A diversidade como premissa para as criações de Burle Marx.
Em novo formato desde 2020, a CM acrescentou à pauta uma seção que ocasionalmente integrará suas edições: MEMÓRIA. A ideia é revisitar a história do URBANISMO, ARQUITETURA E DESIGN brasileiros através de uma personalidade referência, de ampla e imprescindível relevância! Em sua edição Primavera, a Casa e Mercado refletiu sobre o trabalho e as criações de Burle Marx!
Expoente do modernismo no Brasil, inquieto e visionário, o artista plástico e paisagista Roberto Burle Marx desenvolveu espaços com uma percepção estética singular. Através do uso da textura, cor, volume, formas e sombras que atribuem movimento, transportou para o paisagismo um olhar artístico, criando uma nova linguagem para o layout contemporâneo. Nascido em 1909, foi um dos primeiros a usar plantas nativas em projetos paisagísticos nos anos 30, valorizando a diversidade e riqueza da flora brasileira. Precursor na defesa da preservação do meio ambiente, realizava excursões e expedições botânicas para estudos de plantas em seu habitat, fazendo coletas e catalogação. Descobriu várias novas espécies e pelo menos 30 plantas descobertas por ele tem seu nome. Já nos anos 60, promovia a conservação das florestas tropicais brasileiras contra o desmatamento.
O estudo da paisagem natural brasileira é um elemento fundamental nos projetos de Burle Marx e seus espaços possuem caráter inovador. Idealizando jardins de formas orgânicas com caminhos fluidos e delineados por um contorno preciso, dispunha arbustos e árvores em grupos homogêneos de acordo com seu potencial de volume e mudanças cromáticas ao longo das estações do ano. Integrando a paisagem construída ao cenário local, os jardins se expandem, convidativos, invariavelmente manifestando uma intenção e uma interpretação humana. As composições pretendiam quebrar a hegemonia dos jardins de caráter europeu, voltadas à rica biodiversidade brasileira e, de forma complementar, seus trabalhos artísticos foram constantemente inspirados em formas da natureza, refletindo a indissociável experiência de paisagista e botânico.
Criação e realização – Imagem cedida por IPHAN.
Cursou a Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro e não era arquiteto de formação. Estudou com Cândido Portinari, pintura no ateliê de Degner Klemn e conviveu com Oscar Niemeyer, Hélio Uchôa e Milton Roberto, grandes nomes da arquitetura moderna. Atuou por diferentes áreas, como paisagismo, pintura, escultura, música, tapeçaria e cerâmica, desenvolvendo obras artísticas entre outros objetos, vertentes que juntas deram identidade a toda sua obra. Com um estilo vanguardista e moderno, acreditava que um jardim era a organização estruturada de elementos naturais e muitos de seus trabalhos carregam consigo um quê de atemporalidade. Incorporando uma estética plástica à criação de paisagens, seus ideais e conceitos configuram espaços de bem-estar democráticos para a cidade.
Seu primeiro projeto paisagístico foi feito a pedido do arquiteto e amigo Lúcio Costa, em 1932, quando projetou um jardim para a residência da família Schwartz, no Rio de Janeiro. Em 1934, projetou a Praça de Casa Forte, no bairro de mesmo nome, no Recife, onde reuniu uma variedade de espécies provenientes da Amazônia, da Mata Atlântica e plantas exóticas. A partir de então, projetou mais de três mil parques, em pelo menos 20 países, recebendo prêmios nacionais e internacional.
Desenho de Burle Marx – Jardins da Casa Forte – Recife/PE.
Em 1949, Burle Marx adquiriu o “Sítio Santo Antônio da Bica”, de 365.000 m², no Rio de Janeiro, transformando o local em um laboratório vivo para estudar e observar as plantas. Posteriormente, doou o espaço tornando-o um patrimônio nacional, agora denominado Sítio Roberto Burle Marx, sob a direção do IPHAN – Instituto do Patrimônio. O Sítio possui mais de 3.500 espécies de plantas de diferentes espécies familiares, tais como: araceas, palmeiras, velosiáceas, musáceas, entre outras.
