CAU/SP lança concurso para escolher projeto de reforma do seu edifício-sede

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Concurso, aberto a todos os arquitetos e urbanistas do país, já tem edital disponível para consulta, com inscrições abertas a partir de 7/11.

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP), em parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), promove o Concurso Público Nacional de Projeto de Arquitetura e Urbanismo para reformar seu edifício-sede, situado no Triângulo Histórico da capital paulista.
Além de tornar o edifício localizado na Rua Quinze de Novembro plenamente adequado à realização das atividades internas da autarquia, o concurso busca oferecer um lugar com significado, cujo caráter expresse os valores e as aspirações do CAU/SP. O imóvel apresenta importância histórica e simbólica como bem cultural e constitui oportunidade para a consolidação de um novo endereço de referência para a Arquitetura e Urbanismo da cidade.
O prédio foi projetado e construído pelo escritório F. P. Ramos de Azevedo & Cia, Engenheiros Arquitetos em 1920. Implantado de forma geminada conforme o loteamento tradicional das cidades brasileiras, o Edifício XV de Novembro foi por muitas décadas a sede do Banco Português do Brasil em São Paulo, representando o início da verticalização da cidade.
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Na fachada sobressai o pé-direito alto decorado com pilastras emparelhadas da ordem coríntia, a ornamentação externa feita de palinetas, frisos e contornos em alto relevo, e as janelas formando arcarias nos pavimentos superiores, todas com muitos ressaltos. São respeitadas as proporções clássicas, mas a diferença de escala, a incongruência entre estrutura e aspecto externo e a diversidade dos materiais aplicados, tornam imprecisa a obediência formal ao cânone clássico.
A escolha da melhor proposta será feita em duas etapas, com base no material apresentado na forma de Estudos Preliminares de Arquitetura na primeira etapa e Anteprojetos de Arquitetura; na segunda etapa, para a qual serão selecionados até três projetos. A modalidade de escolha será exclusivamente baseada no critério técnico de qualidade, a partir da avaliação de um júri especializado.
O primeiro colocado recebe prêmio de R$ 40 mil mais contrato para desenvolvimento do projeto, certificado de participação e divulgação pública; o segundo classificado receberá o valor de R$ 40 mil mais certificado de participação e divulgação pública, e o terceiro colocado será premiado também com o valor de R$ 40 mil mais certificado de participação e divulgação pública. O concurso ainda terá menções honrosas mais certificado de participação e divulgação pública para participantes, e destaques com certificado de participação para os demais classificados.
O edital do concurso já pode ser consultado no site oficial abaixo, e estão aptos para participarem arquitetos e urbanistas e seus escritórios devidamente registrados e em dia com suas obrigações junto ao CAU.
Lançamento do concurso público nacional de projeto de Arquitetura e Urbanismo
Dia 27 de outubro de 2022, a partir das 18h30
Sede do CAU/SP
Rua XV de Novembro, 194 – Centro Histórico
São Paulo/SP

Fluidez espacial

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Na área social, espaços amplos, integrados e convidativos dialogam entre si com sofisticação e aconchego.

 

A principal demanda para este projeto capitaneado pela arquiteta Sabrina Salles foi integrar sala, varanda e cozinha, visto que a planta padrão da construtora deste apartamento de 300 m² era convencional, com estes ambientes bem separados. Os clientes desejavam um apartamento amplo, aconchegante, onde pudessem reunir toda família. 

Localizado no Campo Belo, em São Paulo, o imóvel é bastante iluminado devido as grandes esquadrias do pé direito duplo. A sala de estar é o grande destaque na área social e dialoga com todos os outros espaços circundantes. Foi necessário mudar o lavabo de lugar e fazer toda a infra pelo próprio apartamento já que não era possível mexer no apartamento de baixo.

“Um conceito contemporâneo e sem excessos.” – Sabrina Salles

A escolha minuciosa por todos os materiais trouxe o aconchego e a elegância solicitados pela cliente, assim como o uso de cores mais sóbrias como o cinza, o azul, o branco e o preto. Os revestimentos em madeira e o porcelanato criaram uma atmosfera bastante acolhedora e sugerem certa comunicação visual entre os ambientes. Alguns destaques, como a chapelaria no hall, a adega para vinhos na estrada da cozinha, a caixa azul em marcenaria na área gourmet e o pilar com paisagismo entre a sala de estar e a varanda personalizaram o projeto; detalhes que atribuíram sofisticação aos espaços.

A sala de estar é o ambiente que os clientes mais usam, bem iluminada e ventilada devido a integração dos ambientes. Mesmo com o pé direito duplo o apartamento consegue ficar aconchegante devido os acabamentos e materiais utilizados.

