Tecnologia inédita da Moss mapeia áreas florestais para o desenvolvimento de projetos de crédito de carbono

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Primeira solução brasileira capaz de fazer monitoramento digital de florestas com inteligência artificial e big data, Moss Forest será apresentado no South Summit Brazil 2023, em Porto Alegre.

 

A Moss, pioneira e líder mundial na comercialização de créditos de carbono, apresentará a empresários e investidores, durante o South Summit Brazil 2023, o Moss Forest, tecnologia que deve expandir a capacidade da climatech de desenvolver projetos de crédito de carbono, considerados atualmente grandes aliados do Brasil na luta contra o desmatamento e para conter o avanço das mudanças climáticas. O Moss Forest é a primeira plataforma brasileira capaz de fazer monitoramento digital para identificar áreas florestais, propriedades sem inconsistências de registros legais e, portanto, com potencial para a viabilização de projetos de crédito de carbono.

Com esta nova tecnologia, os executivos Luis Felipe Adaime, fundador e CEO da Moss, e Cláudia Backes, chefe da área de produtos da climatech, subirão ao palco do South Summit para discutir propostas que podem mitigar os efeitos da crise climática e fortalecer ações para manter a floresta em pé. Realizado pelo segundo ano consecutivo no Brasil, o South Summit, marcado para acontecer de 29 a 31 de março em Porto Alegre (RS), é um evento que reúne startups de grande impacto e relevância, além de investidores e lideranças empresariais do Brasil e diversos países para compartilhar conhecimentos em um dos maiores ecossistemas de inovação do mundo.

Segundo o executivo Luis Adaime, o Moss Forest é uma tecnologia inovadora, capaz de abreviar uma série de obstáculos no processo de implementação de projetos, assim como o de tornar mais eficiente o trabalho da equipe técnica que vai a campo para calcular o volume de carbono estocado em áreas florestais. “Esta tarefa é complexa porque exige semanas de trabalho das equipes no meio de densas áreas florestais. O Moss Forest, por sua vez, entrega em minutos o que as empresas sem a solução podem levar até seis meses para realizar. É tudo mais rápido, simples e barato”, garante o CEO da climatech.

Adaime explica ainda que o Moss Forest é capaz de cruzar informações de diversas bases de dados, em tempo real, para saber, por exemplo, se há sobreposição das áreas com terras indígenas e Unidades de Conservação e se os registros dos imóveis estão em dia. A ferramenta também pode receber alertas de focos de calor e desmatamento ilegal, além de reconhecer a biodiversidade de espécies da fauna e flora da região. “Só a inovação pode aumentar, acelerar e baratear o desenvolvimento de projetos de originação de créditos de carbono para manter a floresta de pé com urgência e efetividade”, avalia Adaime.

 

Os painéis

Na próxima quarta-feira (29/03), primeiro dia de evento, Adaime participa do painel “Mercado de carbono e tecnologia: uma aliança para o futuro da Amazônia”. Ele dividirá o palco com Fersen Lambranho, sócio da GP Investimentos e da G2D, em debate sobre como a Moss tem se apoiado na tecnologia para desenvolver soluções ambientais inovadoras e eficientes.

Já na sexta-feira (31/03), a Moss volta ao South Summit Brazil com a participação de Cláudia Backes. Ela estará no painel “The Role of Startups in a Climate Tech World” ao lado de Eugenio Cantuarias Rubio, fundador da AceleraLatam, e Marina Cançado, CEO da Future Carbon. O debate será moderado por Daniela Giffoni, head de Impact Business da Impact Plus.

“As mudanças climáticas dominaram os debates no SXSW, o maior evento de inovação do mundo, agora isso se repete no South Summit Brazil, o que fica evidente que a crise está sendo discutida sob o prisma da tecnologia”, reforça a CPO da Moss. Para a executiva, as climatechs têm o poder de proporcionar escala a um desafio global que a cada dia se torna mais urgente. “Não há mais espaço para as soluções antigas e convencionais. Precisamos inovar e automatizar para garantir velocidade, escala e acesso a soluções que respondam a esse problema, que hoje faz parte da vida das pessoas e das empresas”, pondera Backes. “Stakeholders, investidores e clientes já estão conscientes da urgência nessa busca por alternativas”, completa.