Figura cultural, plural e precursor do mundo multidisciplinar de hoje, mesclou os conceitos de arquitetura, ecologia, botânica, paisagismo, sustentabilidade, design, ciência e arte em altíssimo grau de relevância e influência. Diversidade é uma das mensagens mais óbvias evidenciadas através de seus trabalhos: um indivíduo cuja capacidade para aplicar-se a uma variedade de projetos permitiu-lhe imaginar e realmente incorporar o moderno, seja o que isso pode significar.
Sítio Roberto Burle Marx, Rio de Janeiro – Sob a direção do IPHAN
Por Redação Imagens: Oscar Liberal , acervo IPHAN e divulgação.
A importância de um bom planejamento urbano para lidar com as abundantes chuvas de verão.
Durante longo período, a estratégia da engenharia fluvial e hidráulica esteve focada em retificar o leito dos rios e córregos para que suas vazões fossem dirigidas pelo caminho mais curto e com a maior velocidade de escoamento possível, visando ganhar novas terras para a agricultura, novas áreas para a urbanização e minimizar os efeitos locais das cheias. E apesar de ser natural o ser humano estabelecer sua morada próximo a cursos d’água, construir cidades sob essa concepção gerou consequências negligenciáveis, principalmente à nível de planejamento: a variedade de biota é reduzida de uma maneira alarmante e as cheias hoje causam prejuízos cada vez maiores, por vezes irreversíveis.
Quando o curso hídrico atinge sua capacidade máxima de água ela começa a vazar e, sem a devida área de preservação nas margens, escorre sem controle. A ausência de infraestrutura urbana para a adequada coleta e direcionamento da água da chuva pode acarretar diversos danos para as áreas atingidas que vão além de um simples alagamento, como erosões em áreas desprotegidas e terrenos íngremes, assoreamento de corpos hídricos e problemas estruturais nos pavimentos, além de deslizamentos de terra e graves inundações.
Nas cidades, a impermeabilização do solo, que é provocada tanto pelas construções de casas, comércios ou indústrias quanto pela pavimentação de ruas e calçadas, eleva o escoamento superficial durante o período chuvoso, que natural ou artificialmente flui para a parte mais baixa que são os córregos e rios. Por vezes, no processo de escoamento, a água não é direcionada da maneira correta para os corpos d’água, o que faz com que ela chegue com muita energia, destruindo completamente o leito do manancial e suas margens, provocando consequentemente as enchentes. As áreas que deveriam ser preservadas para suportar o transbordamento do rio são ocupadas por inúmeras construções civis.
Portanto, além do crescimento urbano desordenado, os principais problemas residem no desrespeito humano à um planejamento ambiental eficiente e, claro, na falta de atitudes conscientes desta problemática. Uma ocupação urbana inadequada, a falta de infraestrutura em drenagem, a poluição, o desmatamento, as queimadas e o descarte incorreto de resíduos sólidos são ações que só agravam. O depósito de entulhos de construção, lixo e esgoto também dificultam o escoamento de água, além de facilitar a proliferação de vetores de doenças. Na pressa por dar uma resposta ágil à população, o poder público vai pelas vias mais rápidas e não necessariamente mais baratas, na tentativa de minimizar os efeitos e prejuízos.
A questão só poderá ser enfrentada com eficiência se as diferentes abordagens e soluções para a drenagem – as do urbanismo e as da engenharia, forem combinadas. No verão, com o aumento dos índices pluviométricos, quando as chuvas são muito intensas, as enxurradas tendem a ocorrer e intensificar o poder das enchentes. A instalação de sistemas de drenagem são meios que ajudam a conter ou a escoar o curso das águas por meio de bocas de lobo, piscinões ou dutos, que levam o excesso de água para outra localidade.
A mudança das chuvas, com picos de precipitação concentrados em determinados locais, vem exigindo que a engenharia reveja procedimentos de dimensionamento. Melhorar o sistema de piscinões e promover soluções de drenagem com qualidade urbanística – parques lineares, renaturalização e estruturação de redes associadas a eixos de mobilidade – são meios previstos e em uso.
