esse retrofit é devido à duas vantagens que o LED apresenta: durabilidade de até cem mil horas de vida útil, se considerarmos 12 horas de funcionamento por dia, serão aproximadamente 23 anos, economia de energia de até 80% em alguns casos. Na IP, a tecnologia tem modernizado os parques com diminuição da manutenção e melhor qualidade de iluminamento médio e uniformidade” – José Gimenes, Engenheiro Eletricista e Gestor de Novos Negócios na Trópico Iluminação.
Nesta quinta-feira, 12, terceiro e último dia do evento, estão programadas rodadas de negócios nacionais para compradores e empresas do setor convidados pela organização. “Estamos animados com os resultados. Registramos um bom volume de participantes e qualificada audiência. Isso demonstra como a Expolux, e agora a Digital Week, tem um papel estratégico no planejamento de profissionais e empresas do setor, que reconhecem no evento uma oportunidade singular de unir networking, negócios, atualização profissional e visão de mercado e tendências para a criação das próximas linhas de produtos e serviços”, explica Ivan Romão, gerente da Expolux.
Para quem não pôde acompanhar, as palestras serão disponibilizadas gratuitamente em formato On Demand na plataforma digital do evento, a Expolux Lights On. A Expolux Digital Week tem organização da RX (Reed Exhibitions) e apoio da Associação Brasileira da Industria da Iluminação (ABILUX).