 

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Mudanças no aspecto estrutural criou layout fluído entre os ambientes sociais. Da cozinha, pode-se observar sala de estar e jantar, varanda e espaço gourmet. O espaço gourmet ganhou destaque pela caixa azul em marcenaria.

 

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No quarto do casal, uma sala íntima próxima à janela traz mais funcionalidade ao ambiente. O painel de madeira atribui conforto térmico e aconchego. Destaque para a charmosa penteadeira com poltrona em veludo.

O banheiro da suíte do casal recebeu acabamentos claros em revestimentos e bancada. Tons neutros trazem elegância e sofisticação, sem excessos.

 

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Por redação
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Por Redação
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Precariedade habitacional na América Latina é tema de projeto colaborativo

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“Cidades Invisíveis, Pessoas Incríveis” analisa áreas marginalizadas em Macapá, São Paulo e Cidade Juarez, no México.

 

A falta de moradia adequada é um dos maiores desafios para os governos e populações dos países da América Latina. A precariedade habitacional se manifesta por meio de favelas, cortiços e conjuntos habitacionais degradados. Em busca de alternativas para melhorias concretas, uma grande equipe de acadêmicos, com participação de líderes comunitários, criou o projeto colaborativo “Cidades Invisíveis, Pessoas Incríveis”. O primeiro resultado das ações foi um documentário que mostra, por meio de entrevistas e registros audiovisuais, o uso do espaço público e esforços de mobilização social em áreas marginalizadas de três cidades: Macapá (conhecidas como ressacas, localizadas na Amazônia brasileira), Paraisópolis (a maior comunidade da capital paulista, que completou 100 anos em 2021) e Sendero de San Isidro (em Cidade Juarez, no México, fronteira com os Estados Unidos). Três universidades latino-americanas estão envolvidas no projeto: Universidade Federal do Amapá, em Macapá, Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, e Universidad Autónoma de Cidade Juarez, no México.

“A América Latina é o lugar mais desigual do planeta e na configuração de suas cidades é possível realizar aproximações espaciais que ultrapassam os limites geográficos. Entre Macapá, São Paulo e Cidade Juarez existem imensas distâncias geográficas, porém, encontramos problemas semelhantes entre eles: falta de infraestrutura, exclusão social e pobreza. A falta de água nas casas também é apontada no documentário como um problema grave enfrentado pelos moradores”, explica Bianca Moro de Carvalho, coordenadora do projeto, doutora em Arquitetura e Urbanismo e mestre em Planejamento Urbano.

 

 

A cidade de Macapá é apresentada através da problemática das ressacas, que são áreas alagadas que concentram moradias de risco na capital. Essas regiões recebem grande número de migrantes do interior da Amazônia que buscam encontrar novas oportunidades de emprego, saúde e educação para suas famílias. São Paulo, a cidade mais rica do Brasil, é apresentada através de Paraisópolis, a quinta maior favela do Brasil. A comunidade é reconhecida por sua força de mobilizações sociais fortemente organizadas. No México, na Cidade Juarez, a precariedade destaca-se no conjunto habitacional San Isidro. Construído pelo governo mexicano, na região há falta de infraestrutura e a localização distante da cidade tem provocado abandono de milhares de casas. “Cidades Invisíveis, Pessoas Incríveis” também analisa o papel das lideranças locais na construção de espaços inclusivos e no exercício da cidadania.

“Essas pessoas muitas vezes são relegadas ao esquecimento porque fazem um trabalho silencioso. Precisamos dar visibilidade a eles e suas ações inspiradoras. É importante a própria comunidade identificar pessoas que estão realizando trabalho de grande importância para a sociedade, e entrar em contato conosco através da plataforma Cipesin, pois o projeto traz mensagens que funcionam como gritos de socorro. Identifica carências de infra-estrutura de nossas cidades, ao mesmo tempo que revela a necessidade de melhoria da qualidade de vida” – Bianca Moro de Carvalho

 

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O próximo trabalho, que também vai incluir documentário e entrevistas, será realizado no sertão da Bahia, em Bom Jesus da Lapa. O projeto usa a metodologia da mídia participativa, que pode ser uma forma criativa para o exercício da cidadania dos moradores das áreas segregadas,além de ser uma ferramenta que permite a inclusão social de moradores de regiões vulneráveis. A técnica utiliza recursos audiovisuais e mídia como forma de compreensão da linguagem urbana, arquitetônica e cultural. A proposta é registrar as condições de habitabilidade, informalidade e organização social dos assentamentos precários das populações de áreas fragilizadas, trazendo a possibilidade de ouvir suas vozes.

Conheça o projeto Cipesin
Site: https://cipesin.com

 

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Tecnofeal – Conheça o FEAL Brises touch!