 

O South Summit Brazil 2023

Até o momento, mais de 80 fundos de 11 países como EUA, Reino Unido, Espanha, Chile e Alemanha estão confirmados no South Summit Brazil 2023. O evento representa uma oportunidade única de conexão entre fundos de capital de risco, bancos de investimento, CVCs, Private Equity e Angel Investors. Além disso, para este ano, a expectativa é superar, novamente, a barreira dos 500 palestrantes, nacionais e internacionais.

Com dez anos de trajetória, o evento tornou-se referência em inovação e empreendedorismo global. Realizado desde 2012 em Madrid (Espanha), o South Summit é reconhecido como uma plataforma global de inovação e conexões entre os principais participantes do ecossistema empresarial. Para saber mais, acesse: South Summit 2023

 

Agenda

Evento – South Summit 2023
Data: 29 a 31 de março
Local: Cais Mauá
Endereço: Av. Mauá, 1050, Centro Histórico, Porto Alegre – RS
Site: South Summit 2023

Painel: “Mercado de carbono e tecnologia: uma aliança para o futuro da Amazônia”
Palestrantes: Luís Felipe Adaime e Fersen Lambranho
Data: 29 de março
Palco: “The Next Big Thing – Startups de alto potencial”

Insper e Diagonal lançam primeiro Guia de Urbanismo Social do país

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Em formato digital, a publicação gratuita traz uma visão multidisciplinar do tema e é voltada a gestores públicos, lideranças comunitárias e agentes do terceiro setor, sem perder de vista a academia.

 

Insper, uma das principais instituições de ensino superior e pesquisa do Brasil, e a Diagonal, consultoria pioneira em gestão socioambiental, estão lançando o Guia de Urbanismo Social. O material, elaborado de modo colaborativo por diversos autores que atuam como pesquisadores, técnicos, gestores e lideranças comunitárias, está disponível gratuitamente, em versão digital, ao público interessado. O lançamento do material será no dia 20 de março, na sede do Insper, em São Paulo.

O Guia contém quinze capítulos, que abordam temas como o conceito de urbanismo social, planos de ação local, modos de governança compartilhada e sustentabilidade urbana. Também são exploradas questões de formas de financiamento, políticas públicas integradas, saúde urbana, mulheres e territórios, cidade e crianças, monitoramento e avaliação de impacto – sempre com o foco nos territórios periféricos e suas comunidades.

Profissionais que lidam diretamente com gestão urbana e territórios vulneráveis podem consultar o Guia como um material de referência para estruturar suas ações, realizar diagnósticos, construir políticas públicas locais e priorizar intervenções nas comunidades sob um enfoque mais inclusivo e sustentável.

O conceito de urbanismo social, consagrado mundo afora a partir da bem-sucedida experiência de Medellín, na Colômbia, traz como premissa que intervenções nos territórios em vulnerabilidade social ou carentes de infraestrutura urbana devem partir de uma compreensão holística de suas demandas e necessidades, em um planejamento participativo e deliberativo com as comunidades locais. Trata-se de uma ferramenta essencial para o avanço da Agenda 2030 da ONU, que impulsiona o poder público em parceria com entidades da sociedade civil e a população para melhorar indicadores de objetivos de desenvolvimento sustentável.

“O Brasil é um dos países mais urbanizados do mundo, com cerca de 85% da população morando em cidades e milhões de pessoas vivendo em territórios de vulnerabilidade social nas periferias dos centros urbanos. Assim, é nelas que problemas emergem e que as políticas públicas devem ser integradas e territorializadas. Nosso Guia traz os principais conceitos para entender e qualificar esses territórios, propiciando maior qualidade de vida às comunidades locais” – Carlos Leite, coordenador do Núcleo de Urbanismo Social do Laboratório Arq.Futuro de Cidades do Insper e organizador da obra.