Existe ainda outro aspecto a ser considerado com relação às chuvas: as estruturas urbanas são vulneráveis também a chuvas não tão intensas, mas que se estendem por muitos dias. Os espaços que absorvem e detém as águas, seja o solo de áreas verdes permeáveis ou piscinões, esgotam sua capacidade. A canalização dos rios, que é feita para aumentar a velocidade de escoamento e posteriormente se voltaram ao armazenamento de grandes volumes em piscinões, também não resolvem este cenário de chuvas.
Há mundialmente uma forte promoção quanto ao processo de renaturalização, buscando a revitalização e a recuperação, como o controle efetivo das cargas poluidoras na bacia hidrográfica, o reestabelecimento das funções ecossistêmicas dos corpos d’águas e a integração da população no processo, a fim de garantir sua efetividade e durabilidade.
A implementação de projetos voltados para a renaturalização de rios exige a disponibilidade de áreas e novos conceitos na engenharia hidráulica e de planejamento territorial. Dentre alguns pontos que podemos destacar na está exatamente a remoção das canalizações que são trocadas por quebra-correntes de gabiões e pedras. As barragens podem servir para controle do fluxo de água no rio, mas ao invés de comportas e vertedouros, fazer uso de tentos transversais, que facilitam a migração de espécies, por exemplo.
Renaturalizar significa voltar ao natural, é a volta às características naturais do rio, com intervenções que visam promover um aspecto natural que favorece tanto a harmonia paisagística quanto a flora e a fauna do corpo d´água, procurando estabelecer um equilíbrio e uma dinâmica entre os limites e peculiaridades de um ambiente urbanizado e um ambiente mais natural, além de também visar a preservação e recuperação das áreas naturais de recarga e inundação.
A verdade é que as cidades ocuparam o espaço dos rios, alteraram solos e fluxos de superfície, e precisam ser adaptadas para que os moradores convivam em segurança com as chuvas. Um trabalho de integração dos diferentes tipos de conhecimento sobre a cidade é necessário e deveria acontecer em vários níveis da prática. Maior entrosamento entre procedimentos de drenagem e compreensão do potencial urbanístico ajuda planejar locais estratégicos para a implantação de parques e áreas verdes, áreas de risco prioritárias para receber projetos de qualificação habitacional ou até melhorar processos de controle do assoreamento. Uma melhor distribuição de recursos, maior monitoramento e real controle de riscos são questões que devem ser mobilizadas em conjunto; caso de não somente considerar a boa articulação de uma gestão urbana, mas primeiramente humana.
As margens renaturalizadas do Meno (Main), em Frankfurt.
São Paulo é uma das cidades que enfrentam grandes problemas no assunto devido ao crescimento urbano desordenado e sem planejamento ambiental. A CM conversou com a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA), criada recentemente em 2019, que tem o objetivo de conduzir de forma sustentável o desenvolvimento socioeconômico em todo o território de São Paulo, por meio da gestão sistêmica das Políticas Estaduais de Meio Ambiente e Infraestrutura. Para desempenhar suas atribuições: Infraestrutura, que congrega as áreas de recursos hídricos, saneamento, resíduos sólidos, energia e mineração; e Meio Ambiente, que aglutina a coordenação do Sistema Estadual de Administração da Qualidade Ambiental, Proteção, Controle e Desenvolvimento do Meio Ambiente e Uso Adequado dos Recursos Naturais – SEAQUA.