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Brises em alumínio são solução técnica construtiva durável para controle de incidência solar e fornece privacidade dos ambientes.

 

A premissa inicial para a fachada neste projeto elaborado pelo escritório FGMF abarcava formular uma solução toda em madeira. Porém, os clientes queriam um material de longa duração e, algo no mercado, de fácil manutenção, que pudesse oferecer um acabamento semelhante. O escritório optou então pelos brises em alumínio (metálico) com acabamento efeito madeira da EzyColor,  por uma questão de manutenção, fixação, qualidade e, principalmente, pelo sistema das portas camarão, que ficou leve por ser em alumínio e de fácil manuseio.

O FEAL Brises touch foi criado para oferecer mais funcionalidade em relação ao controle da luz apenas movimentando suas aletas verticais com um toque, que pode ser total, quando os brises estão abertos em totalidade, ou parcial, quando suas folhas estão abertas no sistema camarão. Neste sistema, é necessário que suas folhas em um mesmo vão sejam sempre em número par, pois sua abertura deve ser sempre em pares. Usou-se aproximadamente 11 toneladas de alumínio para as fachadas de brises. O acabamento escolhido trouxe identidade para o projeto e criou dinâmica na fachada, além de garantir durabilidade, sendo resistente a intempéries.

 

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Sistema camarão com brises móveis, onde suas aletas verticais são movimentadas por um toque.

 

PRINCIPAIS VANTAGENS DE UM BRISE DE ALUMÍNIO PARA FACHADAS

  • Material: por ser metálico, como é o caso do alumínio, tende a ser mais leve, em comparação com brises feitos de madeira, por exemplo;
  • Design – os brises podem ter tamanho e formato variados conforme a necessidade do projeto de arquitetura;
  • Fator termoacústico – apresenta propriedade para isolar a temperatura e o som; O material é ideal para quem deseja uma higienização facilitada;
  • Por ser leve e versátil, um brise de alumínio é fácil para ser transportado e instalado;
  • Controle de Qualidade: como a produção é realizada de maneira industrial, o sistema camarão com aplicação dos brises possuem controle de qualidade e garantia de 10anos;
  • Sustentabilidade: produto é 100% reciclável;
  • Durabilidade: é resistente a intempéries (ventos de alta velocidade, tempestades, vendavais, além de bloquear a entrada da luz solar em excesso.

 

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Pelo tempo de garantia e pra obter maior resistência às intempéries, seja chuva ou sol, optou-se por classe II para a pintura efeito madeira. 

 

 

Conheça este e outros produtos na Tecnofeal AQUI!

 

Obras de Lina Bo Bardi e Max Bill se encontram na Casa Zalszupin

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A casa administrada pela ETEL e Almeida & Dale Galeria de Arte expõe O Diálogo Bardi Bill, com curadoria de Francesco Perrotta-Bosch, e parceria com o Instituto Bardi | Casa de Vidro.

 

Max Bill foi um designer, pintor, escultor e arquiteto suíço reconhecido como um dos mais influentes do século 20, principalmente pelo movimento concretista, atuando especialmente na área da educação, no Brasil e na Alemanha. Já Lina Bo Bardi, uma das mais icônicas arquitetas do século 20, que ficou conhecida por projetar o MASP e a famosa Casa de Vidro. Seu legado extrapola o campo da arquitetura, pois ela também contribuiu para a cenografia, artes plásticas, desenho de mobiliários e design gráfico.

A união entre os dois trabalhos se dá a partir de um terceiro personagem, central: Pietro Maria Bardi, então diretor do MASP à época. É ele quem convida o suíco para uma exposição no Brasil, em 1949, que seria viabilizada apenas em 1951. E é sobre esta relação, entre o casal Bardi e Max Bill, que a exposição O Diálogo Bardi Bill se debruça, desde o dia 15 de outubro, na Casa Zalszupin, em São Paulo, sob curadoria de Francesco Perrotta-Bosch.

 

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Casal Bardi. Diretores do museu recepcionando o casal Lina e Max Bill, junho de 1953. Foto_ Desconhecido – Acervo do MASP.

 

“Max Bill pertence àquela categoria de artistas contemporâneos (especialmente, arquitetos) cujo insofrimento para as soluções fáceis, do não controlado, do não exato, é absoluto. A matemática está na base de toda sua concepção. Não a matemática imaginada pelos leigos (isto é, “fria”), mas a matemática como pode ser hoje considerada em toda a resplandecência de sua poesia integral”, escreveu Lina Bo Bardi em texto que será reproduzido na parede da exposição.