“Tratamos não só dos principais conceitos e desafios a serem superados nos  territórios de vulnerabilidade social, tais como as condições de infraestrutura, moradia e mobilidade, mas também dos processos robustos que emergem das comunidades locais, das ações culturais e sociais e do empreendedorismo que precisam ganhar maior visibilidade. Abordamos o imenso desafio da construção de modelos compartilhados e perenes de governança. Por fim, o Guia soma e traz inovações e complementações aos processos de urbanização de favelas no Brasil”.

“Publicado pela Bei Editora, o Guia, que inaugura a nossa ‘Coleção Urbana’, é outra iniciativa pioneira do Laboratório, que em 2020 criou o primeiro curso de pós-graduação lato sensu em urbanismo social do Brasil – e que já está em sua terceira turma.  Ambos, obra e curso, visam contribuir para a promoção de cidades desenvolvidas, justas, inclusivas e sustentáveis”, diz Tomas Alvim, coordenador-geral do Laboratório.

 

 

“O Guia vem suprir a lacuna de um referencial que une teoria e experiência de campo. A sua abordagem fornece um passo a passo inédito, que vai apoiar equipes no planejamento de intervenções que afetem comunidades diretamente. A Diagonal tem mais de 32 anos de expertise em gestão social com atuação interdisciplinar e olhar humanizado, e compartilhou boa parte da sua metodologia de ação nos territórios em vulnerabilidade”, ressalta Kátia Mello, copresidente da Diagonal.

José Guilherme Schutzer, responsável técnico da Diagonal, complementa: “Acreditamos que, com esse Guia em mãos, as equipes poderão partir de um mesmo referencial para discussões que abram os caminhos e ajudem na tomada de decisão sobre as etapas que devem ser planejadas, organizadas e executadas em cada projeto de transformação territorial”.

 

Acesse o Guia de Urbanismo Social em:

 https://diagonal.social/diagonal-e-insper-lancam-o-primeiro-guia-de-urbanismosocial-do-pais/#formGuia

Inovador, sustentável e versátil, revestimento funcional da Trisoft será apresentado durante a Expo Revestir 2023

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O surpreendente produto compõe os revestimentos acústicos da mais nova linha da marca, a formaküstika.

 

Durante os dias 14/03 a 17/03, na São Paulo Expo, capital paulista, a Trisoft anunciará durante o evento Expo Revestir o lançamento de sua mais nova linha formaküstika; que entregará aos arquitetos do Brasil o design dos elementos acústicos, misturando facilidade, beleza, versatilidade, inovação e acima de tudo, muita capacidade para trabalhos criativos.

A linha formaküstika – feita inteiramente com fibra de garrafa PET – abre um leque de possibilidades quando o assunto é design. A natureza do material permite que diversas soluções acústicas sejam desenhadas e implementadas, tendo como um único limite a própria imaginação do arquiteto.

 

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Além de toda a praticidade e utilidade do material, ele também é trabalhado em cima de um conceito conhecido como logística reversa, onde os restos Trisoft pós consumo podem ser devolvidos para a própria Trisoft os reciclar.

A Trisoft é uma empresa com 61 anos de mercado, atuando em mais de 97 segmentos diferentes, cuja as principais palavras que movem a companhia são: qualidade e sustentabilidade. Prova disto é o consumo de mais de 5.1 bilhões de garrafas PET do meio ambiente, de onde as fibras são transformadas em produtos para conforto acústico.

 

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Imagens: Divulgação Trisoft

Guiados pelo sol

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Exaltando a produção artesanal brasileira, projeto representa, técnica, artística e conceitualmente, um trabalho de inclusão e cooperação.

 

Preservando a estrutura existente em eucalipto, o projeto para a Loja Farm, em Moema, previu integrar todos os espaços, adquirindo a amplitude arejada de uma casa de praia. A reforma da edificação já existente, de 247 m² de área construída, ficou sob os cuidados do escritório Rosenbaum Arquitetura e Design que, convidado pela marca, realizou algumas intervenções pontuais e agregou uma atmosfera criativa repleta de design autenticamente brasileiro ao local. 