“As iniciativas da SIMA, com o apoio da Defesa Civil, buscam reduzir danos materiais e, principalmente, preservar vidas durante o período chuvoso. Por meio do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), nós temos realizado o desassoreamento dos rios, manutenção de pôlderes, construção e limpeza de piscinões, entre outras medidas preventivas. O recente estudo divulgado pelo Instituto Geológico também é uma ferramenta fundamental e que contribui para minimizar os efeitos de eventos, como deslizamentos de terra e inundações” – Marcos Penido, secretário da SIMA
Em 2020 o Departamento de Águas e Energia Elétrica – DAEE, assumiu a operação dos conjuntos de pôlderes (equipamentos hidráulicos para controlar cheias) das pontes das Bandeiras, Casa Verde e Anhanguera, na Marginal Tietê. Com esta ação mais 26 bombas foram integradas ao sistema do DAEE, que já operava outros pôlderes nas pontes do Limão, Aricanduva, Vila Maria e Vila Guilherme. Os conjuntos funcionam de maneira integrada e permitem maior eficiência do processo. O DAEE realizou ainda a limpeza, capina, roçada e desassoreamento de 25 piscinões. Apenas em 2020 foram retirados 220.477 m³ destas estruturas e capinados mais de 892.090 m².
Para minimizar o impacto das chuvas na capital paulista, promoveu-se ações de desassoreamento de córregos, rios e piscinões, assim como a integração de pôlderes (estruturas hidráulicas artificiais), que minimizam os prejuízos na época das cheias. A marginal do rio Tietê possui 12 conjuntos de bombas, distribuídos em 7 pontes: Aricanduva, Vila Maria, Limão, Vila Guilherme, Bandeiras, Casa Verde e Anhanguera. São 47 equipamentos instalados que podem bombear, em média, 16,16 m³ metros cúbicos por segundo (16.160 litros por segundo) das marginais de volta para o rio. O bombeamento auxilia na retirada da água das marginais e do grande volume que chega dos bairros durante as chuvas. A ação é eficiente: A Holanda, por exemplo, é um dos países que utilizam em larga escala o sistema de pôlderes e a região se destaca no desenvolvimento de engenharia especializada nesse tipo de edificação. O país possui cerca de 3 mil pôlderes, alguns com mais de 50 mil hectares.
Além disto, outras ações contribuem ao quadro geral: atualmente, 24 piscinões são administrados pelo DAEE e no ano passado foram contabilizadas a remoção de 220.470 m³ de sedimentos nestes. Executa-se também um pacote de projetos para serviços e obras que visam combater as enchentes nas regiões do Rio e Alto Tietê. Em 2020, o DAEE desassoreou um volume de 431,5 mil m³ de sedimentos do rio.
Ponte Aricanduva tem 2 pôlderes. Na imagem, lado direito com 4 bombas instaladas.
Trabalhos de desassoreamento no Rio Pinheiros, em São Paulo.
27º Congresso Mundial de Arquitetos oferece programação virtual gratuita. Confira!
A SEMANA ABERTA UIA2021RIO é uma semana especial de conteúdos disponibilizados abertamente ao público, e parte integrante do 27º Congresso Mundial de Arquitetos, promovido pela União Internacional de Arquitetos (UIA), pela primeira vez no Brasil. O 27º Congresso Mundial de Arquitetos, programado para ocorrer presencialmente de 18 a 22 de julho no Rio de Janeiro, antecede seu roteiro com sessões virtuais, de 22 a 25 de março, pela inaugural Semana Mundial de Arquitetos UIA2021RIO.
Orientados pelo tema “Fragilidades e Desigualdades sociais”, arquitetos e urbanistas, reunidos por Elisabete França, Coordenadora do Comitê Científico do UIA2021RIO, trarão visões e experiências sobre o enfrentamento de situações críticas e tentativas de reverter as condições precárias de moradores de favelas, cortiços, abrigos temporários, assentamentos informais e unidades habitacionais produzidas por autoconstrução ou autogestão. O conteúdo permanece aberto durante a semana de realização, mas, depois, só terão acesso os inscritos no próprio Congresso.
De março a junho haverá uma extensa e intensa programação virtual, aberta a todos os continentes, trilíngue.