O suíço fez sua primeira grande exposição individual no Brasil em 1951, à convite de Pietro Maria Bardi, feito em 1949. Como dezenas de pinturas, esculturas e cartazes de Bill aqui se encontravam, a primeira edição da Bienal de São Paulo reapresentou ao público a Unidade Tripartida e a laureou com o Grande Prêmio de escultura. Em 1953, o artista veio ao Brasil para fazer suas notórias e polêmicas conferências, fazendo florescer então o concretismo de Waldemar Cordeiro e Luiz Sacilotto com o grupo Ruptura, de Ivan Serpa e Abraham Palatnik com o grupo Frente.

“Entretanto, o diálogo Bardi Bill desenvolveu-se também numa outra dimensão intelectual: sem palavras, somente formas. Nesta, Lina Bo Bardi explicitou seu encanto pelo suíço cuja arte e arquitetura fundamentou-se na matemática ‘em toda a resplandecência de sua poesia integral'” – Francesco Perrotta-Bosch.

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Vista da exposição Max Bill. Foto de Peter Scheier – Acervo do MASP.

 

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Vista da exposição Max Bill. Foto de Peter Scheier – Acervo do MASP.

 

A mostra na Casa Zalszupin propõe uma aproximação do conjunto de esculturas de Max Bill com o mobiliário de Lina Bo Bardi, algumas peças originais reeditadas pela ETEL e outras vintages do acervo do próprio Instituto. As estruturas geométricas, sintéticas, racionais e com poucos pontos de apoio das cadeiras de Lina Bo Bardi estão em consonância com o ideário concreto formulado por Bill. Ao reunir no mesmo ambiente as formas rigorosamente projetadas pelos dois grandes autores, saltará aos olhos que Lina compreendeu a essência das matrizes geométricas de Max, Lina dialogou com Max, Lina aprendeu com Max.

Nos trabalhos de Max, planos em torção intercalam o dentro e o fora; no mobiliário da arquiteta, superfícies igualmente complexas funcionam como moles moldes ao corpo. “Semiesferas aqui tocam o piso encontrando um delicado equilíbrio, sejam elas esculpidas em granito ou madeira, sejam assentos de couro. Não se trata tão somente de geometria descritiva: cada um ao seu modo, Lina Bo Bardi e Max Bill desenharam formas para, com rigor, materializar sua postura ética. Naquela virada dos anos 40 e 50, Bardi e Bill tratavam o raciocínio humanista e o desenho técnico como complementares”, escreve Francesco em seu texto curatorial.

 

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Interior do Palma Studio de Arte e Arquitetura. Foto Desconhecido – Arquivo Instituto Bardi.

 

 

 

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Poltrona de balanço, reedição ETEL. Foto Fernando Laszlo.

 

“Max Bill é representante de uma geração que quer explicar os fatos: de uma geração que assistiu à catástrofe da guerra e à falência da cultura tradicional. Como pesquisador cuidadoso e solitário de novas possibilidades, Max Bill não as procura em “evasões” abstratas, mas sim colocando concretamente os problemas. Parece-nos ouvir a esta altura a voz de uma senhora, que diligentemente frequenta as exposições, perguntando: Mas, meu Deus, como é possível chamar de pintura aqueles tracinhos vermelhos sobre um fundo completamente branco? Onde estão os famosos problemas da arte?”, diz ainda Lina Bo Bardi, no texto que estará na parede e foi escrito em abril de 1951.

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Mancebos Lina Bo Bardi, reedição ETEL. fotografia fernando laszlo Easy Resize com

 

 

O Diálogo Bardi Bill

Obras de Lina Bo Bardi e Max Bill; e documentos e correspondências entre o casal Bardi e Max
Curador: Francesco Perrotta-Bosch
Casa Zalszupin
Visitação: 15 de outubro a 10 de dezembro de 2022
Mais informações: Link
De segunda a sexta, das 10h às 18h e aos sábados das 10h às 14h
Ingressos gratuitos mediante agendamento prévio
Sem estacionamento
Casa Zalszupin

 

 

Como a visualização de dados pode moldar a arquitetura e as cidades

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Saiba um pouco mais sobre como a visualização de som, imagens e dados demográficos podem inspirar criativamente a Arquitetura.

 

Manuel Lima é um designer e pesquisador conhecido por seu trabalho em visualização e mapeamento de redes complexas. Ele é o fundador do VisualComplexity.com, membro da Royal Society of Arts, e foi nomeado uma das “50 mentes mais criativas e influentes” pela revista Creativity. A entrevista a seguir explora suas inspirações e processos, assim como seus pontos de vista sobre como a visualização dos dados pode ajudar a melhorar a qualidade das nossas cidades.

 

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Anéis e espirais. Christian Tominski e Heidrun Schumann, exposição interativa em espiral aprimorada, 2008. Imagem © The Book of Circles, Manuel Lima

 

O que inicialmente o inspirou a converter dados em imagens?