O fio condutor central foi garantir que a integração não fosse apenas entre ambientes, mas que estimulasse a conexão também entre pessoas e natureza, trazendo a força do conhecimento ancestral e a habilidade do fazer a mão à curadoria de moveis e objetos, que contam a história de vários artesãos, artistas populares e jovens designers. Os móveis criados por artistas populares da Ilha do Ferro, Alagoas, do nordeste do Brasil, às margens do rio São Francisco, são peças únicas que usam os movimentos dos galhos das arvores dos mangues, raízes e troncos, à exemplo. 

“A atmosfera criativa traduz a força do conhecimento ancestral e a habilidade do fazer a mão, em total integração com elementos da natureza, como a madeira o algodão, a palha e a cerâmica. Trabalho de grandes mestres, cujas obras têm valor artístico e estético, e representam a sabedoria popular, colocando nosso país entre os mais expressivos produtores de arte no mundo.” – Rosenbaum Arquitetura e Design

 

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O projeto da estrutura teve consultoria do doutor e professor Yopanan Rebello, especialista em concepção estrutural para arquitetura, que em parceria com a arquiteta Helena Ruette e a engenheira Bruna Rocha projetaram a estrutura que suporta a cobertura em telhas com isolamento térmico, e recebe os lanternins e coberturas translúcidas. 

O espaço recebeu uma arara em bambu para suportar as roupas em exposição; uma estrutura que serpenteia pelo ambiente criando fluidez e harmonia com os revestimentos e texturas naturais, como o piso em tijolos e as paredes caiadas de massa feita com colher pela equipe de executores da Máximo engenharia. 

Os provadores, um destaque à parte, são grandes ocas tramadas em crochê de algodão, e derivam de um projeto social do estilista Gustavo Silvestre e do Projeto Ponto Firme, que oferece formação técnica em crochê para sentenciados da Penitenciária Desembargador Adriano Marrey, na cidade de Guarulhos.

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Compondo a iluminação do interior inundado de luz natural, um projeto luminotécnico propôs peças que banham as paredes com uma luz contínua e luminárias especiais, que presas às colunas de eucalipto estrutural criam braços para iluminar os produtos em exposição. No centro da loja circulam carrinhos de compras que substituem o balcão caixa, sacola de compras e balcão pacote, liberando o espaço físico e tornando mais dinâmica a experiência de compras.

 

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Na parte frontal, o antigo estacionamento de carros no recuo da loja foi ocupado por um jardim de mata atlântica que devolve para o espaço urbano uma pequena floresta, concebida e executada pelo paisagista e botânico Ricardo Cardim. A vitrine é uma sementeira que abriga os manequins em meio a uma produção de mudas de árvores da mata atlântica, semeadas em berços.

 

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POR Redação
IMAGENS Pedro Kok

Prêmio Salão Design 2023

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Com apoio da FEIRA NA ROSENBAUM, estão abertas as inscrições do Prêmio Salão Design 2023 – 25° edição – até dia 04 de abril.

 

Em seu esforço na promoção da economia criativa e circular em torno do design brasileiro, a FEIRA NA ROSENBAUM é apoiadora oficial do Prêmio Salão Design 2023, o grande prêmio brasileiro de design de mobiliário, criado em 1988 pelo Sindicato das Indústrias de Mobiliário de Bento Gonçalves, o Sindmóveis. “É uma honra a nossa parceria com este consolidado evento que vai de encontro com o nosso propósito na continuidade de revelar nossos talentos nacionais”, declara Cris Rosenbaum, idealizadora e curadora de arte e design da FEIRA NA ROSENBAUM.

Em sua 25ª edição, o evento marca os 35 anos do Prêmio Salão Design, uma iniciativa com mais de 15 mil histórias contadas em 15 mil projetos inscritos por designers de 37 países ao redor do mundo. Mais que uma vitrine de tendências, o Prêmio é um canal de integração entre designers e indústrias, ao premiar o talento e levar ao mercado peças com diferencial competitivo.