Confira o roteiro da primeira Semana Mundial de Arquitetos UIA2021RIO
22/3 (segunda-feira), 9h – A arquitetura da inclusão social Convidados Fabienne Hoelzel (Suíça) e Maria Alice Rezende de Carvalho (Brasil) Moderação Mariana Barros
23/3 (terça-feira), 9h – O que é mesmo periferia? Convidados Alfredo Brillembourg (Venezuela/EUA) e Gilson Rodrigues (Brasil) Moderação Fernando Serapião
24/3 (quarta-feira), 9h – Arquitetura na favela Convidados Alejandro Echeverri (Colombia) e Jorge Jáuregui (Brasil) Moderação Evelise Grunow
25/3 (quinta-feira), 11h – Live de Encerramento Fragilidades e Desigualdades
Publicação do Instituto dos Arquitetos do Brasil vai reunir projetos arquitetônicos e planos urbanísticos que colaboram com os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.
Em 2015, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu a Agenda 2030 e os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável com o objetivo de que os países membros somassem esforços para o cumprimento das metas estabelecidas. As metas vão desde cidades e comunidades sustentáveis, passando por consumo e produção responsáveis, bem como combate à fome e às mudanças climáticas. Consolidando o trabalho realizado nos últimos anos na divulgação da Agenda 2030, o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) convida os profissionais de arquitetura e urbanismo a inscrever, a partir do dia 1º de março, projetos arquitetônicos e planos urbanísticos para a 2ª Edição do Guia IAB para a Agenda 2030.
Os projetos e planos selecionados integrarão a nova publicação, que será lançada em julho de 2021, no Rio de Janeiro, durante o 27º Congresso Internacional da União Internacional de Arquitetos (UIA). Podem ser inscritos projetos e planos localizados no território nacional ou no exterior, elaboradas a partir de 2015.
As inscrições ficarão abertas até 18 de abril deste ano e podem ser realizadas AQUI!
Guia IAB para a Agenda 2030
Em 2020, o IAB – por meio do Grupo de Trabalho da Agenda 2030 da Comissão de Política Urbana e Habitação Social – produziu uma versão brasileira da publicação da Comissão da UIA, apresentando projetos de arquitetura e planos urbanísticos do Brasil que colaboram com cada um dos 17 ODS. O Guia IAB para a Agenda 2030, ao apresentar uma seleção de projetos resultantes da atuação profissional de arquitetos e urbanistas brasileiros, traz uma pequena e significativa amostra do compromisso dessa categoria com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estipulados pela ONU. Para a Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas – FNA, a sustentabilidade do planeta e das cidades não é somente uma variável a mais a ser considerada, mas elemento central das atividades de projeto e planejamento.
O GUIA IAB já é referência para arquitetos e urbanistas, bem como para toda a sociedade.” – Patryck Araújo Carvalho – Secretário de Políticas Públicas e Relações Institucionais da FNA.
Conheça as 15 melhores obras de arquitetura que foram publicadas no ArchDaily em 2020.
Com quase 200 mil votos recebidos durante as últimas semanas, foi anunciado os vencedores do Prêmio ArchDaily Building of the Year 2021. Este prêmio de arquitetura é escolhido pelos leitores do ArchDaily, que filtraram entre milhares de projetos as 15 melhores obras de arquitetura que foram publicadas no ArchDaily em 2020.
Como nos anos anteriores, os vencedores compõem um amplo espectro de edifícios, o que dá uma ideia do quão diversa se tornou a profissão nas últimas décadas. Como esperado em qualquer premiação tradicional, grandes nomes da arquitetura de destacam. Esta premiação desenvolvida em associação com a Dornbracht representa os valores do ArchDaily: brindar inspiração, conhecimento e ferramentas aos arquitetos de todo o mundo.
VENCEDORES
Apple Central World Bangkok / Foster + Partners – Tailândia
Melhor uso de produtos
Imagens: Bear and Terry
Praça do Mercado Gramalote / Niro Arquitectura + OAU | Oficina de Arquitectura & Urbanismo – Colômbia
Arquitetura Comercial
Imagens: Sergio Gomez
MoAE – Huamao Museu de Educação Artística / Álvaro Siza + Carlos Castanheira – China
Arquitetura Cultural
Imagens: Bowen Hou
Clube de meninos e meninas / CCA Centro de Colaboración Arquitectónica – México
Arquitetura Educacional
Imagens: Jaime Navarro
Maggie’s Leeds Centre / Heatherwick Studio – Reino Unido
Arquitetura Hospitalar
Imagens: Hufton+Crow
Bamboo Hostels China / Studio Anna Heringer – China
De forma a apoiar profissionais e empresas, o CAU/BRASIL está disponibilizando novos tutoriais sobre emissão de RRT em seu site e nas redes sociais.