Manuel Lima (ML): Às vezes é difícil encontrar esse momento específico em que a vida o impele a algo, mas me lembro de uma situação específica em 2004. Eu estava fazendo um mestrado em Belas Artes na Parsons School of Design, em Nova York. Eu estava na plateia assistindo a uma palestra de um professor chamado Christopher Kirwin, que apresentava algo como o “understanding spectrum“. É um diagrama que tem nomes diferentes, mas basicamente mostra como os dados levam à informação, informação ao conhecimento e conhecimento à sabedoria.

Embora minha experiência e treinamento tenham vindo do lado do design industrial, eu estava interessado e queria fazer parte desse processo. Especificamente, construindo uma ponte entre informação e conhecimento, entre produtores e consumidores. Eu acho que é uma das coisas mais difíceis que podemos fazer. Faz sentido quando os seres humanos são ótimos em coletar informações, e é por isso que temos o fenômeno do big data hoje.

Mas agora precisamos entender os dados, transformá-los em informações e, finalmente, em conhecimento. Esse é o nosso maior desafio. Para mim, foi como um chamado. Houve um tempo em que pensei: uau, preciso fazer parte desse movimento. Eu queria trabalhar criando conhecimento e sabedoria através de dados.

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Rodas e tortas. Jess3 Quem ocupa Wall Street ?, 2011. Imagem © The Book of Circles, Manuel Lima

Uma parte importante de saber o que fazer com os dados é saber quais perguntas devem ser feitas. Como você sabe quais são os dados relevantes que devem ser mostrados em meio a tantos?

ML: Eu acho que sempre surge da pergunta que você está tentando responder. Em sua mente, ao tentar realizar uma visualização, você está pensando em uma pergunta que deseja responder ou em uma mensagem que deseja transmitir. Às vezes, os dados que podem servir a esse propósito são ignorados. Então, digamos que você esteja tentando entender melhor os diferentes dados demográficos de um lugar. Provavelmente, tentaremos entender os usuários, no sentido de procurar saber como eles navegam através de um edifício ou projeto urbano. Você tem essa pergunta imediata em mente e os dados podem fornecer essa resposta.

Por isso, os dados sem processamento raramento são suficientes para que um padrão faça sentido. A resposta que você precisa está em visualizá-los. Se necessário, converter e traduzir dados em metáforas visuais e modelos que podem ser entendidos. Desta maneira, é possível responder a esta pergunta por meio de algum tipo de visualização ao mesmo tempo em que serve como mensagem que se deseja transmitir.

Como você faz isso? Como você trabalha?

ML: Hoje existem muitas ferramentas diferentes que você pode usar. Existem diferentes bibliotecas disponíveis para entender o mundo. Ultimamente, estou mais interessado em taxonomia, em entender o sistema. Eu realmente sinto que a visualização de dados é uma linguagem. Da mesma forma que a linguagem escrita é composta por blocos que assumem a forma de palavras que, por sua vez, são combinadas e criam sentenças, o mesmo acontece com a visualização de dados. Temos gráficos que você pode combinar usando cor, tamanho ou forma. E através desse processo, você cria mensagens significativas.

Procuro olhar para as diferentes maneiras pelas quais as pessoas têm usado essa linguagem, entendendo as semelhanças e as diferenças ao longo do tempo, não apenas nos tempos modernos, mas também voltando à história e entendendo como os humanos têm usado as imagens, símbolos e comunicação visual como meio de transmissão de informações.

Sempre fico fascinado por quanto tempo isso acontece. Estamos usando imagens há muito mais tempo do que a linguagem escrita. O alfabeto mais antigo conhecido tem aproximadamente 6.000 anos. O primeiro tipo de representação pictórica remonta a 40.000 anos atrás. Temos usado imagens e símbolos por muito mais tempo do que o sistema escrito. Então, de alguma forma, está embutido em nosso DNA; Temos uma forte inclinação para imagens.

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Ebbs e fluxos. Siori Kitajima e Ravi Prasad (oposto) Luz solar, gordura e felicidade, 2012. Imagem © The Book of Circles, Manuel Lima

Hoje, as pessoas não apenas escrevem e leem mais, mas também veem mais imagens: o Instagram e o Pinterest estão cheios de fotografias de arquitetura e cidades. Isso me leva à próxima pergunta: como você acha que a visualização de dados pode ajudar a arquitetura e as cidades?