Com inscrições abertas entre os dias 07 de fevereiro a 04 de abril de 2023, o Prêmio Salão Design fará o julgamento dos projetos inscritos em 2 etapas, a primeira ação acontecerá entre os dias 12 de abril a 05 de maio, a divulgação dos produtos selecionados para a 2ª etapa será no dia 16 de maio e os produtos vencedores serão divulgados no dia 24 de julho. A cerimônia de premiação acontecerá durante a realização da feira Movelsul 2023 entre os dias 28 e 31 de agosto.

Com importantes nomes do universo do design brasileiro, o júri da primeira etapa será composto por Adriana Fontana, vice-presidente da ABD – Associação Brasileira de Designers de Interiores, Ana Paula Coelho, coordenadora dos cursos de Design do Centro Universitário Belas Artes SP, Eduardo Nuncio, designer representante das indústrias do polo moveleiro de Bento Gonçalves, Rodolpho Gutierrez, conselheiro e representante do CBD – Centro Brasil Design e Sidnei Schenatto, técnico representante do SENAI. Em segunda etapa, o time de jurados será formado por Adélia Borges, crítica de design, Cris Bava, diretora de conteúdo e marketing da CasaCor, o designer e youtuber Paulo Biacchi, Thaís Lauton, Diretora de Redação da revista Casa e Jardim e Winnie Bastian, arquiteta e jornalista especializada em design.

 

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Premiados em edições passadas, da esquerda para a direita

LINHA ZINA | Design de Zanini de Zanine | Studio Zanini | Rio de Janeiro – RJ | 3º Super Prêmio | 2018

HUM | Design de Federico Mujica Iturria e Carolina Arias Bianchi | Muar Diseño | Montevideo – Uruguai | 2º Prêmio Profissional | 2018

ESCRIVANINHA SOBRADINHO | Design de Felipe de Carvalho Madeira | Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ | Rio de Janeiro – RJ | Prêmio Estudante – Espaços de Trabalho | 2017

BANCO TANGARÁ | Design de Camila Fix, Flávia Pagotti Silva, Amelia Tarozzo, Rejane Carvalho | Estúdio: Plataforma4 | São Paulo, SP | Empresa: Móveis James | Prêmio Profissional – Desafio Dos Espaços Em Transformação | 2022

CADEIRA SELA | Design de Ibanez Reck Razzera | Estúdio: Estudio Chacra | Chapecó, SC | Empresa: Tumar Móveis | Menção Honrosa Profissional- Desafio Da Identidade Brasileira | 2022

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Texto e Imagem: Divulgação

Os impactos da COP27 no setor imobiliário

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COP27 pode levar a exigências mais rigorosas para a utilização de materiais e métodos mais eficientes em termos energéticos, menos danosos às edificações.

 

A COP27, Conferência das Partes da ONU sobre Mudança Climática, realizada em novembro do ano passado, em Sharm El Sheich, no Egito, tem o potencial de impactar de modo significativo o mercado imobiliário. Isso porque as metas estabelecidas na conferência visam reduzir as emissões de gases de efeito estufa e promover a energia limpa, o que pode levar a mudanças nos padrões de construção e no uso de energia em edifícios, mudando em caráter definitivo a estratégia de desenvolvimento de novos projetos nas empresas do segmento. Hoje o setor de imóveis responde por 40% da emissão global de carbono, sendo que 28% são de energia usada para aquecer, resfriar e levar eletricidade aos edifícios, e 11% são geradas a partir de matéria prima.

Evidentemente, uma das principais áreas de impacto será na construção de novos edifícios. A COP27 pode levar a exigências mais rigorosas para a utilização de materiais e métodos mais eficientes em termos energéticos, sendo ambientalmente menos danosos que os edifícios ordinários atuais. Isso pode incluir técnicas de construção passiva, com forte influência da nova arquitetura biofílica, que busca conectar os espaços com a natureza, promovendo bem-estar e conforto para seus ocupantes, como a construção de edifícios voltados para maximizar a luz solar natural e reduzir a necessidade de iluminação artificial, e a instalação de sistemas de captação de energia solar, água de chuva e até mesmo microestações de tratamento de resíduos.