Desde o primeiro dia, a Nova Gestão do CAU/BR definiu como prioridade absoluta as correções no sistema de emissões de Registro de Responsabilidade Técnica por meio do SICCAU. De 84 problemas detectados após a implementação da Resolução CAU/BR Nº 184, em setembro, 52 correções já foram feitas. Previsão é que todas as demais correções sejam finalizadas em março e a emissão de RRT seja normalizada em definitivo.
Para cumprir esse prazo, está em ação uma força-tarefa de conselheiros e funcionários. O efetivo de analistas responsáveis por avaliar e testar as melhorias no SICCAU será aumentado em mais de 40%. Outra equipe tem entrado em contato direto com arquitetos e urbanistas que registram maiores dificuldades nos canais de atendimento. Nesta semana, foi corrigida uma inconsistência em RRT de arquitetos e urbanistas responsáveis técnicos em empresas e órgãos públicos.
Essas ações do CAU/BR, planejadas em conjunto com os CAU/UF, fazem parte do esforço prioritário para que os arquitetos e urbanistas possam emitir seus RRT de forma online, imediatamente.
Aulas terão início no dia 24 de fevereiro e têm objetivo de capacitar profissionais da área de projetos, construções e gestão pública.
A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas realiza nos dias 24 de fevereiro a 2 de março, o curso “Acessibilidade para comunicação e sinalização visual, tátil e sonora”. As aulas acontecem de forma online ao vivo das 14h às 18h e têm o objetivo de capacitar profissionais da área de projetos, construções e gestão pública.
Acessibilidade é uma constante preocupação das áreas de engenharia, arquitetura e urbanismo, pois está ligada ao fornecimento de condições às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida para que consigam utilizar, com segurança e autonomia, os espaços públicos ou coletivos. Assim, o direito à acessibilidade tem promovido diversas mudanças nas condições de acesso a esses espaços. As normas técnicas de acessibilidade visam garantir para toda a população o direito de livre acesso aos ambientes construídos e espaços da cidade, especialmente para pessoas com deficiências sensoriais ou pessoas com baixa visão, idosos e pessoas com algum tipo de deficiência cognitiva.
O curso é fundamentado nos princípios do desenho universal, baseados nas referências técnicas das normas técnicas da ABNT, de comunicação e prestação de serviços. Além de diretrizes gerais a serem observadas para acessibilidade, considerando as diversas condições de percepção e cognição, com ou sem a ajuda de tecnologia assistiva ou outra que complemente as necessidades individuais, símbolos e sinalização de acessibilidade. As aulas terão temas como “Sinalização tátil no piso” e “Diretrizes para elaboração de projetos e instalação”, permitindo ao projetista buscar melhor desempenho para atender ao usuário potencial.
O Encontro Regional Salvador acontece em formato virtual e marca o início de uma série de eventos que serão realizados em todas as capitais do país nos próximos meses.
No dia 23/02, a partir das 09h, o Connected Smart Cities e Mobility, iniciativa da Necta, realiza o Encontro Regional Salvador para debater sobre as iniciativas de smart cities no contexto da capital baiana. A edição conta com parceria da SPIn Soluções Públicas Inteligentes e marca a agenda de eventos regionais da plataforma, em 2021, em todas as capitais do país, contemplando 26 ações entre fevereiro e agosto.
O encontro em Salvador, Bahia, acontece ao vivo, em formato virtual, e reunirá especialistas em smart cities. A programação abordará indicadores de desenvolvimento da cidade, no contexto do Ranking Connected Smart Cities, e a apresentação do Plano Diretor de Tecnologias da Cidade Inteligente (PDTCI) de Salvador, lançado no início de 2020, que transforma a cidade na primeira capital brasileira com um plano diretor de tecnologia. Durante o Encontro Regional Salvador serão apresentados os destaques da cidade no Ranking Connected Smart Cities, que compreende 11 eixos analisados e 70 indicadores.