ML: Eu acho que pode ajudar de três maneiras diferentes:

Pode servir de inspiração. Uma das melhores coisas que descobri sobre a complexidade visual é que, quando comecei a colocar a ciência por trás disso, há mais de quinze anos, notei uma maravilhosa polinização cruzada de ideias. Recebi e-mails de biólogos inspirados em recursos visuais que viram, por exemplo, algo completamente diferente. E até me lembro de um e-mail de um arquiteto que recebi naquela época; eles estavam usando visualizações que encontraram em uma rede social e estavam aplicando algumas dessas ideias em um edifício. A arquitetura, como qualquer campo criativo, pode ser inspirada por muitas áreas diferentes, uma delas é a visualização. Pode ser uma visualização de som, dados demográficos ou qualquer outra coisa, mas pode ser uma ótima fonte de inspiração.

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Formas e limites. Matteo Bonera, Giulia De Amicis, Francesco Roveta e Mir Shahidul Islam (Agência Visual) Tutti i voli portano a Londra (Todos os vôos estão indo para Londres), 2013. Imagem © The Book of Circles, Manuel Lima

A outra maneira é por meio da metodologia, que também pode ser inspiradora para a arquitetura. Hoje, muitos campos são gerenciados por códigos. Uma das melhores coisas que sigo são as artes generativas e as pessoas que criam arte através de códigos, através de algoritmos. Elas estão criando formas interessantes, imprevisíveis e únicas. Elas não são criadas por computadores, mas por máquinas. Então, eu acho que isso é algo que a arquitetura também está tentando entender: como a forma pode ser criada através de código, algoritmo e máquinas. Me parece muito interessante. Especialmente quando se trata de Inteligência Artificial – e estamos falando muito sobre design orientado por Inteligência Artificial. Há uma oportunidade para a arquitetura alimentada por inteligência artificial, onde podemos criar um elemento de surpresa através desse processo.

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Mapas e plantas. Ji Soo Han e Paul Ornsby, Situatorist Drawing Device, 2010. Imagem © The Book of Circles, Manuel Lima

Meu terceiro ponto é que a visualização pode trazer muitas ideias para arquitetos e planejadores urbanos. Um dos grandes projetos que vem à mente se chama Tracing the Visitor’s Eye, construído na cidade de Barcelona há aproximadamente 10 anos. Eles coletaram todas as imagens enviadas para o Flickr que foram tiradas na cidade de Barcelona. Duas coisas eram importantes: o momento em que a foto foi tirada e o local. Eles utilizaram esses dados e recriaram o caminho que as pessoas percorreram pela cidade. Agora imagine a riqueza dessa visualização. De repente, você tem esse mapa de onde as pessoas estão realmente navegando e por quais ruas estão andando. Por onde elas começam? Onde elas terminaram sua jornada? Para um planejador urbano, ou mesmo o prefeito de uma cidade, há muitas ideias realmente interessantes que podem ser derivadas desse processo.

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Nós e links. Justin Matejka e George Fitzmaurice (Autodesk Research) OrgOrgChart: A evolução de uma organização, 2012. Imagem © The Book of Circles, Manuel Lima

O lamentável é que, às vezes, as pessoas que estão tornando as visualizações realmente interessantes não estão necessariamente conversando com as pessoas que podem se beneficiar delas, como arquitetos e urbanistas. Eu acho que há uma grande oportunidade para esse tipo de pensamento estar mais conectado às pessoas que podem se beneficiar dele.

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Uma taxonomia de círculos: 1) Anéis e espirais 2) Rodas e tortas 3) Grades e gratículas 4) Ebbs e fluxos 5) Formas e limites 6) Mapas e plantas 7) Nós e links. Imagem © The Book of Circles, Manuel Lima

Fonte: Archdaily, por Fabian Dejtiar
Todas as imagens são cortesia de Manuel Lima 

Composição EXUBERANTE

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Criativo, exótico e colorido, projeto traz personalização e acrescenta humor aos ambientes, em perfeita alquimia entre estilos.

 

Para este antigo apartamento tradicional dos anos 50 de 800m² localizado em São Paulo, quarto projeto para um casal que gosta da personalização e das características exclusivas que o arquiteto Sig Bergamin atribui aos ambientes, o profissional uniu com maestria e humor um imenso senso de alegria à muita sofisticação. 

O ponto de força do projeto é a biblioteca que passou por grande renovação. Aproveitando a estante existente, originalmente de madeira escura, decidiu-se pintá-la em um tom de verde desenvolvido exclusivamente para o projeto, a fim de iluminar e atualizar a sensação datada do ambiente. Foram necessárias cerca de 10 tentativas para obter a cor certa e chegar a esta incrível e inesperada biblioteca verde.