 

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Na busca por sustentabilidade, o escritório Dal Pian incluiu uma abertura envidraçada no projeto da Sede da Natura em São Paulo. O teto e fachada, protegido por brises, filtra a luz natural e garante eficiência energética e conforto ambiental.

 

Além disso, a COP27 tem grande potencial para direcionar reformas em edifícios existentes, impondo exigências e melhorias para tornarem-se, de fato, eficientes e menos negativamente impactantes nas estruturas naturais em que são construídos.

Outra forma pela qual a COP27 pode afetar o mercado imobiliário é através da criação de novos incentivos para desenvolvimento de projetos imobiliários que promovam a energia limpa e a redução de emissões de gases de efeito estufa. Seguindo esta tendência, alguns agentes financeiros já estão elaborando programas de financiamento, créditos fiscais e outros estímulos para a construção de edifícios “limpos”. Em geral, a COP27 tem condições de mudar significativamente a forma como os edifícios são projetados, construídos e operados, influenciando todo o longo ciclo do mercado imobiliário.

No entanto, é importante observar que ainda é cedo para saber exatamente como serão implementadas as metas estabelecidas na conferência, o que não afasta a necessidade das empresas do segmento se prepararem para uma nova jornada em que a natureza também deverá ser entendida como um verdadeiro cliente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Bruno Malvezi – CEO do Grupo Impper
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“Grafeno” ganha primeira Norma Brasileira

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Domínio da tecnologia pode transformar o país em um fornecedor de nanotecnologia e produtos de alto valor agregado.

 

O grafeno, um dos materiais mais pesquisados do mundo por suas propriedades físicas, como alta resistência mecânica, leveza, maleabilidade e alta condutividade térmica e elétrica, acaba de ganhar a primeira Norma Brasileira. O objetivo da norma é caracterizar os diferentes produtos que compõe a classe de materiais que recebem o nome grafeno, contribuindo assim, para o desenvolvimento de novas tecnologias, com grande impacto em diversos setores da indústria.

“Um dos principais desafios do grafeno, está na sua aplicação. Por ser um nano material, ainda há dificuldade em transformá-lo em aditivos e produtos de fácil aplicação na indústria. E parte deste desafio existe pela falta de normas e padrões desde a sua nomenclatura até em práticas de manipulação e manuseio. A indústria e academia, por intermédio da ABNT, têm buscado normatizar toda a cadeia deste material com urgência, para apoiar no seu consumo e desenvolvimento de novos ingredientes e produtos”, explica Alexandre de Toledo Corrêa, Diretor Executivo da Gerdau Graphene, uma das empresas envolvidas no desenvolvimento da Norma e coordenador da Comissão de Estudo Especial de Nanotecnologia (ABNT/CEE-089) responsável pela publicação da norma.

Atualmente o Brasil é o terceiro maior fornecedor mundial do mineral grafita e possui a segunda maior reserva mundial desse material que é a principal matéria prima para o grafeno, de acordo com dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Estima-se que esse mercado movimentará, em cinco anos, mais US$ 3 bilhões de dólares.

O grafeno é um nano material composto de carbono, que por suas propriedades atraí a indústria para utilização na criação de uma nova classe de materiais, com potencial de revolucionar o uso não só com novos materiais, mas com uma nova visão para produtos já consagrados como tintas, cimento e concreto, embalagens, artefatos plásticos e lubrificantes.

 

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Estrutura do grafeno.

 

“Importante ressaltar que o grafeno também é peça fundamental na revolução tecnológica em mercados como o de energia, possibilitando novas tecnologias mais sustentáveis para baterias, por exemplo”, explica Valdirene Sullas Teixeira Peressinotto, Head de P&D da Gerdau Graphene e membro da Comissão de Estudo Especial de Nanotecnologia (ABNT/CEE-089).