“A capital baiana melhorou 12 posições no Ranking, na comparação 2019/2020, com destaque para Mobilidade, Urbanismo, Governança, Empreendedorismo e Tecnologia e Inovação. Como toda cidade brasileira, Salvador possui pontos a evoluir, e o desenvolvimento do seu ‘Plano Diretor de Tecnologias da Cidade Inteligente’ é um dos seus principais aliados em seu desenvolvimento para uma cidade mais inteligente, sustentável e humana” – Willian Rigon, sócio e diretor comercial e marketing da Urban Systems, responsável pelo Ranking.
O Encontro faz parte das ações da 7ª edição do evento nacional Connected Smart Cities e Mobility, que acontece entre os dias 01 e 03 de setembro de 2021 e conta com várias iniciativas pré-evento, atividades que proporcionam espaços para integração e estimulam a inovação no setor público.
“Somos a principal plataforma do ecossistema de cidades inteligentes e mobilidade urbana no Brasil e fomentar esse tema da forma mais abrangente possível faz todo o sentido para o nosso trabalho. Os encontros e outras atividades permitem que o debate e as boas práticas para a cidades e mobilidade urbana alcancem mais municípios. E, assim como em Salvador, teremos uma agenda importante nas demais capitais e o envolvimento de vários atores com atuação no desenvolvimento mais sustentável das cidades” – Paula Faria, CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility.
O Connected Smart Cities funciona como uma plataforma completa de conteúdo com múltiplos canais e formatos que permitem aos profissionais do ecossistema de cidades inteligentes acesso aos conteúdos: crível, analítico e relevante, por meio do: Ranking, evento, Prêmio, Learn e o portal, além do Connected Smart Mobility, que conta com site e conteúdo dedicado às discussões relacionadas a mobilidade urbana no Brasil
O Connected Smart Cities & Mobility, principal plataforma especializada no mercado de cidades inteligentes e mobilidade urbana no Brasil e uma das maiores da América latina, foi desenvolvida pela Necta e a Urban Systems e envolve empresas, entidades e governos. A iniciativa tem por missão encontrar o DNA de inovação e melhorias para cidades mais inteligentes e conectadas umas com as outras, sejam elas pequenas ou megacidades.
Cartilha lançada pela prefeitura de Salvador pode ser aproveitada por outras cidades, especialmente as que possuem bioma Mata Atlântica.
A prefeitura de Salvador, na Bahia, criou o Plano Diretor de Arborização Urbana, e como parte das ações lançou uma cartilha bem completa para plantios nos espaços urbanos. Quais espécies são mais indicadas e como plantar árvores em calçadas são algumas das dúvidas respondidas no documento que, apesar de ser intitulado “Manual Técnico de Arborização Urbana de Salvador”, pode ser aproveitado por qualquer cidade, especialmente as que possuem bioma Mata Atlântica.
Para plantios em passeios, por exemplo, o manual destaca a necessidade de verificar a largura do corredor, para harmonizar a circulação dos pedestres e o desenvolvimento da árvore. É preciso usar espécies com sistemas radiculares que reduzem danos nas calçadas e sistemas subterrâneos como água, esgoto e telefonia. Dentro os fatores de maior importância a se considerar para o plantio estão o porte, formato da copa (reduzindo a demanda constante e dispendiosa por podas) e adaptação ao clima. A distância da árvore de mobiliários urbanos como sinalização de trânsito, semáforos e hidrantes, é outro elemento importante considerado de acordo com o manual.
Um dos diferenciais do documento é o guia com fotografias e a ficha técnica contendo informações e características de cada uma das de 50 espécies indicadas para serem plantadas em ambiente urbano, como ambiente de origem, porte, locais para plantio e folhagem. Todas as plantas citadas são nativas da Mata Atlântica.
A publicação está disponível para download gratuito AQUI.