A ideia para este decor foi de transformar um apartamento datado, com muita cara de antigo, em algo atemporal e com a cara dos proprietários. Para isso unimos cor, texturas, muita arte e design em uma composição de muito humor.” – Sig Bergamin

Sig escolheu as obras de Damien Hirst, Joan Miro e Jeff Koons para criar e completar o sentimento e o humor do ambiente, uma das características mais notáveis do espaço. Os clientes têm grande paixão pela arte e todas as obras integradas ao projeto são de uma coleção pessoal que eles vêm construindo ao longo de muitos anos.

A mesa art déco, uma das peças favoritas do profissional, foi projetada por ele. A madeira possui acabamento brilhante “mel encaracolado” e a parte superior recebeu couro de camelo.

 

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Referências art déco inspiraram e influenciaram todas as decisões e escolhas de móveis e design para o projeto. Painel que divide os ambientes de estar e jantar e permite visibilidade entre eles integra coleção pessoal dos moradores. 

Duas mesas compõem o ambiente e criam dinamismo no espaço. Na parede, quadro de Damien Hirst.

 

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O tecido que reveste as paredes é o mesmo usado nas cortinas. O vermelho nos abajures e nas duas poltronas cria dois pontos focais. Essa relação de elementos clássicos com tecidos e cores modernas é a dualidade empregada quase como regra nos projetos de Sig.

 

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Detalhe da mesa de centro Yves Klein, em um azul exuberante que ilumina o ambiente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Redação

Imagens: Bjorn Wallander

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Exposição AR-te realiza intervenções urbanas com temática ambiental

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Projeto multimídia de intervenções urbanas, o AR-te acontece pela primeira vez em São Paulo com o objetivo de contribuir para a reflexão sobre a poluição do ar e questões ligadas à crise climática global.

 

A contaminação do ar e questões ligadas à crise climática global são o fio condutor do projeto AR-te, que leva para diferentes locais da cidade intervenções urbanas inéditas criadas pelos artistas visuais Alex Senna, Flávia Junqueira, Priscila Barbosa e Pedro Varela, além de Thiago Cóstackz, que também assina a curadoria da mostra. Esse grupo possui trabalhos reconhecidos no Brasil e no exterior, e o público poderá conferir suas novas obras até 20 de novembro, instaladas nos parques Água Branca, Burle Marx, Bruno Covas, além do museu Casa das Rosas e Escola Estadual Dom Paulo Loureiro.

Com diferentes linguagens visuais e pensado de forma sustentável, o conjunto expositivo do AR-te busca ao mesmo tempo seduzir pela concepção plástica e provocar reflexões sobre a relação das cidades com o ar e as muitas questões ligadas à poluição e contaminação atmosférica. Somente na cidade de São Paulo, cerca de 11 mil mortes por ano poderiam ser evitadas com a redução da poluição e o aumento de áreas verdes, o que além de salvar vidas, faria a cidade desaquecer cerca de 1c°. (*)

“As obras questionam os observadores sobre nossas responsabilidades com a preservação, mas não fazem apenas alertas ambientais, elas também evocam facetas filosóficas e poéticas que envolvem o ar. Afinal, temos a chance de desenhar um novo caminho para a nossa civilização, mas parece que ainda não estamos nos esforçando o suficiente”- Thiago Cóstackz, curadoria da mostra e autor de expedições artísticas e de instalações em ambientes naturais ameaçados, da Amazônia à Groenlândia.

Durante a temporada, os artistas ministrarão oficinas gratuitas, e ao final da mostra as obras serão doadas a instituições ligadas à preservação do ar e valorização de comunidades tracionais como a Associação Rural Indígena de Rio dos Índios, no Vale do Ceará-Mirim/RN. O AR-te foi idealizado pela Mina Cultural – que assina a gestão do projeto – e pelo artista multimídia Thiago Cóstackz.

 

Sobre as intervenções do AR-te

O artista Thiago Cóstackz leva ao Parque Burle Marx a obra “Natureza Interrompida” (dimensões: 160cm, por 120cm x 90cm; técnica: Polímeros variados reciclados, madeira e metal certificados). Ele apresenta uma espécie de mesa de corte de madeira em que uma figura metamorfoseada é representada diante de uma “serra elétrica”, como se estivéssemos vendo um crime prestes a acontecer. Uma metáfora da natureza confrontada com uma das forças mais transformadoras e destruidoras do planeta: a espécie humana. A intervenção foi feita de forma espelhada para refletir não só o ambiente preservado do parque mas também o observador, outra espécie em risco.