Segundo ela, a publicação da norma é o primeiro passo para a adoção do material na indústria e para que comece a ocorrer a migração de concentração do conhecimento da academia para a indústria. “O tamanho do mercado global de grafeno foi avaliado em US$ 620 milhões em 2020 e está projetado para atingir US$ 1.479 milhões até 2025. As projeções refletem o amadurecimento tecnológico apoiado pelas primeiras normas e pelo aumento da demanda por grafeno, globalmente em várias aplicações industriais”, revela.

Para o presidente da ABNT, Mario William Esper, a nova norma contribuirá para estimular a difusão de conhecimento e de aplicações do grafeno. “Trata-se de uma iniciativa pioneira para promover o avanço e o fortalecimento científico desse material revolucionário, que pode gerar tantas riquezas e divisas ao Brasil”, ressalta o dirigente.

 

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A norma brasileira é uma adoção idêntica da publicação internacional, a qual foi elaborada com a colaboração de mais de 30 países, incluindo o Brasil, dentro do ISO/TC 229 — Nanotechnologies. A norma ABNT ISO/TS 21356-1, que de fato é uma especificação técnica, trata da caracterização estrutural do grafeno na forma particulada e dispersões.

Ela apresenta definições e protocolos para determinação de número de camadas, dimensões laterais dos flocos, alinhamento entre camadas, nível de desordem e área específica do pó contendo grafeno. A ISO/TS 21356-1 foi traduzida para o português pelo grupo de trabalho GT4 – Materiais Bidimensionais, da Comissão de Estudo Especial de Nanotecnologia (ABNT/CEE-089), coordenada pelo Professor Luiz Gustavo Cançado, do Departamento de Física da UFMG.

A norma ABNT ISO/TS 21356-1:2023 pode ser adquirida no serviço ABNT Catálogo, através deste link.

 

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Fonte: GC Grandes Construções
Imagens: Divulgação

Contemplando as árvores

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Reverenciando elementos arquitetônicos originais da década de 1960, projeto valoriza vista privilegiada transformando a área social em um espaço único.

 

O apartamento Buenos Aires, de 355 m2, está localizado no edifício Fabíola, datado de 1960, do arquiteto e construtor polonês naturalizado brasileiro Luciano Korngold. Com vista para a praça Buenos Aires, no bairro paulistano de Higienópolis, o edifício se destaca na paisagem pelo relevo da escultora búlgara Liuba Wolf presente em seu coroamento. 

Projetado para um casal que queria aproveitar a vista, coube ao escritório Terra Capobianco reverenciar a estrutura original da edificação que permite a integração total dos cômodos da área social, resultando em um grande vão e pé direito alto, tipo de construção tão rara nos tempos atuais. 

A premissa natural foi reforçar a amplitude da sala principal, tornando o espaço fluido, amplo e harmônico. Antes dividida em três ambientes, ela foi integrada em um único espaço, favorecido pelo pé direito de 3 metros. As vidraças piso-teto com vista para a copa das árvores intensificam a experiencia de habitar o espaço generoso, dado pela escolha precisa dos materiais.

 

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O teto da sala principal foi texturizado em cor clara para intensificar a luz natural abundante e dialogar com o piso recoberto por granilite. Painéis em ripas de folha natural de carvalho americano envolvem toda a área social, trazendo conforto visual, além de camuflar as portas de acesso às demais áreas do apartamento. O sistema de ar-condicionado está oculto no forro rebaixado do hall de entrada, enquanto os elementos estruturais foram revelados, como o concreto dos pilares, agora recuperados e aparentes.

“Buscamos com a intervenção exaltar a generosa espacialidade permitida pela boa estrutura da edificação. O apartamento é uma rara e privilegiada celebração do encontro entre arquitetura e paisagem.” – Terra Capobianco

 

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Detalhe do escritório, que segue o mesmo conceito da área social.

 

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Relevo da escultora búlgara Liuba Wolf torna o edifício uma rara e privilegiada celebração do encontro entre arte e arquitetura.

 

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Por Redação
Imagens:  Manuel Sá

Sala de Vidro do MAM recebe obra inédita de Shirley Paes Leme

mockup projeto da instalacao site specific Nosso mundo da artista Shirley Paes Leme para Sala de Vidro do MAM Sao Paulo Imagem cortesia da artista Easy Resize com

A artista criou uma instalação site-specific que dialoga com o Parque Ibirapuera, onde o museu está localizado, e lança uma provocação sobre o paradoxo de um “oásis poluído” dentro da metrópole paulistana.

 

A partir de 2 de março, o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM São Paulo) recebe um trabalho inédito da artista Shirley Paes Leme, pensado especialmente para ocupar a Sala de Vidro da instituição. A convite do curador-chefe do MAM, Cauê Alves, a artista concebeu uma instalação site-specific que dialoga com o entorno do museu, e ao mesmo tempo instiga o público a pensar sobre as condições climáticas.

Nosso mundo (2022-2023) é uma instalação composta por mais de 1000 filtros usados de ar-condicionado de carro e alumínio reflexivo. Enquanto os filtros formam na parede da sala um skyline da cidade, com aspecto turvo e fora de foco trazendo a imagem causada pela poluição do ar, o chão espelhado irá refletir a paisagem e a arquitetura do Parque, e o visitante, colocando no mesmo espaço as árvores e também a marquise. A artista explica que esse caráter espelhado do chão deve tornar a Sala de Vidro um lugar confuso, pois o público não saberá muito bem o que está por vir, já que tudo em volta ficará dentro do mesmo espaço.

“Ao mesmo tempo, o visitante se vê e vê as árvores, o teto, a parede refletida no chão, e vê também as árvores, a parede real, causando uma confusão de realidades” – Shirley Paes Leme.

 

mockup projeto da instalacao site specific Nosso mundo da artista Shirley Paes Leme para Sala de Vidro do MAM Sao Paulo Imagem cortesia da artista Easy Resize com
Projeto da instalação site-specific Nosso mundo (2022-2023), da artista Shirley Paes Leme, para Sala de Vidro do MAM São Paulo.

 

Simultaneamente, haverá o skyline na parede, tornando o lugar que parecia contemplativo em um espaço, na verdade, provocativo. O diálogo com o Parque Ibirapuera também esteve presente nas últimas obras que ocuparam a Sala de Vidro do MAM, como os Cupinzeiros (2022), de Lidia Lisboa; Origem e Destino (2021)de Rodrigo Bueno, e Retromemória (2022), de Lenora de Barros.

Os filtros de ar-condicionado que constroem o skyline na obra são todos usados, com o aspecto escuro da “marca da fumaça”, como a artista chama, tendo em vista que o ar poluído da cidade passou por dentro deles. Os rastros de fumaça fazem parte, de certa maneira, da trajetória da artista, que já utilizou como material para compor obras das séries Tensão, Resíduos da Cidade Fumaça-ação. O caráter manchado desses filtros evoca uma tensão um tanto assustadora, já que convoca o público a pensar que o mesmo ar que passa por eles é o ar que respiramos. Uma pesquisa divulgada pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema) em 2022 indicou que a poluição presente no ar na cidade de São Paulo ficou acima do recomendado pela OMS nos últimos 20 anos.  “Além de apontar para questões ambientais cada vez mais urgentes, Shirley Paes Leme reflete e dá visibilidade para a situação paradoxal de estarmos numa espécie de oásis poluído”, aponta o texto curatorial da obra escrito por Cauê Alves.

 

SERVIÇO

Sala de Vidro – Nosso mundo, de Shirley Paes Leme

Abertura:  2 de março, quinta-feira, às 19h
Período expositivo:  2 de março a 28 de maio de 2023
Local:  Museu de Arte Moderna de São Paulo, Sala de Vidro
Endereço:  Parque Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portões 1 e 3)
Horários: terça a domingo, das 10h às 18h (com a última entrada às 17h30)

Ingressos: R$25,00 inteira e R$12,50 meia-entrada. Aos domingos, a entrada é gratuita e o visitante pode contribuir com o valor que quiser.

www.mam.org.br/

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagem: Cortesia da artista.