Thiago C¾stackz Natureza Interrompida Parque Burle Marx Easy Resize com

 

“Uma Combustão de muitos corpos” (dimensões: 3m x 2m x 60cm; técnica: pintura acrílica sobre madeira certificada) é a obra de Priscila Barbosa instalada no Parque da Água Branca. Nessa instalação feita no formato de uma caixa de fósforos gigante, Priscila ressignifica esse objeto associado à cozinha e a sua dualidade, como algo que pode ser utilizado como ferramenta de insubordinação e confronto, mas que também serve ao preparo dos alimentos, ou até para iniciar o incêndio em uma floresta. No centro da imagem está uma mulher indígena, inspirada nas Potiguaras Ibirapi do Vale do Ceará-Mirim (RN), que tem entre os cabelos a ave “aratinga jandaia”, já extinta naquela região. No verso da obra a mesma ave parece renascer e se projeta sobre o losango da bandeira brasileira.

Priscila Barbosa Uma CombustOo de muitos corpos Parque da ┴gua Branca Easy Resize com

 

No Parque Linear Bruno Covas, o público poderá conferir a instalação “Nuvem”, de Pedro Varella (dimensões: 5m x 2m; técnica: pintura acrílica sobre madeira certificada). “Nuvem” tenta quebrar com a ideia de paisagem com uma única perspectiva, e traz para o espectador uma paisagem fragmentada, com muitos tons de azul que assume formas, histórias diversas e instiga a pensar na preservação, principalmente, em relação aos mares e ao ar.

Pedro Varela Nuvem Parque Linear Bruno Covas Easy Resize com

 

“Amazônia, Lago Janauari, Árvore Samaúma” é o trabalho de Flávia Junqueira, em exposição no museu Casa das Rosas (dimensões: 2,90 cm x 3m; técnica: impressão em lona fixada em estrutura de madeira). A artista usa a fotografia encenada em espaços arquitetônicos ou abertos para criar atmosferas de fantasia. A própria teatralidade existente nos espaços vira elementos pictóricos que que ajudam a compor sua narrativa. Nessa intervenção, Flávia contrapõe o natural e o urbano e exibe a foto da árvore amazônica Samaúma, rodeada por uma instalação de balões coloridos. A árvore conhecida como “mãe da floresta”, pode chegar a 100m e ejeta na atmosfera cerca de 2.000 litros de água por dia, tendo papel protagonista em grande parte das chuvas nas regiões Sudeste e Centro-oeste do Brasil. Também no jardim da Casa das RosasThiago Cóstackz expõe “Air Head”, um balão com forma de cabeça de pássaro que flutua evocando em seu interior um ar contaminado e mortal para qualquer ser vivo.

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Alex Senna, um dos maiores expoentes do movimento de intervenções urbanas, com obras espalhadas por 25 países estampa a sua obra “Neblina” (dimensões: 9m x 3m, técnica: grafite) nos muros da Escola Estadual Dom Paulo Rolim Loureiro, em Guarulhos, na região metropolitana.  “Neblina” é um retrato do nosso tempo, na qual nuvens escuras pairam sobre a civilização, trazendo para os dias de hoje o que era visto como um futuro distante, apocalíptico e irrespirável, dominado pelo plástico e contaminado pelos agentes químicos provenientes das indústrias e do descaso com o meio ambiente. O uso elegante das sombras e do preto e branco guiam o observador por um mundo cheio de simbolismos e retratos emocionais, que visam conscientizar sobre um perigo que já habita nossa rotina: o envenenamento do ar e seus desdobramentos terríveis junto a toda forma de vida na Terra.

Alex Senna Neblina Escola Estadual Dom Paulo Rolim Loureiro Guarulhos Easy Resize com

 

Para saber mais sobre o projeto AR-TE

https://www.instagram.com/projeto.ar_te/

https://youtu.be/73SFl09BrLA

 

Serviço – AR-te, visitação até 20.11, com entrada gratuita

Parque Burle Marx: “Natureza Interrompida”, de Thiago Cóstackz

Av. Dona Helena Pereira de Moraes, 200 – Vila Andrade – São Paulo

Aberto todos os dias, das 7h às 19h

 

Parque da Água Branca – Uma Combustão de muitos corpos”, Priscila Barbosa

Av. Francisco Matarazzo, 455 – Água Branca, São Paulo

Aberto todos os dias das 6h às 20h | entrada gratuita

Parque Linear Bruno Covas – “Nuvem”, Pedro Varela

Av. Magalhães de Castro, 12001 – Cidade Jardim, São Paulo

Aberto todos os dias 24 horas, horário recomendado para visitação: 6h às 18h

 

Casa das Rosas – Amazônia, Lago Janauari, Árvore Samaúma”, Flávia Junqueira

Av. Paulista, 37 – Bela Vista, São Paulo – SP, 01311-000

Aberto todos os dias, das 7h às 22h

 

Escola Estadual Dom Paulo Rolim Loureiro –  “Neblina”, Alex Senna

Av. Domingos Fanganielo, 251 – Pte. Grande, Guarulhos

A obra ficará em muro externo da escola e a visitação pode ser todos os dias,